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Dicas de filmes negros para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro

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Fotos: Divulgação

Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro, nesta segunda-feira, 19 de junho, o Mundo Negro selecionou dez filmes negros nacionais que fizeram história com reflexões raciais, contos reais, e em grandes premiações do audiovisual.

Entre os longas-metragens selecionados, está ‘Marte Um‘, pré-selecionado ao Oscar 2023, na categoria de ‘Melhor Filme Estrangeiro’. A equipe não conseguiu a sonhada indicação, mas ganhou o mundo. Dirigido por Gabriel Martins, durante a corrida pelo Oscar, o filme foi comprado pela distribuidora Array Releasing, de Ava DuVernay, para ser exibido nos cinemas estrangeiros e recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.

Confira a lista abaixo:

1 – Marte Um

Apesar de ter ficado fora do Oscar 2023, Marte Um foi muito aclamado pela crítica e recebeu diversos troféus em outras importantes premiações de cinema. O filme traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet. Disponível no Globoplay.

2 – Café com Canela

Dirigido pela Glenda Nicácio e Ary Rosa, o filme conta a história de Margarida (Valdinéia Soriano), que se isola da sociedade após perder o filho. Ela se separa do marido Paulo (Aldri Anunciação) e perde o contato com os amigos e pessoas próximas, até Violeta (Aline Brunne) bater na sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante para ela na juventude. Disponível no Prime Video.

3 – Medida Provisória

O primeiro filme dirigido por Lázaro Ramos, lançado em 2020, também virou destaque nacional e internacional, em festivais e premiações de cinema. A trama se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no Congresso Nacional, que aprova uma medida provisória. Sua aprovação afeta diretamente a vida do casal formado pela médica Capitú (Taís Araújo) e pelo advogado Antonio (Alfred Enoch), bem como a do jornalista André (Seu Jorge), que mora com eles no mesmo apartamento. Os personagens debatem questões sociais e raciais, além de compartilharem anseios que envolvem a mudança de país. Vendo-se no centro do terror e separados por força das circunstâncias, o casal não sabe se conseguirá se reencontrar. Disponível no Globoplay. 

4 – Orfeu Negro

A trágica história romântica entre a jovem Eurídice (Marpessa Dawn) e o motorista e músico Orfeu (Breno Mello). Os dois se conhecem durante o carnaval no Rio de Janeiro e se apaixonam, mas Orfeu tem uma noiva ciumenta. De acordo com a antiga lenda, o amor do casal é acompanhado de perto pela morte, e ele será capaz de descer aos infernos para salvar a sua grande paixão. Lançado em 1959, Orfeu Negro é o único longa em português a vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional. Disponível na Apple TV.

5 – Doutor Gama

Dirigido pelo aclamado diretor Jeferson De, a cinebiografia do advogado Luiz Gama (1830-1882), mostra a história real de um dos maiores abolicionistas, que conseguiu usar as leis para libertar mais de 500 escravos no Brasil. Estrelado por César Mello (Gama), Zezé Motta (Francisca) e Mariana Nunes (Claudina), o longa também recebeu boas críticas por não espetacularizar a dor e o sofrimento da época e focar na excelência do líder na luta contra a escravidão. Disponível no Globoplay.

6 – Branco Sai, Preto Fica

O filme é uma mistura de documentário e ficção científica, para denunciar a violência do Estado contra os negros brasileiros. A trama mostra a vida de dois homens que ficam marcados para sempre, após serem baleados pela polícia em um baile black, numa periferia de Ceilândia, Distrito Federal, em 1986. Ambos viveram para contar história e um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva. Será exibido no Canal Brasil, no dia 26 de junho, às 10h55.

7 – Uma Onda no Ar

Com Babu Santana e Alexandre Moreno entre os protagonistas, o filme conta a história de quatro amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte, Minas Gerais, que decidem realizar o sonho de criar uma rádio comunitária para dar voz à comunidade onde vivem: a Rádio Favela. Mas os jovens terão que enfrentar o racismo e a repressão policial e do Estado para manter o sonho vivo. Disponível no Prime Video. 

8 – Pureza

Baseado em uma história real, Pureza (Dira Paes) é reconhecida internacionalmente pela sua luta contra o trabalho escravo. Em 1993, ela ficou meses sem notícias do filho mais novo, Abel, que estava na Amazônia trabalhando no garimpo. Por três anos, ela descobriu e enfrentou um grande sistema de trabalho precário. O filme será exibido hoje na Globo, às 22h25, e também está disponível na Globoplay e Apple TV.

9 – M8 – Quando a Morte Socorre a Vida

Aclamado pela crítica nacional e internacional, o filme acompanha a vida de Maurício (Juan Paiva), que acabou de ingressar na renomada Universidade Federal de Medicina. Na sua primeira aula de anatomia ele conhece M8, o cadáver que servirá de estudo para ele e os amigos. Durante o semestre, o mistério da identidade do corpo negro só poderá ser solucionado depois que ele enfrentar suas próprias angústias e entender como o racismo lhe atinge de forma direta ou indireta no dia-a-dia. O longa do Jeferson De está disponível na Netflix.

10 – Besouro

Com a capoeira ainda probida na década 20, a trama acompanha a história de Besouro (Ailton Carmo), um menino orfão que se transformou em um grandes mestres capoeiristas, que precisa reconhecer as suas fragilidades internas para evoluir e lutar contra injustiças impostas pelo povo negro, em Salvador, Bahia. O longa remete muito à ancestralidade negra, com referências das religiões de matriz africana. Disponível no YouTube. 

Samantha Almeida representa o país como única brasileira presidente de júri no Cannes Lions 2023

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Foto: Reprodução

O Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, inicia nesta segunda-feira (19) a 70ª edição, na França, e o Brasil segue sendo representado por pessoas importantes da comunicação. Samantha Almeida, diretora de diversidade e inovação da Globo, foi escolhida para ser presidente do júri da categoria Social & Influencer, sendo a única brasileira.

Em suas redes sociais, a diretora está mostrando o “Diário de Bordo” da sua experiência como presidente do júri e de tudo que está vivendo no festival. No final de semana, ela teve uma rotina intensa de votação, trabalhando mais de 10 horas por dia, mas aproveitando cada momento da experiência. Essa é a segunda participação de Samantha Almeida no Cannes, em 2021 ela participou como jurada do festival.

“Eu recebi o convite em outubro do ano passado e desde lá tenho pensado com ainda mais profundidade sobre o papel da criatividade, globalmente falando, nesse momento do mundo. Junto veio a clareza do tamanho da oportunidade de ampliar e aprofundar o debate sobre digital, social e influência, considerando todos os dilemas que se apresentam nesse território atualmente”, escreveu Samantha no seu Instagram.

A categoria Social & Influencer é recente no festival e tem como objetivo premiar campanhas publicitárias dentro das mídias sociais. A presidente define a categoria como “mobilizadora” e com muita importância cultural. “O contexto cultural é definitivo para a categoria de Social & Influencer Lions, uma vez que as campanhas que concorrem nessa categoria são frequentemente desenvolvidas para abordar questões locais e sociais específicas”, escreveu.

O Cannes Lions é uma das premiações mais importantes do ramo publicitário e da comunicação. Na edição de 2023 serão 30 categorias. Além de Samantha Almeida, mais 29 brasileiros vão estar presentes no festival, sendo 25 deles júris. Entre eles estão Kelly Christina Castilho, diretora da Confeitaria Filmes, na categoria “Film Lions”, Dilma Campos, CEO da Nossa Praia, na categoria “Outdoor Lions”, e Felipe Silva, sócio e diretor de criação da Gana, na categoria “Creative Data”.

O festival acontece do dia 19 até o dia 23 de junho.

Beyoncé usa figurino de estilistas negros em show em comemoração ao Juneteenth, feriado da emancipação dos negros nos EUA

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Foto: Reprodução/Instagram

Beyoncé continua surpreendendo o público da Renaissance World Tour. Durante show em Amsterdã, na noite do último sábado, 17, ela apareceu em seu show usando looks diferentes e chamou a atenção do público. No Instagram, a cantora deu detalhes sobre o figurino: ‘Em homenagem a Juneteenth, tudo que eu usei para a RENAISSANCE WORLD TOUR esta noite foi criado exclusivamente por designers negros.’

O feriado americano Juneteenth é celebrado no dia 19 de junho e comemora a emancipando de pessoas negras escravizadas nos Estados Unidos. O Juneteenth é considerado o “segundo Dia da Independência Americana” e acontece na data em que o Major General Gordon Granger proclamou a liberdade dos escravizados no Estado do Texas, o último do país a fazê-lo.

Um dos looks da noite que chamaram a atenção foi o vestido vermelho, justo e com uma fenda que Bey usou e duas pulseiras de prata, além disso, ela também usava uma sandália prateada.  Os estilistas negros responsáveis pelos looks criados para o show de Beyoncé na Holanda ainda não foram divulgados.

Ao longo de sua turnê iniciada em maio, a renomada estrela pop tem deslumbrado o público com deslumbrantes trajes temáticos de discoteca, assinados por renomados estilistas como Mugler, Alexander McQueen e Balmain.

Confira as fotos

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os melhores penteados afros para usar no inverno

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Fotos: Rex/Shutterstock e Divulgação

Pensando em qual penteado afro usar nos próximos dias? A trancista Ana Vitoria Silva, selecionou ao Mundo Negro, as melhores opções de cabelos para o inverno, que inicia na próxima quarta-feira, 21 de junho.

“Em épocas de frio, as melhores opção são os penteados protetores. Eles têm em comum a leveza, facilidade para secar, e o tempo de aplicação ser de até 5 horas”, diz Ana.

Mas é preciso tomar alguns cuidados. “Não é porque o inverno dura 3 meses que você vai ficar todo esse tempo com o mesmo penteado. O tempo indicado para manter a saúde capilar é entre 45 à 60 dias. É melhor usar touca difusora, vai auxiliar na secagem mais rápida. Shampoo diluído e evitar temperaturas tão altas no chuveiro”, explica a trancista.

“Para as pessoas que não podem aderir aos penteados protetores, recomendo investir em um bom protetor térmico por conta do uso do secador, use geleias para auxiliar no day after (sem álcool na composição) e penteados com o próprio cabelo”, completa.

Confira abaixo as dicas de penteados para o inverno:

Dreads removíveis:

Este é o novo queridinho do público, devido o fenômeno da Princesa Ariel, interpretado pela Halle Bailey, no live-action de ‘A Pequena Sereia’. Entre os modelos utilizados mais utilizados, o Faux Locs, usado pela Ariel, é o que está mais em alta com a mistura de dreads com fios de fibra cacheados.

Halle Bailey usando dreads (Foto: Reprodução/Instagram)

Knotless braids:

Sucesso entre artistas negras, como Beyoncé e Laura Harrier, essa trança já está em alta há alguns anos. Segundo especialistas, ajuda na prevenção de alopecia por atração e deixa o couro cabeludo mais saudável.

Laura Harrier com knotless braids (Foto: Rex/Shutterstock)

French curl:

Esta é uma nova tendência entre as influenciadoras negras do TikTok, em que as tranças são bem finas, estilo knotless braids, mas com as pontas de cabelo de fibra soltas. Algumas pessoas preferem os fios em camadas para deixar ondulado e dando um visual mais atraente.

Influenciadora e tiktoker Danni Howard (Foto: Reprdução/Instagram)

Um Encontro Dengoso: Depois do jantar de casais, Grupo Intelectualidade Afrobrasileira mira nos solteiros

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Foto: IA/Mundo Negro

Após o sucesso do “Jantar Black“, promovido com o intuito de celebrar o amor negro entre os casais afrocentrados, agora o Grupo Intelectualidade Afrobrasileira anuncia a “Feiju Black – Um Encontro Dengoso“, para as pessoas solteiras, no dia 02 de setembro, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, das 14h às 22h. Os ingressos estarão disponíveis no dia 27 de junho pelo site Sympla.

Atendendo a muitos pedidos, o grupo realizará o evento para enaltecer a força das famílias afrocentradas, fortalecer o dengo entre a comunidade negra e o lazer para pessoas solteiras.

Além da deliciosa feijoada a ser servida, a Feiju Black terá atrações especiais, com a presença de influencers digitais e muitas atividades interativas nesse encontro histórico.

Foto: Divulgação

A idealizadora e organizadora do encontro, Ana Paula Evangelista, articulou e trouxe parcerias importantes e pensadas para o bem-estar do público presente. Como a parceria com a equipe do Denga Love, o app de paquera para pessoas negras, que irá colaborar para que todos tenham o seu par no dia.

O evento tem o propósito de promover o afeto entre pessoas solteiras, além de trazer lazer, entretenimento e cidadania para o universo afrobrasileiro, em um espaço à altura do bom gosto da comunidade. A programação também inclui a presença de DJs, roda de samba e sorteios.

A cerveja Cacildis apoiará o evento e a Casa do Nescau, famosa casa de samba rock, realizará apresentações e interações com os convidados. Na compra do ingresso, o público é contemplado a curtir toda a programação no Bar Varanda Jardim, além de ter direito ao open bar e degustações. O valor ainda não foi divulgado.

Serviço:

Feiju Black – Um Encontro Dengoso

Data: 2 de setembro

Horário: das 14h às 22h

Local: Bar Varanda Jardim – Rua Henrique Fausto Lancelotti, 6183, Campo Belo/SP
Informações: contato@feijublack.com.br | Instagram: @feijublack

“A maioria dos casos de violência nas escolas no Brasil não é sobre bullying, é sobre racismo”, destaca Larissa Luz no Festival LED

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Globo/Alice Venturi

No Palco LED Inspira, durante a 2ª edição do Festival LED , as apresentadoras do ‘Saia Justa’, do GNT, Astrid Fontenelle, Bela Gil, Gabriela Prioli e Larissa Luz participaram do painel “Como conviver e aprender com o medo?  Precisamos falar sobre as violências nas escolas”, numa conversa sensível sobre medo, racismo e masculinidade com a socióloga e especialista em violência escolar, Miriam Abramovay. O evento quebrou recordes de público ao atrair mais de seis mil visitantes nos dias 16 e 17 de junho,  para o Museu do Amanhã e o MAR.

Miriam destacou a importância de proteger as crianças e jovens nas escolas, garantindo um ambiente seguro. Larissa Luz ressaltou as inúmeras violências sofridas pelos pardos nas escolas do Brasil e a necessidade de desenvolver métodos de conversa e ação diante do medo.  “A maioria dos casos de violência na escola no Brasil não é sobre bullying, é sobre racismo. A gente precisa desenvolver métodos para os professores e responsáveis, para as crianças, métodos para conversarmos, para saber como falar e agir diante do medo.”, disse.

Morena Mariah, Jonathan Ferr e Tina Calamba participaram da mesa “O futuro é preto. Reimaginando a educação com as lentes do afrofuturismo”. Eles discutiram como o afrofuturismo pode ser uma ferramenta poderosa na educação, tanto dentro como fora da sala de aula. Tina Calamba compartilhou sua experiência no BBB e a importância da representatividade. Morena Mariah destacou que quanto mais aprendemos sobre o passado e nos descobrimos, mais o presente se torna diverso e representativo.

Festival LED – Mesa O Futuro é Preto – Globo/Lilo Oliveira

No Palco LED Inova, no MAR, o apresentador Manoel Soares mediou o debate “Borogodó cultural: uma escola chamada Brasil”, que explorou o potencial pedagógico da cultura brasileira. Os participantes enfatizaram a importância de integrar conhecimentos acadêmicos e saberes populares nas salas de aula para promover uma aprendizagem mais democrática. Heloisa Buarque de Hollanda ressaltou a necessidade de abrir espaço para outros conhecimentos além do acadêmico, e o cantor Russo Passapusso compartilhou sua experiência pessoal de aprendizado por meio da música.

Festival LED – Mesa Borogodó Cultural – Manoel Soares – Globo/Gabi Carrera

A mesa “Com quantas jornadas se faz uma mulher? Protagonismo feminino na educação” discutiu o protagonismo feminino na educação e o desafio das mulheres em conciliar tarefas domésticas, educação dos filhos e carreira. As participantes destacaram a importância da literatura na educação das crianças e compartilharam suas histórias de superação e conquista.

Uma das mesas mais concorridas do dia foi ‘A Arte dos Encontros’, em que Maju Coutinho conversou com Priya Parker, apresentadora de um dos principais podcasts do The New York Times, o Together Apart

No painel “Educação inclusiva: para além do acesso”, Nana Datto e outros participantes discutiram a importância de tratar as diferenças como potencialidades e promover uma educação inclusiva. Caio Bogos, CEO da aTip, falou sobre sua experiência como pessoa autista e destacou a importância do apoio da família. Silvana Drago ressaltou a importância da inclusão das crianças com deficiência nas escolas regulares.

A mesa “Como ensinar os jovens de um jeito que eles amam? Aprendendo com eles” mostrou a importância de ouvir os jovens e reconhecer a escola como um lugar fundamental para a formação de valores éticos e morais. Rhenan Cauê e outros participantes compartilharam suas experiências de engajamento

Durante dois dias repletos de atividades, a 2ª edição do Festival LED proporcionou uma imersão nos rumos da educação no Brasil, com 151 palestrantes e 76 atividades, incluindo conversas inspiradoras, oficinas e shows. 

Vini Jr. cobra respostas sobre episódio racista contra amigo em amistoso: ‘Onde estão as imagens das câmeras de segurança?’

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Foto: Reprodução/Instagram

Após a partida entre Guiné e Brasil, promovida pela CBF em Barcelona, o atacante do Real Madrid e da seleção brasileira, Vinicius Junior, se pronunciou no Twitter contra o episódio racista denunciado por seu amigo e assessor Felipe Silveira, de 27 anos. O jogador contou que a denúncia de Silveira foi colocada em dúvida e cobrou imagens das câmeras de segurança. 

Em sua publicação, Vinicius Junior lamentou o ocorrido com seu amigo. “Enquanto eu jogava com a já histórica camisa preta e me emocionava, meu amigo foi humilhado e ironizado na entrada do estádio. O tratamento foi triste, em todos os momentos duvidaram da cena surreal que aconteceu. Os bastidores são nojentos. Mas pra deixar tudo público, pergunto aos responsáveis: onde estão as imagens das câmeras de segurança?”.

Felipe Silveira relatou ter sido vítima de racismo por parte de um segurança. O incidente ocorreu no momento em que Felipe passava pela catraca de entrada e foi abordado para uma revista de rotina. Segundo ele, o segurança teria retirado uma banana do bolso e proferido comentários ofensivos, dizendo: “Mãos para cima, essa daqui é minha pistola para você”.

Imediatamente, Felipe e outros três membros da equipe de Vinicius Junior, que estavam presentes, se revoltaram e acionaram a polícia. A situação gerou uma confusão no local. Durante a confusão equipe de reportagem do portal ge identificou uma banana no bolso do segurança acusado de racismo.

Foto: Bruno Cassucci

No Instagram, o jornalista Marcos Luca Valentim fez um comentário questionando as ações da confederação para combater o racismo no futebol.  “Porque eu tenho tantas reticências, tanta dificuldade de aceitar esse antirracismo no modelo que é divulgado? A CBF levou um jogo para Espanha, seu protagonista é Vinicius Junior, e Vinicius Junior foi ofendido racialmente, ofensas racistas e ameaças de morte recentemente na Espanha. Então você pega o Vinicius e leva para um lugar desse. Falta de sensibilidade, crueldade, perversidade.”, pontuou.

“Eu tenho dificuldade de entender o antirracismo nesse modelo porque é se indispor com muita gente. A gente sabe que o racismo é estrutural, que está na estrutura, que está apegado nas entranhas da sociedade, dos organismos todos. Para mim, o antirracismo seria usar tudo o que você tem seria destruir essa estrutura.”

“Eu tenho dificuldade de acreditar que as pessoas e organizações como a CBF estão realmente dispostas e querem destruir uma estrutura que as favorece.”, disse ele ao destacar o fato de o racismo estar na estrutura social e destacando a necessidade de ações que mexam também nessa estrutura.

Valentim também falou sobre o caso de racismo sofrido pelo assessor de Vini Jr. momentos antes da partida, quando um segurança teria apontado uma bana para o rapaz, que é negro, e dito: “Mãos para cima, essa daqui é minha pistola para você”:  “Irrita mais ainda porque era previsível e poderia ser evitado tranquilamente. Mas eu volto ao cerne de tudo isso. Quer se indispor ou quer só botar aqui o emblema de contra o racismo e achar que isso é suficiente?”, questionou.

O amistoso entre Brasil e Guiné foi marcado por ações antirracistas promovidas pela CBF. Uma delas foi o uso de uniforme preto pela Seleção Brasileira durante o primeiro tempo do jogo. Além disso, os jogadores se ajoelharam e o estádio observou um minuto de silêncio antes da partida, em repúdio ao racismo.

Assessor de Vinicius Junior acusa segurança de racismo no estádio durante amistoso Brasil x Guiné

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Foto: Bruno Cassuci

Na tarde desse sábado, durante o amistoso entre Brasil e Guiné no Estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona, um amigo de infância e assessor pessoal de Vinicius Junior, Felipe Silveira, de 27 anos, relatou ter sido vítima de racismo por parte de um segurança. O incidente ocorreu no momento em que Felipe passava pela catraca de entrada e foi abordado para uma revista de rotina. Segundo ele, o segurança teria retirado uma banana do bolso e proferido comentários ofensivos, dizendo: “Mãos para cima, essa daqui é minha pistola para você”.

Imediatamente, Felipe e outros três membros da equipe de Vinicius Junior, que estavam presentes, se revoltaram e acionaram a polícia. A situação gerou uma confusão no local. Durante a confusão equipe de reportagem do portal ge identificou uma banana no bolso do segurança acusado de racismo.

A confusão foi filmada pela equipe do ge:

Uma funcionária de segurança tentou intervir e remover o segurança do local, mas os membros da equipe de Vinicius Junior não permitiram sua saída. O segurança nega ter proferido qualquer comentário racista, e seu nome ainda não foi divulgado.

O caso está em processo de investigação, uma vez que existem câmeras de segurança no estádio. O estafe de Vinicius Junior solicita que as imagens sejam analisadas. Após o jogo, eles pretendem procurar as autoridades policiais de Barcelona para formalizar uma denúncia.

Vale ressaltar que o amistoso entre Brasil e Guiné foi marcado por ações antirracistas promovidas pela CBF. Uma delas foi o uso de uniforme preto pela Seleção Brasileira durante o primeiro tempo do jogo. Além disso, os jogadores se ajoelharam e o estádio observou um minuto de silêncio antes da partida, em repúdio ao racismo.

Na última quinta-feira, Vini Jr. Foi convidado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, para liderar o comitê antirracismo criado pela instituição e que será formado por jogadores que deverão sugerir punições mais rigorosas para quem cometer atos racistas no futebol. 

Desigualdades e preconceitos afetam o acesso ao mercado de trabalho de jovens das periferias de São Paulo, revela pesquisa

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Foto: Freepik

Preconceito, localização e qualidade de vida impactam o acesso ao mercado de trabalho de jovens das periferias de São Paulo. Uma pesquisa do Juventudes Potentes, aliança que promove a inclusão produtiva de jovens-potência da periferia da cidade de São Paulo e faz parte do movimento internacional Global Opportunity Youth Network (GOYN), publicou o estudo “Injustiças estruturais entre jovens na cidade de São Paulo”, para descobrir quais sãos as dificuldades dos jovens.

Em parceria com Rede Conhecimento Social, a pesquisa contou com a participação de 600 jovens das regiões Sul e Leste de São Paulo, entre 15 e 29 anos, que colaboraram como respondentes e pesquisadores. No geral, 71% se declararam negros, 24% pretos e 47% pardos. Nove em cada 10 entrevistados acreditam que “existe um processo de desigualdades sociais históricas que atinge algumas pessoas e grupos e as mantém em condições menos favoráveis que outras”.

Para quem mora nas periferias, se manter ativo no mercado de trabalho ou conquistar o tão sonhado emprego precisa enfrentar o preconceito nas entrevistas. De uma forma geral, 45% afirmaram que “preconceito e a discriminação” dificultam a conquistar as vagas, muitas vezes sendo avaliado apenas por suas caracteristicas pessoais e sociais em vez do currículo e potencial. 38% de jovens já se sentiram prejudicados por conta da cor da pele.

Para 50% dos participantes, a baixa qualificação profissional e a concorrência injusta também é um empecilho para conquistar boas vagas de trabalho. Além disso, 39% já se sentiram subestimados por conta do lugar onde estudaram.

Para muitos, a inserção no mercado de trabalho começou cedo, 42% disseram ter começado antes dos 16 anos e 64% dos jovens estão economicamente ativos no momento. Mas para 54% há poucas vagas perto de casa, o que dificulta a conseguir um emprego muitos (24%) até precisam mentir sobre onde moram. Há também uma dificuldade de conseguir se locomover para o emprego: 42% levam mais de uma hora para chegar ao centro, 60% já se sentiram prejudicados por passar muito tempo no transporte e 68% já ficou sem dinheiro para a condução.

Saúde e segurança também foram citados como dois fatores preocupantes, principalmente entre as mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Cinco em cada 10 mulheres não se sentem seguras em chegar tarde em casa e 3 a cada 10 jovens LGBTQIAPN+ não se sentem seguros no bairro em que moram.

Conciliar trabalho, educação e outras responsabilidades também foi citada como um desafio. 21% dos jovens abandonaram os estudos por não conseguirem dar conta de tudo. Já outros 44% disseram que pensaram em parar também. Um dos motivos principais é a maternidade e paternidade: 38% dos jovens são mães ou pais, sendo 37% deles antes dos 17 anos, e 39% disseram assumir sozinhos a responsabilidade pelo cuidado do(s) filho(s).

“A pesquisa mostra que as principais injustiças são vivenciadas por jovens com baixa rendadomiciliar, mulheres, negros, LGBTQIAPN+ e com filhos. Com isso, é importante que a sociedade se conscientize dessa realidade e proponha planos de ação articulados. É imprescindível criar políticas intersetoriais e entre diferentes atores do ecossistema do mundo do trabalho para construir, de forma conjunta, mecanismos de superação das desigualdades sociais e promoção de qualidade de vida a esses jovens, com direito à projeção de futuro, escolhas e dignidade”, comenta Nayara Bazzoli, Diretora de Projetos da Rede Conhecimento Social.

A pesquisa apontou 10 “soluções” para os problemas dos jovens periféricos de São Paulo. São elas: 

1. Ofertar reforço escolar para diminuir desigualdades educacionais;

2. Promover maior aproximação da escola às suas demandas de jovens periféricos: trabalho, condições de vida, habilidades existentes e a serem desenvolvidas, projetos de vida, saúde mental, etc.;

3. Promover inserção mais qualificada ao mundo do trabalho;

4. Promover o uso qualificado da Internet.

5. Criar meios de garantir inclusão e permanência do jovem no trabalho, com olhar também para o estudante trabalhador e/ou mãe;

6. Desenvolver políticas públicas de incentivo e fiscalização de direitos trabalhistas e de inclusão produtiva;

7. Incentivar as empresas a se instalarem nas periferias;

8. Construir capacitação dialogada entre Governo, OSCs e Empresas, visando os desejos

dos jovens, tendências, profissões de futuro e oportunidades de desenvolvimento do próprio território;

9. Mudar a cultura internadas empresas para que acolham o jovem trabalhador desde o processo seletivo e garanta condições favoráveis ao seu desenvolvimento;

10. Incentivar novas dinâmicas de trabalho pensadas em jovens periféricos.

Patricia Hill Collins diz que encontrou inspiração nos quilombos ao falar de escolas comunitárias nos EUA, no Festival LED

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Foto:  Artur Renzo

Um dos destaques do Festival LED – Luz na Educação, que começou na última sexta-feira, 16, a socióloga norte-americana Patricia Hill Collins, pioneira nos estudos de intersecção falou sobre ter entendido que as escolas comunitárias para alunos segregados que ajudou a criar nos EUA poderiam ser comparadas aos quilombos no Brasil. “Quando vim para o Brasil e encontrei o termo Quilombo percebi que era isso que estávamos fazendo”, disse ela.

Durante a palestra intitulada “Educação crítica: uma janela para novas possibilidades”, Patricia Hill Collins compartilhou sua jornada na educação e discutiu como a educação crítica é essencial para a construção de sociedades democráticas e equitativas, fazendo referência à obra “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire.

A professora ressaltou sua própria experiência pessoal ao afirmar: “Eu sou a primeira pessoa da minha família a se formar na faculdade”. Hill Collins contou que seu trabalho na educação faz parte de um esforço coletivo intergeracional. “Isso é um esforço intergeracional. Uma pessoa de cada vez, de adquirir as habilidades e visão de mundo para seguir em frente”, disse.

Ela compartilhou sua motivação inicial para se tornar professora e a surpresa em relação ao alcance que a educação teve em sua vida: “Eu sabia que eu queria ser professora, mas eu não sabia o quão longe ser professora me levaria. Tudo o que eu sabia é que eu queria que a educação fosse diferente do que eu tinha tido”.

Patricia Hill Collins revelou que foi atraída pela filosofia da educação presente em “Pedagogia do Oprimido”, especialmente pela ideia de entender as relações de poder como base para a ação política. A professora norte-americana detalhou sua experiência ao ajudar a estruturar movimentos de escolas comunitárias dedicadas a alunos negros segregados e com o trabalho no centro educacional St Joseph’s Community School.

“Concentramos forças em conter a opressão racial. Naquela época, os alunos que recebiam nota “A” sentavam na frente e os com notas menores, atrás. Todos os considerados ruins eram negros. Achei isso um contexto de hierarquia social horrível, e começamos juntos a mudar: propus que todos sentassem em círculos e eles ficaram espantados”, revelou.

Além da referência na filosofia de Paulo Freire, a socióloga comparou o trabalho realizado nas escolas americanas ao que era feito nos quilombos no Brasil. “Quando vim para o Brasil e encontrei esse termo ‘quilombo’ eu percebi que era isso que estávamos fazendo”, contou. “Essa noção desse espaço livre num contexto de opressão, em que você controla, você decide. Que você não pode botar a culpa em ninguém necessariamente”, explicou.

Durante a palestra, a socióloga também abordou a luta pela inclusão dos estudos negros no ensino superior, ressaltando que foram os alunos negros que iniciaram esse movimento. Ela enfatizou a importância de reivindicar o poder epistêmico por meio de obras como “O pensamento feminista negro”, em que escreveu sobre mulheres negras. Patricia Hill Collins enfrentou o desinteresse e o ceticismo acadêmico em relação a esse campo de estudo, com pessoas questionando a relevância das vivências das mulheres negras.

“O que tentei fazer com ‘O pensamento feminista negro’ foi reivindicar o poder epistêmico. Eu escrevi sobre mulheres negras. Ninguém se interessava sobre mulheres negras na academia. As pessoas riam. ‘Porque a gente deveria se importar com essas mulheres?'”, relembrou ela. 

Clique aqui e confira a programação completa.

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