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Como preservar o comprimento dos cachos e crespos no verão

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Mulher negra com cabelo crespo longo no verão
Foto: Canva Imagens

Veja como preservar o comprimento dos fios crespos e cacheados. Crescimento capilar não depende apenas de fazer o fio crescer: cuidados com quebra, ressecamento, calor e exposição ao sol ajudam a preservar os centímetros conquistados.

Quem tem cabelo crespo ou cacheado e está em busca de mais comprimento sabe que o processo não se resume a somente esperar o cabelo crescer. Em muitos casos, os fios crescem normalmente, mas a quebra e os danos ao longo do caminho fazem com que o comprimento não seja percebido, ou fique perdido no meio do caminho.

A combinação de sol, calor, água do mar, cloro e maior frequência de lavagens pode contribuir para o ressecamento e deixar os fios mais suscetíveis à quebra. Então é hora de colocarmos a lupa para enxergarmos melhor os cuidados que podem salvar o seu crespo e cacheado no próximo verão.

Por isso, se a meta é chegar à estação com cabelos mais longos e saudáveis, a palavra-chave é retenção de comprimento. Ou seja: além de estimular um couro cabeludo saudável, é preciso preservar a fibra capilar e reduzir situações que favorecem a quebra.

Crescimento e retenção: qual é a diferença?

O crescimento do cabelo acontece a partir do folículo, no couro cabeludo. Mas ter fios que crescem não significa necessariamente conseguir perceber o aumento do comprimento.

Isso porque o cabelo pode perder parte desse comprimento por conta de quebra, ressecamento, atrito e danos à fibra.

Nos cabelos crespos e cacheados, existe ainda o fator encolhimento, característica natural dos fios com curvatura que faz com que eles aparentem ser consideravelmente mais curtos quando secos.

Por isso, um cabelo que parece ter pouco comprimento pode, na realidade, estar crescendo normalmente.

A estratégia, então, não é tentar eliminar a curvatura, mas reduzir a quebra e, quando desejado, utilizar técnicas que deixem o comprimento mais aparente.

Como proteger os cabelos crespos e cacheados no verão?

Sol, piscina e mar fazem parte da temporada, mas podem exigir uma atenção extra aos cabelos.

Antes de entrar na piscina ou no mar, uma estratégia simples é molhar os fios com água doce. Também é possível utilizar um leave-in adequado à necessidade do cabelo e apostar em penteados de baixa manipulação.

Depois da exposição, é importante enxaguar bem os fios e manter uma rotina de cuidados que ajude a combater o ressecamento.

Quanto menos danos forem acumulados ao longo do tempo, maiores são as chances de preservar o comprimento conquistado.

Com que frequência devo lavar? 

Manter o couro cabeludo limpo é importante para a rotina de cuidados. A frequência ideal de lavagem, porém, varia de acordo com as características do couro cabeludo, dos fios e dos produtos utilizados.

O recomendado é lavar o cabelo cerca de duas vezes por semana, mas não precisa ser uma regra rígida. Em períodos de maior calor, suor ou uso de produtos, por exemplo, pode ser necessário adaptar a frequência.

O mais importante é encontrar uma rotina que mantenha o couro cabeludo limpo sem ressecar excessivamente os fios.

O fator encolhimento não é inimigo do crescimento

Nos cabelos crespos e cacheados, o comprimento visual pode variar bastante entre o cabelo molhado e seco. Isso acontece por causa da própria estrutura da curvatura.

Para quem deseja visualizar mais comprimento sem alterar a estrutura dos fios, algumas técnicas podem ajudar.

Banding, twists, tranças e coques frouxos são alternativas que podem deixar os fios temporariamente mais alongados. A finalização também pode ser adaptada para favorecer um resultado com menos encolhimento.

O mais importante é evitar métodos que causem tração excessiva ou danifiquem a fibra em busca de um efeito mais alongado.

Menos manipulação também ajuda a preservar o comprimento

Desembaraçar, pentear e refazer o cabelo constantemente pode aumentar o atrito e favorecer a quebra.

Uma rotina de baixa manipulação pode ser uma aliada de quem está tentando reter comprimento. O ideal é desembaraçar os fios com cuidado, preferencialmente quando estiverem úmidos e condicionados, utilizando os dedos ou uma ferramenta adequada.

Na hora de escolher a escova, vale optar por um modelo desenvolvido para desembaraçar cabelos crespos e cacheados, com movimentos delicados e sem puxar os fios.

Também é importante observar os penteados escolhidos. Tranças muito rentes à raiz e ao couro cabeludo, além de outros estilos muito apertados, podem exercer tração excessiva e aumentar o risco de danos.

Por isso, se o objetivo é preservar o comprimento, prefira penteados confortáveis e que não deixem o couro cabeludo tensionado.

Crescer é importante, mas fazer o comprimento permanecer também faz parte do projeto cabelão.

E as fontes de calor?

Secador, difusor e outras ferramentas térmicas podem fazer parte da rotina, mas o uso excessivo de calor pode danificar a fibra e favorecer a quebra.

Para quem utiliza o secador para alongar ou finalizar os fios, algumas medidas ajudam a reduzir a exposição:

  • use protetor térmico;
  • prefira temperaturas baixas ou médias;
  • mantenha o aparelho em movimento;
  • evite concentrar o calor em uma única região;
  • mantenha uma distância segura entre o secador e os fios;
  • evite utilizar fontes de calor diariamente.

A ideia não é abolir o secador, mas fazer com que ele seja utilizado de maneira consciente.

Cuidar do couro cabeludo também faz parte da rotina

O crescimento começa no couro cabeludo, por isso a região também precisa de atenção.Manter uma rotina de higiene adequada, evitar o acúmulo excessivo de produtos e observar alterações persistentes são cuidados importantes.

O couro cabeludo também deve ser considerado na escolha da frequência de lavagem e dos produtos utilizados. Coceira persistente, descamação intensa, dor ou outras alterações que não melhoram com os cuidados habituais merecem avaliação profissional.

O crescimento capilar acontece de forma gradual. O que pode ser trabalhado na rotina é a preservação dos fios para que o comprimento conquistado não seja perdido por quebra.

Na hora de cortar, menos pode ser mais

Cortar o cabelo não faz os fios crescerem mais rápido, por isso, quem está em busca de comprimento não precisa ficar cortando as pontas constantemente.

Se a meta é deixar o cabelo crescer, vale evitar cortes frequentes sem necessidade e concentrar os cuidados na preservação da fibra e na redução da quebra.

Cuidados ao dormir

O atrito durante o sono pode contribuir para o embaraçamento e o desgaste dos fios. Uma forma simples de reduzir esse contato é utilizar touca ou fronha de cetim durante a noite.

O ideal é incorporar esse cuidado à rotina de forma consistente, principalmente para quem percebe que acorda com os fios muito embaraçados ou ressecados.

Também vale evitar dormir com o cabelo excessivamente apertado. Um penteado confortável e frouxo pode ajudar a reduzir a tensão enquanto você dorme.

Produtos para incluir no projeto cabelão

Somado aos cuidados, alguns produtos podem fazer toda a diferença na sua rotina capilar. Confira abaixo as nossas indicações:

Salon Line #todecacho Protetor Térmico pode entrar na rotina de quem utiliza ferramentas de calor, seguindo as orientações de uso da fabricante.

Para os momentos de tratamento, a Lola Cosmetics Morte Súbita Máscara é uma opção para quem busca uma máscara voltada ao cuidado e recuperação dos fios.

Já o Widi Care Juba Creme de Pentear pode ser utilizado na finalização de cabelos crespos e cacheados, ajudando na definição e no cuidado diário.

A escolha, porém, deve considerar as necessidades individuais dos fios. Nem todo produto funciona da mesma maneira para todas as pessoas, e uma rotina eficiente é aquela que respeita a curvatura, a condição da fibra e os hábitos de cada cabelo.

O segredo do cabelão é preservar o que já cresceu

Se a meta é conquistar cabelos mais longos, especialmente durante o verão, o caminho está em reduzir a quebra e preservar o comprimento.

Proteção contra os efeitos do verão, menos manipulação, uso consciente de fontes de calor, tratamento, cuidados com o couro cabeludo, proteção durante o sono e atenção à tração dos penteados fazem parte de uma rotina que pode ajudar os fios a crescerem longos e saudáveis. 

Beyoncé ganha festa de 20 anos de “B’Day” em Salvador

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Beyoncé em Salvador em 2023
Foto: Reprodução/ @matheusl8 @idw.company

Celebração organizada pela Sony Music acontece em 8 de setembro e terá cerca de 40 fãs selecionados; cidade já recebeu Beyoncé em passagem surpresa em 2023

Salvador foi escolhida para sediar uma celebração oficial pelos 20 anos de B’Day, segundo álbum solo de Beyoncé. Organizada pela Sony Music Brasil, a festa “HAPPY B-DAY” acontece no dia 8 de setembro e reunirá cerca de 40 fãs da cantora na capital baiana.

Para participar, os fãs precisam responder a um questionário disponibilizado pela organização. As respostas consideradas mais criativas serão selecionadas para a celebração. Cada participante escolhido poderá levar um acompanhante.

A organização também informou que haverá transporte para os convidados, com saída do Salvador Shopping até o local do evento.

Lançado originalmente em 4 de setembro de 2006, B’Day marcou uma fase importante da carreira solo de Beyoncé e chegou ao público com faixas como “Déjà Vu”, “Irreplaceable”, “Ring the Alarm”, “Freakum Dress” e “Beautiful Liar”, parceria com Shakira.

A comemoração acontece poucos dias depois do aniversário de lançamento do álbum e integra uma série de ações relacionadas às duas décadas do projeto. Para marcar a data, Beyoncé prepara uma edição comemorativa de B’Day com 27 faixas, incluindo músicas inéditas, versões em espanhol e “Morning Dew (Donk)”, lançada em julho deste ano.

‘B’Day’ ganha novas faixas 20 anos depois

A celebração do álbum também chega acompanhada de material inédito. “Morning Dew (Donk)” foi lançada por Beyoncé em julho, marcando seu primeiro lançamento de uma música inédita em dois anos. A faixa ganhou posteriormente um pacote de remixes que inclui uma nova versão com JAY-Z.

A edição comemorativa de B’Day terá 27 faixas e amplia o repertório originalmente lançado em 2006 com músicas que não integravam a edição original do álbum, além de versões alternativas e novas gravações.

A história de Beyoncé com Salvador

A escolha de Salvador para a celebração também retoma a relação construída entre Beyoncé e a capital baiana.

Em dezembro de 2023, a cantora surpreendeu fãs brasileiros ao desembarcar na cidade para participar do evento Club Renaissance, realizado durante a divulgação de Renaissance: A Film by Beyoncé.

Na ocasião, Beyoncé apareceu no palco do Centro de Convenções de Salvador, segurou uma bandeira da Bahia e agradeceu ao público que acompanhou sua passagem pela cidade.

A visita aconteceu anos depois de a cantora já ter estabelecido uma relação significativa com o público brasileiro, mas teve um impacto particular em Salvador por ocorrer de forma inesperada e em meio às celebrações relacionadas à era Renaissance.

Agora, quase três anos depois, a capital baiana volta a receber uma celebração oficial ligada à carreira da artista. A festa de 8 de setembro será restrita aos convidados selecionados pela organização, que terão direito a levar um acompanhante.

OMS mantém status de emergência global para mpox

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Foto: REUTERS/Jean Bizimana

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira (22) que a mpox segue figurando como emergência em saúde pública de importância internacional. Em seu perfil na rede social X, ele destacou que a decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência convocada para esta sexta-feira (22).

“Minha decisão baseia-se no número crescente e na contínua dispersão geográfica dos casos, nos desafios operacionais e na necessidade de montar e sustentar uma resposta coesa entre países e parceiros”, escreveu.

“Apelo aos países afetados para que intensifiquem suas respostas e para que a solidariedade da comunidade internacional nos ajude a acabar com os surtos”, concluiu Tedros.

Entenda

Em agosto, a OMS decretou que o cenário de mpox no continente africano constituía emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade.

Em coletiva de imprensa em Genebra à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e que as infecções têm aumentado ao longo dos últimos anos.

Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência global para a mpox em razão do surto da doença em diversos países.

A doença

A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.

Texto: Paula Laboissière/Agência Brasil*

Prefeitura de São Paulo cria ferramenta de atendimento on-line para denúncias contra homofobia e combate ao racismo

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A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e a Coordenação dos Assuntos da População Negra (CONE), em parceria com a Coordenadoria de Inclusão Digital (CID) disponibilizam a partir do dia 08 de novembro uma ferramenta de serviço à sociedade para o registro on-line de denúncias de combate à homofobia e crimes de racismo.

Como denúncias deverão ser feitos através do preenchimento do formulário disponível no site da SMPP (www.prefeitura.sp.gov.br/smpp). O acesso a essa ferramenta pode ser feito em todas as unidades de Telecentros de São Paulo.

A nova ferramenta visa facilitar o atendimento a esse público, para que assim o Poder Público possa agir coibindo atos discriminatórios contra a população negra e a população LGBT e também elaborar políticas públicas de proteção a esses grupos.

Ao fazer a denúncia, é preciso que especifique detalhes dos fatos ocorridos como: local, horário, pessoas envolvidas, o tipo de discriminação que ausidade e outras informações que julgaram relevantes. Todas as informações encaminhadas são sigilosas, nos termos da lei.

Atualmente, a SMPP disponibiliza esses serviços no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 1º andar e no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo, também, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 2º andar.

Para a utilização dos Telecentros é necessário agendar um horário via telefone ou pessoalmente. Acesse o site do Telecentro e escolha uma unidade mais próxima de você.

Aos 11 anos, Dandara Freitas transforma sonhos, vivências e pertencimento em livro infantil

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Dandara é autora e sua mãe é coautora do livro "Brincando de Sonhar"/Foto: Divulgação

Aos 11 anos, Dandara Freitas manifestou sua vontade de escrever um livro à mãe, Isa Freitas, de 32 anos. Criadora de conteúdo e atriz conhecida como Isa Black Woman, ela logo se animou com a ideia e incentivou a escrita da filha que, mais tarde, se tornaria no livro “Brincando de Sonhar”, lançado pela editora Afeto. A história é baseada nas vivências da própria autora.

De São Gonçalo, mas morando em Maricá, no Rio de Janeiro, Isa sempre foi uma entusiasta da educação e da leitura. Segundo ela, incentivou a filha a ler desde criancinha, criando um hábito e um gosto na menina, que hoje se tornou autora de sua própria obra. Dandara até brinca que, quando não ia bem na escola, a mãe lhe obrigava a ler algum livro e depois apresentar a história, como se fosse uma peça de teatro. 

“Para mim sempre foi importante incentivar a leitura nos meus filhos, é algo que eu queria que minha mãe tivesse feito comigo”, conta Isa. “A Dandara, aos 11 anos, tem um repertório e uns gostos que são muito diferentes das crianças da idade dela, muito porque eu a coloquei para ler desde cedo, dando livros e visitando bibliotecas”. 

Dandara diz que sentiu vontade de escrever o livro depois de ver um vídeo na internet em que uma menina de sua idade também fazia um livro, e que a animação da mãe a incentivou. A temática e narrativa sobre sonhos e o poder de sonhar veio da menina: “Eu queria mostrar que todas crianças mais simples e sem muita condição financeira também podem sonhar alto, não precisa sonhar tão baixo quanto a gente acha e aprende a achar”, diz Dandara. 

Mesmo com pouca idade, ela entendeu que meninas negras, assim como ela, que não possuem tantos recursos, por vezes acabam deixando seus sonhos de lado. Ela revela que, apesar de ter realizado alguns sonhos particulares, como viajar de avião, ir à um parque aquático e ter um carro, ela ainda sonha com coisas que quer alcançar: “Ir à Disney, Itália e Paris, além de viajar com toda a minha família”.

O processo de escrita

A ideia e a escrita do livro começaram em meados de maio. O incentivo e ajuda de Isa foram primordiais para que Dandara finalizasse suas páginas. Ela escreveu a maioria do livro, mas foi a mãe que o finalizou. 

Ao final, apesar de contrariada, o nome de Isa também está estampado na capa do “Brincando de Sonhar”, como coautora. Ela diz que Dandara insistiu para que ela aceitasse os créditos e diz que, apesar de no início negar, aceitou, porque a ação ensina uma válida lição para a menina de 11 anos: “No futuro, ela vai ter outras oportunidades de trabalhar em coletivo e, se uma pessoa participou, nem que seja de um trechinho, ela tem que dar o crédito à essa pessoa. Se eu não aceitasse ter meu nome como autora também, eu estaria ensinando errado à ela”. 

Divulgação

O processo veio como uma fase de muita união entre mãe e filha. Isa conta que ao escreverem a história juntas, as duas tinham muita conexão, a ponto de uma complementar o pensamento da outra. Além disso, a escrita do livro também trouxe uma certa autoestima para Dandara, que por anos vinha sofrendo com racismo e bullying na escola. 

“As pessoas da minha sala começaram a me zoar. Falaram que eu era suja, falaram que eu não era bonita, que eu era feia por causa da minha cor. E isso foi me fazendo acreditar”, conta Dandara. “E o cabelo também: falavam que era de bombril. Isso fez com que eu acreditasse em tudo o que falavam, mesmo que eu sempre me arrumasse”.

Não foram anos fáceis para Dandara. Durante esses ataques, que perduraram cerca de dois anos, houve uma mudança de turma, conversas com a mãe, com as famílias e processos de autoaceitação. Os meses foram passando e Dandara deixou de ser uma menina tímida, fechada e que não se expressava muito na escola, para ser alguém com muita atitude. 

Com o livro, sua notoriedade na escola também decolou: ela recebe abraços, elogios e cumprimentos alegres dos colegas e amigos da escola, que sentem orgulho e felicidade ao saber que, agora, Dandara é uma escritora. Os professores e diretora da escola também a valorizam e reconhecem a pessoa que ela é, ainda mais com tão pouca idade. 

Isa também relata sua satisfação ao ver como os alunos agora recebem Dandara na escola: “As crianças me veem, quando vou levá-la na escola, e dizem: ‘nossa, tia, sou fã da sua filha’. Ela é aclamada pelos amiguinhos e isso não tem dinheiro que pague”.

Dandara conta que, apesar de não ter sido uma jornada fácil para ela, o final é recompensador: “No início eu estava muito feliz com a participação da minha mãe na escrita do livro. Depois, foi surgindo um medo”, conta Dandara, sobre o processo de construção do livro. “Aconteceu de eu ‘nem ligar mais’ para o livro, e fui jogando [a responsabilidade] para minha mãe. Porém, no final, eu lembrei que o livro ia dar muitos benefícios legais, que eu ia gostar muito dele. Eu sabia disso e fiquei muito feliz de novo”.

Dandara espera que seu livro impacte positivamente as meninas como ela: “Eu acho que muitas meninas não vão entender no início, mas depois elas vão compreender que isso é normal, que toda pessoa deve sonhar”. 

Sobre o livro

“Brincando de Sonhar” conta a história de Dandara, uma menina preta, de 11 anos, que transforma suas experiências em histórias sobre sonhos, desejos e descobertas de sua infância. No livro, Dandara sonha com viagens, conhecer o mar, andar de avião e viver momentos ao lado de sua família, mas aprende que esperar por essas realizações também faz parte da trajetória. 

Enquanto isso, Dandara vivencia questões como amizade, bullying, racismo, ancestralidade, coragem e pertencimento.

O livro é voltado para crianças e adolescentes e está em fase de pré-venda, pelo site da editora Afeto, por R$ 49,90.

O lançamento deve ocorrer na FLIM (Festa Literária Internacional de Maricá), de 30 de outubro a 8 de novembro, com sessão de autógrafos com Dandara Freitas.

Presentes afrocentrados para o Dia das Crianças

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Dia das crianças (Foto: Canva)

Bonecas da Preta Pretinha, jogos da Maloca Games, livros de Emicida e moda da Kuavi estão entre as dicas, além de festival de cultura negra no Sesc

O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, chega com uma oferta cada vez maior de presentes que representam crianças negras, boa parte deles criada por empreendedores negros que transformaram a falta de referências na própria infância em negócio. A seleção reúne bonecas, livros, jogos, roupas, cuidados com o cabelo crespo, instrumentos de percussão e um passeio cultural em São Paulo, com informações sobre onde encontrar cada indicação.

O avanço do mercado ainda é recente, segundo o levantamento da campanha Cadê Nossa Boneca, que mostrou que as bonecas negras somavam 13,6% dos modelos dos fabricantes associados à Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) em 2023, contra 6% em 2016, em um país onde 55,5% da população se declara preta ou parda, de acordo com o Censo do IBGE.

Bonecas de pano feitas à mão desde 2000

A Preta Pretinha produz bonecas artesanais com tranças, dreads e black power, e o catálogo inclui ainda bonecas de diferentes etnias e com deficiência. A marca foi criada em 2000 pelas irmãs Joyce, Lúcia e Maria Cristina Venancio, inspiradas na avó, que costurava bonecas pretas para as netas numa época em que elas não encontravam brinquedos parecidos com elas nas lojas. A loja fica na Rua Aspicuelta, 474, na Vila Madalena, em São Paulo, e as irmãs também mantêm o Instituto Preta Pretinha, fundado em 2009 para levar oficinas e palestras sobre diversidade às escolas.

Jogos criados na Brasilândia

A Maloca Games desenvolve jogos de cartas e de tabuleiro afrocentrados, como o Favela Venceu, que valorizam a cultura negra e das periferias. A empresa foi fundada por jovens pretos e periféricos da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, com investimento inicial levantado em parte por financiamento coletivo, e tem como objetivo se tornar a principal referência em jogos de tabuleiro com temática afro no país.

Livros com crianças negras no centro da história

A literatura infantil é uma das categorias com mais opções para o feriado. Amoras, primeiro livro infantil de Emicida, publicado pela Companhia das Letrinhas, nasceu de uma música do rapper e acompanha uma menina que reconhece a própria beleza numa conversa com o pai debaixo de uma amoreira. Da Minha Janela, de Otávio Júnior, conhecido como Livreiro do Alemão, venceu o Prêmio Jabuti 2020 na categoria infantil ao narrar o cotidiano de uma favela do Rio pelos olhos de uma criança.

O Pequeno Príncipe Preto, de Rodrigo França, chegou aos livros pela Nova Fronteira depois de rodar o país como peça de teatro e tem como mensagem central a filosofia Ubuntu, que significa “eu sou porque nós somos”. O Black Power de Akin, de Kiusam de Oliveira, conta a história de um menino de 12 anos que aprende com o avô a se orgulhar do próprio cabelo, e Neguinha, Sim! transforma em livro ilustrado por Bárbara Quintino a canção de Renato Gama que exalta as crianças negras. Os títulos estão à venda em livrarias e lojas online.

Moda infantil com estampas africanas

A Kuavi vende roupas e turbantes infantis com estampas africanas, com peças para crianças de 2 a 10 anos na seção kids do site. A marca surgiu da união de africanos e brasileiros com o objetivo de aproximar os dois continentes pela cultura e pela moda, e também oferece cursos de iorubá e francês. A loja física fica na Rua Domingos de Morais, 770, na Vila Mariana, em São Paulo, perto da estação Ana Rosa do metrô.

Corte e tratamento para cabelos crespos

Para quem quer presentear com uma experiência de cuidado, o cabeleireiro Kenny Nascimento, especialista em cabelos com curvatura, faz corte e tratamento para fios crespos, cacheados e ondulados em São Paulo. Com 574 mil seguidores no Instagram, ele recebe agendamentos pelo link disponível no perfil.

Percussão para as primeiras batucadas

Agogôs, afoxés, pandeirinhos e mini atabaques em tamanho infantil aproximam as crianças dos ritmos afro-brasileiros e estimulam a coordenação motora e a musicalidade sem depender de telas. Os instrumentos podem ser encontrados em lojas especializadas em percussão.

Festival de cultura negra para a molecada

O Sesc Bom Retiro, em São Paulo, realiza em outubro a segunda edição do Omodé, festival de arte e cultura negra para crianças, com teatro, circo, música, contação de histórias e oficinas de jogos tradicionais africanos. No dia 12 de outubro, a programação inclui vivências circenses a partir das 11h30, o espetáculo ERÊ!, com Samba de Dandara e Luana Bayô, às 16h, com entrada gratuita, e o show Sorriso de Criança, em que a cantora Marina Iris apresenta canções do livro-disco É Pretinha, às 18h.

Entre os dias 9 e 12 de outubro, o Complexo Negra Palavra apresenta Solaninho, espetáculo sobre a infância do poeta Solano Trindade, e o festival segue até 2 de novembro com montagens como A Menina Dança, sobre a heroína baiana Maria Felipa, e Dandara na Terra dos Palmares. Nas atividades com venda de ingresso, crianças de até 12 anos não pagam nos espetáculos infantis, e a programação completa está disponível no site do Sesc São Paulo.

68% dos jovens periféricos associam marcas à identidade cultural

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Capa do estudo desenvolvida por Gean Amaral (@floweybobongo) e Guilherme Lima (@manolimaa)
Foto: Reprodução capa do estudo desenvolvida por Gean Amaral (@floweybobongo) e Guilherme Lima (@manolimaa)

Levantamento exclusivo, cedido pela Natura ao Mundo Negro, ouviu 2.300 jovens de 15 a 29 anos nas cinco regiões do país e investiga as relações entre consumo, música, cultura de rua e pertencimento. 

Uma marca tem o poder de carregar referências que agregam valor não somente ao produto comercializado, mas também a trajetória da audiência que o consome. Para jovens periféricos, escolhas de consumo também podem estar relacionadas à identidade cultural, ao pertencimento e à forma de reconhecer as próprias conquistas. É o que aponta uma pesquisa exclusiva realizada pelo Vivência.lab em parceria com a Natura.

Intitulado Juventude Brasileira e Hibridismo Neotropical, o estudo ouviu 2.300 jovens entre 15 e 29 anos, nas cinco regiões do país, e investigou como diferentes juventudes brasileiras se relacionam com consumo, cultura, identidade, pertencimento e projetos de vida.

A pesquisa aponta que entre os jovens periféricos ouvidos, 68% afirmam se sentir conectados a uma cena ou identidade cultural maior quando usam uma marca com estilo forte. No universo geral da pesquisa, 50% dizem priorizar marcas que representam pessoas como eles e rejeitam discursos que consideram distantes de suas realidades.

Os dados indicam uma relação com o consumo atravessada por referências culturais e experiências coletivas. Nesse contexto, marcas podem participar da maneira como determinados grupos expressam suas identidades e celebram trajetórias, sem que isso se limite à ideia tradicional de status.

Música aparece como espaço de pertencimento

A música ocupa um lugar relevante nesse processo. Segundo o levantamento, 54% dos jovens brasileiros recorrem a encontros culturais e festas de rua em busca de ambientes de conexão, afeto e redes de apoio, enquanto 29% apontam esses espaços como uma forma de se afastar momentaneamente das rotinas de trabalho e estudo.

Para os jovens periféricos, gêneros como funk, rap e trap também aparecem associados à valorização das próprias realidades. Cerca de 32% afirmam que esses gêneros reforçam a percepção de que suas histórias têm valor e de que podem celebrar suas conquistas.

O estudo define a música como um espaço de encontros, expressão de ancestralidade e fé, conectando manifestações culturais a experiências de pertencimento e celebração.

Essa dimensão ajuda a compreender a relação entre cultura de rua e identidade. Música, festas e outros espaços de convivência não aparecem somente como entretenimento, mas como ambientes nos quais jovens compartilham referências, constroem vínculos e reconhecem experiências semelhantes às suas criando conexões impulsionadas pela similaridade.

O que as marcas têm a ver com isso?

A pesquisa parte justamente da tentativa de compreender como as novas gerações constroem suas referências em um país marcado por diferenças territoriais, culturais e sociais.

A Vivência.lab, trabalha com investigação e inteligência cultural sobre diferentes realidades brasileiras. Já a Natura mantém, há mais de duas décadas, iniciativas relacionadas à música e à cultura por meio da plataforma Natura Musical.

Segundo informações apresentadas pela empresa, a plataforma já apoiou mais de 600 artistas e projetos de diferentes regiões brasileiras, além de manifestações populares e festivais.

A pesquisa dialoga acerca dessas experiências e as relaciona com as transformações na maneira como a Geração Z se relaciona com marcas, cultura e identidade.

“Essa parceria representa um encontro muito potente entre duas empresas que estão olhando para o Brasil de maneira extensa, reconhecendo que não existe uma única juventude brasileira, mas diferentes juventudes, atravessadas por territórios, culturas, desejos e formas de viver”, afirma Wesley Xavier, fundador do Vivência.lab.

Para Aline Lima, head de Diversidade de Natura e Avon, o levantamento parte da necessidade de escutar essas juventudes antes de construir estratégias de relacionamento com elas.

“Para construir relações mais genuínas com elas, precisamos primeiro escutar e compreender suas realidades”, afirma.

Autocuidado também aparece como espaço de pausa

Outro dado do levantamento desloca a discussão para o campo do cuidado. 45% dos jovens ouvidos apontam o banho longo como um dos espaços de descompressão de suas rotinas.

O resultado é interpretado pelo Vivência.lab como um indicativo de que práticas cotidianas de cuidado podem assumir significados relacionados ao bem-estar e à reconexão consigo.

“Depois desse momento, eles relatam recuperar a dignidade, sentir-se mais preparados e ‘blindados para circular em qualquer lugar’”, afirma Wesley Xavier.

A fala, porém, revela também como a pesquisa expande a noção de autocuidado para além de uma rotina de higiene ou beleza. O banho aparece como um intervalo em meio às demandas do cotidiano, associado por parte dos entrevistados a sensações de descanso e preparação.

Juventudes brasileiras não formam um grupo homogêneo

Um dos pontos centrais do estudo é a tentativa de evitar uma leitura única sobre a juventude brasileira. As respostas foram coletadas nas cinco regiões do país e consideraram jovens periféricos e não periféricos.

A pesquisa busca compreender como diferentes territórios, comunidades e referências culturais participam da construção das identidades juvenis.

Nesse cenário, o consumo aparece como uma dimensão possível dessa experiência: determinadas marcas, estilos e produtos podem funcionar como sinais de identificação, enquanto música, festas e espaços culturais ajudam a formar redes de pertencimento.

Os dados também apontam um desafio para empresas que desejam dialogar com essas gerações: compreender suas referências a partir das próprias experiências dos jovens, em vez de projetar sobre eles modelos únicos de aspiração.

“O fato de os jovens relacionarem marcas a identidade, pertencimento e celebração das próprias conquistas mostra que essas relações precisam ser construídas a partir de escuta e conhecimento das diferentes realidades brasileiras”, afirma Aline Lima.

Pré-poo: produtos para desembaraçar cachos e crespos antes do banho

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Afro Haircare
Foto: Canva

Para quem tem muito cabelo, preparar os fios antes de entrar no chuveiro pode deixar a lavagem mais prática e ajudar a reduzir o tempo gasto com água.

Quem tem cabelo cacheado ou crespo, especialmente fios longos, volumosos ou muito densos, conhece o tamanho da tarefa que pode ser lavar os cabelos. Desembaraçar, separar em mechas, aplicar shampoo, condicionar e finalizar, e o quanto essa rotina pode se transformar em horas em meio a correria diária, tornando o banho em uma verdadeira operação.

Uma alternativa para tornar esse processo mais prático é o pré-poo, também chamado de pré-shampoo. A técnica consiste em aplicar um creme, óleo ou produto específico no comprimento e nas pontas antes da lavagem. A ideia é preparar os fios para a entrada no banho, ajudando a reduzir o ressecamento e o atrito durante a higienização.

Para quem tem muito cabelo, existe ainda um ganho de praticidade: o desembaraço pode começar antes de abrir o chuveiro. Com os fios mais maleáveis, parte do processo que normalmente acontece debaixo d’água pode ser feita fora do banho, o que pode ajudar a encurtar a lavagem.

Como funciona?

O pré-poo cria uma camada de proteção no comprimento dos fios antes da ação do shampoo. Cabelos cacheados e crespos podem se beneficiar especialmente da técnica porque a oleosidade natural produzida no couro cabeludo encontra mais dificuldade para percorrer toda a extensão dos fios por causa de sua curvatura.

A técnica também pode facilitar o desembaraço. A Salon Line explica que o pré-poo pode reduzir o atrito durante a lavagem, enquanto a L’Oréal Paris destaca a possibilidade de usar cremes e óleos antes do shampoo para deixar os fios mais protegidos e fáceis de desembaraçar.

Um detalhe importante: pré-poo não significa deixar o cabelo completamente ensopado de produto. A quantidade deve ser suficiente para envolver os fios sem exagero, principalmente em cabelos que pesam facilmente.

Produtos para testar

A técnica não exige necessariamente um produto vendido especificamente como “pré-poo”. Cremes multifuncionais, óleos e finalizadores que tenham essa indicação no rótulo também podem entrar na rotina.

lseve Bond Repair Tratamento Pré-Shampoo, da L’Oréal Paris

Foto: Reprodução

O produto integra a linha Bond Repair, e a proposta é reparar os fios danificados desde a raiz com Ácido Cítrico, devolvendo força e maciez para fios que sofreram com química ou calor excessivo. 

Acidic Bonding Concentrate Intensive Treatment Pré-Shampoo, da Redken

Foto: Divulgação

Máscara ultra-condicionadora vegana e perfumada da linha Acidic Bonding Concentrate, que em um tratamento de 5 minutos proporciona desembaraço imediato e toque suave para todos os tipos de textura e cabelo. 

Yamasterol Babosa e D-Pantenol, da Yamá

Foto: Divulgação

O clássico Yamasterol Amarelinho é um daqueles produtos coringas que passa de mãe para filha. A própria marca indica o creme multifuncional como pré-shampoo: basta aplicar nos fios secos, deixar agir por 10 minutos e lavar normalmente. A fórmula leva babosa e D-pantenol e também pode ser usada como condicionador, máscara e creme para pentear.

PhytoManga Finalizador Multifuncional, da Widi Care

A marca indica o produto, que promete uma hidratação intensa aos fios, para uso como pré-shampoo em cabelos ondulados, cacheados e crespos. Para essa finalidade, recomenda aplicar no comprimento e nas pontas, deixar agir por cinco minutos e enxaguar antes do shampoo.

Para gastar menos tempo no banho

Uma forma simples de testar a técnica é dividir o cabelo em algumas seções ainda seco, aplicar o produto escolhido no comprimento e nas pontas e aproveitar esse momento para desembaraçar cuidadosamente. Depois, é só entrar no banho e seguir com a higienização.

O tempo de ação varia de acordo com o produto. Há fórmulas que indicam poucos minutos, enquanto outras recomendam cerca de 15 a 30 minutos. Por isso, o modo de uso da embalagem deve ser seguido.

Para quem sente que lavar o cabelo consome muito tempo e água, a proposta é justamente tirar parte do trabalho de dentro do chuveiro e levar para antes da lavagem.

Menopausa: A solidão e o desamparo marcam a rotina de mulheres negras e periféricas

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Segundo estudo, silenciamento sobre a menopausa e falta de acesso afetam mulheres da periferia/Foto: Divulgação

Os assuntos que envolvem a menopausa e o envelhecimento nas mulheres ainda são silenciados e tratados com pouca importância em âmbitos como saúde, sociedade e informação. Mulheres a partir dos 40 anos começam a sentir os sintomas da perimenopausa, período de transição, em que o corpo começa a manifestar os primeiros sinais, porém, em sua maioria e principalmente em territórios periféricos, não associam essas reações à menopausa e, muito menos, sabem lidar com elas. 

É o que aponta o estudo antropológico realizado pela Avon Renew no Brasil e no México. A pesquisa entrevistou mulheres de áreas afastadas desses países, com idades entre 36 e 71 anos. Nessas comunidades, o cenário revela vulnerabilidades entre as mulheres. Com mais de 16,3 milhões de habitantes, com maioria feminina de mais de 50%, o cotidiano dessas mulheres é marcado por acúmulo de silenciamentos, dificuldades geográficas no acesso à saúde pública e profunda exaustão física e mental. 

No Brasil, o estudo contemplou territórios em São Paulo, nos bairros de Osasco, Taboão da Serra, Diadema, Vila Leopoldina, Comunidade São Remo, Vila Guarani, além de cidades do interior, como Jundiaí, Boituva, Votorantim e Sorocaba. A pesquisa também alcançou outras regiões do país, com entrevistas realizadas no Nordeste, em Parque São Cristóvão e Valente, na Bahia, além de Mariópolis, no Paraná. De acordo com o levantamento, uma em cada cinco mulheres que vive em áreas periféricas são majoritariamente negras e indígenas. Além disso, cerca de 50% delas trabalham em atividades informais, no qual muitas transformam suas casas em espaços de trabalho.

Em ambos os países estudados, apareceram sintomas semelhantes à menopausa, como por exemplo ondas de calor, alterações de humor, insônia, cansaço e mudanças na pele. O climatério ocorre, em geral, entre os 40 e os 60 anos, e seus sintomas podem variar de mulher para mulher. As manifestações físicas ainda vêm acompanhadas de desinformação, vergonha e pouco acesso a atendimentos médicos. 

Entre as mulheres negras, o estudo observou relatos de uma percepção mais precoce dos sintomas em comparação às mulheres brancas, além de maior intensidade das manifestações e uma incidência elevada de insônia. Esses aspectos reforçam que a experiência do climatério não é homogênea e pode ser atravessada por fatores como raça, condições socioeconômicas e acesso à informação e aos cuidados de saúde.

“Muitas mulheres começam a perceber alterações no corpo, no humor e na rotina, mas não associam esses sinais imediatamente ao climatério ou à menopausa”, diz Priscila Moncayo, Gerente de Desenvolvimento de Produtos na Natura e Avon, cientista que participou do estudo. “As principais queixas vão além dos sintomas físicos. Muitas relatam mudanças que impactam a autoestima, a relação com o próprio corpo, descobrindo alergias que nunca tiveram, sensibilidades e a maneira como se reconhecem diante do envelhecimento”.

Sintomas físicos severos, como calor extremo, ressecamento e sensibilidade da pele, surgimento de melasma e dores articulares, misturam-se a impactos psicológicos como irritabilidade, insônia e exaustão. “Estou enfrentando um climatério precoce, ganho de peso, melasma gritando, cabelo caindo. [Isso] mexe no físico e no psicológico”, afirma a brasileira Vanderleya, uma das entrevistadas do estudo.

Apesar do sofrimento, o estudo destaca que a menopausa raramente surge como um tema espontâneo, o que é um reflexo de normas sociais e culturais que moldaram a maneira como as mulheres percebem e comunicam essa transição. Fruto de gerações silenciadas, essa experiência revela que a menopausa, muitas vezes, precisa ser vivida, mas não é necessariamente nomeada. As entrevistadas relatam ter aprendido a lidar silenciosamente com as transformações de seus corpos, fazendo da omissão uma estratégia de autoproteção diante do preconceito social que ainda permeia o processo de envelhecimento.

Improvisação como resultado da falta de acesso

Segundo a cientista Priscila Moncayo, em resultado da falta de atenção social à saúde, e acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos, essas mulheres acabam recorrendo a saberes ancestrais, remédios e improvisos caseiros, como chás, toalha gelada, banhos frios de madrugada, esfoliante de iogurte, entre outros. Essas estratégias são disseminadas entre a comunidade, como alternativa para os fogachos e para a melhora na qualidade do sono. 

Já  no âmbito da beleza, a falta de acesso a tratamentos caros não significa negligência com o corpo. O estudo evidencia o conceito de “beleza possível”, adaptando suas rotinas de cuidados de skincare à própria realidade financeira e fazendo escolhas criativas para manter a vaidade, utilizando produtos acessíveis.

As rotinas de cuidados são adaptadas de forma criativa, provando que a periferia é um espaço de invenção, resistência, solidariedade e de forte potência cultural e feminina.

Além das limitações de acesso à saúde, a pesquisa evidenciou a falta de informação, de espaços de escuta e de redes de apoio para compartilhar experiências e dúvidas sobre essa fase, segundo Priscila Moncayo.

“O silêncio em torno da menopausa pode fazer com que muitas mulheres vivenciem as mudanças de forma mais solitária, sem reconhecer que determinados sintomas fazem parte desse período ou sem saber a quem recorrer. Os relatos também mostram a importância das relações de amizade, familiares e comunitárias como espaços de acolhimento, troca de experiências e incentivo ao cuidado, reforçando a necessidade de ampliar as conversas sobre a menopausa de forma mais aberta e acessível”, conclui a cientista.

Mãe e filha inauguram o Potira Café no Ipiranga, com cozinha da chef baiana Laura Tosta

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Foto: Divulgação

Luanda, de 34 anos, e a mãe, Maria Helena, de 61, inauguram neste sábado (3) o Potira Café, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo. O negócio foi construído inteiramente com recursos que as duas juntaram ao longo da carreira, sem investimento externo.

O nome vem do tupi e significa “flor”. A proposta da casa é homenagear os ancestrais e, principalmente, as mulheres que abriram caminho para que uma nova geração pudesse empreender.

“A Potira é uma nova página de uma história que começou muito antes de nós. A gente quer devolver às frutas, aos sabores e às mulheres que vieram antes o protagonismo que sempre tiveram”, afirma Luanda, sócia-fundadora.

Quem está na cozinha

A cozinha fica com a chef Laura Tosta, de 28 anos, nascida em Barra do Mendes, no interior da Bahia. Laura é confeiteira formada pelo Centro Universitário Senac Campos do Jordão e estuda Gastronomia no Senac. Ela conheceu Luanda no terreiro, depois de uma encomenda de brigadeiros.

No Potira, Laura cozinha com referências da família e da região onde cresceu. O foco está em ingredientes e frutas brasileiras, e o cardápio acompanha a época de cada um.

O que tem no cardápio

Na inauguração, os destaques são:

  • torta de abóbora com carne seca
  • coxinha de carne seca com erva-doce
  • bolo de aipim com coco
  • torta basca com geleia de laranja e doce de leite Viçosa
  • brigadeiro de laranja com castanha-de-caju

Para beber, a casa serve café, cappuccino, vinho, carajillo e cerveja.

Rede de negócios pretos

O Potira também quer abrir espaço para outros empreendedores negros. Já tem parcerias com a Lenços Elegia e com Camila Spolon, que leva livros e culinária de terreiro para a casa. A cafeteria também recebe quem procura um lugar para trabalhar, com Wi-Fi e tomadas.

Serviço

Potira Café
Rua Gama Lobo, 582, Ipiranga, São Paulo
Inauguração: sábado, 3 de outubro, das 15h às 21h, com DJ Augusto
Funcionamento: quarta a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 10h30 às 19h
Instagram: @potiracafe

MOVER prorroga prazo para as inscrições em cursos de idiomas gratuitos a pessoas negras para até 13 de outubro

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MOVER prorroga até 13 de outubro prazo para as inscrições em cursos de idiomas/Foto: Divulgação

O Movimento pela Equidade Racial (MOVER), em parceria com a EF, prorrogou até dia 13 de outubro as inscrições para o MOVER Mundo Idiomas, curso que vai oferecer até seis idiomas diferentes gratuitamente para pessoas negras. 

Até agora, já foram distribuídas 14 mil vagas, restando 5 mil disponíveis. A iniciativa inclui cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, sueco e português para estrangeiros, em formato 100% online. As inscrições podem ser feitas por meio do site.

Os participantes terão seis meses de acesso à plataforma e poderão estudar mais de um idioma simultaneamente. Combinando a flexibilidade do formato online, o curso permite que cada participante organize sua jornada de acordo com seus interesses, disponibilidade e objetivos profissionais. 

Desde o início da parceria, em 2022, MOVER e EF já distribuíram mais de 130 mil bolsas para o aprendizado de idiomas. A iniciativa busca contribuir para ampliar o acesso à formação em línguas estrangeiras em um cenário no qual a proficiência em inglês ainda representa um desafio no Brasil. De acordo com o ranking de proficiência da EF, o país ocupa a 75ª posição entre 123 países analisados. 

“Mais do que aprender um novo idioma, esta iniciativa amplia horizontes e cria caminhos para que profissionais negros possam acessar novas oportunidades e ocupar, com confiança e preparo, os espaços que desejarem. A educação tem um papel fundamental na promoção da equidade e na transformação de talentos em possibilidades concretas de futuro”, afirma Tarsiane Diniz, diretora de Impacto Social da EF. 

A oferta de 5 mil novas vagas dá continuidade à atuação do MOVER para ampliar o acesso da população negra à qualificação profissional e a ferramentas que contribuam para o desenvolvimento de carreira. A iniciativa também integra o compromisso do movimento de gerar 3 milhões de oportunidades de capacitação, conexão com emprego e empreendedorismo até 2030.

 “O domínio de outros idiomas deixou de ser um diferencial restrito a determinadas carreiras e passou a fazer parte das competências valorizadas em diferentes setores e níveis profissionais. Ampliar o acesso de pessoas negras a esse conhecimento contribui para fortalecer sua preparação, favorecer o acesso a conteúdos e conhecimentos produzidos em outros idiomas e ampliar as possibilidades de ascensão profissional. É nesse sentido que o ensino de idiomas se conecta à nossa meta de promover maior equidade racial no mercado de trabalho. Com a prorrogação das inscrições, ampliamos o prazo para que mais pessoas possam conhecer a iniciativa e participar do programa”, afirma Fernando Soares, gerente de Projetos, Operações e Dados do MOVER. 

Serviço

Inscrições: Até o dia 13 de outubro

Curso gratuito

Formato: 100% online

Link: https://somosmover.org/oportunidades/idiomas-mover/

Um Mundo Diferente: Netflix renova série para 2ª temporada

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Elenco de "Um Mundo Diferente" e diretora Debbie Allen
Foto: Divulgação/Netflix

Sequência da clássica sitcom dos anos 1980 e 1990 retorna com uma nova geração de estudantes da HBCU Hillman College.

A história continua em Hillman. A Netflix renovou Um Mundo Diferente (A Different World) para a 2ª temporada, apenas oito dias após a estreia da nova série, que chegou à plataforma em 24 de setembro com 10 episódios.

A produção funciona como uma sequência da sitcom exibida pela NBC entre 1987 e 1993 e acompanha uma nova geração de estudantes da fictícia Hillman College, uma instituição historicamente negra.

Na primeira temporada, Deborah inicia sua trajetória universitária ao lado de novos colegas, enquanto lida com amizades, romances, escolhas sobre o futuro e as expectativas relacionadas ao legado de sua família em Hillman.

A 2ª temporada acompanhará Deborah e seus colegas durante o segundo ano na faculdade. Segundo a Netflix, os novos episódios devem explorar decisões tomadas anteriormente, futuros incertos, novos relacionamentos, amizades e questões relacionadas ao propósito de cada personagem.

Debbie Allen celebra retorno de Hillman

Diretora e produtora executiva da produção original, Debbie Allen também integra a equipe da nova série e dirigiu o episódio de estreia. Com a confirmação da segunda temporada, ela celebrou a resposta do público à continuação da história.

“YAY! HALLELUJAH! As pessoas e a Netflix falaram. Um Mundo Diferente trouxe algo de que todo mundo precisava: alegria, romance, relevância, autenticidade e CORAÇÃO! Obrigada por nos colocarem no Top 10 mundial! E agora, preparem-se! Estamos voltando com a 2ª temporada!”, declarou Allen, em tradução livre.

A showrunner e produtora executiva Felicia Pride também comemorou a renovação. “Estamos muito animados para voltar a Hillman e continuar contando histórias significativas e cheias de emoção que atravessam gerações”, afirmou ao Tudum.

A nova produção mantém a conexão com a série original por meio de personagens conhecidos e, ao mesmo tempo, coloca uma nova turma no centro da narrativa. Para Pride, a próxima temporada terá “mais Hillman, mais vida universitária, mais amizade, mais romance, mais alegria negra e mais grandeza das HBCUs”.

Ainda não há data anunciada para a estreia da 2ª temporada.

A primeira temporada de Um Mundo Diferente já está disponível na Netflix.

Taís Araujo estreia como Menemi com visual de moicano e garras

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Créditos: Globo/Estevam Avellar

Caracterizador Auri Motta e figurinista Luiza Romar revelam as referências do visual da rainha de Zinga, que estreia neste sábado (3) na novela da Globo

Taís Araujo estreia neste sábado (3) em “A Nobreza do Amor”, novela das seis da TV Globo, como Menemi, rainha do Reino de Zinga, em uma participação especial que já movimentava o público antes mesmo de ir ao ar. Desde que a emissora divulgou a primeira imagem da atriz caracterizada, em 18 de setembro, o visual da personagem passou a circular nas redes com comentários sobre a beleza e os detalhes da produção, do moicano às escarificações no corpo. Na trama, Menemi chega à reta final para se unir à resistência contra Jendal, vilão vivido por Lázaro Ramos, marido de Taís fora da ficção, e ajudar a princesa Alika, personagem de Duda Santos, a recuperar o trono de Batanga.

Créditos: Globo/Estevam Avellar

Admirada por seu povo, Menemi é uma líder reconhecida pela sabedoria com que governa e pelo senso de justiça que orienta suas decisões. Ela era amiga e aliada do rei Cayman II (Welket Bungué), morto durante a fuga da família real, e da rainha Niara (Erika Januza), mãe de Alika. Taís descreve a personagem com bom humor. “A rainha Menemi é a rainha do Reino de Zinga, um dos reinos que fazem fronteira com Batanga. Ela é uma rainha muito justa, poucas ideias. Sabe a pessoa que é poucas? Ela é poucas”, diz a atriz. “Ela era muito amiga do rei Cayman II, da rainha Niara, eles eram aliados. Então ela tem pavor do Jendal e de todas as atrocidades que ele comete. E ela está disposta, se oferece, não só pessoalmente, mas com todo o seu exército, para se juntar aos resistentes de Batanga, derrubar o governo de Jendal e entregar Batanga de volta para quem é de direito, que é a princesa Alika.”

Auri Motta e Luiza Romar assinam a caracterização e o figurino da rainha Menemi

O visual que repercutiu nas redes foi construído pelo caracterizador Auri Motta e pela figurinista Luiza Romar a partir de uma proposta clara, a de apresentar uma rainha guerreira que se impõe pela presença. Para Auri, o maior desafio foi criar uma beleza fora do padrão que o público está acostumado a ver e convencer a direção e a própria Taís de uma ideia que ele mesmo define como ousada. “Esta é uma personagem forte, guerreira. A principal busca era apresentar uma rainha que mantinha sua coroa e era respeitada pelos outros povos. Então, a maquiagem surge com a cor fria do preto, assim como o metal e o azul. Os queloides que ela tem no corpo são marcas de algumas batalhas ou iniciações em alguns povos. O moicano superlongo e as garras transformam seu corpo em uma arma”, explica.

A frieza chega também ao olhar, com lentes de contato verdes. A pesquisa reúne referências do Sahel, da África do Sul, de Ruanda, do Sudão e da Etiópia nas tranças, no moicano e nas escarificações, além dos olhos inspirados no Benim e de uma fonte que pouca gente imaginaria, as guerreiras de videogame. A preparação de Taís leva cerca de 1h20 antes de cada gravação, e um detalhe passa quase despercebido em cena: os punhais que Menemi carrega camuflados. Perguntado sobre o que a equipe quis transmitir logo na primeira aparição da personagem, Auri é direto. “Que Menemi é uma fortaleza e uma arma.”

Créditos: Globo/Estevam Avellar

Luiza Romar conta que Menemi abriu espaço para um universo diferente de tudo o que a novela havia mostrado até agora, com a responsabilidade de vestir Taís Araujo. Ela enxerga a personagem como uma líder que conduz suas atitudes a partir de uma consciência social, humana e democrática, e que precisava, ao mesmo tempo, transmitir elegância e a posição de poder de quem governa um reino. “Essa personagem conta a sua história através da força, autenticidade, coragem e inteligência, usando tudo isso a favor do povo. Uma grande revolucionária”, afirma.

Como a novela é uma fábula, o figurino tem liberdade para misturar povos e épocas. A roupa usada na batalha traz referências da ourivesaria Baule e das mulheres Dinka, e o adereço fixo de cabeça, em formato de moicano, foi inspirado em um ensaio da artista senegalesa Delphine Diallo, de tom afrofuturista. As peças de macramê reforçam essa mistura de décadas, e os acessórios de mão foram pensados para carregar a sensação de proteção, urgência e embate. Os furos que Taís já tinha na orelha permitiram incluir elementos do povo Fulani, somados à joia de nariz e ao piercing na boca. Luiza atribui o resultado aos aderecistas que concretizaram o conceito. “Assim como Menemi, eu como figurinista também acredito que é de forma coletiva que alcançamos grandes resultados.”

Rainha de Zinga reforça a resistência enquanto Jendal desembarca no Brasil

A entrada de Menemi acontece em um momento decisivo da novela. Até aqui, a luta para libertar Batanga dependia da articulação clandestina de Dumi (Licínio Januário), Chinua (Hilton Cobra), Akin (André Luiz Miranda) e Ladisa (Rita Batista), que atuam dentro do reino enquanto Alika vive exilada em Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte, sob a identidade de Lúcia. Agora, José/Zambi (Bukassa Kabengele), tio da princesa, voltou a Batanga para participar dos planos de libertar Dumi e Kênia (Nikolly Fernandes), filha de Jendal, e é ele quem se encontra com a rainha de Zinga no capítulo deste sábado. Com o apoio de Menemi, a disputa deixa de ser apenas interna e passa a contar com a força política e militar de outro reino.

Créditos: Globo/Estevam Avellar

Enquanto isso, Jendal está no Brasil. O vilão desembarcou em Recife, tirou do caminho Malungo, antigo aliado de Alika, e planeja chegar a Barro Preto com a ajuda de Virgínia (Theresa Fonseca), que quer a princesa longe de Mirinho (Nicolas Prattes). Nos próximos capítulos, o tirano aparece na cidade e anuncia diante de todos que Alika é sua esposa legítima, o que obriga a princesa e Niara a fugirem com a ajuda de Tonho (Ronald Sotto) e Omar (Rodrigo Simas), enquanto os rebeldes, liderados por José, Akin e Ladisa, avançam em Batanga.

Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, “A Nobreza do Amor” estreou em março e acompanha a trajetória de Alika entre Batanga e Barro Preto, em uma fábula ambientada nos anos 1920 que conecta a África ao Nordeste brasileiro. A novela vai ao ar de segunda a sábado, no horário das seis, na TV Globo.

Teyana Taylor e Naomi Osaka entram na BoF 500 de 2026

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Teyana Taylor e Naomi Osaka (Foto: reprodução redes sociais)

Lista da Business of Fashion inclui nomes negros de Uganda, Nigéria, Serra Leoa e Itália entre as pessoas que moldam a moda global; turma é recebida em Paris

O streamer Kai Cenat, a atriz e diretora Teyana Taylor e a tenista Naomi Osaka estão entre as 12 personalidades negras que passaram a integrar a BoF 500, índice da publicação britânica The Business of Fashion que reconhece as pessoas mais influentes da indústria da moda no mundo. A turma de 2026 foi anunciada nesta sexta-feira (2) e será recebida neste sábado (3) na BoF 500 Gala, realizada no hotel Shangri-La, em Paris, durante a semana de moda da cidade.

Criada em 2013 como uma lista de 500 nomes, a BoF 500 se tornou uma comunidade de 1.713 pessoas. A seleção dos novos integrantes é feita ao longo de vários meses a partir de indicações de membros antigos e da equipe da publicação, e neste ano 445 nomes foram avaliados em oito categorias, que vão de designers e executivos a modelos, empreendedores e profissionais de mídia. A turma de 2026 reúne representantes de 48 nacionalidades.

A presença africana na lista passa por criação, mídia e negócios. Fundador e diretor criativo da Buzigahill, o germano-ugandense Bobby Kolade recebe peças de roupa descartadas pelo Norte Global e que chegam a Uganda, transforma esse material em moda desejada e envia as criações de volta aos países de origem, em um trabalho de enfrentamento ao chamado colonialismo do desperdício.

Também de Uganda, o agente Joram Muzira fez da Joram Model Management, agência que fundou no país, uma porta de entrada para modelos do leste da África, levando esses profissionais a grandes desfiles e capas de revista. Na Nigéria, o médico Akin Faminu ganhou projeção como criador de conteúdo ao apostar em alfaiataria precisa e peças marcantes, o que colocou a moda masculina nigeriana no radar internacional.

No mercado editorial, Frédérique Nanan, CEO e publisher da Elle Afrique Francophone, liderou o lançamento da primeira edição regional da revista para o continente africano, voltada a leitores francófonos. A consultora Lulu Shabell, CEO do Lulubell Group, trabalha para ampliar o acesso de marcas africanas de luxo ao mercado internacional, conectando designers a compradores e enfrentando barreiras comerciais.

Nascido em Serra Leoa, Foday Dumbuya fundou a Labrum London, marca que incorpora a história da migração da África Ocidental à alfaiataria britânica e transforma a origem das peças em tema central de suas coleções. Na Itália, Michelle Francine Ngonmo criou a Afro Fashion Association, em Milão, e abriu espaço para designers negros dentro do circuito tradicional da moda do país.

A modelo ítalo-guadalupense Stephanie Cavalli também integra a turma após abrir o primeiro desfile de alta-costura de Matthieu Blazy para a Chanel, apresentação apontada pela publicação como um passo importante para a inclusão de modelos de diferentes idades na moda. O fotógrafo Simbarashe Cha leva o estilo das ruas às páginas do The New York Times, onde também assina uma coluna.

Kai Cenat entrou na lista pelo público que reúne em suas transmissões ao vivo, uma geração que as grandes marcas têm dificuldade de alcançar. Segundo a Business of Fashion, o streamer leva as grifes para um formato que elas não controlam e agora também comanda a própria marca de roupas, a Vivet.

A norte-americana Teyana Taylor, que atua como atriz, diretora e performer, foi reconhecida pelas escolhas ousadas nos tapetes vermelhos internacionais. Naomi Osaka, dona de quatro títulos de Grand Slam, levou a moda para dentro das quadras de tênis com looks criados pelo designer Kevin Germanier.

Os 12 nomes se juntam aos demais integrantes da turma de 2026 na gala deste sábado, em Paris, encontro anual que reúne os membros da BoF 500 no auge da semana de moda parisiense para receber os novos integrantes do índice.

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