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Como preservar o comprimento dos cachos e crespos no verão

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Mulher negra com cabelo crespo longo no verão
Foto: Canva Imagens

Veja como preservar o comprimento dos fios crespos e cacheados. Crescimento capilar não depende apenas de fazer o fio crescer: cuidados com quebra, ressecamento, calor e exposição ao sol ajudam a preservar os centímetros conquistados.

Quem tem cabelo crespo ou cacheado e está em busca de mais comprimento sabe que o processo não se resume a somente esperar o cabelo crescer. Em muitos casos, os fios crescem normalmente, mas a quebra e os danos ao longo do caminho fazem com que o comprimento não seja percebido, ou fique perdido no meio do caminho.

A combinação de sol, calor, água do mar, cloro e maior frequência de lavagens pode contribuir para o ressecamento e deixar os fios mais suscetíveis à quebra. Então é hora de colocarmos a lupa para enxergarmos melhor os cuidados que podem salvar o seu crespo e cacheado no próximo verão.

Por isso, se a meta é chegar à estação com cabelos mais longos e saudáveis, a palavra-chave é retenção de comprimento. Ou seja: além de estimular um couro cabeludo saudável, é preciso preservar a fibra capilar e reduzir situações que favorecem a quebra.

Crescimento e retenção: qual é a diferença?

O crescimento do cabelo acontece a partir do folículo, no couro cabeludo. Mas ter fios que crescem não significa necessariamente conseguir perceber o aumento do comprimento.

Isso porque o cabelo pode perder parte desse comprimento por conta de quebra, ressecamento, atrito e danos à fibra.

Nos cabelos crespos e cacheados, existe ainda o fator encolhimento, característica natural dos fios com curvatura que faz com que eles aparentem ser consideravelmente mais curtos quando secos.

Por isso, um cabelo que parece ter pouco comprimento pode, na realidade, estar crescendo normalmente.

A estratégia, então, não é tentar eliminar a curvatura, mas reduzir a quebra e, quando desejado, utilizar técnicas que deixem o comprimento mais aparente.

Como proteger os cabelos crespos e cacheados no verão?

Sol, piscina e mar fazem parte da temporada, mas podem exigir uma atenção extra aos cabelos.

Antes de entrar na piscina ou no mar, uma estratégia simples é molhar os fios com água doce. Também é possível utilizar um leave-in adequado à necessidade do cabelo e apostar em penteados de baixa manipulação.

Depois da exposição, é importante enxaguar bem os fios e manter uma rotina de cuidados que ajude a combater o ressecamento.

Quanto menos danos forem acumulados ao longo do tempo, maiores são as chances de preservar o comprimento conquistado.

Com que frequência devo lavar? 

Manter o couro cabeludo limpo é importante para a rotina de cuidados. A frequência ideal de lavagem, porém, varia de acordo com as características do couro cabeludo, dos fios e dos produtos utilizados.

O recomendado é lavar o cabelo cerca de duas vezes por semana, mas não precisa ser uma regra rígida. Em períodos de maior calor, suor ou uso de produtos, por exemplo, pode ser necessário adaptar a frequência.

O mais importante é encontrar uma rotina que mantenha o couro cabeludo limpo sem ressecar excessivamente os fios.

O fator encolhimento não é inimigo do crescimento

Nos cabelos crespos e cacheados, o comprimento visual pode variar bastante entre o cabelo molhado e seco. Isso acontece por causa da própria estrutura da curvatura.

Para quem deseja visualizar mais comprimento sem alterar a estrutura dos fios, algumas técnicas podem ajudar.

Banding, twists, tranças e coques frouxos são alternativas que podem deixar os fios temporariamente mais alongados. A finalização também pode ser adaptada para favorecer um resultado com menos encolhimento.

O mais importante é evitar métodos que causem tração excessiva ou danifiquem a fibra em busca de um efeito mais alongado.

Menos manipulação também ajuda a preservar o comprimento

Desembaraçar, pentear e refazer o cabelo constantemente pode aumentar o atrito e favorecer a quebra.

Uma rotina de baixa manipulação pode ser uma aliada de quem está tentando reter comprimento. O ideal é desembaraçar os fios com cuidado, preferencialmente quando estiverem úmidos e condicionados, utilizando os dedos ou uma ferramenta adequada.

Na hora de escolher a escova, vale optar por um modelo desenvolvido para desembaraçar cabelos crespos e cacheados, com movimentos delicados e sem puxar os fios.

Também é importante observar os penteados escolhidos. Tranças muito rentes à raiz e ao couro cabeludo, além de outros estilos muito apertados, podem exercer tração excessiva e aumentar o risco de danos.

Por isso, se o objetivo é preservar o comprimento, prefira penteados confortáveis e que não deixem o couro cabeludo tensionado.

Crescer é importante, mas fazer o comprimento permanecer também faz parte do projeto cabelão.

E as fontes de calor?

Secador, difusor e outras ferramentas térmicas podem fazer parte da rotina, mas o uso excessivo de calor pode danificar a fibra e favorecer a quebra.

Para quem utiliza o secador para alongar ou finalizar os fios, algumas medidas ajudam a reduzir a exposição:

  • use protetor térmico;
  • prefira temperaturas baixas ou médias;
  • mantenha o aparelho em movimento;
  • evite concentrar o calor em uma única região;
  • mantenha uma distância segura entre o secador e os fios;
  • evite utilizar fontes de calor diariamente.

A ideia não é abolir o secador, mas fazer com que ele seja utilizado de maneira consciente.

Cuidar do couro cabeludo também faz parte da rotina

O crescimento começa no couro cabeludo, por isso a região também precisa de atenção.Manter uma rotina de higiene adequada, evitar o acúmulo excessivo de produtos e observar alterações persistentes são cuidados importantes.

O couro cabeludo também deve ser considerado na escolha da frequência de lavagem e dos produtos utilizados. Coceira persistente, descamação intensa, dor ou outras alterações que não melhoram com os cuidados habituais merecem avaliação profissional.

O crescimento capilar acontece de forma gradual. O que pode ser trabalhado na rotina é a preservação dos fios para que o comprimento conquistado não seja perdido por quebra.

Na hora de cortar, menos pode ser mais

Cortar o cabelo não faz os fios crescerem mais rápido, por isso, quem está em busca de comprimento não precisa ficar cortando as pontas constantemente.

Se a meta é deixar o cabelo crescer, vale evitar cortes frequentes sem necessidade e concentrar os cuidados na preservação da fibra e na redução da quebra.

Cuidados ao dormir

O atrito durante o sono pode contribuir para o embaraçamento e o desgaste dos fios. Uma forma simples de reduzir esse contato é utilizar touca ou fronha de cetim durante a noite.

O ideal é incorporar esse cuidado à rotina de forma consistente, principalmente para quem percebe que acorda com os fios muito embaraçados ou ressecados.

Também vale evitar dormir com o cabelo excessivamente apertado. Um penteado confortável e frouxo pode ajudar a reduzir a tensão enquanto você dorme.

Produtos para incluir no projeto cabelão

Somado aos cuidados, alguns produtos podem fazer toda a diferença na sua rotina capilar. Confira abaixo as nossas indicações:

Salon Line #todecacho Protetor Térmico pode entrar na rotina de quem utiliza ferramentas de calor, seguindo as orientações de uso da fabricante.

Para os momentos de tratamento, a Lola Cosmetics Morte Súbita Máscara é uma opção para quem busca uma máscara voltada ao cuidado e recuperação dos fios.

Já o Widi Care Juba Creme de Pentear pode ser utilizado na finalização de cabelos crespos e cacheados, ajudando na definição e no cuidado diário.

A escolha, porém, deve considerar as necessidades individuais dos fios. Nem todo produto funciona da mesma maneira para todas as pessoas, e uma rotina eficiente é aquela que respeita a curvatura, a condição da fibra e os hábitos de cada cabelo.

O segredo do cabelão é preservar o que já cresceu

Se a meta é conquistar cabelos mais longos, especialmente durante o verão, o caminho está em reduzir a quebra e preservar o comprimento.

Proteção contra os efeitos do verão, menos manipulação, uso consciente de fontes de calor, tratamento, cuidados com o couro cabeludo, proteção durante o sono e atenção à tração dos penteados fazem parte de uma rotina que pode ajudar os fios a crescerem longos e saudáveis. 

Beyoncé ganha festa de 20 anos de “B’Day” em Salvador

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Beyoncé em Salvador em 2023
Foto: Reprodução/ @matheusl8 @idw.company

Celebração organizada pela Sony Music acontece em 8 de setembro e terá cerca de 40 fãs selecionados; cidade já recebeu Beyoncé em passagem surpresa em 2023

Salvador foi escolhida para sediar uma celebração oficial pelos 20 anos de B’Day, segundo álbum solo de Beyoncé. Organizada pela Sony Music Brasil, a festa “HAPPY B-DAY” acontece no dia 8 de setembro e reunirá cerca de 40 fãs da cantora na capital baiana.

Para participar, os fãs precisam responder a um questionário disponibilizado pela organização. As respostas consideradas mais criativas serão selecionadas para a celebração. Cada participante escolhido poderá levar um acompanhante.

A organização também informou que haverá transporte para os convidados, com saída do Salvador Shopping até o local do evento.

Lançado originalmente em 4 de setembro de 2006, B’Day marcou uma fase importante da carreira solo de Beyoncé e chegou ao público com faixas como “Déjà Vu”, “Irreplaceable”, “Ring the Alarm”, “Freakum Dress” e “Beautiful Liar”, parceria com Shakira.

A comemoração acontece poucos dias depois do aniversário de lançamento do álbum e integra uma série de ações relacionadas às duas décadas do projeto. Para marcar a data, Beyoncé prepara uma edição comemorativa de B’Day com 27 faixas, incluindo músicas inéditas, versões em espanhol e “Morning Dew (Donk)”, lançada em julho deste ano.

‘B’Day’ ganha novas faixas 20 anos depois

A celebração do álbum também chega acompanhada de material inédito. “Morning Dew (Donk)” foi lançada por Beyoncé em julho, marcando seu primeiro lançamento de uma música inédita em dois anos. A faixa ganhou posteriormente um pacote de remixes que inclui uma nova versão com JAY-Z.

A edição comemorativa de B’Day terá 27 faixas e amplia o repertório originalmente lançado em 2006 com músicas que não integravam a edição original do álbum, além de versões alternativas e novas gravações.

A história de Beyoncé com Salvador

A escolha de Salvador para a celebração também retoma a relação construída entre Beyoncé e a capital baiana.

Em dezembro de 2023, a cantora surpreendeu fãs brasileiros ao desembarcar na cidade para participar do evento Club Renaissance, realizado durante a divulgação de Renaissance: A Film by Beyoncé.

Na ocasião, Beyoncé apareceu no palco do Centro de Convenções de Salvador, segurou uma bandeira da Bahia e agradeceu ao público que acompanhou sua passagem pela cidade.

A visita aconteceu anos depois de a cantora já ter estabelecido uma relação significativa com o público brasileiro, mas teve um impacto particular em Salvador por ocorrer de forma inesperada e em meio às celebrações relacionadas à era Renaissance.

Agora, quase três anos depois, a capital baiana volta a receber uma celebração oficial ligada à carreira da artista. A festa de 8 de setembro será restrita aos convidados selecionados pela organização, que terão direito a levar um acompanhante.

OMS mantém status de emergência global para mpox

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Foto: REUTERS/Jean Bizimana

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira (22) que a mpox segue figurando como emergência em saúde pública de importância internacional. Em seu perfil na rede social X, ele destacou que a decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência convocada para esta sexta-feira (22).

“Minha decisão baseia-se no número crescente e na contínua dispersão geográfica dos casos, nos desafios operacionais e na necessidade de montar e sustentar uma resposta coesa entre países e parceiros”, escreveu.

“Apelo aos países afetados para que intensifiquem suas respostas e para que a solidariedade da comunidade internacional nos ajude a acabar com os surtos”, concluiu Tedros.

Entenda

Em agosto, a OMS decretou que o cenário de mpox no continente africano constituía emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade.

Em coletiva de imprensa em Genebra à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e que as infecções têm aumentado ao longo dos últimos anos.

Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência global para a mpox em razão do surto da doença em diversos países.

A doença

A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.

Texto: Paula Laboissière/Agência Brasil*

Prefeitura de São Paulo cria ferramenta de atendimento on-line para denúncias contra homofobia e combate ao racismo

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A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e a Coordenação dos Assuntos da População Negra (CONE), em parceria com a Coordenadoria de Inclusão Digital (CID) disponibilizam a partir do dia 08 de novembro uma ferramenta de serviço à sociedade para o registro on-line de denúncias de combate à homofobia e crimes de racismo.

Como denúncias deverão ser feitos através do preenchimento do formulário disponível no site da SMPP (www.prefeitura.sp.gov.br/smpp). O acesso a essa ferramenta pode ser feito em todas as unidades de Telecentros de São Paulo.

A nova ferramenta visa facilitar o atendimento a esse público, para que assim o Poder Público possa agir coibindo atos discriminatórios contra a população negra e a população LGBT e também elaborar políticas públicas de proteção a esses grupos.

Ao fazer a denúncia, é preciso que especifique detalhes dos fatos ocorridos como: local, horário, pessoas envolvidas, o tipo de discriminação que ausidade e outras informações que julgaram relevantes. Todas as informações encaminhadas são sigilosas, nos termos da lei.

Atualmente, a SMPP disponibiliza esses serviços no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 1º andar e no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo, também, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 2º andar.

Para a utilização dos Telecentros é necessário agendar um horário via telefone ou pessoalmente. Acesse o site do Telecentro e escolha uma unidade mais próxima de você.

Descubra o segredo por trás do pescoço de Nia Long aos 55 anos; dermatologista explica o que realmente ajuda

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Nia Long como embaixadora da Estée Lauder
Foto: Divulgação/ Estée Lauder

Aos 55 anos, Nia Long voltou a chamar atenção nas redes sociais pela aparência da pele do pescoço. O assunto surgiu durante uma conversa com Keke Palmer no podcast Baby, This Is Keke Palmer, em abril deste ano.

Durante a entrevista, Keke elogiou o pescoço da atriz e perguntou se ela também aplicava os produtos da Estée Lauder na região. Nia respondeu que sim e revelou que usa creme para o pescoço desde os 20 anos. A atriz também contou que sua relação com a marca inclui o uso do sérum Advanced Night Repair, especialmente por sentir a pele mais ressecada em Los Angeles.

A declaração rapidamente chamou atenção porque toca em uma região que costuma ficar de fora do skincare: pescoço e colo. Mas será que começar a cuidar dessas áreas tão cedo realmente influencia a aparência da pele décadas depois?

Para a Dra. Katleen da Cruz Conceição, dermatologista especialista em laser e pele negra, a resposta passa menos por um produto específico e mais pela constância dos cuidados.

Por que cuidar do pescoço e do colo desde cedo?

Segundo a especialista, começar a cuidar dessas regiões ainda jovem pode contribuir para preservar a qualidade da pele ao longo do tempo. Isso acontece principalmente porque pescoço e colo ficam frequentemente expostos à radiação solar e nem sempre recebem a mesma atenção dedicada ao rosto.

“O envelhecimento da pele é um processo cumulativo, e a prevenção precoce ajuda a preservar a qualidade da pele por mais tempo”, explica Katleen em entrevista ao Mundo Negro.

A dermatologista ressalta que a pele negra possui maior quantidade de melanina, o que oferece certa proteção natural contra alguns efeitos da radiação ultravioleta. Isso, porém, não significa que esteja imune ao fotoenvelhecimento.

Manchas, alterações de pigmentação e irregularidades no tom também fazem parte dos sinais que merecem atenção.

Por isso, antes de pensar em um creme “firmador”, existe um cuidado mais básico e importante: proteção solar.

O protetor solar não termina no maxilar

Aplicar protetor solar apenas no rosto deixa de fora justamente duas áreas que podem permanecer expostas diariamente.

Para a especialista, o uso diário do produto no rosto, pescoço e colo é fundamental. Entre as opções para incluir nessa etapa está o Sallve Antimanchas FPS 90 com cor, disponível em diferentes tonalidades. O produto oferece proteção contra UVA, UVB e luz visível e possui niacinamida e ácido tranexâmico na fórmula.

A proteção com cor pode ser especialmente interessante para quem busca também reduzir a exposição à luz visível, associada à piora de algumas alterações de pigmentação.

O ponto principal, porém, é a regularidade da aplicação e a cobertura adequada das áreas expostas.

E os cremes firmadores?

Nia Long atribui parte de seu cuidado de longa data ao uso de creme para o pescoço. Atualmente, o produto associado à repercussão da entrevista é o Estée Lauder Revitalizing Supreme+ Youth Power Creme, formulado para rosto e pescoço e com ácido hialurônico. O “Advanced Night Repair” também foi citado pela atriz durante a conversa com Keke Palmer.

De acordo com a Dra. Katleen, hidratantes, antioxidantes como a vitamina C e ativos que estimulam a renovação celular, quando bem indicados, podem contribuir para a manutenção da qualidade da pele.

O ácido hialurônico, por exemplo, tem papel principalmente hidratante. Já ativos voltados à renovação celular ou estímulo de colágeno precisam ser escolhidos considerando o tipo de pele, sensibilidade e objetivo do tratamento.

Em peles negras, esse cuidado individualizado é ainda mais importante para reduzir o risco de irritação e consequente hiperpigmentação pós-inflamatória.

3 opções brasileiras para cuidar do pescoço e colo

Quer incorporar um creme firmador à rotina? Estas são algumas opções brasileiras que podem entrar no radar:

1.  ADCOS Collagen Pescoço e Colo
Formulado especificamente para pescoço e colo, com proposta de melhorar a firmeza e a aparência da pele.
Faixa de preço: R$ 350

2. Extratos da Terra Creme Firmador para Colo e Pescoço
Opção direcionada às duas regiões, com foco em hidratação e firmeza da pele.
Faixa de preço: R$ 70–80

3. Botik Creme Facial Firmador Ácido Hialurônico
Do O Boticário, combina ácido hialurônico e ativos voltados à firmeza, podendo ser uma alternativa para quem busca um creme mais acessível para complementar a rotina.
Faixa de preço: cerca de R$ 100

Vale lembrar que nenhum creme substitui procedimentos dermatológicos e os resultados variam de acordo com a pele e a formulação. O mais importante é manter uma rotina consistente, especialmente com proteção solar, hidratação e ativos adequados às necessidades da pele.

Gua Sha pode ajudar na pele do pescoço? 

O Gua Sha é uma técnica tradicional de massagem que utiliza uma ferramenta lisa, geralmente de pedra ou outro material, para deslizar sobre a pele com movimentos suaves e controlados. Na rotina de skincare, ganhou popularidade como uma forma de automassagem facial e corporal.

No pescoço e no colo, a técnica pode ser incorporada à rotina com movimentos delicados, principalmente para promover uma sensação de relaxamento e bem-estar. O deslizamento também pode ajudar momentaneamente na aparência de inchaço, por favorecer a movimentação de líquidos na região.

Mas é importante separar bem-estar e aparência momentânea de efeito estrutural. A técnica não substitui protetor solar, skincare ou tratamento dermatológico e não deve ser apresentada como capaz de “produzir colágeno” ou eliminar flacidez.

Na prática, movimentos delicados e sem pressão excessiva podem ser incorporados à rotina, desde que a pele esteja adequadamente preparada para reduzir o atrito.

Quando os procedimentos entram em cena?

Quando já existem alterações mais evidentes de flacidez, textura ou qualidade da pele, os produtos de uso domiciliar podem não ser suficientes para produzir mudanças significativas.

É nesse momento que entram os procedimentos dermatológicos.

Segundo a dermatologista, entre as possibilidades estão:

  • ultrassom microfocado;
  • radiofrequência;
  • bioestimuladores de colágeno;
  • microagulhamento;
  • tecnologias a laser adequadas para fototipos altos.

A indicação, no entanto, deve ser individualizada. Em peles negras, escolher uma tecnologia adequada ao fototipo e utilizar parâmetros seguros é especialmente importante porque procedimentos que provocam inflamação podem aumentar o risco de alterações pigmentares.

O que observar no pescoço e no colo?

Flacidez não é o único sinal que merece atenção, também é importante observar:

• linhas horizontais no pescoço;
• mudanças na textura;
• perda de definição do contorno facial;
• manchas e hiperpigmentação;
• escurecimento irregular.

Além disso, lesões que mudam de aparência, crescem ou apresentam sintomas como coceira e sangramento devem ser avaliadas por um profissional.

Nia Long começou aos 20. E agora?

A rotina da atriz mostra que a consistência pode atravessar décadas, porém não existe uma idade mágica para começar a cuidar do pescoço e do colo.

Para quem está começando, o básico continua sendo a melhor porta de entrada: proteção solar, hidratação e antioxidantes, com outros ativos e procedimentos sendo acrescentados conforme a necessidade e a orientação profissional.

Como resume a Dra.Katleen, membro da Skin of Color Society:

“O cuidado precoce e consistente ajuda a proteger o colágeno, manter a firmeza, a textura e a uniformidade da pele. Envelhecer é natural; a diferença está em como cuidamos da nossa pele durante esse processo.”

Por Você”, uma novela que valoriza a mulher negra e os educadores

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Ambiente escolar é parte da trama de Por Você — Foto: Globo/ Manoella Mello

Assistir uma novela em que há o protagonismo da mulher negra, desperta uma curiosidade, ainda mais com atores tão bons, que nos motiva a se organizar para todas as noites estarmos diante da televisão. Na novela “Por Você”, a atriz Sheron Menezzes , Bela, nos cativa pelo olhar e sua presença cênica. Que espetáculo de mulher, que atriz, que representação.

Todas as noites dedico uma hora para acompanhar o folhetim, as cenas da telenovela que ocorrem na comunidade, algumas que envolvem a violência, nos assusta por saber e reconhecer que aquele ambiente é real. Assusta pela impunidade, desesperança e ausência do Estado.

A Escola na comunidade é um lugar muito importante e de referência, lugar de esperança de acolhimento, de afeto de construção de amizades, e de exemplo de dedicação de professores, gestores e direção da Escola. Os problemas e desafios em que um diretor enfrenta no seu quotidiano é um exercício de amor, paciência e dedicação dos profissionais de Educação.

Uma questão a novela nos leva a reflexão por que devemos apoiar os professores, gestores e diretores de Escola?
A novela Por Você nos desperta lembranças de tempos de escolas e muita admiração por atos de desprendimento e amor a Educação. Ter a escola como o local de referência é um ato de respeito aos educadores, nos chama a atenção para os problemas do cotidiano que profissionais da educação são submetidos.

O Cabelo do diretor da Escola e dos jovens negros
O cabelo dos atores negros é um acontecimento. Imaginar um diretor de escola com dreads, em um ambiente escolar que habitualmente hostiliza a criança negra, com atos de violência explicita por conta de seus cabelos cacheados, merece um destaque e um voto de louvor a produção, maquiagem, cabelereiros. direção da novela. Para uma pessoa branca pode parecer pouco, para nós negros é um símbolo de conquista. A novela nos permite emocionar e celebrar o nosso cabelo.

Lucas e Margô são diretor e professora da escola de Por Você — Foto: Globo/ Manoella Mello

O Beijo
Há cenas que esperamos, torcemos e nos emocionamos. O beijo de um casal de negros, é revolucionário. Ver um galã negro Amaury Lorenzo (Lucas) beijar uma mulher negra de tranças longas, é um cena que vi e revi na madrugada na reprise da novela. A intimidade de um casal de negros brasileiros, foi esperada e sonhada por gerações de atores, atrizes, escritores e escritoras negras.

Sheron Menezzes (Bela) é uma mulher muito bonita, que não nos cansamos de olhar. Cada vez que ela aparece em cena, podemos esperar algo doce, vitorioso, de uma mulher forte decidida e corajosa. Um mulher negra , médica que assume a maternidade de 4 crianças. Uma família negra em pleno horário nobre da novela.

Ela ainda é disputada por dois galãs da novela da Globo: Amaury Lorenzo (Lucas) e Thiago Lacerda, (Gabriel). A torcida está estabelecida pois dois grandes atores que lutam para conquistar o coração da médica. Fico imaginando quantas meninas negras devem estar se inspirando na Bela.

Se você não assistiu um capitulo da novela, perceberá que a riqueza da representação dos atores negros merecem uma descrição mais detalhada e meticulosa, eu os convido a me acompanhar nesta aventura .

Roda de homens negros debate masculinidades com filósofo Sergio Barbosa em São Paulo

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Prof. Sergio Barbosa, filósofo, professor universitário, cofundador da Campanha do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres - Foto: Divulgação

Encontro do coletivo Entre Vinhos & Afetos acontece no dia 26 de setembro, a partir das 14h, e discute como racismo, machismo e heteronormatividade se articulam na formação das masculinidades

O coletivo Entre Vinhos & Afetos, que reúne homens negros em rodas de escuta e convivência, promove no próximo dia 26 de setembro, a partir das 14h, um encontro com o filósofo e professor universitário Sergio Barbosa. O tema da edição é “Masculinidades Insurgentes: racialidade, heteronormatividade e misoginia”. As inscrições são feitas pelo direct do perfil do coletivo no Instagram, e o local é informado aos participantes após a confirmação.

Barbosa é cofundador da Campanha do Laço Branco, mobilização que articula homens pelo fim da violência contra as mulheres, e atua na gestão de grupos reflexivos com homens autores de violência, aqueles encaminhados pela Justiça no âmbito da Lei Maria da Penha. Sua trajetória acadêmica é dedicada aos estudos das masculinidades e ao enfrentamento das violências de gênero.

O debate ocorre em um cenário de alta nos indicadores de violência letal contra mulheres. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.571 feminicídios em 2025. Mulheres negras corresponderam a 65,1% das vítimas, e mulheres brancas, a 34%. Em 79,8% dos casos, o autor foi um companheiro ou ex-companheiro. O levantamento aponta ainda que 13,1% dos registros não informam a raça da vítima.

De acordo com o material de divulgação do encontro, a conversa parte de uma pergunta: será que existe apenas um jeito de ser homem? A proposta é examinar como machismo, racismo, heteronormatividade e misoginia se articulam na formação das masculinidades e influenciam a maneira como esses homens sentem, amam, cuidam, lidam com conflitos e constroem relações.

Os organizadores afirmam que o objetivo não é reforçar estereótipos sobre homens negros. O ponto de partida, segundo eles, é o reconhecimento das diferentes violências que atravessam essas histórias, para então formular outras perguntas: o que se faz com aquilo que foi aprendido e o que pode ser transformado.

O conceito que dá nome ao encontro aponta nessa direção. Masculinidades insurgentes, na formulação usada pelo coletivo, seriam aquelas capazes de questionar o que foi ensinado como única possibilidade de ser homem e de experimentar outros caminhos.

O campo em que Barbosa atua tem produzido resultados que alimentam o debate sobre políticas de enfrentamento à violência doméstica. Levantamento apresentado pelo pesquisador Daniel Fauth Washington Martins, parceiro do Judiciário de Santa Catarina em ações com homens autores de violência, indica que a reincidência entre homens processados pela Lei Maria da Penha é de cerca de 50%, índice que cai para aproximadamente 10% entre os que participam de grupos reflexivos. O mapeamento nacional desses grupos subsidiou recomendações elaboradas pelo Conselho Nacional de Justiça em 2022.

Criado como espaço de escuta, diálogo e construção coletiva entre homens negros, o Entre Vinhos & Afetos mantém em suas edições um momento de convivência à mesa. Nesta roda, o almoço é assinado pela chef Dani Pimenta e a curadoria de vinhos fica a cargo da sommelière Andreia. Também haverá opções sem álcool, como cafés, chás e sucos.

Os organizadores pedem que cada participante leve outro homem negro ao encontro, como forma de ampliar a rede do coletivo.


Serviço

Entre Vinhos & Afetos recebe Sergio Barbosa Tema: Masculinidades Insurgentes: racialidade, heteronormatividade e misoginia
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: a partir das 14h
Inscrições: via direct no Instagram @entre_vinhoseafetos (instagram.com/entre_vinhoseafetos)
Local: divulgado aos participantes após a confirmação da inscrição
Convidado: Sergio Barbosa (@prof.sergio.barbosa)

Ana Cristina Rosa é bicampeã do Troféu Onça Pintada como executiva de comunicação

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Ana Cristina Rosa recebe o Troféu Onça Pintada em 2026
Foto: Raimundo Sampaio

Por Ivair Augusto Alves dos Santos

A jornalista Ana Cristina Rosa conquistou, pela segunda vez, o Troféu Onça Pintada, na categoria Executivos de Comunicação Corporativa da Região Centro-Oeste, durante a 11ª edição do TOP Mega Brasil. A premiação foi realizada no final de agosto, em São Paulo.

Única mulher negra entre as concorrentes da categoria, Ana Cristina foi reconhecida novamente pelo trabalho desenvolvido à frente da comunicação do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília, onde atua desde 2020.

O TOP Mega Brasil é uma premiação voltada ao mercado de comunicação corporativa e reconhece profissionais e agências de diferentes regiões do país. Nesta edição, foram contabilizados quase 12.500 votos. No primeiro turno, 1.100 executivos e 480 agências foram indicados. Na etapa seguinte, 152 executivos e 130 agências disputaram a votação que definiu os vencedores.

Uma trajetória de 35 anos no jornalismo

Formada em Jornalismo pela PUC do Rio Grande do Sul, Ana Cristina Rosa soma 35 anos de carreira e construiu sua trajetória principalmente na área de Comunicação Pública.

Desde 2004, a jornalista atua em assessorias de comunicação do Poder Judiciário. Entre 2018 e 2020, ocupou o cargo de secretária de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), período em que participou do projeto “TSE contra Fake News”, reconhecido com Menção Honrosa no Prêmio Innovare.

Reconhecimento pelo trabalho na comunicação

O Troféu Onça Pintada marca a segunda vez desde 2024, que Ana Cristina recebe o reconhecimento como profissional de destaque na comunicação corporativa da Região Centro-Oeste.

A jornalista também é coautora do livro Fake News – A conexão entre a desinformação e o direito e colunista de opinião da Folha de S.Paulo. Ao longo da carreira, também passou por veículos de imprensa de alcance nacional.

“Receber o Prêmio Mega Brasil é muito gratificante por se tratar de um reconhecimento do mercado à qualidade do meu trabalho”, afirmou a jornalista durante a premiação.

Privilégio Preto: A juventude negra no cárcere da culpa no universo Tyler Perry

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Cena de Por Que Eu Me Casei de Novo?, de Tyler Perry
Foto: Reprodução/Netflix

Quem disse que todo preto tem que ter uma história triste para contar?

Vivemos em um mundo em que o nosso povo sofreu por tantos anos nas garras da opressão, da escassez, da invisibilidade e da marginalização que, inconscientemente, ao olhar para uma pessoa preta, assim como nós, ocupando um espaço que há anos foi negado a ela, o primeiro sentimento é o de reconhecimento acompanhado pela admiração — pelo menos se espera que seja, mas isso é conteúdo para outro artigo.

O segundo é aquele olhar, muitas vezes compassivo, que surge a partir de uma perspectiva de resiliência. Imagina-se tudo que aquela pessoa teve que enfrentar para chegar até aquele lugar de prestígio. As noites mal dormidas são o de menos. Logo, ela é associada a uma pessoa de origem humilde: quantos ônibus ela tinha que pegar para chegar à faculdade? Quão difícil foi ter que trabalhar e estudar para colocar comida na mesa diante do medo da escassez que bate à porta?

Mas a cabeça dessas pessoas explodiria se elas soubessem que nem todo preto tem o mesmo ponto de partida.

Muito se fala do privilégio branco, mas hoje gostaria de pautar e trazer à luz uma outra realidade, vivida pela minoria da juventude negra, mas que existe.

Esses meses, rolando o TikTok, ouvi alguns relatos de jovens negros satirizando o fato de que, quando chegam à sala de aula de seus respectivos cursos considerados de “elite” ou quando estão em uma roda de conversa com pessoas pretas e brancas, grande parte espera que eles tenham um passado triste para contar. Ou que cresceram sem pai. Ou que viveram, em algum momento da vida, em situação de vulnerabilidade social.

Mas, apesar de os dados comprovarem que uma parcela expressiva da população preta e parda no Brasil vive em uma realidade de escassez, existem jovens pretos que já nascem em famílias estáveis financeiramente, com condições de arcar com moradia, estudos, viagens, intercâmbio e tudo aquilo que ao nosso povo, por muito tempo, foi negado e parecia muito distante.

Em 2024, segundo o IBGE, 25,8% das pessoas pretas e 29,8% das pessoas pardas estavam abaixo da linha de pobreza considerada pelo instituto, enquanto entre as pessoas brancas esse percentual era de 15,1%. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a proporção era de 25,4%. Os números ajudam a dimensionar por que a associação entre juventude negra e escassez não surge do nada: ela está ancorada em uma desigualdade racial concreta. Mas esses mesmos dados não significam que toda pessoa negra parta do mesmo lugar.

É justamente nesse ponto que quero colocar a reflexão: existe uma juventude negra que também cresce em ambientes de estabilidade financeira, acesso à educação, viagens, intercâmbios e outras experiências que durante muito tempo foram negadas ao nosso povo. E reconhecer essa existência não apaga a desigualdade. Pelo contrário, expande a forma como enxergamos as diferentes experiências negras.

Esse cenário pode ser facilmente visualizado no universo cinematográfico do diretor e roteirista Tyler Perry, especificamente no último filme da trilogia Why Did I Get Married Again? (Por que eu me casei de novo?), lançado no dia 9 de setembro na Netflix.

A trama reúne o elenco principal de casais, que agora se juntam para prestigiar o casamento dos filhos, quando uma série de conflitos se desenrola ao redor dos relacionamentos da nova geração de protagonistas. Porém, o que me chama atenção na produção é o universo no qual eles estão inseridos, em que a prosperidade, a riqueza e a fartura não são tabus em nenhuma das relações construídas. As personagens convivem dentro dessa realidade com naturalidade.

A mensagem que é transmitida através do filme é que o povo preto também pode partir de relações de privilégio e ser protagonista de suas próprias histórias, que emergem em um ambiente estável financeiramente e emocionalmente.

Porém, no decorrer da trama, vão se revelando desavenças entre o casal protagonista prestes a se casar, estrelado por Armani Greer, como Jasmine, a noiva, e Everett Osborne, interpretando Wesley, o noivo.

Traumas e bloqueios comportamentais ocasionados pela falta de comunicação dentro do ambiente familiar causam mal-entendidos. No final do filme, revela-se que parte desses conflitos é fruto da vergonha dos mais novos em expor a real situação de suas relações amorosas por conta da idealização da vida perfeita na qual cresceram, vendo os pais inseridos nela, mal sabendo eles os obstáculos que tiveram que enfrentar emocionalmente no percurso.

E todos esses desdobramentos me fizeram refletir sobre o quanto a juventude negra vive tão acuada por ser regularmente projetada em uma realidade de escassez, não só financeira, mas também emocional, e até que ponto isso consegue nos impedir de visualizar que existem outras realidades nas quais nós podemos e temos o direito de estar inseridos.

Porque existe uma diferença entre reconhecer os privilégios que tivemos e sentir culpa por eles. Nós não devemos sentir culpa por ocupar espaços de privilégio. Mesmo olhando ao redor e vendo que essa não é a realidade da maioria dos nossos, devemos nos sentir mais livres, adeptos e corajosos para aproveitar ao máximo tudo o que a vida nos oferece nos ambientes em que vivemos, crescemos e aprendemos.

Não precisamos transformar nossas conquistas em uma história de sofrimento para que elas sejam consideradas legítimas. Não precisamos ter passado fome para valorizar a comida, nem ter enfrentado a ausência de oportunidades para reconhecer o valor de uma boa educação. Não precisamos carregar uma história triste nas costas para provar que somos negros de verdade.

A nossa história também pode ser construída a partir da estabilidade, do afeto, da segurança, da prosperidade e do acesso.

E talvez seja justamente por isso que precisamos nos visualizar em espaços que nos foram negados: para que a juventude negra entenda que reconhecer a própria realidade não significa esquecer a realidade coletiva. É possível saber que a maioria da nossa população ainda enfrenta a escassez e, ao mesmo tempo, permitir-se viver aquilo que foi negado a tantas gerações antes de nós.

O ponto de partida da juventude negra não é pré-determinado.

E nós não precisamos pedir desculpas por isso.

Fontes dos dados: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais 2025, com dados da PNAD Contínua de 2024. Síntese de Indicadores Sociais 2025 — IBGE

Saúde mental: A ciência comprova que ter hobbies faz bem para mente; descubra os o que alguns famosos praticam para relaxar

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Pesquisas científicas apontam que hobbies podem contribuir para a saúde mental/Foto: Unsplash

Manter uma atividade prazerosa fora das obrigações do trabalho e da rotina pode ser mais do que uma forma de passar o tempo. Pesquisas científicas apontam que hobbies podem contribuir para a saúde mental, especialmente quando proporcionam prazer, relaxamento, atividade física ou interação social.

Uma revisão publicada em 2025 na revista Issues in Mental Health Nursing analisou estudos sobre a relação entre hobbies e saúde mental. Os pesquisadores identificaram três principais áreas de benefício: redução de sintomas de depressão, ansiedade e estresse; melhora da qualidade de vida e do bem-estar; e aumento da interação e do suporte social. 

Os autores, no entanto, ressaltam que ainda são necessárias mais pesquisas para compreender a relação entre os hobbies e a saúde mental em diferentes grupos da população.

Entre as atividades que podem fazer parte da rotina estão:

1. Caminhada e outras atividades físicas ao ar livre 

Caminhar, correr, pedalar, nadar ou dançar podem ser opções para quem quer aliar lazer e movimento. A American Psychological Association (APA) também recomenda incorporar atividades físicas à rotina para lidar com o estresse e cita desde uma caminhada rápida até uma sessão de dança como alternativas acessíveis.

A atriz Camila Pitanga já afirmou que a conexão com a natureza é fundamental na sua rotina e que sempre faz alguma prática ao ar livre: bicicleta ou nadar no mar. Pitanga também disse que faz terapia duas vezes por semana.

2. Jardinagem e cuidado com plantas

O rapper Emicida já falou sobre seus passatempos fora dos palcos. Além de fazer queijos caseiros, praticar meditação e ioga, ele também demonstrou interesse pela jardinagem doméstica.

Cultivar uma horta, cuidar de vasos, plantar flores ou simplesmente manter plantas em casa também pode ser uma atividade de lazer associada ao bem-estar.

Uma revisão publicada em 2025 na BMC Public Health analisou 23 estudos, com 4.535 participantes, e encontrou efeitos pequenos a moderados das atividades de jardinagem sobre a saúde mental em pessoas com condições crônicas.

3. Artesanato e atividades manuais

A cantora Iza já compartilhou nas redes sociais um hobby pouco conhecido: fazer miniaturas de casa manualmente. A ex-primeira-dama Michelle Obama já contou que se viciou em tricô durante a pandemia. Em entrevista, contou que costuma tricotar peças para o marido, Barack Obama, e que se juntou secretamente a comunidades de tricô on-line. 

Crochê, tricô, bordado, cerâmica, marcenaria, origami e outras atividades manuais podem ser incorporados à rotina como hobbies. Uma revisão sistemática publicada em 2025 no Australian Occupational Therapy Journal reuniu 19 estudos sobre intervenções baseadas em artesanato e seus efeitos sobre saúde mental e bem-estar. Os trabalhos analisados envolveram diferentes tipos de artesanato e intervenções conduzidas ou supervisionadas por profissionais como terapeutas ocupacionais, enfermeiros e arteterapeutas.

4. Atividades artísticas e criativas

Beyoncé, além da música, também tem a pintura como um de seus hobbies. A cantora já contou que começou a experimentar a atividade ainda nos anos 2000, usando tintas a óleo e um cavalete. Para ela, pintar funciona como uma forma de relaxamento e escapismo da rotina profissional. O interesse pelas artes também foi incentivado por sua mãe, Tina Knowles, que é colecionadora de arte. Em entrevista à GQ em 2024, Beyoncé voltou a citar a pintura entre as atividades que pratica em seus momentos de autocuidado. Além disso, a cantora também tem como hobby a apicultura e já revelou cultivar abelhas e produzir mel que ajuda na alergia das filhas.

Pintura, desenho, fotografia, escrita, dança, canto e outras formas de expressão artística também aparecem entre as atividades estudadas pela ciência.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista SSM – Population Health analisou 28 estudos sobre o envolvimento regular de adolescentes em atividades artísticas e criativas. A maior parte das pesquisas apontou associação positiva entre essas atividades e indicadores de saúde mental e bem-estar, embora os autores ressaltem que ainda há limitações para estabelecer uma relação de causa e efeito definitiva.

5. Música

O ator Idris Elba tem uma relação intrínseca com a música. O ator fala e compartilha abertamente dua paixão por ser DJ. Ele combina sua agenda na atuação com sets em shows e festas. Ele também diz ser fã de kickboxing e futebol.

Ouvir música, cantar, aprender um instrumento ou participar de um coral são outras possibilidades de hobby.

A APA recomenda manter atividades prazerosas em períodos de estresse. A entidade também destaca que momentos de lazer podem ser importantes para preservar o bem-estar quando a rotina fica sobrecarregada.

6. Leitura por prazer e escrita

Taís Araújo fala constantemente sobre ser “obcecada por livros”. Ela, inclusive, já disse ler dois livros ao mesmo tempo — um físico e um no Kindle. Em entrevista, ela também diz que seu passatempo favorito é passear com sua família pelo Rio de Janeiro e ter contato com a natureza. Lázaro Ramos também fala com frequência sobre escrever como parte de sua rotina e prazer pessoal. 

Ler um romance, histórias em quadrinhos, poesia ou qualquer outro gênero de interesse pode funcionar como uma atividade de lazer, principalmente quando não está associada a uma obrigação acadêmica ou profissional.

A APA inclui a leitura entre as atividades prazerosas que podem ser preservadas mesmo em períodos de maior estresse. A recomendação é reservar momentos para atividades que proporcionem prazer, em vez de eliminar completamente o lazer quando a rotina fica mais pesada.

7. Atividades sociais

A rapper Duquesa colocou em sua lista de hobbies passar um tempo e tomar café com suas amigas. Viola Davis disse que faz passeios em família, que incluem ir à igreja, grandes viagens e passeios frequentes em lojas com a filha.

Clubes de leitura, grupos de caminhada, dança, coral, esportes coletivos, jogos de tabuleiro e outras atividades realizadas em grupo podem acrescentar um componente importante ao hobby: a convivência com outras pessoas.

A revisão de 2025 sobre hobbies identificou a interação social e o suporte comunitário como um dos três principais temas associados aos benefícios dessas atividades. Segundo os pesquisadores, hobbies podem ajudar a criar relações, fortalecer vínculos e promover um senso de comunidade.

Apartheid de gênero e raça: onde estão negros e mulheres na disputa pelo poder?

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Imagem gerada a partir de inteligência artificial

Por Liliane Rocha

Ao assistir ao primeiro debate presidencial da Band TV e da TV Cultura, uma constatação se impôs de forma incontornável: a democracia brasileira continua sendo disputada, majoritariamente, por homens brancos. Distante da diversidade racial e de gênero que caracteriza a população brasileira. Podemos chamar de apartheid de gênero e raça, ou seja, uma estrutura política que, eleição após eleição, naturaliza a presença masculina e branca no centro da disputa pelo poder, enquanto mantém mulheres, especialmente mulheres negras, distantes dos espaços de maior decisão. Em um país de maioria negra e no qual as mulheres representam mais da metade da população, quem disputa o poder máximo da República continua longe de refletir quem é o Brasil. Essa tônica inclusiva se repete ao longo de toda a Campanha.

A palavra apartheid, de origem africâner, significa literalmente “separação” ou “estado de estar separado” e ficou historicamente associada ao regime institucional de segregação racial imposto pela minoria branca na África do Sul entre 1948 e o início da década de 1990. Evidentemente, não se trata aqui de equiparar a sub-representação política dos negros e das mulheres brasileiras à violência e às características específicas daquele regime. O termo é utilizado como uma analogia deliberadamente provocativa para evidenciar uma separação persistente entre quem compõe a sociedade e quem efetivamente ocupa os espaços de poder. E essa lente se torna ainda mais pertinente quando gênero e raça se cruzam: se as mulheres já enfrentam barreiras para chegar ao centro das decisões políticas, para as mulheres negras essa distância é ainda maior. O poder brasileiro continua tendo gênero e raça.

Entre os candidatos presentes no primeiro debate estavam Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Entre os ausentes, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Diferentes partidos, trajetórias e posições políticas, mas algo salta aos olhos antes mesmo de qualquer proposta ser apresentada. São todos homens brancos. E talvez seja justamente essa imagem, tão familiar que quase já não nos causa estranhamento, que deveria nos incomodar. A única candidata negra a presidência, Samara Martins, não chega a 1% das intenções de voto e, portanto, não podem compor os debates eleitorais.

A filósofa política Carole Pateman nos ajuda a compreender que essa ausência não é apenas uma fotografia circunstancial das eleições de 2026. Em O Contrato Sexual, ela expõe uma contradição fundadora das democracias modernas: a promessa de liberdade e igualdade conviveu historicamente com estruturas que subordinavam as mulheres e restringiam sua cidadania. Mais de três décadas depois, sua reflexão permanece desconfortavelmente atual. Se as mulheres, e ressalto, as mulheres negras que são 29% da população brasileira, podem votar, mas quase não aparecem entre aquelas consideradas aptas a governar, precisamos perguntar até que ponto realizamos, de fato, a promessa democrática de igualdade.

Mas o problema é ainda maior do que a ausência das negros, mulheres, mulheres negras, entre os homens presentes a falta de profundidade nas questões referentes a raça e gênero é notável.  Não há profundidade alguma no debate de raça e gênero em nenhumas das conversas, desde a debates a entrevistas individuais.

É justamente diante desse cenário que iniciativas de educação política ganham ainda mais relevância. Em 2026, a Gestão Kairós lançou a terceira edição da Cartilha Voto Inclusivo, uma ferramenta criada para estimular uma escolha eleitoral mais consciente e ampliar o olhar sobre representatividade, diversidade e inclusão na política

Democracia não se resume ao direito de votar, mas também à possibilidade real de diferentes pessoas participarem da construção do poder e influenciarem as decisões que moldam o país. Quando negros, mulheres, e na intersecção mulheres negras, são maioria do eleitorado, mas seguem sub-representados nos principais espaços de decisão política, não estamos diante apenas de um problema de representatividade, mas de um déficit democrático. Uma democracia em que negros e mulheres votam, mas raramente são vistos como opção para ocupar os postos mais altos de poder, ainda precisa percorrer um longo caminho para que igualdade política deixe de ser princípio e se torne prática.

Jeniffer Nascimento e Kenya Sade entre as mais influentes de 2026

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Fotos: @vitormanon/reprodução redes sociais

Jeniffer Nascimento e Kenya Sade aparecem entre as celebridades mais influentes do Brasil em 2026, segundo levantamento da Ipsos divulgado nesta semana.

A Ipsos divulgou nesta semana duas edições do estudo Most Influential Celebrities & Creators, o MIC², que mede a influência de celebridades e criadores de conteúdo no Brasil, e o MIC Favela, primeira edição do levantamento voltada exclusivamente a creators de comunidades periféricas, feita em parceria com Data Favela e Digital Favela. Nas duas pesquisas, nomes negros ocupam posições de liderança em boa parte das oito dimensões que compõem o ranking geral de influência.

No MIC², 8ª edição do estudo, Jeniffer Nascimento ocupa a segunda posição entre as celebridades, com 136 pontos, atrás de Grazi Massafera. Kenya Sade aparece empatada na quarta colocação, com 131 pontos, ao lado de Rita Lobo. Entre os creators, Bia Ben soma 143 pontos e fica em segundo lugar do ranking geral, atrás de Iberê Thenório, do canal Manual do Mundo.

Por driver, a Diversidade concentra o maior número de nomes negros entre as celebridades: os cinco primeiros lugares da categoria são de Liniker, que lidera, seguida por Gil do Vigor, Thelma Assis, Emicida e Gilberto Gil. Emicida também lidera o driver Politicamente Engajado, à frente de Gilberto Gil, que aparece ainda entre os cinco primeiros do driver de Sucesso. Bela Gil lidera Hábitos Saudáveis, seguida por Rayssa Leal, que também figura entre os primeiros colocados de Conexão Jovem. Em Carisma, Zeca Pagodinho, Paulo Vieira e Gil do Vigor aparecem entre os cinco nomes mais bem posicionados.

Entre os creators do MIC², Bia Ben lidera o driver de Beleza e Lifestyle e figura entre os cinco primeiros também em Confiança e Inspiração, Sucesso e Diversidade. Nath Finanças lidera o driver de Diversidade e aparece entre os primeiros colocados em Confiança e Inspiração e Politicamente Engajado. A dupla Podpah, formada por Igão e Mítico, integra os cinco primeiros nos drivers de Conexão Jovem e Politicamente Engajado, categoria em que Kenya Sade também figura no driver de Conexão Jovem. Camila de Lucas completa a lista de Diversidade entre os creators.

O MIC Favela chega como o primeiro estudo do tipo a mapear o poder de influência de criadores de conteúdo das favelas brasileiras. O ranking geral é liderado por Livia Rafaelle (@rafaellelivia), com 118 pontos, seguida por Nicolly Martins (@ellanicolz), com 109, Matheus Mosca (@moscachapada), com 108, Bruno Thierry (@rockycria), com 107, e Wesley Alemão (@wesleyalemao), com 104.

A pesquisa organiza os creators de favela pelas mesmas oito dimensões do MIC², com pesos recalculados para o recorte. Moda e Beleza responde por 32% do índice nessa edição, seguida por Sucesso, com 21%, e Confiança e Inspiração, com 16%. Nicolly Martins aparece entre os cinco primeiros em quatro drivers diferentes, Confiança e Inspiração, Conexão Jovem, Diversidade e Hábitos Saudáveis, enquanto Clayver figura entre os líderes de Diversidade e Politicamente Engajado nessa mesma edição.

Os dois levantamentos usam a mesma metodologia, que combina análise de correlação, análise fatorial e um modelo de regressão para calcular o peso de cada driver na percepção de influência do público. Segundo a Ipsos, o MIC Favela nasce como um recorte complementar ao MIC² e passa a acompanhar, de forma inédita, o crescimento de creators que constroem audiência a partir de suas comunidades de origem.

Dan Mendes lança 2ª temporada de ‘Só Até Aqui’ em SP

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Foto: Studio Barra

Dan Mendes estreia a segunda temporada do ‘Só Até Aqui’, programa de entrevistas em formato carpool, agora gravado pelas ruas de São Paulo, no YouTube.

O ator e apresentador Dan Mendes estreou nesta terça-feira (8) a segunda temporada do programa “Só Até Aqui”, desta vez gravado pelas ruas de São Paulo. O primeiro episódio da nova fase recebe a atriz Claudia Raia e já está disponível no canal de Dan no YouTube.

No formato carpool, Dan conduz o carro e conversa com os convidados durante o trajeto, misturando bastidores de carreira, histórias pessoais e humor. A primeira temporada, gravada no Rio de Janeiro, reuniu nomes como Ludmilla, Pocah, Hugo Gloss, Mumuzinho, Camilla de Lucas e Patrícia Ramos.

“O ‘Só Até Aqui’ nasceu dessa vontade de ter uma conversa que parecesse menos uma entrevista e mais um encontro. Poder trazê-lo para São Paulo depois de uma temporada maravilhosa no Rio, encontrando novos amigos em um cenário diferente, traz essa novidade e espontaneidade que o formato carpool pede”, afirma Dan Mendes.

Além de Claudia Raia, a nova temporada já tem as cantoras Duquesa, PRISCILLA e Pepita confirmadas como próximas convidadas. Os episódios seguem o mesmo formato leve e espontâneo que marcou a primeira temporada, agora ambientado na capital paulista.

Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Dan Mendes construiu sua trajetória retratando o cotidiano da própria cidade com humor e autenticidade, abordando em seus conteúdos a linguagem popular, as relações familiares e os aspectos culturais da periferia. Ele já atuou como repórter correspondente do Rock in Rio para o Multishow, integrou o elenco do humorístico “Volte Sempre” e participou da sitcom “Tô Nessa”, idealizada por Regina Casé para a TV Globo. Atualmente, também é embaixador criativo da Netflix no Brasil.

Os novos episódios de “Só Até Aqui” vão ao ar sempre às 19h, às terças-feiras, no canal de Dan Mendes no YouTube.

Dez anos do lançamento de moonlight; confira dez curiosidades sobre o filme

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Moonlight
O filme completa dez anos em 2026/Foto: IMDb

O filme “Moonlight: Sob a Luz do Luar” completa dez anos desde seu lançamento neste ano. O longa escrito e dirigido por Barry Jenkins estrela Ashton Sanders, Mahershala Ali, Trevante Rhodes, Naomie Harris, Alex R. Hibbert e grande elenco e está disponível no catálogo da Prime Video.

Lançado em setembro de 2016 e exibido nos cinemas dos Estados Unidos em outubro do mesmo ano, Moonlight é marcado por sua fotografia inovadora, um elenco totalmente negro e temática LGBTQIA+, considerada rara na indústria cinematográfica norte-americana. 

Por sua genialidade e originalidade, o título fez história ao levar, em 2017, o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme – após uma grande confusão e a estatueta ter sido erroneamente entregue ao filme La La Land. Jenkins foi o quarto diretor negro a ser indicado na premiação, Mahershala Ali ganhou o prêmio por Melhor Ator Coadjuvante e Joi McMillon foi a primeira mulher negra indicada a Melhor Edição.

Em comemoração aos dez anos desta obra, separamos dez curiosidades sobre sua produção. Veja abaixo.

1.Criação

O diretor Barry Jenkins começou a escrever o roteiro em em um bar em Bruxelas.

2. Oscar

Barry Jenkins se tornou o quarto cineasta negro nomeado à categoria de Melhor Diretor. O longa levou o Oscar de Melhor Filme, em 2017.

3. Curto período de filmagem

O longa foi filmado durante 25 dias, de outubro a novembro de 2015, no sul da Flórida.

4. Ficção e realidade

Assim como o personagem principal Chiron, Barry Jenkins também teve uma mãe que sofria com vício em drogas.

5. Técnica, talento e atuação

Barry Jenkins disse em uma entrevista que os três atores que interpretam Chiron não se conheceram durante a produção. A ideia era que cada um interpretasse seu personagem sem serem influenciados pelas atuações dos outros. A mesma técnica foi utilizada com os atores que interpretaram Kevin.

6. Experiências reais

No filme, Juan ensina Little a nadar. Antes das filmagens, Alex R. Hibbert, que interpreta o personagem, não sabia nadar. Por isso, Mahershala Ali, que vive Juan, acabou ensinando o jovem ator a nadar na vida real.

7. Ineditismo

A vitória no Oscar fez história: Moonlight foi o primeiro longa LGBTQIA+ e com elenco totalmente negro a vencer a principal categoria. Mahershala Ali também se tornou o primeiro ator muçulmano a ganhar um Oscar de atuação, enquanto Joi McMillon foi a primeira mulher negra indicada a Melhor Edição.

8. Baixo orçamento

Moonlight teve um orçamento de US$1,5 milhão, o menor de todos os vencedores de Melhor Filme no Oscar até agora.

9. Localização real

O longa foi filmado em Liberty City (Miami), bairro de infância do co-roteirista Tarell Alvin McCraney e do diretor Barry Jenkins.

10. Reexibição nos cinemas

Em comemoração ao aniversário de dez anos, Moonlight será reexibido nos cinemas dos Estados Unidos, em versão remasterizada em 4K, a partir de 2 de outubro.

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