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OMS mantém status de emergência global para mpox

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Foto: REUTERS/Jean Bizimana

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta sexta-feira (22) que a mpox segue figurando como emergência em saúde pública de importância internacional. Em seu perfil na rede social X, ele destacou que a decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência convocada para esta sexta-feira (22).

“Minha decisão baseia-se no número crescente e na contínua dispersão geográfica dos casos, nos desafios operacionais e na necessidade de montar e sustentar uma resposta coesa entre países e parceiros”, escreveu.

“Apelo aos países afetados para que intensifiquem suas respostas e para que a solidariedade da comunidade internacional nos ajude a acabar com os surtos”, concluiu Tedros.

Entenda

Em agosto, a OMS decretou que o cenário de mpox no continente africano constituía emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade.

Em coletiva de imprensa em Genebra à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e que as infecções têm aumentado ao longo dos últimos anos.

Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência global para a mpox em razão do surto da doença em diversos países.

A doença

A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.

Texto: Paula Laboissière/Agência Brasil*

Prefeitura de São Paulo cria ferramenta de atendimento on-line para denúncias contra homofobia e combate ao racismo

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A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e a Coordenação dos Assuntos da População Negra (CONE), em parceria com a Coordenadoria de Inclusão Digital (CID) disponibilizam a partir do dia 08 de novembro uma ferramenta de serviço à sociedade para o registro on-line de denúncias de combate à homofobia e crimes de racismo.

Como denúncias deverão ser feitos através do preenchimento do formulário disponível no site da SMPP (www.prefeitura.sp.gov.br/smpp). O acesso a essa ferramenta pode ser feito em todas as unidades de Telecentros de São Paulo.

A nova ferramenta visa facilitar o atendimento a esse público, para que assim o Poder Público possa agir coibindo atos discriminatórios contra a população negra e a população LGBT e também elaborar políticas públicas de proteção a esses grupos.

Ao fazer a denúncia, é preciso que especifique detalhes dos fatos ocorridos como: local, horário, pessoas envolvidas, o tipo de discriminação que ausidade e outras informações que julgaram relevantes. Todas as informações encaminhadas são sigilosas, nos termos da lei.

Atualmente, a SMPP disponibiliza esses serviços no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 1º andar e no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo, também, localizado no Pateo do Colégio, 5 – 2º andar.

Para a utilização dos Telecentros é necessário agendar um horário via telefone ou pessoalmente. Acesse o site do Telecentro e escolha uma unidade mais próxima de você.

PowerList Mundo Negro 2026 bate 3.500 votos e 600 indicadas em menos de duas semanas

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Foto: divulgação

A PowerList Mundo Negro 2026 chegou à sua 5ª edição com números que mostram o quanto a premiação cresceu na consciência da comunidade negra brasileira. Em menos de duas semanas desde a abertura das indicações, no dia 12 de maio, mais de 3.500 votos foram registrados e 600 mulheres negras já foram indicadas nas cinco categorias de voto popular, um resultado que reforça o papel da premiação como o principal espaço de reconhecimento de mulheres negras no Brasil.

A cerimônia acontece no dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro. A edição conta com o patrocínio do Grupo L’Oréal, por meio do grupo de afinidade negra AfroSoul, e da TV Globo, que assina a parceria com a novela A Nobreza do Amor. A cada edição, a premiação homenageia 10 mulheres negras, uma em cada categoria, escolhidas em duas frentes: cinco por voto popular e cinco por curadoria técnica de um júri especializado.

A grande novidade desta edição é a autoindicação. Pela primeira vez, mulheres negras podem se inscrever diretamente em qualquer uma das categorias de voto popular, em um movimento que coloca o protagonismo e o reconhecimento próprio como atos políticos de afirmação.

“Chegamos ao quinto ano do principal evento do Mundo Negro, que tem 27 anos de história. Com L’Oréal e Globo presentes, podemos sonhar ainda mais alto e fazer do Julho das Pretas uma grande celebração”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.

As categorias e as indicações

As cinco categorias abertas ao voto popular são Criadora Digital, Empreendedora do Ano, Profissional da Beleza, Destaque em Gastronomia e Profissional da Moda. As outras cinco, definidas por curadoria técnica, são Ciência, Tecnologia e Inovação, Liderança Corporativa, Diversidade e Impacto Social, Cultura, Artes e Entretenimento e Trajetória Transformadora. As indicações para as categorias populares seguem abertas até o dia 26 de maio, totalmente online, no portal powerlist.mundonegro.inf.br/votar.

Alice Carvalho e Grace Passô estreiam na sexta temporada de ‘Sessão de Terapia’, no Globoplay

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Foto: André Cherri/Tv Globo

A sexta temporada de “Sessão de Terapia”, série Original Globoplay dirigida por Selton Mello, estreia nesta quinta-feira (22) com duas incorporações de peso ao elenco: as atrizes Grace Passô e Alice Carvalho. Cada uma interpreta uma personagem que chega ao consultório do psicanalista Caio Barone por razões distintas, mas igualmente carregadas de complexidade emocional. A temporada libera cinco episódios por semana, sempre às sextas-feiras, e o primeiro episódio estará disponível gratuitamente para não assinantes.

Morena, episódio 2

Alice Carvalho vive Morena, uma dentista metódica e filha única que passou a vida tendo o pai como principal referência afetiva após perder a mãe ainda jovem. O equilíbrio dessa relação foi abalado quando ele recebeu o diagnóstico de Alzheimer, há cerca de três anos, e Morena assumiu sozinha os cuidados. Ela chega ao consultório de Caio Barone diante de uma decisão que a coloca à beira do colapso: internar o pai numa Instituição de Longa Permanência para Idosos ou continuar arcando com tudo sozinha.

Foto: André Cherri/Tv Globo

A autora Jaqueline Vargas destaca a universalidade do drama. “A Morena vive o dilema de ceder o controle e entregar uma pessoa que ama aos cuidados de um profissional de saúde. Diante dessa situação, muitos sentimentos invadem a mente dela, como culpa e medo, especialmente por ela já ser uma pessoa sozinha”, explica. Alice Carvalho descreve a personagem como alguém que desenvolveu mecanismos de defesa para não encarar a própria dor, chegando à terapia com resistência e uma leveza forçada que esconde o quanto está sofrendo. “Na terapia, ela entra num lugar de ser meio gaiata, que eu particularmente adoro, mas que fica um pouco problemático”, afirma a atriz. Selton Mello celebra a escolha. “O público tem visto ela à frente de papéis mais brutos, e eu fiquei muito encantado com a ideia de trazer a Alice para fazer uma personagem que traz uma certa doçura, vivendo um drama”, diz o diretor.

Rosa, episódio 5

Grace Passô ocupa um lugar diferente na narrativa: ela não é paciente, mas supervisora. Rosa Gabriel é psicóloga e psicanalista indicada por Davi, antigo terapeuta de Caio Barone, para acompanhar o processo do protagonista. Nos bastidores de sua própria vida, Rosa enfrenta o esgotamento de ser a única fonte de renda da família desde que o ex-marido saiu de casa, o que adiciona uma camada de humanidade a uma figura que, na superfície, se apresenta como incisiva e pouco acolhedora.

Foto: André Cherri/Tv Globo

O primeiro contato entre Rosa e Caio Barone é marcado por atrito. “Ela possui uma forma singular de trabalhar, aos olhos de Caio Barone, não muito acolhedora. Ela não vai ser amiguinha como Davi foi com o Caio Barone e isso o deixa incomodado num primeiro instante”, descreve Selton Mello. A tensão entre os dois ainda carrega um mistério: ao se deparar com o nome de Caio Barone como possível paciente, Rosa tem a sensação de que o conhece, o que alimenta a ambiguidade da relação ao longo dos episódios. O produtor criativo Roberto d’Avila resume bem a dinâmica. “Diferentemente de um profissional acolhedor, eles começam com um atrito, uma energia um pouco de confronto, mas com uma troca muito interessante de provocação, o que funciona com o Caio Barone”, pontua.

Selton Mello não poupa elogios à atriz. “A Grace é uma atriz extraordinária. Ela é dramaturga, diretora, escritora, ela é uma potência. Para assumir esse papel de imponência, tinha que ser ela”, afirma o diretor. Grace, por sua vez, destaca o comprometimento de Selton com o projeto. “É um projeto que ele abraça com muita força e muito conhecimento, então é muito bom atuar em obras assim”, diz a atriz.

“Sessão de Terapia” é uma série Original Globoplay com produção da Moonshot, direção de Selton Mello, autoria de Jaqueline Vargas e produção criativa de Roberto d’Avila.

Caso Marielle: Por unanimidade, STF torna réus policiais por obstrução de Justiça e associação criminosa

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Fotos: Reprodução/TV Globo e g1

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto. A decisão fundamenta-se em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta participação em crimes relacionados à investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Os três agentes respondem pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça. O julgamento ocorre no plenário virtual do colegiado e segue aberto até a próxima sexta-feira (22).

Segundo a denúncia da PGR, os policiais teriam atuado com o objetivo de dificultar o esclarecimento dos homicídios, ocorridos em março de 2018 no centro do Rio de Janeiro.

O posicionamento que prevaleceu no julgamento foi o do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Em seu voto, Moraes apontou que a PGR descreveu detalhadamente as condutas criminosas atribuídas aos acusados e demonstrou a existência de indícios suficientes para justificar a abertura da ação penal.

O andamento do processo contra os policiais sucede as condenações dos mandantes do crime, ocorridas em fevereiro deste ano pela mesma Primeira Turma do STF. Na ocasião, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão pelo planejamento dos assassinatos da parlamentar e de seu motorista. O colegiado também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 7 milhões às famílias das vítimas.

No mesmo julgamento de fevereiro, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça. Outros dois acusados também receberam penas privativas de liberdade por participação no duplo homicídio e na organização criminosa.

Rosana Paulino: a artista negra brasileira destaque na Bienal de Veneza

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Foto: Divulgação

Rosana Paulino comanda o pavilhão do Brasil na 61ª edição da Bienal de Veneza, que ocorre de maio a 22 de novembro de 2026, ao lado de Adriana Varejão. Neste ano, o pavilhão brasileiro é composto apenas por mulheres, sob curadoria de Diane Lima, primeira mulher negra a assumir o cargo na mostra.

A exposição intitulada “Comigo Ninguém Pode”, em referência à planta popularmente associada à proteção, reúne obras das artistas que há mais de três décadas pesquisam, por diferentes linguagens, as marcas deixadas pelo imperialismo e pela discriminação racial na formação do Brasil.

Entre os destaques apresentados por Paulino está a obra “Arácnis”, instalação em que estruturas de ferro semelhantes a teias carregam rostos de pessoas escravizadas, além de trabalhos inéditos produzidos especialmente para a Bienal.

“É uma oportunidade de discutir a formação do país de uma maneira sofisticada, apresentando para o mundo, junto com a Varejão, um Brasil diferente, que muita gente não sabe que existe e que é fortemente marcado pela questão negra e pela relação com a natureza”, afirmou Paulino à imprensa.

A artista fruto do relacionamento entre um pintor de paredes e de uma faxineira, consolidou sua presença internacional com exposições em cidades como Buenos Aires, Bruxelas e Nova York, além de ter obras incorporadas aos acervos da Tate Modern, em Londres, e do Museum of Modern Art, em Nova York. Paulino também recebeu reconhecimentos como o Munch Award, que a destacou como uma das principais vozes do feminismo negro contemporâneo.

Natural da Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo, Paulino cresceu em um bairro que, na época, ainda preservava características rurais. A mãe criava galinhas e mantinha uma horta, enquanto o pai descarregava caminhões de açúcar até aprender o ofício de pintor. Já a mãe trabalhou grande parte da vida como faxineira e complementava a renda da família com bordados.

A infância foi marcada por brincadeiras na rua e contato com a natureza, experiências que refletiram em sua obra décadas depois. Apaixonada por biologia, a artista juntava dinheiro para assinar revistas científicas ainda adolescente, ao mesmo tempo em que descobria no desenho e na criação manual outra forma de interpretar o mundo.

Aos 15 anos, incentivada pela mãe, Rosana Paulino ingressou em um curso de desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Anos depois, escolheu artes visuais na Universidade de São Paulo após ser aprovada também em biologia na Universidade Estadual de Campinas. A artista seguiu a trajetória acadêmica até o doutorado na USP e posteriormente se especializou em gravura no London Print Studio, em Londres, com bolsa da Capes.

A presença de Paulino na Bienal de Veneza não é inédita. Em 2022, ela participou da mostra principal a convite da curadoria internacional. Desde então, seu reconhecimento fora do Brasil cresceu exponencialmente, gerando convites de universidades e instituições estrangeiras para lecionar fora do país. Ainda assim, a artista escolheu permanecer na Zona Norte paulistana.

Seu ateliê funciona em Pirituba, em uma casa de três andares cercada por árvores, luz natural e uma praça frequentada diariamente pela população local. Foi ali também que a artista decidiu construir outro projeto: transformar uma casa em frente ao ateliê em um centro de pesquisas voltado para estudantes e jovens artistas.

O espaço deve reunir uma biblioteca especializada em arte, diáspora africana, questões afro-brasileiras e produções intelectuais da América Latina, Ásia e Oriente Médio, visando romper com formações artísticas eurocêntricas e norte-americanas.

“Não acredito em fazer dinheiro e sair do país, ou em fazer dinheiro e sumir da minha região”, declarou à imprensa.

A história de vida e a trajetória de Rosana Paulino no cenário internacional são um espelho do potencial social e educacional da arte brasileira contemporânea. A curiosidade estrangeira representa uma consequência da dimensão de sua produção artística. Sua presença no pavilhão brasileiro em Veneza evidencia um país que olha para o próprio legado ancestral.

Jorge Ben Jor apresenta show inédito Alquimia Popular Brasileira em São Paulo

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Foto: Divulgação

Jorge Ben Jor anunciou uma apresentação única do show inédito Alquimia Popular Brasileira em 17 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo. O espetáculo acontece reunindo sucessos aclamados pelo público, que marcaram a carreira do artista como uma das figuras mais influentes da música brasileira.

O show propõe uma imersão no universo musical de Ben Jor, em uma sonoridade reconhecida por diferentes gerações, trazendo referências de estilos musicais em união com aspectos da cultura popular brasileira, como samba, soul, groove, futebol e espiritualidade.

“Existem shows. E existe o Jorge Ben Jor”, diz o comunicado à imprensa. A apresentação foi descrita como uma experiência para os fãs que desejam emergir na autêntica trajetória do cantor. Nos últimos dias, o artista já havia movimentado as redes sociais ao divulgar uma página dedicada ao projeto, aumentando as expectativas do público sobre uma possível nova turnê. Porém, até o momento, apenas a apresentação em São Paulo foi confirmada.

A venda geral de ingressos começa no dia 27 de maio, às 13h, na plataforma de vendas Eventim.

Jorge Ben Jor — Alquimia Popular Brasileira

Data: 17 de outubro de 2026
Horário: 19h
Local: Allianz Parque

Masterclass Presencial: oficina Junina de marcenaria e customização

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Foto: gerada por IA

Hub Mundo Negro e Luana Hazine unem criatividade, tradição e ancestralidade em uma experiência única de criação manual, em um brunch junino.

A oficina de marcenaria e customização convida o público a se aventurar no universo da produção artesanal por meio da montagem e customização de uma peça exclusiva, guiada pela marceneira, publicitária e consultora de marketing Luana Hazine, fundadora da LUANA HAZINE HANDCRAFTED.

A experiência presencial visa oferecer aos participantes não apenas uma aula prática, mas também um momento de troca, expressão artística e conexão com o fazer manual, inspirado na estética afrocentrada, em um brunch temático pensado para exaltar a potência cultural dos festejos juninos.

CONHEÇA A INSTRUTORA

Luana Hazine é marceneira desde 2017, consultora de marketing, publicitária e criadora da LUANA HAZINE HANDCRAFTED. Além de atuar como instrutora, levando sua experiência e conhecimento para novos públicos, ela está à frente de uma marca que une ancestralidade, design e utilidade, transformando madeira em peças que carregam identidade e narrativa.

Sua trajetória evolui para uma oficina profissional voltada à estética afrocentrada. Compartilhando técnicas, processos e inspirações nas redes sociais, seu trabalho já ultrapassa mais de 1 milhão de visualizações entre Instagram e TikTok.

LOCAL DO EVENTO

A Casa Zuri é um espaço multifuncional onde criatividade e gastronomia se encontram com o propósito de acolher eventos e experiências únicas. Criada por Vera e Amanda, a casa se destaca pelo ambiente acolhedor, funcional e versátil, idealizado especialmente com o intuito de reunir diferentes possibilidades em um só lugar.

INFORMAÇÕES

Investimento: R$150,00, pagamento pode ser feito em até 2x sem juros pelas formas de pagamentos aceitas pelo Sympla (link aqui).
Vagas: 30

Materiais Inclusos: Todos os materiais necessários para a produção e customização da peça estão inclusos no valor da inscrição.

TikTok gera até R$ 37,3 bi para o PIB brasileiro e alavanca pequenas e médias empresas com alcance gratuito

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Foto: Freepik

Você já se perguntou quanto uma rede social pode movimentar financeiramente um país? Um levantamento inédito revelou que o TikTok adicionou entre R$ 18,6 bilhões e R$ 37,3 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025, considerando apenas os investimentos em publicidade na plataforma (TikTok Ads). O primeiro Relatório de Impacto Econômico do aplicativo no país, desenvolvido em parceria com a LCA Consultoria Econômica, revela como um ecossistema ainda apoiou a criação de 223 mil a 447 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no período.

A pesquisa detalha o papel da ferramenta na expansão do empreendedorismo digital e revela dados que despertam a atenção sobre como os pequenos negócios estão crescendo. Mais da metade das pequenas e médias empresas (PMEs) pesquisadas afirmou ter expandido suas operações e alcançado novos públicos de forma orgânica, enquanto mais de dois terços utilizam a plataforma como fonte de aprendizado empreendedor.

O grande diferencial que move essa engrenagem econômica está na forma como o conteúdo é distribuído. De acordo com o relatório, 68% dos empreendedores dependem exclusivamente do alcance orgânico, ou seja, vendem sem gastar nada com publicidade. O sistema de recomendação do TikTok é baseado em interesses, e não apenas em conexões sociais, o que permite que um vídeo ganhe escala além das redes já existentes. Com isso, 51% dos empreendedores relataram crescimento de seguidores por vias não pagas e 52% afirmaram que a plataforma ajuda a acessar novos mercados.

Outro fator que ajuda a entender a dimensão desse impacto é o modelo mobile-first (prioritariamente para dispositivos móveis). Essa estrutura permite que o usuário gerencie um negócio de ponta a ponta usando apenas um smartphone, o que se torna um dado crucial de inclusão econômica se considerado que o celular é o principal dispositivo de acesso à internet para 87% da população de baixa renda do Brasil.

“Quando pequenas empresas ganham acesso a ferramentas digitais, conhecimento e comunidades engajadas, o impacto vai além das transações”, comenta Monica Guise, Diretora de Políticas Públicas do TikTok no Brasil. “A descoberta mostra o TikTok como um motor da economia do Brasil, onde a criatividade e a descoberta se traduzem em crescimento real”.

Uma nova jornada de compra e a força do Nordeste

À medida que as PMEs ganham espaço na economia digital — aumentando sua participação no e-commerce nacional de 4% em 2016 para 30% em 2024 —, o TikTok se consolida como uma ferramenta de democratização. A jornada de compra também passou por transformações: cerca de 58% dos usuários relatam ter concluído compras diretamente no TikTok Shop após descobrir um produto no aplicativo. O relatório também indica que a descoberta de produtos na plataforma impulsiona vendas fora do ambiente virtual, motivando o contato direto com vendedores e visitas a lojas físicas.

Geograficamente, o estudo destaca um crescimento descentralizado, com forte impacto no Nordeste do Brasil, região onde o e-commerce cresceu 413% entre 2016 e 2024. Nesse cenário, a plataforma atua reduzindo as barreiras de acesso ao mercado nacional e acelera a transição de iniciativas locais para negócios sustentáveis.

O aplicativo como fonte de educação empreendedora

O relatório também traz à tona um dado curioso sobre o comportamento dos usuários: a plataforma se tornou uma relevante fonte de aprendizado e qualificação para os negócios. Os números mostram que:

  • 69% dos empreendedores utilizam o TikTok como fonte de conteúdo relacionado a negócios;
  • 62% acompanham tendências de mercado por meio dele;
  • 57% desenvolvem habilidades de marketing digital.

O consumo desse tipo de conteúdo educacional voltado ao empreendedorismo foi estimado entre 2,5 milhões e 6,4 milhões de horas em 2025. Essa busca por conhecimento gerou um ganho potencial de produtividade para a economia avaliado entre R$ 21 milhões e R$ 52 milhões anualmente.

Impacto que se estende pela economia e arrecadação

Os efeitos das atividades geradas na plataforma transbordam para múltiplos setores da economia, incluindo os mercados de logística, varejo e serviços, além de estimular o consumo geral por meio da renda gerada por empreendedores e pequenas empresas. O estudo estima ainda um impacto na arrecadação de impostos que varia entre R$ 2,5 bilhões e R$ 4,9 bilhões.

“O impacto do TikTok no Brasil vai além do ambiente digital. Ele se traduz em oportunidades concretas para que pequenas e médias empresas expandam seu alcance, fortaleçam capacidades e transformem conteúdo em resultados econômicos. Isso mostra como as plataformas digitais podem impulsionar a inclusão e o desenvolvimento”, completou Monica Guise.

Vereadora Benny Briolly é hospitalizada após agressão em shopping de Niterói durante protesto pelo uso de banheiros por pessoas trans

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Foto: Divulgação

A  vereadora e ativista Benny Briolly (PT-RJ) foi conduzida ao hospital na última terça-feira (19), após sofrer agressões durante um protesto pacífico realizado no Plaza Shopping Niterói, em defesa do direito de pessoas trans utilizarem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero.

A equipe da parlamentar informou em nota pública, que Benny foi agredida nas proximidades do banheiro feminino e precisou passar por um processo de estabilização médica após bater a cabeça no chão. Segundo a assessoria, a agressão teria sido cometida por um homem durante o protesto.

“Fui violentamente agredida durante o ato Libera Meu Xixi, mobilização pacífica em defesa do direito básico de pessoas trans usarem o banheiro de acordo com sua identidade de gênero. Fui atacada com violência física, jogada no chão, e precisei ser hospitalizada às pressas. Isso não é opinião política. Isso é ódio e violência. Chega de transfobia!”, escreveu a vereadora nas redes sociais. 

Após o ocorrido, parlamentares ligados à oposição passaram a alegar que a vereadora teria sido atingida por spray de pimenta utilizado por integrantes do próprio grupo de manifestantes. Em resposta, a assessoria de Benny Briolly negou a informação e afirmou que a manifestação já havia sido desmobilizada devido às ameaças recebidas e à preocupação com a segurança dos participantes.

Em nota à imprensa, o Plaza Shopping Niterói afirmou que a equipe de segurança acompanhou toda a movimentação e prestou toda a assistência necessária durante o episódio. O estabelecimento, no entanto, não se posicionou sobre o uso de banheiros públicos por pessoas trans.

“O shopping é um espaço privado de visitação pública e, por isso, manifestações de qualquer natureza não são encorajadas, para preservar o bem-estar de todos. A equipe de segurança acompanhou toda a movimentação, que não impactou o funcionamento do empreendimento, prestando todos os auxílios necessários”, declarou o shopping.

Benny Briolly, primeira mulher trans eleita vereadora em Niterói, é conhecida pela atuação em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ e pelo enfrentamento à violência contra pessoas trans no Brasil.

Chef quilombola Alexandre Marques transforma sabedoria ancestral em ferramenta de resistência através da gastronomia

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Foto: arquivo pessoal

“Nutrir nosso povo também é uma forma de revolução”. Nascido e criado na Mussuca, maior quilombo do estado de Sergipe, o jovem chef e articulador cultural Alexandre Marques carrega na cozinha as memórias, os afetos e os saberes ancestrais que atravessam gerações em seu território. A gastronomia passou a fazer parte da sua trajetória ainda na infância, muito antes de ser entendida como profissão.

“Eu cresci brincando pelos terreiros das casas das minhas avós. Minha rama inteira, como dizem os mais velhos, vem desse chão”, relembra Alexandre. Em meio às vivências comunitárias da Mussuca, as lembranças da infância carregam os sabores preparados pelas avós, como o pirão, o bolo manauê, a massa puba do pé de moleque e a meladinha servida para celebrar o nascimento de crianças na comunidade, sendo a comida sinônimo de encontro, cuidado coletivo, organização comunitária e permanência no território quilombola.

Foi ouvindo os mais velhos e observando o cotidiano da comunidade que o chef começou a compreender sua identidade e a potência dos conhecimentos produzidos dentro do quilombo. Em oposição à ausência dessas narrativas nos espaços formais de ensino, encontrou na memória viva do território uma ferramenta de construção política e cultural.

Alexandre relata que o reencontro com a espiritualidade e com o terreiro de candomblé fortaleceu ainda mais sua relação com a ancestralidade e com a luta coletiva. Dessa experiência nasceu a Cozinha de Vó, movimento comunitário criado para defender a permanência no território quilombola Mussuca e preservar os saberes alimentares ancestrais da comunidade.

“A Cozinha de Vó também nasce para dizer que a juventude quilombola está presente. Que nós não estamos perdidos, como tantas vezes disseram sobre nós. Estamos construindo caminhos a partir do legado dos nossos mais velhos. Porque comida para nós nunca foi apenas alimento. Comida é ciência ancestral, é saúde, é cultura, é economia, é espiritualidade, é política e também é luta pelo território vivo e saudável”, destaca Alexandre.

Ao defender a valorização das cozinhas negras, quilombolas e de terreiro, ele reforça a importância da reafirmação identitária para a preservação de conhecimentos historicamente invisibilizados e da continuidade de formas ancestrais coletivas de existência, cuidado e bem-viver.

Esta matéria é parte de uma parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, uma iniciativa que busca amplificar vozes e práticas que transformam a gastronomia brasileira a partir de suas raízes.

#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #CozinhaQuilombola 

Viola Davis e editora Todavia firmam parceria para impulsionar literatura afro-brasileira no mercado internacional 

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Foto: Divulgação

A parceria entre a Ashé Ventures, produtora comandada por Viola Davis, e a editora brasileira Todavia busca criar caminhos e ampliar o alcance de produções literárias afro-brasileiras no cenário internacional. A proposta envolve o desenvolvimento de projetos literários e possíveis adaptações audiovisuais, aproximando autores brasileiros do mercado norte-americano.

O lançamento da primeira obra fruto da parceria é da pesquisadora e autora paulistana Lília Guerra, conhecida pelo título “O céu para os bastardos”. A publicação do romance “Velha Guarda” está prevista para julho e já possui trechos traduzidos para a língua inglesa, visando a projeção da obra para parceiros no exterior.

Apesar de a literatura negra brasileira vir conquistando maior reconhecimento nacional, impulsionada por leitores que buscam narrativas mais plurais e conectadas às vivências e experiências provenientes da diáspora africana, o alcance dessas produções no exterior ainda encontra barreiras motivadas pelo déficit de investimento e visibilidade em outras culturas.

Ao apostar na circulação internacional dessas obras, a iniciativa da produtora reforça como a literatura também atua como ferramenta de preservação de memória e disputa de imaginário, ampliando o espaço de autores afro-brasileiros no mercado global e exportando histórias que afirmam que as nossas vozes também merecem ser lidas, traduzidas e reconhecidas mundialmente.

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