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Presença de negros em campanhas publicitárias nas redes sociais atinge nível recorde de 53% em 2022, aponta estudo

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Foto: Anaya Katlego | Unsplash

Está cada dia mais comum ver rostos negros nas campanhas publicitarias. Em 2022, pessoas pretas e pardas marcaram presença em 53% das publicidades nas redes sociais, a maior marca já registrada, é o que indica a pesquisa “Diversidade na Comunicação de Marcas em Redes Sociais”, feita pela plataforma Buzzmonitor, em colaboração com a consultoria Elife e da agência SA365. 

A 5ª edição do levantamento mostra que o número de negros nas publicidades nas redes sociais em 2022 (53%) cresceu em relação a 2021 (44%), foram 9 pontos percentuais de diferença. É a maior marca desde 2018. Mas ainda não representa os 56% de pessoas negras brasileiras, segundo o IBGE.

O estudo analisou a presença de grupos minoritários em mais de 24 mil publicações no Instagram, Facebook e Twitter das 20 maiores empresas que investem em comunicação digital, segundo o ranking Agências & Anunciantes, do Meio & Mensagem.

As marcas Casas Bahia, Benegrip, Dove, Seda e Buscopan foram as que mais tiveram presença de negros nas suas campanhas. A pesquisa também identificou a presença preta em diferentes campanhas e diferentes gêneros. As mulheres se destacaram mais em peças da categoria Higiene Pessoal e Beleza, Indústria Farmacêutica e Limpeza Doméstica, enquanto homens apareceram mais em varejo, Telecomunicações e Entretenimento. Ambos os gêneros estão presentes em Bens de Consumo e Bancos.

Romance preto e LGBTQIAPN+ envolvendo adolescentes é tema do novo podcast da Globoplay

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Foto: Divulgação

O podcast ficcional “Depois Que Tudo Mudou”, exclusivo Globoplay, foi lançado recentemente como uma comédia romântica LBTQIAPN+ teen, no Mês de Orgulho. A série acompanha os adolescentes pretos Gabriel, Camilo e Laura em Salvador, cada um aprendendo a se relacionar em um cenário pós-pandêmico.

Com Vinícius Carvalho (Rota 66), Kaique Brito e Iraci Estrela como os protagonistas da trama, o projeto é bastante especial para Gautier Lee, uma das roteiristas do projeto, por trazer à pauta a temática do afroafeto.

“Para quem se interessou por cinema através de conteúdo teen, estar do outro lado, escrevendo uma comédia romântica adolescente que ainda é preta e LGBTQIAPN+, tem um significado muito importante para mim”, afirma Gautier. André Emidio e Maria Clara Portela também assinam o roteiro.

Na série, são explorados temas como identidade, sexualidade, luto e amizade regados a bom humor e referências da cultura pop. Criado e dirigido por Marcel Izidoro, “Depois Que Tudo Mudou” tem novos episódios publicados toda quarta e sexta-feira.

No Instagram, Gautier Lee também relatou um pouco mais do que o público pode esperar do podcast. “Romance? TEMOS! Pegação? TEMOS SIM!! Trairagem? TEMOS DEMAIS!!! Piada de chuca? TEMOS TAMBÉM!!!! Sexo? TEMOS AOS MONTES, MAS SÓ COM PROTEÇÃO HEIN GALERA”, brinca.

Katiúscia Ribeiro ministrará o curso de Filosofias Africanas com participação especial de Renato Noguera em São Paulo 

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Foto: Katiúscia Ribeiro/@lgmmoretto Foto: Renato Nogueira/Reprodução

Os paulistanos terão a chance de aprender um pouco mais sobre filosofia africana no curso “Filosofias Africanas: passado, presente e futuro (ancestral)” oferecido pela Dra. em Filosofia Africana, Katiúscia Ribeiro, que acontecerá em São Paulo no dia 16 de julho com participação do filósofo Dr. Renato Noguera e outros convidados especiais.

O curso “Filosofias Africanas: passado, presente e futuro (ancestral)” promete oferecer uma imersão cultural e a oportunidade de desenvolver um pensamento independente e crítico aos participantes. A edição presencial acontecerá no bairro da Bela Vista, região central da capital paulista, e busca ampliar os estudos e debates sobre o paradigma cultural africano, proporcionando uma visão aprofundada das filosofias africanas e sua influência nas perspectivas sociais, políticas e ambientais contemporâneas.

Destinado a pessoas interessadas em conhecer e explorar as diversas perspectivas filosóficas da África, o curso não possui pré-requisitos acadêmicos, sendo acessível a todos que desejam ampliar seus horizontes e aprofundar-se nesse novo campo de estudo. A linguagem utilizada é acessível, permitindo que qualquer pessoa possa participar e compreender os conceitos fundamentais das filosofias africanas.

O objetivo principal do curso é fomentar a discussão sobre as Filosofias Africanas, abrangendo desde as escolas filosóficas da antiguidade até os dias atuais. Por meio do entendimento do contexto histórico e dos sistemas filosóficos dessas escolas, busca-se compreender como esses elementos constituem perspectivas filosóficas da realidade e como influenciam outras compreensões sociais, políticas e ambientais na contemporaneidade.

Durante o curso, os participantes terão a oportunidade de desfrutar de um momento especial: o Café com Afeto – A Filosofia do Amor com Renato Noguera. Além disso, o evento contará com material didático, lanche, monitoria e emissão de certificado aos participantes.

A imersão cultural terá duração de 7 horas, das 8h às 17h, proporcionando um ambiente propício para a reflexão e o aprofundamento nas filosofias africanas. Os interessados podem encontrar maiores detalhes e realizar suas inscrições no site oficial (CLIQUE AQUI).

No dia 25 de junho, Katiúscia Ribeiro e Renato Noguera devem realizar o curso no Rio de Janeiro.

Os atores negros estão sendo devidamente valorizados no cinema nacional?

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Foto: Divulgação

Se você ainda não assistiu o documentário ‘Cidade de Deus – 10 anos depois‘, lançado em 2013 e disponível na Netflix, está perdendo uma oportunidade de entender como acontece o racismo estrutural, mesmo com um grande elenco negro, que fez história no cinema nacional e no mundo. Neste Dia do Cinema Brasileiro, 19 de junho, fica o questionamento: os atores negros estão sendo devidamente valorizados no cinema nacional?

Recentemente, em entrevista ao Mundo Negro, Leandro Firmino, conhecido mundialmente como o Zé Pequeno de ‘Cidade de Deus’, relatou que ainda passa períodos em casa, aguardando convites para novas gravações. “Pelos trabalhos que ele já fez, se ele fosse um homem branco, ele teria muito mais trabalho e a gente estaria em outro patamar de vida”, desabafou a esposa Leticia Da Hora, junto com o ator.

https://www.instagram.com/reel/CtWK9vXtm2U/

Todos sabemos o quanto é difícil se tornar um ator ou atriz de sucesso. Mas não estamos falando de qualquer pessoa. Leandro Firmino e todo o elenco, merecia muito mais pelo trabalho impecável que elevou a qualidade do cinema nacional. Com quatro indicações ao Oscar, ‘Cidade de Deus’ é o segundo filme estrangeiro mais visto no mundo, segundo a pesquisa norte-americana do IMDb.

Através do documentário sobre o vida após gravação de ‘Cidade de Deus’, é possível notar a artista que mais obteve oportunidades e visibilidade na carreira de atriz foi a Alice Braga (Angélica), uma das poucas mulheres brancas do elenco. Depois de ‘Cidade de Deus’, ela recebeu o convite para atuar com o Will Smith em ‘Eu Sou a Lenda’. Já em um de seus trabalhos mais recentes, ela é protagonista em uma série Original Netflix ‘A Rainha do Sul‘. Enquanto muitos do elenco do clássico nacional, nem conseguiram seguir com a carreira de cinema, ou só conseguiram com muita dificuldade, em passos mais lentos.

Angélica e Buscapé em Cidade de Deus (Foto: Divulgação)

Rubens Sabino (Neguinho), por exemplo, foi um dos que não conseguiu seguir a carreira artística e sofreu dificuldades. Ele foi preso quase um ano depois do lançamento do filme, após roubar a bolsa de uma mulher dentro de um ônibus no Rio de Janeiro, e não tinha nenhuma passagem pela polícia antes. “Eu virei um morador de rua famoso, mas não rico, enquanto Cidade de Deus arrecadou milhões”, relatou no ano passado, em entrevista ao jornal Extra.

Outro ator também foi preso depois do lançamento do filme e causou espanto entre as pessoas que o conheciam através do cinema. “Tudo isso não valeu de nada. Não adianta eu fazer um filme que é conhecido mundialmente, e tá duro”, disse Ivanzinho (da gangue do Zé Pequeno), no documentário.

Leandro Firmino como Gilmar em Impuros, série indicada duas vezes ao Emmy (Foto: Divulgação)

Atualmente, Leandro Firmino tem voltado a ganhar mais visibilidade em produções audiovisuais, integrando o elenco das séries ‘Impuros‘ da Star+ e ‘Operação Maré Negra‘ do Prime Video. Mas, convenhamos, será que se ele fosse um ator branco indo ao Oscar, Festival de Cannes, ele precisaria participar do Big Brother Brasil para ganhar mais papéis notáveis no cinema ou nos streamings?

Pela primeira vez em mais de 200 anos, Faculdade de Medicina da UFBA terá um diretor negro

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Foto: Reprodução / TV Bahia

Num movimento inédito, o professor Antônio Alberto Lopes foi eleito como diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMB). Após 215 anos de existência, a renomada instituição de saúde terá um diretor negro. O profissional, reconhecido internacionalmente, ingressou como professor da universidade em 1980.

Antônio Alberto Lopes, primeiro diretor negro da Faculdade de Medicina da UFBA. Foto: Reprodução / TV Bahia.

Membro da Academia de Medicina da Bahia, Antônio Alberto obteve a maioria dos votos dos alunos, docentes e servidores do pleito pelo cargo dentro da FMB. Ele vai ocupar o cargo até 2027. “Como diretor, terei tolerância zero a qualquer tipo de preconceito”, disse Antônio em entrevista para o site Correio. “Entendo que, como deve ocorrer em instituição universitária, a comunidade levou em consideração os currículos acadêmicos dos candidatos a diretor e vice-diretor, o professor Eduardo Reis, como gestor, professor de medicina e pesquisador, e as propostas que foram apresentadas para o ensino, a pesquisa científica e a extensão“.

Ainda em entrevista para o Correio, Antônio acredita – e espera – que nas próximas décadas exista uma presença maior de médicos negros no Brasil. O cenário ainda possui ampla maioria branca. “Acredito que vamos ver mais professores negros como diretores da Faculdade de Medicina da Bahia nas próximas décadas com o maior acesso de pessoas negras nas faculdades públicas de Medicina“, disse ele.

A Faculdade de Medicina da UFBA é uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente por sua excelência acadêmica e contribuições significativas para a área da saúde. Fundada em 18 de fevereiro de 1808, é considerada uma das mais antigas escolas de medicina do Brasil.

Samuel de Assis diz só aprendeu a se enxergar como um homem bonito após ‘Vai Na Fé’: “foram muitos anos de análise”

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Foto: Bruno Conrado / EXTRA.

O ator Samuel de Assis, que está fazendo grande sucesso no Brasil como o personagem Benjamin em ‘Vai Na Fé’, revelou que o trabalho na novela impactou fortemente sua autoimagem e autoestima. Ele declarou para o site EXTRA que só aprendeu a se enxergar como um homem bonito durante as gravações do folhetim da TV Globo. “A gente é criado dessa forma: não é bonito nem feio, é preto. Ponto. Isso é violento demais”, desabafou.

Durante as primeiras gravações da novela, o ator revelou que chegou a pedir ao diretor Paulo Silvestrini que não realizasse cenas em que ele aparecesse sem roupa. “Uma das primeiras cenas que gravei dessa novela foi tomando banho. Pedi pelo amor de Deus para o diretor (Paulo Silvestrini) não fazer, que seria considerado o ridículo do ridículo“, disse Samuel. “Porque essa era a referência que eu tinha. Mas ele insistiu na ideia, a cena foi ao ar (no primeiro capítulo), e até hoje rola edição dela só porque eu estava sem camisa (risos). Só aí eu acordei: ‘Porra, eu sou bonito!’”

Samuel de Assis. Foto: Bruno Conrado / EXTRA.

Aos 41 anos, o artista vive um momento de glória e destaque na internet. Nas redes sociais, seus números dispararam. Quando a novela começou, em janeiro deste ano, ele tinha pouco mais de 23 mil seguidores. Agora, são mais de 820 mil.  “Lembro que, quando comecei a gravar, pensei: ‘Será que vou terminar esse trabalho com 100 mil pessoas me acompanhando no Instagram?. Agora é rumo a um milhão“, disse ele.

Fundo Agbara lança Programa Malunga, que investirá R$ 10 mil em iniciativas lideradas por mulheres negras

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Foto: Freepik

No dia 15 de junho, o Fundo Agbara anunciou o lançamento do Programa Malunga | Fortalecendo Coletivas Negras, uma iniciativa que tem como objetivo fortalecer e impulsionar iniciativas sem fins lucrativos lideradas por mulheres negras em todo o Brasil e que deve investir até R$ 10 mil em projetos liderados por mulheres negras.

O programa oferece uma jornada formativa de dois meses, com aulas previstas para ocorrerem entre 11 de julho e 5 de setembro, além de apoio financeiro de até R$10.000,00 para 15 coletivas selecionadas.

A decisão de lançar o Programa Malunga foi motivada por uma pesquisa realizada pela Iniciativa Pipa em parceria com o Instituto Nu, que revelou que 41,8% das iniciativas sociais no país são coletivas, sendo que as mulheres representam a maioria dos membros, correspondendo a 68% do total. A pesquisa também destacou que 74,1% dos participantes engajados na transformação social por meio dessas iniciativas são indivíduos pretos e pardos.

A chamada pública do Programa Malunga é voltada para coletivas, associações e organizações lideradas por mulheres negras que estejam em atividade há pelo menos um ano, sejam formalizadas ou não, e que desejem investir no desenvolvimento institucional de suas organizações. As interessadas podem realizar suas inscrições até o dia 21 de junho de 2023 no site (CLIQUE AQUI).

No total, serão selecionadas 15 coletivas, associações e organizações lideradas por mulheres negras de todas as regiões do país. Dentre as selecionadas, 10 receberão o apoio financeiro oferecido pelo programa, enquanto as outras 5 poderão participar da jornada de formação como ouvintes.

Com a iniciativa do Programa Malunga | Fortalecendo Coletivas Negras, o Fundo Agbara visa contribuir para o desenvolvimento institucional, a sustentabilidade e a existência dessas coletivas a longo prazo. O programa conta com formações técnicas, mentorias individuais, o aporte financeiro e duas mega aulas abertas, oferecendo um amplo suporte para o crescimento das organizações selecionadas.

A divulgação dos resultados será feita no dia 6 de julho, e a jornada terá início no dia 11 de julho.

Juneteenth: comemoração da emancipação nos EUA reforça luta negra por liberdade

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Imagem: MJ

O Juneteenth, também conhecido como o Dia da Emancipação, é um feriado nacional celebrado nos Estados Unidos em 19 de junho. Ele marca um momento significativo na história do país: a emancipação dos afro-americanos escravizados. Embora a Proclamação de Emancipação de Abraham Lincoln tenha sido emitida em 1º de janeiro de 1863, e tenha declarado a libertação de pessoas escravizadas, essa mensagem demorou a chegar a todas as partes do país.

Foi somente em 19 de junho de 1865 que a notícia da emancipação finalmente chegou ao estado do Texas, o último a receber a mensagem oficial da abolição da escravidão. Nesse dia, o General Gordon Granger chegou a Galveston, Texas, e proclamou a liberdade dos escravos, efetivamente colocando fim à escravidão nos Estados Unidos.

As celebrações envolvem diversas atividades, como desfiles, festivais, palestras, performances artísticas e eventos comunitários. É uma oportunidade para honrar a história, a cultura e as contribuições dos afro-americanos para a sociedade americana.

Nos últimos anos, o Juneteenth tem ganhado ainda mais destaque e importância. É um momento de reafirmação da luta pelos direitos civis, igualdade racial e justiça social. A data é uma oportunidade para promover a conscientização sobre a história dos afro-americanos, destacar os desafios enfrentados e continuar a busca por igualdade e inclusão.

Opal Lee / Foto: Reprodução

No ano de 2021, a professora Opal Lee tinha 89 anos quando começou a caminhar de sua cidade natal, Fort Worth, Texas para Washington para ganhar apoio do governo federal com o objetivo de que o Juneteenth pudesse se tornar um feriado nacional e ela foi vitoriosa em sua empreitada ao conseguir que Joe Biden sancionasse a lei que tornou 19 de junho um feriado americano. Agora com 96 anos, Lee ainda continua o seu trabalho de ativismo.

Atualmente, ela é considerada a ‘avó do Juneteenth. Na manhã de hoje, ela acompanhou a Opal’s Walk for Freedom, uma caminhada realizada que celebra a data e homenageia Opal Lee. A senhora de 96 anos esteve presente na caminhada desta manhã, segundo a Fox 4

A celebração do Juneteenth também tem servido como uma oportunidade para reflexão sobre as questões atuais de injustiça racial e a necessidade contínua de progresso. A data nos lembra que a luta por igualdade não terminou, e que é fundamental continuar trabalhando em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva.

Nas redes sociais, personalidades norte-americanas como Michelle Obama celebraram a data. “Juneteenth é uma celebração da liberdade – uma chance de homenagear inúmeros defensores, ativistas e agentes de mudança e o trabalho que eles fizeram para construir uma União mais perfeita.”

Já o ex-presidente americano Barack Obama afirmou que hoje, o país comemora o “aniversário da notícia atrasada”. “No Juneteenth, comemoramos o aniversário da notícia atrasada, mas bem-vinda, de liberdade chegando aos negros escravizados em Galveston, Texas. É um lembrete de que, mesmo nas horas mais sombrias, há motivo para esperança – e um motivo para continuar construindo um país que vive de acordo com seus ideais mais elevados.”

Em comemoração à data, a cantora Lizzo anunciou que durante esta semana  vai doar 50 mil dólares por dia para empreendimentos liderados por pessoas negras e que deve dar destaque à comunidade trans. “É a temporada de doações do Juneteenth da Lizzo! Fique atento, porque estou doando 50.000 DÓLARES TODOS OS DIAS para empresas e organizações lideradas por negros. Este ano, estamos destacando nossa família Trans – porque não somos livres até que todos sejamos livres”, escreveu ela na legenda.

Beyoncé também celebrou a emancipação de pessoas negras escravizadas nos EUA ao usar durante seu show do último sábado, 18, em Amsterdã, figurinos desenhados por estilistas negros dos EUA.

Mesmo com a declaração oficial de emancipação, o trabalho forçado e sem remuneração, além da “comercialização” de pessoas negras continuou a acontecer. Segundo o perfil African & Black History, “Em 1866, um ano após a ratificação da emenda, Alabama, Texas, Louisiana, Arkansas, Geórgia, Mississippi, Flórida, Tennessee e Carolina do Sul começaram a alugar condenados para trabalho.”.

De acordo com a página, “Isso tornou o negócio de prender negros muito lucrativo, de modo que centenas de homens brancos foram contratados por esses estados como policiais. Sua principal responsabilidade é procurar e prender pessoas negras que violaram os ‘Códigos Negros’”, afirma.

“Acredita-se que após a aprovação da 13ª Emenda, mais de 800.000 negros fizeram parte desse sistema de reescravização por meio do sistema prisional”.

Ludmilla desabafa sobre falta de apoio do Brasil em seu sucesso internacional: “parece que está faltando algo”

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

Ludmilla utilizou suas redes sociais neste final de semana para desabafar sobre a falta de apoio do público brasileiro com a música ‘No Se Vê’, parceria internacional com a argentina Emilia. A faixa vem conquistando grandes números na América Latina e Europa. Atualmente, está entre as mais tocadas da Argentina e Espanha, mas no Brasil, o hit ainda não foi abraçado pelo público.

“Hoje me peguei vendo números e mensagens a respeito do sucesso do meu feat com a Emília ‘No se Ve’ pelo mundo e por mais que a gente trabalhe isso no dia a dia, parece que está faltando algo. E está! ver o meu país nessas estatísticas“, publicou Lud. Apenas no Spotify, maior plataforma de música do mundo, o sucesso está recebendo uma média de 1 milhão de reproduções por dia.

A artista diz que apesar da falta de apoio nacional, ela se sente orgulhosa com as conquistas internacionais. “Fico feliz e orgulhosa, a galera aqui de fora fazendo questão do nosso som, cantado na minha língua, isso é enorme, mas o sentimento é de como comemorar um gol e não achar o meu time“, pontuou. “No se Ve tem voado tão alto e me levado pra tantas oportunidades, estou animada…espero que vocês aproveitem esse movimento com a gente e deem muito stream aí no Brasil também pra comemorarmos juntos“.

Maior parceria internacional de Ludmilla até o momento, ‘No Se Ve’  mistura elementos do pop com o funk brasileiro. Ludmilla, inclusive, canta em espanhol e em português na faixa. A artista chegou a publicar um vídeo com desafio de dança para o single. Ela apareceu ao lado de Brunna Gonçalves. “Atrás da fumaça você não pode ver, não, você não pode ver. Vamos chegar um pouco mais perto, eu quero te conhecer“, canta Lud.

Fat Family anuncia turnê comemorativa de 25 anos: “queremos nos reencontrar com as novas gerações”

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Foto: Murilo Amancio

Relembrando os sucessos dos anos 90 e 2000, o grupo Fat Family volta aos palcos com nova formação para uma turnê comemorativa dos 25 anos de carreira do grupo. O primeiro show será em julho, em São Paulo.

Fat Family, grupo musical formado por oito irmãos – Celinha, Celinho, Deise Cipriano, Kátia, Sidney, Simone, Sueli e Suzete – fez sucessos com suas músicas que misturavam o gospel norte americano, R&B e vozes potentes. O grupo marcou época com músicas como  “Fim de Tarde”, “Jeito Sexy” e “Eu Não Vou”.

Para a turnê, Fat Family volta com uma nova formação. As irmãs Suzete, Katia e Simone ficarão encarregadas de relembrar a história e homenagear a energia da família e aqueles que já foram, como os irmãos Sidney e Deise Cipriano. “Estamos preparando um show repleto de hits da nossa carreira! Apesar de termos rodado grande parte do Brasil e também muitos países no exterior, queremos nos reencontrar com quem sempre nos acompanhou, mas também com as novas gerações. Esta celebração é pra gente e pra todo mundo, pra toda família!”, disse Simone. 

O primeiro show será no dia 15 de julho, na Casa Natura, em São Paulo, e depois vão partir para shows para todas as regiões do país. O próximo será no festival Sarará no dia 26 de agosto, em Belo Horizonte.  “Lá no final dos anos 90 e início dos anos 2000, a gente estava vivendo um sonho. Era um sonho nosso e dos nossos pais. Agora, ele se tornou um sonho também dos nossos filhos e sobrinhos”, comentou Suzete Cipriano. 

Para comemorar os 25 anos do Fat Family também serão relançados todos os videoclipes do grupo no Youtube, será um clipe por semana toda quinta-feira. Também será lançada uma merch especial.

Os ingressos para o show na Casa Natura podem ser adquiridos clicando aqui.

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