Do outro lado algumas pessoas disseram que os protestos eram mimimi e que a comunidade negra reclama de tudo. O depoimento da influenciadora baiana Luana Lima prova que associar o cabelo crespo ao Bombril causa muita dor, sobretudo quando se é criança ou adolescente.
https://www.instagram.com/p/CBjesclB4Zz/
“Ver toda essa repercussão hoje me feriu por resgatar essas memórias. Quando comecei a usar química tive a falsa impressão de estar sendo mais aceita pelos meus colegas de escola, pelo meu cabelo não apresentar mais aquele ‘aspecto de duro’ pra eles. Por poder ter o cabelo ‘mais parecido’” com as outras meninas que só usavam solto enquanto mainha trançava o meu 2x na semana.Enfim, é uma série de traumas superados pra estar aqui dizendo que SOMOS MARAVILHOSAS!!”, explicou a influenciadora que deu mais detalhes em um vídeo no perfil:
Reprodução Stories Luana Fernanda Lima
“Eu não sei quando fizeram essa associação do cabelo crespo com o Bombril, mas isso esteve muito presente na minha infância e na minha adolescência e não teve ninguém para me dizer naquele momento que aquilo era racismo. Eu sentia muita vergonha do meu cabelo” disse Luana em seus Stories no Instagram.
“Diziam que meu cabelo era Bombril e que tinha que ser colocado atrás da bucha para arear a panela. E aí uma marca em pleno século XXI, sabendo de tudo o que está acontecendo, das nossas lutas e nossas causas, lança uma bucha com o nome de Krespinho” acrescentou a produtora de conteúdo sobre cabelos crespos.
Luana ainda diz que gostaria de falar sobre outras coisas, mas a sociedade não deixa. “Não é minha obrigação falar sobre isso não, eu nem queria, mas isso me tocou porque era algo que eu sofri na minha infância e toda minha adolescência”, detalhou.
Não tem como não pensar em nossas crianças, no racismo que uma nova geração poderia sofrer, porque empresas brasileiras vendem produtos populares sem dialogar com o público que representa.
A marca Krespinha tem 70 anos. Não dá para perdoar.
Na próxima sexta-feira, dia 19 de junho às 21h30, os canais oficiais do Sesc São Paulo no Youtube e Instagram receberão uma adaptação on line do espetáculo “Contos Negreiros do Brasil” de Marcelino Freire e direção de Fernando Philbert. O ator, diretor, dramaturgo, cientista social e filósofo Rodrigo França encabeça a encenação realizada ao vivo diretamente da sua casa com participação on line dos atores Aline Borges, Marcelo Dias, Mery Delmond, Milton Filho e Valéria Monã.
O espetáculo-documentário fala sobre a condição real e atual da negra e do negro no Brasil. Os personagens veem as cenas por meio das estatísticas apresentadas pelo sociólogo e filósofo Rodrigo França, dados atuais que são expostos para a plateia. Os atores interpretam todos os personagens contidos no livro de Marcelino Freire, “Contos Negreiros”.
O público é levado a presentificar índices estatísticos, contextualizados com cenas que reproduzem dores, paixões, medos, alegrias e angústias. A carne negra é exposta em suas dimensões e experiências reais, sociais e culturais.
O Sesc São Paulo realiza uma série de apresentações pela internet, com reconhecidos artistas brasileiros que sempre apresentam seus trabalhos nas unidades da instituição em todo o estado e, agora, em tempos de isolamento social por conta da crise causada pelo novo coronavírus, terão a experiência de levar seus repertórios a um número ainda maior de pessoas por meio dos canais oficiais @SescAoVivo no instagram e na página do SescSP no Youtube. Desde o dia 19 de março, uma nova transmissão ao vivo e exclusiva é oferecida, direto da casa do artista para a casa das pessoas. São lives musicais, todos os dias, às 19h, com transmissão em dois canais de perfis institucionais do Sesc São Paulo. Aos domingos, segundas, quartas e sextas, às 21h30, lives de teatro. Aos sábados, ao meio-dia, lives para crianças.
Realizado pela Diverso Cultura e Desenvolvimento em parceria com a Caboclas Produções, o espetáculo “Contos Negreiros do Brasil” estreou em 2017 no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, e desde então coleciona mais de 60 mil espectadores em diversas apresentações pelo Brasil, incluindo uma recente apresentação em Cabo Verde (África).
O público presentifica índices estatísticos, contextualizados com cenas que reproduzem dores, paixões, medos, alegrias e angústias. A carne negra é constantemente exposta em suas dimensões e experiências reais, sociais e culturais. “Contos Negreiros do Brasil” é um espetáculo documentário sobre a condição real e atual da negra e do negro no Brasil; seja o jovem estudante, o gay negro, a negra hipersexualizada pela sociedade, o menor infrator, a prostituta ou a idosa.
Os personagens veem as cenas por meio de estatísticas apresentadas pelo ator, sociólogo e filósofo Rodrigo França, com dados atuais que são expostos para o público. Os atores Aline Borges, Marcelo Dias, Mery Delmond, Milton Filho e Valéria Monã. interpretam personagens contidos nos 12 contos do livro “Contos Negreiros” (Prêmio Jabuti – 2006), de Marcelino Freire. A direção é de Fernando Philbert e a direção musical é feita pela Maíra Freitas. As músicas do espetáculo são cânticos milenares da cultura Iorubá, vinda da cultura africana.
“Contos Negreiros” também faz uma grande homenagem aos personagens negros que fizeram história, mas que foram esquecidos ou embranquecidos, como: Machado de Assis, André Rebouças, Carolina Maria de Jesus, Virgínia Bicudo e Lima Barreto.
FICHA TÉCNICA
Texto: Marcelino Freire
Direção: Fernando Philbert
Assistente de Direção: Mery Delmond
Direção Musical: Maíra Freitas
Elenco: Rodrigo França, Aline Borges, Marcelo Dias, Mery Delmond, Milton Filho e Valéria Monã
Cenário e Figurino: Natália Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Edição Audiovisual: Pedro Carneiro
Pesquisa: Rodrigo França
Produção: Gabrielle Araujo [Caboclas Produções]
Idealização: Fernando Philbert e Diverso Cultura e Desenvolvimento
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 40 minutos
Serviço:
CONTOS NEGREIROS DO BRASIL
De: Marcelino Freire
Direção: Fernando Philbert
Com Rodrigo França e participação virtual de Aline Borges, Marcelo Dias, Mery Delmond, Milton Filho e Valéria Monã.
Única apresentação on line no dia 19 de junho, sexta, às 21h30, no Instagram e no Youtube da Rede Sesc São Paulo
Em estreia da segunda temporada de “Coisa Mais Linda”, Larissa Nunes reveza seu tempo entre atuar, cantar e compor, atividade que desenvolve desde a pré-adolescência. A personagem, que está em cena desde o começo da história, ganhará novos contornos e possibilidades na segunda temporada, com estreia prevista para o dia 19 de junho.
“Ivone terá sua história mais desenvolvida, com mais conflitos. Mesmo sendo a caçula, ela tem personalidade forte, é ousada, rebelde e um pouco despreparada. Embora a trama se passa nos anos 1960, há traços muito marcantes e atuais nesta personagem, que carrega uma certa ‘inconformidade’ com a situação dela e da irmã. A série levanta debates sobre a luta das mulheres em diversas instâncias sociais, cada uma na sua luta específica, e todas estão buscando espaço em especial as mulheres negras, que já trabalhavam para conseguir sobreviver, enfrentando machismo, racismo e falta de apoio”, diz Larissa Nunes.
Atriz formada pela Escola de Arte Dramática (USP), a paulistana de 24 anos, Larissa fez sua estreia no streaming numa participação na série “3%”. “Foi importante porque nunca havia entrado num set. Embora rápido, foi muito bom conhecer o funcionamento de uma produção de cinema”, relembra ela, que na ocasião deu vida à Carmem, uma candidata para o Mar Alto.
Sem nunca ter feito aulas de canto, Larissa lançou recentemente o seu segundo EP, passeando entre estilos musicais variados, como o Pop, o Hip Hop e o Neo-Soul. “Eu sempre tive a arte como um refúgio e, aos poucos, fui querendo levar isso mais a sério. Gosto de dizer que nasci com essa vontade e fui só desenvolvendo”, ressalta. O segundo EP, “Quando Ismália Enlouqueceu…”, é uma mixtape de confinamento, gravada em casa durante a quarentena.
“Canto desde os cinco anos, mas só comecei a escrever música aos 12. Quando a carreira no teatro começou, deixei de lado o sonho de ser cantora. Porém, em 2017 eu encontrei a Carranca Records, um coletivo de rap paulistano, e eles me convenceram a gravar “LARINU”, meu primeiro EP, com três faixas autorais. Foi aí que me dei o apelido Larinu, pra diferenciar a carreira de atriz com a de cantora”, diverte-se a artista, que compõe todas as suas canções.
Antes de se formar atriz, ela passou pela faculdade de jornalismo e trabalhou em banco. “Minha mãe teve muita resistência em me aceitar como artista. Foi difícil pra minha família. Hoje entendo que o mercado reflete muito a sociedade que vivemos. Os artistas negros têm tido novas conquistas, surgiram oportunidades nos grandes meios e a galera também está se produzindo de forma autônoma. Porém, o espaço dado é muito pouco perto da quantidade de negros no país e na arte. Sinto que a cada conquista que tenho, mais e mais preciso conquistar, porque tudo parece escasso. No final das contas, eu quero apenas mostrar meu trabalho e ser reconhecida por ele”, finaliza.
Em 19 de junho acontece o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme (DF), criado para ampliar o debate sobre a condição. Considerada a disfunção hereditária mais comum no Brasil, 47% da população afirma nunca ter ouvido falar sobre a DF, conforme levantamento inédito realizado pelo IBOPE Inteligência com dois mil brasileiros conectados. Em função disso, a médica e ex bbb Thelma Assis usou da sua visibilidade para reunir médicos e pesquisadores em um workshop sobre Doença Falciforme. Nele, Thelminha agiu como mediadora entre os médicos e pesquisadores presentes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem cerca de sete milhões de brasileiros portadores do traço falciforme e são estimados, por ano, cerca de 3.500 novos casos da doença, com maior incidência em negros, mas devido à intensa miscigenação existente no Brasil, pode ser observada também em pessoas de outras etnias. Atualmente, esses pacientes encaram um desafio extra, dado que a infecção por Covid-19 pode apresentar diversas dificuldades e perigos específicos para esses indivíduos.
A infecção por Covid-19 pode levar a hipóxia (diminuição do oxigênio) e desidratação, como consequência da infecção respiratória, sendo essas condições fatores potencialmente desencadeadores de uma crise de dor, o que pode incluir uma síndrome torácica aguda (dor no tórax). Essa síndrome está associada a um alto risco de mortalidade e morbidade, sendo uma complicação frequente em indivíduos com Doença Falciforme.
A Doença Falciforme é caracterizada pela alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, tornam-se mais alongados, lembrando a forma de uma foice (daí o nome falciforme), o que dificulta a circulação. Esse processo pode desencadear uma das consequências mais graves da doença: as Crise Vaso-Oclusivas (CVOs), responsáveis por intensos episódios de dor aguda e altamente debilitantes. “Essas crises de dor fazem com que muitos pacientes busquem por pronto-socorros e hospitais, possibilidade mais restrita nesse momento de pandemia, tanto em função da alta ocupação dos leitos quanto por fazerem parte do grupo de risco”, explicou a Dra. Marimilia Pita, médica hematologista-pediátrica do Hospital Samaritano de São Paulo e fundadora do projeto Lua Vermelha, que busca trazer visibilidade à doença e à luta dos pacientes.
De acordo com a pesquisa “SWAY – Sickle Cell World Assessment Survey”, que avaliou o impacto da doença na vida de mais de dois mil pacientes em 16 países (incluindo brasileiros, como o quarto maior país), mais de 90% dos entrevistados tiveram pelo menos uma crise de dor nos últimos 12 meses e 39% tiveram cinco ou mais crises durante o mesmo período. Pesquisas indicam que o número de crises de dor também está relacionado à taxa de mortalidade (ou seja, quanto mais crises o paciente tem, maior seu risco de morte) – e menor a expectativa de vida, que é reduzida em 20 anos quando comparada à população normal. Tal condição exige prevenção e tratamento adequado desses episódios. Apesar de ser a principal queixa dos pacientes, sob o ponto de vista dos entrevistados do IBOPE que dizem conhecer a doença, 81% não consideram as crises de dor como o sintoma mais limitante. “Por isso que datas como o dia 19 de junho são tão importantes e merecem destaque, para que as pessoas saibam mais sobre a doença e os pacientes tenham melhor assistência”, ressaltou a Dra. Marimilia.
Enquanto a pesquisa com pacientes evidencia uma lista de impactos dos mais diversos aspectos, em sua qualidade de vida “a qualidade de vida de uma pessoa com a doença falciforme é inferior a de uma pessoa com câncer, pela falta de conhecimento sobre a doença”, apenas 32% dos brasileiros entrevistados pelo IBOPE reconhecem o alto impacto da doença. Nesse sentido, vale destacar os principais achados da SWAY:
Mais de quatro a cada dez pacientes declaram que a Doença Falciforme causa alto impacto na vida familiar ou social e 51% relataram que a doença também afetou negativamente seu desempenho escolar. Em relação à carga emocional, os pacientes declaram ainda que: 58% sentem-se preocupados com a progressão e piora da sua doença, 48% sentem medo de morrer, 45% sentem-se deprimidos e 44% desamparados e frequentemente ansiosos e nervosos. Em média, os pacientes afirmam ter perdido mais de um dia de trabalho por semana (8,3 horas em 7 dias) como consequência de sua doença. “Devido a toda essa situação, entendemos que a Doença Falciforme merece atenção especial, para que esses pacientes sejam cuidados apropriadamente, além de respeitados, principalmente ao sofrerem as crises dolorosas, que são extenuantes”, finalizou a médica.
Depois de responder às indiretas da Anitta por meio de um vídeo no estilo carta aberta, contando sua versão sobre algumas polêmicas, a cantora Ludmilla, mais uma vez teve que lidar com ataques de conteúdos racistas.
“A macaca da Ludmilla não tá dando matéria?”, “Vai dá stream para macaca da Ludmilla”, foram algumas das mensagens que a funkeira de 25 anos recebeu nas redes sociais.
Muitos fãs da cantora, artistas negros e o coletivo Potências Negras fizeram declarações de apoio à Ludmilla destacando a importância da cantora para cultura brasileira.
“Cantora negra mais seguida no Brasil e sétima mais seguida no mundo, com mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, Diva do pop nacional, premiada mundialmente, emplacou 14 singles no top 100 da Billboard”, destacou a publicação do Potências Negras.
As manifestações de apoio não passaram desapercebida pela funkeira que respondeu:
“Obrigada @potenciasnegras! O povo preto é potência e resistência. O racismo criminoso é uma tentativa de tirar nossa humanidade. Só que a gente não vai se calar e não vai abaixar a cabeça. Tenho orgulho e consciência do lugar que ocupo. Quando falo, não é só por mim, mas por todos nós, que sofremos diariamente com o racismo. Além de continuar denunciando, vou continuar fazendo meu trabalho como venho fazendo. Porque, aceitem, vai ter preta em posição de destaque sim!”.
Por meio do Twitter, a cantora Anitta manifestou sua indignação sobre os ataques racistas que Lud recebeu.
Criminosos covardes que se dizem meus fãs estão propagando mensagens de racismo e injuria racial nas redes sociais. Já disse e repito – isso é abominável e inadmissível! Minha equipe já está apurando tais perfis que até então não foram identificados como membros de nenhum fã
Ludmilla usou seu Instagram com mais de 22 milhões de seguidores para falar sobre a morte do menino Miguel, que caiu de um prédio no Recife quando procurava por sua mãe, a Dona Mirtes.
Lud e Mirtes tiveram uma longa conversa que fez parte do projeto “Lifesaving Conversations” que visa buscar doações para ONG Ação Cidadania.
A cantora Iza irá se unir, pela primeira vez, para fazer um show completo com o cantor Gilberto Gil. Os artistas se reunirão em uma live que terá transmissão ao vivo, no sábado (20), às 20h, pelo canal da Mastercard Brasil no youtube.
De acordo com a produção de Gilberto, todas as medidas de segurança recomendadas foram cumpridas e a transmissão será realizada na casa de Gil, região serrana do Rio de Janeiro.
A live será patrocinada pela Mastercard e seu novo projeto “Faça parte e comece o que não tem preço”, que, em parceria com a ONG “Ação da cidadania”, doará dois milhões de pratos de comida as famílias carentes e com dificuldades durante a pandemia.
O curador e responsável pela junção dos artistas, Zé Ricardo, falou que “Quando desenhei o encontro entre Gil e Iza, pensei justamente no fato de saber da admiração mútua entre eles. Esse fator faz toda a diferença na entrega artística final. Não basta pensar apenas em uma afinidade musical para a magia acontecer. E os dois tem um apreço muito grande um pelo outro”.
No repertório, Iza e Gilberto prometem apresentar os grandes sucessos da carreira do cantor baiano, com Gil ao violão, músicas como “Se eu quiser falar com Deus“, “Palco” e “Vamos fugir” serão cantadas.
A atriz norte-americana Laverne Cox é uma das protagonistas do novo documentário da Netflix, que estreia nesta sexta-feira (19). Com o intuito de levantar um debate sobre estereótipos e mudanças na representação de pessoas trans na mídia, a netflix convidou homens e mulheres trans para recordar e comentar como os veículos de imprensa americanos abordam seus artistas e personalidades da comunidade.
Conhecida pela personagem Sophia Burset, na série Orange Is the New Black, que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Awards na categoria Melhor atriz convidada numa série de comédia, Laverne é uma das atrizes convidadas para falar sobre algumas entrevistas dadas por ela. Programas como o da Oprah Winfrey serão “avaliados”.
Outros nomes influentes da arte e do pensamento transgêneros vão analisar, também, o impacto de Hollywood na comunidade trans, tratando de assuntos como os estereótipos que criam em torno da comunidade e sua falta de visibilidade na mídia.
Confira o trailer:
Estou muito feliz em contar que meu novo documentário, Revelação, estreia nesta sexta. Tem Laverne Cox e um time de peso levantando um debate importante sobre estereótipos e mudanças na representação de pessoas trans na mídia. #VidasTransImportampic.twitter.com/xrH7BwpjBn
Thainá Duarte em cena na série Aruanas; Foto Reprodução/ Rede Globo
A atriz Thainá Duarte, 24 anos, criou um projeto para reunir mulheres que já sofreram violência doméstica e estão dispostas a contar sua trajetória dentro de um relacionamento abusivo.
Atualmente na série Aruanas, na rede globo, a personagem vivida pela atriz sofreu violência com o ex-companheiro. Inspirada pela história da série, Thainá reuniu 17 mulheres que foram convidadas para reproduzirem o texto da Clara, sua personagem, sobre a violência vivida dentro de seus antigos relacionamentos.
O projeto conta com cinco vídeos e uma agenda de entrevistas e lives que falarão sobre estar em um relacionamento abusivo, sofrer violência e conseguir denuncia-las. O intuito é mostrar que a violência sofrida por mulheres ultrapassa a ficção e incentivar as denúncias.
É válido lembrar que a cada dois minutos uma mulher sofre violência domestica no Brasil, e que 3 a cada 5 mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência em seu relacionamento. A cada hora, são registrados 536 casos de agressão física a mulheres no Brasil.
Para enviar o seu relato para o perfil, mostrando e incentivando mulheres a denunciarem a violência sofrida por elas, basta usar a hashtag #EstouAquiParaContar.
Em meio ao cenário atual marcado por debates antirracistas, a marca Bombril relança um produto da década de 50 com o nome de “Krespinha”. Na época, na embalagem uma mulher negra de cabelos crespos segurava o produto, que é e indicado para “limpezas pesadas”
O cabelo crespo foi durante anos motivo de piadas, os meninos raspavam seus cabelos e as meninas alisavam para não ter seu cabelo comparado a esponjas de aço da Bombril e a marca, sem responsabilidade social mantém e divulga um produto que relaciona o cabelo crespo a um elemento de limpeza próprio para retirar as “sujeiras mais difíceis”
Ter esse produto sendo relançado como se ainda estivéssemos na década de 50 só nos mostra além do racismo, a ausência de preparo dos profissionais da marca e até mesmo de presença negra na companhia.
Na internet o caso já gerou repercussão e a #Bombrilracista está em 1º lugar dos assuntos mais falados. Consumidores, jornalistas e ativistas do movimento negro debatem sobre o lançamento da marca.
Krespinha, a esponja de aço da Bombril, perpetua estereótipos racistas e imagens de controle que associam o corpo de mulheres negras ao trabalho doméstico pesado. O nome e o mkt é baseado em racismo. Fere historicamente a subjetividade de mulheres negras e segue firme no mercado.
— Conecto pessoas através de livros na @winnieteca (@winniebueno) June 17, 2020
“A empresa #BOMBRIL desenvolveu e lançou esse produto… Deixando escancarado o RACISMO ESTRUTURAL que diariamente lutamos para desconstruir!” Desabafou a atriz Jeniffer Dias.
Me choca tanto, é tão desrespeitoso e irresponsável, que eu fui no site da marca algumas vezes conferir se é real! É REAL! É 2020! A empresa #BOMBRIL desenvolveu e lançou esse produto… Deixando escancarado o RACISMO ESTRUTURAL que diariamente lutamos para desconstruir! pic.twitter.com/84D52rMfMk
Em meios as ondas de mobilizações antirracistas na internet, a marca foi procurada para a realização de um post de repúdio a expressão “cabelo de bombril” e alegou estar sem tempo para outros projetos devido a crise do COVID-19.
Após a repercussão do vídeo de desabafo da cantora Ludmilla em que a mesma denuncia racismo e injustiças sofridas pela também cantora Anitta, o caso ganha um novo personagem. A polêmica em torno da música “Onda Diferente”, composição de Ludmilla, gravada em parceria com Anitta, Papatinho e Snopp Dogg, ganhou a manifestação do rapper .
Snoop Dogg, co-compositor da música citada publicou em seu Instagram uma arte em que anuncia que o clipe da música chegou a 95 milhões de visualizações no YouTube. No entanto, a arte continha ele, Anitta e Papatinho, ignorando Ludmilla, compositora da canção. Três horas após essa postagem, o cantor publicouuma montagem com a sua foto e de Ludmilla, e na legenda agradeceu a cantora.