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Com participações de Ms. Lauryn Hill e Erykah Badu, Teyana Taylor lança novo álbum

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Seguindo o aclamado K.T.S.E de 2018, a cantora lançou na madrugada dessa sexta 19, seu terceiro disco com 23 faixas intitulado ”The Album”.

Além de Erykah Badú e Ms. Lauryn Hill, o álbum que foi lançado sob o selo da Good music, gravadora de Kanye West, também conta com participações de Missy Elliott, Quavo, Kehlani, Future, Big Sean, Rick Ross, King Combs, DaVido, e até a filha Junie de 5 anos e o marido Iman Shumpert, jogador da NBA.

O disco visualmente inspirado pela grande Grace Jones, contém algumas músicas já conhecidas pelo público, sendo elas os singles How You Want It?, Morning, We Got Love, Made It, Bare With Me e Wake Up Love, que ficou comentada na semana passada já que foi através do vídeo da canção, que a atriz e cantora revelou sua segunda gravidez.

Sobre o processo criativo do álbum, ela disse para a revista Billboard: “Droga, passei por todas as emoções”. É isso que eu quero que os fãs sintam. Quero que eles riam comigo, chorem comigo, se sintam excêntricos comigo e comemorem comigo. Essas são as emoções que eu transmito no meu show. Era o que eu queria para o álbum.


‘M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida’: produção brasileira conta a história de jovem cotista em Universidade de medicina

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Longa dirigido pelo cineasta Jeferson De (do premiado “Bróder”) e vencedor na categoria Melhor Filme de Ficção, por voto popular, do último Festival do Rio. “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida” protagonizado por Juan Paiva (Maurício) acaba de ganhar seu primeiro trailer.
Baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz, o filme tem estreia prevista para o segundo semestre de 2020, quando os cinemas forem reabertos, com segurança, dentro dos protocolos definidos pelas autoridades sanitárias.

O vídeo traz uma prévia da história de Maurício, jovem negro que ingressa como aluno cotista da Universidade Federal de Medicina. Ao chegar na instituição, é confrontado com uma dura realidade: o corpo que servirá para estudo na aula de anatomia – quase sempre de indigentes – é também negro. Impactado com a experiência, Maurício se vê envolvido com M-8, como o jovem morto é chamado, e inicia uma saga para desvendar sua identidade, enfrentando as próprias angústias e repensando o próprio lugar na sociedade. Além de refletir sobre preconceito e exclusão, o filme toca em questões universais sobre sentimentos e relacionamentos.

“Em “M-8”, o nosso protagonista é um rapaz negro que ingressa na faculdade de medicina e percebe o racismo estrutural que nos cerca e molda a nossa sociedade. O desafio deste jovem negro é, além de se reconectar com sua ancestralidade, se estabelecer como sujeito de sua história. Para isso, ele conta com a ajuda de sua mãe. Assim, acompanharemos a jornada dos dois na luta diária pela vida. Foram interpretações do nosso elenco que nos tocaram e podem ajudar na reflexão de quem importa com nossas vidas negras”, reflete o diretor Jeferson De.

Integram o elenco nomes como Mariana Nunes, Giulia Gayoso, Bruno Peixoto, Fábio Beltrão, Zezé Motta, Ailton Graça, Alan Rocha, Rocco Pitanga, Dhu Moraes, Léa Garcia e Raphael Logam, como M-8. Lázaro Ramos, Henri Pagnoncelli e Malu Valle fazem participações especiais.

O longa “M-8” tem produção da Migdal Filmes, coprodução da Buda Filmes e distribuição da Paris Filmes/Downtown Filmes. O roteiro é de Jeferson De e Felipe Sholl.

Assista ao trailer:

Calçada da Fama: Confira os negros que entrarão em 2021

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O sonho de quase todo artista, pelo menos os norte americanos, é ser induzido na tão famosa calçada da fama. O ponto turistico que é um dos maiores simbolos de Hollywood é por decadas desejado pelos profissionais da TV, radio, música, cinema e teatro. E hoje foi divulgado quais serão os sortudos a receber uma estrela com seu nome em 2021. Ao que parece, teremos mais estrelas para tirar fotos juntos quando formos para Hollywood. Confira:
Na categoria músical teremos: Missy Elliott, Salt n Peppa, Charlie Packer e The Chi-Lites.
Na categoria Tv, nos representarão: Nick Cannon, Maria Gibbs, Jennifer Lewis e Judge Greg Mathis.
Quando o assunto é cinema, Don Cheadle e Morris Chestnut fazem a honra.
Nas categorias radio e teatro, não houveram negros esse ano.

Após uma semana agitada com ataques racista e apoio da comunidade negra Ludmilla conta que “virou atriz” e vai participar da série ‘Arcanjo Renegado’

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Depois de responder às indiretas da Anitta por meio de um vídeo no estilo carta aberta, contando sua versão sobre algumas polêmicas, a cantora Ludmilla, mais uma vez teve que lidar com ataques de conteúdos racistas.

“A macaca da Ludmilla não tá dando matéria?”, “Vai dá stream para macaca da Ludmilla”, foram algumas das mensagens que a funkeira de 25 anos recebeu nas redes sociais.

Após os ataques racistas serem apontados por Preta Gil em uma publicação em suas redes sociais, Alcione também saiu em defesa da cantora respondendo a publicação de Preta Gil, Alcione escreveu: “Isso é inaceitável. Ludmilla merece todo respeito não só pela cantora talentosa que é mas por ser uma mulher que luta, vence e vencerá sempre. Vamos parar com a palhaçada. Mexeu com ela, mexeu com outra mulher preta: Eu!”, completou Alcione.

E a semana de Ludmilla segue agitada, mas agora de forma mais positiva, a cantora publicou nesta quinta-feira (18) em seu Instagram que “virou atriz”.
Lud foi escalada para atuar na segunda temporada da série Arcanjo Renegado, da plataforma de streaming Globoplay.

A cantora interpretará uma policial militar e vem fazendo o tratamento em sua casa há alguns meses. O papel foi convite veio após ela comentar ter adorado a primeira temporada da trama. A série é de autoria de José Junior, com direção de Heitor Dhalia. .

A segunda temporada começará a ser gravada assim que as gravações forem retomadas após a pandemia do coronavírus.

https://www.instagram.com/p/CBlJLFAgkQE/?igshid=17hoj9y1vi7qm

Humor preto: Naldo Benny critica Yuri Marçal pelo seu “react” do encontro do cantor com Chris Brown

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Na última quarta-feira (18) um vídeo do cantor Naldo Benny em que ele conta a história do dia que conheceu o Chris Brown viralizou.

O cantor afirmou que o rapper ficou surpreso e chegou a esfregar os olhos ao vê-lo em sua festa. “É o Naldo que está ali.Tu é meu irmão e não vem falar comigo, tu é família pô, tu tá na minha festa e não vem me dar um alô” conta Naldo em vídeo.

https://twitter.com/CBnowblog/status/1273403116424216577

A história contada pelo cantor viralizou e movimentou as redes sociais, muitas pessoas acusaram o Naldo de ter inventado toda a história. O humorista Yuri Marçal postou em seu instagram um “react” ao vídeo de Naldo   

https://www.instagram.com/p/CBkKa4SD56a/

“Quero fazer um react do melhor vídeo do ano até agora… o Naldo… vocês já sabem, né?” Falou o comediante caindo em gargalhadas.

Logo no início do vídeo Yuri afirma ter percebido a mentira de Naldo “… Você vê que o cara tá mentindo quando ele se pega em uns detalhes que não tem nem importância.”

 O humorista seguiu reagindo aos primeiros minutos do vídeo e chegou a falar que na história contada por Naldo o Chris Brown soa como alguém de Duque de Caxias. “Porra, tu é meu irmão velhão… qual que é a tua” zoou o humorista.

O react de Yuri teve mais de 200 mil visualizações, e uma delas foi do próprio Naldo, que descontente criticou a atitude do comediante.

“Koé comédia Admiro vc !!! preto como eu, Sabendo das dificuldades, Dos preconceitos que a gente enfrenta pra chegar no topo, Tá aí rindo e debochando,tentando se promover em cima da conquista do outro!” “É por isso que o Negro enfrenta tanta humilhação e desigualdade até hoje,o próprio preto debochando das conquistas da sua raça !! (VERGONHA ALHEIA)” completou irritado o amigo de Chris Brown.

“Eu não construi meu patrimônio em cima de mentiras. Eu passei fome, eu vim de uma favela onde o tráfico sempre bateu na minha porta! Eu podia ter virado bandido! Eu podia te me entregado às  drogas, mas eu optei em fazer a diferença e ser referência pra minha raça. […] Mas você não sabe o que é isso, né? Você deve ser playboy, né? Deve ter vindo de família rica. Acho que você nunca enfrentou uma situação de preconceito!”, declarou Naldo.

O comediante por sua vez, ignorou o desabafo de Naldo e seguiu debochando nos comentários, com muitas risadas respondeu ao cantor “PERA AÊ RONALDO” em seguida comentou com uma letra do sucesso do cantor “Vodka ou água de coco”

Maitê Lourenço, da BlackRocks é a primeira pessoa negra (sozinha) na capa da Exame

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A executiva Maitê Loureço, capa da Exame (Foto: Germano Lüders/Exame)

A revista Exame dedicou sua última edição aos esforços das mulheres em tempos de pandemia do coronavírus, reforçando a importância da força feminina nos cargos de liderança.

Tão importante quanto a reportagem “Mulheres Contra Crise” foi o fato da publicação ter escolhido Maitê Lourenço , uma mulher negra retinta como capa. É a primeira vez que uma negra aparece sozinha com esse destaque na revista nos 52 anos da publicação.

Maitê é CEO do Black Rocks Startups , uma iniciativa que tem o objetivo incentivar a população negra a acessar o ecossistema de startups, inovação e tecnologia.

A aceleradora  ganhou muitos prêmios como Startup Awards, categoria Impacto Social, prêmio Veja-se da Revista Veja, categoria diversidade e premiada pelo departamento de Responsabilidade Social e Caldeirão do Huck da TV Globo no Especial Inspiração.

Maitê foi uma das mulheres inspiradoras da Think Olga em 2017 e speaker do TEDx João Pessoa e EuroLeads – Paris, França e recentemente fez International Visitor Leadership Program (IVLP) promovido pelo Consulado Americano.

Sobre a importância de uma capa como essa para sua carreira, Maitê divide a conquista com a comunidade negra.

“Essa capa tem um eixo muito importante na vida de qualquer pessoa, que é se ver representado e dizer que alguém parecido com você está na capa da revista afirmando que você também pode estar”, comemora e executiva.

No aspecto do impacto da capa em sua carreira Maitê fala sobre ocupação de espaços. “É uma reafirmação de que é importante ocupar o espaço onde eu estou. São duas coisas. Uma é a importância pessoal de poder representar eu e o meu grupo e a outra é a importância do trabalho e da esfera de resultados do que vem acontecendo”, finalizou Maitê.  

Luana Genot e Rachel Maia são outros nomes representando a comunidade negra na reportagem.

Conheça 10 podcasts liderados por comunicadores negros

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Desde o início do mês de Junho o movimento ativista negro “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”), têm tomado conta de muitas discussões dentro e fora da internet. Os protestos que têm acontecido no Brasil e nos Estados Unidos têm chamado a atenção de personalidades e marcas que começam a compreender qual seu papel pela luta antirracista, assim como incentivado com que mais criadores de conteúdo negros amplifiquem a urgência das pautas do movimento. 

Por outro lado, as vozes e conteúdos destes criadores vão muito além da pauta racismo, que usam desde suas formações acadêmicas, da atenção às tendências e pautas atuais e do relacionamento com outros formadores de opinião para pautar temas que vão desde o afeto, a maternidade e a paternidade, passando pela arte, cultura até a alimentação saudável. 

Para propagarem essa pluralidade de conhecimentos e temáticas se utilizam das redes sociais como instagram, youtube e twitter, e atualmente têm também se apropriado da onda crescente dos programas em formato de podcast. 

Só em 2019, o consumo brasileiro por podcasts cresceu em 67%, sendo que 40% das pessoas conectadas à internet no País já ouviram um podcast e mais de 31 milhões ouvem com uma frequência mensal. Esses números deixam o Brasil atrás apenas do Estados Unidos, país com maior consumo global. Os dados são do IBOPE, Deezer e Spotify e revelam o quanto esse formato tende a continuar crescendo nesse contexto de Revolução Digital impulsionado pelo contexto do isolamento social que foi proporcionado pela pandemia do COVID-19. Apesar disso, vale ressaltar que ainda não é uma mídia tão democrática quanto o rádio, já que apenas 30% das classes C e D possuem acesso irrestrito à internet, de acordo com a Pesquisa de Acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) de 2017. 

Conheça abaixo 10 podcasts liderados por comunicadores negros:

Influência Negra

Estreado nesta quarta-feira, 17 de junho, o podcast do Influência Negra, é apresentado pelos jornalistas Nathalia Braga e Cleyton Santana, que trazem nessa primeira temporada 12 episódios que abordam questões que permeiam a vida da juventude negra dentro e fora da internet, como alimentação, sexualidade, cultura pop, carreira, intercâmbio, família e relacionamentos. 

Entre os convidados desta primeira temporada estão Ana Paula Xongani e Ernesto Xavier. O Influência Negra é um coletivo e plataforma de conteúdo que propõe dar mais visibilidade à pautas com recorte racial e fomentar a reflexão sobre os acontecimentos da atualidade.

Para escutar:

Meteora Podcast

O Meteora é um podcast quinzenal que debate temas diversos, protagonizado por mulheres de todos os estilos e gerações, têm como diferencial a empatia do público que se reconhece nessas vivências. Foi reconhecido pelo The Intercept e Mídia Ninja em 2019 como um dos melhores podcasts da atualidade, além de eleitas entre os 15 profissionais brasileiros que ajudaram a construir o mercado de influência e conteúdo em 2019 escolhidos pela Youpix.

É apresentado pela jornalista e empresária Cris Guterres e pela publicitária e mestre em comportamento do consumidor Renata Hilário, tendo também como colunistas a astróloga Papisa e a artista e escritora Dona Jacira. 

Para escutar:

Siriricas 

O Siriricas é um coletivo, podcast e plataforma de conteúdo feito por mulheres negras para mulheres negras. Seu maior intuito é fazer episódios que ajudem na construção do autoconhecimento e autoestima possibilitando novas perspectivas para essas mulheres.

Para escutar:

Negro da Semana

No Podcast Negro da Semana, a cada 7 dias o escritor e criador de conteúdo Alê Garcia conta, em profundidade, a história de pessoas negras fundamentais da história como Cartola, Martin Luther King, Elza Soares, Mano Brown, Leci Brandão, Bill Whithers, John Coltrane, e muitos outros. Quinzenalmente, Alê divide os conteúdos em literatura, entrevistas e filmes, em que apresenta obras clássicas e contemporâneas de temática e/ou autores negros;  conversa com nomes contemporâneos  da cultura negra; apresenta clássicos e lançamentos de cinema e séries de protagonismo negro. Marcas como Bradesco, Leroy Merlin e JTI já realizaram ações de branded content.

Para escutar:

AFETOS

O AFETOS é um podcast criado pelas Comunicadoras Gabi Oliveira e Karina Vieira para falar sobre os assuntos que as tocam de forma sensível, responsável, humanizando os afetos e os sentimentos das pessoas negras. O podcast surgiu em junho de 2019 e vai ao ar nas plataformas de streaming todas sextas-feiras antes do meio-dia.

Para escutar:

Pretas Na Rede

Pretas na Rede é um podcast feito por mulheres negras que se propõem sob o seu ponto de vista, a falar sobre tudo e têm o intuito de “melanizar” a rede. Relacionamentos, música, comunicação, eventos culturais, infância, são alguns dos temas já gravados.

Para escutar:

Infiltrados no Cast

O Infiltrados No Cast é um podcast de discussões políticas, sociais e culturais que quer trazer pensadores negros para dentro dos maiores debates da sociedade. Vamos analisar as maiores polêmicas da sociedade relevando o contexto histórico do país e considerando os pontos de vistas que ficam de fora do Mainstream. O podcast conta com séries especiais como “Os maiores racistas da história brasileira”, que revela nomes e livros de intelectuais que propagaram a crença da superioridade branca no país. A apresentação é do escritor e pesquisador Ale Santos. 

Para escutar:

Angu de Grilo

Angu de Grilo é o podcast de Flavia Oliveira e Isabela Reis. Duas mulheres, duas gerações, duas cariocas, duas jornalistas. A leveza, o bom humor, a informalidade, a intimidade dão o tom dessa conversa entre mãe e filha que dão pitacos sobre tudo.

Para escutar:

AfroPai

O AfroPai é o primeiro podcast sobre paternidade preta do Brasil. O objetivo do programa é conversar sobre as dificuldades, apresentar semelhanças e acolher problemas com a criação dos nossos filhos e filhas. É também fundamental, tratar de forma responsável e direta de assuntos fundamentais para o movimento antirracista. O programa é quinzenal, e sempre procura levar assuntos que retratam, a partir das experiências dos convidados, como são enfrentados as diversas formas de racismo que atingem a população negra. 

Para escutar:

AmarElo – O Filme Invisível 

Após lançar AmarElo em outubro de 2019, Emicida decidiu ampliar a experiência do álbum em um podcast. AmarElo – O Filme Invisível traz em três capítulos o rapper desvendando as referências das letras e composições de seu mais recente disco de estúdio. Lançado em 2019, AmarElo conta com diversas participações especiais, como Pabllo Vittar, Majur, Zeca Pagodinho e Fernanda Montenegro.

Para escutar:

Coletivo Influência Negra lança podcast para falar de temas que permeiam a vida do jovem negro

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Coletivo e plataforma de conteúdo que propõe dar mais visibilidade à pautas com recorte racial e fomentar a reflexão sobre os acontecimentos da atualidade, lançou nesta quarta-feira (17) o podcast Influência Negra. Apresentado pelos jornalistas Nathalia Braga e Cleyton Santanna, o programa traz nessa primeira temporada 12 episódios com média de 40 minutos de duração, e convidados influentes no digital e na mídia como Ana Paula Xongani e Ernesto Xavier. Os temas escolhidos, com base no nicho de produção de conteúdo de parte dos membros do coletivo, são diversos e abordam questões que permeiam a vida da juventude negra e dentro e fora da internet, como alimentação, sexualidade, cultura pop, carreira, família e relacionamentos. Assim como reflexões sobre os estereótipos e limites impostos à estes, como a possibilidade de se realizar um intercâmbio, os debates sobre masculinidade, o ativismo e a saúde mental e até a síndrome do impostor.

“O objetivo que temos para o programa é de trazer conversas relevantes para a comunidade negra, que façam sentido com causas sociais ou até mesmo com aquela treta da cultura pop, mas que conseguimos trazer com embasamento social e promover a reflexão de uma forma leve e gostosa de se ouvir”, comenta o apresentador Cleyton Santanna. Além de alguns dos membros do próprio coletivo, outros convidados desta primeira temporada foram a empresária, influenciadora digital e apresentadora Ana Paula Xongani, ex-integrante do coletivo. Entre outras personalidades influentes na mídia e internet, como é o caso de Ernesto Xavier, editor-chefe da Revista GQ e do Caio Cesar, professor de geografia, escritor e pesquisador da masculinidade negra.

A profundidade e o peito aberto são características marcantes desse programa, que também pretende abrir espaço para que seus ouvintes possam compartilhar suas histórias de vida, como conta a apresentadora Nathália Braga. “Teve uma certa ousadia em determinados episódios, pois tocamos em questões bastante íntimas, inclusive para nós mesmos apresentadores. Quando a gente fala dos nossos relacionamentos, dos episódios de rejeição que a gente já teve, da invisibilidade negra no mercado de trabalho, tudo isso toca em muitas feridas pessoais. Mas foi interessante eu e o Cleyton termos nos colocado nessa situação delicada, e de os nossos convidados também terem se aberto para gente. Agora a gente também quer ouvir do público o que ele tem a nos contar”, revela a jornalista.

O podcast já está disponível nas plataformas de streaming e vai ao ar semanalmente às terças-feiras até o final de agosto.

Apesar da pior condição social e econômica, 92% dos negros brasileiros têm orgulho da sua cor , diz pesquisa

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Foto: Getty Images

Como está a população negra durante o período da pandemia do Coronavírus no Brasil, país que está em segundo lugar no mundo, em número de casos da doença que parou o mundo em março? Algumas dúvidas podem ser respondidas por meio da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a CUFA (Central única das favelas) divulgada na última quarta-feira ( 17 de junho).

Alguns dados frutos do trabalho feito com 1459 entrevistados de 72 cidades de todos os Estados brasileiros , durante os dias 4 e 5 de junho, não surpreendem, mas comprovam pelos números qual a real situação que a comunidade negra economicamente carente se encontra atualmente.

A boa surpresa é que 92% dos entrevistados negros afirmaram ter orgulho de ser quem são. Entre os brancos, 82% afirmaram ter orgulho da sua identidade.

Reprodução: Instituto Locomotiva

O estudo  que tabulou respostas de brasileiros e brasileiros negros, traz alguns dados sobre a percepção da violência e acesso à educação. A população brasileira reconhece que a cor da pele de uma pessoa faz diferença no tratamento que ela recebe da polícia.  94% dos pesquisados concorda que negros são abordados de forma mais violenta pela polícia. 50% das pessoas pretas pesquisadas já foram seguidas por seguranças em lojas.

Em relação ao acesso ao ensino superior,  85% concorda que é mais fácil para um branco fazer faculdade, do que um negro. As mulheres negras mesmo com faculdade, são o grupo com menor salário recebendo 33% a menos que uma mulher branca com diploma universitário.

Sobre mercado de trabalho, a pesquisa mostrou que 46% dos trabalhadores brasileiros dizem ter pouca ou nenhuma diversidade de raça/cor na empresa em que trabalham, entre brasileiros negros questionados, esse número sobe para 68%. Trabalhadores não negros ganham até 76% a mais que os negros.

Reprodução: Instituto Locomotiva

36% dos brasileiros e 76% dos brasileiros negros dizem conhecer alguém que tenha sofrido preconceito, discriminação ou algum tipo de humilhação dentro do ambiente de trabalho por causa da sua cor. A maioria , 66%, tem chefe branco.

Uma curiosidade da pesquisa é um dado que mostra que a maioria acredita que brancos podem sim sofrer racismo. 53% acham que racismo reverso existe.

Reprodução: Instituto Locomotiva

Impactos da COVID

Para os entrevistados negros, o medo de alguém da família contraia o Coronavírus  (99%) é maior do que da própria pessoa ficar doente (95%).

A ausência de computadores nos lares de pessoas negras, dificulta o trabalho e o ensino à distância. Dos internautas pesquisados 49% dos brancos usam computador  em casa contra 34% dos pretos.  

No quesito planos de saúde, o estudo do Locomotiva aponta que 4 em cada 5 brasileiros negros não possuem convênio médico e a população negra apesar de ser a que mais solicitou o auxílio emergencial (43% negros e 37% não negros) foi a que menos conseguiu (74% dos negros contra 81% dos não negros).

Reprodução: Instituto Locomotiva

4 em cada 10 brasileiros estão passando fome por não terem dinheiro para comprar comida durante a pandemia e 73% dos negros entrevistados disseram que a renda  familiar diminuiu com o isolamento social.  20% desse grupo não teve dinheiro para comprar produtos de higiene pessoal.  

MEC revoga cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação

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O Diário Oficial da União trouxe nesta manhã de quinta-feira (18) um texto em que o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, revoga a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que exigia das Universidades Federais a inclusão e promoção de políticas de cotas nos programas de pós-graduação.

O texto avaliava que fossem apresentadas propostas de inclusão de pretos, pardos e indígenas, bem como pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação, mestrado e doutorado, por meio das instituições federais. 

A revogação anula os efeitos de um ato ou lei, com isso, o mesmo perde a validade a partir de hoje (18). 

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