Novos vídeos mostram a abordagem completa dos policiais e George Floyd explicando que “tem medo da polícia”

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Em novos vídeos divulgados nesta segunda-feira (3), pelo site britânico “Daily Mail” mostram imagens das câmeras acopladas ao corpo de dois policiais que participaram da abordagem a George Floyd, nos Estados Unidos.

As imagens revelam mais detalhes da ação que terminou no assassinato de George Floyd, em maio deste ano. As imagens seriam das câmeras usadas pelos policiais Thomas Lane e Alex Kueng. Eles foram os primeiros a chegar ao local para atender à denúncia de que Floyd teria tentado pagar uma conta em uma loja com uma nota falsa de US$ 20.

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Ao ser abordado, ainda no carro com uma arma apontada para o vidro, Floyd diz mais de uma vez “por favor não atire em mim” e escuta de um dos policiais que não vão atirar. Floyd se desespera. Diz que perdeu a mãe há pouco tempo e que está com medo porque já havia levado um tiro de um policial no mesmo lugar. O oficial repete que não irá atirar e pede a ele para colocar as mãos no volante. Floyd sai do seu carro e é algemado. O oficial Lane conversa com outros passageiros que estavam no carro, perguntando a eles porque Floyd estava tão agitado. Eles respondem que ele tem medo da polícia.

Depois, as imagens mostram Floyd sendo levado para o carro da polícia. Um dos policiais e ouve de um dos policiais para “parar de cair”. No momento em que ele é colocado no banco de trás, contido pelos policiais, Floyd começa a dizer aos policiais que é “claustrofóbico” e pede “por favor” para sair de lá. E ele acaba caindo para fora do carro.

Minutos depois, o policial Derek Chauvin se ajoelha em seu pescoço, matando-o asfixiado.
Floyd, repetiu mais de 20 vezes a frase: “eu não consigo respirar”.

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Assista ao vídeo divulgado em reportagem da CNN:

Uma investigação foi aberta para apurar o vazamento dos vídeos das câmeras corporais, já que até agora o tribunal só permitia que os vídeos fossem vistos pessoalmente nas sessões, embora as transcrições de alguns trechos tenham sido divulgadas. O vídeo da câmera corporal de Chauvin permanece em sigilo.

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