Home Blog Page 1090

História da maior casa de candomblé de Maringá é tema de documentário

0

A trajetória da maior casa de asè que já existiu em Maringá – e uma das maiores do estado do Paraná – tornou-se tema de filme. A partir de pesquisas, relatos e entrevistas com filhas e filhos de santo e frequentadores, o documentário conta a história da casa de candomblé Ilê Asè Oyá e também de sua Yalorixá, a Yá Sandiá – Mãe Lurdes.

“A nossa intenção é preservar a memória da Mãe Lurdes e do Ilê, enquanto espaço de reprodução e manutenção da cultura negra em Maringá”, destacam os realizadores.

O terreiro, localizado no Jardim Alvorada contou com toda a estrutura necessária para a prática do culto, desde o barracão – onde são feitos os xirês e as cerimônias abertas – até as casas dos orixás, árvores e folhas sagradas. Essas dimensões físicas denotam sua a importância e relevância social, cultural e religiosa.

O filme traz relatos importantes da biografia da sacerdotisa do Ilê Asè Oyá, que foi a principal referência local de candomblé e da cultura negra, marcando a história e o desenvolvimento das religiões de matriz africana em Maringá. “Aqui, não conhecemos muito sobre a história afro-brasileira, principalmente das religiões de matriz africana, como o candomblé. A Mãe Lurdes conquistou espaços institucionais na cidade, mas pouco se fala sobre ela”, destaca Felipe de Moraes, que assina a produção executiva do documentário e idealizou o projeto junto com Caio Emílio Soares.

Para os realizadores, os principais objetivos da produção audiovisual Ilê Asè Oyá são a preservação da memória oral ligada à ancestralidade, religiosidade, cultura afro-diaspórica e também o registro do patrimônio histórico cultural imaterial da cultura negra em Maringá. “O candomblé e as religiões de matriz africana de modo geral, utilizam-se da tradição oral como via de reprodução e transmissão dos saberes e da tradição. Quando um sacerdote morre e o trabalho feito por ele ou ela dentro de um axé não tem continuidade – como é o caso do Ilê Asè Oyá e da Yá Sandiá – todo aquele saber, toda aquela tradição, acaba morrendo junto. Por isso a necessidade de documentar e imortalizar a Mãe Lurdes e o Ilê. Esse projeto foi enquadrado na categoria de patrimônio cultural justamente pela abordagem documental do filme”, explica Caio Emílio, que assina a direção cinematográfica.

Contemplado na categoria Patrimônio, “Ilê Asè Oyá – O filme” foi produzido com verba de incentivo à cultura, Lei Municipal 9160/2012 – Prêmio Aniceto Matti. A estreia do documentário “Ilê Asè Oyá – O filme” será no dia 20 de dezembro. A transmissão acontecerá às 20 horas, pelo YouTube.

SERVIÇO

“Ilê Asè Oyá – O filme”
Estreia: 20/12/2020, às 20h, via YouTube

Facebook: www.facebook.com/ileaseoyaofilme
Instagram: https://www.instagram.com/ileaseoyaofilme
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCtN0lT63w7HoKJcKvHsevJQ

Pretos no sertanejo: Novas potências que surgem no mundo da sofrência

0
Imagem/Divulgação

O gênero musical sertanejo é, sem dúvidas, um dos mais amados e tocados no Brasil. Desde a década 1920, compositores urbanos e rurais, lançam suas ‘modas’ que falam, normalmente, sobre o amor.

Diante de tanto embalos e sons que falam sobre sentimentos, vamos compartilhar a nova geração do sertanejo. Pessoas negras que veem pra brilhar, também, nesse público. Uma delas, é o cantor e compositor André Lus, que começou a compor desde os 6 anos de idade e hoje, com suas duas composições gravadas, no ano de 2020, deixa muita admiração em quem o escuta.

‘Solidão Invertida’ e ‘Monza Drinks’ são as últimas músicas que André gravou diante de um ano tão difícil. No mesmo ano de 2020 também teve a honra de ser convidado por Adhemar Rocha para participar no projeto da cantora Paulinha Soares, na música “O que é o amor?”, na qual teve participação, também, em sua composição.

Além de André, compositor negro no sertanejo, temos a baiana e poeta Patrícia Meira, que lançou sua mais nova música no ritmo musical, “Deus é mais”, produzida por Carol Vidal e Lika Rosa.

Patrícia se nomeia a primeira cantora preta do sertanejo atual e diz que “Esse som é um jeito descontraído e bem realista de mandar o ex embuste meter o pé da sua vida. A ideia é que mulheres que vivem em relacionamentos abusivos com seus companheiros ou companheiras não se privem de absolutamente nada”.

“Deus é Mais” é a primeira música da poeta, que foi finalista e destaque do Slam BR, Campeonato Brasileiro de Poesia Falada em 2018 e campeã do Campeonato Argentino de Poesia Falada em 2019. A música vem para, além de lançar Patrícia no mundo sertanejo, trazer uma sequência de lançamentos para 2021.

As músicas, tanto de André Lus, quanto de Patícia Meire, estão disponíveis nas plataformas digitais.

Dois jovens negros são assassinados por PMs no Rio de Janeiro

0
Foto: Arquivo Pessoal

Os jovens foram pegos de surpresa com tiros enquanto andavam de moto no último sábado (12) em Belford Roxo (RJ), os policiais alegaram em depoimento, “atitude suspeita” dos jovens Edson (20) e Jhordan (18) e ainda negaram os disparos que podem ser vistos em vídeo.

Após os vídeos da ação (que não mostram ‘atitude suspeita’ dos jovens) serem obtidos pela Polícia Civil, os PM’s foram presos em flagrante. As prisões foram confirmadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. 

Os policiais responsáveis pelo assassinato dos jovens foram o cabo Júlio Cesar Ferreira dos Santos (que cumpria uma medida protetiva da Lei Maria da Penha, por violência doméstica) e o soldado Jorge Luiz Custódio da Costa (não tinha anotações na corporação). Dois fuzis e duas pistolas foram apreendidas.

‘Negro não pode andar de moto?’, perguntou a mãe de Edson Júnior em declaração a UOL no velório dos jovens que ocorreu na última segunda-feira no Cemitério Municipal Belford Roxo (RJ)

“Eles não podiam andar de moto só porque são negros? Eu tô colocando a minha cara a tapa porque o seu filho pode ser o próximo”, completou Renata 

O major Ivan Blaz,  porta voz da Polícia Militar, afirmou, nesta segunda-feira 14, que a abordagem da corporação em Belford Roxo (RJ), que levou à morte dois jovens negros foi “extremamente errada”.

Edson e Jhordan são mais duas vítimas da necropolítica e do genocídio que já assassinou dezenas de outros jovens negros somente neste ano.

Foto: Reprdução/Instagram

Ricardo Silvestre é eleito um dos profissionais do ano da comunicação brasileira

0
(Crédito: Divulgação/Black Influence)

O publicitário fundador da Black Influence,  Ricardo Silvestre foi eleito hoje como um dos profissionais do ano da comunicação brasileira pelo Meio & Mensagem.

Ricardo Silvestre é especialista em mídia digital, com experiência nas maiores agências de propaganda do Brasil, criou a Black Influence para gerar impacto social e aumentar a representatividade negra na publicidade brasileira

“Sobre as pequenas alegrias da vida adulta, fui eleito pelo @meioemensagem como um dos profissionais do ano da comunicação brasileira!” Publicou o publicitário.

Foto: Reprodução Instagram

O ano de 2019 também foi um ano de muitas nomeações para o publicitário, Ricardo foi eleito pela YOUPIX como uma das 15 pessoas que ajudaram a construir o mercado de conteúdo e influência no Brasil com sua agência e no mesmo ano foi eleito pelo Papel e Caneta como um dos 30 jovens que lutaram para mudar a indústria da comunicação em 2019 com a Black Influence

⠀“Para 2021, seguimos com o nosso objetivo de ajudar marcas e anunciantes a se comunicarem de maneira saudável, genuína, assertiva, diversa e antirracista.” Postou a conta do Black Influence no Instagram

Sobre a Black Influence:

Agência de publicidade que conecta marcas à maioria da população e dos consumidores brasileiros, através de pessoas e plataformas com poder de influência na comunidade negra e nas periferias

“Quero mostrar que cresci e não sou mais a menina do The Voice Kids” Cantora Bela Maria lança suas músicas autorais

0
Imagem: Pedro Uchôa

A cantora e compositora Bela Maria, que participou da primeira edição do The Voice Kids Brasil e foi até as quartas de finais do programa, aos 14 anos, lançou, no começo do mês de dezembro, sua nova música ‘O Que Tu Faz Comigo’, que mostra o quanto “eu já cresci e não sou mais a menininha Bela, sou uma mulher e cantora”.

Bela, que canta desde os cinco anos de idade, começou sua vida profissional aos 12. A cantora já participou do máquina da fama, no SBT, e surpreende-se que, até hoje, as pessoas a veja como a mesma criança que subiu nos palcos nacionais da rede globo.

“Estou tentando desvincular essa ideia, quero quebrar a expectativa do fofo ou destinado ao público infantil. Quero que as pessoas olhem para mim e digam ‘que mulher’, quero passar uma representatividade de força, então, essa imagem em estar vinculada ao The Voice Kids atrapalha a imagem da artista que estou me tornando”, explica a cantora.

A jovem, que está com 18 anos de idade, trabalha com música em eventos e diz que sempre sonhou em ver as pessoas escutando o que ela mesma produz. “Não consigo me encaixar em apenas um estilo musical, preciso viajar por todas as áreas que gosto de escutar pra me enxergar das muitas formas que sou, por isso componho de tudo um pouco”, conta a compositora.

A artista não perde a oportunidade de mostrar o quanto cresceu em seus trabalhos nas redes sociais (@belamariaoficial), mostrando tanto suas músicas autorais quanto covers que faz de seus cantores inspirações e já apareceu cantando de Beyoncé a músicas de seu estado natal, Pernambuco.

Com a direção de Pedro José Uchôa e a produção da ‘Que Tau? Produções’, a artista está soltando aos poucos uma coletânea videoclipes produzidos em casa durante a pandemia que darão vida aos novos singles.  No total, ela já lançou duas musicas autorais nesse período “Mal Resolvido” e “O que tu faz comigo”.

Confira o clipe de ‘O que tu faz comigo’: https://www.youtube.com/watch?v=Xo95TJlIMCI

“Amor ou o Litrão”: Menor Nico é o artista mais jovem a alcançar o 1° lugar do Spotify Brasil

0

No sábado (12), o hit “Amor ou o Litrão“ do Petter Ferraz com Menor Nico ficou em primeiro lugar da lista do Spotify Brasil. A música viralizou e agora é um sucesso nacional, foram mais de 794.000 plays nas últimas 24 horas. Menor Nico tem apenas 14 anos, com isso, ele se torna o mais jovem artista a ficar em primeiro lugar na parada do Spotify.

top 10

Menor Nico é do interior da Bahia, da zona rural de Antônio Cardoso, cidade a 150 quilômetros de Salvador. Morador de uma área carente, ele já está conseguindo mudar a vida sua família após sucesso. Ele já começou com eletrodomésticos e utensílios para casa, dando mais conforto para onde vive. Seu sucesso veio de bordões e músicas, que circulavam nas redes sociais. Uma das primeiras vezes que ele chamou atenção foi quando interpretou, de maneira autêntica, a música “Litrão“.

Vendo a oportunidade nesse vídeo que viralizou, Menor Nico ganhou uma assessoria que o ajudou a ir mais longe. Surgiram oportunidades de gravar publicidades e até parcerias. Uma delas foi, justamente, “Amor ou o Litrão”, que acabou virando um grande sucesso.

Denzel Washington relembra que aconselhou Chadwick Boseman a se casar antes da morte

0
"Simone, você está comigo todos os dias. Tenho que agradecê-la agora. Amo você", declarou-se Chadwick Boseman para a cantora Taylor Simone Ledward ao ganhar o prêmio de Melhor Ator no 50º NAACP Image Awards no ano passado Foto: Sarah Morris / AFP

Em entrevista ao CBS Sunday Morning o ator e diretor Denzel Washington recordou um conselho que deu para o ator Chadwick Boseman antes de sua morte. 

O diretor disse que observava a relação do casal nas gravações do filme “A Voz Suprema do Blues” e que em certo momento disse a Chad que ele deveria colocar uma aliança no dedo da atriz Taylor Simone Ledward 

“Eu ficava observando como ela tomava conta dele, e falei: ‘Cara, você precisa colocar uma aliança naquele dedo’. Porque ela não tirava o olho dele, tomava conta o tempo todo. Eu pensava: ‘Ela ama esse cara’. Mas eu não sabia o que sabemos hoje.” disse Denzel

Segundo o jornal britânico The Mirror, o casamento de Chadwick e Taylor ocorreu em outubro do ano passado e não foi a público até o dia de sua morte 

Denzel ainda lembrou do profissionalismo e entrega de Chadwick que chegava para trabalhar normalmente sem que ninguém soubesse que ele estava lutando há anos contra um câncer. 

“Não era da conta de ninguém. Ele estava lá para entregar o trabalho dele, e entregou. Só alguns membros da equipe dele sabiam”, disse. “Ele fez tudo o que podia fazer no tempo que teve, e deixou isso tudo para aproveitarmos. O Chad vai viver para sempre. Ponto final”. Afirmou Denzel
O último filme gravado por Chadwick Boseman “A Voz Suprema do Blues” vai ao na próxima sexta-feira na Netflix

Snoop Dogg critica o hit “WAP” de Cardi B “Não quero que fique na moda”

0
Foto: Reprodução

Neste fim de semana uma fala do rapper Snoop Dogg sobre a música de Cardi B em parceria com Megan Thee Stallion viralizou nas redes sociais. Na música, Cardi B -que foi eleita mulher do ano pela Billboard e ganhou com a Megan Thee Stallion a estatueta de Música de RAP/HIP HOP Favorita com “WAP” no AMA 2020  hit que fala explicitamente sobre sexo e falam orgulhosamente sobre vagina

“Vá mais devagar. Tipo, vá devagar. Vamos ter um pouco de imaginação. Vamos ter um pouco de… você sabe, privacidade, alguma intimidade onde ele [o homem] quer descobrir ao invés de você contar a ele“. Criticou o rapper 

Snoop Dogg ainda continuou com sua crítica que tem um machismo como base e alegou que o estilo de letra não deve ficar na moda, já que a vagina é como um prêmio, que não pode ser revelado dessa forma

“Para mim é como se estivesse na moda… não deveria ser assim, ela [vagina] é o seu prêmio e posse… Isso é o que você deve segurar. Uma posse que ninguém fica sabendo até as coisas acontecerem“, continuou

No histórico de músicas de Snoop sexo e vagina estão presentes em grande parte de seu repertório, mas de acordo com o rapper, mulheres devem preservar as privacidade e não falar explicitamente sobre o assunto.

O cantor também disse que seu pensamento pode ser pela sua idade e comparou com a filha de 21 anos que segundo ele “pode estar curtindo WAP”

“Ela é dessa época atual. Ela pode estar ouvindo ‘WAP’ ou curtindo ‘WAP’ e eu não posso ficar bravo com ela porque é a geração dela, mas, ao mesmo tempo, existem coisas que eu preferia não ver… você sabe, porque eu sou um homem mais velho“.

O rapper Offset saiu em defesa de sua esposa lembrando do sucesso de WAP em tão pouco tempo e criticando o intrometimento de homens nos “negócios femininos”: Nunca tivemos tantas artistas femininas comandando essa merda. Elas estão nos alcançando, passando por nós, estabelecendo recordes. ” disse Offset ao TMZ

‘Brasil Pandeiro’ Devassa e Iza lançam releitura de clássico da música brasileira

0
Imagem: Divulgação

O filme “Brasil Pandeiro: Mix Tropical”, que lançou neste último domingo (13), celebra toda a criatividade que só o Brasil tem, contando com uma versão exclusiva da música “Brasil Pandeiro” na voz da cantora Iza.

A parceria entre Iza e a devassa vai além deste filme. A cantora participa da nova Campanha da marca e tem o papel de reforçar a valorização da criatividade  brasileira, unindo  as referências da música popular com o que há de mais novo na tropicalidade do Brasil.

Iza, com toda certeza, é uma das 100 personalidades negras mais Influentes do mundo em 2020 e traz uma bagagem de mistura e cultura em suas musicas. Não existe ninguém que retrate melhor  esse novo momento   da   Devassa,   que   valoriza   a   criatividade   e diversidade da cultura e música nacional.

Em  “Brasil  Pandeiro:   Mix   Tropical”   a   cantora   IZA   aparece   ao   lado   de   artistas   e personalidades brasileiras reconhecidos por expressarem suas criações artísticas e criativas: Kadu   dos   Anjos,   referência   de   empoderamento   social   e   cultural   em   Belo   Horizonte;   a criadora   de   conteúdo   de   moda   Luciellen   Assis, entre outras personalidades que formam a cultura desse país sem igual.

“Nesse  filme   tivemos   a chance de explorar  um dos  aspectos  mais essenciais do nosso  povo:  a criatividade. Uma força  mágica   que   transforma   cor,   som,   movimento   e   símbolos   nessa   cultura   tão   única”, explica o diretor Douglas Bernadt

Outras importantes funções também deram destaques para a cultura negra e brasileira no filme, as roupas produzidas   carregam   um   propósito:   oferecer   oportunidade   e visibilidade para pequenos empreendedores da moda sustentável local, sendo muitos deles estilistas negras e negros.

 Studio 64, Rayzes e a própria Dendezeiro, usadas na produção, são marcas de Salvador que utilizam do upcycling para reaproveitar materiais que iriam para o lixo, transformando-os em moda contemporânea. Outra parceria firmada com o figurino do filme  é a marca Dugueto, que reverte  parte do lucro para projetos sociais em sua comunidade: o Nordeste de Amaralina.

Confira o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mcfoqwo6fNQ

Albinismo: Entenda o que é, cuidados, e mais

0
Cena do filme ''Hombre Negro Piel Branca'', 2015

Apesar de ser uma condição rara, o nome ”albinismo” não é uma palavra muito estranha para a maioria das pessoas. Entretanto, tal assunto ainda gera muitas duvidas. Etimologicamente falando, deriva do latim albus, que significa branco. E é essa a principal característica de um albino: a falta de pigmentação na pele, cabelo, pelos e olhos -que pode ser parcial ou completa- causada pela ausência de melanina.

A melanina é a substância presente no nosso organismo que que dá cor e proteção para a pele, os olhos, pelos, e enfim todo o corpo. Quando devido ao albinismo, essa proteção não pode ser produzida, o corpo fica em certas partes vulnerável. Sendo uma doença genética de transmissão hereditária, o albinismo é um fator facilitador para problemas na visão como entre outras coisas o astigmatismo, nistagmo ou fotofobia, que é quando os olhos criam aversão e sensibilidade a luz, pois justamente não tem melanina para ”filtrar” isso.

De acordo com estudos publicados pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, em média uma a cada 17.000 pessoas é diagnosticada com albinismo no mundo todo, diagnostico esse que costuma ser dado nos primeiros dias de vida. Embora a aparência do bebê seja o que normalmente leva os pais a cogitarem isso, é o exame oftalmológico quem tem um grande peso na confirmação da doença. Atualmente, ainda não existe cura para o albinismo pois não foi descoberto uma maneira de suprir a melanina no corpo. Entretanto, existem alguns cuidados que albinos podem tomar para ter uma vida melhor. É essencial, que se faça acompanhamento médico com profissionais como dermatologistas (ao menos uma vez no ano), geneticistas, clínicos gerais, pediatras (quando crianças) e principalmente oftalmologistas. Quando as visitas ao oftalmologistas são feitas desde muito cedo, é possível encontrar meios adequados para a prevenção de complicações na visão. Esses meios são variados, como: lentes, óculos, tampões, óculos escuros e etc, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Mas é importante ressaltar que o cuidado deve ser diário. O recomendado, é não se expor à luz solar especificamente entre ás 10h e 16h, período esse em que o sol já mais forte que o ideal inclusive para pessoas fora do espectro clínico do albinismo. Mesmo fora desse horário, e em dias nublados ou chuvosos, também é super importante que se faça uso do protetor solar (varias vezes ao longo do dia), e sempre se lembrar de que ele deve ser no mínimo FPS 30. Quando possível, usar roupas compridas que protejam o corpo do sol, bonés e chapéus, e óculos de sol com proteção UVA e UVB.

O albinismo é, por si só uma condição rara, e ainda assim existem alguns tipos com características ainda mais específicas e raras, onde podemos citar a Síndrome de Chediak-Higashi e a Síndrome Hermansky-Pudlak. Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, o albinismo não afeta apenas os negros. Porém, é sim mais comum entre a população negra. Na África por exemplo, uma a cada 2.000 pessoas são albinas. No Brasil, esse número já é significativamente menor: Estima-se que vivam entre 10 a 12 mil albinos vivendo no nosso país. Vale ressaltar, que nem todos os albinos são iguais e isso é importante para que quebremos alguns estereótipos acerca de pessoas nesse espectro. Negros albinos por exemplo, podem ter cabelos castanhos, louros ou ruivos e a pele nem sempre é necessariamente branca. Ela pode circular entre alguns tons entre o branco e o marrom, e nem sempre vai ser o mesmo tom durante toda a vida. É comum que ela mude devido a produção gradual de melanina, que ocorre principalmente na infância e adolescência.

Recomendamos: O filme/documentário de 2015 ”Hombre Negro Piel Blanca”, disponível na Netflix, fala sobre a luta da comunidade negra albina na Africa.

Entretanto, entender qual a sua condição e como viver com ela é apenas um dos pontos com os quais os albinos precisam lidar no seu cotidiano. A falta de informação que assola a sociedade a cerca desse assunto, é um problema social tão grande quanto, e que falaremos em breve aqui no Site Mundo Negro.

error: Content is protected !!