Depois da sua festa de aniversário que gerou rebuliço na Internet e repercussão negativa na imprensa Internacional, Donata Meirelles pediu demissão da revista Vogue Brasil, onde exercia a função de diretora de estilo.
De acordo com o site Alô Alô Bahia, a mulher de Nizan Guanaes enviou uma carta aos colegas e amigos mais próximos, comunicando a decisão:
“Com tristeza no coração, mas com a coragem e a cabeça erguida que sempre pautaram a minha vida, inicio um novo ciclo e peço demissão daVogue Brasil uma publicação que ajudei a construir. Te amo Vogue, te amo desde jovenzinha. Conte comigo para que você continue fazendo a diferença no mercado editorial e de moda, defendendo e promovendo todas as belezas humanas, como eu continuarei a defender”.
A revista emitiu no começo da semana, em seu Instagram, uma nota de esclarecimento onde sugere aumentar a diversidade da vozes dentro da publicação por meio de um Fórum. Alguns corajosos se ofereceram para ajudar a revista, que já deveria ter feito sua lição de casa desde o trágico baile Vogue inspirado em África.
Maria Júlia Coutinho, a Maju, assumirá a bancada do Jornal Nacional pela primeira vez. A jornalista, que fala da meteorologia no jornalístico, já havia assumido a bancada do Jornal Hoje aos sábados.
Assim como no Jornal Hoje, Maria Júlia Coutinho vai apresentar o Jornal Nacional no esquema de rodízio.
A jornalista estreia já no próximo sábado no Jornal Nacional, de acordo com a colunista Patrícia Kogut, do O Globo. Maju assumirá a bancada nas escalas de fim de semana, nas folgas de Renata Vasconcellos.
Com o propósito de promover a língua portuguesa e a cultura brasileira entre as famílias multiculturais que vivem no exterior, a empreendedora brasileira Vanessa Pfeil, que mora na Alemanha há 10 anos, criou a “Livros For Kids“, a maior distribuidora de livros em português brasileiro em toda Ásia, Europa e EstadosUnidos. A empresa vende clássicos da literatura infantil.
Durante uma vinda ao Brasil, Vanessa comprou 200 livros infantis para os filhos. Após publicar em uma rede social alguns exemplares usados para venda e doação, recebeu diversas mensagens de pedidos, a ponto de ter o perfil bloqueado. A iniciativa teve muito sucesso e isso deu origem a Livros For Kids, que tem um grande acervo de clássicos infantis, um vasto material para alfabetização em português e muita informação sobre a cultura brasileira para crianças e jovens, de 0 a 17 anos.
Além do site, a empresa possui pontos de vendas fixos nos EUA e em todos os países da Europa e Ásia, resultado do crescimento em dois anos.
“Nosso objetivo é ser um canal de difusão e promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira, promovendo o Brasil de forma positiva para os estrangeiros. Oferecemos livros em português, com preços acessíveis, para que o maior número de famílias possa deixar o português como língua de herança para os seus filhos”, explica Vanessa.
Formada em administração, Vanessa afirma que o grande diferencial da Livros For Kids é ter valor do frete menor em relação às empresas que enviam livros em português para fora do Brasil. Isso porque a distribuidora tem representantes exclusivos nos países onde tem pontos de venda, tornando o frete local.
Nascida e criada na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, a empreendedora foi aluna do primeiro pré-vestibular comunitário da região. Seu projeto não só valoriza a educação e a cultura brasileira no exterior, como tem grandes responsabilidade com sua origem. Vanessa destina 10% de tudo que é vendido a três projetos sociais que envolvem educação no Brasil e na África: o FARO Maré: projeto de alfabetização de adultos; o pré-vestibular comunitário, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM); e o Instituto DORCAS, de alfabetização de mulheres adultas no Senegal, África.
A empreendedora social, Raquel Motta, não imaginou que um “meme” mudaria tanto sua vida e faria dela uma celebridade nacional. Conhecida como “Musa dos 3 reais“, após participar do Programa “É de Casa”, em março de 2018, a chama foi acesa novamente após uma brincadeira exibida pelo fantástico, em janeiro deste ano. Raquel mostrava como fazer uma carteira sustentável que tinha o custo do material de apenas R$ 3, e a apresentadora Ana Furtado se surpreendeu com o fato do por udo custar tão pouco.
Com a grande repercussão, o número de seguidores de Raquel cresceu, de 60 foi para mais de 200 mil em uma semana, entre anônimos e famosos, como a própria Ana Furtado e o Padre Fábio de Melo, que enviou um vídeo, ao Programa É de Casa, em homenagem à Raquel. Agora, a artesã espera que a fama inesperada seja revertida para as ações realizadas pelo Instituto Musiva, organização que coordena em parceria com o empreendedor Valmir Vale.
“Temos muitas empreendedoras precisando dar o pontapé inicial para conquistarem independência financeira e temos capacidade, logística e técnica, para multiplicar nossas ações, de estímulo ao empreendedorismo e a economia criativa, mas para isso estamos em busca de mais parcerias com empresas privadas”, conta Raquel, e ressalta ainda que várias marcas utilizaram os “3REAIS” como estratégia de marketing para se aproximar do público, nas últimas semanas, como Fini, MC Donald’s e 99Táxi, entre várias outras, usando como base a brincadeira.
Como as marcas pegaram carona no meme, ela mesma decidiu mudar o nome de suas redes para “Raquel Motta 3REAIS” e também vai aproveitar o marketing da brincadeira como estratégia de comunicação da loja online, que será lançada em março, após o Carnaval, e terá produtos a partir R$ 3, feitos pelas artesãs dos projetos realizados pelo Instituto Musiva. “É uma oportunidade de mostrar que é possível oferecer produtos sustentáveis de qualidade e também com preços acessíveis e de divulgar e agregar muito mais valor ao trabalho criativo e feito à mão.
O Instituto Musiva, criado por Valmir e Raquel, nascidos e criados em Vigário Geral, se uniram com o compromisso de promover a transformação na vida das pessoas. O instituto surgiu com o propósito de promover o impacto socioambiental, em territórios populares, através da educação e da cultura, e de estimular a economia criativa e o empreendedorismo para enfrentamento da pobreza extrema. Desde que foi fundado, em 2010, mais de 2 mil participantes já foram beneficiados no Complexo do Alemão, Rocinha, Deodoro, Cascadura, Ramos, Morro do Estado, Vigário Geral, entre outras favelas e periferias ao redor do Rio de Janeiro.
Com estreia prevista para março, o programa O Aprendiz do empresário Roberto Justus, volta à Band com um formato diferente. Ao invés dos tradicionais aspirantes a mega empresários, dessa vez o programa será composto por influenciadores digitais.
Nana Rude, PC Siqueira são alguns dos nomes da nova edição do programa e a comunidade negra está muito bem representada pela Youtuber Xan Ravelli. Mãe preta e feminista, ela comanda o canal do Youtube Soul Vaidosa, desde 2013 e é uma das influenciadoras negras mais queridas da Internet. Xan usa as suas redes sociais para mostrar não só o glamour de influenciadora, mas os perrengues que mulheres sofrem para conciliar trabalho, casamento e maternidade.
Quem quiser fortalecer a torcida da única negra do programa, pode segui-la nas redes sociais e esperar até março para se encantar por ela.
Érico Bras e Rafael Zulu - Foto: Reprodução Instagram
E a repercussão da festa de 50 anos da editora da Vogue, Donata Meirelles fez muitos artistas negros se posicionarem não só sobre o evento, mas sobre o racismo nada velado que o Brasil vive na atualidade. Isso é importante para provocar a reflexão de que esse episódio em Salvador, não foi um evento isolado.
“Esse país é racista para C*%ˆ*#!!. É preciso ser muito preto para saber como nosso país é racista”, disse o ator Rafael Zulu em seu Instagram. Revoltado e com razão ele continua: “A gente trabalha para sair desse lugar, mas as pessoas insistem diariamente em colocar a gente no lugar de escravos. Da mesma maneira que vocês querem que a gente volte para senzala, a gente quer tacar fogo nessa senzala, a gente não vai se calar. Vocês deixaram a gente estudar e ter posicionamento, a gente não vai ficar calado”, finalizou Zulu.
Belo posicionamento do Zulu, deveria ser uma inspiração para @PretaGil e seu pai Gilberto Gil, bem como Caetano Veloso e outros artistas q adoram se posicionar políticamente e ao mesmo tempo lucram c/a história da escravidão e o sofrimento do povo. pic.twitter.com/SKXpR4oTT3
“Eu sou do candomblé, eu sou homem preto, eu sei o que é racismo”, disse o ator e ativista Érico Bras ao falar sobre apropriação. “Nós precisamos educar as nossas crianças para valorizar o que é nosso, para gente não ficar dependendo de gente que acha que é dono desde outrora da nossa cultura. E aí entra apropriação cultura, intelectual e religiosa”.
Muitos cobraram um posicionamento do ator Lázaro Ramos, que tem uma biografia anti-racista que fala por si só. Ele disse eu seu perfil no Instagram estar cansado de explicar o óbvio, assim como muitos de nós envolvidos nesse labirinto sem saída, chamado racismo brasileiro.
Foto: Reprodução Instagram
E é assim mesmo. Nossa intelectualidade tem que fazer esse rodízio, porque ficar na linha de frente o tempo todo é um desastre para nossa saúde mental. Quem bom que tenhamos mais gente falando, sejam famosos ou não.
Finalmente uma providência foi tomada a cerca dos diversos “episódios” de racismo e intolerância religiosa por parte de alguns participantes do Big Brother Brasil 2019. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro (Degradi) abriu inquérito para apurar as declarações racistas feitas por Paula von Sperling e Maycon Santos na casa do BBB.
Recentemente, comentamos sobre a falta de posicionamento da Rede Globo, em especial, da direção do programa, que aparenta não se importar com as injurias praticadas pelos “brothers”. Deles, não devemos esperar nada, mas não é por isso que deixaremos de contestar e lutar pelos nossos.
Na última semana ocorreram algumas situações com Paula e Maycon. Desde a sister ter dito que tem medo de religião de matriz africana e também da “Oxum” de Rodrigo França, a Maycon ter visto “assombração” em um momento de afeto entre Rodrigo e Gabi, que são amigos e estavam ouvindo a música “Identidade”, de Jorge Aragão. Um momento lindo e de perfeita conexão entre ambos.
Maycon é tão podre e racista que se acha no direito de ser intolerante religioso com Rodrigo e Gabi só pq eles estavam curtindo músicas no fim na festa que exaltam a cultura afro brasileira #BBB19pic.twitter.com/raLDzHC7aL
Nossa existência, nossa troca, nosso afeto, tudo isso incomoda tanto o branco. Eles sempre usam várias desculpas para serem racistas e desrespeitar, inclusive, nossa fé. “Ah, porque Deus é maior”, disse Paula. Como se o que cultuássemos fosse o que? Nossos deuses, sejam eles Orixás, Nkisses, Voduns, estão abaixo do “deus todo poderoso” dos brancos? Nunca estiveram. São divindades e únicas!
Sempre fomos rebaixados, desde a época da escravidão. Mas foi-se o tempo de “tolerar”. Devemos continuar lutando, contestando, tal como fizeram nossos ancestrais que aqui nesta terra foram escravizados. Admiro a paciência de Gabriela e Rodrigo, eu não desgastaria meu emocional e não perderia tempo com pessoas como Paula, Hariany, Maycon, Diego, todos racistas!
Em nota, a Degradi afirma que irá apurar o ocorrido, que está analisando as declarações. As investigações estão sob sigilo. Vamos aguardar a continuidade disso e espero que os racistas sejam punidos.
E as manifestações nas redes sociais conseguiram fazer com que o terceiro e último dia das comemorações dos 50 anos de Donata Meirelles, diretora de estilo da Vogue Brasil, tivesse uma mudança da programação, em Salvador.
Conforme noticiei aqui, neste domingo, 10, seria realizado um brunch com show do cantor Gilberto Gil no Terreiro de Gantois, no mesmo dia do aniversário da Mãe Menininha do Gantois.
Na noite de ontem, Preta Gil e Ivete Sangalo fizeram show de aniversário da Donata no Restaurante Amado. Entre uma música e outra, Ivete fez uma declaração sobre pensar no outro, e que estaria lá por amar Donata. Nas redes, pessoas se manifestaram achando o posicionamento da Ivete meio vago.
“Mesmo que a gente fique um tempo sem se encontrar, eu sei que você é uma pessoa boa, carinhosa. Eu disse que viria cantar para você e eu vim, porque é nessas coisas que eu acredito, na verdade das coisas que a gente faz. Mas quero dizer também, que o que estou fazendo aqui hoje é pensando no outro. Embora tudo pareça muito difícil é preciso pensar no outro, precisamos recapitular e pensar no outro e compreender a atenção do outro. E por isso que eu estou aqui com a Preta Gil”. Confira abaixo:
A escritora e ativista Djamila Ribeiro usou seu Instagram para se posicionar sobre a festa de aniversário de 50 anos, de Donata Mereilles, diretora de estilo da versão brasileira da revista Vogue, que entre outras coisas, usou mulheres negras vestidas de mucamas como parte da decoração e enfureceu a comunidade negra.
“Essa festa tratou pessoas negras de maneira muito desrespeitosa, remetendo a uma herança colonial. O que me incomoda em tudo isso é a conivência. As pessoas que lá estavam agem como se nada tivesse acontecido”, disse Djamila.
“Se a gente chega num lugar desse, onde meus antepassados foram torturados, e as pessoas insistem em romantizar isso como se fosse algo banal e a gente não fala nada, a gente está compactuando, não tem desculpas. Eu prezo pena honestidade intelectual. Eu sou ativista e tenho uma história e chamar vou compactuar com uma coisa dessas”, completou.
A filósofa não isentou os convidados da responsabilidade do carácter ofensivo da festa. “Além da dona da festa, eu acho que as pessoas que estavam lá também devem ser responsabilizadas, sobretudo as que se dizem anti-racista. Passou da hora da branquitude pensar e se repensar. Não dá para compor com o pacto narcísico da branquitude. É muito violento. O que aconteceu não foi meramente uma festa. É o reforço de uma estrutura colonial. Então pessoas que se dizem aliadas, não podem de forma alguma, compactuar com uma violência como essa. É inadmissível”, contesta Ribeiro.
“Eu já saí de lugares onde vi essas coisas acontecerem. Já fui boicotada porque eu não negocio a minha humanidade e dos meus. As vezes não conseguimos financiamentos para nossos projetos porque não compactuamos com uma série de coisas. Não podemos vender nossa militância em troca de migalhas. Passou a hora de pessoas negras pararem de usar nossa militância para compactuar com coisas escusas que a gente não acredita”, finalizou a escritora.
Usar mulheres negras “vestidas de baianas” como parte da decoração de aniversário é errado em muitos sentidos. Conversando com uma amiga baiana, sobre a festa de 50 anos da Donata Meirelles, Diretora da Vogue, em Salvador, evento que repercutiu negativamente na redes sociais, ela me falou como esse tipo de festa temática reforça o estereótipo folclórico da mulher baiana como uma pessoa que nasceu para servir pessoas brancas. Essa negra não faz parte da festa, o papel dela é bem definido para servir e decorar o ambiente.
Nas Redes Sociais, muitos compararam as vestimentas das recepcionistas negras, ao que as mucamas vestiam para agradaram o olhar das suas donas brancas. Para servir a elite colonizadoras, os panos e alegorias eram diferentes e realmente similares ao usados na festa da esposa do Nizan Guanes.
E como se isso não bastasse, a festa de três dias se encerra no tombado Terreiro do Gantois, uma dos mais tradicionais da Bahia, com um brunch ao som do cantor Gilberto Gil, de acordo com o site Alô Alô Bahia.
Nossa história, nossas mulheres e ancestralidade são fonte de entretimento para pessoas que não contratam pessoas negras e não convidam pessoas negras para festa ( eu não vi negros em nenhuma foto como convidados, se foram, são a minoria, porém para servir e adornar a maioria).
Pedido de desculpas da dona da festa
Marina Morena uma das participantes da festa, ao ver seu Instagram repleto de críticas, fechou os comentários e postou uma foto dela com a Mãe Menininha do Gantois, sem dizem que ela mesmo se definiu negra, como se isso desse validação para uma festa que é a perfeita imagem de como o racismo estrutural funciona no Brasil.
Para proporcionar uma melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento com essas tecnologias nos permite processar dados como comportamento da navegação ou IDs exclusivos neste site. O não consentimento ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinados recursos e funções.
Funcional
Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o objetivo legítimo de permitir o uso de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou usuário, ou para o único objetivo de realizar a transmissão de uma comunicação por uma rede de comunicações eletrônicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Estatísticas
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes.O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins de estatísticas anônimas. Sem uma intimação, conformidade voluntária do seu provedor de serviços de internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou coletadas apenas com esse objetivo geralmente não podem ser usadas para identificar você.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário, para criar perfis de usuário para enviar publicidade, ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites com objetivos de marketing semelhantes.