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Tragédia no Vidigal: A devoção de Roberta Rodrigues e Jonathan Azevedo para ajudar as vítimas

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Os atores Jonathan de Azevedo e Roberta Rodrigos (Foto: Reprodução Instagram)

Não podemos culpar a natureza pelas tragédias que têm tomado nosso país nos primeiros meses de 2019. O descaso das autoridades já faz parte do DNA do Brasil e em casos como a tempestade com estragos dignos de um tufão, que acometeram a cidade do Rio de Janeiro nessa semana, coube as vítimas desabrigadas serem seus próprios heróis no meu do caos anunciado.

Os atores globais Jonathan de Azevedo e a atriz Roberta Rodrigues têm se dedicado de corpo, alma e sobretudo força e paciência para chamaram a atenção da opinião pública e autoridades para a situação dos moradores do Morro do Vidigal, que está sujeito a qualquer momento, ter sua situação piorada por conta das pedras imensas da região que a qualquer momento podem rolar e fazer mais estragos.

Ambos  têm sido um exemplo de obstinação e solidariedade, usando suas redes sociais para mostrar com exclusividade um lado da tragédia que só quem, como eles, cresceu na região ( Jonathan ainda mora lá), consegue humanizar a tragédia porque eles conhecem a maioria das pessoas desabrigadas que sofrem com a carência de um lugar para dormir, de alimentos e água potável.

https://www.instagram.com/p/BtpAkAFBbZk/

Por meio do Instagram, os artistas postaram imagens da catástrofe e do desamparo das ruas do morro. Casas destruídas, crianças andando sem rumo e baixa presença das autoridades.

“O Vidigal está em estado de calamidade pública, mas nenhum veículo de comunicação tem mostrado'”, protestou Roberta em sua conta do Instagram. Confira o empenho da atriz:

https://www.instagram.com/p/BtoZ0ubFL6O/

Os moto-taxis do Vidigal estão levando as doações até as famílias necessitadas. Quem é de fora da cidade e quiser ajudar, poderá fazer doações em dinheiro.  Confira os dados abaixo.

Doações em espécie na conta Banco Itaú 
Poupança 
Agência: 0563
Conta poupança: 31608-2/500
Fabio Luiz de Sousa Ribeiro
CPF 103679017-73 

 

 

 

Coletivo Preto se apresenta com dois espetáculos na Caixa Cultural Rio de Janeiro

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Foto: Julio Ricardo

Os espetáculos “Lívia” e “Boquinha… E assim surgiu o mundo“, do Coletivo Preto, ficam em cartaz até o dia 17 de fevereiro, de sexta a domingo, às 19h, e domingo às 18h, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. Após as apresentações de sábado (dias 9 e 16), o grupo irá promover um bate-papo com o público.

“Lívia” tem texto do autor angolano Licínio Januário e colaboração da atriz Sol Menezzes. A peça retrata a história do casal Lívia e Felipe, do início ao fim de suas vidas, mostrando uma reflexão sobre como os relacionamentos podem modificar e (re)definir a nossa vida, com direção de Drayson Menezzes e Orlando Caldeira.

Foto: Amanda França

Apresentada como o retrato poético da trajetória de uma mulher, tão simples e incrível quanto qualquer outra, “Lívia” é interpretada pelos próprios autores. Primeiro espetáculo autoral do Coletivo Preto, a montagem estreou em maio de 2017, no Rio de Janeiro, e teve duas temporadas na capital carioca, além de uma no Teatro Parlapatões, em São Paulo, pela qual Sol Menezzes foi indicada a atriz revelação e Gabriel Prieto a melhor iluminação pelo critico Miguel Archanjo.

Já Boquinha, monólogo escrito por Lázaro Ramos, e dirigido pelo próprio Lázaro Ramos e Suzana Nascimento, terá duas apresentações aos domingos, dias 10 e 17 de fevereiro, às 16h. Com atuação de Orlando Caldeira, o espetáculo conta a história do surgimento do mundo inspirado em mitologias e lendas de diferentes culturas.

Foto: Julio Ricardo

Esse é o terceiro espetáculo de Lázaro dedicado ao público infantil e estreou em 2016, no Rio de Janeiro, e foi vencedor nas categorias Melhor Ator e Preparação Corporal no Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil, além de outras quatro indicações nas categorias melhor espetáculo, melhor texto, trabalho de formas animadas e melhor cenário.

A Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro. Para mais informações, ligue: (21) 3980-3815.

Visando valorizar a literatura afro-brasileira e da diáspora africana, coletivo cria financiamento para dar vida ao Clube Pretaria BlackBooks

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Formado por Empegadores Negros em 2015 e com o arrecadar fundos para a criação de uma plataforma on-line por meio de uma campanha de financiamento, o grupo editorial Pretória visa criar o primeiro cartão de assinatura do Brasil. racial e superação do racismo através da formação antirracista, o  Clube Pretaria BlackBooks .

O grupo pretende valorizar ainda mais a literatura afro-brasileira e da diáspora africana através do incentivo a leitura e a capacitação nas regras das relações étnicas-raciais com foco na superação do racismo e da etião em razão de raça / cor / etnia / religião / gênero ou origem.

Segundo as criadoras, como principais motivações para o desenvolvimento do projeto são:

  • Difundir uma literatura voltada para promover a raça racial e a superação do racismo;
  • Divulgar e fortalecer as editoras e autorias negras no mercado editorial brasileiro;
  • Estimular o leitor para uma formação social livre de preconceitos;
  • Plataforma de divulgação de trabalhos que promovem uma educação antirracista.

Clique aqui para colaborar com a campanha. Assista o vídeo promocional abaixo.

Crianças da África do Sul ganham ajuda de mochila que gera luz própria para estudarem à noite

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Os empreendedores Reabetswe Ngwane e Thato Kgatlhanye decidiram desenvolver uma solução para comunidades africanas que não tem acesso a energia elétrica. Através Rethaka, empresa delas, criaram a Repurpose Schoolbags, uma mochila escolar que, além de acomodar livros e cadernos, também ajuda as crianças a ler e a voltar para casa durante a noite.

A empresa recicla sacolas de plástico e transforma em mochilas escolares movidas a energia solar. As mochilas possuem painéis solares que são carregados durante o período que as crianças estão na escola e, quando o sol se põe, já estão completamente cheios, fornecendo luz para ler, fazer a lição, ou voltar para casa com segurança.

Thato Kgatlhanye teve a ideia e foi premiada com o Prêmio Anzhisha, que premia jovens da África que desenvolveram e implementaram soluções inovadoras para desafios sociais ou iniciaram empresas bem-sucedidas em suas comunidades.

Ao lado de seu parceiro comercial, Ngwane, os negócios não estão apenas iluminando o caminho dos alunos, mas gerando empregos para a comunidade na província do noroeste da África do Sul. Atualmente, a empresa conta com oito funcionários responsáveis por todo o processo desde a coleta, lavagem e classificação das mochilas, até a costura final e entrega das Repurpose Schoolbags.

Saiba mais:

https://www.youtube.com/watch?v=99KHYzQaWhI

Obama na Bahia? Nizan Guanaes quer trazer ex-presidente para palestrar para comunidade negra

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Foto: Alô Alô Bahia/ Instagram

O publicitário Nizan Guanaes quer trazer o ex-presidente norte-americano Barack Obama para Salvador. De acordo com o site Alô Bahia, o objetivo seria uma palestra de Obama para comunidade negra da capital baiana, uma ótima ideia tendo em vista que em 2017, em São Paulo, Barack palestrou para uma plateia majoritariamente branca que comprou ingressos de 7 mil reais para vê-lo.

O evento estaria em fase de finalização e local e data correm em segredo por conta da segurança, mas devem ser divulgados em breve.

 

 

 

Suéter BlackFace: Gucci remove peça de coleção e pede desculpas

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Quantas pessoas estão envolvidas no processo de lançamento de um produto da famosa e cobiçada marca Gucci? Isso é o que muitos têm questionado por conta do fato que profissionais da grife italiana aprovaram um suéter balaclava (que cobre o rosto), que para comunidade negra já soou errado e racista de forma imediata nos EUA, onde se comemora o Mês da História Negra. A peça é preta e na abertura para lábios, tem um tom vermelho parecido com um batom. Olhando uma pessoa branca usando, parece uma máscara blackface.

A marca correu para pedir desculpas, após remover em poucas horas, o suéter da loja online e física. E é o mesmo blablabla de sempre:

“Nós estamos seriamente comprometidos em aumentar a diversidade dentro da nossa empresa e transformar esse incidente em um poderoso momento de aprendizado para o time da Gucci”, disse a marca em um comunicado feito pelo Twitter.

˜Esse é o seu rei? F**** Gucci” , protestou o ator Marque Rachardson,  de Cara Gente Branca,  em sua conta no Instagram.

https://www.instagram.com/p/Btlx_kdlM7F/

 

Iza faz parceria com a M.A.C para lançar sua linha de batons

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Foto: Reprodução Instagram

Enquanto a geral achou que a cantora-diva Iza estava em Nova York gravando música nova, ela estava mesmo fazendo negócios.

Assim como Taís Araújo, parceira da Quem Disse Berenice,  a cantora fechou parceria com uma grande marca de cosmético para criar uma linha de batons assinada por ela. A M.A.C uma das mais badaladas marcas de maquiagem do planeta, é a empresa parceira da musa pesadona.

Vai ter nudes para pretas? Vai ter vermelhão? Sem data para lançamento, só nos resta aguardar.

 

 

 

Mundo Negro | Mídia Kit 2019

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Em curta temporada, Sulivã Bispo aborda intolerância religiosa e genocídio do povo preto no espetáculo Kaiala

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Foto: Diney Araújo

Com ingressos a preços acessíveis e quatro apresentações marcadas nos dias 9, 10, e 17 de fevereiro, às 17h e no dia 16, às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, o espetáculo Kaiala marca sua volta após dois anos de estreia e aborda intolerância religiosa e genocídio do povo preto.

Na tradição bantu, (candomblé da nação Angola), Kaiala tem as águas como seu domínio, é a geradora de todas as espécies, inclusive da raça humana. Kaiala é uma menina de 10 anos que é brutalmente assassinada por evangélicos que queriam o fim do terreiro ao qual a criança fazia parte. A direção é de Thiago Romero, com coreografia de Nildinha Fonseca e direção musical assinada por Sanara Rocha e Luciano Salvador Bahia.

Segundo Sulivã, também conhecido por interpretar a personagem “Mainha”, na web série “Na Rédea Curta”, Kaiala é um dos trabalhos mais queridos de sua carreira. “Não só porque é um trabalho que fala sobre a minha essência, a minha história, o candomblé, que é minha religião. Mas é um trabalho que conta também um pouco da minha vivência e fala da resistência, né?”

Ele, que foi indicado na categoria de melhor ator do prêmio Braskem de teatro pela atuação em Kaiala, vê o espetáculo como um grito de resistência, de dor, mas que também traz um riso e a força ancestral do povo de santo.

É sempre um espetáculo que denuncia, né? Toda vez que fazemos esse espetáculo, parece que aumentam os casos de intolerância religiosa contra o povo do terreiro, então, acho que é necessário. Fazê-lo nesse momento, no verão, enquanto a cidade está cheia de festas, ensaios de verão, mas ao mesmo tempo, os casos de intolerância religiosa continuam a aumentar. É muito importante também porque quem tá de fora vê a cidade com outro olhar, porque às vezes acham que não existe racismo, como se aqui fosse tudo multicultural, o que na verdade não é”.

Vale ressaltar que desde 2011 o Disque 100, número do governo que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias de violações de direitos humanos, passou a contabilizar os casos de intolerância religiosa. Ao longo dos anos, a taxa de crescimento aos casos de intolerância é altíssima. No primeiro ano foram 15 casos, em 2012 foram 109, 201 em 2013 e em 2014 chegou a 149. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2018, foram 1.729 casos registrados.

Recentemente, em Salvador, o Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare (Casa do Mensageiro), de Barra do Pojuca, na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, do babalorixá Rychelmy Imbiriba, foi alvo de invasão por assaltantes, que além de afrontar as vítimas com palavras de cunho desrespeitoso, levaram diversos itens.

Foto: Diney Araújo

O ator finaliza falando sobre a importância de trazer Kaiala neste momento. “A religião preta é muito massacrada, tudo que vem da gente é muito pisoteado. Então fazer esse espetáculo agora, com três personagens diferentes, contando a história do meu povo, falando de Kaiala, da divindade, das grandes águas, mares, rios, oceanos, é muito importante pra nós do candomblé. Tanto pela importância de Kaiala na tradição bantu, na tradição angola, quanto nas questões litúrgicas, sagradas”.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridos através do Sympla ou na bilheteria do local.

Uneafro oferece duas mil vagas para cursos gratuitos preparatórios para vestibulares, enem e concursos

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A Uneafro já atendeu mais de 15 mil estudantes em 10 anos de atuação. Centenas deles chegaram à Universidade, passaram em concursos ou alcançaram novas oportunidades de trabalho e renda. Este ano, a Rede de Cursinhos Comunitários da Uneafro atenderá 32 comunidades nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro oferecendo cursos gratuitos preparatórios para vestibulares, enem e concursos.

Os cursos são destinados a jovens e adultos da comunidade negra e moradores de periferias como um todo. As aulas acontecem em espaços comunitários, com professores bem preparados e comprometidos com causas sociais. O serviço é totalmente gratuito.

Em nota, a Uneafro afirma: “Nos bairros, periferias, favelas e quebradas de todo Brasil, nossa juventude precisa estudar, se alfabetizar, fazer faculdade, arrumar um emprego, ajudar sua família e evitar da violência da polícia; Desempregados precisam se requalificar; Mulheres precisam de apoio para se livrar da violência, gerar sua própria renda e alcançar independência; Lgtbtq+ precisam ser acolhidos e apoiados na sua luta pela vida e por direitos. É do chão de perto de casa que virá as mudanças que o Brasil precisa“.

Para ser ser professor voluntário ou ajudar de outras maneiras. Acesse: https://goo.gl/zmS8tH. Para doar recursos: https://goo.gl/brHTyo.

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