Home Blog Page 1049

Evento de empoderamento e estética negra, com foco na cultura LGBTQIA+, acontece online em março

0
Imagem: Divulgação

Economia criativa, cuidados e imunização contra doenças, moda urbana e planejamento financeiros estão entre os temas dos debates e oficinas da edição deste ano do Festival Bixanagô – Empoderamento e Estética Negra, que acontece nos dias 21, 25, 26 e 27 de março, totalmente online.

O festival tem como objetivo estimular as potencialidades da cultura LGBTQIA+ com estética urbana e do universo periférico, ampliando o debate sobre questões acerca das identidades étnico racial, de gênero e interseccionalidade. A curadoria dos debates foi realizada pelo diretor geral e idealizador do evento Marcelo Morais e pela artista Micaela Cyrino e as oficinas também por Marcelo.

“Para a construção das oficinas tivemos o trabalho de observar quais eram as necessidades do cotidiano das BixaNagôs, como por exemplo, pensar em sua alimentação, ou em arranjos produtivos que consigam gerar alguma fonte de renda. Assim também foi feito com as rodas de conversa, onde tivemos o cuidado de pensar questões que interferem diretamente no cotidiano como a criminalização da cultura periférica, sustentabilidade econômica e espaços para pensar na prevenção combinada de ISTs”, conta o idealizador do festival e curador das atividades. 

“Para dar conta de uma programação tão diversa, estamos contando com diversos parceiros e parceiras com atuação profissional em diversas áreas e ativistas de movimentos sociais”, acrescenta Marcelo.

Os debates vão contar com a participação de convidados. Os temas das roda de conversa são: “Bixa cadê meu dinheiro: Sustentabilidade econômica e economia criativa nas artes”,  com Guilherme Calixto; “Criminalização da cultura e das identidades periféricas”, com Jaqueline Santos, Juliana Bragança e Maitê Freita; “Das margens, ao centro do debate: Direitos, Políticas Públicas e Pop LGBTQIA+”, com Felipa Brunelli, Midiã Noelle e Thiago Amparo; “Pega ou não pega: ISTs, transmissão e prevenção”, com Beto de Jesus; e “Prevenção combinada – novas tecnologias para o controle da AIDS”, com Dr. Alvaro Costa, Lorangeles Thomas e Emer Conatus e Raul Nunnes do projeto Preto Positivo.

Já os temas das oficinas são “Planejamento Financeiro”, com Gabriela Chaves da plataforma NOFRONT; “Meu Corpo Meu Templo: cuidados e imunização pela boca”, com Isis Appes da Menina Brasileira ecogastronomia; “Produção Musical e Processo criativo”, mentoria com Badsista; e  “Um close é um close: moda urbana e identidade BixaNagô”, com curadoria de Vicenta Perrota e  estilista Dil Vaskes. As pessoas interessadas em participar das oficinas devem se inscrever online até o dia 12 de março.

INSCRIÇÕES PARA OFICINAS:

Tema:“Planejamento Financeiro”, com Gabriela Chaves da plataforma NOFRONT

O objetivo da oficina de planejamento financeiro é conduzir os participantes na construção de um planejamento econômico de curto, médio e longo prazo, a partir da metodologia desenvolvida pela NoFront que articula cultura e economia.

Quando: 25 e 26 de março, quinta e sexta-feira, das 15h às 17h.

Inscrições aqui.

Tema: “Meu Corpo Meu Templo: cuidados e imunização pela boca”, com Isis Appes da Menina Brasileira ecogastronomia

Nesta oficina, dividida em duas partes, a culinarista Isis Appes compartilha algumas reflexões sobre o auto cuidado e imunização pela boca, como forma de prevenção e cuidado. A conversa acontece com interação dos participantes e depois Isis prepara receitas simples e acessíveis para o dia a dia, que inspirem a criatividade se beneficiando da enorme variedade do universo vegetal. 

Quando:  26 e 27 de março, sexta e sábado, das  15 às 18h.

Inscrições aqui.

Tema:  “Produção Musical e Processo criativo”, mentoria com Badsista

Como posso começar meu processo criativo? Acendo um incenso? Dou uma volta no bairro? Ouço uma música? Nessa mentoria a produtora musical e DJ Badsista vai mostrar técnicas e instrumentos de como estabelecer seu processo criativo e construir hits que todas vão querer se descabelar na boate pós pandemia

Quando: 25, 26 e 27 de março, quinta, sexta e sábado, das 15 às 17h.

Inscrições aqui.

Tema: “Um close é um close: moda urbana e identidade BixaNagô, com Vicenta Perrota e Dil Vaskes

BixaNagô é uma identidade, uma forma de se colocar no mundo, uma forma de ler o mundo. Essa oficina vai trazer metodologias práticas de como construir looks, ornar acessórios e dar aquela repaginada nas blusinhas que estão no fundo do guarda roupas e deixar você aquela BixaNagô babadeira.

Quando: 21 e 25 de março, domingo e quinta-feira, das 15 às 18h.

Inscrições aqui.

Drake apresenta a segunda parte de “Scary Hours”

0
Foto: Reprodução

Na última quinta-feira o rapper Drake animou os fãs ao anunciar a segunda parte do EP “Scary Hours”, 3 anos depois o EP que contava apenas com duas faixas “God’s Plan” e “Diplomatic Immunity” ganhou mais 3 faixas.

O “Scary Hours II” conta com participações especiais de Lil baby e Rick Ross.E teve mais de 200mil visualizações nas primeiras horas de lançamento. O projeto “Scary Hours” agora conta com 5 faixas no total.

O tão esperado álbum do artista “Certified Lover Boy” precisou ser cancelado devido a problemas de saúde. Drake ficou um tempo em uma clínica de reabilitação, e também precisou realizar uma cirpurgia no joelho.

A faixa “What´s Next” ganhou um registro audiovisual, com direção de Theo Skudra, que foi gravado em Toronto (CA). O vídeo, que ficou disponível nos primeiros minutos desta sexta-feira, já foi visto mais de um milhão de vezes. Assista aqui

No final de 2019 foi anunciado que o cantor se consagrou como o artista mais ouvido da década. Segundo os dados do Spotify, que se baseou nos mais de 248 milhões de ouvintes no mundo inteiro, Drake ganhou o título pelos 28 bilhões de streams. 

Em 2021 Drake se tornou o primeiro artista da história a atingir o marco de 50 bilhões de streams somente no Spotify

Aberta inscrições para curso gratuito de marketing cultural e empreendedorismo negro

0
Getty imagens

A produtora Vital irá oferecer um minicurso, voltado para a comunidade negra, sobre marketing cultural e afroempreendedorismo, com a proposta de construir saberes, necessidades e soluções da comunidade negra, com métodos e fundamentos profissionais para os segmentos de cultura e empreendedorismo na região.

O Minicurso ministrado por eles, vai propor  para os alunos os processos da cadeia econômica cultural e gerar visibilidade às discussões que abrangem vários temas sociais, um deles são o saber do Marketing como ferramenta de inclusão no setor cultural de grandes produções, empreendedorismo cultural, black money, autoestima profissional, entre outros tópicos.

O minicurso será aplicado pelas ministrantes consultoras: Talita Peixoto, CEO do Clubinho Preto, Daniele Valentim, mestre das ciências das artes e da Comunicação e Line Vital, publicitária e produtora executiva da Vital Marketing Cultural. A grade curricular é composta por conteúdos intensivos de Marketing, produção, estratégia negra, empreendedorismo e black money. 

Em formato online e contando com o incentivo da Lei Aldir Blanc. As inscrições podem ser feitas até esta sexta-feira (5), através do link https://docs.google.com/forms/d/1jfASM8JEQ6-dzq8YVjFT4RhGQKxIZmt_zlyXkmcAp1A/viewform?edit_requested=true e será ministrado do dia 8/03 ao dia 24, às 21h.

                                                                                            
Cada tema-aula terá três dias de aulas virtuais com até 3hr/dia, divididas em três semanas (cada tema-aula por semana)

Vanda Ferreira, griot de gerações de ativistas, recebe medalha Chiquinha Gonzaga na câmara do Rio

0

Nesta quarta-feira (3) a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, com todos votos favoráveis e apenas uma abstenção, a entrega da Medalha Chiquinha Gonzaga, maior honraria da Casa, para Vanda Ferreira, personalidade de referência nos movimentos negros do Brasil.

Vanda Maria de Souza Ferreira, que é mais conhecida pelo apelido de Vandinha, tem mais de 50 anos de atuação em movimentos sociais e gestão de políticas públicas. Nos anos 80, próxima de Brizola e Abdias do Nascimento, foi diretora de cultura do Instituto de Pesquisas e Estudos da Língua e Cultura Yorubá (Ipelcy) e coordenadora do emblemático projeto Zumbi dos Palmares, da Secretaria Municipal de Educação do Rio, pioneiro na adequação do ensino para história e cultura afro-brasileira nas escolas.

Além disso, teve vários anos de atuação no sistema prisional, onde trabalhou como diretora geral da Divisão de Educação e Cultura do Sistema Penal da Secretaria Estadual de Justiça do Rio, e teve passagens, também, pela Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, em substituição de Abdias, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e Secretaria Municipal de Cultura.

Griot de gerações de ativistas e intelectuais negros, é considerada por muitos uma das matriarcas do movimento, responsável por abrir caminhos e consolidar espaços de promoção da igualdade racial.

A homenagem com a Medalha Chiquinha Gonzaga, em reconhecimento de sua trajetória, foi apresentada na forma de um projeto de lei pela vereadora Thais Ferreira (PSOL).

Nollywood – O cinema Nigeriano

0
Foto: Reproduçao/Nollywood

O cinema nigeriano, Nollywood, é uma referência de narrativas cinematográficas, em alguns “streamings” eles têm ganhado cada vez mais espaço.

E o mais interessante ao pesquisar sobre o cinema nigeriano, constatei que ele teve/tem investimento do governo nigeriano desde os anos 70, após a independência do país. A Nigéria é um dos países mais ricos do continente africano, é um território muito rico em petróleo. Além do destaque que vem tendo no cinema, a Nollywood, que incrivelmente está muito associado ao “boom” que nos anos 1970 o petróleo teve.

O governo passou a investir no cinema com a intenção de propagar sua política e promover uma descolonização da mente nigeriana após a independência que aconteceu em 1960. A Nigéria foi colonia britânica até 1960. Assim, esses filmes passaram a fazer sucesso no país, embora com viés mais comercial, a presença da cultura e arte foi importante para seu triunfo, se destacando como uma das indústrias cinematográficas mais significantes do mundo, arrecadando por ano cerca de 300 milhões de dólares.

Então resolvi indicar 5 filmes nigerianos que eu já vi e amo, e acredito ser bacana para conhecer um pouco da cultura nigeriana.

FILME 1 – A ESTRADA NUNCA PERCORRIDA de 2015
É a história de um casal a Victória e o Izu, que estão recém separados e precisam fazer uma viagem juntos. É interessante porque indiretamente e de forma natural cita a anemia falciforme, que é uma doença predominantemente na população negra, e aqui no Brasil é pouco falado. Mas enfim, ao longo da viagem eles vão tendo uma lavagem de roupa suja, que olha, se eu falar mais eu vou dar spoiler, então vejam.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=dop5Ujm7H8g

FILME 2 – CINQUENTONAS de 2015
É a história de 4 mulheres negras bem sucedidas que estão chegando nos 50 anos, o filme vai discutir tantos assuntos como afetividade, sexualidade, carreira, padrões sociais, econômicos. Mulheres com problemas e dilemas de mulheres casadas e traídas, separadas, solteiras, num filme bem divertido, mas muito reflexivo. E eu fiquei chocada que Cinquentonas é uma série também, e tem 2 temporadas.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=65AUN3b2umA

FILME 3 – NA BATIDA DE LARA de 2018
É a história de duas irmãs: Lara e Dara, que são riquíssimas, mas sofrem um
golpe e perdem tudo, tudo mesmo. Dara, é cineasta e a irmã caçula, e sai em busca
de tentar solucionar o problema, enquanto Lara, a blogueira, resolve investir em sua
carreira musical, ela canta muito bem. E a mensagem do filme é sobre o poder de
união das mulheres. são 2 horas de filme que vale a pena.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=2lEje7vEgtA

FILME 4 – O CASAMENTO DE NICOLE de 2016
É uma comédia dramática, sobre Victor, um cara que não aceita sua origem pobre e que está noivo de Nicole, a filha de um ricasso nigeriano. Victor tem por missão bancar um casamento milionário, mas não tem um tustão, e vive por inventar mentiras. Eu achei esse filme pesado, muito machista, mas por um lado levanta muitas questões sociais que ainda tem de ser superadas: o machismo e o capitalismo impostos nos países africanos. Mas também nos possibilita conhecer mais da cultura nigeriana.

Trailer indisponível

FILME 5 – SIN CITY de 2019 Um casal, Phil e Julia, viajam para curtir uns dias juntos, vão para um hotel onde recebem uma proposta diferenciada para casais. Em uma das noites o casal aceita essa proposta e vivem uma noite inesquecível, e que quando você pensa que o filme vai acabar, e que a mensagem do filme é sobre um casamento saudável mesmo com aventuras, tudo muda e a trama te segura até o final, e se eu falar mais vou dar spoiler.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=4aoYcXSr0_A

Bom, essas são minhas indicações, se você já assistiu algum filme NOLLYOWDIANO me indica aí, e se você ver algum desses, bora papear.

Escrito por Jéssica Machado -Cientista Social e professora

OkMestre lança projeto que reúne MC’s e dará visibilidade a artistas independentes de São Paulo

0

Com o apoio da Secretaria de Cultura do município de São Paulo através da Lei Aldir Blanc, OkMestre lançou nesta quarta-feira (3), o projeto FADA que dará visibilidade a cinco Mc ‘s do cenário do Rap nacional. O evento terá lives streaming semanais até o dia 31 de março, através do facebook da OkMestre direto do estúdio da Live Factory.

O ano de 2020 começou turbulento e vimos uma das piores crises globais acontecendo diante de nossos olhos. Com casas de shows e centros culturais fechados por conta da pandemia de Covid-19, o setor artístico independente vem sofrendo grandes perdas financeiras e sem sombra de dúvidas, é umas das categorias mais afetadas com o avanço do novo coronavírus.

Considerando um cenário que já não era animador, por conta do baixo investimento na cultura dentro das favelas, a falta das redes de apoio e oportunidades a categoria de trabalhadores do setor artístico se viu em situação comprometedora para garantir comida para si.

Dados do Mapa da Desigualdade de 2019 apontam que as regiões periféricas da cidade de São Paulo contam com menos centros culturais, casas e espaços de cultura, museus, cinemas, salas de shows e concertos, acervos de livros adultos e infanto-juvenis do que regiões centrais e bairros ricos. A desigualdade chega a ser 265 vezes maior em alguns casos.

Ninguém mais do que a periferia está sofrendo com a Pandemia, não existe isolamento”, como bem disse o rapper Emicida, “o distanciamento social sempre existiu e agora ainda é necessário isolamento físico“.

A ideia do projeto Fomentando o Alimento da Alma (Fada) é de levar uma mensagem de esperança aos menos favorecidos, além de viabilizar a manutenção financeira dos envolvidos, fomentar e fortalecer o cenário independente do Movimento Cultural HIP-HOP de São Paulo, durante a execução do programa cada artista irá gravar uma faixa  exclusiva para o projeto. As músicas de trabalho foram gravadas  no estúdio Base Mc Beat, com direção artística da OkMestre, além de todo suporte  para licenciamento e distribuição nas plataformas digitais para que eles possam lucrar. O resultado desse trabalho que foi produzido pelo FADA será apresentado ao público em uma série de live com estrutura de sonorização e streaming profissional.

Segundo o Diretor Artístico do projeto do projeto, Rodrigo Rocha de Souza, conhecido na cena do Rap como Vinão Alobrasil, a ideia do projeto surgiu  da vontade de ajudar essa galera independente que não tem o conhecimento específico dentro da área cultural, que tem o desejo de apresentar o seu trabalho para outras pessoas e não sabe como chegar e nem como fazer. Os artistas selecionados para participar dessa primeira edição do projeto FADA são: os rappers Arcanjo Ras, Lua Rodrigues, Cesar Selva,Flor MC e Vinão Alobrasil.

  PROGRAMAÇÃO DAS LIVES

03/03 (Quarta) – Vinão Alobrasil  é considerado aquele mano que é “correria milianos”! Ele é multiartista e atua em diversas áreas do Movimento Cultural HIP-HOP. Vinão é bacharel em Assistência Social pela Universidade Uninove São Paulo e não abandona a luta de base, denunciando as injustiças sociais e fomentando o alimento da alma através da sua arte. 

10/03 (Quarta) – Lua Rodrigues é Militante, Mestra de Cerimônia, tem a militância no sangue, Neta de Benedito Rodrigues Ex-combatente da Guerra Civil (Revolucionário Constitucionalista 1932) e Benedita Maria Rodrigues da Família de músicos do grande Mestre Lazinho de Sorocaba – SP, pais de Vera Helena Rodrigues de Souza (Mãe de Lua), “Naruna Uchôa” como é conhecida a artista plástica, também militante e engajada totalmente a Movimentos de Luta e situações de vulnerabilidade social.

17/03 (Quarta) – Cesar Selva Ficou conhecido por trazer um estilo único de fazer rimas, inspirado por MC’s da época dos anos 80. Desde 1993 vem exercendo sua trilha no HIP-HOP RAP Nacional e está trabalhando seu primeiro CD. Influenciado pela velha escola do RAP, César Selva está fazendo história na cena independente fazendo a Nova Escola se renovar. 

24/03 (Quarta) – Flor MC A cuiabana hoje fortalece o rap em São Paulo como MC e comunicadora. Quando Flor partiu do cerrado para descobrir o país, talvez não imaginasse que o ‘rolê’ que gostava de fazer com os amigos se tornasse seu ganha pão.  Hoje, em São Paulo, ela se revela no rap, gênero musical e movimento social que fortalece como MC e comunicadora. Em entrevista para o LIVRE, a jovem contou essa história começou e como ganha a vida, além de falar de suas impressões da cena cuiabana e sobre ser mulher em um duelo de rimas. 

31/03 (Quarta) – Arcanjo Ras Diretamente do Ipiranga – SP, Robinson Rocha de Souza, mais conhecido como Arcanjo Ras, deu início a seus trabalhos na música em meados de 1997.  Começou como DJ, e logo 

descobriu seu talento vocal, fez parte de vários grupos vocais da grande SP, O cantor já foi integrante do Coral Erudito de São Paulo e do Coralusp (Coral da USP). Atualmente, estuda Canto Lírico com o conceituado Barítono Eduardo Paniza e também faz parte do Coral do Hospital Sírio Libânes. 

Serviço:

Projeto FOMENTANDO O ALIMENTO DA ALMA

Data: 03 a 31 de março

Horário: 21:00 hora

Local: online pelo facebook da OkMestre

Amazon Prime Video divulga trailer eletrizante de “Sem Remorso” protagonizado por Michael B. Jordan

0

Amazon Prime Video revelou o primeiro trailer de Sem Remorso, a adaptação do livro de Tom Clancy protagonizado por Michael B. Jordan. A prévia mostra um soldado da marinha entrando em uma perigosa jornada de vingança após o assassinato de sua esposa.

O longa segue um soldado da marinha (Jordan) que descobre uma conspiração internacional enquanto buscava justiça pela morte de sua esposa grávida nas mãos de uma equipe militar russa. Sua jornada de vingança cria uma união com uma colega da marinha (Jodie Turner-Smith) e um agente misterioso da CIA (Jamie Bell), em um plano que ameaça um novo conflito entre os EUA e a Rússia.

O personagem de Jordan faz parte do mundo da espionagem criado por Tom Clancy e já apareceu em 17 romances do autor.

Stefano Sollima (“Sicário: Dia do Soldado”) é o diretor da adaptação, com roteiro de Taylor Sheridan (“Sicario”). Além de atuar, Jordan também produz o filme junto a Akiva Goldsman, Josh Appelbaum e Andre Nemec.

O filme será lançado no Prime Video dia 30 de abril.

Confira o trailer:

“Super Sema”: Lupita Nyong’o e YouTube vão lançar uma minissérie infantil de super-heróis Africanos

0
Imagem/Divulgação

A atriz ganhadora do Oscar, Lupita Nyong’o, está fazendo parceria com a mídia de Nairóbi e a startup de tecnologia “Kukua” para apoiar a franquia ‘Super Sema’, um novo programa infantil e familiar do YouTube Originals.

Super Sema marca a primeira série animada de super-heróis infantis do Continente Africano e vai estrear os primeiros oito episódios em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Os 12 episódios restantes serão lançados ao longo de março e abril.

Alimentado pelos superpoderes STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), Super Sema segue as aventuras da extraordinária jovem africana, Sema, que vive na comunidade futurista neo-africana de Dunia.

Além de ser a produtora executiva de Super Sema, Lupita atua como acionista da Kukua, a startup fundada em 2015 por Lucrezia Bisignani. Além disso, ela dará voz a um personagem da série.

“Compartilho o objetivo de Kukua de capacitar as crianças por meio de histórias inspiradoras que apresentam personagens nos quais as crianças se vêem refletidas. Estou muito feliz por fazer parte desta equipe talentosa e liderada por mulheres de criadores decididos ”, disse a atriz.

Cynthia Erivo dará vida à Fada Azul em live action de Pinóquio

0
Imagem: divulgação

Depois de uma Cinderela, Sininho e Ariel negras, os racistas terão mais um motivo de choro: De acordo com a Variety Magazine, a atriz e cantora Cynthia Erivo foi escalada para viver a personagem Fada Azul no longa metragem que conta com outros atores confirmados como Tom Hanks e Luke Evans. Na trama, a Fada Azul é quem transforma o boneco em um menino de madeira. A produção dos estúdios Disney começará a ser filmado no Reino Unido ainda esse mês, e será lançado diretamente na plataforma de streaming oficial da empresa, o Disney Plus, mas ainda não há uma data definida para isso.

O orçamento do filme está estimado em cerca de 150 milhões de dólares. Apesar de Cynthia ser a única pessoa negra confirmada no elenco até agora, na internet houve quem não gostou muito do anúncio, sob a justificativa que a Fada Azul é originalmente branca e de olhos azuis. Em contrapartida, também houveram aqueles que comemoraram a novidade e justificaram que o papel deveria ir para quem tivesse talento para interpreta-lo, independentemente das características físicas.

Jornalista transforma dissertação em livro sobre religiões afro-brasileiras e escolas de samba

0

O livro é uma narrativa sobre duas manifestações que sempre dialogaram: religiões afro-brasileiras e escolas de samba, segundo a jornalista e autora, Claudia Alexandre. A obra sugere um “olhar desfragmentado” sobre a presença das tradições de matrizes africanas em expressões culturais, que ajudaram a construir o que chamamos de identidade nacional. Vemos que, ao longo do tempo, o que era uma forma de perceber o mundo foi sofrendo rupturas provocadas por interpretações e ações hegemônicas. O que inclui o assombro da indústria cultural e as violências da intolerância religiosa. De qualquer forma, religar esses universos, tensionando o ambiente acadêmico e revisitando acervos das experiências negro- -africanas em diáspora, também nos revela novos caminhos para (re) escrever a História do Brasil a partir da história dos sambas e das escolas de samba.

 A autora, “devidamente” autorizada, adentrou a encruzilhada da Vai-Vai, um território negro paulistano onde reinam Exu, o orixá mensageiro, e Ogum, o guerreiro. Lá, encontrou um terreiro que as telas das televisões não são capazes de registrar. O carnaval negro não pode ser concebido sem os cultos ancestrais, porque há uma ardidura que os mantém em uma potente ligação. 

A Escola de Samba Vai-Vai foi fundada em 1930 por um grupo de negros e, apesar das transformações inerentes ao tempo, ainda mantém um sistema religioso que ultrapassa os limites do sagrado-profano, em total conexão com os valores ancestrais. Nesse terreiro nada está separado: é o pavilhão preto e branco, com seus ramos de café e a coroa de rei; é o surdo de primeira, a divindade que dá o ritmo na avenida; mas é também o toque para os orixás, as procissões que embalam as ruas do bairro; são os altares para os santos das macumbas; é o pai de santo e é o quarto de Exu e Ogum. A africanidade se compõe para continuar desafiando as narrativas que insistem em colocar samba de um lado e orixás de outro. 

Orixás no terreiro sagrado do samba – Exu e Ogum no Candomblé da Vai-Vai também evoca a ancestralidade para mostrar como outras linguagens e outras expressões foram reinventadas em redes de pensares, saberes, fazeres e negociações, que driblaram todas as tentativas cruéis de se fazer esquecer um passado ou para eliminar sujeitos de sua própria história.

O terreiro sagrado da Vai-Vai é lugar de reverenciar nomes de gente que reza e continua sambando entre os seus. É o encontro constante do passado com o presente, na trajetória de Pé Rachado, Geraldo Filme, Chiclé, Dona Nenê, Dona Marcinha, que ainda estão ali em todos os altares que são acesos por Fernando Penteado, Osvaldinho da Cuíca, Thobias da Vai-Vai e Sandrinha, que cuidam do quarto de Exu e Ogum. 

O que eu encontrei na escola de samba Vai-Vai foi uma tradição que revive a matriz africana e surpreende porque está ali na encruzilhada de Exu, não apenas dando sentido identitário à comunidade, mas político e de resistência também. Os símbolos do Candomblé, envolvidos na rotina da festa, o calendário religioso, embalados pelos sambas formam um verdadeiro terreiro sagrado do samba em plena São Paulo”, disse Claudia Alexandre. 

Sobre a Obra 

O livro é fruto da dissertação de mestrado em Ciência da Religião (puc-sp/2017) da jornalista e pesquisadora Claudia Alexandre. A autora, que tem vivências e trânsitos nos universos das religiões de matrizes africanas e nos sambas, apresenta, a partir de seu trabalho acadêmico, uma investigação sobre as origens das manifestações afro-brasileiras, desde os primeiros batuques, onde as práticas dos povos negros se confundiam entre o profano e o sagrado, até as passarelas do samba, onde destaca a experiência da comunidade negra que ocupou o famoso bairro do Bexiga, em São Paulo, e deu origem à Escola de Samba Vai-Vai. É nesse terreiro de samba que ela vai encontrar uma complexa relação entre os sambistas e os cultos do Candomblé. A Vai-Vai mantém um sistema religioso próprio, que possibilita em seu espaço de festa o culto aos orixás patronos da comunidade: Exu e Ogum.

A autora explica: “Acho importante destacar que encontrei uma religiosidade na escola de samba Vai-Vai para além do resultado estético do espetáculo apresentado nos desfiles carnavalescos, algo que não se vê na tela da televisão. O olhar fragmentado, reproduzido pelos meios de comunicação será incapaz de revelar o que sustenta a devoção daqueles sambistas no momento máximo da festa. Com certeza, ali a paixão transcende o componente e a escola de samba na passarela parece se transformar em um templo religioso”. É exatamente o que nos traz Edmilson de Almeida Pereira: “no decorrer dos desfiles das grandes agremiações, quando os meios de comunicação captam, em plano geral, a massa de anônimos e, em close, os personagens famosos do mundo do espetáculo, estão de fato captando uma fração do carnaval”. 

error: Content is protected !!