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Lázaro Ramos estreia como apresentador na TV Cultura

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Foto: reprodução

O ator e diretor Lazaro Ramos se torna a partir do próximo dia 22 apresentador na Tv Cultura. O ator não assinou contrato com a TV Cultura, mas estará a frente de um projeto da emissora chamado “Trip Transformadores” uma série que será lançada no dia 22 de maio.

Lázaro Ramos volta à TV Cultura após 17 anos da sua última participação na emissora, como ator em “Contos da Meia-Noite”, dessa vez, Lázaro estreia como apresentador.

Sobre “Trip Transformadores”:

“As coisas só estarão boas de verdade quando estiverem boas para todo mundo” com esse mantra o projeto pretende causar reflexão e compreensão na sociedade sobre as mudanças ocorrentes no mundo.

‘Trip Transformadores’ nasceu em 2007, e todos os anos o projeto faz tributo a brasileiros das mais distintas origens, idades, estratos sociais e campos de atuação. Eles são lembrados por seu trabalho, ideias e iniciativas que ajudam a promover o avanço do senso de coletivo e a diminuir o sofrimento do outro.

Serão cinco episódios (sendo um por semana) e terão exibição aos sábados às 22 horas. Nos episódios algumas personalidades serão homenageadas e atores convidados farão participação especial.

Confira a programação:

22 de maio (22h): Homenageado – líder indígena pensador e escritor Ailton Krenak, que conversa com o cineasta Fernando Meirelles. Interpretação: ator Jesuíta Barbosa;

Homenageada 2 – criadora do projeto Vida Corrida, no Capão Redondo, zona sul de SP, Neide Santos. Ela conversa com a atriz Barbara Paz; interpretação: atriz Maeve Jinking

29 de maio: Homenageado 1 – youtuber e influencer Felipe Netto, que conversa com o historiador Leandro Karnal; interpretação: ator Bruno Gagliasso;

Homenageado 2 – empreendedor social e fundador do projeto Gerando Falcões Edu Lyra conversa com o ator Silvero Pereira; interpretação: atriz Maeve Jinkings

5 de junho: Homenageado 1 – ativista social e líder do projeto Central Única das Favelas (Cufa) Celso Athayde conversa com o cantor Leo Jaime; interpretação: ator Marcelo Mello Jr

Homenageada 2 – presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) Luiza Batista conversa com o estilista Dudu Bertholini; Interpretação: atriz Taís Araújo

12 de junho: Homenageado 1 – o físico e engenheiro Ricardo Galvão, que vai conversar com o ator Caio Blat; interpretação: ator Bruno Gagliasso;

Homenageada 2 – a biomédica e pesquisadora Jaqueline Goes de Jesus, que falará com a cantora Fernanda Abreu; interpretação: atriz Taís Araújo;

19 de junho: Homenageado 1 – Rodrigo Pipponzi, empresário e um dos fundadores da MOL, a maior editora de impacto social do mundo; ele vai conversar com o rapper Dexter. Interpretação: ator Jesuíta Barbosa;

Homenageado 2 – O rapper e ativista Emicida; ele conversa com o estilista Ronaldo Fraga; interpretação: ator Marcelo Mello Jr

Informações: UOL

Beam Me Up Scotty: Nicki Minaj relança mixtape com faixas inéditas

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Imagem: Wonderland

Desde o lançamento do álbum Queen, em 2018, os fãs de Nicki estavam um pouco carentes de um lançamento da rapper. Mas essa carência foi em partes suprida essa madrugada, quando a artista disponibilizou pela primeira vez sua mixtape ”Beam Me Up Scotty” nas plataformas de streaming, e com direito a algumas faixas novinhas.

Seeing Green com Drake e Lil Wayne, Crocodile Teeth (Remix), e Fractions formam o trio de peso que vêm para somar na discografia da rapper. Para o relançamento da Mixtape, Nicki fez uma live no Instagram que beirou um milhão de visualizadores. A artista, aproveitou o momento e mandou um shade para ”rappers com música no Tik Tok”.

E pra quem está com medo de Nicki sumir outra vez, saiba que ela anunciou um documentário e um novo álbum durante a live no Instagram. O relançamento de Beam Me Up Scotty, marca o 12º aniversário da mixtape. E você, já deu seu stream?

Super Choque na África e os negros em situação de diáspora

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Imagem: Reprodução

Super Choque” fez muito sucesso no Brasil, com uma narrativa focada no herói adolescente negro que combate vilões, mas também precisa lidar com racismo, violência policial e as mudanças típicas desse estágio da vida. O personagem, junto ao Lanterna Verde John Stewart de “Liga da Justiça” foi importante para que as crianças e adolescentes negros se enxergassem nos desenhos da TV brasileira. 

Um dos episódios mais emblemáticos é a ida de Virgil Hawkins (a identidade do herói) e família para o continente africano, mais especificamente em Acra, capital de Gana. Lá chegando encontram o super herói local, Anansi, inspirado no mito da aranha que teceu uma rede até o céu para pegar as histórias de Nyame, o Deus do céu e trazer à Terra. 

9 melhores episódios de Super Choque
Super Choque e Anansi em Gana

O episódio é cheio de referências à cultura africana, com o pai de Virgil sendo intermediador entre os filhos e a história da África. A irmã mais velha, Sharon, faz menções ao Império Ashanti (estendia-se da Gana central para o Togo dos dias atuais e Costa do Marfim). 

A parte mais marcante é quando o herói liga para seu amigo, Rick, nos Estados Unidos e explica como se sente diferente e pertencendo ao lugar. “Na América eu sou um garoto negro, aqui eu sou só um garoto”, diz. Como todos nós, Virgil é fruto da diáspora africana (imigração forçada dos povos africanos para suprir os colonizadores com mão de obra escrava). Como consequência, ainda que nascido em solo norte americano, é tratado como estrangeiro em razão da cor de sua pele. 

Ele diz que nunca se sentiu assim e que deve ser a maneira que seu amigo branco se sente o tempo todo, deixando claro a sensação de não pertencimento em seu país de origem. O criador do personagem, Dwayne Mcduffie sempre quis que sua criação não tivesse apenas a cor como símbolo de representatividade, mas também sua interação com o ambiente que o cerca. Sendo um garoto negro no subúrbio, Virgil passa por situações que vão sempre lembrá-lo que as pessoas o enxergam como um recorte intruso naquele lugar. Em Gana ele é apenas um homem, sem necessidade de racialização nos moldes das pessoas brancas. 

O futuro promissor do Super Choque
As versões do Super Choque (Imagem: Geek Guia)

Esse episódio evoca um sentimento ancestral: a necessidade de pertencer a um grupo, a uma tribo. Estamos nessa busca quando escolhemos nossos amigos, nossa faculdade, os lugares que passeamos, sempre na esperança de nos encaixarmos.  

Filhos de pessoas arrancadas de sua terra, não somos bem recebidos ou bem tratados por mais esforço que façamos, muito embora ajudemos a construir nações e moldar a cultura. Super Choque volta com a visão ampliada de si mesmo, entendendo a origem das cicatrizes da diáspora. 

São vinte minutos que valem à pena ver. 

“Judas e o Messias Negro finalmente chega ao Brasil por diversas plataformas digitais

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Judas e o Messias Negro” acaba de chegar às plataformas digitais no Brasil. O longa dirigido por Shaka King foi indicado a Melhor Filme, Melhor Roteiro Original Melhor Fotografia e fez bonito ao vencer nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante, com Daniel Kaluuya, e Canção Original, por Fight For You“, interpretada pela cantora H.E.R. 

O filme acompanha a ascensão e queda de Fred Hampton, ativista dos direitos dos negros e revolucionário líder do partido dos Panteras Negras. Hampton é interpretado de forma brilhante por Daniel Kaluuya que conseguiu emular a ótima oratória e carisma do ativista. O FBI, perseguindo o ativista, infiltra William O’Neal, (interpretado pelo também indicado a Melhor Ator Coadjuvante LaKeith Stanfield), com a promessa de perdão pelos delitos cometidos pelo golpista. Porém, O´Neal acaba sendo fisgado pela retórica e presença de Hampton, acabando por enfrentar conflitos internos que podem levá-lo para caminhos não planejados na missão.  

Crítica | Judas e o Messias Negro – O limite da militância em cinebiografia  eletrizante
Imagem: Divulgação

O envolvente filme de Shaka King levou Daniel Kaluuya ao topo das premiações da indústria norte americana de cinema e ele agradeceu de forma especial ao receber a estatueta dourada.  “Como somos abençoados por existir em um mundo que ele existiu (Fred Hampton). Obrigada por sua luz. Ele esteve na Terra por 21 anos, e em 21 anos ele achou uma forma de alimentar crianças, educá-las, dar assistência médica gratuita”, disse emocionado. Também direcionou parte de sua fala para o Partido dos Panteras Negras: “Eles me mostraram como me amar. Esse amor ultrapassou barreiras para a comunidade negra e outras comunidades. Eles nos mostraram o poder da união – que ao invés de dividir e conquistas, nos unimos e ascendemos. Obrigada por me mostrar a mim mesmo. Tem muito trabalho a ser feito, para todos aqui, pois não é o trabalho de um homem só”, afirmou ao ator. 

O filme já está disponível para compra nas plataformas Apple TV, Google PlayMicrosoft e Playstation, o que possibilita que o filme esteja para sempre em sua playlist. Para quem quiser apenas alugar ‘Judas e o Messias Negro’, poderá fazê-lo nas plataformas Apple TV, Google Play, Microsof, Playstation, Sky, Uol Play, VivoWatchBr e Claro, a partir do dia 3 de junho, o que garante acesso à produção pelo período de 48 horas, sem limite de plays. 

Jaden Smith está abrindo um restaurante onde moradores de rua poderão comer de graça

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Foto: Reprodução New Balance

Há dois anos, nos seu aniversário de 21 anos, Jaden Smith lançou o food truck I Love You para distribuir comida vegana gratuita aos desabrigados na área de Skid Row em Los Angeles (EUA).

Foto: Reprodução Instagram

Agora o ator-músico vai abrir o restaurante “I love you”.  “É para os sem-teto obterem comida de graça”, disse Smith à revista Variety.  E ele detalha: “Mas se você não é um sem-teto, não só tem que pagar, mas tem que pagar mais do que a comida vale para poder pagar pela pessoa atrás de você”.

Durante a pandemia além de comida de graça, o food truck ainda fornecia roupa, máscaras e álcool gel aos desabrigados.

O filho de Will e Jada também lidera o projeto Water Box que oferece água potável para pessoas carentes.   

Água em embalagem sustentável produzida por ator chega ao Brasil
Jaden e seu pai Will Smith – Foto: Divulgação

Com informações da revista Variety

Biografia: Ingrid Silva aposta na crença de que sonhos podem se tornar realidade

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Ingrid Silva para Vogue americana no clique de Brianna Capozzi

Biografias de mulheres negras são de uma potência imensa para quem carece de referências. Um dos nomes brasileiros mais conhecidos no exterior, a bailarina Ingrid Silva lançará seu livro de memórias onde brindará o público com momentos da sua vida pessoal, área em que ela é muito discreta.

Com previsão de lançamento para o mês de Julho, o livro “Ingrid Silva – A Sapatilha que mudou meu mundo” terá em suas páginas depoimentos da mãe da pequena Laura, de 5 meses, que irão emocionar e inspirar leitoras e leitores.

Ela contou para gente o que o público pode esperar sobre a biografia que ela escreveu durante a gravidez e após o nascimento da filha. “Vai ser um livro de memórias muito especial aonde as pessoas vão me conhecer no nível muito mais pessoal, vão conhecer ainda mais a minha história.  Tenho certeza de que muitos vão se identificar e que esse livro vai inspirar muita gente.  Estou muito feliz e que esse livro venha logo para que mais pessoas possam ter a força de realizar seus sonhos, que possam sonhar e que ele possa também trazer esperança para muitas pessoas”, disse a bailarina que foi uma das milhões de mães engravidaram durante a pandemia.

A carioca é hoje a Primeira Bailarina no Dance Theatre of Harlem, companhia que é reconhecida mundialmente por priorizar bailarinos negros em seu casting. Em 2019, Ingrid recebeu a primeira sapatilha no tom de sua pele, após iniciar um movimento sobre a necessidade de representatividade no figurino do ballet e entrou para história.

No mês de janeiro de 2021 a ativista se tornou-se a primeira brasileira e a primeira bailarina a palestrar na Harvard LEAD (Latina Empowerment and Development) Conference.

Google forma 1ª turma do GNI Startup Lab, programa de aceleração de startup jornalísticas no Brasil

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No dia 7 de maio, chegou ao fim a participação das dez startups da primeira edição do programa de aceleração de negócios jornalísticos da Google News Initiative (GNI) no Brasil. O projeto teve início em outubro de 2020, totalizando 20 semanas de imersão e contou com a participação de veículos de mídia comprometidos com um jornalismo de qualidade, como Agência BORI, Agência Tatu, Alma Preta, AzMina, Fervura, São Paulo para Crianças, Galápagos, Núcleo Jornalismo, MyNews e Ponte Jornalismo. Durante a última semana do projeto, nos dias 4 e 5 de maio, os veículos pariticipantes cumpriram a última etapa do programa, composta de um dia para demonstração de projetos de negócios para investidores e representantes de fundos de investimento.

Imagem: Google Initiative


A iniciativa abriu espaço para novas possibilidades no mercado nacional de comunicação, em um nicho pouco explorado por ações voltadas a impulsionar o empreendedorismo. A partir de conceitos já aplicados no Google for Startups , as empresas receberam recursos de até US﹩ 20.000 em financiamento, além de mentoria, treinamento e workshops sobre estratégia, produto, modelo de negócios, vendas e marketing, construção de comunidade e captação de recursos.
A ideia era que os empreendedores dessas startups pensassem no jornalismo como um produto, assim podendo potencializar as possibilidades de alcance de suas marcas. A pandemia do novo coronavírus afetou a indústria jornalística de maneira pesada, levando muitas empresas do setor a reduzir drasticamente despesas e pessoal. Uma das metas do GNI é manter o ecossistema de jornalismo em um patamar que não seja apenas o da sobrevivência, mas de sucesso, através de modelos de negócios e formatos narrativos inovadores. “O GNI Startup Lab incentivou os empreendedores a analisar suas empresas de outro ponto de vista, visando entender o potencial de suas ofertas atuais e descobrir como criar novas vias de receita para estabelecer, estrategicamente, modelos de negócios financeiramente mais sustentáveis, explicou Fabiana Zanni, coordenadora do GNI no Brasil.

Para que os gestores conseguissem repensar a oferta do jornalismo como um produto, foram desafiados a repensar metodologias e abordagens, encontrando maneiras sistemáticas para pensar o jornalismo por esse outro viés, usando estatégias de marketing como mapear a concorrência e a audiência para que se adaptem de maneira mais pragmática de acordo com o envolvimento com os consumidores. Tudo isso acompanhado por especialistas do Google em parceria com o Instituto de Estudo e Pesquisa (Insper) e a renomada escola de inovação, Echos .

Os veículos escolhidos tem como características o olhar da diversidade sobre a comunicação. São portais e agências que representam parcelas da população costumeiramente invisibilizadas por parte dos meios de comunicação tradicionais. Por exemplo, O AzMina, une comunicação, tecnologia e jornalismo para combater a desigualdade de gênero. O portal lidera campanhas de conscientização sobre desigualdade e violência e lançou, recentemente, o app PenhaS para combater a violência contra a mulher por meio da informação, criação de redes de apoio e produção de provas, enquanto que o Alma Preta e o Ponte Jornalismo são especializados, respectivamente, nos debates sobre conflitos raciais e na cobertura de pautas relacionadas aos Direitos Humanos.

Imagem: Google News Initiative

Essas iniciativas, muitas vezes chamada de “mídia alternativa”, tem tido cada vez mais importância para pautar os debates públicos, tendo como seus idealizadores, indivíduos que viveram na pele demandas marginalizadas.”A sociedade ganha uma pluralidade maior de vozes. Vale destacar que esse interesse em fomentar diversidade e inclusão nos programas que nós temos é padrão em todo a GNI. É uma das propostas centrais. Temos uma preocupação grande com esse tema e a atenção redobrada para não deixar de fora iniciativas que, historicamente, tenham menos oportunidades de alcançar seus públicos no ecossistema de notícias”, acrescentou Zanni.
Segundo dados do GNI, 50% dos veículos participantes do projeto foram fundados por mulheres e um terço por negros. Os representantes de são oriundos de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Paraná e Espírito Santo, englobando três regiões do país..
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A próxima edição do GNI será lançada na América Latina com foco em empreendedores hispanoamericanos.

Vereadora Benny Briolly deixa o país após receber ameaças

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Imagem: Rafael Lopes/Brasil de Fato

A vereadora Benny Briolly (PSOL) comunicou através de seu Twitter que deixou o Brasil após receber ameaças à sua integridade física. A vereadora negra e trans, foi a primeira trans eleita pelo Município de Niterói

Briolly já havia relatado ter sofrido por transfobia, racismo e tentativa de agressão física pelo vereador Douglas Gomes (PTC). No comunicado publicado na noite desta quarta-feira a equipe de comunicação relembrou o episódio: “No microfone, o referido vereador incitava seus eleitores a atacar a vereadora Benny. Sob xingamentos e ameaças, a parlamentar eleita precisou ser retirada da Câmara escoltada pela Guarda Municipal, que foi acionada por outros vereadores para assegurar sua integridade física”, explica a publicação. 

Benny Briolly, a primeira vereadora trans eleita em Niterói (RJ), toma posse na Câmara Municipal de Niterói — Foto: Clever Felix/Ldg News/Estadão Conteúdo
Imagem: Clever Felix/ Estadão Conteúdo

Em dezembro, após as eleições, vereadoras trans e negras receberam diversas ameaças, entre elas um e-mail que tinha o mesmo remetente que dizia: “Eu juro que vou comprar uma pistola 9mm no Morro do Engenho e uma passagem só de ida para Curitiba e vou te matar.” A mensagem foi encaminhada para Ana Lúcia Martins (PT), primeira mulher negra eleita para vereadora em Joinville (SC). As vereadoras trans Duda Salabert (PDT), de Belo Horizonte, e a própria Benny Briolly. 

Outra mensagem recebida por Briolly dizia que desejava que “a metralhadora de Ronnie Lessa a atingisse”. A nota divulgada deixa claro que a vereadora não abriu mão do mandato: “Para assegurar sua vida, o PSOL precisou tomar uma medida drástica de tirar Benny do país. O que é absurdo e incompatível com o Estado democrático. Benny segue acompanhando as sessões plenárias da Câmara Municipal de Niterói, que por conta da Pandemia estão sendo virtuais”. 

Gil Nogueira assina com marca de iogurte e se torna “Gil da Vigor”

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Imagem: Reprodução/Twitter

O ex-participante do BBB  e economista, que ficou conhecido como Gil do Vigor, acaba de formar uma nova parceria com a marca de iogurte Vigor.

De acordo com a empresa, Gil passa a ser garoto-propaganda da marca, e também terá participação nas campanhas, decisões estratégias e publicações da Vigor nas redes sociais em parceria com a SunsetDDB, a agência de publicidade da empresa. 

Após a saída do participante a marca vem sendo cobrada pelo público para que a parceria aconteça, muitos internautas pediram para que a Vigor trouxesse o ex-brother como seu garoto propagando, pedido que foi atendido por ela.

Os pedidos do público motivaram a empresa a criar uma pesquisa mais densa. No mês de abril, a Vigor identificou mais de 15.300 menções à marca associadas ao ex-BBB.

“Ele terá um impacto muito positivo para a imagem da marca. Será uma grande honra poder contar com o talento e o carisma dele para os trabalhos de cocriação de conteúdo para Vigor Grego”, disse, em nota, Pipo Calazans, CEO da SunsetDDB.

“Estou muito feliz com essa parceria. É um momento de muito vigor para mim e para a marca. Nossas ideias se comunicam e acreditamos na força do ser humano em ser vigoroso, em acreditar e perseverar em seus sonhos”, disse Gil, em nota à imprensa.

https://twitter.com/gilnogueiraofc/status/1392949409785257985

Para oficializar a parceria, Gil vai ajustar seu nome em sua “bio” do Instagram para “Gil da Vigor”. De acordo com a empresa, em um primeiro momento, Gil vai desenvolver mensagens de conteúdo para a linha Vigor Grego. As peças publicitárias vão mostrar o economista consumindo produtos da linha, com o tema “Esse momento é meu, Brasil”, em uma associação ao seu bordão “Ai, Brasiiiil”.

Fonte: Exame

13 de Maio Nas Ruas: Manifestantes pedem o fim do Governo Bolsonaro e do genocídio da população negra

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Imagem: Coalizão Negra por Direitos

A Coalizão Negra por Direitos realiza, nesta quinta-feira, o ato “13 de maio de Lutas“, data que marca a assinatura da Lei Áurea, em 1888, e deu fim à escravatura no Brasil. Segundo a Coalizão, são 40 atos confirmados em todo o país, dois nos Estados Unidos e um na Inglaterra. Se espera a mobilização de aproximadamente 200 mil pessoas. Neste mês, no ano passado, a morte de duas pessoas pretas comoveram o país: a morte do menino João Pedro, de 14 anos, durante ação policial no Rio de Janeiro em 18/05 e a do norte-americano George Floyd (25/05), o que torna os atos ainda mais simbólicos.

Acre, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal E Rondôni estão entre os Estados que receberão os atos. O movimento também cobra as autoridades um auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, o direito da população negra à vacina contra o coronavírus e o fim do governo Bolsonaro. O lema dos atos é “Nem bala, nem fome, nem Covid. O povo negro quer viver!”.

O professor de história pela PUC-SP, fundador da Uneafro Brasil e integrante da Coalizão Negra por Direitos, Douglas Belchior, conhecido como Negro Belchior disse que a chacina no Jacarezinho foi o pontapé para os grandes atos de hoje.”Teve o estopim de Jacarezinho que mostra a face explicita do racismo, com a violencia,morte e o coturno.Não tem vacina, mas tem chacina. No Jacarezinho tem movimentos da Coalizão e a nossa reação foi imediata”, afirmou o professor e ativista político.

Ao contrário do que costuma ser dito pela internet, Belchior desmente a suposta passividade do povo preto em face do genocídio diário perpetrado contra a população negra. “A classe media brasileira é menos suscetivel à mortes pretas do que nos Estados Unidos. Há um silenciamento do Movimento Negro , porque a gente reage à todas as mortes locais. A população reage, queima ônibus, bloqueia avenida, mas como isso é passado na TV? Não somos passivos como querem vender que nós somos, mas a mídia,a branquitude são perversamente racistas e não repercutem nossos atos.Hoje é o maior ato já convocado pelo Movimento Negro no Brasil e não há repercussão”, afirma. 

Atos em São Paulo (Imagem: Coalizão Negra por Direitos)

A orientação das organizações que lideram os protestos é que os participantes usem máscaras, de preferência a PFF2, higienizar as mãos com álcool em gel constantemente, se manter em local ventilado e manter distanciamento social seguro.

Imagem: Coalizão Negra por Direitos

A Coalizão Negra por Direitos reúne 200 organizações, grupos e coletivos do movimento negro brasileiro para promover ações conjuntas de incidência política nacional e internacional. As entidades definem estratégias para intensificar o diálogo com o Congresso Nacional e com instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a pauta racial, além de fortalecer ações nos estados e municípios brasileiros nesse sentido.O

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