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Com depoimento aprovado na CPI da Pandemia, Dra Jurema Werneck será a próxima convidada do Roda-Viva

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Imagem: Google Reprodução

A médica e doutora em Comunicação, Jurema Werneck, será a próxima convidada do Roda Viva, nesta segunda-feira (17). Werneck  integra o Grupo Assessor da Sociedade Civil da ONU para Mulheres no Brasil, além do Conselho Diretor do Global Fund for Women e é autora do “Livro da Saúde das Mulheres Negras: Nossos Passos vêm de Longe”.

Por ser diretora -executiva da Anistia Internacional no Brasil e acompanhar de perto as tragédias que ocorrem no país, os temas que serão abordados no programa serão a chacina de Jacarezinho, o maior massacre na história do Rio de Janeiro, o quadro de desigualdade social no país, agravado pela pandemia, e o desmatamento na Amazônia, que vem batendo novos recordes.

A bancada do programa será informada em breve, contudo, já foi confirmada participação do cartunista Paulo Caruso, indo ao ar às 22h, na TV Cultura, redes sociais e site da emissora.

A médica que sempre se mostrou muito presenta no campo politico e direitos humanos no país, acaba de ter seu depoimento aprovado na CPI que investiga como o atual presidente e seu governo lidou com a pandemia do Corona Vírus.

Por Jurema Werneck ser a coordena o Movimento Alerta, que consolida dados sobre a pandemia no Brasil, seu depoimento foi aprovado e será ouvido pelo Senador Renan Calheiros, autor do requerimento. Fazem parte do Movimento Alerta a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Oxfam Brasil, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Anistia Internacional Brasil, a Arquidiocese de São Paulo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e diversas outras entidades.

As min(as): Agência focada em creators negros passa a atender marcas

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Dayane Oliveira e Letícia Sotero, criadoras da asmin(as) conteúdo digital.

Criada há um ano pelas publicitárias baianas Dayane Oliveira e Letícia Sotero, as min(as) marketing digital vai ampliar seu espectro de atuação. Além de trabalhar com um casting de criadores de conteúdo negros que inclui João Pimenta (@joaoseupimenta), Joanna Guerra (@joannaguerraoficial) e Natalia Cavalcante (@nc.make), passa a oferecer soluções para toda a cadeia digital de marcas e clientes, com consultoria, curadoria, assessoria comercial e planejamento, e também com branding, pesquisa e inteligência estratégica de comunicação. 

“Permanecemos com o marketing de influência e agora começamos também a atender as marcas, trabalhando sua presença online”, explica Dayane Oliveira. Segundo ela, a intenção é expandir horizontes de atuação para trazer serviços digitais mais completos a todos os clientes. 

A marca ganha um novo projeto de identidade visual, amplia o conceito e contará ainda com um espaço físico a partir do segundo semestre. Respondendo agora por asmin(as) conteúdo digital, a agência mantém o foco na representatividade, inclusão e interlocução entre marcas e influenciadores.

Com a expansão, as minas conteúdo digital já fecharam trabalhos com a multinacional Unilever, garantiram a conta da SEDA, e se consolidam como a agência de marketing de influência do norte, nordeste e centro-oeste da RAPPI. Para marcar a transição, uma nova história passa a ser contada nas redes sociais da empresa, com uma transformação do sistema visual. “Hoje somos uma agência que potencializa estratégias de comunicação através do digital. Esse reposicionamento será fundamental para a forma como queremos ser enxergados pelo mercado”, finaliza Letícia Sotero. 

‘Monstro’ é um drama metalinguístico sobre como acusados negros são vistos no tribunal

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Foto: reprodução/filme

Monstro” é adaptação do livro homônimo de Walter Dean Myers e conta a história de  Steve Harmon (Kelvin Harrison Jr.), um jovem negro de 17 anos aspirante a cineasta., preso ao ser implicado num caso de assalto que acabou com o assassinato do dono de uma loja. Agora ele precisa provar sua inocência. 

Filmes de drama de tribunal, por mais que se esprema a fórmula, sempre geram alguma tensão no espectador, e “Monstro” não é diferente. A escolha não linear de contar o que aconteceu pode quebrar o ritmo em alguns momentos, mas no geral é uma escolha inteligente ao incutir a dúvida no público se estamos acompanhando ou não a trajetória de um inocente ou de um culpado por assassinato. 

A narrativa vai e volta, misturando passado e presente, fazendo com que ao mesmo tempo que simpatizamos pelo personagem principal, fiquemos apreensivos pelo desfecho de seu julgamento. Ajuda na empatia a ótima atuação de Harrison Jr (já tinha mostrado seu talento no ótimo ‘Ao Cair da Noite’). O ator mostra um olhar angustiado, confuso e choroso, denotando verdade quanto a estar na pele de alguém que pode perder sua liberdade por um longo tempo. Apesar de jovem, Harrison prova que pode segurar um filme sozinho. 

Para além de um drama de tribunal, ‘Monstro’ é um exercício de metalinguagem do diretor Anthony Mandler. Sendo o protagonista um fã da narrativa do cinema, a obra brinca com as possibilidades de estar sendo criada uma história dentro da história e até onde a busca por uma boa narrativa e bons personagens levariam alguém a se envolvr com amizades duvidosas. Mandler dirigiu videoclipes de Rihanna e Beyoncé antes de estrear na direção de um longa e essa experiência como se vê aqui na montagem ágil das cenas no julgamento e na beleza da composição de muitas das tomadas, como quando Steve está com a namorada em cima de um prédio ao entardecer. Sobretudo, ‘Monstro’ é um filme bonito de se ver. 

Imagem: Reprodução

A narrativa em off poderia ser cortada em algumas cenas, já que explica exatamente o que estamos vendo em cena, mas esse artifício conduz o filme de forma competente se juntar todo o tempo de duração da película. Aliás, é através da narração do protagonista que temos as reflexões mais incisivas sobre como um réu negro é visto por juíz, júri acusação. Não uma pessoa, não um inocente por presunção, mas um monstro que merece ser encarcerado. 

As reflexões sobre o racismo estão lá, não explícitas pelo texto, mas na característica dos personagens e nas atitudes da polícia e do advogado de acusação (um caricato Paul Ben Victor). 

Jeffrey Wright  (‘Jogos Vorazes’) está bem como o pai preocupado com o filho, mas pouco tem a fazer. Quem tem mais tempo e se sai bem é Jennifer Ehle, conhecida pela série de 1995 ‘Orgulho e Preconceito‘. A atriz britânica é a advogada de defesa de Steve que nem parece indiferente ao acusado, mas também não entra na armadilha de parecer uma advogada completamente envolvida emocionalmente com o réu e sua família, tornando a atuação crível emcomparação com o que costumamos ver na vida real

“Monstro” é um filme bonito, que pede reflexão sobre como um homem preto que é acusado de um crime é visto antes mesmo da sentença e funciona melhor por causa do talento de Kelvin Harrison Jr.

O filme está disponível na Netflix.

Princesa Isabel e o mito da redentora que aboliu a escravidão no Brasil

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Em 13 DE MAIO DE 1888, terminava, oficialmente, a escravidão no Brasil. Assim, desse jeito e sem rodeios. Dia esse em que a bondosa Princesa Isabel — não deixe de notar aqui uma boa dosagem de ironia — deu fim ao tormento dos negros no Brasil, perpetrando a chamada Lei Áurea. O texto dizia:

“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade, o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrario.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém.
O Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.
Princeza Imperial Regente.”

É de se imaginar que tais palavras encham os olhos de quem lê, e, diante de tudo o que houve, construa-se a imagem da Princesa Imperial Regente como uma heroína para muitos. A abolição da escravatura foi um marco na História Brasileira e na vida dos negros no país, não há como negar. Porém, as coisas não foram como muitos imaginam, os resultados da falta de planejamento e interesse por parte de nossos governantes da época resultaram em mais de um século de dores e sofrimentos, que continuam ocorrendo.

Antes de falar sobre o que aconteceu com os negros após maio de 1888, é interessante pincelar um pouco sobre as condições que levaram à nossa história. As coisas começaram a se desenhar muito antes de 1888. Portanto, tomemos como ponto de partida o ano de 1845.

Em 9 de agosto de 1845, o Parlamento Inglês aprovou a chamada Slave Trade Suppression Act (em tradução livre: Lei de Supressão do Comércio de Escravos), proposta pelo Ministro das Relações Exteriores George Hamilton-Gordon, o Lorde Aberdeen. Tal ato parlamentar autorizava a Marinha Britânica a apreender todo e qualquer navio suspeito de transportar escravos no oceano atlântico.

Após a aprovação de tal, a vida dos escravagistas brasileiros não foi facilitada. Centenas de embarcações que faziam o tráfico de escravos para o Brasil foram apreendidas e destruídas, entre 1845 e 1850, fazendo com que tal prática se tornasse inviável, economicamente falando. Até mesmo por existirem dois fatores determinantes na situação: Portugal e Brasil possuíam relações diplomáticas estreitas e dependiam da Coroa Britânica para diversas finalidades, ao mesmo tempo em que a Marinha Inglesa era superior a qualquer outra no mundo.

Devido a tal pressão inglesa, a fim de demonstrar certa soberania de fachada, o Brasil aprovou sua primeira lei abolicionista.
Aprovada em 4 de setembro de 1850, a chamada Lei Eusébio de Queirós determinava a proibição da entrada de escravos africanos no país.

Em seu texto:

“Estabelece medidas para a repressão do trafico de africanos neste Império.”

Somada ao Slave Trade Suppression Act, a Lei Eusébio de Queiroz reduziu a zero, em menos de 3 anos, o número de escravos trazidos ao país, forçando uma reforma escravagista no modo de conseguir trabalhadores para o serviço escravo, fomentando assim o aumento do tráfico interno.

Paralelo a esses acontecimentos, a Europa vivia a segunda fase da conhecida Revolução Industrial que, junto a conflitos entre alguns países como Alemanha e Itália, fez crescer a emigração de trabalhadores para o Brasil.

É importante deixar claro que o Slave Trade Supression Act e todas as políticas abolicionistas futuras que pressionaram o Brasil à abolição da escravatura não tinham intenções humanitárias. Veja, não era por pena dos negros que a Inglaterra empurrava o mundo para a liberdade, o interesse era puramente econômico: Ao forçarem países mundo afora a libertarem seus escravos, a Inglaterra, enquanto uma das principais exportadoras de produtos do mundo, ganharia uma nova parcela de libertos com poder de compra para consumi-los, além de concentrar mão-de-obra em suas colônias.

Devido à soma de leis de proibição inglesa e brasileira, traficar escravos para o Brasil se tornou difícil, os escravagistas e donos de lavouras brasileiros tiveram que buscar novas formas de mão-de-obra. Foi neste momento que a grande chegada de imigrantes europeus serviu como um embrião de força de trabalho assalariado nas lavouras.

Embora não escravos e assalariados, muitos europeus sofreram uma espécie de semiescravidão no Brasil nesse período. Até o momento, o método de se cobrar produtividade era o desumano método escravagista. Então os italianos e alemães sofreram muito no trabalho em fazendas brasileiras, por isso alguns relatos de abuso e exploração da força de trabalho surgem em documentos histórico

Bom, seguindo na História, os grupos abolicionistas brasileiros ganharam um novo fôlego em conjunto às pressões inglesas para o fim da escravidão no Brasil, o que resultou nos passos seguintes do país rumo à abolição.

Ainda em 1850 e anos seguintes, leis abolicionistas eram propostas à Câmara Imperial Brasileira, mas não obtinham grande sucesso. Foi em setembro de 1871 que os abolicionistas deram um novo passo:

A chamada Lei do Ventre Livre determinava a alforria às crianças nascidas de mulheres escravizadas

A Lei do Ventre Livre, em seu texto, dizia:

“Declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daquelles filhos menores e sobre a libertação annaul de escravos…”

Embora parecesse um grande avanço determinar o fim gradual da escravidão no país, o decreto de 1871 ainda tinha um problema: o liberto permanecia sob posse do senhor, trabalhando até os 21 anos de idade. Ou seja, os jovens “libertos” ainda eram obrigados a trabalhar para os senhores em sua fase mais produtiva de vida, e, com isso, os senhores explorariam ao máximo esta mão-de-obra.

A Lei do Ventre Livre tinha caráter paliativo, mas animou os movimentos abolicionistas da época, incitando a luta pelo fim da escravidão por completo.

Em 1885, foi promulgada uma nova lei de caráter abolicionista, a Lei dos Sexagenários. Essa lei concedia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.

Percebe-se que, na prática, tal lei traria mais benefícios aos senhores de escravos do que aos velhos escravizados brasileiros. Dadas as condições de vida, eram raros os escravos que alcançariam a idade de liberdade, e os que chegariam lá seriam pouco produtivos. Ao permitir o “descarte” de tais, os senhores de escravos economizavam com alimentação e moradia para escravos pouco produtivos.

O Brasil caminhava forçadamente para a abolição da escravatura, tanto por pressões externas — principalmente inglesas —, quanto por pressões internas com protestos organizados por membros das cúpulas abolicionistas espalhadas pelo país e grupos de ex-escravizados fugitivos e libertos devido a alguma particularidade.
Mesmo com o pouco que havia se conquistado até o momento, manter a escravidão no Brasil estava se tornando cada vez mais difícil e caro. Aos poucos, os senhores preferiam contratar mão de obra assalariada europeia, fruto das grandes migrações, do que manter escravos em suas fazendas.

A soma das leis abolicionistas, iniciadas em 1845; epidemias de varíola ocorridas ao decorrer dos anos; o grande levante de fugas de escravos ao redor do país; pressões externas e internas de movimentos abolicionistas e até mesmo o grande número de mortos e libertos durante a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, fizeram com que os grandes senhores e escravagistas ficassem cada vez mais inseguros com relação a manter a escravidão como único meio de mão-de-obra.

O Brasil então já havia perdido mais da metade do número de escravos nesse período e a busca por alternativas forçou o país a até mesmo adotar um sistema de importação de mão-de-obra assalariada que financiava a vinda e as despesas iniciais dos imigrantes europeus, somando-se a ideais eugenistas muito difundidos na época.

Outro ponto de a decisão ter ocorrido como se deu foi pelo medo de que a Abolição da Escravatura resultasse numa reforma agrária que diminuísse os lucros da elite, como ocorrera a exemplo dos EUA

A abolição foi, acima de tudo, uma medida de protecionismo econômico.

Notaram como tudo se desenrolou até maio de 1888? Não foi necessariamente a bondade, humanidade e heroísmo da princesa Isabel e dos políticos da época. Foi necessário muita luta, muita pressão interna e externa e até mesmo a inviabilidade econômica de se manter o regime escravagista para que a Lei Áurea fosse promulgada.

É triste ter que imaginar que até mesmo as pressões para tais coisas tinham motivação econômica e não humanas, afinal, quem disse que negros eram reconhecidos como humanos?

Talvez por tudo ter ocorrido assim, de forma NÃO natural, o Governo não teve nenhum plano de reintegração aos negros libertos a sociedade.

É importante conhecer a realidade do contexto histórico que levou à promulgação da Lei Áurea, porque nossa história é contada por brancos e insiste em repetir que havia heroísmo na Princesa Isabel. Dessa forma, apagam a luta de milhares de abolicionistas e negros que batalharam e morreram para que isso acontecesse.

Após o “fim” da escravidão, os senhores — agora, ex-escravagistas —, preferiam bancar as despesas de imigração de trabalhadores europeus do que dar trabalho para os negros recém-alforriados. Isso forçou nossos antepassados a se conglomerarem em subúrbios e favelas, sem condições de vida saudáveis ou prospecção de futuro pós-liberdade.
Às margens da sociedade, os negros libertos eram agora vítimas de uma sociedade que não os queria de forma alguma. Se antes éramos vistos como animais úteis para o trabalho braçal, agora nem isso…

E aqui estamos nós, 133 anos após a assinatura da Lei Áurea, lutando contra o racismo e os traços perversos da escravidão que nos permeia através do racismo. Aqui estamos nós, buscando trazer luz à história de luta e resistência da conquista da nossa liberdade, não pela benevolência imperial da princesa branca, mas pelo sangue e luta de nossos antepassados.

Laverne Cox será a mais nova apresentadora do tapete vermelho E! Entertainment

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Imagem: Google Reprodução

E! Entertainment anunciou que Laverne Cox será sua nova apresentadora para a cobertura especial do Tapete Vermelho do indicada ao Emmy.

A ativista que já foi indicada quatro vezes ao prêmio, é uma proeminente defensora dos direitos e vai começar o novo desafio na temporada de premiações 2022.

“Estou muito emocionada e profundamente honrada por ser a host da célebre cobertura do Tapete Vermelho do E!. Por muitos anos, eu acordava cedo em dias de premiação, pegava meus petiscos e assistia à cobertura do o dia todo”, disse Cox, admitindo que sempre foi uma apaixonada por esse mundo.

Segundo a E!, a paixão de Laverne pelos maiores eventos de Hollywood, pela moda e inclusão se alinha perfeitamente com o compromisso da empresa de criar uma experiência moderna, inclusiva e interativa para celebridades e fãs de todo o mundo.

“Eu sonhava caminhar pelo tapete vermelho. Agora, além de somar vários momentos divertidos e incríveis no tapete vermelho, também posso ser uma guia para a exigente audiência do E! e conversar com meus colegas e pessoas que admiro profundamente nesses eventos tão especiais em suas vidas”, acrescentou a atriz, empolgada. “Mal posso esperar para começar e desejo realizar fantasias de moda para todas as idades”.


Mestre Paulão Kikongo, líder da Kilombarte, abre processo contra pastor que chamou capoeira de “braço do diabo”

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Kilombarte, associação de capoeiristas liderada pelo Mestre Paulão Kikongo, com apoio de capoeiristas de todo o país, ingressou hoje com representação na  Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro (DECRADI) contra pastor que postou vídeo contendo ofensas à capoeira e às religiões afro-brasileiras

No vídeo, intitulado “Capoeira Braço do Diabo”, o pastor afirma: “Quando um capoeirista, né, o cara da capoeira que é considerado um nível ‘não sei o quê’; eles dão uns nomes lá, um é ‘Coelho na toca”, é… é… é… é assim olha “onça da mata” é uma papagaiada a capoeira, que é um braço do diabo sobre a terra”. Segundo a transcrição da representação criminal da Kilombarte o pastor continuou: “A capoeira é um braço do diabo sobre a terra. Quem quiser tirar esse pedacinho para deixar rodar por aí afora (se referindo a recortar o vídeo e divulgar) e dê preferência para as igrejas que implantaram a capoeira dentro das suas organizações! Loucura! Eles não são igrejas, eles são terreiros de macumba”, afirma o pastor .

Nenhuma descrição de foto disponível.
Mestre Paulão Kikngo (Imagem: Redes Sociais)

“A capoeira constitui patrimônio cultural da humanidade, seu vínculo com a cultura e religiosidade afro-brasileiras é internacionalmente reconhecido e protegido pela Constituição Federal, leis federais, IPHAN e ONU. É ilegal, portanto, qualquer forma de ataque ou mutilação deste bem cultural”, argumenta Hédio Silva, um dos advogados que representam o Mestre. 

Em um país que o protestantismo cresce de forma acelerada, que tem uma bancada evangélica e um presidente com discurso fundamentalista não é de se estranhar que declarações como a do pastor venham a compelir fiéis a atacar terreiros e hostilizar quem professa a fé nas religiões de matriz africana. A ação da Kilombarte é salutar em buscar mostrar que não pode haver impunidade para tais práticas em um país com maioria da população preta e que busca consolidar sua jovem democracia promovendo o respeito à diversidade de crença. 

Mestre Paulão Kikongo (Imagem: Mapa da Cultura)

Lembrando que a roda de capoeira é tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a Unesco. 

Mestre Paulão tem profundo conhecimento da causa em que luta. Ele é jornalista, contabilista, Mestre em Patrimônio, Cultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e é considerado um dos maiores especialistas do país em Patrimônio Cultural Afro-brasileiro.  

“Nossa perspectiva é continuar lutando”, Renato Emerson e Aza Njeri avaliam impacto do fechamento da UFRJ

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Na avaliação de Renato Emerson dos Santos, os cortes de orçamento na UFRJ e em todo o Brasil revelam o desejo de impedir que a produção de conhecimento revele dados e informações importantes sobre a realidade do Brasil.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) só tem recursos para manter as portas abertas até julho deste ano. A informação foi dada pela reitora da instituição, Denise Pires de Carvalho em artigo no jornal O Globo.  O orçamento de 2021 da instituição é semelhante ao orçamento de 2008, quando a instituição tinha 34 mil estudantes de graduação. Hoje, são 57 mil.

Para Aza Njeri, professora doutora em literaturas africanas e pós-doutora em Filosofia Africana pela UFRJ, a precarização da universidade é presente há muitos anos nas faculdades de Ciências Humanas, mas classifica o momento atual como “avassalador”.

“O fechamento de uma das maiores universidades do mundo – a UFRJ figura entre as 250 melhores universidades do mundo, à frente de universidades como a Sorbonne, por exemplo, tem um impacto avassalador. Agora, a gente tá falando de não ter dinheiro para pagar contas básicas, como água, internet, saneamento e segurança”, explica. 

Para Aza Njeri, o fechamento de uma das maiores universidades do mundo é avassalador.

Antes de chegar a esse ponto, outros cortes já vinham acontecendo nas universidades do Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o corte de verba para as políticas de permanência nas universidades federais foi de R$ 177 milhões em todo o Brasil. Muitos estudantes só conseguem se manter estudando por meio deste incentivo.

“A gente sabe que estudar é caro, e estamos em um cenário de pandemia em que as pessoas estão perdendo emprego, estão perdendo as casas, estão passando fome. Então, o apoio das Universidades para que não haja um abandono dos estudos é essencial, e isso também não vai mais ter”, lamenta. 

Na avaliação de Renato Emerson dos Santos, professor adjunto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Regional da UFRJ, os cortes de orçamento na UFRJ e em todo o Brasil revelam o desejo de impedir que a produção de conhecimento revele dados e informações importantes sobre a realidade do Brasil. 

“A Universidade faz pesquisas que ajudam a revelar o quadro da nossa sociedade. Se não tem essas pesquisas, não temos como produzir diagnósticos e formular políticas de mitigação, por exemplo, dos impactos da pandemia. Outros órgãos também passaram por isso, como o IBGE e o INPE, em 2019, quando o órgão começou a revelar o aumento do desmatamento da Amazônia” relembra o professor.

Mas qual seria, então, a perspectiva de reversão do cenário de encerramento das atividades da UFRJ? Para Renato Emerson, só há um caminho. “Nossa perspectiva é lutar. Não há outra perspectiva para nós, a não ser lutar pela recomposição do financiamento público à universidade. A universidade brasileira tem que ser pública, gratuita, de qualidade e democratizada. Nós, através do Movimento Negro, conseguimos trazer a democratização como uma meta da universidade, e é exatamente neste momento que os ataques são mais radicalizados”, define.

Conheça Mariah Nala, cantora que emocionou o Brasil cantando Beyoncé na missa de Paulo Gustavo

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Foto: reprodução/Internet

Na última terça-feira (11) completou 7 dias desde a morte do ator e humorista Paulo Gustavo, vítima do Covid-19 e ocorreu a Missa de Sétimo Dia no Cristo Redentor com amigos próximos e família do ator prestando suas homenagens.

A cantora de apenas 15 anos Mariah Nala, que já teve um vídeo seu compartilhado pelo humorista Paulo Gustavo nas redes sociais, emocionou família, amigos, fãs e muitos brasileiros cantando a sua versão de “Pretty Hurts” da cantora Beyoncé.

O humorista era fã da cantora norte-americana, já foi em diversos show e sabia de cór as músicas. Após a notícia da morte de Paulo Gustavo, ele foi homenageado no site de Beyoncé e pela mãe da artista nas redes sociais.

Paulo conhecia o trabalho de Mariah, e era um grande admirador. Quando compartilhou o trabalho da cantora em suas redes,além de elogia-la em público, fez questão de mandar uma mensagem carinhosa para Mariah “Parabéns, sua voz é linda! Você vai fazer muito sucesso!” disse Paulo em uma das mensagens que incentivava e dava dicas para Mariah.

A cantora de apenas 15 anos é um sucesso na internet, começou a carreira aos 8 anos cantando em igrejas. Com 12 anos começou a publicar seus vídeos de covers na internet e nos últimos anos conquistou os internautas e já acumula mais de 442mil seguidores apenas no Instagram e mais de 1 milhão de visualizações em seus vídeos no Youtube. Hoje, contratada da Sony Music, Mariah está preparando o lançamento de um EP

Mariah chama atenção não só pela sua voz incrível, mas a jovem tem características e heranças africanas muito marcantes como: diastema e cachos cor de mel volumosos.

Confira o trabalho de Mariah:

“Sem Remorso” diverte, mas desperdiça carisma de Michael B Jordan em um filme genérico

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Imagem: Reprodução/Filme

Michael B. Jordan é John Kelly, um oficial de elite da Marinha que, após participar de uma missão secreta, vê sua esposa grávida ser assassinada.

Sem Remorso” é baseado no livro homônimo do escritor Tom Clancy (criador do espião Jack Ryan) e o filme da Amazon prometia revitalizar a trama que originalmente se passava no Vietnã. No longa dirigido por Stefano Sollima (‘Sicario – O Dia do Soldado), o país asiático dá lugar à Russia como país envolvido em tensões com os Estados Unidos.

Infelizmente, apesar do carisma de Jordan, o filme pouco oferece de diferente ao gênero do cinema de ação. Se recentemente tivemos a renovação do gênero de ação com filmes como “Joh Wick” e “Atômica”, ‘Sem Remorso’ está mais para mais um derivado genérico dos irmãos mais esquecíveis do gênero. A cena da morte da esposa de John Kelly gera tensão e B Jordan vai bem tanto nas cenas de ação quanto nas dramáticas, mas o que se segue é um punhado de sequências pouco inspiradas, que podem divertir quem for menos exigente, mas deixa um gosto amargo pelo que poderia ter sido.

Sem Remorso: dèjá vu - C7nema
Michael B Jordan e Jamie Bell em cena (Imagem: Reprodução)

Na sequência mais tensa do longa, a equipe do soldado Kelly está encurralada em um prédio, mas pouco é explorado do espaço geográfico. O que poderia ser um recurso para emular uma situação claustrofóbica acaba parecendo apenas preguiçosa

Jamie Bell (‘Blly Elliot’) pouco tem a fazer interpretando um agente da CIA com atitudes dúbias e Jodie Turner Smith (‘Queen & Slim’) está convincente como uma capitã durona do exército, mas definitivamente o que falta a ‘Sem Remorso’ é um antagonista de peso. A reviravolta final é previsível e o vilão revelado tem uma motivação que pode tirar do filme até o espectador de melhor boa vontade.

O final dá a entender que a ideia dos produtores é criar uma franquia, mas vai depender da resposta do público para a produção.

‘Sem Remorso’ carece de falta de ritmo e cenas de ação inspiradas. É boa pedida para quem só quer se distrair, mas há um caminhão de opções melhores no gênero.

Dia 13 de Maio: Como sobreviver à Abolição?

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Imagem/Reprodução: Conversa de Historiadoras

Por

*Por Fabricio Mascate e Phil Lima

Quando falamos em populações desprovidas de direitos e recursos perante ao Estado, quem são essas que vêm à nossa mente? Provavelmente a imagem mais nítida não é a de uma face, mas de tonalidades de cor.

A nova crise do coronavírus escancarou a herança de quase 400 anos de desigualdade social deixada pelo colonialismo no Brasil e a constante negação de direitos consequentes da República e de duas ditaduras no “país de todos”.  Configurando mais uma complexa fase no cotidiano dos povos negros e indígenas, com as taxas de desemprego mais elevadas, e dificuldade em por o prato na mesa. 

Falando em justiça, direitos e igualdade para os povos, o que significou para a população negra essa tal abolição do 13 de maio ou então o 1º de abril da abolição indígena – aliás, que data sugestiva não é mesmo? –  senão um simples apagamento, jogando todo esse contingente para debaixo do tapete, os marginalizando, passando de mercadoria e mão de obra gratuita/explorada, para um problema do Estado brasileiro. 

Todos os anos é simbolicamente comemorada a “abolição” de povos que foram atacados e sofreram com uma das mais perversas feitorias da humanidade. Se houve uma abolição, por que então os movimentos de resistência indígena e os movimentos negros lutam por direitos até os dias atuais? Isso deveria ou deve ter uma explicação em face da sociedade a qual, supostamente, aboliu a escravidão desses povos.

O que vemos hoje é o reflexo de todo esse descaso do Estado para com esse contingente de pessoas “libertas”, populações da qual suas ciências e culturas são pilares fundamentais para a manutenção e estruturação da vida brasileira em seus mais diversos costumes e tradições, da qual nos é negada os devidos créditos, reconhecimentos e direitos.

Parafraseando a deputada Leci Brandão que em uma fala na tribuna em maio de 2018 disse: ” A grande questão não está no 13 de maio e sim no 14 de maio. No dia seguinte a população negra passou de escravizada oficialmente, para excluída socialmente.”

Diante de todas essas percepções e fatos dos quais nos deparamos em relação à histórias presentes, o que seria a abolição senão uma ação milimetricamente articulada para manter todos os privilégios dessa mesma  elite que explorou, escravizou e matou por cerca de quatro séculos e que ainda nos nega reparação histórica.

O que nos trouxe até aqui foi o pensamento da importância e relevância que essas culturas têm na resistência e nessa luta que nos faz presente até os dias atuais, por que a abolição no papel aconteceu, um documento oficial, mas na prática, as guerras, as lutas e as mortes continuaram sendo travadas contra esses povos, e basta ligarmos a TV ou lermos as notícias para constatarmos isso diariamente. Por outro lado, o que contribuiu para a nossa sobrevivência? Já paramos para pensar nisso? Que práticas e estratégias usamos para nos manter vivos numa política de extermínio em que somos alvos? 

Foto de José Medeiros/Acervo Instituto Moreira Salles

Um exemplo que pode ser usado para tornar essa explicação mais palpável e que está intrinsecamente ligado à cultura, é a prática da Capoeira. Um de seus usos era o chamado “toque de cavalaria” que servia para avisar quando a guarda nacional estava se aproximando, e tivessem tempo hábil para escapar. Ou então a própria prática da dança, que também servia como autodefesa. Estes são alguns dos tantos exemplos existentes que assim como os das populações negras, os povos indígenas possuem seus tantos baseados em seus conhecimentos da terra, e quando dizemos conhecimentos da terra não estamos dizendo somente de plantio, de alimentação e de cura, falamos também do conhecimento territorial.

Esse conjunto de saberes que são extremamente importantes para sobrevivência em sua totalidade, entendimentos de natureza, visão de mundo, resistências e lutas. Toda essa ancestralidade está presente nas falas, nos cantos e nas danças que compõem a cultura de um modo geral, então percebe-se que as culturas indígenas, toda a sua pluralidade e diversidade é a resistência em si, pois a ideia dessa existência e permanência desses povos não cabem no plano colonizador.

Mantendo nossas culturas vivas, estaremos adiando o fim de muitas histórias, como diz Ailton Krenak: “a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim.”

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