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Livro Afro para colorir

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Abra um livro em preto e branco, espalhe os lápis de cor pela mesa e divirta-se. O que parece um conselho para crianças virou parte das atividades de lazer para muitos adultos brasileiros. Com a finalidade de diminuir o estresse ou aumentar a capacidade de concentração, os livros para colorir têm fãs de todas as idades.

Imagine agora que ao invés de animais, flores ou figuras abstratas o seu livro de colorir tivesse a temática africana?

O “Quintal étnico. Livro de colorir com conteúdo” (Editora Babilônia/2015), mostra toda a vibração das cores da África no Brasil através da moda, mitologia e proteção. Há ainda amuletos, totens, máscaras, estampas, joias, adornos de cabeça e peças de vestuário. Tem também simbologia inspirada nas deusas afro-brasileiras e suas representações em animais, grafismos, texturas, mandalas, objetos, flores, frutas e elementos da natureza desde a origem da vida até looks de moda étnica contemporânea. Ilustrações com conteúdo afro-brasileiro para você colorir com toda sua criatividade e inspiração, com a bênção dos orixás e o axé da herança afro no Brasil.
 

livroafroparacolorirFicha técnica:Quintal étnico . Livro de colorir com conteúdo
Editora Babilônia
Autores: Julia Vidal e Rafael NobreTemas: Livro de colorir, étnico, afro-brasilidade, moda, mitologia
Formato: 22 x 19,5cm Páginas: 64
Preço: R$24,90

O Mundo Negro fara uma promoção para dar o livro de presente para os nossos fãs do Instagram. Corre para curtir @sitemundonegro

Transição capilar: do alisado ao crespo

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 Se você é preta e esta passando pelo processo de transição capilar, tem dúvidas ou quer dividir sua experiência, esse texto e esse espaço são para você!

Por Cris Santana – Blogueira de Santos, militante e muito gata *

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Alguns dizem que não se pode falar da transição capilar do cabelo crespo, sem falar de racismo, solidão, insegurança entre outros assuntos que afligem mulheres negras, e durante o processo de transição muito mais. Bom, concordamos com isso e acrescentaríamos que trazer sua experiência pessoal para o texto também é de extrema importância, além do que, toda mulher em processo de transição precisa de apoio e referências que a motivem a continuar.

 Um resumo do meu processo de transição…

 

Quando eu resolvi libertar meu cabelo da química, tive o apoio da Lu Reis, acredito que sem o incentivo dela eu não teria tido coragem de dar inicio ao processo.

No final de 2012 parei com as químicas, isso deixou meu cabelo fraco, a chapinha já não dava o resultado “liso perfeito” que eu buscava, na verdade nunca deu, eu que me iludia achando que sim e estava tudo bem.

Como ele ficou metade crespo e metade alisado resolvi colocar trança nagô, aquelas tranças enraizadas, pois elas ajudariam o cabelo a crescer mais rápido e eu já estava mega ansiosa para ver meu cabelo todo natural. O problema era a demora dele crescer, obviamente, pois eu não queria corta-lo “joãozinho”. Como sofri muito racismo na escola quando criança por causa do meu cabelo e da minha cor, na minha imaginação corta-lo seria uma espécie de trigger e eu ia me sentir feia.

No começo de 2013 quando resolvi tirar as tranças e vi que o cabelo não tinha crescido quase nada e eu não estava com aquele black power, tive uma crise existencial e entre o “cortar ou não cortar, eis a questão” eu pedi para minha prima passar a tesoura em casa e isso ela fez.

Bom, primeiramente quero dizer que depois que eu assumi minha negritude – isso inclui usar as tranças enraizadas, não só cortar o cabelo -, nunca mais fui cumprimentada pelo porteiro do prédio que eu trabalhava na época, nunca mais fui assediada na rua com um “nossa, que ~~morena~~ linda” ou “Oi ~~morena~~, passa seu telefone?” e todas as outras bostas que a gente escuta por ai. Não que isso tenha me feito sentir mal, eu agradeço aos orixás até hoje por esse avanço, mas todo mundo sabe que essas mudanças no comportamento das pessoas, em especial duzomi, pode mexer com a autoestima de algumas mulheres.

E mexeu muito com a minha, mas também me deu raiva, muita raiva conviver com os olhares, perguntas principalmente às risadinhas das pessoas que me viam passar.

 

Minha força veio da raiva, da insegurança, pois eu não ia voltar atrás na minha decisão e entender que meu cabelo incomodava as pessoas me fez entender que a estética não era a coisa mais importante. Meu cabelo nunca foi liso ou cacheado, e sim crespo e muito volumoso, e essa estética que eu me refiro é a padronizada, cabelos extremamente lisos, franjinhas e todo aquele mimimi que vemos na TV. Essa estética nunca me pertenceu e entender isso foi como avistar um novo horizonte e a partir daí, eu descobri então que meu cabelo é uma extensão da mulher que sou e também um ato político, e essa frase faz tanto sentido a cada dia que passa na minha vida como um “eu te amo” dito com sinceridade.

 A verdade sobre a transição:

Não acredito exista uma verdade absoluta, para mim foi um processo meio difícil, para outras garotas nem tanto, para outras muito. Por esse motivo é que precisamos de apoio, inclusive com essa onda dos cachos perfeitos. A verdade é que nem toda mulher crespa em transição vai ter cachos, que dirá definidos como algumas ostentam. Meu cabelo tinha cachinhos enquanto estava curtinho, hoje que ele é “aquele black”, não forma cachos e isso só me dá mais alegria, mas para outras pode ser desanimador.

Motivação e aceitação:

Nem todo cabelo é igual, existem vários tipos de crespos com formas e volumes diferentes. Se estiver difícil se firmar na decisão, busque mulheres em quem você possa se inspirar, mulheres simples e com uma realidade próxima a que você vive.

O Facebook é uma ótima ferramenta para conhecer outras minas crespas maravilhosas como você.

Não saímos da ditadura do cabelo alisado, para entrarmos em outra, a dos cachos perfeitos, não é mesmo? Isso inclui que ter frizz é natural. Todo cabelo crespo, em geral os 4A, 4B e 4C tem frizz e se isso for muito incômodo, existem várias técnicas para amenizá-los.

Uma boa hidratação pode ajudar, inclusive.

 Opções e dicas:

 Se o big chop não for uma opção para você e seu cabelo estiver metade crespo, metade liso, não precisa se desesperar pois não é o fim do mundo.

Bom, existe uma lenda de que cabelo crespo demora muito para crescer, mas eu discordo. Ele cresce como todos os cabelos, a diferença é que seja ele super cacheado ou não ele encolhe á medida que cresce. O fator encolhimento faz a gente entrar numa angustia terrível. Uma boa dica para que seu cabelo possa crescer mais rápido ou sem que você sofra tanto com esse processo que pode demorar um ano e meio até ele atingir um tamanho que dê para prender no mínimo, são as tranças. Tranças num modo geral sejam soltas ou nagô, feitas com lã, cabelo sintético ou mesmo os twistes que estão usando muito agora.

Também existe o shampoo bomba, que dizem acelerar o crescimento do cabelo e a receita você encontra com facilidade na internet, porém não existe comprovação ciêntifica da sua eficácia.

Pode-se usar os turbantes, que são uma forte ferramenta de empoderamento sobre negritude e cultura, sem contar que existem vários tipos de amarrações que valorizam o cabelo, o volume e a beleza da mulher negra.

 Créditos: Trança na nagô

Liberte-se:

É maravilhosa a ansiedade por descobrir que tipo de cabelo é o seu crespo, se vai cachear ou não. Buscar beleza onde a sociedade diz que não tem quando uma mulher corta o cabelo curtinho, pois existe uma conversa meia boca por ai, que mulher de cabelo curto perde a feminilidade, isso é uma grande balela!

Normalmente, é nessa fase que começamos a abusar nos detalhes, como por exemplo, no baton que passa daquele rosa apagado, para o vermelho sangue e os brincos quase invisíveis, para os brincões babado, confusão e gritaria.

É necessário firmeza na decisão. Por que esta voltando ao natural do cabelo? Se foi alisado na infância ou numa outra fase da vida em que você buscava ser aceita dentro da sociedade racista em que vivemos ou não, é importante saber que “se o cabelo é seu, você faz o que quer” não é uma verdade absoluta, não aqui no Brasil. Qualquer atitude de mudança no seu cabelo deve ser levada a sério, os julgamentos, os olhares, as vagas de emprego que podem ser perdidas por puro preconceito não são invenção da nossa cabeça, acontecem realmente, porém isso não pode ser indicio para você se desmotivar, assuma seu cabelo natural e você vai perceber que apesar de sofrida a vida pode ser vivida com mais leveza e menos preocupações!

                                                  4P ♥

* Confira mais textos da Cris no blog Dita Preta Diva.

O primeiro editor Afrobrasileiro

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Francisco de Paula Brito (Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1809 – 5 de dezembro de 1861), que escrevia sobre o nome de Paula Brito, foi um editor, jornalista, escritor, poeta, dramaturgo, tradutor e letrista carioca. Trabalhou em diversas tipografias e fundou a “Sociedade Petalógica”, que teve como membro ilustre o então jovem escritor Machado de Assis.

Por Durval Arantes – escritor do livro “O último do negro” e colunista do site Mundo Negro

Paula Brito nasceu em uma família humilde, na então Rua do Piolho (hoje Rua da Carioca), no Centro do Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1809, filho do carpinteiro Jacinto Antunes Duarte e de Maria Joaquina da Conceição Brito. Aprendeu a ler com sua irmã.

Morou em Magé dos seis aos quinze anos, voltando à sua cidade natal em 1824, ao lado do avô, o sargento-mor Martinho Pereira de Brito.  Foi ajudante de farmácia, aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional e, posteriormente, trabalhou no Jornal do Commercio, como diretor das prensas, redator, tradutor e contista. Em 1830, casou-se com Rufina Rodrigues da Costa.

Em 1831, comprou um pequeno estabelecimento de um parente, Sílvio José de Almeida Brito, na Praça da Constituição, nº 51, onde funcionavam uma papelaria, uma oficina de encadernação, e um ponto de venda de chá. Paula Brito adquiriu de E. C. dos Santos um prelo, e ali o instalou. Em 1833, possuía 2 estabelecimentos: a “Typographia Fluminense”, na Rua da Constituição, nº 51, e a “Typographia Imparcial”, no nº 44. Em 1837, mudou para o nº 66 e expandiu a loja para nº 64 em 1939.

Em 1848, Brito possuía 6 impressoras manuais e uma mecânica, e expandiu suas instalações para os nº s 68 e 78, esse constituindo sua “Loja do Canto”, sua livraria e papelaria, e criou filiais em sociedade com Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa e Cândido Lopes, formando com esse último a “Tipografia e Loja de Lopes e Cia”, em Niterói.  Foi ativista político e o primeiro a inserir no debate político a questão racial.  Em sua tipografia foram impressas obras como “O Mulato” e o jornal “O Homem de Cor”, o primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra o preconceito racial, colocando-o como precursor da imprensa negra.

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Entre os anos de 1830 e 1860 publicou quase uma centena de jornais e revistas e cerca de 400 livros e folhetos. Dentre os autores brasileiros publicados por Paula Brito, destacam-se: Joaquim Manoel de Macedo, Casimiro de Abreu, Gonçalves de Magalhães, José de Alencar, Martins Penna, Machado de Assis, Manuel de Araújo Porto-Alegre, Domingos Alves Branco Moniz Barreto, Augusto Emílio Zaluar. Foi o editor de uma das primeiras peças de teatro brasileiro, “Antônio José ou o poeta e a Inquisição”, de Gonçalves de Magalhães, em 1839; do que é considerado o primeiro romance brasileiro, “O filho do pescador”, de Teixeira e Souza, em 1843; e daquela que é tida como a primeira ópera brasileira, a comédia lírica “A Noite de São João”, de José de Alencar, apresentada sob a regência de Carlos Gomes em 1860. Também é dele a primeira edição de “Últimos cantos”, de Gonçalves Dias, em 1851; a ediçãocompleta, em 2 volumes lançados em 1851, das Mauricianas, do Padre José Maurício Nunes Garcia; e a sexta edição de “O Uraguai”, de Basílio da Gama, lançada em 1855.

“Netflix Afro”: Afrostream tem programação 100% black

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Da redação – Você se lembra do  projeto TV da Gente do Netinho de Paula, um canal de programação para negros feito por negros, que infelizmente não foi para frente? Então, uma empresa francesa conseguiu emplacar a mesma ideia, num projeto chamado Afrostream que muitos têm chamado de NetFlix Afro.

O Afrostream é um serviço de streaming com foco em filmes protagonizados por atores negros. Ele é tocado por uma startup francesa que assinou acordo com os principais estúdios de Hollywood, além de distribuidores independentes americanos, africanos e britânicos.

Muitas das produções presentes no Afrostream já constam em serviços como Netflix, mas haverá também uma grande quantidade de material que não se encontra com facilidade – principalmente os de origem africana.

“Mesmo quando você procura no Popcorn Time ou em sites de BitTorrent, [percebe que] falta conteúdo afro-americano”, disse o CEO da empresa, Tonjé Bakang, em entrevista aoTechCrunch. “E quando você encontra um filme, não há legendas”, completou.

Em setembro, quando o Afrostream for lançado, ele será disponibilizado primeiro na França, Bélgica, Suíça, Senegal e Costa do Marfim, mas Bakang diz que há acordos fechados para levar a novidade a “muitos outros” países africanos – aliás, como o português é o terceiro idioma mais falado no continente, dá para pensar na possibilidade de a novidade chegar ao Brasil; já tem até filme daqui na plataforma:

A mensalidade custará apenas € 7 e pelo menos 2 mil pessoas já assinaram o serviço mesmo com tantos meses de antecedência, garantindo um bom caixa para a startup em questão de semanas. A Afrostream também fechou acordo com uma locadora virtual, a MyTF1 VOD, para disponibilizar parte do catálogo enquanto não estreia. Em apenas cinco meses, seu canal no serviço já foi responsável pela locação de 200 mil filmes.

Com informações do site TechChrunch e Olhar Digital

São Paulo Diverso: prefeitura de SP faz parcerias para incluir negro no mercado de trabalho

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A população negra da capital paulista tem agora mais uma ferramenta para acessar vagas de trabalho qualificadas. O portal São Paulo Diverso, desenvolvido em parceria entre Prefeitura, Microsoft e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), oferece informações e ferramentas virtuais para aproximar trabalhadores afrodescendentes e empresas que possuem programas afirmativos. O objetivo é facilitar a inclusão racial no mercado de trabalho por meio da divulgação de oportunidades de emprego e qualificação profissional.

Além da divulgação de oportunidades, a plataforma reúne informações demográficas sobre a população afrodescendente na Capital, com dados sobre distribuição de renda, gênero, idade e local de moradia. A ideia é que esse levantamento auxilie as empresas a formatar seus programas de diversidade na cidade.

Tanto trabalhadores como empresas são convidados a se cadastrar no portal, para troca de informações sobre programas, vagas e oportunidades. A plataforma também aproximará candidatos e empresas por meio da Comunidade SP Diverso na rede social LinkedIn, voltada para contatos profissionais.  “O fundamental é divulgar as empresas que possuem ações afirmativas, porque as pessoas não sabem que esses programas existem. Queremos encurtar a distância entre o negro e o mercado de trabalho”, disse o secretário Maurício Pestana (Igualdade Racial).

 Negro no mercado de trabalho

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em São Paulo um cidadão negro recebe renda média domiciliar até 2,5 vezes menor do que um cidadão branco, além de ter menos acesso ao emprego formal –representam 32,5% dos empregados, enquanto o percentual entre a população branca é 66,3%. Afrodescendentes ocupam apenas 3% dos cargos ligados a chefia ou gerência e, mesmo quando apresentam igual nível de escolaridade, recebem 31,5% (homens) e 37,5% (mulheres) menos que pessoas da cor branca na mesma ocupação.

 Parceria

A ideia de desenvolver uma ferramenta de aproximação entre empresas e a população negra nasceu a partir do diálogo entre setor público e privado, no primeiro evento do São Paulo Diverso – Fórum de Desenvolvimento Econômico Inclusivo, realizado em outubro de 2014. O encontro reuniu 132 empresas, sendo 70 multinacionais, para a troca de experiências sobre ações de inclusão. Nos debates, a iniciativa privada revelou a dificuldade das empresas em localizar candidatos afrodescendentes para seus postos mais qualificados. A parceria entre a Prefeitura e empresários foi uma iniciativa pioneira na América Latina, e o modelo será reproduzido em outros países pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de São Paulo.

Documentário sobre cabelo crespo, estética e política precisa de doações para ser concluído

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Como os padrões de beleza limitam o potencial de você ser o que é? Nessa perspectiva o amor ao cabelo crespo natural, pode ser revolucionário.

Pensando em adultos, mas também crianças negras, “Das Raízes as Pontas” é um documentário que fala dessas questões por meia de entrevistas com um leque variado de pessoas, incluindo celebridades que acabam se tornando referência pelas suas escolhas estéticas.

 

O material, em fase de finalização destaca também a aplicação da Lei 10.639/03 que regulamenta o ensino da História Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Concebido pelo Estúdio Cajuína e produzido em parceria com a Leni Audiovisual, o documentário surgiu de diversas experiências da equipe. Débora Morais, uma das roteiristas, é professora da rede pública de ensino do Distrito Federal e sugeriu pautar a questão da construção da identidade, passando pela infância e com ênfase no cabelo crespo. A diretora Flora Egécia é mulher e negra, e viu no filme uma oportunidade de dar voz a um movimento crescente de afirmação e resgate da cultura afro-brasileira, já que possui um posicionamento político e artístico sobre o tema. Na equipe do filme encontramos outras histórias e o desejo em comum de mudar a perspectiva social negativa em relação ao cabelo crespo.

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O filme foi rodado em Brasília e está em fase de finalização. Para a conclusão dos trabalhos, o projeto foi incluído na plataforma de financiamento colaborativo Catarse e está recebendo colaborações para que seja concluído. Saiba como colaborar em catarse.me/das-raizes-as-pontas.

Após sua conclusão, o filme terá distribuição em escolas públicas do Distrito Federal e estão previstas palestras exclusivas para educadores.

Jovem fotógrafo do DF eleva a auto-estima das mulheres pela fotografia

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As vezes uma oportunidade é só o que a gente precisa para mudar a vida. Com jovens negros essa premissa é ainda mais forte. Em várias comunidades Brasil afora muitos talentos são desperdiçados. Luiz Henrique Ferreira, de 19 anos, nasceu em Brasília e graças  a um programa chamado Jovem Expressão desenvolvido pela Rede Urbana de Ações Sócio-Culturais, o  jovem conseguiu descobrir sua verdadeira vocação: a fotografia. Seu trabalho se tornou popular nas redes sociais e inclusive foi destaque no badalado blog americano AfroPunk. Confira nosso papo com ele.Confira essa entrevista para o site Mundo Negro

Por Silvia Nascimento

Mundo Negro: Como a fotografia surgiu na sua vida?
Luiz Henrique –
Aprendi a fotografar em uma oficina de fotografia que é oferecida pelo programa Jovem de Expressão um projeto desenvolvido pelo R.U.A.S. (Rede Urbana de Ações Sócio-Culturais) e ministrada pela Tatiana Reis, fotógrafa de cultura e espetáculo. Foram 3 lindos meses de oficina, porque eu sempre quis estudar fotografia mas os cursos são bem caros então essa oficina me deu esperanças de seguir um sonho que eu tinha há anos. Ao final da oficina, a Tati (nossa mentora) deu a ideia de montar um coletivo de fotógrafos e daí surgiu o Coletivo Expressão, formado por jovens fotógrafos e estudantes de fotografia. O Coletivo Expressão me proporcionou muita experiência como fotógrafo e pessoal, nós conseguimos expor no Metrô de Brasília, fotografamos para a revista que foi publicada na França, vários festivais bem conhecidos, cada um tem sua poesia, e isso acaba influenciando no trabalho e um aprendendo com o outro. Nesse período de aprendizagem eu me encontrei fotografando espetáculos e pessoas, eu gosto de ouvir histórias, a cada ensaio eu aprendo algo novo.

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MN- Quando você começou a usar a foto como “militância” para conscientizar as pessoas?
Luiz HenriqueA partir do momento em que eu me afirmei como negro, eu precisava gritar de alguma forma e mostrar que a periferia tem cultura, artistas, que é colorida e vai muito além da visão de violência midiática, nós construímos nossa cultura, história resistimos e lutamos. Tem uma galera que acha uma bobagem isso e vem com argumento de “somos todos iguais”, mas se todos somos todos iguais, quantas vezes você sofreu racismo?

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Como você tem sentido o retorno do seu trabalho?
Na autoestima das mulheres que eu fotografei, com certeza é a melhor sensação saber que elas se emponderam e se sentem mais lindas com suas tranças, flores e crespos. Vai além de estética. É um ato político, herança e resistência histórica de nossos ancestrais. Não é fácil afirmar sua identidade como negro numa sociedade com uma ditadura eurocêntrica.

 

Qual trabalho deu maior repercussão e por que?
Com certeza quando minhas fotos foram publicadas no AFROPUNK, é um blog de muita circulação, deu muita visibilidade para o meu trabalho, eu ainda não acredito que consegui uma publicação lá. As pessoas me elogiam e eu não sei “onde me enfiar”. Tenho que trabalhar isso em mim. Além do Afropunk o Emicida e Karol Conká publicaram uma foto da minha autoria em suas redes socias.

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Você acha que ser negro virou moda? Sim, não e por que?
Sim, turbantes, estampas africanas, cabelo crespo com ditadura de cacho definido. Mulheres negras tem que alisar, cortar, esconder seus cabelos para ser socialmente aceita, enquanto a mulher branca enrola o cabelo para estar no estilo “afro” que virou tendência. Somos sempre lembrados por histórias ruins, e quando resistimos a nossa herança cultural que agrada a classe branca é apropriado e não somos representados. Representatividade importa sim. Porque o negro não está na moda quando nós entramos na universidade? Quando é o genocídio da população negra? Quando querem nos reduzir? Uns preferem morrer ao ver o preto vencer.

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Quais são seus planos e projetos para o futuro?
Meus planos são de poder conhecer o Brasil através da fotografia e levar um pouco da minha poesia para cada lugar com o meu projeto de empoderamento da cultura negra e periférica. Tenho planos de exposição com uma amiga fotógrafa (Myllena Veríssimo) que ainda está em, estudo, e quem sabe um dia fotografar o Afropunk Fest ou trabalhar pra uma revista de arte.

Fotos: Luiz Henrique Ferreira
Modelos:  Loo Nascimento (Dresscoração), Alessandra Cardoso, Nadine Pazini, Vanessa Oliveira, Lua Soares, Kamila Santos e cantora Karol Conká

Mister Brau estréia este mês

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Muito glamour e estilo marcaram a coletiva de imprensa de Mister Brau nesta segunda-feira, 14 de setembro. E não poderia ser diferente. Afinal, ousadia e irreverência definem o talentoso cantor interpretado por Lázaro Ramos. O time de atores, que promete surpreender com o novo seriado, fez bonito diante dos jornalistas. O encontro foi realizado na casa onde Brau mora com sua esposa e assessora Michele (Tais Araújo), uma mansão localizada na Barra da Tijuca.

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Para adiantar um pouco do que vem por aí, o diretor Maurício Farias define o personagem principal: “Acho que o Brau traz muitos avanços na dramaturgia, tanto no conteúdo como na forma de produzir e fazer. É um avanço nas séries que estamos fazendo”.

Estilo

A atriz Taís Araújo admite que tem diferenças e semelhanças com sua personagem Michele: “Eu queria ser ela. Não sou mandona, mas adoro mandar. Não tenho a menor vocação para a vida de popstar”.

Já Fernanda de Freitas que começou a gravar o seriado enquanto ainda estava em Tapas & Beijos, apareceu como novo visual e brincou sobre a data de exibição do programa: “Fiz um contrato com a Globo de que esse horário é meu!”.

Mister Brau tem como autor Jorge Furtado e direção geral e de núcleo de Maurício Farias. O seriado será exibido às terças-feiras, logo após A Regra do Jogo.

Com informações do site G1.

Além da máquina zero

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Confira os looks de quem decidiu ousar no visual, apostando num cabelo crespo, com mais volume e comprimento.

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Kwanzaa brasileiro

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O Kwanzaa é uma celebração negra de origem americana que envolve a reflexão sobre sete princípios básicos: a valorização da comunidade, das crianças e da Vida. Esta celebração que já acontecia em alguns países fora dos EUA como Canadá, Inglaterra, finalmente chegou ao Brasil.

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Maulana Karenga, criador do evento nos EUA diz que “a Kwanzaa é celebrada através de rituais, diálogos, narrativas, poesia, dança, canto, batucada e outras festividades”. Essa atividades devem demonstrar os sete princípios:

umoja (unidade)

kujichagulia (autodeterminação)

ujima (trabalho coletivo e responsabilidade)

ujamaa (economia cooperativa)

nia (propósito)

kuumba (criatividade)

imani (fé)

 

Kwanza em São Paulo

Um grupo paulistano vem realizando os encontros de acordo com a tradição americana, e no próximo dia 26 de setembro, acontece a festa com o princípio criatividade.

Palestrantes de diversas áreas falarão sobre o tema. A festa ainda terá uma feira afro, espaço kids, com capoeira e contadores de história, comidinhas e muito mais.  O evento é gratuito mas é obrigatório a inscrição (clique aqui para se inscrever). 

Confira os detalhes da programação:

15h – Abertura – Apresentação do Acervo

15h30 – Música

 Kwanza Kid’s – Oficina de Maracatu | Oficina de Capoeira | Influência Africana na Construção Social do Brincar | Contação de Histórias |

Furaha Ya Imani, Aline Araujo, Mariana Per e Gisele Evaristo

 Adriana Barbosa – “Empreendedorismo Étnico no Brasil – Avanços e Desafios”. Adriana é presidente do Instituto Feira Preta e sócia da produtora cultural Pretamultimídia, formada em gestão de eventos com especialização em arte e cultura pela Universidade Estadual de São Paulo (USP – ECA), gestora de eventos e idealizadora da Feira Cultural Preta, a maior Feira de Cultura Negra da América Latina.

Ama Mizani – “História Africana e Afrocentricidade – Kush (Etiópia) e KMT (Egito) e a contribuição doo movimento Sankofa para a atualidade”. Ama Mizani é mulher RasTafarI, estudante autodidata de saúde holística africana e membro da Afrocentricity International. Atualmente dedica-se à tradução de materiais de caráter educativo sobre história africana e afrocentricidade, além dos estudos acadêmicos em nutrição.

Daniela Gomes – “O Hip Hop enquanto ferramenta de empoderamento, na resistência e na identidade dos jovens negros das comunidades periféricas”. Daniela é jornalista, Doutoranda em Estudos Africanos e da Diáspora Africana pela University of Texas, Mestre em Estudos Culturais e Especialista em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo, ativista do movimento negro e do movimento hip hop e utiliza seu trabalho como forma de criar conexões entre povos afrodescendentes ao redor do mundo.

Fabiano Maranhão – “Corporeidade negra – como o corpo conhece”?Fabiano é Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos; graduado em Educação Física pela UFSCAR;possui pesquisas em Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-Brasileiras; Corporeidade Negra e Educação das Relações Étnico raciais.

Kolela Kabengele – “A multiplicidade na sala de aula e a criatividade no ensino da matemática”. Kolela é Engenheiro elétrico, professor de matemática no Estado e co-produtor da Festa Pé na África e falará como leva essa multiplicidade em sala de aula no ensino da matemática, contemporizando os conceitos com o cotidiano, criando paralelos constantes e inserções vivenciais práticas e procurando sempre na medida do possível o porquê!

Rejane Romano –  “A invisibilidade da mulher negra na mídia brasileira – Combatendo o racismo e o sexismo”. Rejane é Jornalista, Apresentadora do programa Televisivo Negros em Foco, pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo (USP), Presidente do Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Filhos do Zaire e Educadora Social.

Rodrigo Faustino – “Criatividade, Empreendedorismo e Inovação – Os desafios da negra e do negro, para criar e consolidar uma empresa numa sociedade excludente”. Rodrigo é Graduado em Processos de Produção pela FATEC, Pós-Graduado em Logística Empresarial- Fundação Vanzolini/USP e sócio-idealizador do Ebony English, a única escola de inglês no Brasil que ministra suas aulas a partir de um conteúdo da cultura diaspórica africana.

Vilmar Junior – “Criatividade e Anomia Social”. Vilmar é Historiador, Arte-educador, Gestor Cultural, Músico (rapper e gaitista), Técnico em Desenho de Comunicação, Arteterapêuta e Psicopedagogo.

Encerramento: Música

ENTRADA FRANCA (Se puder, traga 1 lata de leite em pó e 1 pacote de fralda tamanho G) que será doado para as ações sociais na comunidade Matinha.

Mais informações acesse: https://www.facebook.com/events/832803616795301/

Observação: O evento se iniciará rigorosamente às 15h. O cronograma de trabalhos não será retomado em razão de eventuais atrasos. Agradecemos a sua atenção e contamos com a sua presença.

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