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Antologia literária Pretos em Contos busca financiamento coletivo para lançamento do volume II

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Foto: Divulgação.

Nesta antologia de contos curtos, surge de forma intencional olhares aquilombados com diversas facetas, luminosidades, reminiscências e sinais. “São escritoras(e) e narradores (a) pretos (as), que têm influência e buscam o merecido protagonismo”, destaca o organizador Plinio Camillo, que além de escritor, é ator, roteirista, palestrante, diretor teatral, educador social e tem uma vivência também longa, diversa e resistente no movimento negro, em áreas diversas.

O objetivo do coletivo é proporcionar aos leitores “uma experiência narrativa preta que tem uma gama de olhares negros e diversificados”. Camillo ressalta que falta aos pretos brasileiros a ocupação destes lugares, de ‘influência e protagonismo’, daí a importância deste projeto literário inteiramente dedicado às narrativas negras, às suas vivências e saberes pretos. “Ainda não temos esses lugares, não temos nada além de vontade”, diz. E esta vontade foi, segundo Camillo, impulsionada pelo “esquisito tempo pandêmico”, que impôs certas urgências aos projetos engavetados.

A força da coletividade, do quilombo, que fundamenta o livro, escrito coletivamente por 18 autores, fez com que a ideia conquistasse ainda mais ânimo e, por isso, a intenção agora é trabalhar o financiamento coletivo e buscar apoio para que o livro seja publicado ainda este ano.

A meta é arrecadar vinte e cinco R$25 mil reais para que seja possível imprimir 300 exemplares desta primeira edição da coletânea negra de contos curtos. O livro físico será publicado pela Editora Aldeia de Palavras, da escritora Cristiane Sobral.

Para além das questões práticas que envolvem o projeto, há muitas inspirações orientando este ‘PRETOS EM CONTOS – Volume 2’, entre as quais Camillo cita personalidades pretas de tempos e profissões diversas como Antonieta de Barros, Carlos de Assumpção, Carolina de Jesus, Conceição Evaristo, Cuti, Esmeralda Ribeiro, Esperança Garcia, Júlio Emílio Brás, Machado de Assis, Maria Firmina dos Reis, Miriam Alves, Oliveira Silveira e muitas outras pretas e pretos que ousaram a escrever.

Os autores participantes da antologia “PRETOS EM CONTOS – Volume 2” são Cristiane Sobral, Neide Lopes, Débora M. Andrade, Denise Nascimento, Diogo Nogue, Gabriel Messias, Ifé Rosa OADQ, Ivan Reis, Kátia Moraes, Luana Levy, Maza Dia Mpungo, Negro Du, Plínio Camillo, Shirley Maia, Suedi Fernandes, Thiago Pedroso e Vinicius Henrique.

Para contribuir com o financiamento coletivo, acesse: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/pretos-em-contos

Simone Biles diz que deveria ter desistido da ginástica “muito antes” das Olimpíadas de Tóquio

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Foto: Ashley Peña.

Em entrevista publicada pela revista New York, a maior ginasta da história do esporte, Simone Biles, revelou que deveria ter desistido da carreira antes das Olimpíadas de Tóquio. Ela acredita que não deveria ter seguido com a carreira durante as denúncias do caso de abuso sexual cometido pelo ex-médico da equipe de ginástica dos EUA, Larry Nassar, por conta do impacto que isso teve sobre ela.

“Eu deveria ter saído muito antes de Tóquio, quando Larry Nassar esteve na mídia por dois anos, isso foi demais”, disse Biles. “Mas eu não ia deixá-lo pegar algo pelo que trabalhei desde os seis anos de idade”, ela continuou. “Eu não ia deixá-lo tirar essa alegria de mim. Então eu superei isso enquanto minha mente e meu corpo me permitiam”, disse Simone.

Simone denunciou os abusos que sofreu de Nassar pela primeira vez em uma carta que ela compartilhou no Twitter em 2018. “Minha perspectiva nunca mudou tão rapidamente de querer estar no pódio para poder ir para casa, sozinha, sem muletas”, explicou ela.

Há algumas semanas, Simone e outras atletas da equipe americana de ginástica falaram no Comitê Jurídico do Senado Americano sobre os abusos cometidos por Nassar. Na ocasião, a atleta, muito emocionada, destacou as responsabilidades do Comitê Olímpico e outras autoridadades que já sabiam do caso. “Para ser clara, culpo Larry Nassar e também culpo todo um sistema que permitiu e perpetrou seus abusos. A ginástica dos Estados Unidos e o Comitê Olímpico e Paraolímpico sabiam que fui abusada pelo médico oficial da equipe muito antes de eu saber do conhecimento deles”.

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“O casamento para nós não pode ser uma prisão”: Will Smith fala sobre não-monogamia em sua união com Jada

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Foto: Getty.

Em um perfil do ator publicado na revista GQ, Will Smith falou sobre a percepção que o público tem de seu casamento com Jada Pinkett Smith, especialmente após o programa Red Table Talk, que foi ao ar em julho de 2020, quando Jada admitiu ter um envolvimento amoroso com o cantor de R&B August Alsina.

“Um espectador poderia ter saído com a impressão de que Jada era a única envolvida em outros relacionamentos sexuais, quando não era esse o caso”, diz a publicação.

O ator relatou que Jada nunca acreditou no casamento convencional, e que foi criada em uma família onde existiam membros com relacionamentos não-convencionais. “Então ela cresceu de uma maneira muito diferente de como eu cresci. Houve discussões intermináveis ​​significativas sobre o que é perfeição relacional? Qual é a maneira perfeita de interagir como casal? E para grande parte do nosso relacionamento, a monogamia foi o que escolhemos, não pensando na monogamia como a única perfeição relacional”, disse Smith.

Ele também reiterou que ele e Jada haviam “dado confiança e liberdade um ao outro”, com o entendimento de que “cada um tem que encontrar seu próprio caminho” para a felicidade . “E o casamento para nós não pode ser uma prisão”, acrescentou. Embora Will não tenha divulgado os termos exatos de seu relacionamento com Jada, ele disse que o que eles fazem pode não funcionar para ninguém. “Mas as experiências de que as liberdades que demos um ao outro e o apoio incondicional, para mim, são a mais alta definição de amor”.

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R. Kelly é condenado por extorsão e tráfico sexual de mulheres e menores

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Após mais de 25 anos de acusações e um julgamento no tribunal federal de Nova York que durou sete semanas, o cantor de R&B R. Kelly foi considerado culpado de acusações que incluem exploração sexual de uma criança, suborno, extorsão e tráfico sexual envolvendo cinco vítimas.

Kelly agora irá enfrentar uma possível sentença de 10 anos de prisão.

Houve quatorze atos subjacentes associados à acusação de extorsão. O júri concluiu que o governo provou doze desses atos, envolvendo cinco vítimas: a cantora Aaliyah, bem como mulheres chamadas Stephanie, Jerhonda Pace, Jane e Stephanie. Três atos associados a uma suposta vítima chamada Sonja não foram provados. (A maioria das supostas vítimas usava seus primeiros nomes ou pseudônimos.) O governo precisava de provas de apenas dois dos atos de extorsão para uma acusação de culpado.

Promotores federais no Distrito Leste de Nova York provaram com sucesso a um júri de sete homens e cinco mulheres que Kelly havia sido o chefe de uma empresa criminosa, cujo objetivo era atrair meninas, meninos e mulheres para o cantor de R&B para sua satisfação sexual.

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Nova fábrica da Heineken em Minas Gerais pode destruir o sítio arqueológico onde foi encontrada Luzia, a primeira Mulher negra das Américas

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Imagem: divulgação

No final dos anos 90 e início de 2000, a comunidade científica ficava em alvoroço e não era para menos, foi realizada a reconstrução do crânio da primeira mulher das Américas, encontrada na Gruta Vermelha IV, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerias em 1975, a qual, foi nomeada como Luzia, uma mulher negra. A descoberta é considera inestimável para a história da humanidade e dos povos das Américas.


No entanto, o local em que Luzia foi encontrada corre sérios riscos de desaparecer, uma grande multinacional do conglomerado da cerveja, a Heineken, está construindo uma cervejaria no local e ao que parece, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) que embargou a obra dias atrás, se fábrica for concretizada, trará danos irreversíveis para o conjunto de grutas, cavernas e lençol freático do sítio arqueológico onde Luzia foi encontrada.
A justificativa da Heineken e governo do estado de Minas Gerais, é que a nova fábrica criará centenas de empregos à população local.


Mas, a pergunta que fica: não há outro local para a empresa construir sua fábrica? O lucro justifica colocar em risco a memória de um povo? E as consequências irreparáveis ao local? A fábrica pode ser construída em outro lugar que não coloque em risco um patrimônio nacional e da humanidade.
A história já nos mostrou que empresas chegam, delapidam tudo e depois vão embora e o que fica para nós, só escombros.
Não sou desfavorável que a empresa construa a fábrica, mas não nos arredores de um santuário e de um espaço tão importante às pessoas negras.


Recentemente, tivemos no Brasil um precedente, o caso do Sítio Arqueológico “Cais do Valongo”, quando as obras do “VLT” foram interrompidas. Penso que a empresa Holandesa Heineken e o atual governo de Minas, precisam olhar com muito cuidado, a final, a “força da grana que ergue e destrói coisas belas”, não pode imperar.
Uma pergunta que fica para refletirmos, se o fóssil encontrado na Lapa Vermelha fosse de um europeu, a Heineken construiria a fábrica lá? Estamos diante de mais um apagamento da história e da memória da população negra.


https://guiadacervejabr.com/secretaria-mg-obra-heineken-impacto-significativo-sitio-arqueologico/
https://minasfazciencia.com.br/2020/05/04/a-descoberta-do-esqueleto-de-luzia-e-a-vida-de-seres-humanos-ha-11-mil-anos/
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/09/03/interna_ciencia_saude,703637/por-que-o-fossil-de-luzia-e-importante-para-a-ciencia.shtml


Sara Araujo – Pós graduanda em história da África e da Diáspora Atlântica – sommelière de Cerveja.

“Fiz por que quis”: empresário branco mata segurança negro com soco-inglês

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Foto: Reprodução

Edson Carlos Ribeiro, de 42 anos, foi morto no último sábado (25) por Pedro Lacerda, após impedi-lo de entrar em um camarote sem a pulseira que dava passe-livre ao espaço. Crime ocorreu no Parque de Exposições de Divinópolis (MG).

Segundo testemunhas, Pedro Lacerda teria ficado irritado com Edson por não liberar o acesso, e acertou um golpe no segurança, que caiu inconsciente. Pedro usava um soco-inglês e tentou fugir do local. Equipes do Corpo de Bombeiros e o SAMU chegaram a atender Edson, mas ele não resistiu.

O organizador da festa, Rafael Oliveira Rodrigues, disse em depoimento que ao questionar o assassino sobre o motivo da agressão ele respondeu: “Fiz porque quis”. Rafael informou ainda que Pedro é conhecido por “causar problemas” nas festas da região. Antes de matar Edson, Lacerda já tinha sido advertido pelo segurança por ter urinado em local impróprio.

Pedro Lacerda foi preso em flagrante por lesão corporal seguida de morte. Ele já tem passagens na polícia por dirigir embriagado. O crime será investigado pela Polícia Civil de Divinópolis.

Prefeitura do Rio abre inscrições para mapeamento de projetos com temática racial

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Mestre Curió, anfitrião do 27º Encontro de Capoeira Angola. Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

Catálogo de Promoção da Igualdade Racial reunirá, em e-book, instituições que trabalham com questões raciais. Inscrições podem ser feitas até o dia 27 de outubro

A Coordenadoria Executiva de Promoção da Igualdade Racial, órgão da Secretaria Municipal de Governo e Integridade Pública da Prefeitura do Rio, abre, nesta segunda-feira (27), as inscrições para o Catálogo de Promoção da Igualdade Racial. O projeto irá mapear instituições, movimentos, grupos e coletivos que trabalham com questões raciais na cidade do Rio. O resultado do mapeamento será disponibilizado em um e-book gratuito, contendo as linhas de atuação e informações de contato de cada organização cadastrada.

As inscrições podem ser feitas por meio do link https://bit.ly/catalogo-igualdade-racial. Podem se inscrever, até o dia 27 de outubro, quaisquer instituições que tenham ao menos uma linha de trabalho voltada às populações negra, quilombola, indígena, cigana, refugiada, imigrante, ou de outras comunidades tradicionais, grupos étnicos e religiões de matriz africana.

Após o prazo de cadastro, haverá uma etapa de análise das inscrições, para confirmar as informações dos participantes. O lançamento do e-book está previsto para o fim de novembro.

“As políticas antirracistas e de promoção da igualdade racial devem ser pensadas no cerne dos planejamentos estratégicos postos em curso por cada órgão da prefeitura. O primeiro passo para insuflar essa pauta é saber o que já existe na cidade e ajudar a reverberar essas ações. Esta é uma das maiores contribuições que uma coordenadoria verdadeiramente comprometida com o aperfeiçoamento da política e a criação de novos canais de governança pode ter”, destaca o coordenador executivo de promoção da Igualdade Racial, Jorge Freire.

Campanha ‘About Love’, estrelada por Beyoncé e Jay-Z, tem obras do brasileiro Emanoel Araújo

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Artista fundamental para a história da arte afro-brasileira, Emanoel Araujo tem duas de suas obras na campanha na nova campanha da empresa nova-iorquina de jóias, Tiffany & Co.

A campanha About Love deu o que falar quando foi lançada no último mês. Mas além do diamante amarelo milionário usado por Beyoncé, existe um outro fator que pode e deve chamar os olhos dos espectadores brasileiros: duas obras de arte presentes na cenografia do vídeo são do artista plástico baiano Emanoel Araújo.

Oxalá, totem branco na parede em frente ao piano. Foto: Reprodução.

Emanoel Araújo tem duas obras que figuram na nova campanha da Tiffany & Co. Gravado na Orum House, em Los Angeles, o filme é uma celebração ao amor moderno que tem, como protagonista, o casal Beyoncé e Jay-Z. Foram escolhidas, para figurar o cenário da campanha, uma obra do artista estadunidense Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988) e duas obras de Araújo: Biombo (2018), escultura em Pau Marfim e ipê roxo, e o totem branco Oxalá (2007), escultura em madeira e tinta automotiva. A escolha do artista que desponta nas principais instituições culturais do mundo para compor o cenário do vídeo é resultado de um empenho na internacionalização de seu trabalho, com a sua inclusão em coleções como o LACMA e o Hammer Museum, entre outros museus americanos.

Obra Biombo.

Emanoel Araújo produz uma obra fundamental para o entendimento ampliado e renovado sobre a arte afro-brasileira. Representado no Brasil pela galeria Simões de Assis, é influente em muitos aspectos. Além de artista, Araujo também teve grande impacto passando por diversas instituições, como a Pinacoteca de São Paulo e, principalmente, como fundador do Museu Afro Brasil – a primeira instituição dedicada à produção de artistas afro-brasileiros e africanos no país, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte e a escravidão.

Assim, Araújo é um nome essencial à história da arte e à arte contemporânea brasileira. Em 2021, inclusive, a Simões de Assis organizou duas grandes mostras do artista: a primeira em São Paulo, dedicada à série “Orixás”, em diálogo com obras de Rubem Valentim; e outra em Curitiba, dedicada à sua vasta produção de Relevos Geométricos, marca de sua produção nos últimos 40 anos.

Obra Oxalá.

Emanoel é artista plástico, escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. Baiano, nasceu numa tradicional família de ourives. Foi na oficina do marceneiro e talhador Eufrásio Vargas que, ainda na puberdade, começou a desenvolver seus trabalhos e aprendeu a marcenaria. Muito jovem, aos 13 anos, mergulhou no universo gráfico como funcionário da Imprensa Oficial de sua cidade. Em 1959, realizou sua primeira exposição individual, ainda em sua terra natal. Mudou-se para Salvador na década de 1960 e ingressou na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA), onde estudou gravura.

A campanha da Tiffany & Co., disponível no YouTube , foi dirigida por Emannuel Adjei um aclamado diretor de cinema, escritor e artista visual negro, e apresenta uma interpretação da música Moon River, popularizada pelo filme Bonequinha de Luxo, de 1961.

27 de setembro é dia de saudar os ibejis: aprenda a fazer o caruru

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Foto: Aline Chermoula.

“Agradecer e pedir proteção para nossas crianças.Salve a força, a pureza e a alegria das crianças! Que essa energia inunde nossos caminhos! Bejeró!” Ensina Dona Angélica Moreira chef de cozinha do @ajeumdadiaspora “Cosme e Damião vem comer seu caruru. Cosme e Damião, eu hei de todo ano fazer caruru pra tu” Letra de Música de Mariene de Castro (Cosme Damião).

27 de setembro é data importante para o povo de santo, dia de ofertas de carurus e doces para Cosme e Damião. 26 de setembro é o dia dos santos gêmeos médicos na Igreja Católica, conhecidos por serem protetores das crianças, que teriam vivido na Ásia e cuidavam da saúde das crianças gratuitamente.

Já na Umbanda e no Candomblé, é no dia 27 de setembro que são oferecidos carurus para as crianças em forma de agradecimento e de novos pedidos. O caruru, comida feita com quiabo cortado, camarão seco, azeite de dendê entre outros temperos, é oferecido para homenagear diversos santos e santas tanto dentro da religião católica e dos orixás no Candomblé e na Umbanda ao longo do ano. A exemplo do Caruru de Santa Bárbara no dia 4 de dezembro ou da Festa da Boa Morte, que ocorre no mês de agosto em Cachoeira, no Recôncavo Baiano.

O Caruru de sete meninos, oferecido em setembro, tem acompanhamentos no prato que variam de feijão fradinho, arroz, farofa de dendê, ovos cozidos, xinxim de galinha, banana da terra frita, rapadura, cana-de-açúcar e pipoca. Chamado também de caruru completo que reverencia não só os ibejis, mas todos os orixás.

São Cosme e Damião no Candomblé é associado ao orixá Ibeji, que significa gêmeos na cultura Iorubá, mas há outras divindades associadas a crianças a depender da nação. O nascimento de gêmeos, na cultura Iorubá, é considerado como um fenômeno divino e sagrado, e a simbologia do caruru vem daí.

Há uma diferença entre o orixá Ibeji e os erês. Os erês representam espíritos de crianças que foram escravizadas, viveram em situação de fome e abandono. Por isso geralmente estão associados a comida. Como o 27 de setembro é dia de São Cosme e Damião, setembro é o mês associado aos erês, às crianças. Como se eles fossem “padroeiros” ou “patronos” delas, das crianças abandonadas e das que sofreram durante a escravização ou no pós escravização.

Há algo bem interessante nessa data: uma inversão em termos da hierarquia que há no Candomblé. Se em outros momentos quem se serve primeiro são os mais velhos, com maior idade ou maior tempo de iniciação, desta vez são as sete crianças, ou sete meninos(as), que comem primeiro.

Tem o momento que as crianças vão comer primeiro. Mas todo mundo vai comer e se alimentar. Também tem a questão de comer com as mãos e limpar as mãos na saia de quem ofertou o caruru. Ofertar o Caruru de 7 meninos a São Cosme e Damião: uma missão de vida de pessoas que nascem no dia 27 de setembro e que a família por parte de mãe tem como base religiosa e contar a história com o dia de Cosme e Damião é uma tradição.

Dar o caruru é uma forma de honrar, agradecer e de pedir também. E quando as coisas acontecem, você acredita naquilo cada vez mais, você começa a ter a fé como algo que move montanhas mesmo. Caruru Caruru é tido como um prato típico da culinário baiana, tem suas origens nas culturas africanas e indígenas.

Preparado com quiabo, azeite de dendê, camarão seco, gengibre, amendoim, castanha de caju e outros temperos que ajudam a acentuar ainda mais esta iguaria. Poucos pratos são tão tipicamente brasileiros quanto o caruru baiano, que evidencia as influências africanas e indígenas na nossa gastronomia.

INGREDIENTES

• 600 g de quiabo (cerca de 60 unidades)

• 1 cebola

• ¼ de xícara (chá) de camarão seco descascado

• 1 ¼ de xícara (chá) de castanha-de-caju torrada

• 1 xícara (chá) de amendoim sem casca

• 1 ½ xícara (chá) de água

• 2 colheres (sopa) de gengibre ralado

• 2 colheres (sopa) de azeite de dendê

• sal a gosto

MODO DE PREPARO

1. Numa tigela grande, coloque o quiabo e cubra com água e 1 colher de (sopa) de vinagre. Deixe de molho por 10 minutos, retire o quiabo e espalhe num pano de prato limpo para secar. Enquanto isso, descasque e pique fino a cebola.

2. Numa tábua, corte e dispense o topo do quiabo. No sentido do comprimento, corte o legume em quatro partes; mantenha as partes juntas e fatie.

3. Leve uma panela ao fogo médio. Quando aquecer, junte o azeite de dendê e refogue a cebola por 5 minutos. Junte os cubinhos de quiabo, tempere com sal e refogue por 15 minutos, mexendo de vez em quando.

4. Enquanto isso, no liquidificador, bata o camarão seco com o amendoim, a castanha e ½ xícara (chá) de água, até formar uma pasta.

5. Depois dos 15 minutos, junte ao quiabo a pasta de camarão, o gengibre ralado, o restante da água e misture bem. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por mais 30 minutos, mexendo sempre para não queimar. Verifique o sabor e, se necessário, ajuste o sal.

Sirva bem quente.

Após ser expulso de “A Fazenda” por suspeita de estupro, Nego do Borel se manifesta: “Vocês vão acabar tirando minha vida”

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Foto: Reprodução/Instagram.

O funkeiro Nego do Borel foi expulso do reality show A Fazenda, acusado de ter abusado sexualmente da participante Dayane Mello durante a madrugada do último sábado(25), após supostamente praticar atos libidinosos com a modelo, que estava visivelmente alcoolizada. Em vídeo publicado no Instagram no último domingo (26), o cantor chora e relembra acusações que foram feitas sobre ele e já desmentidas. “Vocês vão acabar tirando a minha vida”, disse Borel, sugerindo que pensa em cometer suicídio.

“Vim aqui esclarecer algumas coisas que estavam acontecendo. Primeiro, as de aqui de fora, antes de eu entrar no reality. Gente, aqui fora, do começo do ano para cá, eu vim sendo acusado de várias coisas, entre elas que tinha um fuzil na minha casa. A polícia veio e achou um fuzil paintball, que era o que eu tinha. Fui acusado de passar doença, HPV. Fiz todos os exames, de sangue… Saiu o resultado e não tive nenhuma doença e nunca tive. Fui acusado de ter R$ 2 milhões na minha casa de dinheiro em espécie, e a polícia veio aqui e pegou R$ 420 mil. Esse dinheiro foi devolvido porque eu provei que é lícito”, começou o artista se referindo às acusações feitas pela ex-noiva, Duda Reis.

Sobre as acusações de estupro, ele disse se desculpou por ter dormido com uma mulher alcoolizada. “No reality, conheci a Day. Uma pessoa maravilhosa, gentil, simpática. A gente acabou se envolvendo, acabamos gostando um do outro, tendo afinidade e aconteceu o que aconteceu, que até agora não sei porque estou na minha casa. Mas se for pelo fato da Dayane ter dormido comigo, no estado que ela estava, desde já, quero aqui, primeiramente pedir perdão… Quero pedir desculpas a todas as mulheres que se sentiram incomodadas. Eu não tive maldade na hora. Vocês podem ver na filmagem que quando ela fala não, vou dormir. Não faço mais nada. A gente não transa, eu não forço nada. Não entendi nada porque acordei na minha casa.”

“Eu dormi ao lado de uma pessoa que estava alcoolizada. Eu estava querendo ficar com ela e ela ficar comigo. Eu estou sendo tachado como bandido, como criminoso. Eu quero saber o que eu fiz para merecer tanto ódio. Eu não estou aqui me vitimizando, não sou nenhum santo. Mas muitas coisas que foram ditas ao mesmo respeito não são verdade”, disse Borel, que diz que as acusações que ele vem sofrendo também têm um componente de racismo.

“Isso é o racismo na cara da sociedade. É porque eu sou preto, porque eu sou funkeiro, porque eu vim da favela? Isso é muita covardia que estão fazendo comigo”, disse Nego do Borel, que setenciou: “Vocês vão acabar tirando a minha vida. Eu tô depressivo por dentro, eu tô mal, eu tô muito quebrado porque eu sei que é uma coisa que eu não fiz. Eu não sou o monstro que as pessoas estão falando, eu não sou estuprador”, disse.

Nas redes sociais, o caso teve grande repercussão, com pessoas defendendo Nego do Borel, e muitas reafirmando que “não é não” e que ele não deveria nem ter começado contados mais íntimos com uma mulher visivelmente alcoolizada.

Em entrevista concedida à produção do programa, a modelo Dayane Mello disse que Nego do Borel “não foi abusivo” com ela “em nenhum momento” e que os dois não mantiveram relações sexuais naquela noite. Mas, questionada pela produção se ela se lembrava de coisas que falou, como o fato de ter uma filha e pedir para o cantor parar e também sobre a tentativa dos peões de tirá-la da cama do funkeiro, ela não se lembrava.

De acordo com o programa, esses dois pontos foram cruciais para e expulsão do funkeiro do programa.

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