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Clínica só com médicas negras completa um ano e emociona pacientes diariamente: “Estar aqui é um sonho”

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Foto: Divulgação

Entrar em uma clínica e encontrar médicas negras pode ser muito emocionante. É o que acontece com os pacientes do Grupo Ifé Medicina, como explica a Dra. Júlia Rocha em entrevista ao MUNDO NEGRO, ao lembrar de uma consulta com mãe e filha, e a adolescente se apresentava com alopecia.

“Ela usava tranças e extensões capilares de forma ininterrupta. Estava triste e preocupada porque a filha não conseguia se relacionar bem com seu cabelo crespo e já estava apresentando alopecia de tração em função dos Hairstyles utilizados e dos hábitos de alisamento. Ela temia que a filha evoluísse com um quadro severo como o dela. Foi uma consulta extremamente longa, de muito choro, transparência e choque de realidade”, diz a dermatologista.

Após quase um ano, o resultado: “a mãe me mandou uma foto da filha, que havia conseguido parar com os hábitos de alisamento, cortado os fios e estava amando sua nova relação com os cabelos. Isso realmente me emocionou”, conta a Dra Júlia.

Há um ano, diversos pacientes tem a oportunidade de serem atendidos no Grupo Ifé Medicina, criado por cinco mulheres negras no Rio de Janeiro. “Nosso encontro se deu pela junção do desejo em exercer uma medicina que conciliasse valores pessoais com a necessidade de buscarmos um novo consultório”, explica a Dra. Cecília Pereira ginecologista e mastologista, que se uniu às médicas Abdulay cirurgiã plástica, Aline Tito cardiologista, Julia Rocha dermatologista e Liana Tito oftalmologista.

“Algumas de nós, de fato, estavam precisando de uma nova sala, e fazer dessa busca não apenas um ato emergencial, mas uma virada de chave em nossas carreiras, onde finalmente poderíamos trazer a nossa verdade unindo outras pessoas com o mesmo propósito. Nos fez resgatar o desejo de termos uma clínica com um atendimento mais próximo, calmo e acolhedor”, relata a ginecologista.

Da esquerda para direita, as médicas: Julia Rocha, Aline Tito, Liana Tito, Cecília Pereira e Abdulay (Foto: Divulgação)

A Dra. Aline Tito, explica por exemplo, que a população negra é a que mais sofre com a pressão arterial elevada, mas a medicina branca ainda é tolerante à falta de cuidados com os pacientes por serem considerados mais ‘resistentes’. “O resultado dessa tolerância nós vemos nas emergências, com pessoas subtratadas evoluindo com infartos, AVC, insuficiência cardíaca e renal. Doenças que quando não são fatais tornam a pessoa inválida para prover sua subsistência. E quando esse indivíduo é trabalhador autônomo ele vê sua renda reduzida a um auxílio do Estado”.

“Estar aqui é um sonho”, a ouviu Liana durante uma consulta. “Nos abraçamos e choramos”, relatou. Todos os dias, elas ficam comovidas. “É emocionante também quando os filhos trazem seus pais e eles, de gerações anteriores, se emocionam e nos emocionam ao falarem que nunca haviam recebido um atendimento como na nossa clínica. Isso nos dá a certeza da caminhada”, relatou a Dra. Liana.

Mas não é só pelo atendimento humanizado e representativo de mulheres médicas que o Ifé se tornou uma referência. “A maioria dos nossos pacientes são negros. Observamos também que a escolha pelo nosso atendimento ocorreu em associação aos princípios do black money. Essa circulação de dinheiro é algo em que acreditamos muito. O fortalecimento da nossa população é atravessada por este formato de economia”, explica a oftalmologista.

Foto: Reprodução/Instagram

Depois de um ano com a clínica funcionando, a Dra. Liana ainda fala sobre como elas ainda sentem a euforia de terem a própria clínica. “Essa união e parceria nos fortaleceu, e cada paciente que vem ao nosso consultório é mais uma amizade que fazemos. São tantas histórias compartilhadas, sorrisos trocados, dores ressignificadas nesses meses, que faz toda nossa trajetória até aqui valer à pena”.

Sem spoilers, mas a oftalmologista garantiu que em breve terá novidades no Grupo Ifé Medicina: “Para o próximo ano, muitos projetos, só podemos pedir caminhos abertos!”.

Na eleição do voto útil, um parlamento mais negro não é utopia

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Foto: Pablo Vergara,

As eleições de 2022 tiveram suas grandes discussões marcadas pela urgência em tirar do poder o atual presidente da república e levar com ele sua política de morte. Ainda que a segunda opção mais viável, o ex-presidente Lula, não seja considerada uma unanimidade e nem o voto mais desejoso de toda a população, é certo que quem abomina verdadeiramente o que o governo atual representa e enxerga na possibilidade de encerrar essa história no primeiro turno a melhor opção, vai votar 13 neste domingo.

Sabemos, no entanto, que a situação de tragédia que o Brasil vive atualmente não apaga que os governos petistas não olharam com a devida atenção para a população negra. Que os índices de mortalidade e extermínio da juventude negra não eram exatamente os melhores e que a estrutura da manutenção do sistema que opera o genocídio negro por meio da “guerra às drogas” ganhou, inclusive, reforços.

Diante deste cenário, onde precisamos optar pelo que se apresenta como uma possibilidade de diálogo e reconstrução, não podemos esquecer que além do cenário nacional, temos nas mãos a possibilidade de transformar nossas representações no Congresso Nacional e nas casas legislativas estaduais e distrital.

Um esforço sem precedentes é observado nesta eleição para que conheçamos e possamos escolher candidaturas negras afirmativas e pautadas em compromissos de valorização do povo negro brasileiro. E, por isso, não podemos deixar o contexto de “voto útil” que se impõe para a eleição presidencial se esparramar para a escolha de nossos parlamentares.

Uma candidatura “viável” não se constroi de uma noite para uma manhã, sem uma grande estrutura financeira, dificilmente um parlamentar se elege logo na primeira tentativa, mas eleição não é somente sobre “vencer”. É sobre construir narrativas, sobre desenhar futuros e dar recados. É sobre o que nós não negociamos.

Felizmente, para além dos recados que queremos dar, temos, também, grandes candidaturas negras que se encaixam no víes da viabilidade e que estão organizadas e apresentadas por iniciativas como o Quilombo nos Parlamentos, que oferece opções em todos os estados e no Distrito Federal, para quem deseja eleger uma candidatura negra neste pleito.

Neste domingo, nosso compromisso é com o país, o estado e a cidade que queremos construir. É uma eleição que, apesar da dureza da realidade, apresenta, como toda virada de chave, a possibilidade de um futuro que só será possível porque foi sonhado. Por isso, quando estiver diante da urna eletrônica, vote por uma transformação positiva. A urgente, imediata e necessária mudança no Palácio do Planalto, e a eleição e fortalecimento de candidaturas negras no Legislativo.

‘Não! Não Olhe!’ chega em outubro no Prime Video

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Foto: Divulgação

O filme ‘Não! Não Olhe!‘, de Jordan Peele, estará disponível na loja Prime Video para locação, a partir da próxima segunda-feira, 3 de outubro. O longa de terror estrelado por Daniel Kaluuya e Keke Palmer continua em cartaz nos cinemas brasileiros.

Com tanto sucesso, o filme poderá ganhar uma versão estendida ou alternativa, mas ainda não há uma confirmação, segundo o cineasta Jordan Peele, em uma entrevista ao portal Collider recentemente.

“Eu não posso confirmar, nem negar nada. É meio, ‘ai, merda’. Tem havido muitas reações vindas de pessoas que acham coisas no trailer que não estão no filme. Posso dizer que acredito que as pessoas verão mais sobre isso no futuro. É tudo o que posso dizer. Estou esperançoso”.

Apesar do mistério, Jordan afirmou que só depende do interesse do estúdio para produzir mais um filme dentro do mesmo universo de ‘Não! Não Olhe’.

Nos Estados Unidos, o longa ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões (cerca de R$ 508 milhões) em bilheteria, em apenas 3 semanas da estreia nos cinemas, em julho. É dos poucos filmes originais a ultrapassar essa marca milionária no contexto de pandemia.

A história do longa se passa em uma cidade do interior da Califórnia. O local começa a ter estranhos acontecimentos movidos por uma força extraterrestre em um rancho de treinamento de cavalos. A dupla de irmãos interpretados por Daniel e Keke, possuem um rancho de cavalos e testemunham diversos acontecimentos assustadores.

Veja o trailer:

Jaca: conheça seus benefícios e nutrientes

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Imagem: Aline Chermoula

Deliciosa, exagerada e pouco discreta!
A jaca é a maior de todas as frutas cultivadas, sendo muito popular em países do Sudeste da Ásia e da África.

Benefícios da jaca para seu organismo
Combate a pressão alta: por ser rica em potássio, a jaca ajuda a prevenir problemas cardiovasculares, como o derrame ou o ataque cardíaco, além de diminuir os níveis da pressão arterial. Seu consumo regular também auxilia na queda dos níveis de sódio no sangue.

Para saber se a jaca está madura e boa para o consumo, veja se as saliências estão bem desenvolvidas e amarelas. Quando pressionada com os dedos, deve ter consistência firme.
O fruto é de forma ovalada, irregular, com casca grossa e áspera com pequenas saliências, verde, ou amarelada. Nascem diretamente do tronco e dos galhos mais grossos e chegam a pesar até 15 kg e medir até 40 cm. É um sincarpo, ou seja, infrutescência produzida pela fusão dos frutos formados pelos ovários de flores vizinhas.
A parte comestível da jaca são os frutículos encontrados no interior dos grandes sincarpos. O interior do fruto é formado por vários gomos, sendo que cada gomo contém um grande caroço recoberto por uma polpa cremosa e branca, suculenta, viscosa e com cheiro forte e característico, muito aromática.
Os gomos podem ser de consistência um pouco endurecida ou mole e são conhecidas popularmente como jaca-mole e jaca-dura. As sementes, que são tóxicas cruas, são comestíveis quando assadas, grelhadas ou cozidas.
Para saber se a jaca está madura e boa para o consumo, veja se as saliências estão bem desenvolvidas e amarelas.
Quando pressionada com os dedos, deve ter consistência firme.

Veja como fazer Chutney de Jaca

INGREDIENTES
• 1 e 1/3 de xícara (chá) de bagos de jaca, bem maduros e sem os caroços (300 g)
• Suco de 1 limão
• 1/4 de xícara (chá) de melaço de cana (75 g)
• 3 cravos
• 1 pedaço pequeno de canela em pau
• 1 e ½ xícara (chá) de água (360 ml)

PREPARO
Numa panela média, aqueça a jaca com o limão, o melaço, o cravo e a canela.
Mexendo de vez em quando, deixe no fogo por uns 10 min., até começar a caramelizar e dourar.
Então, junte a água e mantenha no fogo por mais uns 10min., até que a jaca esteja bem macia.
Retire do fogo, passe para uma tigela e deixe amornar.
Sirva o chutney morno ou em temperatura ambiente com carnes ou pães.
Guarde num pote com tampa por até 1 mês na geladeira.

Políticos atacam Lizzo após cantora tocar flauta de cristal: “Ela está profanando nossa história”

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Foto: Shawn Miller/Library of Congress.

A cantora Lizzo está recebendo duros ataques da comunidade conservadora nos Estados Unidos. Recentemente, a estrela tocou uma flauta de cristal de 200 anos que estava guardada na Biblioteca do Congresso, em Washington. Nunca antes uma pessoa tinha tocado o instrumento em público, Lizzo foi a primeira. A flauta pertenceu ao político James Madison (1751-1836), quarto presidente norte-americano, entre 1809 e 1817.

“A Biblioteca do Congresso realmente tirou uma flauta de 200 anos que pertencia a James Madison só para que Lizzo pudesse mexer nela. Eles degradam nossa história e depois te chamam de racista se você realmente vai contra isso”, disparou Greg Price, republicano e estrategista. “Lizzo não é talentosa o suficiente para tocar música em um gravador de plástico, muito menos uma flauta de cristal que pertenceu a James Madison. A administração Biden está zombando do país“, criticou Nick Adams, político conservador.

Uma série de publicações virais, com teores conservadores invadiram as redes nos últimos dias. “Ela está profanando nossa história”, disse Matt Walsh, escritor político de direita. Lizzo, que é uma flautista de formação clássica foi convidada a tocar apenas algumas notas da peça de cristal. Apesar das críticas, a dona do sucesso ‘About Damn Time’ não se abala. Nesta última noite de quinta-feira (29), Lizzo publicou um vídeo ironizando toda a situação com a seguinte legenda: “Tudo que eu preciso agora é de uma flauta de cristal”.

Ninguém nunca tinha tocado essa flauta antes, eu fui a primeira”, escreveu a vencedora do Grammy nas redes. “Eu apenas rebolei e toquei a flauta de cristal de James Madison dos anos 1800, fizemos história”.

“Nosso objetivo maior é ser útil e representativo”, conta dupla que canta e interpreta na língua de sinais

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Foto: divulgação

Você já foi a um show em que os cantores eram também intérpretes de libras? A inclusão nesse sentido pode parecer algo que, lamentavelmente, ainda está distante de ser o comum, mas a dupla musical Duelibras tem realizado um trabalho motivador ao mostrar que a música deve realmente ser um elemento a que todas as pessoas podem ter acesso.

Formada pelos músicos Bruno Oliveira e Lucas Brito, a Duelibras nasceu depois de uma conversa da dupla com uma amiga sobre as dificuldades que a comunidade surda enfrenta para se comunicar em sociedade. “Após uma conversa com uma amiga que trabalhava como intérprete de libras, ela nos contou as dificuldades da comunidade surda em se comunicar com as pessoas em hospitais, mercado, farmácia e etc… Nós percebemos que eles se sentem como estrangeiros no próprio país e não tinha entretenimento, além de pouca acessibilidade na arte em geral”, contam.

Após essa conversa, Bruno e Lucas se reuniram para fazer algo musical com inclusão das libras e com o objetivo de criar entretenimento que também pudesse incluir a comunidade surda, já que Lucas tinha feito na faculdade um trabalho cantando e fazendo libras.

Os artistas já tinham uma carreira musical em andamento. Ambos cantavam como backing vocal para alguns artistas, mas nunca se imaginaram à frente de algum trabalho. “Também tínhamos uma empresa, como sócios, de preparação vocal, onde atendíamos cantores como Fernando e Sorocaba, Ludmilla, Rouge, Vitão, Tília, Dennis Dj e Orochi, dentre outros artistas midiáticos”, detalham.

A dupla conta que seu trabalho tem sido bem recebido pelo público na internet. Eles têm vídeo com mais de um milhão de visualizações. “Estamos extasiados! Nunca imaginávamos ter mais de 1 milhão de visualizações em vídeos e receber tanto carinho de toda a comunidade. Fomos abraçados pelo INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) que é o maior trabalho realizado para os surdos, referência mundial e estamos ainda como os que sonham”, celebram.

Sobre a possibilidade de um trabalho autoral, Bruno e Lucas revelam que existe um projeto em preparação. “Sim! Temos muita vontade em 2023 de lançar a turnê após lançarmos nosso álbum. Já estamos em processo de composição e faremos algo muito especial”.

Sobre a mensagem que querem passar, os dois reforçam a importância da representatividade. “Quando assistem nossos covers e nossa primeira música, já sentem que tem inclusão até em repertório de diversos estilos. Nós como pretos e homossexuais vivemos na pele a necessidade da inclusão em todas as áreas. Com tudo que já viemos colhendo nesse início do trabalho e os testemunhos de pais que têm filhos surdos e que se sentem já abraçados, o nosso objetivo maior, antes de qualquer sucesso, é ser útil e representativo para todas as comunidades e levantarmos pautas através da nossa arte para reflexão, por conta desse sistema capitalista que nos rouba a atenção do que está acontecendo no mundo a fora”.

Neymar rebate críticas por declarar voto em Bolsonaro: “Atacado pelas pessoas que falam em democracia”

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Foto: Getty Images.

O jogador Neymar utilizou suas redes sociais nesta última quinta-feira (29) para declarar voto em Jair Messias Bolsonaro (PL), candidato à reeleição como Presidente da República. A iniciativa do atleta foi amplamente criticada por colegas, personalidades da mídia, influenciadores e fãs. “É lamentável que um cara negro, que vem da favela, pense em apoiar um homem que odeia tudo que ele representa”, disse o comunicador Jonas Di Andrade, através de um tweet viral. “Não há título de copa do mundo que possa apagar o quão triste é isso não só pro Brasil, mas para quem se espelha nele”.

“Neymar não é menino, gente. Ele já tem mais de 30 anos e acesso à informação“, criticou a ativista Luciana Viegas. “Esse posicionamento dele não é por falta de acesso e nem por ignorância. E aliado a um genocida. Não há leveza nisso. Não há falta de entendimento, é só perversidade e poder mesmo”.

Em resposta aos comentários, Neymar voltou às redes sociais nesta sexta-feira (30). “Falam em democracia e um montão de coisa, mas quando alguém tem um opinião diferente é atacado pelas próprias pessoas que falam em democracia. Vai entender”, escreveu o jogador. Apesar das críticas, o posicionamento do atleta foi muito bem recebido pelos apoiadores de Bolsonaro, que chegaram subir mutirão de apoio ao longo da última quinta-feira (29). “Fica firme campeão. Você mostrou que está pronto para liderar a seleção brasileira em busca de mais um título mundial. Deus o abençoe e a sua família”, escreveu Adolfo Sadhsida, atual Ministro de Minas e Energia.

“Somos os que menos têm visibilidade sobre nossos negócios”, destaca criadora de salão de luxo especializado em tranças afro

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Foto: Divulgação/Sony

As trancistas mantém a tradição de fazer penteados que carregam nossa ancestralidade e exaltam a beleza dos cabelos crespos. E agora, esse segmento está ganhando novos espaços ao chegar no mercado de luxo. 

Carolina Pinto e Taynara Alves são as fundadora do RAS, um espaço de luxo especializado em tranças afro, localizado em São Paulo. Próximas participantes do Shark Tank Brasil, as empresárias levarão a história do salão, que fica na área central da capital paulista, para o streaming com o objetivo de buscar mais investimento para o negócio. 

Em sete temporadas de programa, essa é a primeira a receber um salão especializado em tranças. As representantes do RAS poderão ser vistas no Shark Tank no sétimo episódio, que será exibido no próximo dia 6 de outubro, quinta-feira, às 21h30, no Sony Channel.

Foto: Reprodução/RAS

Em entrevista para o Mundo Negro, Carolina Pinto conta que a seleção para participar do programa aconteceu através de uma inscrição. Para ela, participar do Shark Tank Brasil, transmitido pela Sony, foi uma oportunidade de reconhecimento nacional. 

“Com certeza é uma experiência única, que carrega muitos elementos positivos para o negócio. Temos a visibilidade, a oportunidade de sermos um salão conhecido nacionalmente, a chance de investimento e portas abertas para olharmos nosso negócio com ainda mais potencial”, celebra a empresária e afirma que a participação no programa é um aprendizado. “Tudo que aconteceu foi um grande aprendizado! O programa tem o ritmo de um ‘tanque de tubarões’ mesmo, e independente do resultado, quando a gente passa por isso, entende que pode passar qualquer coisa, entrega muita experiência”, conta ela ao destacar os pontos fortes dessa experiência.

Ao ser questionada sobre como acredita que o programa contribui para potencializar os negócios de pessoas pretas, Carolina destaca: “Sabemos que, ainda que empreendedores pretos sejam a maioria no país, somos os que menos têm visibilidade sobre os nossos negócios, acesso a crédito, e a possibilidade de recebimento de investimentos, então ter essa porta aberta é um grande primeiro passo!”. 

“Porém, para isso acontecer da melhor forma, percebemos que só há a possibilidade do programa contribuir com empresas criadas por e para pessoas pretas, quando o time de investidores é composto por pessoas que entendem para além dos negócios, mas também, sobre questões de diversidade, questões raciais e recortes sociais”, observa Carolina Pinto.

Para a empresária, o universo das tranças é lucrativo, mas ainda precisa ser visto como tal. “Vemos o mundo das tranças como um oceano azul de possibilidades que ainda pode ser muito desbravado! Por exemplo, em um passado não muito distante, grandes setores não viam a necessidade de criar maquiagens para peles escuras, produtos capilares para cabelos crespos, e sentimos que no mundo das tranças é assim também! Estamos entrando em uma era que vão perceber que essa também é uma área lucrativa, também capaz de mover bons números financeiros”, comenta.

Ao criar um espaço de luxo especializado em tranças afro, Carolina Pinto e Taynara Alves não miravam a ostentação financeira, elas tinham o objetivo de mostrar que o luxo também é algo que sempre pertenceu às pessoas pretas. “Nós somos descendentes de reis e rainhas, luxo, para nós não é no sentido da ostentação, é resgate, é entregar o que quiseram nos fazer crer que não é nosso. O luxo vem de nós desde que o mundo é mundo”, explica Carolina.

Os próximos passos do RAS

“O que não falta para o RAS são planos, temos sim planejado e desenhado os próximos passos, que vão desde aumento da nossa capacidade de atendimento até outras vertentes dentro do ramo da beleza”, conta a empresária sobre os planos para o futuro do salão que se tornou pioneiro no mercado de luxo ligado ao segmento de beleza.

Trevor Noah anuncia saída do “The Daily Show” 

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Foto: Reprodução

Depois de sete anos apresentando o ‘The Daily Show’, o comediante sul-africano, Trevor Noah anunciou que está preparando sua despedida do programa. O comunicado foi feito pelo próprio apresentador durante uma gravação que foi ao ar antes do início da atração, na última quinta-feira (29).

“É algo que eu nunca esperei, e me peguei pensando ao longo do tempo, em tudo que passamos: a presidência de Trump, a pandemia, apenas a jornada de – o mais pandêmico – e percebi que depois de sete anos, meu tempo acabou”, disse Noah no vídeo.

Para a platéia do Daily Show, o apresentador falou sobre a experiência de estar à frente do programa nos últimos anos: “Eu amei apresentar esse show. Tem sido um dos meus maiores desafios. Tem sido uma das minhas maiores alegrias. Adoro tentar descobrir como fazer as pessoas rirem mesmo quando as histórias são particularmente ruins nos piores dias.”

No vídeo, Noah disse que existem coisas que ele quer explorar: “Percebi que há outra parte da minha vida que quero continuar explorando”, contou. “Sinto falta de aprender outras línguas, sinto falta de ir a outros países e fazer shows, sinto falta de estar em todos os lugares”, destacou ele.

Noah agradeceu à produção do programa e o Comedy Central, canal em que o programa é transmitido,”que acreditaram neste comediante aleatório que ninguém conhecia neste lado do mundo”, disse. “Na África do Sul, todo mundo me conhecia e me amava”, brincou.

Trevor Noah não deu detalhes sobre quando sua saída do programa vai ocorrer ou quem irá substituí-lo. Noah estreou como apresentador o ‘The Daily Show’ em 2015, após a despedida de Jon Stewart do comando da atração.

“Às vezes esse espetáculo é a única coisa que nós temos”, diz Manoel Soares ao relembrar relação com a Copa do Mundo

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Manoel Soares durante a gravação do quadro “A Copa Que Eu Vi” Foto: Globo/João Cotta.

Em “A Copa Que Eu Vi”, Manoel Soares se emociona ao recordar a infância no interior da Bahia.

O apresentador e jornalista Manoel Soares é o escolhido pela TV Globo neste fim de semana para falar sobre o Mundial de 1990 no quadro “A Copa Que Eu Vi”. Ele vai se emocionar ao recordar a infância no interior da Bahia. Ao ver as imagens daquele torneio disputado na Itália, o comunicador se emocionou ao lembrar o garoto que na época tinha dez anos e vivia no interior da Bahia.

“Eu era um menino ainda tentando entender o mundo. É isso que a Copa faz de bacana. Quantas pessoas não passaram a saber que o mundo é maior do que a sua rua? Em 1990 tinha um menino de dez anos, com poucas perspectivas e que via na Copa uma janela para o universo”, recorda Manoel Soares, que foi além sobre a importância da Copa do Mundo na vida das pessoas. “A gente depende desse espetáculo muitas vezes porque, pode parecer loucura, mas às vezes esse espetáculo é a única coisa que nós temos”.

O episódio vai ao ar numa versão mais curta, de um minuto e meio no intervalo de Pantanal, neste sábado, e uma versão estendida, no Esporte Espetacular, no domingo.

Nas gravações do quadro, o convidado se senta em uma cadeira no centro de um estúdio em penumbra e assiste a imagens marcantes daquela Copa em duas grandes telas laterais. Ouve narrações históricas, vê lances inesquecíveis e até se depara com decepções e com as memórias que são despertadas pelas Copas do Mundo.

Ao todo, a série tem 16 espisódios, que são exibidos em ordem cronológica, em uma contagem regressiva que se encerra no fim de semana que antecede a Copa do Catar.

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