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“Eu voto preto”: escolha de candidaturas negras se torna um dos assuntos mais comentados no Twitter

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Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil.

A expressão “Eu voto preto” ganhou o Twitter na manhã desta sexta-feira (30), último dia útil antes das eleições de 2022. A Coalizão Negra por Direitos e outros perfis engajados na luta antirracista e na representação de pessoas negras no Parlamento puxaram a movimentação na internet.

A iniciativa tem o objetivo de mobilizar eleitores para que escolham candidaturas negras para o parlamento no próximo domingo, especialmente diante de uma eleição polarizada e com a baixa presença de candidatos negros competitivos nas eleições para o Poder Executivo.

A renovação política e a necessidade de se ver representada pelos políticos que exercem mandatos foi lembrada durante o tuitaço. “Como boa parte dos brasileiros eu não me sinto representada, eu quero renovação política. Mas como cientista política eu sei que renovar não é deixar de votar nos velhos brancos pra votar nos filhos brancos deles. Eu vou votar no povo e o povo é preto!”, disse a cientista política Nailah Veleci.

Diversos candidatos e candidatas negras aproveitaram o crescimento do assunto na rede sociail para dar visibilidade às suas propostas e número de votação, aproveitando os últimos instantes de campanha na internet, que está liberada até sábado (1º).

Para as eleições de 2022, a iniciativa Quilombo Nos Parlamentos organizou candidaturas de pessoas negras progressistas e comprometidas com a questão racial, para ajudar os eleitores na escolha de em quem votar. A iniciativa reúne 120 candidaturas de pessoas ligadas ao movimento negro e tem, entre seus focos, o objetivo de difundir o voto antirracista no Brasil, apoiando candidatos realmente preocupados com a causa racial.

Oxímetros não detectam corretamente os níveis de oxigênio em pessoas de pele escura, diz pesquisa

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Foto: Getty Images.

Pessoas negras podem não ter seus níveis de oxigênio detectados adequadamente por oxímetros de pulso, que ficaram muito conhecidos da população durante a pandemia de covid-19. A descoberta foi feita por Ashraf Fawzy e Tianshi David Wu, médicos intensivistas dos Estados Unidos. “Eu estava cuidando de uma mulher afro-americana com asma e Covid. Estávamos diminuindo seu oxigênio porque o oxímetro de pulso estava nos dizendo que os níveis eram adequados, mas ela estava reclamando de falta de ar”, disse Fawzy à Bloomberg.

Os dois médicos examinaram a questão comparando as leituras do oxímetro de pulso com os resultados dos exames de sangue. Eles encontraram enormes discrepâncias entre os dois métodos que contribuíram para a falta de reconhecimento da Covid grave, atrasando o tratamento para pacientes negros e hispânicos. 

A pesquisa dos médicos foi publicada no JAMA Internal Medicine e fez ecoar um estudo publicado há dois anos pelo New England Journal of Medicine , mostrando que os pacientes negros eram quase três vezes mais propensos do que os brancos a ter baixos níveis de oxigênio que não eram detectados por um oxímetro de pulso.

Os oxímetros de pulso funcionam iluminando duas cores diferentes de luz através do dedo e, em seguida, lendo a quantidade de luz absorvida pela hemoglobina, uma molécula do sangue que transporta oxigênio. Desde 2013, os fabricantes foram obrigados a testar seus dispositivos em pelo menos 10 pessoas saudáveis, e pelo menos 15% do grupo de teste deve ter pele mais escura.

Fawzy, que também é professor assistente de medicina na Universidade Johns Hopkins, trabalhou com estudantes de engenharia que projetaram um oxímetro de pulso que inclui um sensor de cor para contabilizar diferentes tons de pele e software que fornece estimativas mais precisas dos níveis de saturação de oxigênio no sangue. Em agosto, a equipe ganhou o primeiro prêmio em um desafio de design do National Institutes of Health para desenvolver soluções para necessidades não atendidas em medicina, e o grupo agora está planejando um estudo clínico para o dispositivo.

Teresa Cristina fala sobre machismo estrutural e critica a ideia de que ‘mulher não pode engordar’

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Foto: Nana Moraes / Marie Claire Brasil.

A cantora Teresa Cristina estampa a nova capa da revista Marie Claire. Ao editorial, a artista de 54 anos falou sobre a carreira e comentou sobre o machismo estrutural dentro da sociedade, principalmente associado à idade das mulheres. “A impressão que dá é que todo eros do mundo está focado na pouca idade. A mulher tem uma obrigação moral de não mostrar a passagem do tempo”, reflete a artista.

Teresa acredita ainda que a mídia possui um papel muito importante na perpetuação de estereótipos ligados às mulheres. “Os papéis principais, as mocinhas das novelas, dos filmes, dos comerciais, todas têm a mesma idade. E isso está muito ligado ao não apego à história das pessoas, você sempre tem que ser mais nova”, contou ela. “A mulher não pode ter ruga, não pode ter barriga, não pode engordar, não pode ter cabelo branco. Não pode apresentar sinais que o homem apresenta tranquilamente.”

“Pior, ainda tem uma falácia de que o homem mais velho fica mais charmoso, e a mulher mais velha acaba”, diz a cantora, que durante a última semana recebeu o título de cidadã baiana. Para a Marie Claire, Teresa Cristina também comentou sobre a política, destacando que o Brasil vive um momento de ‘egoísmo’. “A minha esperança é que o eleitor pense no Brasil. Que o eleitor do Ciro, da Simone Tebet entenda que não é o momento de ter o capricho de não votar no Lula para votar em uma pessoa que tem 5% de chance. Esse egoísmo tem que ser cercado por uma onda empática”, disse a artista.

A expressão “igualdade racial” não é mencionada nos planos de governo de Jair Bolsonaro e Ciro Gomes

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Fotos: Cristiano Mariz/Agência O Globo e Maria Isabel Oliveira

De acordo com a pesquisa, a palavra racismo é citada apenas uma vez nos planos de três candidatos 

A TV Globo irá transmitir ao vivo o último debate entre os candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (29), após a novela ‘Pantanal’. Com a experiência do público com as sabatinas no Jornal Nacional, a questão racial não foi pautada com nenhum dos convidados.

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Luiz Felipe D’Ávila (NOVO), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB) participam do debate. Vera Lúcia (PSTU) e Léo Péricles (UP), os únicos candidatos negros, não foram convidados.

Um levantamento realizado pelo ID_BR (Instituto Identidades do Brasil) analisa como os candidatos à presidência do Brasil estão tratando a pauta racial em seus planos de governo. Tom Mendes, diretor administrativo e financeiro do ID_BR, comentou os projetos de quatro candidatos à Presidência.

“No total de candidaturas, há 11 pessoas, sendo 8 autodeclaradas brancas e 3 negras que são Léo Péricles, Vera Lúcia e Padre Kelmon (autodeclarado pardo). No pleito principal de quem tem se destacado, não há representantes negros ou indígenas”, sinaliza Tom.  

O executivo também chama a atenção para quantas vezes aparecem as palavras “igualdade racial” e/ou “equidade racial”, citadas apenas cinco vezes no somatório de todos os presidenciáveis, não sendo mencionadas nenhuma vez entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Em relação às cotas raciais, a expressão é utilizada uma vez por três candidaturas, não sendo citada no plano de Bolsonaro.  

Segundo a pesquisa: “O plano de governo do candidato Jair Bolsonaro não faz referência direta para políticas exclusivas para população negra e indígena, mas há a inserção principalmente da população indígena nos programas que o governo visa implementar segundo o plano de governo, um exemplo é a proposta de ‘Proteção e Promoção dos Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas’ ou a ‘Promoção a Segurança Alimentar e a alimentação saudável’.

O levantamento também encontrou outra proposta: “o etnoturismo que está no guarda chuva do que o programa chama de etnodesenvolvimento (termo que compreende o respeito à autonomia e à autodeterminação das Comunidades Indígenas)”.

A análise completa está disponível no site: https://simaigualdaderacial.com.br/site/o-que-pensam-os-candidatos-a-presidencia-sobre-a-pauta-racial/

‘Pantera Negra 2’ abordará o poder da narrativa feminina negra, revela elenco do filme

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Foto: Shaniqwa Jarvis / Elle Reino Unido.

As atrizes Danai Gurira, Lupita Nyong’o e Letitia Wright, estrelas de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’, apareceram como destaques da revista ELLE. Ao editorial britânico, as artistas revelaram novas informações sobre o aguardado filme da Marvel, que estreia dia 10 de novembro no Brasil. “Neste filme vemos mulheres negras sendo totalmente humanas. Isso é algo que muitas vezes não temos na tela”, disse Lupita. “E há tantas personagens femininas. Com muita frequência por aí, há um ou dois tokens de nós. Aqui [em Wakanda Para Sempre] você está vendo uma comunidade.”

Letitia Wright. Foto: Foto: Shaniqwa Jarvis / Elle Reino Unido.

“Um momento lindo do filme foi nós três fazendo uma cena juntas”, relembrou Letitia. “Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu no decorrer da franquia. Era uma cena delicada, mas havia tanta beleza nela e tantas risadas. Nós nos abraçamos de maneiras que não conseguimos fazer antes. E passar e ver Danai e Lupita na minha frente, apenas trabalhando em seu ofício. Tipo, caramba, estou em uma cena com Danai e Lupita. Isso é incrível. Isso é muito legal.”

Comentando sobre o impacto de ‘Pantera Negra’ no mundo do cinema, Danai Gurira destacou a presença de atores africanos em filmes hollywoodianos. “Esperamos que Pantera Negra tenha aberto os olhos das pessoas para o entendimento de que o mundo pode receber personagens africanas. Não é uma coisa chocante, e eles podem ser muito ressonantes com as pessoas”, disse a estrela.

Danai Gurira. Foto: Shaniqwa Jarvis / Elle Reino Unido.

Apesar do poder da narrativa feminina negra que ‘Wakanda Para Sempre’ deseja conquistar, as atrizes estão cientes de que o longa não pode promover a mudança inteira dentro da indústria. “Existem limites para o poder da representatividade e não pode ser a responsabilidade de um único filme promover a mudança no mundo”, conta Lupita.

Pantera Negra sem Chadwick Boseman

As três atrizes também conversaram sobre a continuação de ‘Pantera Negra’ sem Chadwick Boseman, que interpretou o personagem-título, Rei T’Challa, e morreu de câncer de cólon em 2020, aos 43 anos.Nos momentos em que temos alegria, eu apenas sinto ele aparecendo de volta, rindo com Deus, tipo, ‘Uau, olhe para minhas irmãs’”, diz Letitia, que interpreta Shuri, a princesa de Wakanda. “Nós pegamos todo o amor que tínhamos por ele e colocamos no filme.”

Lupita Nyong’o. Foto: Shaniqwa Jarvis / Elle Reino Unido.

Descobrir como avançar na história do Pantera Negra sem Boseman foi um processo doloroso para todos os envolvidos no filme. “Ryan já tinha me falado sobre o que o filme seria antes da morte de Chadwick”, contou Lupita. “Quando ele me ligou meses depois para me falar sobre a nova ideia, levando em conta a gravidade do que todos nós passamos, lembro-me de ficar com medo. Mas então eu senti um suspiro de alívio quando ouvi o que ele tinha reservado. Ele ofereceu uma jangada num mar profundo de tristeza.”

O primeiro trailer de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ está disponível em todas as plataformas.

“Fui estimulada a chamá-lo de macaco”, diz mulher acusada de injúria racial

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Foto: Reprodução/GloboNews

Em maio, a defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo foi flagrada em vídeo chamando dois entregadores de ‘macaco’ durante uma discussão na frente do condomínio onde ele foi fazer uma entrega, em Niterói, no Rio de Janeiro. Meses depois do ocorrido, a mulher foi à delegacia registrar queixa de injúria contra uma das vítimas, alegando que recebeu xingamentos machistas e sexistas.

O registro da ocorrência foi realizado nesta semana, na delegacia de Itaipu, também localizada em Niterói. A defesa da mulher, que está sendo acusada de injúria racial, adotou a estratégia de que ela também teria sido vítima de xingamentos durante a discussão com os entregadores.

“O que aconteceu é que ele começou a me ofender, a me xingar, ofensas sexistas, machistas. A discussão não acabava nunca, não acabava nunca, até que ele começa a me estimular a chamá-lo de macaco, ele começa a estimular essa situação e me levou ao limiar”, disse Alvarim em entrevista à GloboNews.

Ao ser questionada pelo repórter se era racista, Claudia Alvarim Barrozo negou: “De modo algum. Tenho familiares negros, funcionários negros, pessoas que trabalham na minha casa, de maneira alguma”, declarou. 

A mulher não compareceu a nenhum depoimento em que foi chamada durante a investigação. No mês de junho, Alvarim foi denunciada pelo Ministério Público por injúria racial e deixou de cumprir o acordo de não persecução, além de não ter pago indenização às vítimas, conforme previsto pela justiça. 

Joab Gama de Souza, advogado das vítimas, afirma que a mulher deve responder agora por um novo crime. “Ela confessou formalmente perante autoridade judiciária, perante o Ministério Público e devidamente assistida pela sua defesa. Ela irá, mais uma vez, responder por um outro crime, só que dessa vez por denunciação caluniosa”, declarou em entrevista. 

Relembre o caso

Em maio deste ano, a defensora pública aposentada Claudia Alvarim Barroso foi flagrada agredindo com insultos racistas o entregador Eduardo Pessanha Marques, em um condomínio de luxo em Niterói, no Rio de Janeiro. O vídeo em que a mulher aparece xingando o homem de macaco ganhou repercussão nas redes sociais.

Segundo Jonathas Mendonça, assistente de Eduardo, por volta de 15h30, eles estavam no condomínio para deixar uma encomenda e estacionaram em frente à casa da defensora pública, local da entrega. Ela teria pedido para que eles retirassem o veículo para sair com seu carro, mas Jonathan não sabe dirigir, e explicou que o motorista, que estava fazendo entrega em outra casa, já estaria de volta.

“Ela então começou a ofendê-lo, o chamando de ‘otário, babaca e idiota’ e ainda jogou uma pedra na van e tentou quebrar o retrovisor”, disse Joab Gama, advogado que representa as vítimas em entrevista ao UOL. Segundo o advogado, foi neste momento que o motorista voltou e a situação se agravou.

“Ele pegou o celular para gravar, porque ela estava jogando objetos na van. Para ele se resguardarem caso o veículo sofresse algum dano, ele gravou. Quando ele começou a gravar a senhora, que é uma defensora pública aposentada, o chamou de ‘macaco’. Agora estamos acompanhando as investigações”, disse.

https://twitter.com/SGOurgente/status/1522023029064273921?

‘Lima Barreto, ao Terceiro Dia’ com Luís Miranda e Sidney Santiago Kuanza, estreia hoje nos cinemas

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Foto: Felipe O'neill / Divulgação

O filme ‘Lima Barreto, ao Terceiro Dia‘ estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas. O longa aborda os três dias da última internação do escritor e jornalista carioca em um manicômio. Influenciado por suas obras originais e criativas, o filme traz Barreto interpretado pelos atores Luís Miranda aos 42 anos, e Sidney Santiago Kuanza, aos 30.

“Divido o papel com o grande Luís Miranda. Ele faz essa versão de Lima no momento em que está internado devido a problemas como depressão e alcoolismo, eu faço o escritor enquanto jovem, que vêm a ele em forma de delírio”, explica Sidney.

No enredo, o jornalista relembra sua vida como jovem autor enquanto escrevia sua maior obra, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, e fantasia sobre suas criações e seu passado. Personagens clássicos de seus contos ganham vida em seus delírios finais.

Foto: Felipe O’neill / Divulgação

“Esse filme é um sonho, individual e coletivo. Há décadas nós, enquanto população negra brasileira, gostaríamos de ter uma produção que trouxesse a trajetória desse que foi um dos maiores pensadores negros da nossa história”, conta o ator.

Lima Barreto ficou famoso por sua “escrita militante”, na qual fazia duras críticas à primeira república, onde refletia sobre os problemas da sociedade de forma bem-humorada, por meio de contos e crônicas.

“Ele deixou um legado imenso sobre lutar pelo Brasil. É um homem que nunca se acovardou, pelo contrário, sempre ergueu a voz diante de injustiças, falando sobre o crime que foi a escravidão. Seus pensamentos de 100 anos atrás se mantêm cada vez mais atuais”, ressalta.

Foto: Felipe O’neill / Divulgação

Em entrevista à coluna Splash do portal UOL, Luís Miranda, também falou sobre a realização do filme interpretando o Lima Barreto. “Foi uma delícia, mas também foi difícil fazê-lo porque a gente sabe pouco sobre o Lima Barreto e os autores negros brasileiros. O Lima Barreto era revolucionário, escrevia sobre as situações atuais do país”. 

“Foi um mergulho grande e a preparação foi intensa. O filme tem um diálogo bem específico, é misturado com textos, fragmentos dramáticos e poesias do Lima Barreto. Exige um trabalho de apuração bastante cuidadoso. Para mim, foi um grande desafio e um grande orgulho”, completa. 

A direção do longa é de Luiz Antonio Pilar, que compartilha o roteiro com Luis Alberto de Abreu. O elenco conta ainda com Orã Figueiredo (Policarpo Quaresma), Maurício Tizumba (Felizardo), Gisele Fróes (Adelaide), Maria Clara Vicente (Ismênia) e Camilo Bevilacqua (General Albernaz).

Veja o trailer:

Em trailer emocionante, “Hair Tales” aborda beleza, resistência e história do cabelo de mulheres negras

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Foto: Reprodução.

Série documental em seis episódios estreia dia 22.

Está no ar o novo trailer de “Hair Tales”, série documental em seis episódios, que abordar diversos aspectos que envolvem os cabelos de mulheres negras.  Desde a história que influencia o estilo dos cabelos, passando pela arte envolvida nos penteados e o sentimento de identidade expressado pelo cabelo, o programa vai trazer diversas facetas sob o olhar de mulheres negras famosas. Criada por Michaela Angela Davis  e Tracee Ellis Ross ( black-ish), a série estreia em 22 de outubro no Hulu e OWN. Na América Latina, vai ser transmitida pela Starplus.

O trailer mostra o cabelo de mulheres negras de todas as formas e tamanhos antes de mergulhar em como esses estilos só são possíveis hoje por causa de anos de mudanças em torno da percepção do cabelo. Antes de ser celebrado, os penteados negros muitas vezes tinham um estigma ligado a eles e muitos homens e mulheres alisavam seus cabelos para ficarem mais “apresentáveis”, conseguirem empregos, ou para atender aos padrões de beleza brancos. 

Trazendo um tom pessoal para cada narrativa, a série conta com seis convidadas influentes em seus episódios. Entre as histórias, ouviremos relatos de Oprah Winfrey , a oito vezes indicada ao Emmy Issa Rae ( Insecure ), as indicadas ao Grammy Chlöe Bailey e Chika , a congressista Ayanna Pressley , e  a jovem atriz Marsai Martin.

Adolescente é obrigada a tirar contas do cabelo antes de partida de vôlei nos EUA

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Foto: Reprodução/Fox 26 Houston

Na terça-feira, uma adolescente de 14 anos foi forçada a tirar as contas que usava na ponta das tranças antes de entrar em quadra para uma partida de vôlei. O caso aconteceu na Flórida, Estados Unidos, e o pai da garota, Trell Carson, acusa o juiz de discriminação.

 Em entrevista à Fox 26 Houston, o pai afirma que a filha foi humilhada ao ser forçada a cortar as contas na frente de todos antes do jogo começar. “Fiquei muito magoado e desapontado por minha filha, fiquei muito chateado”, disse.

Carson também disse que não existe nenhuma regra que proíba o uso das contas durante as partidas. Ele relatou que a filha, que joga no time de vôlei da Cypress Creek High School, usa as tranças com as contas bem presas nas pontas dos cabelos desde o início da temporada.

Mas na ultima terça-feira foi diferente. Um árbitro repreendeu sua filha e que ela e os colegas de time passaram 30 minutos cortando as contas para que o jogo pudesse começar. “Ela se sentiu humilhada e desrespeitada porque ele foi barulhento e agressivo sobre isso. Ele disse a ela, ei, você sabia melhor, tentou se safar que sabia que não deveria, mas tentou fazê-lo de qualquer maneira”, explicou.

“Se você sabe alguma coisa sobre esse tipo de cabelo e essas contas, é muito difícil tirá-las, então ela estava pedindo ao público e à outra equipe uma tesoura; uma mãe tinha um canivete, então ela teve que usar um canivete para cortar os elásticos fora”, continuou o pai.

O homem contou que examinou as regras e que não encontrou nada referente às contas nos cabelos dos jogadores. Em nota, os responsáveis pelo torneio afirmaram que não têm políticas sobre contas de cabelo.

“Queremos saber que importamos”, diz Oprah Winfrey sobre presença negra na televisão

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Foto: Frazer Harrison/Variety via Getty Images

“O denominador comum de nossas experiências é que todos nós queremos saber que somos importantes e queremos um show que reflita nossos valores”. A afirmação é de Oprah Winfrey, que falou, na última quarta-feira (29), encerrando o jantar Power Of Women, da revista Variety. “Estamos todos procurando a mesma coisa”, disse Winfrey. “Esta é a única lição que aprendi ao fazer ‘The Oprah Winfrey Show'”, completou.

Oprah foi homenageada no evento, ao lado de sua companheira de negócios e amiga, Ava Duvernay. As duas trabalham juntas na série Queen Sugar, onde Oprah é produtora executiva e Ava é produtora. As duas transformaram a série em uma plataforma para mulheres ao contratarem somente diretoras mulheres para o trabalho que é exbido no canal de TV da própria Oprah, a Oprah Winfrey Network (OWN).

Apenas mulheres na direção

O show empregou 42 mulheres diretoras, sete das quais – Shaz Bennett, Kat Candler, Patricia Cardoso, DeMane Davis, Aurora Guerrero, Stacey Muhammad e Victoria Mahoney – caminharam no tapete vermelho do evento em solidariedade a Winfrey e DuVernay.

“Lembro-me de receber a ligação de Ava dizendo: ‘Tenho essa ideia: e se tivéssemos todas as diretoras mulheres?’”, disse Winfrey. “Eu digo, ‘Todas as diretoras? Podemos fazer isso?’ Ava disse, ‘Sim, nós podemos fazer isso. Você é a dona da rede”.

“Estas foram todas as coisas reais que ouvimos: ‘Não vai durar.’ “Não há diretoras suficientes para fazer isso.” ‘Isso é apenas um acaso’”, lembrou DuVernay. “Mas sete temporadas depois, isso se tornou um movimento real na direção de episódios que repercutirá em nossa indústria por muitos anos.”

Queen Sugar está com sua sétima e última temporada em exibição na OWN, e Ava Duvernay se questiona sobre o que está ficando no lugar do programa, agora. “O fato de esta ser a série de televisão dramática mais antiga que centra uma família negra realmente diz algo sobre o estado da televisão americana ao longo da história”, avaliou DuVernay.

 “Temos que perguntar: ‘Por que isso não aconteceu? Por que isso não foi lançado e nutrido? Por que não foi visto e celebrado?’ Essas são todas as questões que eu acho que nossa indústria deveria estar analisando. À medida que ‘Queen Sugar’ termina, o que está em seu lugar?”

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