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Afropunk Festival pode ter edição em Salvador em novembro de 2020

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Com promessa de edição brasileira a ser realizada em novembro 2020, com o subtítulo “Carnaval da Consciência”, o Afropunk Brasil pode acontecer em Salvador. A data faz referência ao mês da consciência negra. O Festival confirma presença no país após uma batalha judicial de três anos. Com a vitória, foi dado o início ao processo para registro e direito de uso da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Em entrevista a Folha de SP, o fundador do evento, Matthew Morgan, diz que o registro foi dado apenas em abril de 2018. “Isso nos atrasou, mas acredito que estamos mais preparados agora […] Acredito que todas as outras edições estavam nos preparando para agora”. O evento é multicultural e reúne artistas, ativistas e fashionistas em uma mistura de festival de música, conferência de debates e semana de moda.

Segundo Matthew, o Brasil representa uma grande parcela do tráfego no site do festival. O mote surgiu após sua visita à Salvador. A possibilidade de ser realizada na cidade é levada por Morgan e equipe, mas em entrevista ele afirma que é “quase certo”.

Ator de Cidade de Deus: Alexandre Rodrigues volta aos poucos com espetáculo sobre refugiados africanos

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Foto: Henrique Oda

O ator Alexandre Rodrigues, reconhecido por seu papel filme Cidade de Deus, volta aos palcos no espetáculo Barulho D’água, do autor italiano Marco Martinelli, que retrata a trajetória refugiados africanos que tentam atravessar o mar mediterrâneo rumo à Países da Europa. A peça volta a ser encenada em São Paulo e comemora os 18 anos de trajetória da Companhia Nova de Teatro, do dia 09 a 11 de agosto, sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h, no Centro Cultural Olido.

A versão brasileira da peça nasceu a partir do encontro dos artistas Carina Casuscelli (tradução e direção) e Lenerson Polonini (provocação e iluminação), fundadores da Companhia Nova de Teatro, com o dramaturgo italiano Marco Martinelli.

Além de Alexandre Rodrigues, a peça conta com Márcio Louzada e Rosa Freitas, além de ator e bailarino cabo-verdense Amaury Filho de Reis. E tem a trilha do músico experimental Wilson Sukorski, provocações de Lenerson Polonini e vídeo projeções de Alexandre Ferraz.

O contato com o autor Marco começou em 2014 em Nova Iorque, onde a Companhia pesquisava o espetáculo 2xForeman: peças Bad Boy Nietzsche e Prostitutas Fora de Moda, de Richard Foreman. Na ocasião, Marco Martinelli apresentava a versão italiana de BARULHO D’ÁGUA no Teatro La MaMa.

“Nas conversas sobre as pesquisas dos grupos, enxergamos a possibilidade de um intercâmbio, e, com isso, firmamos um acordo de cooperação para investigar dramaturgicamente o tema imigração, com base em experiências desenvolvidas nos dois países”, explica Lenerson, diretor artístico do grupo.

Os ingressos serão no estilo “pague quanto puder” e vão ser distribuídos uma hora antes de cada apresentação. Para mais informações: http://facebook.com/cianovadeteatro.

Familia de Marielle Franco lança Instituto em sua memória no dia que ela faria 40 anos

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Em memória à Marielle Franco, vereadora assassinada junto ao motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro, sua família lançou no último sábado (27) o Instituto Marielle Franco e o Papo Franco, atividade que visa promover o diálogo com a sociedade civil e foi iniciada pela parlamentar após a sua eleição em 2016.

A professora e ativista Anielle Franco, irmã de Marielle, em entrevista ao Brasil de Fato, conta que fez uma promessa para si mesma de que todo o mês de julho faria alguma atividade em memória da vereadora. O instituto possui quatro eixos de atuação.

“Vamos trabalhar com quatro pilares: busca por justiça, o legado, as sementes e o memorial. Acho que cada um é bastante explicativo. Primeiro, a justiça porque até agora a gente não sabe quem mandou matar; o legado e as sementes se complementam, porque eu acho que devemos espalhar a nossa história de vida e lembrando que ela foi assassinada num crime político e a memória é porque tem que estar registrado, não era qualquer pessoa sendo assassinada. Era uma vereadora negra, favelada, bissexual, traz muitas vertentes e minorias juntas”, diz.

Projeto do Instituto, O Papo Franco é focado em temas relacionados à formação política, não-parlamentar e apartidária. Na próxima edição, que ocorrerá no Galpão Bela Maré, Anielle será a mediadora de uma roda de conversa com as deputadas Mônica Francisco, Renata Souza, Talíria Petrone, as três do Psol Rio de Janeiro, e Erica Malunguinho, do Psol São Paulo. “O Papo Franco é um dos projetos da família que começou com a Mari. Neste ano faremos o Papo Franco com um debate com as deputadas eleitas, mas pra celebrar a vida”, finaliza.

Saiba mais: https://www.institutomariellefranco.org.

Fast Color: Filme sobre 3 gerações mulheres negras com superpoderes, virará série produzida por Viola Davis

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Fugitiva e viciada em drogas, uma jovem mulher retorna ao lar. Em casa, ela relembra que têm superpoderes ao reencontrar a mãe e sua própria filha. Essa três gerações de mulheres negras esconderam do mundo sua habilidades especiais, porém quando a Terra está em risco, ela terão que refletir juntas sobre esse segredo. Essa é resumidamente a história de Fast Color, uma longa que chamou a atenção da atriz e produtora Viola Davis, que fechou uma parceria com a Amazon Studios, plataforma vídeos e seriados Amazon, para transformar o filme em seriado.

Viola e seu marido Julius Tennon são donos da produtora JuVee que dá enfoque a produções afro-centradas. Também fazem parte do projeto os roteiristas originais do longa Julia Hart e Jordan Horowitz. O elenco original é composto por Gugu Mbatha-Raw (Ruth), Lorraine Toussant (Bo, mãe de Ruth) e Saniyya Sidney (filha de Ruth). Até o momento só Gugu foi confirmada no  projeto da série.

“Fast Color é uma história e o mundo que nos lembra, não somente que temos uma alma, mas que temos mulheres corajosas e extraordinárias para protegê-lo”, descreve Viola.

 

Família Ewbank Gagliasso dá boas-vindas ao novo filho: Irmãozinho da Titi também é do Malaui

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Bless é o nome do irmão mais novo da Titi, filha de Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank.  O casal anunciou a chegada no novo filho por meio de um comunicado à imprensa no dia 25 de julho, mas somente hoje publicaram uma foto com o novo herdeiro.  “É com enorme alegria que comunicamos a chegada de Bless Ewbank Gagliasso, o segundo filho do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso”

Bless tem 4 anos e é nascido no Malaui, país do sul da África. A família Gagliasso passou o mês de Julho inteiro no país para cuidar das partes burocráticas da adoção. O processo todo durou 2 anos.

https://www.instagram.com/p/B0jKgktJskZ/

 

Maju Coutinho estreia no Fantástico no próximo domingo

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Durante os próximos dois domingos 4  e 11 de agosto, a querida Maju Coutinho apresentará o programa Fantástico, da Globo. Ela irá cobrir as férias da jornalista Poliana Abritta.

Maju foi a primeira mulher negra a s ser âncora do Jornal Nacional e é hoje um dos grandes nomes do jornalismo da emissora.

Coincidência ou não, a jornalista  foi divulgada como apresentadora do Fantástico, dias depois de Luciana Barreto ser anunciada como apresentadora de um jornal diário no canal CNN que ainda não iniciou as atividades no Brasil. Parece que finalmente estão percebendo que a representatividade também traz audiência.

Sheron Menezzes ficou insegura com corpo pós-gestação: “Sendo sincera, até hoje eu fico chateada”

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Uma das atrizes mais lindas do Brasil, Sheron Menezzes se sente como qualquer mortal quando o assunto é corpo pós-maternidade. Mãe de Benjamin, de um ano e meio, ela confessou durante o programa Encontro desse segunda, que está se adaptando às mudanças que seu corpo sofreu depois gravidez do seu filho. “O seu corpo de prepara para receber o maior amor do mundo, então você alarga. Muitas mulheres engordam mais, outras menos, mas o seu corpo muda”, explica Sheron.

“Existe uma pressão para você voltar para o seu corpo normal, logo após o parto. Tem aquelas que voltam, e a gente fala caramba, o que aconteceu comigo?”, desabafou a atriz que ainda foi muito realista em relação aos seus sentimentos com sua autoimagem.

“Eu ficava muito chateada, até hoje eu fico às vezes, sendo bem sincera. Eu tenho a maternidade real total.Me olho no espelho e falo, não está bom. Aí eu digo que amanhã vou começar a dieta, mas depois me dá vontade de comer e eu como”, finalizou a atriz que está no elenco de Bom Sucesso, a nova novela das 19h da Rede Globo.

Turma da Mônica: Maju confere espetáculo que tem música do Olodum, Paula Lima e a personagem Milena

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Em comemoração aos 60 anos da Maurício Produções, a Turma da Mônica percorre o Brasil com o espetáculo Brasilis , uma superprodução musical que enaltece a diversidade cultura do país, trazendo a representatividade das nossas origens, passando pela cultura indígena, africana e europeia.

Paula Lima e o grupo Olodum (que não aparecem em cena, mas participou da trilha sonora do show) são algumas das atrações desse espetáculo circense-musical.

A jornalista Maju Coutinho foi prestigiar a amiga Paula Lima e ainda fez foto com Milena, a garotinha negra de 7 anos que é uma das mais novas personagens da Turma da Mônica.

“É uma história maravilhosa de tolerância e amor”, disse Maju.

Brasilis tem consultoria sobre cultura africana, por Rafael Calça e sobre cultura indígena, por Katu Mirim e Danilo Baniwa.

O espetáculo fica na cidade de São Paulo até o próximo domingo, dia 4 de Agosto e depois viaja pelo resto do país.

Confira a agenda itinerante no site do evento http://www.circoturmadamonica.com.br/

“Seguiremos em honra a você”: Atores negros prestam homenagens à Ruth de Souza

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Fazendo uma singela adaptação da palavra Ubuntu, muito da arte negra no cinema, TV e teatro, é por que Ruth Souza, que faleceu nesse domingo (28) aos 98 anos,  existiu. “Ela veio antes de todas nós. Ela veio antes da Chica Xavier, ela veio antes da Lea Garcia, antes da Zezé Motta. Ela veio antes de muitas antes de nós”, destacou Taís Araujo em seu Instagram.

Na dramaturgia Negra Dona Ruth inventou a roda sim, sendo a primeira mulher negra em vários momentos da sua vida profissional, como por exemplo, sua encenação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1945, no espetáculo “O Imperador Jones” (“The Imperator Jones”), do dramaturgo americano Eugene O’Neill (1888-1953).  Como Taís Araújo bem descreveu em seu Instagram

A atriz sempre disse em suas entrevistas, que interpretar a poetiza Carolina de Jesus, foi seu trabalho preferido. “Eu até esquecia quem eu era”, ilustrava a atriz.

Ruth de Souza chegou a dar aula de alfabetização para pessoas pobres que queriam se tornar atores, mas não sabiam ler. Ela conta um pouco sobre sua própria história nessa homenagem da Ancine:

Despedidas e homenagens

Dona Ruth foi uma unanimidade dentro da classe artística. No carnaval desse ano, ela homenageada pela escola de samba Santa Cruz, no desfile da Série A do Carnaval do Rio.

“‪Ruth de Souza foi a primeira atriz negra que construiu carreira no teatro, cinema e na televisão brasileira. Partiu para outro plano hoje, aos 98 anos, e deixa um verdadeiro legado. Vá em paz, dona Ruth”, disse o roteirista Walcyr Carrasco.

“A passagem da Grande Dama Ruth de Souza, nos deixa com uma imensa sensação de perda por tudo que ela foi e representa.
gratidão por toda a história e legado que deixou.
ViVa Dona Ruth de Souza!!”. Essas são as palavras da atriz Maria Gal, de As Aventuras de Poliana e que também atua como ativistas na inclusão do negro no mercado audiovisual.

https://www.instagram.com/p/B0d7j_wpqsP/

Atores a atrizes negras compartilharam fotos com Ruth de Souza, deixando mensagens emocionantes de despedidas, sem esquecer de enaltecer o legado de uma atriz que viveu em um mundo muito mais racista do que hoje, mas não perdeu a elegância, a vontade de trabalha e de fazer um trabalho baseado na excelência negra.

https://www.instagram.com/p/B0d_VYfHmJ3/

https://www.instagram.com/p/B0efgS9lE3J/?igshid=1qwggbtkbnmt8

 

 

 

Donald Glover, sobre Síndrome do Impostor e dúvidas sobre seu talento: “Às vezes a gente acha que é só sorte, mas não é”

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Mesmo com muito trabalho e estudo, você não se sente bom o suficiente para merecer as suas conquistas?  Saiba que até o gênio do “This is America”, Donald Glover, também conhecido como Childish Gambino já teve um forte complexo de inferioridade.

O interprete de Simba, na nova versão de O Rei Leão conversou sobre insegurança e Síndrome do Impostor, durante  uma entrevista para o site americano Shadow and Act. A estrela de Atlanta já duvidou de si quando foi convidado para ser roteirista do popular seriado americano 30 Rock.

“Eu acabava de ter começado meu trabalho como roteirista do 30 Rock e era o o único negro e o mais jovem da equipe. E lá tinham pessoas que participaram do Frasier e Friends. Era gente dá pesada”, disse o cantor.

Glover revelou que depois de algumas semanas, eles falou com seu pai sobre sentir que não era bom o suficiente para estar lá. “Meu pai disse ‘Eles sabem o que estão fazendo ou você não estaria lá’“, explicou Glover.

“Você sente um tipo de Síndrome do Impostor às vezes, onde você acha que é tudo sorte, sabe, mas na verdade não é”, diz ele. “Por mais que pareça ser sorte e seja sorte, não é só isso”.

A Síndrome do Impostor atinge muitas pessoas negras que ao avançarem em suas carreiras, são muitas vezes os únicos rostos mais escuros do ambiente. Isso gera uma sensação de inferioridade e questionamento sobre sua real competência para estar naquele naquela posição.

Muitos se sentem uma fraude, como se estivessem lá por outros motivos que não sua própria competência e há pessoas que se auto-sabotam, cometendo falhas para serem “descobertas” como uma farsa. Quem sofre desse síndrome também tem grande dificuldades para aceitar elogios.

Pessoas que se sentem assim, devem conversar sobre o assunto com amigos e familiares e em casos mais graves, onde o desempenho profissional começa a ser prejudicado, uma ajuda terapêutica é essencial.

 

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