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Ludmilla: a preta funkeira indicada ao Grammy Latino 2018!

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Ludmilla é aquela cantora, funkeira, que começou a carreira como “MC Beyoncé”, quem lembra? Você lembra também de ela ter sido chamada de “macaca” em rede nacional, na TV aberta, ao vivo? Ou quando ela foi atacada por ofensas racistas na internet?

Nosso país é racista, machista e classista, disso você já deve saber. Ludmilla é negra, mulher, de origem humilde e canta funk – ritmo oriundo das favelas cariocas. Então, a quantas ofensas ela esteve e está sujeita? Disfarçado de “é só a minha opinião”, perdi as contas de quantas vezes li e ouvi comentários odiosos endereçados a ela, a música dela, a sua estética.

Há algum tempo atrás assisti um vídeo onde Ana Carolina – cantora branca, conceituada da MPB – canta “Hoje”, hit consagrado na voz de Ludmilla. Os comentários me deixam pensativa, pra dizer o mínimo. Coisas como: “Velho se eu fosse a Ludimilla eu nunca mais cantava essa música hehehehehe HUMILHOUUUUuuuUUU mostrou que cantar com a boca é diferente de com a bunda :)” ou “Até uma música tosca, fica perfeita na voz dessa mulher”.

Ana Carolina fez a versão de um funk em voz e violão, nada mais. Ela não fez nada de extraordinário, nem com sua voz, nem com a música. O ritmo é o mesmo, a letra é a mesma… Na verdade, toda a graça da música, que é a batida contagiante e a maneira maliciosa com que Ludmilla a canta, Ana não tem em sua versão. Mas, ainda sim, as pessoas acham MUITO melhor!  Por que será?

Obviamente, por que voz e violão não é funk!  Ana não é negra, não é funkeira, não rebola, então ela “pode tudo”! Não nos esqueçamos que estamos no país onde tramitou um projeto de lei, em pleno 2017, para a CRIMINALIZAÇÃO do funk!

Mas agora esta Ludmilla,  funkeira, mulher negra, cantora e compositora, está indicada ao Grammy Latino, uma das maiores premiações do mundo da música e, sem dúvidas, a maior da América Latina. Pra você ter uma ideia, Shakira  e Maluma estão concorrendo este ano. Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Gilberto Gil já foram alguns dos brasileiros vencedores.

Ludmilla está concorrendo na categoria destinada à língua portuguesa, de melhor álbum pop contemporâneo, pelo disco “A Danada sou eu”. Será que os críticos musicais do Grammy Latino acham mesmo que a Ludmilla só canta “com a bunda”, ou será que os críticos de internet é que precisam ser menos machistas e racistas?

Prêmio de literatura contempla jovens negros escritores

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A Faculdade Zumbi dos Palmares e a Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (Afrobras) promovem o “Prêmio Jovem Negro de Literatura 2017”, para revelar novos talentos e promover a literatura produzida por jovens autores negros do Brasil.

O objetivo é valorizar a produção literária da juventude negra, além de mostrar e valorizar o talento intelectual da população afro-brasileira.  O primeiro colocado terá sua obra publicada com uma tiragem de 1.000 exemplares, o vencedor assinará um contrato de publicação com a editora Unipalmares, que poderá fazer parceria ou não com outra editora.

O Prêmio faz parte das ações realizadas durante a “Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra – FlinkSampa”, que acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no Campus da Faculdade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, com entrada franca.

Pra quem quer concorrer ao “Prêmio Jovem Negro de Literatura” de 2017, é necessário enviar a obra e fazer a inscrição até o dia 30 de outubro, através do site do FlinkSampa. Para conferir todo o regulamento do prêmio, clique AQUI.

Criador de Black-Ish está sequência do Príncipe em NY, Eddy Murphy está no projeto

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Quando tem negros na direção o resultado é diferente

O  Príncipe em NY é um clássico que agrada a todo mundo, não importa a idade. A temática é atemporal e nós da comunidade negra sempre celebramos narrativas que lembram a nobreza de muitas nações africana.

De um lado você tem o Príncipe Akeem, milionário que vem para NY encontrar uma mulher que o ame pelo o que ele é, e não seu título real. Para isso ele vai trabalhar em um lanchonete, onde o dono é um negro de classe média alta, pai da Lisa MacDowell, a mocinha do filme.

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Beleza e emponderamento negro em pleno anos 80

São tantas referência positivas, sobre amor, ancestralidade e empreendedorismo, que a sequência até que demorou para virar uma ideia.

Ainda em fase inicial, o roteiro do novo Príncipe em NY será escrito por Kenya Barris criador do sensacional Black-ish (que a Netflix poderia colocar no ar novamente). Esse seriado mostra uma família negra de classe média alta, lidando com sua negritude em um ambiente onde eles são a minoria, quando não os únicos negros.

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Black-Ish: O dia dia complexo dos negros com dinheiro (Foto: Divulgação)

Não é nada oficial, mas sites americanos afirmam que Eddy Murphy participará da sequência também como ator, mas ele já está participando no desenvolvimento do projeto.

O filme original faturou 288 milhões de dólares no mundo, sendo US$ 128 milhões só nos EUA.

 

Exposição fotográfica traz destaque à população negra da Amazônia

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"Chico remeiro" - Foto: Marcela Bonfim

Em 2013 a fotógrafa Marcela Bonfim visitou as comunidades quilombolas, tradicionais, indígenas e urbanas, além de terreiros e festejos religiosos na região do Vale do Guaporé (RO). Nesta viagem foram produzidas algumas das fotografias que hoje compõe a exposição “(Re)Conhecendo a Amazônia Negra”.

Ao todo, são 55 imagens, que contam com registros feitos no Mato Grosso (MT), Maranhão (MA) e Pará (PA), além do Vale do Guaporé (RO).  As fotografias ilustram as mais diversas identidades e culturas presentes entre os povos negros do local e a importância social das religiões de matriz africana na construção do Brasil.

“Madona Negra” – Foto: Marcela Bonfim

A fotógrafa registrou diversas expressões dos grupos que residem na região norte do país, dentre eles remanescentes quilombolas, afro-indígenas, barbadianos e também haitianos.

A exposição ficará no “CAIXA Cultural São Paulo” do dia 7 de outubro até o dia 17 de dezembro. No dia 11 de novembro haverá o lançamento do catálogo e um bate-papo com a fotógrafa, às 11h da manhã.  O patrocínio do evento é da Caixa Econômica Federal, com visitação gratuita e classificação livre. A “CAIXA Cultural São Paulo” fica na Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP) – próxima à estação Sé do Metrô.

Atriz Maria Gal palestra no TEDx sobre racismo no audiovisual

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Atriz Maria Gal

Maria Gal ganhou, em 2017, o prêmio de melhor atriz no “Madrid Internacional Festival” pelo trabalho no filme “A Carga”. A atriz, porém, é mais conhecida do grande público por trabalhos na TV. Ela passou por algumas novelas: “Carrosel”, “Gabriela” e “Joia Rara”.

Maria estará palestrando no “TEDx São Paulo Futuro do Trabalho”, falando sobre o racismo no audiovisual. O TED tem como objetivo disseminar ideias e compartilhar experiências inspiradoras, gerar discussões profundas e reflexões entre os participantes. Grandes nomes, do nosso país e do mundo, já palestraram neste evento, como Taís Araújo, Shonda Rhimes e Steve Jobs.

O evento conta com várias palestras, com diversos temas, além do de Maria Gal. Os ingressos para o “TEDx São Paulo Futuro do Trabalho” já estão encerrados, porém, haverá transmissão ao vivo do evento, gratuita e em tempo real na página TEDx São Paulo no Facebook, no dia 28 de setembro das 15h00 às 20h00. Saiba a programação completa do evento, clicando AQUI.

Programa de jovens talentos oferece capacitação para advogados negros, na FGV

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Felizmente 2017 teve um salto significativo no número de empresas focadas na diversidade dentro do mercado de trabalho. A atividade desse tipo de negócio vai além de divulgar as vagas, passando também pela conscientização da empresa, dos funcionários e dos candidatos aprovados.

Caroline Lourenço, faz parte do Empodera.  “Nós somos também um negócio de impacto, que tem como missão ser o melhor parceiro para desenvolvimento de carreira e empregabilidade de jovens universitários e recém formados de todo o país”.

A empresa está com um programa de Jovens Talentos Negros do Direito que pretende promover a diversidade racial nos principais escritórios de advocacia do Brasil.

Para tanto, o Empodera está recrutando jovens negros estudantes ou formados em Direito, com até 34 anos, para a realização de uma capacitação especial para processos seletivos de estagiários e advogados em escritórios de advocacia de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os participantes do programa, trabalharão com advogados que são líderes em suas áreas de atuação, em casos jurídicos desafiadores, complexos e altamente sofisticados.

Prazo de inscrição: 30/setembro/2017
Data e horário da capacitação: 07/outubro/2017, início 13h.
Local: FGV/RJ – Praia de Botafogo, 190 – Rio de Janeiro – auditório 1028.

Para participar, siga os passos:
– Cadastre-se na  plataforma (www.comunidadeempodera.com.br);
– Submeta o seu currículo na  plataforma e atualize seus dados de cadastro com todas as informações em “Minha Conta”;
– Acesse a aba de “Processos Seletivos”, leia atentamente o edital e clique no botão “Participar”.

Poder! Mulher negra dita a tendência da cultura americana, diz pesquisa Nielsen

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Foto: Reprodução capa da revista People

Quando Angela Davis disse em sua visita no Brasil em Julho, que quando a mulher negra se movimenta, toda a sociedade se movimenta junto, ela estava correta. Uma pesquisa recém lançada pela Nielsen, um dos mais respeitados institutos de pesquisa do mundo, comprova essa premissa.

São as afro-americanas quem ditam tendências, mostram ser mais fiéis as marcas e é o grupo que mais se preocupa em projetar uma imagem positiva.

A pesquisa “African American Women: Our Science, Her Magic,” (Mulher afro-americana: nossa ciência, sua mágica”, uma alusão ao termo Black Girls Magic, foi apresentando durante o Congressional Black Caucus Foundation na primeira quinzena de Setembro, nos EUA.

De acordo com o relatório, até as preferencias de consumo dessas mulheres estão ressoando em todo território americano e a expectativa é de que até 2021, elas serão responsáveis pela injeção 1,5 trilhões de dólares na economia nacional.

O número de afro-empreendedoras também cresceu 67% de 2007 a 2012, mais do que todas os outros grupos somados.

“As mulheres negras têm fortes valores de afirmação da vida e se entregam em tudo o que fazem. A celebração de seu poder e beleza se reflete no que eles compram, observam e escutam, e pessoas fora das suas comunidades, são inspiradas por elas”, diz Cheryl Grace, Vice-Presidente Sênior de Alianças Estratégicas dos Estados Unidos e Engajamento do Consumidor da  Nielsen durante a apresentação do relatório.

Cheryl Grace, da Nielsen

“Compreender como os valores das mulheres negras afetam suas decisões de compra tem sido uma necessidade de marketing. Agora, os empresários também devem reconhecer a influência intercultural das mulheres negras no mercado geral, como uma parte cada vez mais vital de como todas as mulheres se vêem, suas famílias e o resto do mundo”, acrescenta Grace.

O estudo não ignora que muitas mulheres negras americanas estão abandonando a química e optando pelo cabelo natural.  60%  das mulheres negras disseram comprar produtos naturais porque estão preocupados com o meio ambiente e 46% confirmaram que costumam usar produtos de beleza naturais ou orgânicos, reforçando a importância que essas mulheres dão em projetar uma imagem positiva.

No Brasil

Apesar de haver vários estudos relacionados a classe C, onde estão a maioria das mulheres negras, não há um estudo específico sobre gênero e raça que estude os hábitos de consumo das afro-brasileiras como um todo.

Porém, não podemos negar que a representatividade na publicidade tem crescido. Até a Mercedes Bens, tradicional marca alemã de carro, tem agora a rapper Karol Conká como o rosto da nova campanha da marca, que pretende conquistar consumidores mais jovens.

Reprodução Facebook

A Beauty Fair, maior feira de beleza da América Latina, ganhou uma versão para cabelos crespos e cacheados, mas sabemos bem qual o perfil da mulher que eles querem atingir. Poderíamos arriscar em dizer, que o consumo de produtos de beleza para cabelos afro são os que aquecerem a indústria nesses últimos anos.

Mesmo ainda sendo a base da pirâmide social, a mulher negra brasileira estuda cada vez mais e cuida mais de si mesma.

Se os braços dessas mulheres construíram esse país, há grandes chances que seu dinheiro ajuda o Brasil a sair da crise, até por que ao contrário dos EUA, aqui somos a maioria.

Evento traz roda de conversa e mini-curso que discutem diversidade no mercado de trabalho

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Businesswoman working in the office

A Organização das Nações Unidas, a ONU, instituiu a “Década Internacional de Afrodescendentes”. Isso significa que, entre 2015 e 2024, a Organização trabalhará intensamente com os objetivos de promover o respeito, proteção e cumprimento de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas afrodescendentes, promover um maior conhecimento e respeito pelo patrimônio diversificado, a cultura e a contribuição de afrodescendentes para o desenvolvimento das sociedades e adotar e reforçar os quadros jurídicos pela eliminação de todas as formas de descriminação racial.

Tendo tudo isso em vista, o Instituto Histórico e Geográfico de são Paulo realizará o encontro “A diversidade étnico-racial e de gênero no mercado de trabalho”. No dia 30 de setembro, às 10h da manhã, acontece a roda de conversa intitulada: “Como ser um líder inclusivo”. Liliane Rocha, fundadora e presidente da Gestão Kairós Consultoria especializada em Sustentabilidade e Diversidade, Mestre em Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas – FGV , com MBA Executivo em Gestão da Sustentabilidade pela FGV, entre outras atribuições, conduzirá a conversa. A entrada é gratuita.

Já em outubro, nos dias 5, 19 e 26, será ministrado o mini-curso: “A década internacional de afrodescendentes e a diversidade étnico-racial e de gênero no mercado de trabalho”, com a coordenação da professora, doutora, Antonia A. Quintão. Em todos os dias o curso começará às 17h30. Investimento de R$90 por pessoa, sendo R$45 para estudantes.

Todos os encontros acontecem na Rua Benjamin Constant, 158 – Ao lado do Metrô Sé – São Paulo. Para se inscrever e obter outras informações, entre em contato com a organização através do e-mail: cultura@ihgsp.org.br

Miss Jales está a frente de projetos sociais: “Sempre admirei mulheres negras no poder”

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Foto: Divulgação

Cada diz mais temos misses negras se posicionando sobre questões raciais e sociais. A Miss Jales,cidade do interior de São Paulo) e técnica agropecuária Iamonike Helena.  Com 23 anos e consciente de sua beleza, ela usa seu título de Miss como facilitador para realização de projetos sociais.

Foto: Divulgação

Confira esse bate papo entre ela e nosso colaborador Luiz Mendonça (@luizrenatomendonca)

Você sempre sonhou ser Miss?
Na verdade sempre fui modelo, ser miss foi algo inesperado porém muito bem vindo! Sempre fui motivo de piadas na infância e na minha adolescência. Então comecei a usar o título de miss para desenvolver projetos sociais focados na autoestima de crianças e  adolescentes.

Foto: Divulgação

Quem eram suas referências de beleza negra?

Sempre gostei de apreciar mulheres negras no poder, Oprah, Naomi, Michele Obama, Glória Maria. Sempre me inspiraram a me tornar uma pessoa cada vez melhor! Sempre dizia que elas conseguiram eu também conseguiria!

Foto: Divulgação

Sentiu preconceito  alguma vez como miss ou modelo?

Eu sempre soube do preconceito nos concursos de misses, mais não tinha NOÇÃO, do tamanho do preconceito. Se eu aliso meu cabelo estou renegando a origem, se eu uso crespo sou a pobre.  Recebi muitas mensagens preconceituosas. E como modelo muitas vezes ouvia estilistas dizerem que tinham que por pelo menos um negro no casting senão pagariam multa.

Em seu reinado como Miss Jales você abraçou causas sociais, foi a escolas etc. Como foi está experiência?
Tento olhar pelo lado mais positivo possível o resultado do miss, quando voltei pra Jales e vi o respeito conquistado.

 

Sucesso na TV e publicidade, Elis agora quer gravar seu CD para empoderar as crianças

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Elis MC: empoderamento infantil por meio dança e música

Você já deve ter visto o rosto dela na TV, Internet ou em alguma campanha publicitária. Elis MC é uma garotinha do Rio de Janeiro, que com apenas 6 anos, já sabe o que sua imagem representa para outras crianças negras quando ela aparece publicamente.

“A imagem da imagem da Elis passa uma representatividade super natural. Seja no modo de se vestir ou até mesmo o cabelão para o alto. Lá no inicio de 2014 eu já sabia que ela tinha essa força..na verdade desde que ela nasceu. Ela sempre conseguiu levar a atenção para ela e sempre foi líder em tudo. Gosto desse movimento que ela faz tão naturalmente. Dá força que ela passa para meninas e meninos”, explica Renata Morais, empresária e mãe da Elis.

Para levar sua mensagem de empoderamento infantil para mais crianças, Elis quer gravar um CD, onde os pequenos poderão ouvir para curtir em casa com a família, ou nas festas que a pequena dançarina promove.

https://youtu.be/pwqriIe_C9s

“Elis já dançou na Tv, já foi embaixadora de campanha, já jantou no Copacabana Palace, já viajou para vários estados do pais e já ate dançou no rock in Rio. A gente vai lançar um beat bem carioca, bem dançante com frases  afirmativas que valorizam a estética natural da criança negra. É uma resposta para tudo aquilo que elas sofrem na escola, na rua e em casa  e na vida”, detalha a mãe da dançarina.

Para realizar o sonho da sua filha Renata criou um projeto de financiamento coletivo, o “Eu quero dançar com a Elis”.

“O Vem dançar com a Elis é uma convocação para fortalecer o movimento e para dizer com todas as letras que não há nada de errado com a nossa estética natural. De gancho a gente mostra que o funk não é crime e pode sim ser um meio positivo de fortalecer as nossas crianças”, finaliza empreendedora.

Elis MC e sua mãe Renata Morais

Quer ajudar a Elis MC a empoderar a criançada por meio da música e dança. Contribua com a campanha clicando aqui.

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