Exista uma grande carência de adolescentes negros para nossa moçada. Por isso é importante ficar de olho no que artistas negros abaixo dos 18 andam fazendo e prestigiar.
MC Soffiaé a adolescente negra mais famosa do Brasil. Com 14 anos (quase 15) ela já participou da aberta das Olimpíadas no Brasil, subiu no palco com grandes nome da música, faz shows pelo Brasil e agora, após sua participação no programa Dancing Brasil Brasil Junior, da Rede Record ela lança seu programa de entrevista Soffia Convida, dentro do Instagram.
Seu primeiro entrevistado é o ator Jean Paulo Campos, que ficou famoso interpretando o Cirilo, na novela Carrossel do SBT. O vídeo completo da entrevista está no IGTV espaço de vídeos mais longos, do Instagram.
O espetáculo “Esperança na Revolta” é líder de indicações ao Prêmio Shell de Teatro, são três, e reestreia nesta sexta-feira (15), às 21h e fica em cartaz às sextas e sábados às 20h e domingos, às 19h30, até dia 24 deste mês, no Teatro Armando Costa, na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna. A entrada é gratuita.
Com a temática sobre guerras contemporâneas e como o ser humano reage e sobrevive às violências, a peça toda produzida e executada por negros e tem no elenco com Alex Nanin, Beà ,Cátia Costa, Cláudia Barbot, Daniel Vargas, Lívia Prado, Nádia Bittencourt, Reinaldo Junior e Tarso Gentil. A direção é de André Lemos e rendeu uma das indicações ao prêmio e outra indicação junto com a Béa, na categoria música, mais que um elemento presente na montagem, é uma personagem executada ao vivo e guia cada trama e seu contexto.
Após promover duas temporadas no final do ano passado e levantar verba por meio de apresentações de rua e no transporte público, o espetáculo segue como uma montagem independente, totalmente sem patrocínio, faz parte da Confraria do Impossível, coletivo de artistas que também recebeu indicação ao prêmio na categoria autoria.
O grupo está chegando a locais nunca antes acessados por pessoas negras, é a primeira vez na história da premiação que um diretor negro é indicado (André Lemos) e uma mulher preta (Béa) na categoria música. A supervisão dramaturga é de Rodrigo França, que está participando do Big Brother Brasil 2019, a supervisão cênica de Vilma Melo (primeira atriz negra a ganhar o prêmio Shell) e a direção artística geral de Hilton Cobra, o Cobrinha, da Cia dos Comuns.
A entrada funcionará com sistema de senha e será distribuída no local com uma hora de antecedência ao início do espetáculo. A Escola Técnica Estadual Martins Penna, fica localizada na Rua Vinte de Abril, n° 14, Centro, Rio de Janeiro.
A “Era Uma Vez no Mundo“, que operava somente online, através do e-commerce, vai inaugurar a primeira loja de bonecas negras do país, no Rio de Janeiro. A unidade será no espaço Andradas 22, no Centro e será inaugurada neste sábado (16).
Criada em 2017, o negócio de impacto social tem o objetivo de suprir a falta de produtos voltados para as crianças negras. O projeto é acelerado pelo Instituto Ekloos, em parceria com o Oi Futuro. O principal produto será a boneca Dandara, famosa heroína, esposa de Zumbi dos Palmares. Jaciana Melquiades, uma das fundadoras do projeto, conta que “Dandara” é destaque de vendas, contando com 15 estampas e modelos diferentes, feitos com tecido africano exclusivo.
“Apesar da oferta de bonecas negras ter aumentado nos últimos três anos, ainda temos uma baixa oferta na indústria nacional. Encontrar uma boneca negra em uma loja física ainda é bastante difícil […] Entendemos que o público consumidor tem a necessidade de poder ver, tocar e avaliar o produto antes de comprar, ainda mais em se tratando de um item ainda tão raro no mercado”, explica Jaciana, em nota. A boneca custará R$ 80, com a possibilidade de personalização por R$ 65. A meta é vender mais de 10 mil bonecas este ano.
Escritora do livro “Café“, lançado pela Editora LiteraRUA, em parceria com a Laboratório Fantasma, Dona Jacira, mãe de Katia, Katiane e dos rappers Emicida e Fióti, estará no sábado (23) no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, para uma tarde de bate-papo sobre sua obra e para autografar os exemplares.
Café foi lançado em novembro de 2018 e é o primeiro livro da artista, griot, guardiã das histórias do seu povo, mestre em artes e ofício, poetisa, mulher e claro, mãe. A obra é uma biografia narrada em primeira pessoa e apresenta palavras impressas que refletem mais que o brilho da poesia, mostra a rica história de uma mulher que decidiu perseverar. Revela também a história de uma mulher de personalidade forte. Café fala sobre sonhos, desilusões, desejos, identidade, território, justiça e medo.
“Vivi momentos muitos duros. Nos quais não havia espaço para o desenho, a pintura, ou mesmo para a poesia e menos ainda para a prosa. Mas, sempre escrevi! Na minha cabeça, escrevi. A arte sempre foi um refúgio, lugar de busca e de encontro”, afirma Dona Jacira.
O livro fala de coragem, de altivez, de bondade, de humanidade. Fala de uma criança que, precocemente virou mãe, mulher, cidadã e que muito cedo enfrentou a dureza da vida, a navalha dos preconceitos e descobriu que a violência podia estar sentada no sofá da sala, na mesa de jantar ou se esconder nas paredes de sua infância. O livro nos ensina perseverança, arte e amor pela vida.
O bate-papo começa às 14h30. O SESC fica na Avenida Paulista, n° 119. A entrada é gratuita e sujeita a lotação.
O ator americano, Michael B. Jordan, esteve na capital paulista junto com Florian Munteanu, rival dele no filme “Creed“, para visitar o projeto social “Pamplona“, que atende cerca de 250 crianças de comunidades carentes da zona oeste de São Paulo. Além de boxe e outras artes marciais, o instituto oferece tratamento psicológico a meninos e meninas de 7 a 17 anos. Os atores estiveram no Brasil para promover “Creed 2”.
Dias antes dessa visita, o filme “Creed” foi exibido na academia do projeto, no jardim São Remo, e os alunos de boxe a artes marciais estavam eufóricos. O que as crianças não esperavam era que receberiam a visita dos astros do filme, ali mesmo, na academia que fica na periferia da capital paulista.
No filme, Michael interpreta Adonis Creed, filho de Apolo Creed, que é morto no quarto episódio da série. “Quando eu era criança queria mudar de nome. Eu era muito competitivo, tinha que ser bom em qualquer coisa. Por isso só queria fazer meu próprio nome, deixar meu próprio legado“, disse o ator, que também foi destaque no filme “Pantera Negra“, em entrevista a Globo.
A visita do ator no Brasil foi rápida, mas renovou o sonho dessas crianças, segundo o Rodrigo Pamplona. “A gente quer tirar essa molecada do crime, das drogas, da prostituição. A gente quer mostrar um caminho diferente. Que existe, né?, concluiu.
Depois da sua festa de aniversário que gerou rebuliço na Internet e repercussão negativa na imprensa Internacional, Donata Meirelles pediu demissão da revista Vogue Brasil, onde exercia a função de diretora de estilo.
De acordo com o site Alô Alô Bahia, a mulher de Nizan Guanaes enviou uma carta aos colegas e amigos mais próximos, comunicando a decisão:
“Com tristeza no coração, mas com a coragem e a cabeça erguida que sempre pautaram a minha vida, inicio um novo ciclo e peço demissão daVogue Brasil uma publicação que ajudei a construir. Te amo Vogue, te amo desde jovenzinha. Conte comigo para que você continue fazendo a diferença no mercado editorial e de moda, defendendo e promovendo todas as belezas humanas, como eu continuarei a defender”.
A revista emitiu no começo da semana, em seu Instagram, uma nota de esclarecimento onde sugere aumentar a diversidade da vozes dentro da publicação por meio de um Fórum. Alguns corajosos se ofereceram para ajudar a revista, que já deveria ter feito sua lição de casa desde o trágico baile Vogue inspirado em África.
Maria Júlia Coutinho, a Maju, assumirá a bancada do Jornal Nacional pela primeira vez. A jornalista, que fala da meteorologia no jornalístico, já havia assumido a bancada do Jornal Hoje aos sábados.
Assim como no Jornal Hoje, Maria Júlia Coutinho vai apresentar o Jornal Nacional no esquema de rodízio.
A jornalista estreia já no próximo sábado no Jornal Nacional, de acordo com a colunista Patrícia Kogut, do O Globo. Maju assumirá a bancada nas escalas de fim de semana, nas folgas de Renata Vasconcellos.
Com o propósito de promover a língua portuguesa e a cultura brasileira entre as famílias multiculturais que vivem no exterior, a empreendedora brasileira Vanessa Pfeil, que mora na Alemanha há 10 anos, criou a “Livros For Kids“, a maior distribuidora de livros em português brasileiro em toda Ásia, Europa e EstadosUnidos. A empresa vende clássicos da literatura infantil.
Durante uma vinda ao Brasil, Vanessa comprou 200 livros infantis para os filhos. Após publicar em uma rede social alguns exemplares usados para venda e doação, recebeu diversas mensagens de pedidos, a ponto de ter o perfil bloqueado. A iniciativa teve muito sucesso e isso deu origem a Livros For Kids, que tem um grande acervo de clássicos infantis, um vasto material para alfabetização em português e muita informação sobre a cultura brasileira para crianças e jovens, de 0 a 17 anos.
Além do site, a empresa possui pontos de vendas fixos nos EUA e em todos os países da Europa e Ásia, resultado do crescimento em dois anos.
“Nosso objetivo é ser um canal de difusão e promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira, promovendo o Brasil de forma positiva para os estrangeiros. Oferecemos livros em português, com preços acessíveis, para que o maior número de famílias possa deixar o português como língua de herança para os seus filhos”, explica Vanessa.
Formada em administração, Vanessa afirma que o grande diferencial da Livros For Kids é ter valor do frete menor em relação às empresas que enviam livros em português para fora do Brasil. Isso porque a distribuidora tem representantes exclusivos nos países onde tem pontos de venda, tornando o frete local.
Nascida e criada na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, a empreendedora foi aluna do primeiro pré-vestibular comunitário da região. Seu projeto não só valoriza a educação e a cultura brasileira no exterior, como tem grandes responsabilidade com sua origem. Vanessa destina 10% de tudo que é vendido a três projetos sociais que envolvem educação no Brasil e na África: o FARO Maré: projeto de alfabetização de adultos; o pré-vestibular comunitário, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM); e o Instituto DORCAS, de alfabetização de mulheres adultas no Senegal, África.
A empreendedora social, Raquel Motta, não imaginou que um “meme” mudaria tanto sua vida e faria dela uma celebridade nacional. Conhecida como “Musa dos 3 reais“, após participar do Programa “É de Casa”, em março de 2018, a chama foi acesa novamente após uma brincadeira exibida pelo fantástico, em janeiro deste ano. Raquel mostrava como fazer uma carteira sustentável que tinha o custo do material de apenas R$ 3, e a apresentadora Ana Furtado se surpreendeu com o fato do por udo custar tão pouco.
Com a grande repercussão, o número de seguidores de Raquel cresceu, de 60 foi para mais de 200 mil em uma semana, entre anônimos e famosos, como a própria Ana Furtado e o Padre Fábio de Melo, que enviou um vídeo, ao Programa É de Casa, em homenagem à Raquel. Agora, a artesã espera que a fama inesperada seja revertida para as ações realizadas pelo Instituto Musiva, organização que coordena em parceria com o empreendedor Valmir Vale.
“Temos muitas empreendedoras precisando dar o pontapé inicial para conquistarem independência financeira e temos capacidade, logística e técnica, para multiplicar nossas ações, de estímulo ao empreendedorismo e a economia criativa, mas para isso estamos em busca de mais parcerias com empresas privadas”, conta Raquel, e ressalta ainda que várias marcas utilizaram os “3REAIS” como estratégia de marketing para se aproximar do público, nas últimas semanas, como Fini, MC Donald’s e 99Táxi, entre várias outras, usando como base a brincadeira.
Como as marcas pegaram carona no meme, ela mesma decidiu mudar o nome de suas redes para “Raquel Motta 3REAIS” e também vai aproveitar o marketing da brincadeira como estratégia de comunicação da loja online, que será lançada em março, após o Carnaval, e terá produtos a partir R$ 3, feitos pelas artesãs dos projetos realizados pelo Instituto Musiva. “É uma oportunidade de mostrar que é possível oferecer produtos sustentáveis de qualidade e também com preços acessíveis e de divulgar e agregar muito mais valor ao trabalho criativo e feito à mão.
O Instituto Musiva, criado por Valmir e Raquel, nascidos e criados em Vigário Geral, se uniram com o compromisso de promover a transformação na vida das pessoas. O instituto surgiu com o propósito de promover o impacto socioambiental, em territórios populares, através da educação e da cultura, e de estimular a economia criativa e o empreendedorismo para enfrentamento da pobreza extrema. Desde que foi fundado, em 2010, mais de 2 mil participantes já foram beneficiados no Complexo do Alemão, Rocinha, Deodoro, Cascadura, Ramos, Morro do Estado, Vigário Geral, entre outras favelas e periferias ao redor do Rio de Janeiro.
Com estreia prevista para março, o programa O Aprendiz do empresário Roberto Justus, volta à Band com um formato diferente. Ao invés dos tradicionais aspirantes a mega empresários, dessa vez o programa será composto por influenciadores digitais.
Nana Rude, PC Siqueira são alguns dos nomes da nova edição do programa e a comunidade negra está muito bem representada pela Youtuber Xan Ravelli. Mãe preta e feminista, ela comanda o canal do Youtube Soul Vaidosa, desde 2013 e é uma das influenciadoras negras mais queridas da Internet. Xan usa as suas redes sociais para mostrar não só o glamour de influenciadora, mas os perrengues que mulheres sofrem para conciliar trabalho, casamento e maternidade.
Quem quiser fortalecer a torcida da única negra do programa, pode segui-la nas redes sociais e esperar até março para se encantar por ela.