Em 2018 o rapper fez história ao se tornar o 1º artista a atingir a marca de 50 bilhões de streams em todas as plataformas de streaming musicais.
Agora, em 2021 o cantor bateu novamente a marca de 50 bilhões, sendo esse número somente na plataforma Spotify.
No Twitter o ‘Chart Data’ publicou o novo recorde do artista: Drake já ultrapassou 50 bilhões de streams no Spotify em todos os créditos. Ele é o primeiro artista da história a atingir esse marco.”
.@Drake has now surpassed 50 billion streams on Spotify across all credits. He is the first artist in history to hit this milestone.
No final de 2019 foi anunciado que o cantor se consagrou como o artista mais ouvido da década. Segundo os dados do Spotify, que se baseou nos mais de 248 milhões de ouvintes no mundo inteiro, Drake ganhou o título pelos 28 bilhões de streams.
Em outrubro de 2020 o rapper anunciou que um novo álbum está por vir ainda no primeiro mês de 2021 “Certified Lover Boy” que ainda não tem data exata.
Novembro negro passou e aparentemente a grande mídia voltou a esquecer a existência de pessoas negras. Em contra partida o público esta cada vez mais atento a essas “falhas” e cada vez mais cobrando posicionamento dos veículos de comunicação.
Um exemplo disso veio logo no primeiro dia do ano, o Jornal Meia Hora noticiou: ‘Em ilha privativa, Bruna Marquezine, Rafa Kalimann e Manu Gavassi tomam banho de mar’, a foto foi tirada na virada do ano e a primeira pessoa presente na imagem é a única que não contava no titulo.
Após os leitores cobrarem para que o site se retratasse, o nome de Thelma Assis foi incluído e o jornal publicou a seguinte nota:
Neste sábado foi a vez da revista Marie Clarie. A revista publicou em seu Instagram uma sequencia de fotos ‘Inspiração para os fios: antes e depois das sisters do BBB20’ e curiosamente não usou uma foto da ganhadora da edição e que em novembro foi capa da revista.
E mais uma vez o público percebeu e cobrou:
Diferente do Jornal Meia Hora, a revista não se retratou. Marie Clarie excluiu de sua conta a publicação sem fotos da Thelminha e realizou uma nova postagem, dessa vez, usando a foto da ganhadora, aproveitaram e relembraram que Thelma foi a capa deles em novembro de 2020.
Porém, como dissemos, o público leitor – de forma correta – não está deixando ‘passar’ e os comentários na nova publicação mostram isso:
A Apple TV+ e Oprah Winfrey anunciaram uma nova série sobre a vida da maior apresentadora do mundo.
A produção vai mostrar a jornada da apresentadora ao longo desses anos e como ela foi de uma jovem desconhecida à um dos maiores nomes do entretenimento norte-americano.
Com data de estreia não divulgada, toda produção já está envolvida, mas a única coisa que foi revelada é que o vencedor do Oscar, Kevin MacDonald, está se unindo novamente à produtora indicada ao Emmy Lisa Erspamer e seu banner Happy Street Entertainment no projeto. A dupla trabalhou em parceria no documentário sobre a biografia de Whitney Houston, chamado “Whitney”.
As notícias foram anunciadas pelo portal Deadline, que foi anunciado na quinta-feira passada (14).
Além de apresentar, Oprah é detentora da revista, “The Oprah Magazine”, que obteve considerável sucesso no mercado de publicações femininas e possui o domínio do site Oprah.com, criado por ela no intuito de transmitir ao público informações sobre a sua vida pessoal.
Com base em uma pesquisa inédita encomendada pela empresa AFAR Ventures LLC, sobre o potencial de consumo de conteúdo negro no Brasil, a empresa anunciou o lançamento no Brasil da plataforma AFRO.TV, que tem como objetivo ser um espaço qualificado de conteúdo audiovisiual e branded content para o mercado afro-brasileiro, de periferia e outros aspectos da diversidade.
A startup inicia a produção de conteúdo na modalidade beta, com o tema representatividade que será o grande foco dos conteúdos a serem criados.
A plataforma terá sede a cidade de Salvador, a capital mais negra do Brasil onde será seu estúdio principal, mas terá correspondentes em outras partes do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Alguns nomes do mercado como a influenciadora paulistana Daniele Da Mata e a atriz aiana Maria Gal, além de apresentadores Tiago Rocha e Sara Barbosa já estão confirmados para produzir conteúdo originais.
A plataforma conta com um time de sócios e investidores como Paulo Rogério Nunes, consultor em diversidade, o cineasta e executivo de mídia David A. Wilson, criador do TheGrio.com, entre outros.
Segundo Wilson, que também é sócio da AFAR Ventures e investidor no AFRO.TV, “nós estamos animados em criar oportunidades para criativos e contadores de histórias afro-brasileiros e marcas que estão buscando falar com a audiência afro-brasileira por meio de conversas e conteúdos autênticos e engajados”.
A plataforma terá na primeira fase episódios da série “Momentos Negros” que já vem sendo exibidos nas redes sociais em caráter experimental em um perfil com 100 mil seguidores, em cerca de 3 meses. No verão, a plataforma pretende criar uma programação focada em conteúdo com artistas, influenciadores e criadores de conteúdos em áreas como entretenimento, moda e comportamento.
Para Nunes, a população brasileira está em busca de conteúdos e narrativas negras no meio digital e as marcas querem, cada vez mais, conhecer essa audiência. “Nossa startup veio para se juntar a esse ecossistema e trazer uma perspectiva global para o assunto. Acessaremos as principais fontes sobre o tema afro no Brasil e no mundo”, afirma.
Fevereiro é mês da História Negra nos Estados Unidos e no Canadá, e para celebrar o momento a Mattel resolveu lançar uma Barbie inspirada em Maya Angelou.
Angelou agora é parte da série “Mulheres Inspiradoras”, que a marca vem trabalhando desde 2018 em cima de nomes como Frida Kahlo e Amelia Earhart. No caso da escritora, a boneca vem vestida de um manto e turbante floral com uma cópia da autobiografia “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”.
A boneca também é fruto do comprometimento da Mattel firmado com a comunidade negra no ano passado, envolvendo principalmente a garantia da disponibilidade de mais tons de pele negra e de itens exaltando a diversidade no seu portfólio de produtos. “Nossos esforços incluem o compromisso de trazer aos holofotes mais modelos aspiracionais negros que são mulheres, e agora nós estamos introduzindo uma boneca que honra a doutora Maya Angelou” escreve a marca, que ainda comenta o poder da autora e ativista para “se conectar com pessoas e inspirar gerações” a partir da escrita.
A Barbie de Maya Angelou está em pré-venda no site oficial da Mattel, ao preço de US$ 29,99 e com entrega prevista para o dia 1° de junho.
Em muitos países de África as frutas, os legumes e as farinhas são alguns dos elementos básicos nas cozinhas. Por lá também a gastronomia foi fortemente influenciada por outros países devido a colonização europeia do continente
Apesar de rica em sabores e aromas, as comidas africanas ainda são pouco conhecidas no Brasil, embora alguns preparos como Moamba de galinha, bobotie, o fufu, este último feito com banana, mandioca, farinha de trigo e servido com um molho a base de amendoim ou quiabo.
Banana também é a base de outro prato famoso, o kelewele, muitas vezes servido como entrada ou o que aqui chamarmos de mata fome (comida de rua). O prato nada mais é do que uma banana frita no dendê temperada com especiarias como gengibre e pimenta caiena.
Apesar de muitos no Brasil considerarem a comida africana uma comida forte e pesada, particularmente atribuo esta classificação a uma mentalidade colonizada, principalmente a partir de valores ocidentais contemporâneos que valorizam um padrão de beleza onde a cultura da magreza é privilegiada.
Em África encontramos uma diversidade de comidas como sopas, saladas, cozidos, assados, doces e muito mais.
E como um brinde ao verão começaremos pelas saladas. Diversas, versáteis e deliciosas, então separe os ingredientes e se delicie!
Salada de abacate
Salada de abacate: Foto Aline Chermoula / Divulgação
Ingredientes: 1 abacate maduro picado em cubos grande ½ colher (sopa) de suco de limão 1 colher (café) de páprica picante 1 colher (café) de canela em pó 1 colher (café) de pimenta caiena Sal a gosto 1 colher (sopa) de amendoim sem pele torrado e picado Coentro
Preparo: Misture o suco de limão, a páprica, a canela, a pimenta caiena e o sal. Acrescente o abacate picado e leve à geladeira. Na hora de servir, salpique o amendoim e coentro.
Serve 2 pessoas
Chakalaka
Foto Aline Chermoula / Divulgação
Ingredientes: 1/4 de xícara de azeite de oliva 1 cebola média picada 2 colheres de chá de alho picado ½ colher de chá de tomilho ½ colher de chá de páprica defumada 1 colher de chá de pimenta caiena ½ colher de chá de gengibre picado ½ açafrão; ½ coentro em pó ½ cominho; ½ noz-moscada 2 tomates 1 cenoura grande ralada no lado grande ou cortada em fatias finas 1 pimentão amarelo médio cortado em cubos 1 pimentão vermelho médio picado 350g de feijão branco cozido coentro a gosto.
Preparo:
Em uma panela grande, aqueça o azeite em fogo médio.
Adicione a cebola, espere um minuto ou dois.
Misture todas as especiarias (alho, gengibre, páprica defumada pimenta caiena, tomilho,açafrão, noz-moscada, coentro, cominho) e continue mexendo por cerca de um minuto para deixar os sabores florescerem.
Em seguida, adicione o tomate, os pimentões e a cenoura.
Cozinhe por cerca de cinco minutos, mexendo ocasionalmente
Por fim, adicione o feijão cozido
Ajuste os temperos. Sirva quente acompanhado de pão sírio. Serve 4 pessoas
Salada de sorgo
Foto Aline Chermoula / Divulgação
Sorgo é um cereal também chamado milho-zaburro no Brasil, mapira em Moçambique e massambala em Angola
Ingredientes
• 1 copo de sorgo hidratado por 4 a 6 horas. • 4 copos de água • 1 abobrinha cortada em cubos • 1 colher de chá de cominho em pó • 4 colheres de sopa de azeite • Sal • Suco de 1 limão • ½ cebola roxa picada
Modo de Preparo
Cozinhe o sorgo com água e sal por 50 minutos
Doure a cebola no azeite e acrescente a abobrinha, cominho e sal
Quando o sorgo tiver pronto, coloque numa tigela e misture com a abobrinha já cozida
Adicione o suco de limão e ajuste o cominho e o sal
No primeiro dia de 2021, a União Africana abriu oficialmente a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA). Todos os países africanos, exceto a Eritreia, assinaram o acordo, o que faz desta iniciativa a maior área de livre comércio do mundo desde o estabelecimento da Organização Mundial do Comércio (a AfCFTA visa reunir 1,3 bilhões de pessoas em um bloco econômico de mais de 3 trilhões de dólares).
Esta jornada, que teve início em 1979, mostra que o grupo vem progredindo nos objetivos como continente para cumprir as metas estipuladas pela agenda 2063 da África que Queremos, que tem esses 7 pilares:
Uma África próspera baseada no crescimento inclusivo e no desenvolvimento sustentável
Um continente integrado politicamente unido e baseado nos ideais do pan-africanismo e na visão do Renascimento africano
Uma África de Boa Governança, Democracia, Respeito pelos Direitos Humanos, Justiça e Estado de Direito
Uma África pacífica e segura
África com uma forte identidade cultural, patrimônio comum, valores e ética
Uma África cujo desenvolvimento é impulsionado por pessoas, contando com o potencial oferecido pelo povo africano, especialmente suas mulheres e jovens, e cuidando de crianças
Uma África como jogadora e parceira global forte, unida, resiliente e influente
Os benefícios desta área comercial são imensos a nível de país independente, bem como a nível continental. Defensores dizem que este bloco vai impulsionar o comércio entre os vizinhos africanos, permitindo ao continente desenvolver suas próprias cadeias de valor. O Banco Mundial estima que pode tirar dezenas de milhões da pobreza até 2035
Para o comércio intra-africano, 90% de todos os bens ficarão isentos de tarifas para todos os países que depositaram os seus instrumentos de ratificação do AfCFTA com o presidente da Comissão da União Africana (CUA). Trinta e seis países já concluíram este procedimento de formalização da adesão.
O filme que une as histórias de Muhammad Ali, Sam Cooke, Malcolm X e Jim Brown chega ao Brasil nesta sexta-feira (15) na Amazon Prime Video.
Quando os 4 grandes nomes do ativismo do movimento negro se unem, eles debatem sobre a comunidade negra, o futuro e suas vivências, e a partir desse encontro suas vidas tomam rumos diferentes.
Malcolm X é interpretado por Kingsley Ben-Adir, Eli Goree dá a vida a Muhammad Ali, Jim Brown é interpretado por Aldis Hodge e Sam Cooke é interpretado por Leslie Odom Jr.
A produção tem como diretora, a atriz vencedora de 2 Emmy’s, Regina King que é estreante na direção de um longa-metragem e já tem o filme sendo cotado para o Oscar.
Confira o trailer:
Sinopse:
Baseado em uma peça de mesmo nome, o filme se passa nos anos 60. Em “Uma Noite em Miami” acompanhamos a noite da vitória histórica de Muhammad Ali, (ainda como Cassius Clay) e sua celebração em Miami com 3 melhores amigos, o líder do movimento de direitos Civis Malcolm X, o cantor de Soul e R&B, Sam Cooke e o eleito 3x Jogador Mais Valioso de futebol americano JimBrown.
O novo documentário original Netflix vai mostrar a história do maior jogador do mundo, mais conhecido como “Rei”.
Segundo a plataforma de streaming, o filme revisita período em que Pelé, até hoje o único a ganhar três Copas do Mundo como jogador, passou de jovem craque em 1958 a “herói nacional” durante uma era radical e turbulenta da história brasileira.
O filme retrata o surgimento do título ‘Rei do Futebol’ e sua jornada até o histórico título da Copa do Mundo de 1970, trazendo um olhar emocionado do jogador em relação à sua carreira, incluindo entrevistas em vídeo e imagens exclusivas de Pelé nos dias atuais
O documentário também inclui raras cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro.
O documentário tem lançamento global confirmado para o dia 23 de fevereiro de 2021. Assista o teaser:
A memória das ruas do Gramacho na Baixada Fluminense e da sua família inspiram as obras do artista visual, ator e cenógrafo, Tarso Gentil, que a partir de segunda-feira (18) terá trinta de suas artes exibidas nos palcos do Encontro com Fátima Bernardes, na Rede Globo, que seguirá até sexta-feira (22). Envolvido com arte desde criança, e tendo passado por vários cursos como Escola de Teatro Tablado e Escola Técnica de Teatro Martins Pena, o artista apresenta em seu trabalho seus atravessamentos, conduzindo uma linha tênue entre a sociedade e o indivíduo, o corpo e o espírito.
O que começou a partir de uma pesquisa sobre os caminhos traçados entre linhas e pontos, deu vida à obras que trazem as figuras do imaginário de Tarso, do encontro entre os ensinamentos de familiares, como avós e tios avós, das ruas por onde passa, das dramaturgias que escreve e das memórias sensoriais e afetivas das ancestralidades africanas e indígenas, com os propósitos de abrir portais para quem as observa e de ressaltar a importância se destinar atenção às trajetórias de pessoas pretas.
Tarso Gentil
“Os pontos são os lugares em que você não necessariamente para, mas que você de alguma maneira deixa sementes. As linhas, são por onde você passa, é sobre o caminho. Já as cores, carregam a alegria, o respiro.” conta o artista.
Na cidade em que os números apontam o sucesso do projeto estrutural, eleito por Abdias do Nascimento como “genocídio do negro brasileiro, onde 78% dos mortos em ações policiais no RJ são pretos ou pardos (2019), ou que oito corpos encontrados em áreas públicas fazem parte do cotidiano, um cenário se faz comum: crianças privadas de liberdade para existir, explorar as ruas em que vivem ou até se comunicar.
Essas características, marcadas pela racialidade, acompanham a maioria dos adultos das periferias cariocas. Mas às vezes, fogem à regra. Foi assim com Tarso Gentil. A arte foi sua válvula de escape.