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Intérprete de Luiza Mahin em “Doutor Gama”, portuguesa Isabél Zuaa está nas telonas em três filmes em agosto

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Foto: Miguel Domingos.

Presença constante no cinema nacional, a artista está em “Um Animal Amarelo”, “Doutor Gama” e “O Novelo”.

O mês de agosto será de exibição tripla do talento de Isabél Zuaa nos cinemas. A atriz e performer portuguesa será vista, paralelamente, nos longas-metragens “Doutor Gama”, de Jeferson De; “Um animal amarelo”, de Felipe Bragança, cujo papel rendeu à Isabél o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado de 2020; e, por fim, “O Novelo”, de Claudia Pinheiro, que está na mostra do 49º Festival de Gramado e tem estreia prevista para o final do ano.

Na pele da personagem histórica Luiza Mahin em “Doutor Gama”, Isabél reconhece o desafio e alegria de dar vida ao papel da mãe do herói da luta abolicionista Luiz Gama. “Sem dúvida, é um sentimento de honra e felicidade, além de um desafio muito aliciante. Luiza Mahin é um nome que não deixa ninguém indiferente, uma figura que está entre a história e a ficção, mas é concreta. Tive a sorte de trabalhar com Pedro Guilherme (que interpreta Luiz Gama criança) e de termos uma química mágica desde o primeiro dia. Era fulcral Luiza Mahin ter uma ligação forte e potente com o seu filho e isso marca a trajetória dele”, pontua.

Exibido na Big Screen Competition do Festival de Roterdã em 2020, o longa “Um animal amarelo” passou por mais de 25 festivais internacionais e, em Portugal, foi o filme de encerramento do INDIELISBOA 2020. “A minha personagem, Catarina, é uma mulher moçambicana que, junto de seus companheiros, trafica pedras preciosas para o mundo ocidental. Ao saírem do território moçambicano, deparam-se com questões complexas estruturais e físicas. Além de ser a líder do trio, Catarina é também a narradora onipresente do filme”, celebra.

Com exibição única no Festival do Gramado, “O Novelo” apresenta Isabél no papel de Alzira, uma mãe de cinco meninos. “Ela é abandonada pelo marido depois do quinto parto. Existe uma ligação muito grande entre todos os filhos com uma prática ensinada pela mãe: o tricô. Passado um tempo, a mãe morre e eles ficam sozinhos no mundo”, antecipa a atriz, que tem mais de 30 filmes no currículo.

Nascida em Lisboa e filha caçula de um casal de origem africana que se conheceu em Portugal, Isabél coleciona prêmios. No 48º Festival de Gramado, recebeu o Prêmio de Melhor Atriz por “Um animal amarelo”. Pelo papel no longa-metragem “Joaquim” (Marcelo Gomes, 2017), recebeu o Prêmio Guarani de Revelação e o Prêmio de Melhor Atriz Secundária no CineEuphoria, ambos em 2018. No mesmo ano, recebeu por “As boas maneiras” (Marco Dutra e Juliana Rojas, 2017) o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Zinegoak. Pelo mesmo trabalho, em 2017 foi condecorada Melhor Atriz no Festival de Sitges e, por “Nó do Diabo” (Ramon Porto Motta, 2017), levou o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Fest Aruanda.

Formada em Teatro e Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa), em sua extensa filmografia constam títulos recentes como “Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham as estrelas” (João Marcos de Almeida e Sérgio Silva); “Deserto Estrangeiro” (Davi Pretto);  “Desterro” (Maria Clara Escobar); “A chuva acalanta a dor” (Leonardo Mouramateus); “Lilith” (Bruno Safadi); “Dom Pedro” (Laís Bodansky) e “Aquilo que sobra” (Humberto Giancristofaro), inspirado na obra ‘A montanha mágica’, de Thomas Mann. Na TV brasileira, participou das séries “Carcereiros, “Sob Pressão (ambas na TV Globo) e “Rarefeito (na TV Brasil). Em Portugal, gravou “Sul” (na RTP)  e “Complexo”, uma série que ainda vai estrear no Brasil.

Em sua chegada ao Brasil para um intercâmbio acadêmico, Isabél participou de “Kbela” (2015), filme de Yasmin Thayná que rodou o mundo abordando a aceitação dos cabelos da população negra – tendo, inclusive, exibições em Harvard. Outro trabalho do qual muito se orgulha é a montagem de “Aurora Negra, espetáculo em que assina a codireção e onde o afrofuturismo é o tema central. “Paramos na pandemia e reestreamos este ano no Teatro Nacional Dona Maria II, em Lisboa, e fizemos o Festival Internacional de Teatro, em Almada. Agora faremos uma turnê internacional”, finaliza Isabél, que ainda não tem data para estrear a peça no Brasil por conta da pandemia.

Semana Preta: Braskem promove evento dedicado a universitários negros

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Foto: Reprodução/Internet.

Com duração de cinco dias, companhia apresenta temas sobre o mercado de trabalho e promove espaço para troca de experiências

Pensando no seu compromisso público com a questão racial, a Braskem realiza a terceira edição do evento gratuito “Semana Preta”, entre 16 e 20 de agosto, realizado de forma 100% virtual e com palestras diárias de aproximadamente uma hora de duração. Para participar, basta preencher o formulário: https://forms.office.com/r/f7rJiRvVv4,  preferencialmente até o dia 15 de agosto, para conseguir aproveitar a programação completa. Um dia antes de cada palestra, a Braskem vai enviar o link e acesso da sala do Microsoft Teams aos inscritos.

Os encontros vão abordar diferentes temas, como mercado de trabalho, escolhas profissionais e questões raciais no mundo corporativo, além de promover espaço para troca de experiências. Durante as conversas, serão divulgadas informações sobre o Programa de Estágio da Braskem, que está com as inscrições abertas até o dia 27 de agosto pelo site https://www.braskem.com.br/carreira

“A Braskem busca ter, cada vez mais, um ambiente de trabalho inclusivo e diverso. A Semana Preta é uma oportunidade de aproximação, engajamento, escuta e troca de experiências entre profissionais e estudantes negros para avaliar possíveis mudanças e melhorias em nossos processos seletivos e internos. Temos buscado inovar e superar nossos desafios para alcançar a nossa meta de aumentar a representatividade de grupos minorizados no nosso quadro de colaboradores, principalmente a de pretos”, explica Camila Fossati, responsável pela área de Desenvolvimento Organizacional da Braskem.

Ao longo do evento serão sorteadas aos participantes três bolsas de estudos para curso de inglês, fornecidas pela EF Education First. A Braskem ainda contará com a participação de Eduardo Santos, CEO da EF, e Ligia Oliveira, da Cia da Talentos, como palestrantes.

Confira a programação:

Data: 16/8, segunda-feira

Horário: 17h

Tema: Papo de Lideranças

Palestrantes: Elaine Isa Santos de Santana, gerente da área de Responsabilidade Social da Braskem, e Eduardo Santos, diretor geral da empresa EF.

Conteúdo: bate-papo com as duas lideranças a respeito de trajetória, mercado de trabalho e escolhas profissionais. Será realizado sorteio de uma das três bolsas do curso de inglês.


Data: 17/8, terça-feira

Horário: 17h

Tema: Bate-papo com a Rede de Afinidade de Raça da Braskem

Palestrantes: Wellington Santos Conceição, líder da Rede de Afinidade de Raça da Braskem, e Celice Santana, membro do comitê da Rede de Afinidade de Raça da Braskem.

Conteúdo: entender a trajetória profissional dos dois palestrantes, suas percepções a respeito das questões raciais no mundo corporativo, suas experiências e seus projetos dentro da Braskem, principalmente no que tange a Rede de Afinidade.


Data: 18/8, quarta-feira

Horário: 17h

Tema: Autoconhecimento e carreira

Palestrantes: Ligia Oliveira, Estrategista de Talent Acquisition, Talent Development, Employer Branding e Employee Experience na empresa Cia de Talentos.

Conteúdo: palestra sobre a importância do autoconhecimento para a carreira, permeando algumas ferramentas disponíveis que auxiliam nesse processo. Será realizado um sorteio de Mentoria de Carreira pela Cia de Talentos, com duração de uma hora, para três participantes presentes no dia.


Data: 19/8, quinta-feira

Horário: 17h

Tema: Competências do futuro do trabalho

Palestrante: Joelza Gomes Ferreira, Business Partner da área de Recursos Humanos da Braskem.

Conteúdo: Apresentação das principais competências do mercado de trabalho, incluindo a Braskem neste cenário por meio de sua estrutura e valores, e apresentação do programa de estágio como oportunidade de desenvolvimento dessas competências.


Data: 20/8, sexta-feira

Horário: 17h

Tema: Roda de conversa com estagiários negros da Braskem

Palestrantes: André Soares, Matheus Felipe, Fabíola Saldanha e Sarah Nascimento.

Conteúdo: bate-papo com estagiários negros da Braskem sobre suas experiências dentro e fora da empresa.

Nos tempos do Imperador: primeiro capítulo teve Dom Pedro II gente boa, branca salvadora e massacre de escravizados

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Novelas de época deveriam vir com um alerta de gatilho. A escravidão negra no Brasil, a mais longa da história, não é ficção. Não tem como ver cenas que envolvem abusos de donos contra negros escravizados, açoites, grilhões, assassinatos e não imaginar que um ancestral nosso, não tão distante, tinham esse cenário de terror como parte do seu cotidiano.

Ontem a Globo estreou a novela “Nos tempos do Imperador”, primeira pós pandemia, protagonizada pelo fantástico Selton Mello na pele de Dom Pedro I que iniciou a novela com falas apaixonantes sobre o Brasil, demonstradas em cena pelo seu apreço ao registro de imagens dos lugares que visitou.  E sim, a novela tentará humanizar o Imperador que não aboliu os escravizados. Inclusive pela fala da autora, a gente percebe que os avanços sócio educacionais serão mais relevantes na trama do que a desumanização e abuso dos africanos sequestrados e seus descendentes.

“Nós escolhemos destacar na novela as coisas que ele fez, como a relação dele com o ensino, com a cultura, e o patrocínio à ciência. Esse olhar para projetar um novo Brasil. Apesar de ter cometido alguns erros e de não ter conseguido levar à totalidade seu plano de abolição, Dom Pedro II tem coisas importantíssimas. E todos os personagens ficcionais nascem do resultado desse momento, de como estava a economia, das dificuldades desses novos brasileiros”, comenta a autora Thereza Falcão.

No primeiro capítulo vemos um grupo de negros escravizados identificados como Males invadindo uma fazenda para libertar seus pares. A cena mostra homens e mulheres sendo dizimados pelos capitães do mato e outros protetores da fazenda. Tem mulher negra sendo baleada na frente do filho, golpes de capoeira sendo interrompidos por facada, sendo uma cena muito violenta e difícil de assistir.

Por meio desse conflito, conhecemos Jorge / Samuel ( Michel Gomes) que se fere durante esse combate e é salvo por Pilar ( Gabriela Medvedovski ), moça branca de família abastada, que apesar de ser descendente do opressor, caiu imediatamente nas graças do escravizado fugitivo que lhe agradece a mocinha por ter salvado sua vida e a quem ele chamou de “anjo”.  Já se sabe que eles serão um casal na novela e torcemos para que haja um casal preto com a mesma relevância.  

Outra cena curiosa é Luisa Condessa de Barral ( Mariana Ximenes ) sendo recebida por muitos sorrisos dos negros na lavoura ao ir visitar um bebê recém nascido.

Reprodução Globo

Para a Historiadora Débora Simões, essa visão de herói da nação de Dom Pedro II que a novela vai tentar imprimir é um erro. “Quando aconteceu a abolição, a assinatura da Lei Áurea ele, Dom Pedro II, estava viajando.  Ele constrói sua imagem de bonzinho porque o Dom Pedro I era muito louco e suas farras eram muito conhecidas. Na historiografia Dom Pedro II ele é mostrado como mais comportado, até como bom moço. A relação dele com a abolição é sempre muito difícil, porque foi no período dele que tivemos várias leis que quase a aboliram, mas não aboliram a escravidão, enfim é controverso”.

O escritor Ale Santos lembra o flerte de Dom Pedro II com ideias eugenistas. “Ele bancou a entrada dos confederados no Brasil quando a escravidão acabou nos EUA e também era amigo do Gobineau, um dos primeiros eugenistas”, detalha Santos que mostrou em seu perfil do Twitter uma imagem onde Dom Pedro II visitava um zoológico humano.

Reprodução Twitter

A novela terá o núcleo negro relevante chamado Pequena África, residência da comunidade afro-brasileira na Região Portuária do Rio de Janeiro “Pessoas das quais hoje nós falamos tanto, como Tereza de Benguela, Luisa Mahin e outras mulheres líderes quilombola, não estão nos livros de História. A Teresa conduziu um quilombo com quase mil pessoas entre pretos, indígenas e brancos e liderou esse quilombo durante muito tempo. Onde está essa história? Por que eu não cresci ouvindo e lendo isso? Para mim, a Cândida é a oportunidade de dar voz a histórias que são minhas e que não foram contadas para mim”, comenta Dani Ornellas, que vive Cândida, a Rainha da Pequena África, comenta sobre a importância dessa representatividade.

Ainda é cedo para saber se os autores de novelas da Globo avançaram na retração dos nossos antepassados em novelas de época. Já estamos cansados de ver programas na TV que nos gerem desconforto.

Empresa brasileira Black Influence é indicada entre os destaques no site oficial de Beyoncé

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O site oficial da cantora e empresária Beyoncé indicou a empresa brasileira  Black Influence como exemplo entre as instituições privadas lideradas por pessoas pretas. A empresa fornece consultoria, curadoria, agenciamento e conexão de influenciadores e criadores de conteúdo negros e foi fundada pelo CEO e publicitário Ricardo Silvestre.

Imagem: Instagram/Ricardo Silvestre

Silvestre celebrou em suas redes sociais: “Feliz demais por toda essa construção e reconhecimento. Agradeço a todas as pessoas que sempre acreditaram em mim e no meu trabalho e agradeço principalmente à minha ancestralidade e aos que vieram antes de mim para que hoje eu estivesse aqui. Seguimos fazendo história e mudando o mundo!”, postou em suas redes sociais.

Em julho Silvestre já se encontrou com  Ivy McGregor, importante líder de impacto global, que dirige a ONG  Beygood, pertencente à Beyoncé. Entre conquistas recentes da Black Influence há a assinatura do contrato que cuidou de toda a comunicação de lançamento da série “Manhãs de Setembro”, do Amazon Prime Video, protagonizada pela cantora Liniker. A BeyGood foi criada para apoiar causas sociais ligadas à pobreza, educação, desemprego e desastres naturais.

No ‘Papo de Segunda’, Pocah desabafa e fala sobre agressões que sofreu com o ex: “Achei que fosse morrer”

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Imagem/Reprodução

Pocah participou do “papo de segunda” dessa semana e fez um relato sobre as fortes agressões que sofreu do ex-namorado. Chorando, a cantora lembrou o quanto não conseguia se ver livre daquele relacionamento e que estava imersa em uma relação toxica e abusiva.

“Eu vivi muitos anos com essa pessoa e eu comecei a namorar muito nova. Esse relacionamento, ele é completamente conturbado, era infernal pra mim e pra quem estivesse ao meu redor.” Disse, após o co-apresentador Fábio Porchat pedir para que ela falasse mais sobre as agressões doméstica que tinha sofrido e comentado nas redes sociais.

Desde muito nova, frequentadora de igrejas cristãs revelou que seu agressor repetia que o que estavam passando era uma “provação” e usava da fé dela para justificar a situação, dizendo que estava “possuído pelo diabo.”

Veja o relato: https://www.instagram.com/tv/CSYLyT4tFbd/?utm_source=ig_web_copy_link

“Eu dizia: ‘O que você fez comigo? Eu quase fiquei cega do olho esquerdo‘. Era pesado. Em diversos momentos fui agredida, queria ir embora e ele dizia que estava sendo usado pelo diabo e que aquilo era o testemunho da nossa vida e que a gente iria contar isso como uma vitória”, disse a cantora.

Em um relato emocionante e com lágrimas nos olhos, ela disse que toda a sua família sabia o quanto o seu namoro não fazia bem, mas ela perdoava constantemente o ex e sentia medo todo o tempo.

“Eu perdoei uma vez, perdoei duas vezes, três vezes e muito mais. Sabe por que? Porque eu tinha medo das ameaças que eu recebia. Tinha medo de morrer em diversos momentos em meio a essas brigas, achei que eu fosse morrer. A sensação que eu tinha é que eu já tava morrendo”.

“Desejo que meus 40 anos sejam cheios de liberdade”: Em entrevista, Beyoncé fala sobre dores, cobranças e evolução

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Imagem: CAMPBELL ADDY

A cantora Beyoncé concedeu uma entrevista para a revista “Hapers’s Bazaar” e conversou um pouco sobre as motivações que a fizeram separar sua vida pessoal da “persona Beyoncé”. Revelou que cresceu diante de cobranças feitas por ela mesma para conseguir se destacar no que fazia e ainda disse que pensava constantemente  “A fé sem trabalho é morta” e dedicou muito tempo de sua vida a essa frase.

“Eu estava competindo em competições de dança e canto aos sete anos. Quando eu estava no palco, me sentia seguro. Muitas vezes eu era a única garota negra, e foi então que comecei a perceber que tinha que dançar e cantar duas vezes mais forte. Eu precisava ter presença de palco, inteligência e charme se quisesse vencer.”

Imagem: CAMPBELL ADDY

A cantora disse que sempre “dividiu” sua vida em décadas e a cada aniversário que se passava ela refletia sobre sua vida e sobre os ensinamentos que teve durante aquela década que passou. Aos 20 ela sabia que não poderia errar e tentou se destacar fortemente em seu trabalho. “Sacrifiquei muitas coisas e fugi de qualquer distração possível. Eu sentia, como uma jovem negra, que não poderia estragar. Senti a pressão de fora e seus olhos me observando tropeçar ou falhar. Eu não poderia decepcionar minha família depois de todos os sacrifícios que eles fizeram por mim e pelas meninas. Isso significava que eu era o adolescente mais cuidadoso e profissional e cresci rápido”.

Finalmente, e anunciando que pensa em comemorar a nova idade. Ela falou sobre os seus aguardados 40 anos e como planeja estar mais leve e com mais tempo para curtir as pessoas que vivem ao seu redor.

“Quero ter a mesma liberdade que sinto no palco. Quero explorar aspectos de mim mesma que não tive tempo de descobrir e desfrutar da companhia do meu marido e meus filhos. Quero viajar sem trabalhar. Quero que a próxima década seja sobre celebração, alegria e dar e receber amor. Quero dar todo o amor que tenho às pessoas que me amam de volta”.

CAMPBELL ADDY

Certa de que a mulher que muitos conhecem não a completa mais, Beyoncé diz que não se deixa mostrar totalmente diante de pessoas que as aprisionariam de opiniões “Estou em um ponto em que não preciso mais competir comigo mesmo. Minha música, meus filmes, minha arte, minha mensagem – isso deve ser o suficiente.”

Paulinho receberá a maior honraria da Câmara do Rio de Janeiro por combate ao preconceito religioso

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O jogador da Seleção Brasileira e do Bayer Leverkusen, Paulinho vai receber a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A homenagem se dará por sua contribuição contra a intolerância religiosa. A iniciativa foi do vereador Átila Nunes (DEM) e foi aprovada por unanimidade na casa. 

Paulinho comemora e faz a flecha do caçador Oxóssi — Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Imagem: Lucas Figueiredo / CBF

Paulinho fez uma grande contribuição para o combate à intolerância religiosa ao homenagear na estreia da seleção olímpica, em Tóquio, o orixá Oxóssi, sacando uma flecha imaginária das costas após fazer o gol. Foi a imagem mais poderosa do jogo e fortaleceu o debate sobre o respeito à diversidade religiosa”, escreveu o vereador Átila Nunes (DEM), autor da iniciativa aprovada por unanimidade na Câmara.

Na vitória por 4 a 2 contra a Alemanha na Olimpíada de Tóquio, o  jogador anotou o quarto gol e comemorou fazendo uma alusão à flecha de Oxóssi.  Mais tarde em suas redes sociais ele fez mais referências ao Candomblé, religião que pratica e antes mesmo dos Jogos o atleta escreveu uma carta para revista Player Tribune em que celebrava a convocação com a frase “Nunca foi sorte. Sempre foi Exu”. 

Paulinho voltou para Alemanha após o fim da Olimpíada e quem receberá a honraria será um de seus irmãos que vive no Rio de Janeiro. Ainda não há data para entrega da Medalha.

“Nasci como mãe e renasci como mulher preta”, diz Deh Bastos, coautora do livro “Maternidades no Plural”

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Foto: Divulgação

Deh Bastos é mãe do José, de 3 anos de idade. Para a comunicadora, a maternidade se apresentou de uma forma tranquila. “Eu vivi uma realidade muito confortável, eu pude planejar ter um filho. Primeiro conheci uma pessoa incrível, que é meu amigo, meu parceiro e a gente planejou ter um filho”, relembra. Os únicos percalços que ela teve pelo caminho, foram os enjoos da gestação e a perda de 13kg.

No plano emocional, as tranformações foram muitas. “A maternidade se apresentou para mim como um portal de transformação. Eu passei a ver a vida de um outro jeito. Eu tinha certeza de que quando meu filho nascesse, provavelmente eu não trabalharia mais. Se já era difícil a vida de uma mulher preta tentando trabalhar com Publicidade, imagina depois de ser mãe?”, relembra Deh, que pediu demissão logo após o fim da licença-maternidade.

Outra transformação que veio com a chegada de José foi o entendimento sobre as questões raciais. Apesar de sempre ter se compreendido enquanto uma mulher negra, o letramento racial não era parte da realidade de Deh. “Eu não sabia o quão político isso era, nem o que estava envolvido em ser uma pessoa preta no Brasil.”

Com chegada de José, Deh começou, então, a estudar a questão racial. “Eu pensei: eu não posso deixar o meu filho sem ter uma educação antirracista. Quando eu nasci como mãe, eu renasci como mulher preta, que é, inclusive o título do meu capítulo”.

O livro Maternidades no Plural busca relatar aspectos da maternidade a partir das vivências das seis coautoras. Aspectos como a questão racismo, maternidade lésbica, adoção, maternidade solo e maternidade atípica recheiam as narrativas sem tentar estabelecer mais modelos e padrões a serem seguidos. “Existem as nossas seis formas de maternar e mais uma infinidade de outras, sem certo e sem errado, com as várias maneiras que a gente tem de sermos mães possíveis”, finaliza Deh.

SERVIÇO:

MATERNIDADES NO PLURAL – Retratos de diferentes formas de maternar

352 páginas

Selo Fontanar, Companhia das Letras

Preço: R$ 64,90

E-Book: R$ 44,90

Bruno Dantte, cabelereiro de crespas e cacheadas, é acusado de assédio

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Foto: Reprodução/Instagram

O cabelereiro de crespas e cacheadas Bruno Dantte foi acusado de assédio por funcionárias, clientes e alunas de seu curso. Os casos vieram à tona depois que uma ex-funcionária, a cabelereira Pazian, contou em suas redes sociais o assédio moral sofrido. Pazian se mudou de São Paulo para o Rio de Janeiro para trabalhar em um dos salões de Bruno, e conta que foi demitida três semanas depois, sem explicações e sem nenhum apoio, após ter arcado com todos os recursos da mudança para a nova cidade.

Após os relatos de Pazian, uma série de outras mulheres começaram a enviar casos de assédio e importunação sexual e outras histórias de funcionárias começaram a surgir. Samara Felippo, que é mãe de duas crianças negras que cuidavam dos cabelos com o profissional, se manifestou nas redes sociais conta os abusos e pediu desculpas por ter indicado o profissional a outras pessoas.

Sammara Rosa, que trabalha no salão de Bruno Dantte, pediu em suas redes sociais que as pessoas saibam separar o que é de responsabilidade do acusado do que é o trabalho das profissionais que atuam no salão. “Eu sinto muito por todas as pessoas que sofreram assédio, isso é muito difícil, é muito complicado. A pessoa que é responsável por essa situação está sendo afastada. Quem mantém aquilo ali de pé é o trabalho dos funcionários e eu confio na nossa integridade”, disse.

Em nota, o cabelereiro nega as acusações.

“A assessoria de imprensa do empresário e cabeleireiro Bruno Dantte informa que, devido aos últimos acontecimentos, o mesmo optou por afastar-se de suas atividades e empresas por tempo indeterminado até que todos os fatos sejam esclarecidos e cessem os ataques difamatórios que lhe estão sendo indevidamente veiculados nas redes sociais.

A assessoria jurídica do empresário já está tomando as medidas cabíveis e necessárias. Bruno deixa registrado que lamenta profundamente o ocorrido e que não compactua com nenhum tipo de comportamento abusivo.”

Nota da redação: O Mundo Negro postou dois artigos sobre cabelos produzidos por Bruno Dantte antes das denúncias virem à tona. Declaramos nossa solidariedade às vitimas que sofreram assédio e reforçamos que não compactuamos com qualquer comportamento que agrida a integridade moral e física das mulheres.

“Tô aqui por você pra tudo”: Rapper Coruja BC1 e Larissa Luz assumem namoro e se declaram nas redes sociais

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Imagem: Reprodução/Instagram

A cantora, compositora e atriz brasileira, Larissa Luz, assumiu, nas suas redes sociais, que estava namorando com o rapper Coruja BC1. Coruja, com nome de Gustavo Vinicius , nasceu na periferia de Osasco e é bem conhecido na cena do rap nacional.

O casal publicou uma foto nas suas redes sociais e se declararam abertamente um ao outro: “Uma vez um mais velho me disse, que o ato de amar era revolucionário.“ começou o cantor.

“Esse ano Oyá me trouxe junto aos seus ventos em minha direção uma mulher da qual me apaixonei na hora. Linda, talentosa, linha de frente, inteligente, espontânea, personalidade forte um furacão em uma mulher e uma companheira foda em cada passo.” Disse ele, posando ao lado da amada.

Já Larissa, não deixou declaração pra trás, comentando o post com “Presentinho do universo”. Fofo não?! E completou em suas redes que “Nem todo mundo tem disposição. Vc está, e me convidou a perder medos estendendo a mão, derrubando umas coisas e colocando outras de volta no lugar, regando com carinho uma semente rara chamada: amor!”

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