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Feira Preta inaugura projeto ‘Casa PretaHub’ na Bahia para fomentar empreendedorismo local

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Menos de um ano após inauguração de uma unidade em São Paulo, o projeto Casa PretaHub chega no Recôncavo Baiano, no estado com maior população negra fora do continente africano. Idealizada pela Feira Preta, fundada por Adriana Barbosa, o projeto fica localizado na Rua 25 de junho, 04, no centro de Cachoeira. O espaço segue a estrutura da unidade paulista, com foco em transformação digital de negócios criados por empreendedores negros. A iniciativa  conta com apoio de diversas empresas referências como Suvinil,  Facebook, Diageo e  Mercado Livre, além do  fortalecimento institucional do Institutos Alok e ACP, da Nívea,  e da Fundação Tide Setubal

Imagem: Divulgação

A Casa PretaHub baiana possui estúdio de foto e vídeo feito em parceria com o Facebook e o estúdio de áudio, em construção para gravação de música e podcasts, feitos em parceria com o Instituto Alok, cozinha compartilhada, biblioteca, área de exposições, loja colaborativa apresentada pelo Mercado Livre, café e salas para workshops e ambientes que podem ser ocupados por profissionais autônomos e empresas. A grande novidade do projeto é o espaço para hospedagem. O casarão possui 06 quartos prontos para receber artistas, criativos e inventivos para a experiência de residência artística de todo o Brasil. “Inaugurar a Casa PretaHub na Bahia, maior comunidade de negros e negras fora do continente africano, é a realização de um sonho. Neste ano, a Feira Preta realiza sua 20ª edição, e neste período, com o hub de inventividade preta, a PretaHub, desenvolvemos diversos programas com intuito de impulsionar os afroempreendedores. A casa é a personificação de tudo o que já desenvolvemos e dá um lastro permanente. É um espaço que permite o apoio a esses profissionais desde o processo criativo até o escoamento dos projetos. Tudo isso resgatando a nossa ancestralidade e dando todas as ferramentas para as potências pretas”, diz Adriana.

A estrutura possui um modelo de negócio híbrido que mescla serviços e reservas gratuitas e pagas. Por exemplo, as reservas podem ser feitas sem custo no site da PretaHub, mas a utilização do espaço possui limitação de tempo. Caso queiram utilizá-lo por mais horas ou dispor do auxílio de um técnico de som, uma produtora, entre outros serviços, há um custo. A mão de obra oferecida é fornecida 100% por empreendedores negros alocados no espaço. 

Espaço para manifestações artísticas, não poderia faltar ocupação para construção dos detalhes do casarão. A PretaHub contou com seis artistas, três locais, Marcos da Mata, Maria Struduth e Eloisa França, e três externos, Mozana Amorim, de Salvador (BA),  Francine Moura, de Angra dos Reis (RJ), e Ramo, de São Paulo (SP), que ocuparam a estrutura durante dez dias, período em que Adriana e Danielle Almeida fizeram um Afrolab especial com eles. Os artistas foram responsáveis pelas pinturas no interior do imóvel. Para entender melhor a cultura local, vários locais tradicionais da cidade e do entorno foram visitados, como a Casa de Cerâmica, a fábrica de charutos, além de algumas personalidades históricas da cidade e um quilombo que tem no município. Essas imersões possibilitaram que os artistas sentissem e vivenciassem o Recôncavo Baiano, o que fez com que cada obra retratasse a Bahia como ela é.

Para mais informações sobre a Casa Pretahub acesse o site oficial do projeto.

Serviço

Casa PretaHub Cachoeira 

Endereço: Rua Vinte e cinco de junho, 04, centro, Cachoeira – BA

Martinho da Vila é o próximo entrevistado do Roda Viva

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Foto: Divulgação.

Na próxima segunda-feira (16), o Roda Viva entrevista um dos grandes nomes da música brasileira, o cantor e compositor Martinho da Vila. No programa, o sambista relembra sua trajetória de vida e carreira, e fala sobre o lançamento com o rapper Djonga, Era de Aquarius.

A parceria faz parte de uma série de lançamentos que se completa no Carnaval de 2022, com a homenagem que a escola de samba Unidos de Vila Isabel fará ao cantor de 83 anos.

Martinho define a nova música como “um canto de esperança” nesses tempos de pandemia. “Espero que a música dê um pouco de conforto para as pessoas, porque ela tem um lado muito positivo”. Djonga também fala da emoção em reunir-se com o sambista. “Gravar uma música com o Martinho é uma coisa muito especial, para mim e para a música brasileira. Ele é um dos caras que construiu essa estrada bonita que a gente vem trilhando”.

A bancada de entrevistadores será formada por Cláudia Alexandre, jornalista, pesquisadora de tradições afro-brasileiras e apresentadora do Papo de Bamba do site Brbrazilshow; Kenya Sade, Coordenadora do canal Trace Brazuca; Leonardo Bruno, jornalista e escritor; Mauro Ferreira, colunista e crítico musical do G1 e Tom Farias, jornalista, escritor e crítico literário;

Com apresentação de Vera Magalhães, o Roda Viva vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora, no canal do YouTube, no Dailymotion e nas redes sociais Twitter e Facebook.

“Estou muito feliz que o público tá gostando”, Agnes Nunes comemora sucesso de “All Night Long”

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Foto: Reprodução.

O mais recente single de Agnes Nunes, “All Night Long” está chegando na marca de 1,5 milhões de visualizações no Youtube. A música, feita numa parceria com o DJ Lucas Frota, marcou a estreia de Agnes na música eletrônica, com batidas dançantes bem com cara de balada. A letra fala de um casal que se perde e vive se perseguindo toda noite, para viver novamente aquele sentimento.

O clipe mostra Agnes em uma ilha, cheia de flores mostrando essas andanças em busca do seu par. As imagens foram dirigidas por Dauto Galli e nos remetem às cenas de um filme, com estética e sequências que te prendem em cada cena.

“Estou muito feliz de estar junto de alguém da ‘minha geração’ fazendo música, transformando nossos sentimentos em música também, Lucas tem quase a minha idade e nosso encontro para este projeto foi muito especial e um presente sem dúvida. Já acompanhava seu trabalho e ter essa oportunidade de trabalharmos juntos é gratificante. Estou muito feliz que o público está gostando de All Night Long!”, disse a cantora, se referindo ao parceiro que já fez parte de produções de Snoop Dogg e Lizzo.

Entre os mais recentes trabalhos de Agnes, estão a campanha multilíngue do single “Começou”, parte da campanha internacional da campanha Disney Princesa, e o single “Cabelo Bagunçado”.

A arte negra e o legado da nossa ancestralidade

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Foto: Reprodução Instagram / Robinho Santana.

Por Reinaldo Calazans

A cultura afro-brasileira é, sem dúvida, uma mescla da herança e dos costumes que os povos africanos escravizados trouxeram para o Brasil. Falar da arte no Brasil e não citar os nossos ancestrais é um erro gigantesco. Quando você pergunta a alguém sobre a arte da comunidade preta no Brasil, a primeira resposta que vem é o samba e o carnaval.

Sim, o samba é um dos pilares dessa riqueza, mas a nossa arte não se limita a isso. O nosso povo é plural, nossa riqueza está nas artes e na africanidade. Somos herdeiros de um povo que sofreu muito, mas o legado deixado é lindo: mistura de luta, arte e história. No decorrer dos anos nos deparamos com diversos artistas, esquecidos, talvez, por conta do racismo estrutural que está presente na sociedade.

O racismo impossibilitou que um grupo de artistas que participou de exposições como “NegrosPintores” fosse lembrado nos dias atuais. Se faz muito necessária essa pauta dentro das instituições educacionais para que as pessoas conheçam os trabalhos destes artistas. Nomes importantes para a compreensão da história da arte moderna permanecem desconhecidos.

Entre eles, podemos citar Wilson Tibério, um gênio das artes plásticas. De origem simples, o artista era afrodescendente. Ele sofreu no percurso da sua trajetória. Filho de uma costureira, nasceu nos anos 1920, lá em Porto Alegre. Tibério tinha o hábito de ir às favelas cariocas para desenhar, pois ali encontrava inspirações para as suas obras. Sua carreira foi promissora, levando seu nome e talento para Europa, Ásia e África. Era engajado em registrar a cultura e a identidade negra.

O legado da autora de grandes obras de nossa literatura, Carolina Maria de Jesus, é importantíssimo. Ela foi uma das personalidades negras que fizeram a diferença no Brasil. Com uma história de vida difícil, Carolina foi catadora de papel e viveu alguns anos de sua vida na favela do Canindé. Nas horas livres, Carolina escrevia e, no ano de 1941, foi publicado no jornal Folha da Manhã um poema de sua autoria.

Uma das primeiras escritoras negras do país, tem que ser lembrada e enaltecida pelas obras que nos deixou. Nos dias atuais temos grandes nomes que percorrem diferentes aspectos culturais. Quero destacar o talento de um jovem periférico, Maxwell Alexandre, cujo trabalho lindo retrata a vida do povo preto. Muitas de suas obras são feitas através de seu cotidiano, imagens que mostram o dia a dia dentro de uma comunidade.

O artista nasceu no Rio de Janeiro, nos anos 1990, e até hoje trabalha e vive na comunidade da Rocinha. Sua jovem carreira tem reconhecimento internacional e nos deixa muito lisonjeado, pois, suas obras tem o negro como protagonista. Tive a oportunidade de visitar sua exposição e um museu importante em São Paulo. “Pardo é Papel”, na mostra o artista pinta corpos pretos sobre o papel pardo, a “cor” parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude no nosso país, o que contribuiu para essa desigualdade social e o racismo que vivemos até os dias de hoje.

Andando pelas ruas em São Paulo, podemos observar o trabalho lindo de outro jovem preto. Robinho Santana é artista visual, pesquisador e músico experimental. Suas obras são reflexivas, homens e mulheres periféricas são retratados em seus painéis. A narrativa positiva pode ser observada em prédios importantes de algumas capitais. O grafiteiro nasceu em Diadema, no grande ABC. Seu pai era líder sindical, o que fez dele um jovem sempre presente nos protestos e manifestações.

Aqui no Brasil, lá em Minas Gerais, uma das suas obras virou caso de polícia. Após realizar uma pintura em homenagem as mães. Luta e resistência faz parte da sua trajetória. Todavia, a herança africana está presente na nossa cultura. Nossos bens produzidos historicamente devem ser discutidos e sempre mantidos. Somos Arte o tempo todo. Respeitem nossa história.

Após receber críticas por fazer provável post antivacina, ator Lakeith Stanfield apaga publicação

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Imagem: Reprodução/Instagram

O ator norte-americano Lakeith Stanfield, muito conhecido por filmes como “alguém especial” “judas e o messias negro” “corra” e outros, fez uma publicação que chamou atenção de seus seguidores nas redes sociais. No post, que foi apagado depois de um tempo nas redes, ele afirmava que ninguém deve forçar ninguém a colocar nada em seu corpo. Não satisfeito, ainda colocou na legenda, “sempre há outras maneiras de estar seguro”.

Após o post no instagram contendo o texto, ele recebeu uma chuva de comentários de teor negativos e criticando a mensagem. Muitos dos seguidores relataram estar surpresos com a posição que ele mostrou que tinha tomado e tentou explicar que a vacina seria a principal arma de combater a covid-19.

Essa não é a primeira polêmica que o ator se envolve em 2021. Em maio, Stanfield moderou um bate-papo no aplicativo Clubhouse onde eram levantadas teorias da conspiração antissemitas e judeus eram várias vezes comparados a satanistas.

Wolo TV lança seu primeiro talk show original para receber personalidades negras

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Na próxima quarta-feira (12), a Wolo TV ingressa no mundo do talk show com a estreia de “Gerúndio”, programa intermediado pela criadora do projeto, Juliana Motta, que interliga temas relevantes da atualidade com a área de atuação do convidado. O  programa trará personalidades negras conhecidas como Rodrigo França, Roger Cipó e Amanda Dias (criadora do “Grana Preta”) e também ouvirá histórias como as de Sami Oliveira, uma empreendedora periférica que vendia doces porta-a-porta e atualmente tem o seu próprio e-commerce. 

Juliana Motta (Imagem: Divulgação)

O Co-fundador da Wolo TV, Licínio Januário, fala sobre o primeiro talk show original da plataforma de streaming: “Pra mim, Gerúndio é um projeto que me levou de volta pra Angola, onde via apresentadores negros dando visibilidade para personalidades negras de renome na sociedade mostrarem que além de toda sua trajetória tradicional, também tinha um lado humano que o público super se identificava! A Ju Motta tem uma sensibilidade e maestria na condução do programa que é única. Isso é muito legal, porque hoje na era da internet, a gente sai seguindo um monte de gente, essas pessoas se tornam nossas referências e Gerúndio trás o lado humano dessas pessoas numa proporção tão grande, o que explica, porque nos identificamos com essas personalidades”, conta.

“É um sonho realizado ver o ‘Gerúndio’ na Wolo TV! Por muito tempo eu não tive muitas referências nas mídias em geral, e acredito que muitas pessoas pretas também não tiveram. Potencializar falas pretas, periféricas, e de outros grupos socialmente minoritários, é muito importante e significativo! A nossa ideia é proporcionar um novo modo de se comunicar, onde não fique só comigo ali falando o tempo todo, mas haja uma troca de ideias porque é assim que a gente cresce. Em resumo, o Gerúndio é um papo sem padrão, e acredito que seja por isso que muitas pessoas vão se identificar com o programa”, comemora Ju Motta .

Os convidados da primeira temporada de “Gerúndio” (Imagem: Divulgação)

Os convidados das primeiras treze entrevistas do programa “Gerúndio” são: Suellen Massena, Juan Calvet, Sami Oliveira, Ian Nunjara, Dani Mattos, Maya Franthesca, Rodrigo França, Amanda Dias, Felipe Abreu, Amanda Abreu, Lorena Coimbra, Roger Cipó, Miria Alves, Gillian Rosa e Verônica Dudiman. 

O programa estará disponível gratuitamente no site da Wolo TV a partir do dia 12 de agosto.

Camilla de Lucas celebra convite para estrear como apresentadora do ‘Bate-Papo The Masked Singer Brasil’

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Em entrevista ao Gshow, a influenciadora Camilla de Lucas contou como foi receber o convite para o novo programa da TV Globo, ‘The Masked Singer Brasil’. Camilla tem a função de ajudar os jurados, o público e a apresentadora, Ivete Sangalo, a desvendar o segredo dos artistas mascarados, mostrando os bastidores das apresentações durante o programa.

Imagem: Instagram/ Camilla de Lucas

Camilla De Lucas também vai comandar o ‘Bate-Papo The Masked Singer Brasil’, show de entrevista com os eliminados da noite no programa. No primeiro ‘Bate-Papo’, a blogueira entrevistou Sidney Magal, o eliminado na edição de estreia. “Estou muito feliz com o convite. Esse formato já é bem conhecido em vários países e fiquei muito animada com a oportunidade. É um desafio profissional que estou muito empolgada para encarar! Todo o time por trás do programa é incrível e tenho certeza que vocês vão adorar e se divertir muito!”, disse Camila ao Gshow.

Já familiarizada com um grande público na internet, a modelo e empresária carioca celebra a chance de se comunicar diretamente com um outro público. “É uma experiência incrível e tenho aprendido e me divertindo muito. Estou muito realizada nessa nova fase da minha vida! Sempre tive esse meu lado voltado para a comunicação muito aflorado e já me imaginei como apresentadora algumas vezes. É um marco muito especial na minha vida”,  comemora.

Perguntada qual música gostaria de interpretar e sob qual disfarce, Camilla revelou que gostaria de cantar “Dona de Mim”, da cantora Iza e escondida em uma fantasia de unicórnio. “Essa música me representa muito e me faz lembrar da minha trajetória até aqui”, revelou.

O “The Masked Singer Brasil” estreou ontem (10) e será exibido toda terça-feira logo após a novela “Império“, às 22h20.

Mãe denuncia pedagoga que fez comentários racistas sobre cabelo de suas filhas na internet

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No dia 5 de agosto a psicóloga Roberta Massot, 36, postou foto de suas filhas, de 2 e 9 anos, no Facebook e uma mulher, identificada como Érica Gomes, destilou comentários racistas sobre a aparência das meninas. A mulher, que em suas redes se identifica como pedagoga, será investigada por injúrias raciais cometidas na internet. 

A advogada Michelle Vargas e a mãe das crianças, Roberta Massot (Imagem: Instagram)

A suposta pedagoga comentou em uma postagem de Roberta que a criança de 2 anos tinha a raiz do cabelo dura. A psicóloga tentou dialogar com a agora investigada: “Não, Érica, não existe cabelo duro. Se você estudar um pouco vai ver que o que existe é cabelo crespo. Não entendi o porquê da sua pergunta e muito menos a maneira ofensiva a qual se referiu ao cabelo da minha filha”. A suposta pedagoga respondeu: “Flor, você expõe sua filha, então as pessoas dão a opinião que quiserem. Se não quer exposição não coloque vídeo, fotos etc. Se está nas redes sociais, eu falo o que eu quiser. Em vez de ficar aqui querendo ou achando alguma coisa, leve suas filhas ao salão e aproveita e tira as melecas delas”, disse a mulher se referindo também à filha de 9 anos de Roberta.

No dia seguinte Roberta Massot desabafou nas redes: “Algumas pessoas ficam falando para mim: ‘tudo agora você quer falar sobre racismo’, e eu sempre digo que o principal objetivo de falar sobre hoje é para que minhas filhas não sofram o que eu sofri, ou que pelo menos elas saibam se defenderem quando acontecer alguma violência racial contra elas. Enfim, não estou conseguindo falar muito agora, estou com um misto de emoções e sensações neste momento. Resolvi expor para que todos vejam e saibam da importância de falar sobre o RACISMO. Esta mulher não só atacou a mim, mas as minhas filhas de 9 e 2 anos. Falei que não iria abrir um BO, mas voltarei atrás, pois todo racista precisa pagar pelo seu CRIME”.

A advogada Michelle Vargas, que representa a mãe da criança, entrará com um processo contra a suspeita. Roberta Massot postou um agradecimento à profissional em seu Instagram: “Sem palavras para agradecer a esta mulher preta, advogada, que veio de bom grado para me ajudar na realização da abertura deste B.O. Michelle, o que você fez por mim hoje é impagável. Quando chorei, você me deu colo, quando pensei em desistir, você segurou na minha mão e falou:-você não vai desistir, nós não vamos desistir, você não tá sozinha”, escreveu.

O Site Mundo Negro falou com Roberta e ela enviou uma mensagem de a todos que sofrem esse tipo de violência: “Eu gostaria de dizer que é uma dor muito intensa, mas para elas não se calarem e não deixarem de denunciar. E se sentirem medo, é para ir com medo mesmo, pois isso é sinônimo de coragem. Não ficarem sozinhos, exponham e passem a contar com a rede de apoio”, desabafou.

Ao G1 a  Polícia Civil disse que as investigações estão em andamento e que a suspeita vai ser ouvida na delegacia de São Gonçalo

Vanessa da Mata vai estrelar espetáculo em homenagem a Clara Nunes

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Foto: Priscila Prade.

Musical vai abordar a obra e a relação da cantora com o sagrado.

Vanessa da Mata já nutria o desejo antigo de homenagear a icônica cantora Clara Nunes nos palcos. Depois de quase dois anos, a cantora vai estrelar, enfim, no final do ano, o espetáculo “Clara Nunes – A Tal Guerreira”, com direção de Jorge Farjalla, em formato online. “Idealizei tudo isso há muitos anos. Tive uma reunião em 2019 com o diretor e amigo Jorge Farjalla e o produtor Marco Griesi. Sempre fui apaixonada pelos Brasis que Clara canta! Ela sempre me capturou de uma forma especial”, conta Vanessa.

A homenagem a Clara Nunes vai ter o foco principal na sua obra musical e na relação que ela estabelecia com o sagrado. “Clara é um dos ícones que sustentam um orgulho de nascermos aqui. Nós precisamos levar às novas gerações esses ritmos, jeito, pureza, fogo, invencibilidade e pluralidade musical dela”, explica Vanessa, sobre as danças, religiosidade e cultura afro-brasileira que Clara Nunes sempre celebrou nas suas canções, no palco e nas vestimentas.

Vanessa da Mata pretende resgatar e renovar o fôlego de um trabalho que Clara Nunes fazia, de pesquisar e trazer ritmos de cada canto do Brasil para o país inteiro. “Clara tinha o trabalho lindo de trazer músicas originais de várias partes do Brasil e transformar isso em música nacional, como caboclinho, lundu, samba de roda, sambas em geral, maracatus e tantos outros que estão desaparecendo com seus condutores morrendo, e não há renovação com os jovens”, completa.

Pela primeira vez, o lado atriz de Vanessa vai aparecer em primeiro plano e, segundo o diretor Jorge Farjalla, será mais do que especial. “Legítima, verdadeira. Normalmente, Vanessa interpreta de maneira muito particular as canções dela, quero isso para a sua atriz, essa singularidade de olhar o novo, de brincar com essa Clara Nunes, levar o corpo da personagem na medida certa”, aposta ele. “O musical não é um documentário sobre a vida da Clara Nunes e, sim, uma homenagem, uma celebração à essa artista plural que marcou época. Vejo o musical como se essa luz pudesse nos livrar da escuridão em que vivemos nesses dias de hoje. Vamos falar de Clara para uma geração que talvez nem sabe o que ela significa para a MPB e para a cultura do nosso Brasil”, torce Farjalla.

“Quem tem joga”, de Drik Barbosa, Karol Conká e Gloria Groove marca trilha sonora de “O Esquadrão Suicida”

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Foto: Victor Balde.

A parceria de Drik Barbosa, Karol Conká e Gloria Groove em “Quem Tem Joga” ganhou as telonas. A música está na trilha sonora do filme O Esquadrão Suicida, que estreou nos cinemas e na HBO MAX na semana passada. Na composição, Emicida e Grou se juntam às três cantoras. Marcelo D2 também emplacou uma música na trilha sonora do filme.

O filme, com Idris Elba e Viola Davis no elenco, estreou no começo de agosto e já alcançou o posto de maior bilheteria nacional, desbancando “Velozes & Furiosos 9”.  O longa arrecadou R$ 7 milhões e foi visto por 728 mil pessoas.

O diretor do filme, James Gunn, elogiou Drik Barbosa no Twitter. “Como ela é maravilhosa”, afirmou. A artista, por sua vez, ressaltou a importância de ter “Quem Tem Joga”, que integra o seu disco de mesmo nome, lançado em 2019, como parte da trilha de  Esquadrão Suicida. “Eu estou muito emocionada com isso. É nosso rap e o nosso funk ganhando o mundo”, comentou.

A sincronização da música foi fruto de uma parceria entre a LAB Fantasma (editora e gravadora de Drik Barbosa) e a Warner Chappell Edições. Mesmo com a crise vivida pelo entretenimento ao vivo em virtude da pandemia de Covid-19, o segmento de streaming não parou de crescer, sendo um aliado na vida das pessoas ao redor do mundo. Nesse sentido, a música vem – cada vez mais – ganhando protagonismo nas obras cinematográficas.

Fióti, CEO da LAB Fantasma e empresário de Drik Barbosa, conta a importância de ter uma faixa como essa em uma grande produção da Warner e DC: “A música ‘Quem Tem Joga’ é um marco na carreira da Drik e, para nós, também. Além do discurso, que tem como principal intuito falar sobre a importância das mulheres terem liberdade sobre os seus corpos, a sonoridade da música une trap, rap e funk em uma fusão rica, com o potencial de atrair atenção de qualquer pessoa ao redor do mundo. É gratificante para nós ver que a Drik está sendo reconhecida internacionalmente pela grandiosidade do seu talento e do seu trabalho; e levando o rap brasileiro cada vez mais longe. Esse é nosso compromisso, acabar com estereótipos na indústria e fazer com que a cultura de rua seja protagonista também nas telas.” 

A música “Quem tem joga” também está na seleção das faixas que vão compor um vinil exclusivo com faixas da trilha sonora e que será comercializado pela Water Tower Music, empresa do grupo Warner Bros.

Além de Drik Barbosa, Marcelo D2 e Céu são os outros brasileiros que aparecem na trilha sonora.

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