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Chadwick Boseman será “O Senhor das Estrelas” em nova série da Marvel

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O ator Chadwick Boseman participou de quatro episódios da primeira temporada de “What If…?”, nova série do Universo Marvel que será exibida pela Disney+. Em entrevista ao Comic Book, O produtor Brad Winderbaum revelou que Boseman dará voz ao seu papel mais icônico, T’Challa, embora na série, na confusão de multiversos, ele será o herói Senhor das Estrelas (Chris Pratt nos cinemas).

Marvel's What If First Trailer Features Chadwick Boseman As Star-Lord, And  Lots Of Craziness - CINEMABLEND
Imagem: Reprodução

“Ele interpreta diferentes versões do personagem. Não diria que nada mudou drasticamente. Queríamos honrar sua performance e sua vontade de fazer parte desse projeto”, afirmou Winderbaum, que prossegue: “Em retrospecto, ele gravou esses episódios para nós sabendo o que todos nós sabemos agora. Queríamos honrar o que ele fez, então não mudamos muito. Segundo o produtor haverá trilha sonora em homenagem ao ator composta por Lauren Karpman. “A maneira como ela abordou T’Challa durante todo o tempo, especialmente em vista de sua morte, é realmente linda”, contou.

Chadwick Boseman estreou como T’Challa em ‘Capitão América: Guerra Civil’ (2016) e depois ganhou filme solo que foi um estrondoso sucesso, ‘Pantera Negra’, de 2018. Após vieram duas sequências de Vingadores (Guerra Infinita e Ultimato).  Boseman aprendeu a atuar em peças de teatro e segundo Bryan Andrews, o diretor de ‘What If…?’ , isso fez diferença no resultado da dublagem. “Às vezes os atores querem apenas atingir a linha e seguir para a próxima. Mas Chadwick queria fazer sua parte como uma cena e construí-la como uma peça. Foi assim muito divertido fazer isso porque pudemos ler as falas e fazer uma performance com Chadwick Boseman”, revelou.

O diretor também contou que Boseman pareceu se divertir interpretando o Senhor das Estrelas de Guardiões da Galáxia. “Porque era uma versão dele bancando o rei, mas o rei sem o manto, a realeza e tudo o mais que vem junto com isso. Ele poderia iluminar e ficar mais brincalhão com isso. Ele estava animado para estar de volta como T’Challa, disse Andrews.

‘What If…?’ estreia dia 11 de agosto na Disney Plus.

Homem denuncia supermercado após ser obrigado a ficar de cueca no local para provar que não roubou nada

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Um homem negro de 56 anos denunciou ter sido obrigado a retirar parte da roupa que usava em um supermercado da linha “Assaí” atacadista em Limeira (SP), para provar que não havia furtado nenhum objeto. 

O caso aconteceu na noite de sexta-feira, mas o registro foi feito na Polícia Civil na manhã de sábado. Segundo relato do homem à polícia, ele saia do supermercado quando foi abordado por dois seguranças. A vítima teve que tirar a camiseta e mostrar a cueca para os seguranças provando estar saindo do local sem levar nada escondido dentro de suas roupas.

O homem relatou ainda aos policiais que havia entrado no mercado apenas para verificar alguns preços de produtos e por isso estava deixando o local sem comprar nada e, consequentemente, sem passar pelo caixa e que tinha explicado isso ao segurança. 

A abordagem ao homem aconteceu na frente de diversas pessoas que estavam no supermercado. A ação foi filmada por diversos clientes que se mostraram indignados com a exposição. Constrangido com a situação, o rapaz começou a chorar sendo amparado por pessoas que presenciaram a cena.

Após tirar a roupa e mostrar que não estava furtando nada, o homem foi liberado para deixar o local. Ele procurou a Polícia Civil para registrar o caso que entrará com uma investigação sobre o caso. 

Casa de Cultura Fazenda Roseira sofre incêndio na noite de domingo

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Imagem: Campinas.com.br

Instalada na casa sede da antiga Fazenda Roseira, a Casa de Cultura Fazenda Roseira é desde de agosto de 2007, um equipamento público. Ela é ocupada e gerida pela comunidade Jongo Dito Ribeiro, sendo bastante conhecida na região por seus eventos como rodas de jongo, festejos, festas juninas, feijoadas de resistência, rodas de capoeira, projetos para todas as idades, discussões sobre tecnologia, ancestralidade, entre outros.

Entretanto, esse símbolo de resistência da luta negra em Campinas ( uma das últimas cidades do país a abolir a escravidão) vem sofrendo com vandalismo e intolerância nos últimos meses. Em janeiro desse ano, a casa foi depredada e furtada, entre os objetos danificados ou levados a administração citou: câmeras, holofotes, alarmes, trincos e fechaduras, uma televisão, um fogão, uma pia, portas, um gira-gira, um cano de água, toda a fiação externa de iluminação e também materiais infantis.

O mato alto, a pouca iluminação e falta de segurança torna a casa ainda mais vulnerável aos ataques, e mesmo com vários pedidos para a solução desses problemas, eles ainda não foram solucionados. Tanto que na noite de ontem, domingo (08) um incêndio começou na Fazenda Roseira. Apesar de ter sido controlado antes que tomasse maiores proporções, ele acabou com boa parte da plantação da fazenda. Nas redes sociais, o público cobra por respostas da prefeitura sobre o pouco caso com esse patrimônio cultural da cidade.

Até o momento, ninguém foi preso por nenhum dos danos causados ao patrimônio.

Tichina Arnold entra com pedido de divórcio cinco anos após vazamento de vídeo de traição do marido

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Foto: Getty Images.

Ex-marido da atriz, Rico Hines, teve vídeo de sexo com outra mulher vazado na internet em 2016.

A atriz Tichina Arnold entrou com um pedido de divórcio do técnico de basquete Rico Hines, com quem se casou em agosto de 2011. Os dois já estavam separados desde 2016, quando uma gravação de Hines fazendo sexo com outra mulher vazou. De acordo com o TMZ, Tichina pediu o divórcio no início desta semana, indicando “diferenças irreconciliáveis”.

A gravação vazou para o público, o que fez com que a atriz se separasse do treinador de basquete. Segundo Tichina, Hines já a havia traído várias vezes desde o início do casamento. Em entrevista à People, Tichina Arnold disse que “está além do fato de que a infidelidade acontece. Nós cometemos erros. E corrigimos alguns erros de suas infidelidades anteriores. Mas quando se torna um padrão, não é mais problema meu. Chega um ponto em que você tem que abandonar o navio e se salvar”.

Tichina Arnold e Rico Hines se casaram em 18 de agosto de 2012. Eles não têm filhos juntos. Tichina Arnold solicitou que o tribunal restringisse os pedidos de pensão de qualquer uma das partes no julgamento de divórcio em andamento.

Breakdance nas Olimpíadas de Paris: Entenda as regras e as chances do Brasil na competição

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Imagem: Marcelo Maragni

A Olimpíada de de Paris 2024 vai trazer o breakdance para a lista de esportes participantes. O evento vai repetir a fórmula da edição recém finalizada em Tóquio, incorporando às competições esportes que conversem com os jovens e com a cultura urbana, visando aumentar o nicho de público e modernizar os Jogos Olímpicos. O breakdance nasceu como um dos elementos da cultura Hip-Hop e era usado como forma de evitar que jovens negros entrassem para gangues de rua.

O breaking mudou minha vida', diz B-Boy Pelezinho
Imagem: Nika Kramer

O surf e o skate fizeram grande sucesso este ano e estarão novamente na próxima edição, embora ainda não considerados fixos e precisando de análise a cada edição. 

É benéfico que haja inovações conforme a popularidade e demanda pela prática de esportes não tradicionais aumente, como já foi o caso do vôlei de praia em 1996, da BMX em 2008 e este ano do skate. Dança é uma linguagem universal e já existem competições em vários países do mundo com b-boys e b-girls (nome dado aos praticantes) de todos os continentes.

As competições de breakdance estão sob a responsabilidade da WDSF (World Dancing Sports Federation), uma entidade criada para organizar as competições internacionais de dança de salão e foi ela que apresentou o projeto de inclusão do esporte. As Olimpíadas da Juventude costumam ser usadas para teste das novas modalidades a serem incluídas no evento principal e a edição de 2018, sediada em Buenos Aires, contou com a dança em batalhas de um um round na primeira fase. Os dançarinos mostram seus passos de forma alternada e é criado um ranking pelos jurados com os mais bem avaliados (chamado de “round robin”). Depois disso vem a fase eliminatória e as finais que são decididas em batalhas de quatro rounds. passam a ser de melhor de quatro rounds. Vence quem tiver, no total, mais votos dos juízes na soma de todos os rounds. Os critérios dos jurados envolvem  técnica, variedade, criatividade e personalidade, performance, musicalidade.

Um dos grandes expoentes do breakdance no Brasil é o paulista Pelezinho, primeiro brasileiro a chegar numa final mundial em competição do estilo. Em entrevista para o site Breaking World, o dançarino deu sua impressão de quais são as chances do país em 2024: “Temos B-Boys e B-Girls que possam disputar medalhas para o Brasil, mas tudo depende de toda a estrutura e logística que será montada aqui no Brasil, de como será, se vai convidar os B-Boys e as B-Girls direto ou se vai fazer etapas. Então, dando uma resumida, eu acho que já estamos atrás dos outros países: o Japão já tem o time pronto, a Holanda praticamente também, a França, EUA, a China e o Brasil ainda não está! Quem estiver na frente tem que fazer de verdade! E resolver tudo o mais rápido possível, porque esse ano já descartamos praticamente, então, só sobra 2023 e 2024. Porque até o processo todo ser feito com a estrutura. Estou falando da minha visão como dançarino e como produtor e criador de eventos”, apontou.

O Brasil não teve representantes da modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires.

Hering e ID_BR lançam coleção da campanha “Sim à Igualdade Racial”

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Foto: Divulgação.

Parte da renda das venda das peças será revertida para as ações do ID_BR

Em parceria com o ID_BR – Instituto Identidades do Brasil a Hering lança coleção que pretende ampliar a conscientização e o engajamento com o movimento antirracista. As peças, que terão parte da venda revertida para o ID_BR, chegam ao e-commerce da marca nesta segunda-feira (9). Com este lançamento, a Hering se torna a marca oficial das camisetas que levam o logo da campanha Sim à Igualdade Racial, assinada pelo ID_BR. Além da peça icônica da linha, a coleção traz também moletons, calças e bermudas em uma cartela com tons do bege ao marrom. 

O símbolo que estampa as peças tem foi construído a várias mãos, como explica a diretora executiva do ID_BR, Luana Génot. “Eu fiz o símbolo, Kenyu Kanashiro coloriu o símbolo e o Gustavo Zimmerman foi o co-idealizador. Essa logo foi pensada para representar a luta pela igualdade racial. É um coração que geometricamente representa a sociedade e que evoca um convite para que todo mundo se dê as mãos para lutar por um mundo mais igualitário. Um mundo que ainda é um ideal, não é uma realidade, também longe de ser uma romantização de uma sociedade que tem a igualdade como algo estabelecido e, por isso, é um símbolo que se propõe a ser um convite. A gente convida a sociedade para ter um coração mais aberto para uma igualdade racial exercida na prática”, conta.

Para Luana, a moda tem uma forte conexão com a transmissão de ideias e valores atrelados ao que as pessoas vestem. “A ideia de dizer ‘Sim à igualdade racial’ em parceria com a Hering é fazer, de fato, com que as pessoas vistam a camisa, ou melhor, vistam a camiseta. E, a partir disso, fazer com elas se sintam mais envolvidas e engajadas com a causa tendo algo que é bastante próximo ao corpo delas e que as lembre de que esse engajamento ele precisa ser algo diário.  É um convite para todo mundo, de fato, possam colocar essa causa em pauta todos os dias”, defende.

Para Fabíola Guimarães, diretora de marcas da Hering, a realização da campanha é um convite para os usuários da marca.“A Hering é inclusiva por essência e o nosso básico está em ir além. Apoiar a igualdade racial é primordial para o momento que passamos no país. Uma marca legítima brasileira, acredita e valoriza a importância do seu povo e convida os clientes a refletirem sobre como serem antirracistas na prática”, afirmaa.

Loja online: www.hering.com.br

“Eu achei que eu não chegaria nem aos 30”, diz Xande de Pilares no Trace Trends

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Xande de Pilares foi o convidado da semana no programa Trace Trends. Falando sobre sua história na música e carreira, o compositor comemora a chegada aos 50 anos, sendo um homem negro de periferia. “Tinha uma história, no morro, que eu ia morrer com 30 anos. (…) Eu perdi tantos amigos na minha infância e adolescência e eu achei que eu não chegaria nem aos 30. Cheguei aos 50 e sem ter a cara de 50, então tá tudo certo!”, brinca. No papo, Xande ainda ressalta alguns nomes da música brasileira que o inspiram como Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila.

Com mais de 30 anos de estrada, Xande de Pilares revelou no programa que teve que ir contra a vontade de sua avó para se tornar músico. “Tive que contrariar minha avó que não queria que eu mergulhasse na música. (…) A minha mãe foi muito corajosa por abdicar da música e lutar pela família. Com certeza se ela optasse pela música, eu não estaria aqui… Tudo acontece como tem que acontecer”, diz.

Durante a conversa, o sambista falou sobre o início e a retomada de sua carreira, apontando a relação com o samba como um traço significativo de sua história e seu lugar de origem, como também a herança musical de sua família, o que abriu portas para que pudesse estar neste meio e representar os seus.

O programa traz ainda tudo sobre o filme “Doutor Gama”, de Jeferson De, Ad Júnior explicando o termo afrodescendente, a música e arte de Alice Guél, as dicas e conselhos de Babu Santana e as novidades musicais com “Bafros” de Dexter, 2:22music, Kynnie, Original Groove, Larissa Luz, Renegado com Grupo Bom Gosto, Master KG com David Guetta e Akon.

Com apresentação de Alberto Pereira Jr., Xan Ravelli, Ad Júnior, João Luiz Pedrosa e Babu Santana, a nova temporada do Trace Trends tem, a cada semana, um episódio inédito exibido às quartas-feiras no Globoplay e às sextas-feiras, às 17h, no Multishow.

“Eu vivo em um mundo interracial e amo” Alfonso Ribeiro fala que se sente “rejeitado” na comunidade negra

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(Photo by John Lamparski/Getty Images)

Em entrevista ao Atlanta Black Star, o ator Alfonso Ribeiro, mais conhecido pelo seu personagem em “Um maluco no pedaço”, conversou sobre se sentir um “estranho” na comunidade negra por ter se casado com uma mulher branca, a esposa Angela Ribeiro e ter um histórico de relações apenas com mulheres brancas.

“Estou em um relacionamento interracial e recebo coisas, como olhares e comentários constantemente”, constatou. O comentário foi em resposta à uma pergunta ao saber se ele já tinha ouvido se não era “negro o suficiente”, como seu personagem Carlton foi contado no oitavo episódio da quarta temporada depois que ele tentou fazer parte de uma fraternidade negra.

“Estou em meu próprio mundinho com o apoio de quase ninguém, apenas por estar apaixonado por alguém que me apaixonei. Como isso faz sentido ? Não importa. Todos nós queremos viver em um mundo onde todos sejam aceitos por serem quem são, amados e viverem da maneira que escolheram para viver. Apoiarei qualquer pessoa que queira viver em um mundo em que queira viver”, disse.

“Eu vivo em um mundo interracial e amo esse mundo. Eu vivo em um mundo negro e amo esse mundo. Eu sinto que todos deveriam ser apoiados. Eu lido com isso o tempo todo. Acho engraçado pelo fato de que sou um apresentador de televisão convencional, estou no jogo há muito tempo e poderia comprar ingressos para ir ao BET Awards”, finalizou o ator ao responder a questão.

Sem espetacularizar o sofrimento, ‘Doutor Gama’ traz bom suspense de tribunal na cinebiografia do abolicionista

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Luiz Gama tem tido cada vez mais reconhecimento, seja por pares do direito, área pela qual ficou conhecido, seja por pessoas que têm tido contato com sua luta abolicionista. E para coroar um ano extremamente benéfico para a memória de Gama, chega aos cinemas “Doutor Gama”, dirigido por Jeferson De. E não teria mãos melhores para comandar um longa sobre essa figura histórica do que o diretor responsável por ‘Correndo Atrás’ e ‘M8 -Quando a Morte Socorre a Vida’, todos filmes protagonizados por pessoas pretas.

FOTO TIRADA EM PARATY 22/02/2019

O olhar racializado faz bem para o longa que em nenhum momento usa o período de escravidão para chocar o público com cenas de violência contra os escravizados, recurso utilizado recentemente em produções norte-americanas.

O longa passa rapidamente pela infância do futuro advogado e sua vontade de aprender a ler desde pequeno e sua venda como escravizado pelo pai.  Em seguida, o jovem Gama (Angelo Fernandes) está com Antônio (Johny Massaro), o amigo que o ensinou a ler numa mesa de bar conversando com advogados brancos sobre direito com propriedade de doutor. Infelizmente essa fase da vida é mostrada de forma corrida e pouco vemos da formação e dúvidas que permearam a juventude do abolicionista e isso faz um pouco de falta. Inclusive a relação com a jovem Claudina (Samira Carvalho) que passa correndo apenas mostrando o envio de cartas e os dons de Gama como poeta romântico.

Se o começo do filme parece vacilante e corrido, do meio para frente a obra ganha força e musculatura com César Mello encarnando de maneira excelente o personagem principal, que se vê diante de um caso difícil. Defender José (o ótimo Sidney Santiago) de uma condenação certa no caso em que o escravizado matou um ‘senhor’ para defender sua esposa de constantes abusos.

A contraposição às ponderações de Gama no tribunal ficam por conta de Pedro (Erom Cordeiro), que já tinha o antagonizado anos antes. O ator consegue despertar a antipatia esperada de um advogado que prega a morte de um escravizado e fornece bom contraponto ao discurso humanitário defendido por Luiz Gama. 

É nos trechos do tribunal que reside a energia máxima do filme. A retórica  do brilhante advogado sai de forma convincente da voz de Mello e há uma (não óbvia) quebra da quarta parede, com palavras que vão direto aos corações e mentes do espectador: “Quando um escravo  mata o seu senhor, não estamos falando de assassinato. Não,senhores! Estamos falando de legítima defesa”.

Os olhos de cumplicidade e angústia de Claudina, vivida por Mariana Nunes suprem a ausência de mais diálogos entre os dois, o que desperta a curiosidade de como seria se houvesse maior exploração dessa dinâmica, mas para uma figura tão rica quanto Luiz da Gama, o longa cumpre bem seu objetivo de pintar um retrato sobre um ponto específico de sua história.

Não seria surpresa se Jeferson De fosse chamado para explorar outros casos do agora Doutor Honoris Causa pela USP ou até mesmo personagens que oferecem uma isão diferente quanto às formas de se lutar contra a escravidão como é o caso da imponente Maria Júlia, encarnada por Dani Ornellas.

‘Doutor Gama’ é um dinâmico suspense de tribunal que deixa a curiosidade ver mais sobre seu herói.

Músico e ator, Alan Rocha interpreta líder da Pequena África na novela ‘Nos Tempos do Imperador’

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Imagem: Ernane Pinho

Alan Rocha, ator do musical “A Cor Púrpura”, da vida a Balthazar na nova produção das 18 horas da Globo, “Nos tempos do Imperador”, personagem que é um dos líderes da Pequena África, local que acolhe os negros após o comércio de escravos se tornar ilegal no país, a partir de 1831 (local hoje é a zona portuária do Rio de Janeiro).

Balthazar ajuda no resgate de escravos refugiados ou alforriados que por lá chegam a procura de abrigo e emprego, organiza uma forma de resgatar estes negros antes de serem escravizados. O personagem, como o ator, é músico, e um trio de choro é criado com a chegada de outros refugiados no local, como Samuel, personagem de Michel Gomes.

“Esse trio de choro formado pelo Baltazar (cavaquinho), com Samuel (violão) e Cariri (flauta), para mim, cria uma conexão com Pixinguinha, que frequentou muito as festas da Penha, bairro onde moro. Essa conexão também se dá a outros grandes chorões e ao inicio das formações desses grupos regionais de choro.”, declara Alan Rocha.

Imagem: Arquivo Pessoal ; nos tempos do imperador

No cinema, o ator está no elenco de “Doutor Gama” (Globo Filmes), longa-metragem de Jeferson De que também estreia em agosto. Mais um trabalho que retrata a época da abolição da escravatura do país, cinebiografia sobre a vida do advogado abolicionista Luiz Gama (1830-1882), nascido de ventre livre, mas vendido pelo seu pai aos 10 anos. Também no cinema, aguarda a estreia do filme “Os Suburbanos”, do Rodrigo Sant’Anna. Alan também participa em episódio da nova temporada do humorístico “Tô de Graça”, do Multishow.

Foto Miguel Angelo Ferreira

Com o ano de 2021 repleto de projetos sendo lançados na TV e no cinema, Alan Rocha planeja lançar mais duas músicas até o fim do ano, um novo videoclipe e aguarda ser convocado para os ensaios de um novo musical onde vai emprestar seu talento como um artista repleto de possibilidades – na atuação, na música, nas artes do seu país.

“Todos da nossa classe artística desejam este retorno aos palcos e estou ansioso para começar os trabalhos que já estou no elenco. Enquanto isso, organizo a consolidação do “Clube AKorin”, projeto que traz o teatro e a musicalização infantil. A valorização da cultura negra para a infância nas redes sociais, que será veiculado no YouTube e no Instagram.”, afirma o inquieto Alan Rocha.

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