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Escritoras lançam livro infanto-juvenil que aborda autoestima de crianças negras: “Aziza, a preciosa contadora de sonhos”

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Voltado para crianças entre 5 e 12 anos, o livro trata do bullying e preconceito racial nas escolas e apresenta como protagonista Aziza, uma menina sonhadora, que conhece e ama suas raízes africanas, mas se sente ameaçada por um dragão que aparece em seus sonhos e grita frases raivosas como: “cabelo de arame, nariz de batata e escurinha”. 

Segundo as autoras, esse dragão representa o racismo e é combatido pela menina com a força de poderes mágicos representados pela sua autoestima elevada e reconhecimento da sua ancestralidade. “Nós acreditamos que tão importante quanto incentivar o respeito às diferenças étnicas é trazer conhecimento sobre as nossas raízes históricas e estimular a valorização da cultura afro-brasileira entre as crianças”, explica Cássia Valle.

Falar de autoestima para crianças negras e ajudar a combater o preconceito racial nas escolas, através de um universo que mistura ludicidade, história, diálogo com a ancestralidade e responsabilidade crítica, esse é o propósito do novo livro de Cássia Valle e Luciana Palmeira, intitulado “Aziza, a preciosa contadora de sonhos”.

O lançamento é aberto ao público e acontece oficialmente dia 26 de março, às 16h, na livraria Escarizdo Shopping Barra (Salvador). O pré-lançamento e venda online já está disponível com entrega para todo o Brasil através do site da Editora Malê.

A história também traz muitas questões que podem ser trabalhadas em sala de aula.  As perguntas apresentadas ao longo da narrativa, pela protagonista e demais personagens, e o jogo proposto pelos estudantes ao final da história para combater o discurso racista do dragão são um convite à reflexão e ao diálogo.

Esse é o terceiro livro que Cássia e Luciana lançam juntas. Em 2017, as autoras foram premiadas com o livro “Calu uma menina cheia de histórias” pela Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria melhor livro infanto-juvenil. A história virou espetáculo e também venceu o Prêmio Braskem de Teatro 2020.

SERVIÇO:

Lançamento do livro:  “Aziza, a preciosa contadora de sonhos”

Autoras: Cássia Valle e Luciana Palmeira

Dia 26 de março (sábado), às 16h

Livraria Escariz (Shopping Barra)

Editora Malê

Valor: R$ 46

Pré-lançamento e Venda online: https://www.editoramale.com.br/product-page/aziza-a-preciosa-contadora-de-sonhos

Ilustrações: Edson de Souza

Prefácio: Carla Akotirene

Quarta Capa: Tia Má

Realização: Malê, Selo Calu Brincante e Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte

Pai de Vyni diz que o filho não está apaixonado por Eliezer: “vejo uma amizade sincera”

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Foto: Reprodução / TV Globo.

Seu Cicinho, pai de Vyni, atual participante do Big Brother Brasil 22, declarou sua opinião sobre a relação do filho com Eliezer. Ao Jornal Extra, Cícero Souza contou que Vinícius vê em Eli um apoio, como um irmão, já que ele foi criado como filho único. “Até onde eu sei, Eli é hétero, né?! Então, apesar de não acompanhar muito o dia a dia, o que vejo é uma amizade sincera dos dois. Meu filho é assim na vida dele, exatamente como está sendo na casa. Carinhoso, parceiro, amigo dos amigos”, ressaltou. Ponto de vista do pai vai contra a opinião dos usuários na internet, que observam uma forte paixão por parte de Vinícius com Eliezer.

Foto: Reprodução / TV Globo.

Sobre a orientação sexual do filho, Cícero declara que nunca viu um problema em torno disso e que apenas se preocupa com o preconceito. “A orientação sexual dele nunca foi um problema e continua não sendo. Isso não define caráter nem a índole de ninguém. Óbvio que, como pai, eu fico preocupado com o que podem fazer contra ele por conta de tanto preconceito”, diz ele.

Seu Cicinho ao lado de Vinícius. Foto: Reprodução / Redes Sociais.

“Vyni é muito amado por todos aqui. Da família aos vizinhos. Tenho um orgulho danado do meu filho”, diz o pai, que mora em Crato, no interior do Ceará. Ainda sobre a forma como enxerga a relação do filho no BBB 22, Seu Cicinho pontuou: “A amizade deles vem em primeiro lugar. Estão até falando de trabalhar e viajar juntos”, lembra ele, ao citar uma conversa que os brotheres já tiveram dentro do programa.

Diretor de Pantera Negra revela que foi preso em janeiro ao ser “confundido com um ladrão de banco”

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Foto: AP.

Um dos mais promissores diretores de Hollywood, Ryan Coogler, diretor da franquia Pantera Negra, revelou que foi preso em janeiro ao ter um pedido de saque confundido com uma tentativa de assalto no Bank of America. “Essa situação nunca deveria ter acontecido”, disse Coogler à Variety. “No entanto, o Bank of America trabalhou comigo e abordou o assunto de maneira satisfatória para mim e seguimos em frente.”

De acordo com um relatório policial, Coogler teria entrado em uma agência do Bank of America de óculos escuros, boné e máscara de proteção e, por meio de um bilhete, pedido para o caixa sacar US$12 mil. “Eu gostaria de sacar $ 12.000 em dinheiro da minha conta corrente. Por favor, faça a contagem de dinheiro em outro lugar. Eu gostaria de ser discreto”, dizia o bilhete.

A funcionária que o atendeu interpretou a questão como uma tentativa de roubo com a situação e alertado seu chefe, com quem chamou a polícia. As autoridades que chegaram ao local teriam detido duas pessoas em um SUV que esperavam por Coogler do lado de fora do banco e também algemado o diretor.

Um porta-voz do Bank of America disse que “Lamentamos profundamente que este incidente tenha ocorrido. Isso nunca deveria ter acontecido e pedimos desculpas ao Sr. Coogler”.

Coogler está filmando a sequência do super-herói, “Pantera Negra: Wakanda Forever”, em Atlanta. O filme tem estreia marcada para novembro.

Thelminha, campeã do BBB 20, é anunciada como nova musa da São Clemente

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Campeã do BBB 20, Thelma Assis foi anunciada nesta terça-feira (8) como a nova musa da escola de samba São Clemente. 

A escola será a quarta a se apresentar pelo Grupo Especial no dia 22 de abril, sexta-feira, com o enredo: “Minha Vida é Uma Peça”, em homenagem ao ator e humorista Paulo Gustavo. O projeto é desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins.

O dia será a estreia de Thelma Assis no Carnaval do Rio. Ela desfilará à frente da ala de passistas. 

“O samba sempre fez parte da minha vida e tenho muito orgulho em ser sambista e poder enaltecer a arte e cultura do carnaval. E eu não podia estar mais feliz de fazer minha estreia na Sapucaí e numa escola que abriu as portas e me abraçou tão bem como a São Clemente.” Disse a médica. 

“Tenho uma enorme consideração por todo o povo do samba que está há muito tempo trabalhando em prol dessa manifestação cultural que é muito mais que uma simples festa. Não vejo a hora de pisar naquela avenida e ser contagiada pela energia emocionante que só um desfile de carnaval consegue proporcionar”, celebrou a ex-BBB, que em São Paulo, contabiliza desfiles pela Mocidade Alegre, sua escola do coração.

“Sou a primeira mulher negra a ter um talk show no Brasil”, diz Jojo Todynho sobre ‘Jojo Nove e Meia’

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Foto: Reprodução.

Primeira mulher negra a ter um talkshow no Brasil, ela conta que começou as gravações da segunda temporada de Jojo Nove e Meia, no Multishow.

Jojo Todynho está preparando a segunda temporada de seu programa de entrevistas no Multishow, Jojo Nove e Meia. Primeira mulher negra a comandar um programa neste formato no Brasil, a artista diz que ainda não pode revelar muitos detalhes do que vem por aí.

“Estou na segunda temporada do meu programa. A gente começa a gravar agora. Estou maravilhada. Não posso falar muito ainda, além de que tem muitos convidados bacanas. Vou seguir sendo muito sincera e falando abertamente com o público, mas deixando o convidado confortável e feliz no programa.”

Para a ganhadora do reality A Fazenda, ainda é um processo assimilar os novos caminhos que a carreira tem tomado. “A minha primeira vez na Globo foi na Fátima Bernardes. Eu não acreditava. Era algo que era muito fora da minha realidade. Hoje fazer parte da casa é um orgulho. Claro que é fruto da excelência que sempre tive no trabalho. Sou a primeira mulher negra a ter um talk show no Brasil”.

Casada há poucos meses com o militar Lucas Souza, Jojo Todynho disse que não é de planejar, mas que uma possível gravidez pode acontecer.”Pode vir a qualquer momento. Não tenho isso de ficar planejando. Se tiver que acontecer, acontece”, disse a cantora de 25 anos.

Rock In Rio: Dia exclusivo para atrações femininas traz Megan Thee Stallion, Ludmilla e Liniker

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Foto: Reprodução.

Megan se apresenta no Palco Mundo, No Sunset, acontece um show em homenagem a Elza Soares com a presença de grandes nomes da música brasileira, além de uma apresentação de Liniker com participação de Luedji Luna. ‘Dia Delas’ será em 11 de setembro.

A Produção do Rock In Rio aproveitou o clima do Dia Internacional da Mulher para anunciar uma dia de programação exclusivamente comandado por mulheres. O ‘Dia Delas’ vai ser em 11 de setembro e vai ter atrações como Megan Thee Stallion, Ludmilla, Macy Gray, Liniker, Gaby Amarantos, entre outras. A programação deste dia também vai contar com um show em tributo a Elza Soares, falecida em janeiro.

Megan Thee Stallion é uma das novidades anunciadas para o Palco Mundo e vai se apresentar pela primeira vez no Brasil. No Palco Sunset, local dos grandes encontros da Cidade do Rock, recebe um show memorável: “Power! Elza Vive”. O show em homenagem a Elza Soares, que esteve no palco do festival na edição de 2019, será comandado por Alcione, Majur, Agnes Nunes, Caio Prado, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz.

Abrindo o dia, o Sunset recebe Liniker que chama a participação da cantora e compositora Luedji Luna. Juntas, elas prometem uma apresentação de tirar o fôlego com músicas quemisturam elementos da black music e soul, somados a letras que descrevem as relações e o amor. 

Fazendo história no Festival, Ludmilla vai ser a primeira headliner brasileira do palco Sunset em dez anos. A cantora carregará ainda toda a simbologia de uma mulher negra, de periferia, que começou no funk, ao ocupar esta posição. Ela vai agitar o público com os seus sucessos “Rainha da Favela”, “Deixa de Onda”, “Invocada”, “Verdinha” e “Hoje”. Ao lado dela, a cantora Macy Gray, considerada um dos principais nomes da música soul e ganhadora do Grammy Awards de Melhor Performance Vocal Pop Feminina, se apresenta pela primeira vez no Rock in Rio.

E para os que esperam nostalgia, emoção e homenagem, nada mais apropriado que um show dedicado a rainha da black music, a dona de uma voz inigualável e incomparável: Elza Soares. Ela, que esteve em um trono neste mesmo palco na edição de 2019, será reverenciada e cantada por Alcione, Majur, Agnes Nunes, Mart’nália, Gaby Amarantos, Larissa Luz e Caio Prado, que, neste contexto, participa do show relembrando o musical “Elza”, do qual fez uma entrada especial. Um “gay efeminado”, como ele próprio se define, de quem Elza era muito fã e que potencializa, endeusa o feminino e se entende como “uma das sete Elzas”.

Os palcos New Dance Order e Espaço Favela terão seus lineups revelados em breve. Entretanto, a organização já adianta que ele será composto por mulheres.

Brothers apontam relação de Eliezer com Natália de ‘oportunismo’: ‘dorme com ela, mas não quer um selinho durante o dia’

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Após a dinâmica que aconteceu essa noite no Big Brother Brasil, os brothers apontou o relacionamento de Eliezer com Natália de ‘oportunismo’. A sister já falou diversas vezes que gostaria de manter um maior afeto com ele, mas o design pediu para que ficasse apenas ‘nas festas’, pois ela não era sua prioridade.

Conversando com Eslovênia, a miss afirmou para Eliezer que os atos dele com Natália são de interesse e que ‘como mulher’ se sente mal por isso, relembrando uma fala dele: ‘não estou firme com ela’.

“Será que lá fora o pessoal acha que eu estou com ela por interesse?”, perguntou o rapaz. “Até eu acho”, respondeu a Eslovênia sobre a relação dos dois. “Mas não é isso. Ontem eu fui lá dar um beijo nela de boa noite. Porque era um ponto que ela mesma falou que queria que mudasse”, se justificou ele.

“Mas agora vocês são um casal, que era justamente o que você não queria”, lembrou a modelo. “Você falou com ela por causa do voto, mas claro que você falou com coerência, você não pediu para que ela votasse em ninguém para ajudar. Você deu a entender”, continuou ela.

Tudo começou quando Gustavo acusou Eliezer de forçar casal com Natália. ‘Você caiu’
Na briga generalizada do ‘BBB 22’, Gustavo não teve papas na língua ao acusar Eliezer de ter se livrado do Paredão por conta de sua relação com Natália, a qual disse que daria fim, mas na tarde da formação da berlinda voltou a se aproximar da sister.

Enquanto a briga generalizada do “BBB 22” após a formação do último Paredão acontecia, Gustavo acusou Eliezer de “forçar casal” com Natália, com quem vive relação romântica conturbada no reality, para se livrar da berlinda.

“O cara foi bancar casalzinho para você no dia que sentiu a água bater no r*bo e você caiu, Natália”, afirmou Gustavo na discussão.

Entrevista de Mano Brown no Podpah bate recorde de visualizações

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Mano Brown em show do Racionais MC's. Foto: Divulgação.

Um dos assuntos mais comentados do país, a participação de Mano Brown no Podpah nesta última segunda feira (7) rendeu um novo recorde ao programa. Com transmissão ao vivo, o episódio acumulou mais de 340 mil acessos durante a exibição da entrevista no YouTube, número nunca antes atingido pelo canal.

Apresentado por Igor Cavalari (Igão) e Thiago Marques (Mítico), o podcast se tornou um dos programas de maior impacto na internet. Anteriormente, o episódio que teve maior público foi com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser acompanhado por 292 mil pessoas ao vivo.

Com uma carreira consolidada, Mano Brown é um dos grandes nomes do rap nacional e hoje, se consolida como um forte formador de opinião. Dentre diversos assuntos tratados no programa, Brown comentou sobre o difícil início em torno de sua vida artística. “De tanto ser invisível, fiz de tudo para aparecer”, revelou ele. “Eu era o famoso ‘sem futuro’. Descarreguei caminhão, trabalhei como office boy, era o que sobrava pra nós”.

Atualmente, no Youtube, o vídeo com a entrevista de Mano Brown já possui mais de 4 milhões de visualizações, além de seguir como o vídeo mais assistido no país no ranking ‘em alta’.

Netflix anuncia lançamento de seu primeiro reality show africano: “Young, Famous & African”

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Apresentando uma  África do Sul vibrante, bonita, brilhante e sexy, a Netflix lançará na sexta-feira, 18 de março, seu primeiro reality show africano, “Young, Famous, & African”.

Espera-se que o show sem roteiro sirva aos espectadores o melhor do entretenimento criado em torno de alguns dos principais artistas africanos.

A sinopse retrata  uma série que acompanha um grupo de jovens famosos da África reunido em Joanesburgo em busca de novos amores – e quem sabe alguns antigos. Segundo a plataforma, vai ter muito drama e azaração entre essas personalidades do mundo do entretenimento africano.

O reality show, que promete ser glamouroso, terá sete episódios e será estrelado  por Khanyi Mbau (África do Sul), Diamond Platnumz (Tanzânia), Annie Macaulay-Idibia (Nigéria), 2Baba (Nigéria), Zari the Boss Lady (Uganda), Naked DJ (África do Sul),  Nadia Nakai, Swanky Jerry (Nigéria), Andile Ncube (África do Sul) e Kayleigh Schwark (África do Sul).  

Segundo informações da Netflix, os convidados foram escolhidos a dedos s “cada membro do elenco é relevante pelo seu perfil e pelo trabalho que tem feito na mídia.  Nossos critérios de seleção foram focados principalmente na indústria que nossos elencos ocupavam e também em suas inter-relações entre si.” Explicou Peace Hyde, o co-criador e produtor executivo do programa. 

Nesta série, os fãs têm uma visão exclusiva do estilo de vida luxuoso dessas estrelas africanas em Joanesburgo, África do Sul. 

“Este foi um trabalho de amor que finalmente se tornou realidade.  Crescendo no Reino Unido, não havia imagens chamativas e sensuais da África;  tudo o que vimos foram as imagens estereotipadas que foram veiculadas na mídia por anos.

Confira o trailer:

8 de Março, Dia Internacional da Mulher: Mas qual mulher?

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A ativista e intelectual Lélia Gonzalez. Foto: Reprodução.

Este não é um texto ou uma espécie de manifesto contra as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher. Reconheço o valor histórico da data como um marco de luta contra desigualdade de gênero. Uma luta que ainda não acabou. O que eu desejo é colocar questões para pensarmos juntas e juntos: existe um modelo de mulher? Podemos idealizar um movimento político que abarque as mulheres negras, indígenas, quilombolas, trans, lésbicas, camponesas e faveladas? Antes de continuarmos essa reflexão, vou apresentar um breve histórico da criação do Dia Internacional da Mulher. 

O processo de consagração do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher tem sua origem no movimento sindicalista e socialista nos Estados Unidos e na Europa, nos primeiros anos do século XX. As principais pautas reivindicatórias eram: melhores condições de trabalho, redução de horas trabalhadas, equidade salarial e sufrágio universal. No decorrer dos anos, o movimento político e de crítica social que conhecemos como feminismo passou a incluir outras pautas, como liberdade sexual e reprodutiva. 

Eva Alterman Blay, no ensaio 8 de Março: conquistas e controvérsias, apresenta uma suposta relação da data com dois incêndios em fábricas que ocasionaram a morte de centenas de mulheres em Nova Iorque em 1857 e 1911. Clara Zetkin, alemã e integrante do Partido Comunista, propôs um dia (sem definir qual) que marcasse internacionalmente os protestos e passeatas das trabalhadoras. Isso ocorreu em Copenhague, em 1910 no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. 

Coloco mais uma reflexão: será que um movimento político e social que tem origem na Europa e nos Estados Unidos pode dar conta das lutas enfrentadas em outras partes do mundo? Por considerarem que de fato o feminismo europeu e norte-americano não daria conta disso, intelectuais como Lélia Gonzalez construíram, em rede, o feminismo afro-latino-americano. É incontestável que o feminismo teve um papel essencial para as lutas e conquistas das mulheres negras, pois, ao apresentar novas questões, incentivou a formação de grupos e estimulou a busca por uma nova maneira, ou maneiras, de ser mulher. O feminismo mudou o mundo. Ele deu um caráter político ao universo do privado, da casa e das relações entre homens e mulheres. 

Mas nós mulheres negras precisamos, com urgência, de um movimento para enfrentarmos as desigualdades raciais e de gênero de frente: o feminismo negro. Vou pedir ajuda de Lélia Gonzalez para, enfim, terminar este texto. No artigo Por um feminismo afro-latino-americano, Lélia nos convida a um exercício. Ao apresentar uma definição do feminismo, ela pede que troquemos a as palavras “homens e mulheres” por “brancos e negros”. O feminismo se baseia “na resistência das mulheres [dos negros] em aceitar papéis, situações sociais, econômicas, políticas, ideológicas e características psicológicas baseadas na existência de uma hierarquia entre homens e mulheres [brancos e negros], a partir da qual a mulher [o negro] é discriminada [o]”. Nós não tínhamos uma participação plena num movimento criado por mulheres brancas. Por isso, foi necessário criar um espaço onde o grito em combate à opressão da raça e de gênero ecoasse bem alto.  

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