A Justiça de São Paulo negou o pedido de suspensão de pagamento do cachê de R$ 220 mil à cantora Ludmilla, por seu show na Virada Cultural deste ano. O processo, aberto pelo vereador Fernando Holiday (Novo), alegava que a artista, ao fazer o sinal de ‘L’ com os dedos, estaria promovendo apoio eleitoral ao ex-presidente Lula (PT), pré-candidato à presidência do Brasil.
Ludmilla. Foto: Reprodução / Twitter.
“Na situação, mesmo que não seja ‘L’ de Ludmilla, e que o vermelho estivesse a representar legenda específica, ainda não seria possível acolher a pretensão”, diz um trecho do documento expedido pelo juiz Kenichi Koyama, da 15ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. “No balanço de todos os direitos apresentados, entendo que se a conduta for exatamente como presume a causa de pedir, juridicamente se amolda no máximo à opinião pessoal da cantora, sem que isso automática e necessariamente represente showmício. Logo, só existe aqui de concreto verba contratada por serviço prestado. Não havendo, portanto, o que suspender”, completa o profissional.
À época do ocorrido, Ludmilla chegou a responder o vereador, enfatizando o ‘L’ como uma menção ao seu próprio nome. “Deixa eu contar um segredo, Fernando Holiday: meu nome também começa com a letra L!. É cada uma que parece duas, ai ai…”.
Foto: Agência Brasília / REUTERS / Andrej Isakovic.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitou nesta segunda-feira (11), a ação civil pública ajuizada pela Educafro, em conjunto com outras três instituições, contra Nelson Piquet. O ex-piloto brasileiro de Fórmula 1 terá que se explicar pelas falas racistas e homofóbicas direcionadas ao britânico Lewis Hamilton. As entidades pedem no processo uma indenização de R$ 10 milhões e citam como justificativa a “reparação de dano moral coletivo e dano social infligidos à população negra, à comunidade LGBTQIA+ e ao povo brasileiro de modo geral”.
Mercedes / Divulgação.
O documento direcionado à Piquet afirma também que as “ofensas injuriosas, humilhantes e vexatórias, de cunho racista e homofóbico, vociferadas publicamente pelo réu violam normas que protegem a honra e dignidade da pessoa humana, assim como aquelas que protegem a população negra contra o racismo”.
“Estamos positivamente surpresos. Até então, a Justiça aceitava apenas uma ação por danos coletivos contra empresas, e não contra uma pessoa apenas. É uma inovação muito grande, que vai abrir um debate muito importante no País”, contou Frei DavidSantos, porta-voz do Educafro. O Centro Santo Dias (órgão de defesa dos direitos humanos), a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) também assinam a ação direcionada ao ex-piloto. De acordo com o porta-voz da Educafro, o caso também está sendo levado para uma entidade de juristas negros nos Estados Unidos, de forma que outro processo seja aberto no país.
Após grande repercussão da fala racista de Nelson Piquet, o piloto inglês usou o Twitter para se pronunciar. “Vamos focar em mudar de mentalidade”, iniciou Hamilton, que tuitou em português. Depois, ele prosseguiu. “É mais do que linguagem. Essa mentalidade arcaica precisa mudar e não tem espaço em nosso esporte. Eu fui cercado por essas atitudes a minha vida inteira. Houve muito tempo par aprender. Chegou a hora da ação“, disse o piloto.
Após quase 3 anos em pausa, a rapper Nicki Minajretornou aos palcos durante o início deste mês de julho. Desde 2019, a artista de 39 anos se manteve longe da realização de shows e grandes espetáculos, de forma a cuidar de sua família e de sua vida pessoal. O retorno com grandes sucessos foi marcado no palco do Essence Festival, que aconteceu no último dia 1º de julho. Grande atração da noite, Nicki recebeu diversos ataques por conta de seu peso e de sua aparência.
Vídeos viralizaram nas redes sociais, apresentando comentários preconceituosos e difamatórios. “Vimos vários, mas vários comentários horríveis sobre o corpo dela”, disse representante do Minaj Access Brasil, um dos maiores portais sobre a rapper no país. “Eu particularmente vejo muito costumeiramente algumas pessoas chamando ela de baleia ou hipopótamo”. Dentro do TikTok, um vídeo atacando a forma física da rapper chegou a marcar 12 mil curtidas.
Além dos ataques, diversas publicações viralizaram após o Essence Festival alegando que Nicki poderia estar grávida. A menção foi rapidamente desmentida pela rapper, que declarou através do Instagram: “Não estou grávida, estou apenas gorda”.
CANCELADO! Nicki Minaj desmente gravidez no Instagram, e afirma que se confundiu ao fazer a declaração. Ansiosos para o álbum? pic.twitter.com/6uhMfIAEtB
— Minaj Access Brasil (@MinajAccess) July 10, 2022
Nicki Minaj arrasta multidões em Londres
Após se apresentar no palco do Essence Festival, Nicki Minaj marcou presença como uma das principais artistas do Wireless Festival 2022, evento de música que aconteceu em Londres, Reino Unido. Diversos foram os registros de multidões tentando acompanhar a apresentação da rapper, que aconteceu com ingressos esgotados, neste último domingo (10). “Ontem como ela apareceu mais sequinha no Wireless, [os ataques] deram uma segurada. Mas é triste pensar que sim, acontece. Sempre que ela está mais gorda, acontece. Foi assim no final de 2018 também, durante a era Queen”, destacou representante do Minaj Access.
Um forte esquema de segurança precisou ser montado durante a passagem de Minaj por Londres. “Um número de pessoas tentou passar pela entrada do Wireless Festival enquanto outros estavam na fila”, disse a Polícia Metropolitana de Londres em comunicado “Como resultado, a equipe de segurança colocou em prática uma retenção de pessoas sendo admitidas no evento para garantir o fluxo seguro de pessoas no local. Isso fez com que uma grande multidão se formasse na área ao redor do local“.
Nesta tarde de segunda-feira (11), centenas de fãs seguiram a van da artista na capital do Reino Unido. Apesar do tumulto, ninguém se machucou.
Os atores Paulo Vieira e Phellyx estão no elenco do novo projeto de humor da Globo em parceria com o Youtube. Novelei estreia nesta segunda-feira (11), com a proposta de prestar uma grande homenagem ao mundo das novelas. A história se passa em um curioso e bem-humorado mundo paralelo em que, após um bug no sistema, as novelas começam a ser apagadas da memória de todos. Com isso, ninguém sabe mais o que é “Inshalá!” ou se lembra quem foi Odete Roitman; todos esqueceram do confronto memorável entre Nina e Carminha; o Leblon, cenário das novelas de Manoel Carlos, está sendo apagado do mapa.
Para salvar as novelas da destruição, Vitinho (Paulo Vieira), assistente de produção com muitos anos de Estúdios Globo, convoca um time de criadores de conteúdo da internet formado para refazerem algumas das obras que marcaram época. Para esta missão, eles vão contar com a ajuda da inteligência artificial Susaninha (Susana Vieira).
Com nove episódios, que serão disponibilizados semanalmente no canal da TV Globo no YouTube, a série conta ainda com participações especiais, como Jojo Todynho, Camilla de Lucas, Diva Depressão e Nany People, que ajudarão a recriar as cenas de novelas icônicas da dramaturgia brasileira.
“Novelei” é a primeira parceria de um projeto comercial entre Globo e YouTube e uma grande aposta de conteúdo original da plataforma em 2022. O projeto, lançado em celebração aos 70 anos das novelas brasileiras, usa a linguagem da internet e aproveita a tendência dos conteúdos nostálgicos em alta para resgatar a memória afetiva dos brasileiros com tramas leves, atuais e bem-humoradas.
“A Globo fez com que a dramaturgia brasileira se tornasse um produto ímpar em qualidade de produção e valor afetivo para seus espectadores. Este projeto faz história, pois permite que os criadores de conteúdo do YouTube possam participar de um formato tão querido pelos brasileiros, unindo o melhor das novelas e dos novos formatos digitais, em um projeto exclusivo YouTube Originals”, diz Phillipe Carrasco, Gerente de Parcerias de Conteúdo do YouTube.
Katiúscia Ribeiro, Jaque Conceição e Aza Njeri. Foto: Arquivo Pessoal.
Por Isadora Santos
Abordagens buscam compreender o que é ser mulher preta na diáspora africana
A celebração do Julho das Pretas também traz debates importantes sobre movimentos que representam as lutas das mulheres negras no que diz respeito às particularidades que ser preta e ser mulher no Brasil significam.
Nesse contexto, muitas mulheres negras têm se perguntado se o feminismo negro realmente as contempla, questionando se não seria este um desdobramento de um feminismo pensado por mulheres brancas que está sendo criado para incluir e abranger as vivências das mulheres negras na diáspora.
É importante destacar que há anos, pensadoras negras como Lélia González têm se debruçado sobre os temas para entender como eles colaboram com o fortalecimento da comunidade negra a partir de sua maneira de pensar e ver o mundo.
A psicanalista e antropóloga Jaque Conceição, fundadora do Coletivo Di Jeje, um Centro de Pesquisa e Formação sobre Feminismo Negro, explica que não existe um feminismo branco que se oponha ao feminismo negro. “Não é um binarismo ‘branco x preto’, mas são lugares políticos, culturais, filosóficos e históricos diferentes que produzem perspectivas teóricas diferentes. Esse é um marcador do que a gente pode entender por uma ideia de um feminismo ocidental e um feminismo negro. Que não se aplica à África”.
Mas o que é o feminismo negro?
Conceição descreve que o feminismo negro é uma teoria produzida nos EUA a partir dos anos de 1930 e que começa a ser pensado no Brasil a partir de 1980 com Lélia González. “É Lélia Gonzalez, a partir da antropologia, quem funda as discussões do feminismo negro ao apontar que existe dentro dos estudos culturais e raciais do Brasil uma categoria chamada ‘mulher negra’ e que é uma categoria conceito, porque tem características próprias, inclusive, dentro da construção da relação social da nossa sociedade aqui no Brasil”, explica.
As abordagens feitas por teóricas do feminismo negro contribuem com elementos que ajudam a população a entender o processo de colonização que trouxe povos africanos para as américas e que mantém seus descendentes até hoje em lugares subalternos. “A contribuição do feminismo negro é a partir de uma experiência negra, que é a experiência das mulheres negras, e hoje com os estudos de masculinidade dentro do campo dos estudos do feminismo negro, ajuda a entender qual é o lugar histórico, economico, político, emocional e racial das pessoas negras na sociedade americana, seja ela qual for dentro da sua especificidade”, define a antropóloga.
Mulherismo africana: outra abordagem
O termo ‘mulherismo africana’ foi cunhado pela norte-americana Cleonora Hudson-Weems em 1987 e tem como objetivo avaliar a realidade de mulheres negras a partir de critérios próprios. Aza Njeri, filósofa e doutora em literaturas africanas, afirma que “para entender o mulherismo africana precisamos entender a afrocentricidade, que é uma abordagem epistemológica que coloca no centro da análise dos fenômenos a experiência da população negra”. A professora afirma que “o mulherismo africana é uma perspectiva afrocentrada de olhar para as experiências de mulheres negras dentro de uma luta anti-maafa (holocausto negro). É o movimento de sankofa para entender as nossas práxis matriarcais, em primeiro lugar, mas não só, pensando sempre a resistência, a permanência e a continuidade”.
Ao ser questionada se o mulherismo pode ser uma forma de emancipação das vivências impostas por sociedades ocidentais e pelo colonizador, Njeri reitera que o mulherismo africana apresenta uma noção de levante de dignidade, que não está diretamente ligado às noções neoliberais de empoderamento e emancipação, mas que dentro dessa perspectiva pode ser vistos desta maneira.
Para a professora, doutora em filosofia africana, Katiúscia Ribeiro, o mulherismo africana propõe um lugar para pessoas pretas se pensarem com base em teorias afrocêntricas. “Mulherismo africana é, em suma, uma proposta de lugar: qual lugar as pessoas de descendência africana devem partir para pensar suas realidades, uma vez que sua teoria está alicerçada em bases afrocêntricas”, detalha.
“Mulherismo africana não é identidade, assim como feminismo também não é”
Com diferentes abordagens e fundamentações, o feminismo negro e o mulherismo africana contribuem significativamente para o desenvolvimento de novas possibilidades de experienciar o que é ser mulher negra no Brasil e que lutas, dores e alegrias contemplam esse grupo e seus pares.
“Mulher negra é uma possibilidade de compreensão da vida social brasileira, um outro óculos para olhar para essa realidade. A Patrícia Hill Colins, que é um dos grandes nomes para pensar o feminismo negro nos dias de hoje, vai dizer que o feminismo negro tem produzido ao longo da história, possibilidades de lugares seguros para que pessoas negras, homens e mulheres, das mais diversas idades e orientações de gênero, possam vivenciar sua experiência racial porque essa é a experiência fundante do sujeito negro nas américas”, conclui Jaque Conceição.
Aza Njeri faz questão de ressaltar que “Mulherismo africana não é identidade, assim como feminismo também não é”. Njeri afirma que o mulherismo é uma abordagem de localização. “Se dizer feminista é muito limitador para o pluriverso do que é ser, mesma coisa mulherista e mesma coisa para os ‘ismos’ e ‘istas’ que possam existir. Nós enquanto seres humanos somos muito mais do que qualquer teoria ideológica, então para mim enquanto teórica, se dizer mulherista não quer dizer nada. Porque você tem que ser uma pessoa ética, uma pessoa aquilombada, uma pessoa que se nutre do mulherismo africana, também, assim como deveria se nutrir de teorias plurais e com seu próprio crivo crítico decidir o que é e o que não é, mas não tomar isso como identidade porque é muito limitador”, finaliza a professora.
Ao ser questionada sobre qual abordagem representa melhor a realidade das mulheres negras no Brasil, a filósofa Katiúscia Ribeiro pondera: “Vai depender do ponto de vista e localização que enxerga o mundo. Vivemos até os dias atuais sempre espelhados a partir da cultura do outro ou mesmo a partir do desenho que fizeram de nós. Quem sabe, olhar para frente (se) nos espelhando nas experiências (organizativas, sociais, políticas do passado pensadas por mulheres pretas gestando possibilidades de garantir a vida do povo preto em um momento de extrema vigília e controle) pode ser caminho possível para nos reconstruir enquanto humanos. Nossa cultura é o nosso sistema imunológico e nela estão contidos todos os elementos para nossa libertação, sobretudo mental”.
Uma reportagem emocionante feita por Maju Coutinho e exibida no Fantástico deste domingo (10) mostrou os bastidores da primeira viagem da cantora IZA ao continente africano. Para as duas, foi a primeira vez no continente e a viagem, por si só, já carregava o poder do retorno, e de se sentir, de alguma forma, chegando em casa.
Cheia de sensibilidade e emoção, a reportagem mostra em imagem e som a diferença que faz ter uma jornalista negra, consciente e que sente o que fala, acompanhando um momento tão importante na vida de outra mulher negra. Durante a reportagem, Iza teve oportunidade de conhecer o monumento em homenagem à rainha Njinga Mbandi, primeira mulher a governar o território angolano e enfrentar a colonização Portuguesa.
“Não é brincadeira, não!”, disse Iza visivelmente emocionada ao tocar a estátua de mais de dez metros de altura. Para um olhar desatento, pode parecer sem sentido se emocionar ao chegar perto de uma estátua, mas aquela emoção nos olhos de Iza e na voz de Maju, mostraram o poder de conhecer a própria história. Para Iza, ouvir a história da rainha Njinga foi pissível graças a Carlinhos Brown, com quem ela teve oportunidade de trabalhar.
Chama a atenção IZA ser chamada de “rainha da representatividade” em Angola, por um dos apresentadores do show, logo antes de sua entrada no palco. A emoção dos fãs que assistiram o show da cantora no festival Unitel Festa da Música, mostrando que os laços que unem a popstar e seus admiradores além do atlântico são firmados em admiração, identificação, e, claro, no talento que Iza tem de sobra.
Quantas vezes tivemos de assistir reportagens com um olhar exótico, apresentado mensagens e imagens estereotipadas e sem sentir a identificação e até mesmo a emoção que Maju transmitiu em sua reportagem? Duas mulheres negras com suas particularidades e histórias próprias dividiram com o Brasil a emoção de entrar em contato com uma parte importante das trajetórias do povo preto brasileiro que foi negada a nós.
O ator Caleb McLaughlin, que interpreta o personagem Lucas Sinclair em ‘Stanger Things’, comentou suas impressões e desejos para a próxima temporada da série. Após os eventos da 4ª temporada, pode-se dizer que Sinclair foi um dos personagens mais afetados dentro da trama. “No momento, sinto que ele [Lucas Sinclair] está em um lugar muito triste, mas ele definitivamente tem apoio”, disse McLaughlin em entrevista à IndieWire. “Eu sinto que ele não acredita nas coisas que aconteceram. Esta é a primeira vez que a gangue de Hawkins perdeu. Ele não consegue entender a situação”.
A 5ª temporada de ‘Stranger Things’ ainda está longe de estrear, mas McLaughlin já possui algumas ideias para a continuação da aclamada série. “Quero que os corações das pessoas sejam partidos – de novo”, disse ele. “Sinto que uma boa história termina. Não é triste, mas apenas um final real.Finais com felizes para sempre é Disney Channel, isso é Nickelodeon. Somos Stranger Things. Estamos sem filtros. Isso é classificado para maiores de idade. Eu sei que a 5ª temporada será mais sombria, de alguma forma – se isso for possível.”
McLaughlin também revelou as lições que aprendeu interpretando o jovem Lucas. “Ele quer tomar a iniciativa em sua própria vida. Ele quer seguir na jornada mas ainda é fiel aos seus amigos. Foi muito legal que ele foi capaz de sair da caixa e fazer algo por conta própria. Isso é alguma confiança“, enfatizou o astro. “Antigamente, nos anos 80, para ser popular você tinha que ser um atleta. Hoje em dia, eu não acho apenas os atletas legais”.
“Todo mundo cresce, todo mundo muda.Os Duffers [criadores da série] fizeram um ótimo trabalho – o show ficou mais sombrio à medida que todos envelheciam. Mas sinto que as pessoas continuarão dizendo: ‘Quando a próxima temporada sair, eles terão 30 anos!’ Provavelmente vou ouvir isso pelo resto da minha vida”, finalizou McLaughlin.
Com a proposta de diversificar o time e descentralizar os profissionais. A SILVA, agência criativa e produtora de imagem, dos sócios Clariza Roza, Helena Gusmão, Alan Ferreiras e Renan Kvacek acaba de anunciar a chegada de Laura Samily e Jéssica Silva, novos talentos que chegam para potencializar a casa. Além disso, a agência anuncia a promoção de cargo do profissional Gleidistone Silva, nosso colaborador do Site Mundo Negro, que assume a partir de agora como Especialista em Conteúdo dos principais clientes.
Laura, que é publicitária e pesquisadora, ficará à frente da cadeira de planejamento, construindo a estratégia criativa do Twitter Marketing Brasil e projetos para instituições como o PerifaConn e Instituto Marielle Franco. Mineira retificada em Salvador (BA), a profissional tem experiência principalmente em copywriting e planejamento estratégico de comunicação e conteúdo. Desde 2018, atua em projetos de conhecimento, articulação de redes, mobilização para o impacto social com iniciativas focadas em equidade racial, de gênero, participação política, economia, futuro do trabalho, empreendedorismo e juventude.
Já a estudante de Publicidade e Propaganda, Jéssica, reforça o time SILVA como redatora e atuará com clientes como Twitter Marketing Brasil e Coca-Cola. Em formação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), atua há 3 anos com gestão de marcas, produção de conteúdo e planejamento. Nas horas vagas, amplia suas possibilidades de criação atuando como fotógrafa.
Completando um ano integrando o time da agência SILVA, o publicitário mineiro, Gleidistone, especialista em Gestão de Marcas e criador de conteúdo. Chegou na agência para ficar a frente do Twitter Marketing Brasil, onde constrói uma comunidade relevante a partir de bate-papos e interação de forma assertiva na plataforma. Agora, encara novos desafios e assume o cargo de Especialista de Conteúdo, passando a atuar em outros projetos e clientes na construção de diálogos relevantes sobre as principais demandas do mercado.
As novas contratações reforçam o propósito da SILVA de representar a pluralidade do Brasil real dentro do mercado de comunicação, buscando valorizar, profissionais negros, periféricos e se conectando com diversas regiões do país.
Parece que Beyoncé possui grandes ideias para a era ‘Renaissance’. De acordo com a Amazon Itália, a cantora norte-americana lançará uma trilogia de álbuns com o objetivo de celebrar a história da cultura negra. “Seis anos depois do ‘Lemonade’, finalmente chega o novo álbum de músicas inéditas de Beyoncé, que sai na sexta-feira, 29 de julho”, informou a descrição da Amazon. “Composto por 16 novas faixas, é intitulado ‘Renaissance Act l’ e será o primeiro disco de uma trilogia comemorativa de canções, cultura negra e com muitas amostras de sucessos do passado. As novas músicas serão uptempo com uma forte orientação dance, house e até techno”.
Até o momento, a informação referente à trilogia de álbuns não foi confirmada pela artista, mas conforme apontado, o ‘ato 1’ do ‘Renaissance’ já possui data de lançamento, indicando a existência de outros atos. Apesar dos fortes rumores, Beyoncé também segue em sigilo sobre a estética e os visuais dessa nova era. Enquanto fãs especulam sobre a possibilidade de outro álbum visual, como aconteceu como o ‘Lemonade’, de 2016, a Queen B mantém as informações em segredo.
No último dia 30 de junho, Beyoncé revelou a capa do ‘Renaissance’ definindo o projeto como um espaço de alegria e sem julgamentos. “Minha intenção era criar um lugar seguro, um lugar sem julgamento. Um lugar para ser livre de perfeccionismo e pensamento excessivo. Um lugar para gritar, soltar, sentir liberdade. Foi uma bela jornada de exploração. Espero que vocês encontrem alegria nesta música”, escreveu a cantora através das redes sociais.
A Anielle Franco, 37, diretora executiva do Instituto Marielle Franco, em parceria com a organização Mulheres Negras Decidem, lançou o “Estamos Prontas” para potencializar 27 mulheres negras, pré-candidatas da eleição 2022 e em entrevista ao MUNDO NEGRO, ela falou sobre o projeto e o clima político que ainda assusta as lideranças negras.
“A gente tem fortalecido essas ativistas com trocas, palestras, falas, oficinas de segurança digital, coisas bem pontuais, pra que a gente possa vir a ter êxito nelas, como pessoa, não só mirando candidaturas, mas é óbvio que a gente espera muito que possamos, no final do ano, ter um número de candidatas negras eleitas maior do que a gente já teve em qualquer outro ano, no país”, explica Anielle que tem como objetivo transformar as mulheres negras em protagonistas de suas próprias histórias para que elas tenham êxito em serem eleitas. “A ideia desse fortalecimento é que a gente possa ter “Sementes de Marielle“, que é o que a gente sempre fala, sobre legado, sobre ressignificação da dor”, diz a irmã da Marielle.
As irmãs Anielle e Marielle Franco (Foto: Reprodução / Instagram)
Em relatório publicado após as eleições municipais de 2020, o Instituto Marielle Franco apresentou 8 tipos de violências políticas sofridos por mais de 140 candidatas negras nas eleições. Já em 2021, foi apresentado um dossiê com relatos de 11 parlamentares negras defensoras de direitos humanos, de diferentes gerações e partidos, sobre as violências políticas sofridas por elas após eleitas e como garantir seus direitos políticos.
Foi com base nesses resultados, que o instituto criou o movimento Não Seremos Interrompidas para aplicação da Lei daViolência Política. A eleição 2022 será a primeira com a lei em vigor, para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, mas segundo o instituto divulgou há dois meses, nenhum partido está aplicando para proteção das pré-candidatas negras.
“A violência política nunca acaba, mesmo que haja de forma silenciosa, a gente poderia falar inúmeros exemplos que já aconteceram só esse ano, então não tem sido um clima mais ameno, pelo contrário, as mulheres negras seguem com medo, se sentindo ameaçadas, sendo perseguidas. Infelizmente o racismo está em todos os lugares, inclusive dentro das Câmaras, no Brasil inteiro. A violência política é algo que a gente vai ter que combater. Vale lembrar que em 2018, a gente elegeu um presidente baseado quase que inteiramente em fake news. E a gente sabe que em 2022, provavelmente, não vai ser diferente em relação a isso”, diz Anielle.
Anielle Franco com as filhas lendo o HQ sobre a irmã, lançado pelo Instituto Marielle Franco (Foto: Reprodução/Instagram)
Para Anielle, só a aprovação da lei não tem sido o suficiente. “A lei da violência política é uma vitória, mas a gente precisa realmente colocar em prática. A gente ainda tem aí um papel na sociedade de dar visibilidade cada vez mais a situações de vulnerabilidade, de violência política dessas mulheres que tem enfrentado quase cotidianamente”.
A exemplo disso, ela resgata algumas mulheres negras políticas vítimas de violência. “A Benedita da Silva, a Talíria Petrone. Tem muita coisa que a gente precisa levar adiante, entendendo que a lei é um passo importante que foi dado, mas a gente precisa ter atitudes concretas, do próprio Estado, seja pela ONU, seja pelos órgãos, que hoje defendem as defensoras desses direitos humanos na categoria de deputadas ou vereadoras, mas precisa estar de olho aberto pra que seja cumprida. Não basta aprovar, para que essas mulheres possam permanecer viva”, afirma.
A “Agenda Marielle Franco“, feita em um conjunto de pautas e práticas antirracistas, antiLGBTfóbicas, feministas e populares, assinada por mais de 80 parlamentares eleitas em todas as regiões do país, tem sido um dos motivos de orgulho da irmã. “Ter feito a agenda em 2020 e ver todos os desafios que as mulheres estão enfrentando pra implementar nas casas legislativas, mas que ainda assim, tendo êxito, foi muito gratificante”.
Deputada federal Talíria Petrone, Anielle Franco, deputada federal Benedita da Silva e a advogada Sheila de Carvalho (Foto: Reprodução/Instagram)
O projeto tem acentuado um dos grandes sonhos políticos de Anielle. “Ter esse documento com todo o trabalho da Mari, tudo que ela fez em um ano e pouco de mandata, me deu a maior certeza de que a gente vai ainda ter casas lotadas de mulheres negras. E ainda quero ver isso acontecer: eleger uma mulher negra presidente do Brasil. Não sei como a gente vai conseguir, nem quando, mas tenho esperança de que isso aconteça, e se tiver que ser a partir da agenda, do fortalecimento do instituto, de mulheres lideranças, será. Vamos fazer o nosso melhor”.
Anielle se emociona ao pensar em tudo o que aconteceu desde o assassinato de Marielle, há quatro anos, e a luta pela justiça e pelo fim da violência política. “Eu jamais na minha vida imaginaria que iria perder a minha irmã, colocar esse instituto de pé, ter um papel fundamental na vida dessas mulheres e agora também enquanto liderança negra, acompanhar o trabalho de todas elas de perto”.
E complementa: “Acompanhar o trabalho de manter esse legado através delas, parcerias, projetos, trabalhos incríveis, tem sido desafiador, mas também acalentador porque o legado da Mari é plural, é um legado que não está somente na política institucional, a gente vai ver e sentir por muitos e muitos anos ainda. Por mais que me doa essa saudade, por mais que doa estar a frente do instituto, a gente sabe da importância de estar junto com essas mulheres diversas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo afora, gritando que o legado da Marielle vive!”.
“O efeito das mulheres negras que tem levado esse legado de Marielle tem sido visivelmente positivo e com novidades para este mês de Julho das Pretas. “Com ‘A Voz da Marielle‘, vai ser um acervo onde você vai passar o telefone por cima da imagem e poder abrir um discurso da Mari, bem no âmbito virtual. E no dia 27 de julho, a gente vai lançar a estátua Marielle Franco, no Buraco do Lume (RJ). Tanto a estátua, quanto A Voz, a gente vai ter um anúncio em breve nas redes”, finaliza.
Vereadora Marielle Franco em atuação na Câmara Municipal do RJ (Foto: Naldinho Lourenço)
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