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Questões raciais ficam de fora da primeira entrevista com candidatos à presidência no JN

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Foto: bublikhaus / Freepik

Em 40 minutos de entrevista, temas essenciais para sociedade como a Lei de Cotas, fome e direito à terra não entraram no roteiro

Começou na noite de ontem (22), a primeira rodada de entrevistas transmitidas pelo Jornal Nacional, na TV Globo, com os candidatos à presidência do Brasil que teve como primeiro entrevistado o presidente Jair Bolsonaro. Temas importantes como o desmatamento, o descaso em lidar com a pandemia e os escândalos no MEC foram questões levantadas pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, mas em ano de revisão da Lei nº 12.711/2012, que estabeleceu as cotas raciais nas universidades e institutos federais, o tema que é tão importante para o futuro da nossa sociedade ficou de fora.

Pelo andamento da entrevista, deu para entender que seria difícil fazer muitas perguntas, caso tivessem. Mas questões essenciais como esta, como a alta no preço dos alimentos e até mesmo o fato de o Brasil ter voltado para o Mapa da Fome das Nações Unidas, com 4,1% dos brasileiros em situação de extrema escassez de alimentos não podiam faltar.

No domingo, uma reportagem do Fantástico trouxe dados importantes sobre como a Lei de Cotas beneficiou a população negra, pobre e indígena no país. Ao reservar 50% das vagas dos institutos e universidades federais para estudantes que cursaram o ensino médio de maneira integral em escolas públicas. Em entrevista para o G1, o doutor em educação, Adriano Senkevics estudou as mudanças no perfil dos alunos nos últimos 10 anos, chegando a conclusão de que “o grupo mais beneficiado foi o de pretos, pardos e indígenas, que saltou 10,7 pontos percentuais entre 2014 e 2016: de 27,7% para 38,4%”.

Esse deve ser um tema fundamental para que possamos definir a pessoa que vai governar o país pelos próximos 4 anos. E sequer ouvimos qualquer questão sobre a pauta racial durante a entrevista que mais pareceu um debate entre oponentes. Saber o quanto os candidatos ao governo do país estão comprometidos em combater o racismo, o quanto estão dispostos a mexer na estrutura para que possamos avançar é indispensável se quisermos um futuro mais igual.

Vimos as perguntas girarem em torno de polêmicas sobre o atual governo e as respostas da entrevista caminharam pelo raso de sempre e por ataques a um dos entrevistadores, resumindo-se a “você está me obrigando a ser um ditador” ou “são fake news” ou a “admita que você mentiu” ou a defesa de garimpeiros. O que vimos foi um candidato tomando tempo das agências de checagem que tiveram de correr para desmentir as respostas com fatos.

Enquanto isso, nós, população negra, aqueles quase 57% de Brasil, ficamos “esperando” que nossas questões fossem perguntadas e respondidas. Queríamos ouvir “Por que a revisão da Lei de Cotas não está no seu plano de governo?”, “Quais projetos e incentivos o senhor pretende criar parar beneficiar avanços sociais da população pobre, negra e indígena?”, “E o direito de quilombolas às terras, está assegurado?”.

O desastre, sim, entrevistar um candidato à presidência sem sequer ouvir uma proposta de governo parece ser mesmo um desastre, reforça também o quanto é importante investir nas candidaturas pretas, acompanhar os nossos candidatos e o que eles propõem para pensar um Brasil em que os negros tenham seus direitos garantidos é fundamental. Do contrário, tanto as perguntas, quanto as respostas continuarão a defender um único interesse, o de poucos.

O manifesto escrito pela Coalizão Negra por Direitos e lido nos atos organizados em defesa da democracia no dia 11 de agosto deixa claro “Qualquer projeto ou articulação por democracia no país, exige firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo”. Acrescento ainda, que isso não é algo a ser negociado.

Candidata do Pará recebe intimação do TRE por usar turbante na foto

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Foto: Reprodução / TRE-Pará

Candidata a deputada estadual do Pará Lívia Noronha (PSOL), recebeu uma intimação do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-Pará) para alterar a foto que irá aparecer nas urnas no dia das eleições, marcada para 2 de outubro, por estar usando um turbante. A foto foi enviada junto com o registro de candidatura ao Tribunal.

A determinação do juiz Diogo Seixas Condurú, do TRE-Pará, data de 16 de agosto e aponta irregularidade com base no artigo 27, II, d, da Resolução nº 23.609/2019. A alegação é que a imagem não segue a lei que proíbe a “utilização de elementos cênicos e de outros adornos”.

No entanto, o texto também assegura a utilização de indumentárias étnicas ou religiosas. “O turbante é símbolo da nossa resistência, carrega significado, ancestralidade e diz quem somos”. Declarou nas redes sociais. E afirma: “Estamos recorrendo, e não permitiremos que o racismo estrutural nos silencie e nos tire o direito à nossa identidade”.

Lívia, que também é professora de Filosofia e já foi candidata a prefeita da cidade de Ananindeua, afirma junto a equipe jurídica que foi solicitado esclarecimentos sobre o uso do turbante na foto.

Caso o órgão eleitoral não aceite a foto, ela corre o risco de ter a candidatura indeferida. Os advogados do partido vão encaminhar contestação à Justiça Eleitoral.

Em nota ao G1, o TRE disse que houve “desconformidade com o parâmetro de enquadramento estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. Depois de quatro dias, a candidata enviou uma nova foto “agora com o enquadramento de busto”, como é solicitado pelo órgão.

“Assim como todos os outros registros de candidatura em tramitação, o processo ainda seguirá para julgamento. Por fim, o TRE do Pará reforça ser assegurada às candidatas e candidatos a utilização de indumentária e pintura corporal étnicas ou religiosas”, conclui a nota.

Em nota, por meio da assessoria jurídica, o PSOL afirma que “para mulheres negras, como a candidata Lívia Noronha, o turbante é um símbolo de identidade, de uma luta permanente e de um posicionamento político. O uso do turbante, das tranças, do cabelo afro natural é uma resposta simbólica antirracista, de dignidade, tornando visível, reivindicando e empoderando as mulheres negras, reconhecendo a existência, a legitimidade de outras formas de beleza”.

Projeto Querino: o podcast que mostra a história do Brasil com um olhar afrocentrado

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Tiago Rogero, criador do Projeto Querino. Foto: Divulgação.

Desenvolvido pelo jornalista Tiago Rogero, o novo podcast ‘Projeto Querino’ chega como uma verdadeira aula sobre as origens do Brasil. Apresentando um olhar afrocentrado para a formação do país, a obra analisa tanto a contribuição afro-brasileira quanto a ganância desenfreada dos escravizadores. “Um podcast para entender como a História explica o Brasil de hoje, sem medo de botar o dedo na ferida das elites e de apontar responsabilidades”, relata o site oficial do projeto.

O podcast apresenta uma história que talvez você ainda não tenha ouvido, lido ou visto. “Foi a exploração do conhecimento e do trabalho, primeiro dos indígenas, e depois dos africanos e dos seus descendentes, que gerou toda a riqueza da colônia, e depois do país“, comenta a obra já no primeiro episódio. “Quando o Brasil ficou independente de Portugal, em 1822, já tinha muito país, nações europeias, por exemplo, que já tinham lucrado bastante, tanto com a escravidão quanto com o tráfico, que estavam discutindo e até aplicando o fim do comércio negreiro ou a abolição“.

Conduzido por uma equipe majoritariamente negra, o projeto tem apoio do Instituto Ibirapitanga; consultoria em História de Ynaê Lopes dos Santos e consultoria narrativa de Paula Scarpin e Flora Thomson-DeVeaux, da Rádio Novelo.

Inspirado em “The 1619 project” (lançado em 2019 por “The New York Times” e liderado pela jornalista Nikole Hannah-Jones), o projeto Querino começou em 2020 com 12 meses de uma minuciosa pesquisa documental, bibliográfica, em áudio e imagens realizada por historiadores e jornalistas. A partir do levantamento, foram feitas dezenas de entrevistas que resultaram nas publicações inéditas (em podcast e texto) lançadas em agosto de 2022 e que representam o ponto de partida do projeto.

Todos os oito episódios já estão disponíveis nas plataformas de áudio, no YouTube e também no site oficial.

Com músicas de sucesso, Lizzo, Beyoncé e Nicki Minaj quebram recorde histórico nos Estados Unidos

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Lizzo Beyoncé e Nicki Minaj. Fotos: Divulgação.

A rapper Nicki Minaj conquistou, nesta segunda-feira (22), o topo da Billboard HOT 100, parada musical mais concorrida do mundo. Com o sucesso ‘Super Freaky Girl’, a artista assumiu a liderança do ranking norte-americano, recebendo mais de 21 milhões de streams em sua semana de estreia.

Pela primeira vez neste século, três mulheres negras alcançaram o topo da Billboard Hot 100 de forma consecutiva, sendo Lizzo com ‘About Damn Time’, Beyoncé com ‘Break My Soul’ e agora, Nicki Minaj com ‘Super Freaky Girl’. Vale citar que todas as 3 canções conquistaram o público e o recorde em formato solo, sem parcerias, reforçando o poder de influência e vendagem das artistas.

A última vez que uma rapper atingiu o topo da HOT 100 com uma música solo foi em 1998, quando Lauryn Hill emplacou o sucesso ‘Doo Wop (That Thing)’. Mesmo sem clipe oficial, a nova aposta de Nicki recebeu 4,6 milhões em audiência nas rádios dos Estados Unidos e vendeu mais de 89 mil cópias puras em apenas 7 dias.

Ludmilla explica falhas técnicas que a fizeram interromper show no “Festival Farraial”

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Foto: reprodução

Em nota, cantora Ludmilla afirmou que sua equipe realizou a passagem horas antes da apresentação

Prestes a lançar seu novo álbum, Numanice 2, que chega às plataformas digitais no dia 23 de agosto, a cantora Ludmilla passou por uma situação nada agradável. A artista esteve entre as atrações que se apresentaram no Festival Farraial, que aconteceu em São Paulo. Após falhas técnicas no som, a cantora teve de deixar o palco.

O público que esteve presente no evento também relatou que falhas no som do festival atrapalharam a apresentação de Ludmilla, que seria a primeira a acontecer. Antes de sair do palco, ela explicou o que estava acontecendo: “Queria fazer um show f* para vocês, não foi culpa minha, não consegui, mas a gente se encontra nesse Brasil afora. Espero ver vocês num show meu de verdade com toda a estrutura que eu mereço e que eu faço.”

Um fã que afirma ter participado do evento, comentou o ocorrido após ver críticas à cantora na internet. Afirmando que as caixas de som não funcionaram no momento da apresentação e que Lud ainda tentou resolver o problema com a produção do Farraial:

Ludmilla emitiu um comunicado, explicando aos fãs o que tinha acontecido:

Em respeito a todo o público presente no evento Farraial, realizado neste sábado (20), na Arena Anhembi, em São Paulo, comunicamos que todo o procedimento técnico foi realizado, inclusive o de passagem de som, que foi concluído antes do meio dia e meio. A equipe da cantora não abriu mão de nenhum procedimento e os efetuou em sua totalidade antes da apresentação da mesma. Até mesmo de limitações tão severas de volume do som que foram impostas.
Quanto ao atraso citado, importante que o contratante atente para o contrato, assinado antes da realização do show, no qual consta o horário de início da apresentação às 13h30. Certos que nunca passamos por situação semelhante, encontramo-nos ao inteiro dispor e responderemos diretamente aos responsáveis do “Farraial”, caso entendam com prudente nos procurar, pois estamos ao inteiro dispor.

Em nota envidada ao Gshow, a produção do evento alega que Ludmilla chegou atrasada para sua apresentação e que a passagem de som não foi realizada. No final de semana, a equipe da cantora publicou um vídeo da passagem de som realizada antes da apresentação, com a legenda “Um pouquinho da nossa correria na montagem de hoje em São Paulo 🤘🏾🔥”.

No perfil do evento, usuários fizeram comentários sobre problemas com o som durante shows de outros artistas.

Conheça os artistas que foram convidados para reinterpretar os personagens negros da Marvel no projeto “O Poder é Nosso”

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Foto: Reprodução Instagram/Divulgação

A primeira iniciativa da Marvel desenhada para o público brasileiro foi anunciada recentemente pela The Walt Disney Company Brasil. Trata-se do projeto “O Poder É Nosso”, criado internamente por um grupo multidisciplinar da empresa no Brasil e pelo grupo de afinidade T’Challa, composto por funcionários pretos da companhia, com base nos valores de Diversidade, Equidade e Inclusão. 

Com o objetivo de fomentar mais espaços que valorizem e visibilizem o trabalho de artistas negros, o projeto conta com cinco artistas de diferentes partes do país, que foram convidados pela Marvel para fazer uma releitura dos personagens: Pantera Negra, Tempestade, Miles Morales, Mulheres de Wakanda e Falcão, com seus próprios estilos artísticos e bagagem cultural junto da mentoria da estilista Jal Vieira. 

Negritoo, Crica, Massai, Luna B e DGOH foram os artistas selecionados e suas artes foram transformadas em uma guia de estilo para licenciamento de produtos, que originou inicialmente em uma coleção exclusiva com a C&A, com lançamento previsto para o próximo dia 23 agosto. Posteriormente, as artes serão utilizadas também na criação de produtos de outras categorias como papelaria e brinquedos. Confira o vídeo manifesto e o teaser oficial do projeto, e conheça mais sobre cada um dos artistas – que terão também suas histórias contadas através de minidocumentários que estão sendo lançados no Youtube da Marvel Brasil.

Negritoo

Foto: Reprodução/Instagram

Nascido em São Paulo, Negritoo cresceu com referências femininas em sua criação e isso impactou diferentemente em sua arte, se tornando o foco principal do seu trabalho. Suas principais inquietações, que se revelaram na parede em branco de seu quarto, despertaram o impulso em desenvolver trabalhos autorais e se intitular um artista que dialoga por meio do grafit, estampando suas artes pelo cenário urbano. Em “O Poder É Nosso”, Negritoo fez a releitura do personagem Pantera Negra.

Crica

Foto: Reprodução/Instagram

Crica é grafiteira, designer, ilustradora e compõe o time de professoras do Geledés (Instituto da Mulher Negra). Moradora de Embu das Artes, na regional metropolitana de São Paulo, é formada em Design de Interface Digital pelo Centro Universitário SENAC. Para o seu universo repleto de sutileza, amor e reflexão, trabalha em suas artes os elementos da cultura negra, do hip hop, do universo feminino, da cultura popular e alguns elementos da natureza. Não à toa, fez a reinterpretação da Tempestade, personagem da franquia X-Men.

Massai

Foto: Reprodução/Instagram

Massai é artista digital e produtor de conteúdo criativo do canal Prancheta do Massai no Youtube. O seu trabalho conta com influências de elementos do skate punk dos anos 80 e 90, quadrinhos , afro futurismo e de arte psicodélica. Atualmente trabalha com ilustração publicitária para clientes de várias partes do mundo como Austrália, Estados Unidos, Egito, Indonésia, Espanha, Inglaterra e sempre tenta aprender e se divertir com seus trabalhos. Miles Morales foi o personagem escolhido por Massai para o projeto “O Poder É Nosso”.

Luna B

Foto: Reprodução/Instagram

Nascida no Piauí e atualmente residente do Rio de Janeiro, Luna B é artista urbana, tatuadora e ilustradora. Seu trabalho expressa emoções e sentimentos por meio de personas e figuras humanas em suas vivências. Uma das narrativas encontradas em suas obras está na importância da representatividade no processo de reconstrução e ressignificação da identidade negra, considerando a arte como ferramenta para criar novas possibilidades de ser e estar no mundo. Ela reinterpretou as Mulheres de Wakanda em suas artes para o projeto da Marvel.

DGOH

Foto: Reprodução/Instagram

Diego “DGOH” iniciou seu trabalho com o grafitti em 2006 com influência nas tipografias das ruas, onde se identificou com a cultura Hip-Hop em São Paulo. Atualmente desenvolve projetos como oficinas realizadas em instituições, ONGS e grupos de estudo sobre arte urbana, além de murais nas ruas com elementos gráficos, ilustrativos e tipográficos. O artista já realizou diversos trabalhos em países como Austrália, Estados Unidos e Europa. Em expansão paralela ao seu trabalho nas ruas, gosta de usar técnicas mistas em produções artísticas Indoor como telas e decorações. DGOH fez a reinterpretação do personagem Falcão, atual Capitão América.

”O Poder é Nosso” é um projeto recorrente da Marvel, se tornando parte importante do compromisso de DE&I (Diversidade, equidade e inclusão) da The Walt Disney Company Brasil. Para dar ainda mais visibilidade ao projeto, “O Poder é Nosso” terá espaço em eventos com participação da Marvel, conteúdo audiovisual para os fãs e muito mais. 

B3: empresas listadas na bolsa terão novas regras de diversidade para diretoria e conselho

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Foto: @karlyukav / Freepik

B3 coloca em audiência pública proposta para que as companhias elejam pelo menos uma mulher e um integrante de grupo minorizado para a alta liderança e incluam metas ESG como critério de remuneração variável

As empresas listadas na B3 terão novas regras para aumentar a diversidade de gênero e a representatividade de grupos minorizados em cargos de alta liderança. As companhias que eventualmente não conseguirem avançar precisarão indicar ao mercado e aos investidores em geral os motivos que inviabilizaram os avanços.

As novas regras foram colocadas em audiência pública hoje e podem receber contribuições de toda a sociedade até o dia 16 de setembro deste ano. A previsão é que o texto final comece a vigorar em 2023. 

O mecanismo proposto pela B3 é conhecido como “pratique ou explique”, no qual as companhias precisam dar transparência ao mercado sobre as ações adotadas. A previsão é que as companhias brasileiras tenham ao menos uma mulher e um integrante de comunidade minorizada (pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência) em seu conselho de administração ou diretoria estatutária em até dois anos a partir da vigência da norma, que deve ser editada no início do próximo ano.

Atualmente, de 423 companhias listadas, aproximadamente 60% não têm nenhuma mulher entre seus diretores estatutários, e 37% não possuem participação feminina no conselho de administração, segundo levantamento feito pela B3 neste ano. Em relação ao estudo feito em 2021, foi possível constatar evolução na diversidade de gênero nos conselhos de administração, notadamente entre as empresas que compõem o Novo Mercado. Neste segmento, o índice de companhias que possuem pelo menos uma mulher no conselho aumentou 16 pontos percentuais – de 58% para 74%.

Não há, na base de dados reportada hoje pelas companhias, dados sobre raça e etnia, mas um levantamento entre as 73 empresas que participaram do processo seletivo do ISE B3 mostra o quanto é necessário avançar: 79% delas responderam ter entre 0 e 11% de pessoas negras em cargos de diretoria, e 78% declararam ter entre 0 e 11% de pessoas negras em cargos de C-level.

Além disso, a proposta inclui mudanças na política de remuneração variável da administração das companhias (quando houver esse tipo de remuneração), que deverão incluir indicadores de desempenho ligados a temas ou metas ESG. Caso as empresas optem por programas de remuneração variável sem indicadores ESG, precisarão explicar os fundamentos da decisão ao mercado e aos investidores.

“Entendemos como papel da B3 também ajudar a induzir mudanças e avanços no mercado financeiro. O tema da diversidade é um dos que precisamos priorizar, e acreditamos que a implantação das melhores práticas deve ocorrer de maneira progressiva, com prazos que permitam a necessária evolução da diversidade dentro das companhias. Mesmo na questão da participação feminina, que a sociedade debate há mais tempo, constata-se que grande parte das empresas listadas ainda não possui nenhuma mulher em suas diretorias estatutárias e conselhos de administração”, diz Viviane Basso, vice-presidente de Operações – Emissores, Depositária e Balcão da B3.

As medidas propostas seguem a tendência internacional de indução de maior diversidade no mercado financeiro e precisarão ser adotadas em prazos mais curtos quando comparadas a iniciativas semelhantes anunciadas por outras bolsas e órgãos reguladores ao redor do mundo.

Para definir a proposta que vai à audiência pública, a B3 avaliou alterações promovidas pelo órgão regulador das normas de listagem do Reino Unido e por bolsas de valores nos Estados Unidos (Nasdaq), Austrália, Hong Kong, Tóquio e Singapura. Em todos os casos, essas ações buscam aumentar a participação de mulheres na alta liderança e, em algumas, houve a adoção de regras que abordaram a diversidade em âmbitos como raça e etnia, nacionalidade e orientação sexual.

As regras, quando aprovadas, deverão ser adotadas pelas companhias listadas em todos os segmentos, incluindo Básico, Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado. Em todos os casos, deve ser empregado o critério de autodeclaração, e a companhia poderá eleger um mesmo membro que acumule as duas características.

As companhias que já estão listadas na bolsa, na data de início da vigência das novas regras, terão até 2025 para comprovar a eleição do primeiro membro – ou apresentar justificativas para o não cumprimento da medida, no modelo “pratique ou explique” – e 2026 para o segundo membro.

Para as empresas que fizerem seu IPO após a vigência das novas regras, os prazos são: (i) o ano subsequente à listagem, para a primeira pessoa diversa; e (ii) o ano seguinte, para a segunda.

A mudança na remuneração de longo prazo dos conselheiros, deverá ser aplicada a partir de 2025, para as empresas já listadas, e, no caso de empresas recém-listadas, no ano subsequente à listagem.

As medidas propostas, que farão parte de um Anexo ao Regulamento para Listagem de Emissores e Admissão à Negociação de Valores Mobiliários, também incluem a previsão de que as companhias deverão:

  1. Contemplar critérios de diversidade(gênero, orientação sexual, cor ou raça, faixa etária ou inclusão de pessoa com deficiência) como requisitos de indicação para Conselho de Administração e diretoria estatutária;
  2. E elaborar e divulgar documento, aprovado pelo conselho de administração, contemplando um conteúdo mínimo sobre diretrizes e práticas ESG, incluindo governança e compliance.

A audiência pública receberá os comentários do mercado e da sociedade pelo e-mail sre@b3.com.br. O conteúdo pode ser consultado neste link, na aba Audiência Pública – ASG. As contribuições serão avaliadas, e o texto final do Anexo será submetido à aprovação dos órgãos internos da B3 e, em seguida, da CVM. Futuramente, as manifestações recebidas ao longo do período de audiência pública serão divulgadas na íntegra, no site da companhia.

VIVA estreia “Mister Brau”, com Lázaro Ramos e Taís Araújo

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Foto: Acervo TV Globo

A partir desta segunda, dia 22 de agosto, o VIVA vai exibir pela primeira vez a série “Mister Brau“. O programa acompanha o casal de origem humilde Michele (Taís Araújo) e Brau (Lázaro Ramos), que conquista dinheiro e fama com seu talento e trabalho, mas sem deixar de reverenciar suas raízes. Exibida originalmente de 2015 a 2018 na TV Globo, a atração mostra a intimidade, as relações, a casa e a vida do pop star Mister Brau, que se muda para uma mansão, e, por conta de sua rotina incomum, se envolve em confusões com os vizinhos do condomínio luxuoso, na Barra da Tijuca.

“‘Mister Brau’ foi um dos trabalhos mais prazerosos e importantes que eu fiz na minha trajetória. Uma obra que, através do humor, leva tantas reflexões importantes com um personagem que até hoje eu sinto falta de viver. Isso, porque é um homem que estava sempre caçando alegria, apaixonado pela sua mulher e celebrando a vida. Para mim, esse é o Mister Brau. Sem falar em sua família importantíssima para a representação positiva no nosso país. Até hoje, pessoas sentem saudade. O programa merece ser revisto”, comenta Lázaro Ramos.

O programa de quatro temporadas também apresenta no elenco nomes como Marcelo Flores, Luis Miranda, Kiko Mascarenhas, George Sauma, Guta Stresser, Cláudia Missura, Daniel Dantas e Fernanda de Freitas. Com exibição de segunda a sexta, a partir das 19h, “Mister Brau” conta com direção de Maurício Farias e produção dos Estúdios Globo.

Luciano Huck se desculpa pela gordofobia com Paulo Vieira no programa: “Não irá se repetir”

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Fotos: Reprodução

O apresentador Luciano Huck se desculpou no programa “Domingão do Huck” desta semana, durante a “Batalha do Lip Sync“, pela falha com o cinturão que não serviu no vencedor da primeira batalha, Paulo Vieira, o deixando constrangido em público. “Queria aproveitar para pedir desculpas pelo nosso erro da semana passada. Nosso cinturão não estava no tamanho adequado para servir aos dois desafiantes. Falha do Domingão, e eu garanto que não irá se repetir”, disse ao vivo.

No domingo anterior (14), Paulo Vieira performou Elsa, personagem do filme “Frozen” com a música “Livre Estou” que garantiu a vitória na batalha, mas não conseguiu usar o cinturão. “Me serve? Não quer me ajudar a vestir? Pra gente ter esse constrangimento? Não serviu”, disse o humorista com brincadeira para descontrair o clima. Um membro da equipe tentou ajudá-lo a vestir o cinturão, mas não teve sucesso. “Vou ter que usar no braço. É no braço que usa, smartwatch”, brincou ele. “Acabou de ganhar uma pescoceira do Lyp Sinc”, contornou Luciano Huck.

No Twitter, o público apontaram gordofobia por parte da produção do programa, pelo descuido com o tamanho do cinturão. “a pessoa vítima da opressão faz aquela piada autodepreciativa pra tentar desviar o constrangimento, o Huck fala em pescoceira (????????????????)”. E completa: “E a pessoa gorda, q merecia o mundo, ganha mais uma humilhação pra sua história. Sinto muito Paulo. Você não merecia isso.”

“Paulo vieira sofrendo gordofobia ao vivasso com esse cinturão nao cabendo nele. Bizarro, mas nada de novo sob o sol”, escreveu outra internauta.

https://twitter.com/pri_scilaguedes/status/1558958795996422144

“Você vê a gordofobia e suas pequenas agressões quando no primeiro ep de batalha de lipsinc no domingao o cinto do ganhador não serve nele (Paulo Vieira) uma pessoa gorda!”. E questiona: “Como se sentir incluída assim?”.

HBO Max divulga novo teaser de série criada e estrelada por The Weeknd

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Foto: HBO

Criada pelo cantor em parceria com Sam Levinson, série “The Idol” ganha no teaser, mas ainda não tem data de estreia

No último domingo (21), a HBO liberou o novo teaser da série The Idol, criada e estrelada pelo cantor The Weeknd. Ainda sem data para estrear, a produção traz Lily-Rose Depp, filha de Johnny Depp, Jennie Ruby Jane, cantora do grupo BLACKPINK e o cantor Troye Sivan no elenco.

Na série, criada pelo cantor em parceria com Sam Levinson, cineasta criador de “Euphoria”, The Weeknd interpreta Abel Makkonen Tesfaye, um guru de autoajuda e líder de um culto moderno que se envolve em um relacionamento complicado com uma cantora emergente, vivida por Lily-Rose Depp.

A primeira temporada de The Idol terá seis episódios no total e é produzida e dirigida por Amy Sei Metz, além disso, o roteiro é assinado por Joe Epstein. A série ainda não tem data para estrear.

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