Durante o Tribeca Festival, realizado recentemente, o astro da série ‘Black-ish‘, Laurence Fishburne, 60, revelou ao Page Six que está aberto a um novo romance. “Eventualmente eu gostaria de namorar, mas não há ninguém em particular no meu radar”.
Laurence foi casado com a ex-atriz de ‘Suits’, Gina Torres por 16 anos, mas eles anunciaram o divórcio em 2018 depois que Gina foi flagrada aos beijos com outro homem. Ela disse que eles já estavam separados.
O documentáro ‘The Cave of Adullam‘ (A Caverna de Adulão) ganhou o prêmio de Melhor Documentário e Melhor Edição em Documentário no Tribeca Festival.
No Tony Awards Tony Awards 2022, o ator desfilou no tapete vermelho para a estreia do filme junto com a filha Delilah, 15. O documentário fala sobre quatro meninos em uma academia de artes marciais, em Detroit.
“Acho que a história que estamos contando neste filme é uma que vai comover as pessoas. Esses quatro jovens são pessoas realmente extraordinárias”, explica Fishburne. “As escolhas que eles enfrentam como homens negros neste país é algo com o qual muitos de nós estão familiarizados. Eu acho que a iniciação é algo importante neste filme, é uma espécie de exemplo de por que é”.
Em nova entrevista para a revista GQ, o roteirista Jerrod Carmichael revelou que o filme conjunto entre ‘Django’ e ‘Zorro’ não irá acontecer. Existia um potencial em torno do projeto crossover entre os icônicos personagens. A ideia chegou a ser anunciada pelo diretor Quentin Tarantino em 2014.
O conceito do filme crossover foi anunciado ao público em 2019 e aconteceria vários anos após os eventos de ‘Django Livre’, aclamado filme estrelado por Jamie Foxx e dirigido por Tarantino. A ideia da obra também foi repassada para Antonio Banderas, que estrelou como Zorro em ‘A Marca do Zorro’ em 1998 e ‘A Lenda do Zorrro’ em 2005. Contratado para escrever o filme, Carmichael foi enfático ao declarar o total engavetamento do longa.
Jamie Foxx em ‘Django’. Foto: Sony Pictures.
“Quentin é um lunático que eu amo, e estou feliz por poder passar o tempo [com ele]. Vimos filmes de exploração no New Beverly, ele leu para mim cenas que nunca chegaram aos seus projetos, que ele havia datilografado, em sua cozinha depois de fazer limonada recém-espremida paramim”, comentou Carmichael. “Foi realmente especial. Na verdade, é um roteiro incrível, incrível que veio daquele Django/Zorro que eu adoraria que a Sony descobrisse, mas percebo a impossibilidade disso.”
Em entrevista à GQ, Carmichael não revelou os reais motivos que levaram ao engavetamento do projeto, mas citou o investimento do longa. “Acho que escrevemos um filme [que vale] US$ 500 milhões“, disse ele destacando o enorme orçamento planejado.
Em batalha na Justiça, Gabriella Sarmiento Wilson, conhecida mundialmente como H.E.R., está processando a gravadora MBK Entertainment pelos direitos de seu catálogo musical. A artista declara que a empresa violou o código de negócios e profissões firmado no início de sua carreira. O processo foi aberto no Tribunal Superior do Estado da Califórnia, no condado de Los Angeles.
Vencedora do Oscar e do Grammy, a artista de 24 anos também está pedindo para ser liberada do seu contrato com a MBK, empresa liderada por Jeff Robinson, seu antigo empresário. H.E.R. assinou contrato com o profissional quando tinha apenas 14 anos, em meados de 2011. De acordo com a revista norte-americana Variety, todos os lançamentos de Wilson sob o nome H.E.R. foram disponibilizados sob o selo MBK e distribuídos pela RCA Records, empresa da Sony Music.
H.E.R. durante passagem pelo Grammys 2020. Foto: Getty Images.
Em documentos apresentados no processo, H.E.R. declara que a MBK cometeu abusos de gestão. Ela também afirma que, em seu papel como gerente, Jeff Robinson demitiu o escritório de advocacia que a representava, cometendo abusos relacionados aos lucros com turnês e publicidade. A MBK, segundo a artista, “limitou significativamente” seus direitos trabalhistas e não foi livre para fornecer seus serviços de gravação. Ela também contesta o fato de que a MBK possui exclusividade em torno do direito de explorar seu nome e imagem.
H.E.R. alega ainda que seu contrato firma uma obrigação de trabalho por mais de sete anos com a MBK. Segundo defesa da artista, tal ação viola o Código de Trabalho da Califórnia, que proíbe a execução por mais de sete anos em um contrato para prestar serviços de caráter especial, único, extraordinário ou intelectual.
Os representantes da MBK ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso.
A 53ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou procedente o pedido de indenização por danos morais em decorrência de racismo institucional em ação trabalhista.
O caso tratou de divergências de opiniões entre as Colaboradoras e a Coordenadora da instituição reclamada no momento de um debate sobre a importância doDia da Consciência Negra, que resultou em demissões.
As funcionárias informaram que prestavam serviços no Centro de Referênciae Promoção de Igualdade Racial da Zona Norte de São Paulo, órgão público, que era administrado pela ONG BRAÇOS FORTES, sustentaram que durante um debate promovido pela ONG a opinião das reclamantes divergiu da opinião da Coordenadora, e que sem qualquer discussão ela deixou o local do debate, nos dias subsequentes a Coordenadora solicitou o desligamento das funcionárias.
A reclamada rechaçou o direito das reclamantes e informou que a rescisão contratual ocorreu sem qualquer motivação e que a despedida não foi discriminatória. Conforme os depoimentos de quatro testemunhas, a maioria relatou que as reclamantes foram desligadas da reclamada em razão da posição divergente das funcionárias na roda de conversas sobre o dia da consciência negra.
A Juíza do caso Leticia Stein Vieira, frisou que diante dos depoimentos das testemunhas, ficou evidente que a rescisão do contrato de trabalho das reclamantes ocorreu em razão da divergência de opiniões sobre o dia da Consciência Negra, registrou que, embora a reclamada tenha indicado que a rescisão ocorreu em razão de insatisfação em relação ao trabalho desenvolvido pelas reclamantes, não apresentou qualquer indício de prova nesse sentido.
“Destaco que toda a forma de discriminação deve ser combatida, notadamente aquela mais sutil de ser detectada em sua natureza, como a discriminação institucional ou estrutural, que ao invés de ser perpetrada por indivíduos, é praticada por instituições e que podem afetar negativamente determinado grupo racial.
O racismo institucional é um privilégio a determinado grupo de indivíduos em detrimento de outros, em razão da etnia a qual estes pertencem, revelando-se na diferença de tratamento, distribuição de serviços ou benefícios.
A Juíza considerando os aspectos declinados, principalmente, a extensão dos danos sofridos, arbitrou em R$15 mil a indenização a título de danos morais para cada uma das ex-funcionárias.
Seguindo os passos do pai Douglas Silva,Maria Flor, 10 anos, foi escalada para participar de um programa infantil do Grupo Globo, o reality de competição infantil ‘Fuja Se For Capaz’, do canal Gloob. Segundo informações do jornal O Globo, ela ainda participará junto com a Flor Gil, filha da Bela Gil.
Em entrevista ao jornal Extra, o DG falou sobre o orgulho de ver a filha construindo a carreira artística. Desde que ele entrou no BBB 22, Maria Flor tem recebido diversos convites para atuar em séries e comerciais.
“Ainda estou tentando me organizar, ou melhor, me habituar com essa ideia. Fico maravilhado em ver que o carinho que tinham por mim está se estendendo à minha família. E causa um misto de sentimentos ao ver Maria iniciando na TV com a idade que eu também comecei, quando gravei “Palace II”, uma espécie de primeiro piloto de “Cidade dos homens”. É que todo mundo dizia que eu deveria inscrever minha filha em escolas de teatro, mas posterguei ao máximo. Esta é uma profissão glamourosa, mas também ingrata. Se para adulto já é difícil lidar com frustração, imagine para uma criança! Bom, tudo tem sua hora e percebo hoje que Maria Flor é muito mais madura do que eu era. Além disso, seria egoísta da minha parte esconder esse talento dela só para mim”.
A Maria Flor também falou sobre o início da carreira como atriz mirim. “Todo mundo fala que eu levo jeito com criança. Eu gosto de cuidar e ajudá-las. Lá em casa, também ajudo com a Morena (irmã de 1 ano e 9 meses). Inclusive, ela é levadinha (risos). Meu pai começou muito novo como ator e eu o vejo como uma inspiração. Por ver tudo como brincadeira, ele fazia sem medo e não ficava nervoso com as cenas, acredita? Eu tento relaxar igual”.
Os dois já gravaram juntos em uma série para o streaming Star+, anda sem data de estreia prevista, onde interpretaram como pai e filha.
“Tentei me lembrar de todas as dicas que meu pai me deu, tanto para interpretar, como para dar o tom de cada cena. Foi muito divertido. Como fiquei ao lado dele, ficou tudo bem mais fácil. Me senti segura. Parecia que estávamos fazendo coisas do nosso dia a dia”, diz Maria Flor.
A ansiedade para o novo disco de Beyoncé está nas alturas. De forma misteriosa, a diva anunciou pela bio das redes sociais o primeiro single do novo trabalho, intitulado “Break My Soul”. O single será lançado à meia noite desta terça-feira, 1h da manhã no horário de Brasília e, pelo que as informações na bio da artista indicam, será a sexta faixa do álbum.
O novo álbum da cantora foi anunciado na última quinta-feira. Renaissance será seu sétimo álbum de estúdio e será lançado no dia 29 de julho, com 16 faixas ao total.
Faça o pré-save do álbum ‘Renaissance’, de Beyoncé, aqui.
De acordo com o relatório “Tendências de Gestão de Pessoas 2022”, feito pela consultoria global GPTW (Great Place to Work), o mercado já vem sentindo a preocupação com o pilar de diversidade e inclusão (D&I) caindo para segundo plano nas empresas, perdendo para o foco em saúde mental.
Durante a pesquisa, foram entrevistados mais de 2.600 profissionais da área de recursos humanos e cargos de liderança e as afirmações trazem alguns alertas:
Em 2019, 24% dos participantes afirmaram que as empresas tinham diversidade e inclusão como um aspecto prioritário a ser trabalhado. Em 2020, esse número subiu para 30% e, em 2021, para 32%. Neste ano, a prioridade caiu para 17,9%.
Os maiores desafios estão no engajamento da alta liderança e processos de recrutamento e seleção mais inclusivos. Katiana Normandia, CEO da Kinah Gestão de Pessoas, afirma que é perceptível que os números de processos seletivos afirmativos para pessoas pretas, com deficiência e LGBTQIAP+ têm perdido força. “Em 2020 e 2021, houve muitas conversas e empresas adotaram as políticas e pactos de diversidade, mas a maioria ‘caminha a passos lentos’: primeiro entendem para depois trazer a ação. Isso enfraquece a pauta”, diz.
Segundo a CEO, os processos seletivos afirmativos têm mais força em nível de estágio ou cargos iniciais e algumas empresas usam isso para “bater a meta”. Não há um entendimento que a liderança precisa se engajar e se educar para esses processos seletivos. Vale um destaque que, apesar de a maioria dos colaboradores ter respondido que diversidade e inclusão são pautas estratégicas para a organização em que trabalham, pouco mais de 12% dizem que a empresa tem maturidade no tema.
A CEO da Gestão Kairós, Liliane Rocha, desde 2016 utiliza fortemente o termo diversitywashing – lavagem da diversidade, em tradução livre -, para falar de empresas que fazem, conscientemente ou inconscientemente, uma lavagem da diversidade. Ou seja, quando elas se apropriam de atributos de diversidade e inclusão porque entenderam que pessoas que têm esses marcadores identitários aqui mencionados são públicos consumidores, compram, geram lucratividade e, portanto, devem ser representadas em seus produtos, serviços e comerciais.
A pesquisa nos alerta que as empresas ainda estão muito no discurso e pouco na prática. Vale refletir que, devido à pandemia, as políticas que as corporações precisaram adotar emergencialmente focaram em questões mais urgentes e impactantes, e D&I deixou de ser uma pauta estratégica.
É importante ter estratégia, metas e objetivos, com acompanhamento de indicadores e a participação massiva dos tomadores de decisão. A pesquisa se firma na percepção de que D&I não está na cultura das empresas, já que a tomada de decisão não está na mão de grupos minorizados.
*Kelly Baptista é especialista em gestão de políticas públicas e diretora executiva da Fundação 1Bi, apoiada pela Movile, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Conselheira Fiscal do Instituto Djeanne Firmino.
A Associação Brasileira de Autores Roteiristas divulgou os finalistas da 6ª edição do Prêmio ABRA de Roteiro, uma das principais premiações do audiovisual nacional. Um dos indicados na categoria Prêmio Abraço – Excelência em Roteiro é o diretor e roteirista baiano Ariel L. Ferreira, cofundador da Saturnema Filmes.
“Estar entre os selecionados do ‘Prêmio Abraço – Excelência em Roteiro’ é como aparecer no cosmos. É a confirmação de que toda a insistência na escrita, nas noites não dormidas, nos partos criativos, rendeu movimento. Estar entre os selecionados do ABRA é uma realização linda! Sobretudo, por ser Orum quem me deu esse empurrãozinho”, comenta o cineasta.
Orum, a quem Ariel se refere, é o seu primeiro longa-metragem, que está em fase de desenvolvimento: “Tragam-me a Cabeça de Orum Bomani”. A obra já venceu algumas premiações, dentre elas o de melhor longa-metragem do FRAPA 2021, maior festival de roteiro da América Latina e também participou do pitching de co-produção internacional do Festival Guiões (Portugal), onde foi premiado com credencial para o PLOT 2022, que acontece também em Portugal.
Ariel L. Ferreira está concorrendo com mais cinco roteiristas, entre Andréa Yagui, Érica Sarmet, Gautier Lee, Natália Maia e Samuel Brasileiro e Nina Kopko. Esta é a segunda edição da categoria Prêmio Abraço – Excelência em Roteiro, que é voltada para novos roteiristas, que se destacaram no último ano pelas obras lançadas e também por sua atuação no mercado do roteiro brasileiro.
Essa é a segunda vez que a Saturnema Filmes é finalista no Prêmio Abraço – Excelência em Roteiro. Ano passado, Ana do Carmo, também cofundadora da produtora baiana, venceu na mesma categoria.
Ainda sem data definida para a cerimônia com os resultados finais, o Prêmio ABRA de Roteiro tem como objetivo destacar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do Brasil e também valorizar os autores-roteiristas. A votação, tanto dos indicados, quanto dos vencedores, é realizada por membros associados da ABRA em dois turnos.
Escalado para a nova novela da Globoplay, Todas As Flores, o ator e ex-BBB Douglas Silva se mantém discreto ao falar sober os ganhos financeiros que teve após sua participação no reality show. Perguntando sobre já ter conquistado o valor do prêmio do BBB em trabalhos com publicidade fora da casa, ele não confirma nem nega.
“Não sei até que ponto posso abrir isso. Prefiro deixar quieto. Prefiro dizer que estou trabalhando”, explicou ele em entrevista para a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo.
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Na novela, Douglas fará parte do núcleo cômico, será casado com a atriz Mary Sheila e interpretará um personagem viciado em sexo. “Meu personagem, além de ter vício em sexo, é um sambista. Fiquei feliz de saber que o Mumuzinho e o Xande de Pilares vão estar no elenco também. A gente se via três vezes por semana na época do Esquenta!. Pena que, desta vez, não vou estar no núcleo deles”, explicou ele.
Caminhada acontece na segunda-feira, 20/06, da Praça do Lobato ao Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário
Chamar a atenção da população para as violências perpetradas contra jovens negros/as na Bahia e no Brasil. Essa é uma das propostas da 3ª MARCHA INCOMODE: Contra o Genocídio e o extermínio, a LGBTfobia, o feminicídio, o ódio religioso e o encarceramento em massa da Juventude NEGRA. A caminhada acontece no dia 20 de junho (segunda-feira), com concentração às 13h30 na Praça do Lobato (próximo à Cesta do Povo), Subúrbio Ferroviário de Salvador. Os/as participantes marcharão em direção ao Parque São Bartolomeu, bairro de Plataforma, também conhecido como Quilombo do Urubu, onde realizarão o Sarau Incomode, com apresentações culturais. A caminhada de 2022 terá como novidade a abertura com uma ala formada por Yalorixás e Babalorixás e outros representantes de religiões de matriz africanas.
A Marcha também marca o Dia municipal e estadual de Luta Contra o Encarceramento da Juventude Negra (Salvador e Bahia, respectivamente), lembrado em 20 de junho. A luta contra o feminicídio, a LGBTQIAP+fobia e o ódio religioso também estarão na pauta da Marcha, que contará com a presença de representantes de movimentos sociais, grupos culturais e comunitários. A ação é organizada pelo Coletivo Incomode, articulação política composta por grupos, movimentos e organizações sociais que atuam no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
“Ocuparemos o espaço da rua como símbolo de luta. Além de denunciar, queremos anunciar que existe uma juventude organizada, aquilombada, que está fazendo o enfrentamento à violência de forma qualificada”, comenta Eduardo Machado, educador do Projeto Juventude Negra e Participação Política (JNPP), desenvolvido pela CIPÓ – Comunicação Interativa, em parceria com a Aliança Terre des Hommes Schweiz/Suisse.
ARTICULAÇÃO PELA VIDA
O Coletivo Incomode se constitui como um espaço aberto e suprapartidário, que busca qualificar a luta contra o racismo, sobretudo contra o genocídio da população negra do território em questão. Integram o Coletivo grupos do Movimento Hip Hop de Salvador, grêmios, coletivos artísticos e culturais, além de organizações dos movimentos social e negro, que atuam no território do Subúrbio Ferroviário. “A proposta de toda essa mobilização é dar visibilidade à juventude negra, trazendo o seu lugar de destaque na luta contra o feminicídio, genocídio, LGBTQIAP+fobia, hiperencarceramento, intolerância religiosa, contra todas as violações de direitos humanos, sociais e básicos e pela valorização da vida”, explica Nadjane Cristina, integrante da articulação
A CIPÓ – Comunicação Interativa, organização que completa 23 anos em 2022, foi uma das fundadoras e tem ajudado a articular o Coletivo Incomode como uma das ações do Projeto Juventude Negra e Participação Política (JNPP), desenvolvido em parceria com a Aliança Terre des Hommes Schweiz/Suisse O projeto mobiliza e forma jovens negros/as para a participação social e para a luta frente ao contexto de extermínio da população negra no Brasil. Para tanto, a iniciativa promove atividades formativas com jovens, que são incentivados/as a realizar ações de incidência política.
O grupo mobiliza garotos/as de suas comunidades e escolas visando à inserção destes/as em ações de incidência política, além de articular atores sociais estratégicos de bairros periféricos para mobilizar e denunciar execuções. O grupo realiza ainda incidência junto ao poder público, para que seus agentes atuem na qualificação das políticas direcionadas à juventude negra.
DADOS
Em 2019, em média, 64 jovens foram assassinados por dia no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 23.327 jovens tiveram suas vidas ceifadas como conta o último levantamento do Atlas. Esse número representa uma taxa de 45,8 homicídios para cada 100 mil jovens no País.
A Bahia é o segundo estado com maior taxa de homicídios de jovens, segundo o levantamento. O estado registrou um total de 97 homicídios para cada 100 mil jovens, mais do que o dobro da média nacional.
Ainda segundo o Atlas, em 2019, 77% das vítimas de homicídios no Brasil foram pessoas negras (soma de indivíduos pretos ou pardos, segundo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE). Na Bahia, esse número chega a 94%.
O número de homicídios entre as mulheres no Brasil também se mostrou expressiva, revela o Atlas da Violência 2021. São cerca de 10 assassinatos por dia. Ao todo, 3.737 mulheres foram mortas em 2019. A questão racial também é preponderante aqui: as mulheres negras representam 66% de todas as mulheres assassinadas no País. O risco de uma mulher negra ser morta é 1,7 vezes maior do que uma mulher não negra.
Jovens e negros são também maioria entre a população carcerária no Brasil, que em 2016 chegou a um total de 726,7 mil, segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Mais da metade desse segmento era formado por jovens de 18 a 29 anos e 64% do total eram negras.
ENCONTROS PREPARATÓRIOS
Antes da Marcha, o Coletivo Incomode promoverá alguns encontros preparatórios para a grande caminhada no Subúrbio. Oficinas educativas e exibições de filmes educativos em escolas públicas e ocupações do Movimento Sem Teto de Salvador serão realizadas com os temas da Caminhada.
No dia 15 de junho, 09h, haverá uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia para debater o tema do genocídio e do hiperencarceramento da juventude negra na Bahia, realizada pelo Coletivo Incomode.
SERVIÇO:
O quê? 3ª MARCHA INCOMODE
Quando? 20/06 (segunda-feira), com concentração às 13h30.
Onde? Percurso da Praça do Lobato (próxima à Cesta do povo do Lobato) até o Parque São Bartolomeu (Quilombo do Urubu)