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Vozes Negras: A primeira série de teatro musical do Brasil, celebra a trajetória de cantoras pretas brasileiras

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Foto: Pedro Ivo de Oliveira

Depois do sucesso no Teatro Prudential, no Rio de Janeiro, o grupo Intelectualidade Afrobrasileira, que realiza encontros Black, em parceria com a produtora Aventura, leva o espetáculo Vozes Negras – A Força do Canto feminino, a primeira série de teatro musical do Brasil, para o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no dia 30 de junho.

São seis episódios, completamente independentes, apresentados ao longo de seis semanas. O espetáculo homenageia cantoras negras importantes, que fazem parte da trajetória da música popular brasileira.

Cada episódio do espetáculo abre espaço para um debate interativo com a presença de uma convidada. Além disso, a atração também conta com a presença de cantoras convidadas em algumas apresentações.

A estreia do espetáculo exaltará a Era do Rádio, homenageando duas de suas maiores estrelas: Carmen Costa e Elizeth Cardoso. Também serão homenageadas, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Dolores Duran, Alaíde Costa, Alcione, Elza Soares, Sandra de Sá, Margareth Menezes, Tati Quebra Barraco, Ludmilla e Iza.

A temporada vai até o dia 7 de agosto e os ingressos custam entre R$25 e R$150, disponível no Sympla para compra online.

Feira Preta seleciona empreendedores para participar de campanha fotográfica em SP

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Foto: Freepik

Empreendedores negros e indígenas da cidade de São Paulo poderão se inscrever para ser o rosto da campaha de divulgação do Festival Feira Preta 2022.


A Feira Preta é o maior evento de empreendedorismo da América Latina e há 21 anos proporciona uma relação de troca, crescimento e de evolução do empreendedorismo negro no Brasil. Aos poucos, o evento conquista novos espaços e cria oportunidades para a comunidade negra.


Desta vez, a Feira Preta vai criar o primeiro banco de imagens de empreendedores negros e indígenas do Brasil. O empreendedor que fizer a inscrição, também terá a chance de ser selecionado para ser o rosto de divulgação do Festival Feira Preta 2022.


Para participar, basta fazer a inscrição através do formulário e responder em que momento a sua história cruza com a história da Feira Preta; quais são os momentos marcantes da Feira Preta para você; e/ou como a Feira Preta contribuiu com você ou o seu negócio.


As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho e o Festival Feira Preta acontece nos dias 15 e 20 de novembro.

“JORGE pra sempre VERÃO” estreia hoje no Teatro Ipanema no RJ

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Foto: DIvulgação

Realizar um teatro de cura. Foi com este intuito que a produtora e autora Aline Mohamad resolveu abrir seus arquivos pessoais mais íntimos para desenvolver o espetáculo inédito JORGE pra sempre VERÃO”.

O primeiro texto teatral da nova autora, desenvolvido em parceria com Diego do Subúrbio e surgido após ela escrever uma carta póstuma para seu primo, Jorge Lafond, chega aos palcos do Teatro Ipanema neste sábado (25), às 20h. Dirigida por Rodrigo França, a história encenada por Alexandre Mitre, Aretha Sadick e Noemia Oliveira não fala apenas sobre o artista falecido aos 51 anos (1952-2003), mas apresenta uma ficção desenvolvida sobre uma história verídica: a da relação que, devido ao preconceito, deixou de existir entre ele e uma prima – a própria Aline.


“Depois dos 30 anos algumas coisas foram mudando em mim. Um dia, ao voltar de uma festa onde me vi atraída por uma travesti, escrevi uma carta que nunca seria entregue ao destinatário. Um pedido de desculpas, uma redenção, uma luz nas diversas encruzilhadas que eu tenho com meu primo Jorge Lafond. Muito emocionada, enviei essa carta para alguns amigos e, ao acordar, li as respostas: você tem uma linda peça nas mãos. E assim percebi que a única forma de eu encontrar com meu primo é através da arte”, relembra Aline, que ao longo de sua infância se esquivou de conhecer o primo pela estranha figura que ele lhe parecia.


“Faremos uma reparação histórica, humanizando um dos maiores artistas deste país. Jorge Lafond passou por um grande dilema na história da televisão brasileira, que retrata o que é o país em relação à população negra e LGBTQIAP+. A violência de ter que sair do estúdio de TV para trocar de roupa, pois um padre entraria, nos mostra o quanto é cruel sermos nós mesmos. Pouco importa a sua titulação acadêmica, conta bancária, o que você é ou fez pela sociedade. Em algum momento tentarão te colocar no lugar que acreditam que você deva estar – na submissão”, reflete Rodrigo.


Apesar dos apontamentos sobre a realidade nada fácil vivida por Lafond, o texto tem pontos de respiro com base no humor, principal característica dos seus personagens. “O processo da escrita do texto veio muito da pesquisa sobre a vida do Jorge, que se encontra na mesma encruzilhada que a minha e de muitas outras pessoas negras LGBTQIAP+. É lembrar que, apesar de todo o processo de resistência que vivemos perante essa sociedade, não somos regidos somente pela dor. A figura de Jorge Laffond marcou uma geração, nos movendo até aqui. Falar dele é também falar sobre mim”, reconhece Diego.


Nascido em Laranjeiras e criado na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, o furacão Lafond disse certa vez numa entrevista que tinha consciência de ser gay desde os seis anos de idade, mas que por ser algo considerado muito feio naquela época, fez de tudo para que seus pais não descobrissem. Formou-se em teatro pela Uni-Rio e ainda em dança afro e balé clássico, tendo dançado com Mercedes Batista, a primeira bailarina negra a ser integrante do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi, por fim, um ícone da representatividade negra e LGBTQIAP+.


“O movimento LGTQIAP+ sempre foi encabeçado por pessoas pretas, como Marsha P. Johnson, uma mulher trans negra norte-americana que liderou a Rebelião de Stonewall, em 1969. E Jorge Lafond estimulou que muita gente tivesse coragem para externar aquilo que realmente é na vida. Estamos falando de um homem negro retinto, afeminado e com mais de dois metros de altura vestido de mulher na televisão brasileira. Mas óbvio que não foi fácil. Nele havia mais do que talento, havia estratégia inteligente”, observa Rodrigo.


Em cena, as atitudes de Jorge mostram uma potente força interna e autônoma, apesar da sociedade opressora para quem ele foi, ao mesmo tempo, uma pessoa exótica e diversão pra família tradicional brasileira. “Neste ponto, Silvio de Almeida fala sobre Racismo Recreativo. Fazendo uma livre ressignificação deste termo, enxergar Jorge como o gay divertido nos mostra uma Homofobia Recreativa. Sempre foi aceito rir dos gays, tê-los como amigos apenas para os momentos de risada, mas nunca para ouvir suas dores. Jorge já trazia em si muitas dores e estereótipos. Era o negão lindo e hiperssexualizado, e, ao mesmo tempo, chamar alguém de Jorge Lafond ou Vera Verão era ofender a pessoa por ela ser afeminada”, pontua Aline.


Para Rodrigo, num espetáculo de denúncia é importante falar de cura. “A plateia tem que sair com esperança – o que não significa facilitar para o espectador. Jogamos duro, mas optamos por também mostrar o contraponto da violência. Jorge teve amigos e familiares amorosos, e realizou uma contribuição extraordinária à cultura. Ele estava fazendo uma grande revolução. Sou um diretor com compromisso com a sociedade e, para mim, entretenimento é de grande responsabilidade na formação ou deformação de quem faz e assiste. O teatro não dá conta de modificar uma estrutura social, mas pode trazer reflexões. Se quem assistir sair tocado pela narrativa que construímos, já me sentirei realizado”, ressalta Rodrigo, que se reconhece “forjado por esse profissional que pouca gente conhece”.


Aline teve receio com a superexposição, mas entendeu que era exatamente sobre isso: um teatro de cura. “Não me vejo apenas como a Prima, mas como Sociedade. Uma sociedade doente que resolve cortar laços com sua família apenas por vergonha de olhar pras suas feridas. Jorge é uma figura extremamente importante na construção dos nossos corpos. Sua forma livre, verdadeira, mostrou a hipocrisia presente em nossas vidas na forma de alegria divina. Seu jeito sincero, genuíno, real, possibilitou que vários corpos de hoje existissem da maneira que são. A sensação é de cura, de redenção”, finaliza.


Serviço:
“JORGE pra sempre VERÃO”
Temporada: 25 de Junho à 24 de Julho
Dias da semana: Sexta-feira a Domingo
Horário: 20h (sextas e sábados) e 19h (domingos)
Ingressos: Contribuição Voluntária (distribuídos 1h antes na bilheteria do teatro)
Local: Teatro Ipanema
Endereço: Rua Prudente de Moraes, 824 – Ipanema
Informações: (21) 2267-3750
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos

Juiz pede que a Corte também anule a legalização do casamento homoafetivo e direito a contraceptivos

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Foto: Getty Images/M. Wilson

O juiz conservador da Suprema Corte dos Estados Unidos, Clarence Thomas, afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito à contracepção deveriam ser os próximos temas revistos pelo tribunal, nesta sexta-feira (24).

“Em casos futuros, devemos reconsiderar todos os precedentes substantivos do devido processo desta Corte, incluindo Griswold, Lawrence e Obergefell”, escreveu ele no voto histórico para derrubar a decisão Roe versus Wade, que garantia o direito legal ao aborto às mulheres norte-americanas.

Thomas ainda concluiu “Como qualquer decisão substantiva do devido processo legal é ‘demonstradamente errônea’, temos o dever de ‘corrigir o erro’ estabelecido nesses precedentes”.

As três decisões citadas estabelecem os principais direitos reprodutivos, sexuais e cívicos para os norte-americanos. A decisão Griswold v. Connecticut de 1965, permite que casais tenham acesso ao controle de natalidade, com direito a comprarem contraceptivos sem interferência do governo.

A decisão Lawrence v. Texas de 2003, torna inconstitucional os estados de proibirem o sexo homoafetivo consensual. Quanto ao Obergefell v. Hodges, a decisão mais recente de 2015, garante o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Neste dia histórico de um retrocesso, especialmente para as mulheres negras e pobres que mais realizam abortos no país, também se criou uma tensão sobre a Corte também querer derrubar a decisão Loving v. Virginia, que há 55 anos garante o direito ao casamento inter-racial.

“Nossos corações podem estar partidos hoje, mas amanhã, temos que nos levantar”, diz Michelle Obama sobre decisão contra o aborto nos EUA

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Foto: AFP PHOTO / DEMOCRATIC NATIONAL CONVENTION

Depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a decisão que garante o direito legal às mulheres realizarem o aborto no país, nesta sexta-feira (24), a ex-primeira dama Michelle Obama se pronunciou sobre o caso nas redes sociais com um discurso digno de futura presidenta.

“Estou de coração partido hoje”, começou o texto e repetiu em em outros trechos, em lamentos pela decisão retrógada que afetará na maioria, mulheres afro-americanas e pobres.

No post, Michelle relembra período anterior a decisão “Roe versus Wade“, há 49 anos. “Estou com o coração partido que agora podemos estar destinados a aprender as dolorosas lições de um tempo antes de Roe se tornar lei. Uma época em que as mulheres corriam o risco de perder a vida fazendo abortos ilegais. Uma época em que o governo negava às mulheres o controle sobre suas funções reprodutivas, forçando-as a seguir em frente com gestações que não queriam e depois as abandonava quando seus bebês nasciam”. E reforça, “foi isso que nossas mães, avós e bisavós viveram, e agora estamos aqui novamente”.

Em meio a polêmica de uma criança de 11 anos que quase foi impedida de abortar depois de ser estuprada, em Santa Catarina, que virou notícia nos últimos dias, Michelle também fala sobre as meninas nos Estados Unidos e às famílias de baixa renda.

“Estou com o coração partido – pela adolescente, cheia de entusiasmo e promessa, que não será capaz de terminar a escola ou viver a vida que deseja porque seu estado controla suas decisões reprodutivas; para a mãe de uma gravidez inviável que agora é forçada a levar essa gravidez a termo; para os pais vendo o futuro de seus filhos evaporar diante de seus olhos; para os profissionais de saúde que não podem mais ajudá-los sem correr o risco de prisão”, ressalta.

Apesar da tristeza causada nas mulheres dos Estados Unidos, Michelle pede perseverança neste momento. “Muitas vezes, o cinismo ou a indiferença nos fazem sentir como se não tivéssemos o direito de tecer, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Quanto mais permitirmos que o pessimismo nos empurre ainda mais para o desamparo, menos teremos poder para ajudar a criar o tipo de país em que queremos viver”.

Ela alerta para que não desistam. “Esta terrível decisão terá consequências devastadoras, e deve ser um alerta, especialmente para os jovens que suportarão seu fardo, eu sei que este não é o futuro que você escolheu para sua geração – mas se você desistir agora, você herdará um país que não se parece com você ou com nenhum dos valores em que você acredita”.

Quase para finalizar o texto, Michelle convida todos a se unirem e se envolvendo em organizações estadounidenses que defendam as mulheres.”Se você é como eu e quer começar agora mesmo, eu o encorajo a canalizar sua frustração e raiva em ação, envolvendo-se. Organizações como Planned Parenthood e The United State of Women, entre muitas outras, têm recursos que você pode procurar se quiser ajudar outras pessoas ou se precisar de ajuda”.

E finaliza “Nossos corações podem estar partidos hoje, mas amanhã, temos que nos levantar e encontrar coragem para continuar trabalhando para criar a América mais justa que todos merecemos. Ainda temos muito o que lutar, defender, falar – e sabemos que podemos fazer isso juntos”.

Leia na íntegra:

Ludmilla e MD Chefe concorrem ao BET Awards; Prêmio voltado para a cultura negra vai ao ar neste domingo

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Imagem: MD Chefe e Ludmilla

Acontece neste domingo, 26 de junho, a cerimônia do BET AWARDS 2022. Apresentada pela indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro Taraji P. Henson, a premiação será exibida ao vivo pela Pluto TV e pela MTV, às 21h.

Ludmilla representa o Brasil, entre os indicados, na categoria Melhor Artista Internacional, ao lado de MD Chefe que concorre em Escolha da Audiência: Melhor Artista Revelação Internacional.
A lista de nomes que irão chacoalhar essa cerimônia, inclui Big Freedia, Daniel Kaluuya, Idris Elba, Janelle Monáe, Keke Palmer, Kelly Rowland, Ne-Yo, Tamar Braxton, e muitos outros.

Os indicados deste ano refletem a grandiosidade da expressão criativa e excelência negra na música, televisão, cinema e esportes. Doja Cat lidera com seis indicações e Ari Lennox e Drake concorrem em quatro categorias cada. Baby Keem, Silk Sonic (Bruno Mars, Anderson .Paak), Chlöe, Future, H.E.R., Jazmine Sullivan, Kanye West, Kendrick Lamar, Lil Baby, Mary J. Blige e Tems estão em terceiro lugar, com três indicações cada.

A defensora da saúde mental queniana Sitawa Wafula será homenageada com o Global Good Award. O prêmio é o reconhecimento da BET International a celebridades globais e figuras públicas que usam sua plataforma em prol da responsabilidade social, bondade e compromisso com o bem-estar da comunidade negra global. Entre os homenageados anteriores, estão a ativista e escritora brasileira Djamila Ribeiro, a ativista francesa de justiça social Assa Traoré e o artista e filantropo Akon.

Pré-candidato à presidência, Leo Péricles pede presença de candidaturas negras nos debates presidenciais: “Nossa voz precisa ser ouvida”

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Foto: Thais Oliveira

O pré-candidato à presidência da república pelo partido União Popular (UP), Léo Péricles, usou suas redes sociais para defender a presença das candidaturas negras do pleito de 2022 nos debates com presidenciáveis. No cartaz publicado em uma thread na rede social, o ativista pela causa da moradia afirma que “debate presidencial sem candidaturas negras e periféricas é racismo estrutural”.

“Nessas eleições, temos candidaturas negras à presidência da República, que mais uma vez, são impedidas de apresentarem suas propostas, não sendo chamadas para nenhum dos debates programados”, diz Leo Péricles, que também acredita que a grande imprensa monopoliza os debates e invisibiliza as candidaturas negras.

https://twitter.com/LeoPericlesUP/status/1540349044157038593

“Nossa voz precisa ser ouvida nos debates e nas principais entrevistas. Negar o direito a voz a um trabalhador negro e periférico se constitui em uma atitude racista que nenhum antirracista deve aceitar”, diz. São considerados aptos a participarem dos debates candidatos com pelo menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional e com a candidatura deferida pelo TSE.Até o momento, 16 debates foram anunciados em 2022. Foram marcados 9 encontros no 1º turno e 7 no 2º turno.

Reality show sobre Gilberto Gil e sua família estreia nesta sexta-feira, em comemoração aos 80 anos do artista

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Imagem: divulgação

Em Casa Com os Gil, novo reality show do Prime Vídeo, estreia nesta sexta-feira e vai mostrar os bastidores da família Gil durante o período em que ficaram isolados na casa do patriarca da família, no Rio de Janeiro.

O programa promete trazer momentos de intimidade entre o imortal da Academia Brasileira de Letras e sua família, na construção da turnê em celebração aos 80 anos de Gil, um dos maiores representantes da música brasileira.

No confinamento na região serrana do Rio de Janeiro, a família planeja o repertório e faz os ensaios para os shows. No andamento dos cinco capítulos da série, cada membro da família/banda escolhe uma música para a turnê e conta a sua história pessoal com aquela canção.

Além dos cinco episódios que estreiam no Prime Video hoje, uma segunda temporada já está confirmada: Viajando com os Gil vai trazer os bastidores e a rotina dos familiares durante a turnê de shows pela Europa.

Assista ao trailer

Ex-jogador Richarlyson revela ser bissexual: “Eu sou normal, eu tenho vontades e desejos”

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Foto: Van Campos/Estadão Conteúdo.

Ex-jogador de futebol e atual comentarista esportivo da Globo, Richarlyson Barbosa participou recentemente do podcast ‘Nos Armários dos Vestiários’. Durante conversa, o profissional se assumiu bissexual e pela primeira vez, falou abertamente sobre o tema. “Pelo tanto de pessoas que falam que é importante meu posicionamento, hoje eu resolvi falar: sou bissexual. Se era isso que faltava, ok. Pronto. Agora eu quero ver se realmente vai melhorar, porque é esse o meu questionamento“, afirmou ele. “A vida inteira me perguntaram se sou gay. Eu já me relacionei com homem e já me relacionei com mulher também. Cara, eu sou normal, eu tenho vontades e desejos. Vai fazer o quê? Nada. O mais importante não vai mudar, que é a questão da homofobia. Infelizmente, o mundo não está preparado para ter essa discussão e lidar com naturalidade com isso”.

Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC.

Multicampeão pelo São Paulo e com passagens pela Seleção Brasileira, Richarlyson também revelou o motivo de não ter falado sobre o assunto enquanto ainda atuava como jogador. “Eu não queria ser pautado por causa da minha sexualidade, de eu ser bissexual. Eu queria que as pessoas me vissem como espelho por tudo aquilo que conquistei dentro do meu trabalho. Eu nunca coloquei a minha sexualidade à frente do meu trabalho, e nunca faria isso“, disse ele. “E eu não estou falando isso agora porque parei de jogar. Muita gente maldosa vai falar isso, que eu falei agora porque não jogo mais. Não. Eu nunca falei porque não era a minha prioridade, como não era hoje, mas hoje eu me senti à vontade de falar. Eu queria que não existisse essa pauta. Eu queria estar falando aqui da minha nova carreira [de comentarista]. Mas é importante. Vamos poder alertar um ali, outro aqui“.

Ao longo da carreira, Richarlyson sofreu diversos ataques por conta de sua sexualidade. Agora, o astro espera que seu posicionamento ajude outros atletas a encontrarem apoio dentro do futebol. “Os próprios jogadores têm que se posicionar melhor sobre a situação, especialmente os héteros. Não é questão de vestir a camisa com um arco-íris. É, quando acontecer essa situação de homofobia, sair de campo. ‘Espera aí, a torcid não está respeitando o meu companheiro ou meu adversário como ser humano? Então eu não vou voltar a jogar'”, destacou ele. “Eu tenho amigos e ex-companheiros de profissão que realmente tiveram momentos difíceis na sua carreira por querer ser aquela pessoa que ele queria ser, mas era reprimido pelos seus clubes e até pela sua torcida”.

Suprema Corte dos EUA derruba direito legal ao aborto; decisão é retrocesso para mulheres negras e pobres

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Foto: Getty Images

A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou por seis votos a três, a decisão aprovada em 1973 conhecida como “Roe versus Wade“, que garantia às mulheres o direito legal ao aborto no país, nesta sexta-feira (24).

A decisão teve um rascunho vazado em maio deste ano, e já mostrava a vitória para o partido Republicano e o conservadorismo do país, que já desejavam proibir a legalização do aborto.

De acordo com a reportagem da BBC, oito em cada dez pacientes da Clínica Hope Medical Group, em Louisiana, vivem abaixo do nível de pobreza nacional, e cerca de 60% se identificam como afro-americanas.

Além disso, apesar das pessoas negras representarem 13% da população nos EUA, as mulheres negras constituem mais de um terço dos abortos relatados no país. As mais pobres, são as que mais procuram pelo procedimento, e as minorias étnicas são justamente as mais afetadas pela desigualdade de renda.

Segundo dados do CDC, menos mulheres realizaram abortos nos EUA, na última década. Houve um recuo de 18% entre 2010 e 2019.

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