Rapper lançou a coleção Yeezy Gap e gerou polêmica porque roupas ficam em sacos de construção e vendedores não ajudam clientes a encontrar peças
Na semana passada, Kanye West lançou sua nova coleção de roupas, a Yeezy Gap. A novidade gerou polêmica na internet porque as roupas estão disponíveis nas lojas em sacos de construção e os clientes devem encontrar as peças sozinhos.
Kanye West does a new interview with Fox News addressing critics of the Yeezy Gap clothing display at stores in bags pic.twitter.com/5L5Ctl4HNl
Em entrevista ao programa Fox & Friends, da emissora americana, Fox News, Ye defendeu o conceito do lançamento, inspirado nas pessoas sem-teto. “Eu sou um inovador e não estou aqui para sentar e me desculpar por minhas ideias”, declarou. “Isso é exatamente o que a mídia quer que a gente faça, peça desculpas por qualquer ideia quando algo não é exatamente da forma que eles desejam, nos fazem pedir desculpas“
“Olha cara, eu sou revolucionário e não estou aqui para me desculpar sobre minhas idéias. É o que a mídia quer, quando não temos algo exatamente da forma que eles desejam, nos fazem pedir desculpas.” — Kanye West para a Fox News quando perguntado sobre o modelo de vendas YZY GAP pic.twitter.com/WQdree8Zu8
— Kanye West & Kid Cudi Brasil (@kanyekidcudibr) August 18, 2022
Uma suposta cliente afirmou no Twitter que Kanye teria ficado bravo por ter visto suas peças penduradas em cabides. “O vendedor disse que Ye ficou bravo quando viu as peças no cabide e é assim que ele quer que seja vendido. Os vendedores não podem nos ajudar a encontrar o nosso tamanho também, você é quem precisa cavar”, contou.
Documentário inédito “Maya Angelou – Ainda Me Levanto” conta a história da primeira mulher negra a estampar as faces de uma moeda nos Estados Unidos
A trajetória da escritora americana Maya Angelou chega com exclusividade ao Curta! e ao Curta!On – Clube de Documentários. O documentário inédito “Maya Angelou – Ainda Me Levanto” conta a história da primeira mulher negra a estampar as faces de uma moeda nos Estados Unidos. Seu próprio relato — o fio-condutor do filme — é costurado a um acervo de fotos de seu cotidiano e vídeos de suas aparições públicas e complementado por entrevistas com grandes nomes da política e da cultura norte-americana, como Bill e Hillary Clinton e Oprah Winfrey.
O filme começa com uma série de imagens de Maya já como um ícone celebrado em vida, e exibe cenas de um momento histórico: quando ela recita seu poema “On the Pulse of Morning” na posse do ex-presidente Bill Clinton. Em seguida, inicia-se um mergulho em sua trajetória, abordando sua infância no sul dos EUA, região fortemente marcada pelos tempos da escravidão e segregação entre brancos e negros. Desses tempos, Maya recorda ter passado cinco anos sem falar por causa de uma violência sofrida. No entanto, enquanto vivia em silêncio, leu tudo o que pôde e passou a se interessar por poemas. Para recitá-los, voltou a falar.
Lembrando de sua juventude em São Francisco, fala de seus primeiros amores, do fato de ter sido mãe aos 16 anos e ter trabalhado como dançarina e cantora até começar a escrever. Nos anos 1960, Maya se engaja no Movimento pelos Direitos Civis, e ela mesma conta sobre suas relações com Martin Luther King e Malcolm X, com quem trabalhou em Gana, na África. A partir daí, a vida de Maya passa a se confundir com a própria história dos Estados Unidos, vivendo ativamente a política e a arte negras que emergiam no país. No final da década, em 1969, ela publicaria seu primeiro livro.
A partir de então, uma bem-sucedida carreira na escrita vai se consolidando ao longo dos anos. É notório que toda sua vida é marcada pela questão racial: se, por um lado, o fato de ser negra trouxe dificuldades, foi a partir delas que ela “se levanta”. Levanta sua voz e conquista a admiração de quem a cerca. A estreia é na Sexta da Sociedade, 19 de agosto, às 21h30.
Mais de 300 artefatos históricos, como louças, cerâmicas, vidros e solas de sapato, foram encontrados no sítio arqueológico identificado durante a obra da futura Estação 14 Bis, da Linha 6-Laranja, do metrô de São Paulo. O inédito relatório aponta que parte dos itens são possivelmente do início do século 20, quando o Quilombo Saracura existia na região central da cidade de São Paulo, às margens do córrego de mesmo nome, nos primórdios do bairro do Bixiga.
O relatório aponta que “a profundidade dos vestígios parece aproximá-los dos períodos em que o Córrego Saracura ainda corria a céu aberto e aquilombados viviam à sua margem. Caso isto seja comprovado na escavação arqueológica planejada, esses materiais certamente serão remanescentes do Quilombo Saracura, cuja localização é historicamente comprovada”.
“Os conjuntos materiais coletados representam um acervo diversificado em termos de materialidade e funcionalidade, mas que estão intimamente relacionados ao cotidiano das pessoas, agregando utensílios domésticos, medicamentos, restos de produção artesanal, equipamentos de trabalho e restos alimentares”, completa o documento.
A declaração parcial foi enviada ao Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional (Iphan), pela A Lasca Arqueologia, responsável pelo acompanhamento da obra. A lista, ainda não divulgada publicamente, cita 316 itens encontrados, além de outros objetos, durante atividades de monitoramento e em poços-testes pontuais.
Uma prospecção arqueológica mais ampla é estimada para começar em setembro ou outubro, após obras de estruturas subterrâneas da estação que darão segurança para trabalhos de até três metros de profundidade. O início das escavações foi autorizado pelo Iphan, nas imediações e precisou interromper parte da obra no local.
Os artefatos estão divididos em duas classificações: a de maior interesse arqueológico, descobertos em abril deste ano, porque estão em maior quantidade, com mais de 300 fragmentos, concentração e profundidade (de dois a quatro metros), “como se fossem bolsões ou locais de descarte de longa duração”, de acordo com o relatório.
A outra classificação está relacionada aos objetos coletados mais superficial e isoladamente, nas camadas de aterramento da área. Nesse caso, há a dificuldade da identificação de origem, pois podem ser provindos de ocupações urbanas mais recentes ou trazidos juntamente com o aterro.
“Interpreta-se que estes objetos tenham sido descartados em lixeiras próximas às antigas residências do quilombo, em um período em que a sua formação original já tivesse vivenciado modificações, com a ocupação se espalhando além do fundo de vale para as vertentes do córrego Saracura; assim, crescia a população do bairro, em muito formada pelos descendentes dos aquilombados”, diz o relatório.
Coletivos do movimento negro, moradores do bairro, sambistas da tradicional escola de samba Vai-Vai, pesquisadores e outros ativistas, criaram uma mobilização pela preservação do sítio quando ele foi descoberto e reivindicam a mudança do nome da estação para “Saracura Vai-Vai” a fim de marcar a história negra do Bixiga e do Vai-Vai, que teve a quadra cinquentenária demolida para implantação da linha de metrô. “Não somos contra o metrô, somos contra o apagamento histórico”, diziam os cartazes espalhados pela cidade, em ato realizado neste período.
Nesta quinta (18), a cantora brasileira e a rapper americana divulgaram o clipe de “Lobby”
A cantora Anitta lançou hoje (18) o clipe do single “Lobby”, gravado em parceria com a rapper americana Missy Elliot. Em julho, as artistas anunciaram a parceria.
O clipe de “Lobby” traz as duas em um hotel de luxo, com espaços coloridos e muita dança. Além disso, a música integra o álbum recente de Anitta “Versions of Me”.
O novo trabalho da brasileira ao lado da rapper Missy Elliott chamou atenção do público nas redes sociais e repercutiu na mídia internacional. As duas foram chamadas pela revista Rolling Stone de “dupla dinâmica”.
Musical que conta a história de Milton Nascimento com Clube da Esquina estreia na próxima sexta (19)
Na próxima sexta (19), estreia em Belo Horizonte o espetáculo “Clube da Esquina- Os Sonhos Não Envelhecem”, que celebra os 50 anos de história da união entre os amigos Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant, Lô Borges, Márcio Borges, Ronaldo Bastos e Beto Guedes. Dirigido por Dennis Carvalho, o musical terá o ator Tiago Barbosa no papel de Milton Nascimento.
O carioca atuou na montagem brasileira do aclamado espetáculo da Broadway “O Rei Leão”, na pele do protagonista Simba, papel que lhe rendeu o Troféu Raça Negra e o Prêmio Bibi Ferreira.
Agora, Barbosa se prepara para viver e cantar um dos maiores nomes da música brasileira, Milton Nascimento. Em entrevista para o Gshow, ele falou sobre a emoção de interpretar o cantor. “Milton para mim significa a maestria! A música dele transcende o óbvio, te toca e reverbera durante dias. Nada será como antes. Quem nunca parou para refletir ou usou essas frases no seu dia a dia? Eu já cantava Milton no meu show por conta disso. Sua música é poesia e sensibilidade e isso quero passar ao público.”
Tiago Barbosa mora na Europa e deve passar uma temporada no Brasil para as apresentações do espetáculo que comemora os 50 anos do Clube da Esquina. Atualmente, o ator está concorrendo ao Prêmio Broadwayworld Spain como melhor ator pelo musical “Kinky Boots”.
Autodeclaração racial como pardos de ACM Neto e Ana Coelho mostra como políticos aproveitam causas sociais para beneficiar suas candidaturas
A notícia sobre o registro da autodeclaração do então candidato ao Governo do Estado da Bahia, ACM Neto e sua vice, Ana Coelho, como pardos no Tribunal Superior Eleitoral está chamando a atenção pelo contexto dos acontecimentos. Estamos no ano em que passam a valer mudanças na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral, beneficiando candidaturas de mulheres e negros. Em 2021, a Câmara dos Deputados aprovou a reforma eleitoral através da Emenda Constitucional nº 111, que entre outras coisas, estabeleceu que “os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 a 2030 serão contados em dobro”.
E se levarmos em consideração o fato de que para o Estatuto da Igualdade Racial e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população negra é formada pelo grupo de autodeclarados pretos e pardos no país, logo vemos que a conta não fecha quando esses candidatos dizem pertencer a um grupo historicamente prejudicado por políticas excludentes, assim como, os tais candidatos, Ana Coelho e ACM Neto não são os únicos, nunca voltaram suas atenções às políticas antirracistas e demandas do povo negro.
Na semana em que a campanha eleitoral de 2022 começou oficialmente, também recebemos a notícia de que 49,3% de candidaturas registradas são de pessoas negras. Mas pelos registros no TSE e olhando a trajetória de alguns políticos que só agora reivindicam a negritude, vemos que a conveniência de “ser negro” nessas eleições é o que está estimulando pessoas não negras a autodeclaração racial. Um caminho desastroso para algo que poderia trazer mudanças positivas no cenário eleitoral que costuma ser sempre branco.
Nas redes sociais, o assunto está repercutindo entre outros políticos e intelectuais, que logo apontaram a conveniência de se autodeclarar preto ou pardo durante o período eleitoral:
Esta é a eleição com maior número de candidatos autodeclarados negros. Muitos "se tornam negros" por conveniência eleitoral. É preciso lembrar que pertencimento racial não necessariamente significa compromisso com o povo negro.https://t.co/lf7XYiPbXd
O advogado, Joel Costa pontuou a importância de ficar de olho no aumento de candidaturas negras no Brasil.
Tenhamos um pé e meio atrás com esse aumento de candidaturas negras. Vale lembrar as novas regras de divisão do fundo eleitoral, a necessidade se direcionar grana para candidaturas negras e femininas e…https://t.co/TfZfCDIUvw
Thiago Amparo lembrou que pardo está dentro da categoria negros de acordo com o IBGE.
Candidatos ao governo da Bahia, ACM Neto e vice Ana Coelho se autodeclaram pardos (ou seja, negros, categoria que inclui pretos e pardos segundo IBGE). https://t.co/NBlY2VD3cO
Gravado em 2022 e lançado esse ano, o drama/ficção cientifica dirigido por Lázaro Ramos e estrelado por Alfred Enocch, Taís Araújo e grande elenco, segue sendo um sucesso de bilheteria. Apesar das controversas antes do lançamento por polêmicas com a Ancine que atrasou o lançamento do longa, ele estreou em 15 de dezembro de 2021 no Festival do Rio e em 14 de abril de 2022 nas salas de cinema de todo o Brasil, onde está sendo exibido até então- já são 18 semanas em cartaz, mais do que qualquer outro filme nacional lançado esse ano.
Mesmo com as tentativas irrisórias de boicote, Medida Provisória teve um público de 80 mil pessoas em seus dois primeiros dias de exibição, e em sua segunda semana ultrapassou a marca de 237 mil espectadores. Além do gosto do público, o longa também foi muito elogiado pela critica especializada, com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ao todo, a produção já venceu 7 prêmios nacionais e internacionais.
Em seu Instagram, o diretor Lázaro Ramos compartilhou a notícia entusiasmado e disse: ”Tudo isso é resultado da turma incrivel que fez o filme e de vocês, que abraçaram essa história”.
Além dos cinemas, também é possível assistir ao longa pelo Globoplay ou por aluguel nas plataformas e operadoras Claro, Sky, Oi, Vivo, Google e iTunes.
Candidatos ao governo da Bahia, ACM Neto e Ana Coelho fizeram o registro do perfil racial como candidatos negros no TSE
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto e a candidata à vice-governadora Ana Coelho se autodeclararam pardos no registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ACM já havia se autodeclarado pardo nas eleições municipais de 2016, quando tentava reeleição para a prefeitura da capital baiana.
CEO da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, e candidata à vice-governadora ao lado de ACM Neto, Ana Coelho também registrou sua autodeclaração racial no TSE como parda, levantando a bandeira da representatividade feminina durante a campanha. Assim como ACM Neto, Ana Coelho também tem parentesco com políticos, ela é sobrinha do ex-governador da Bahia, Nilo Coelho.
A autodeclaração de ambos acontece em um contexto de mudanças na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral, já que no ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou a reforma eleitoral (Emenda Constitucional 111), que estabeleceu novas regras para incentivar a candidatura de mulheres e pessoas negras. Agora, os votos em candidatos com esse perfil contarão em dobro para a distribuição dos recursos do fundo entre partidos políticos.
No Brasil, Estatuto da Igualdade Racial entende que a população negra é formada pelo conjunto de pessoas que se declaram pretas ou pardas.
Espetáculo "Era uma vez no outro lado de cá da ponte" realizado pelo coletivo Ação Zumbi (Foto: Divulgação)
“Amor, Negro Amor”, um espetáculo teatral musicado realizado pelo coletivo Ação Zumbi, aborda como principal questão a solidão da mulher negra. Nele, a espectadora e o espectador são convidados a atravessar localidades e épocas distintas, conhecendo realidades de mulheres e homens negros que vivenciam diferentes formas de amor e desamor.
As questões sociais expostas são de extrema relevância e perduram até os dias atuais, como a desigualdade, o abuso de poder, o racismo, o machismo, o sexismo e a violência contra a mulher. As cenas são costuradas por músicas e danças de origem africana e revelam a importância da nossa ancestralidade diaspórica. Nessa narrativa do passado até os dias atuais, o coro ancestral é quem conduz o público como um contador de histórias através dos tempos. E a pergunta que fica é: como o amor conseguiu sobreviver a tanta e tamanha dor?
A proposta consiste no fomento da cultura afro-brasileira através da finalização e circulação do espetáculo teatral “Amor, Negro Amor”. O espetáculo chegará em 4 cidades de Santa Catarina: Criciúma, Joinville, Blumenau e Florianópolis. Nele, os espectadores serão convidados a atravessar localidades e épocas distintas, conhecendo realidades de mulheres e homens negros que vivenciam diferentes formas de amor e desamor, a narrativa traz a cena da ancestralidade aos dias atuais, contando a histórias através do tempo.
Nesta proposta serão realizadas um total de 16 apresentações, distribuídas em duas sessões por dia, sendo duas no sábado e duas no domingo em cada cidade; onde o público estimado é de 12.448 espectadores, os ingressos terão distribuição gratuita. As apresentações deverão atender a disponibilidade de pauta nos espaços. As apresentações deverão acontecer nos seguintes teatros: Florianópolis (Teatro Ademir Rosa, CIC); Criciúma (Teatro Elias Angeloni); Blumenau (Teatro Carlos Gomes); Joinville (Teatro Juarez Machado).
Espetáculo “Era uma vez no outro lado de cá da ponte” realizado pelo coletivo Ação Zumbi (Foto: Divulgação)
O coletivo
A Associação Cultural Ação Zumbi nasceu em Florianópolis (SC) e desde 2003 dedica-se ao fomento de atividades artísticas, educativas e culturais com especial enfoque na cultura negra, sempre possuiu em seu corpo mais de 16 integrantes, artistas das mais variadas áreas (atores, músicos, cantores, cineastas, produtores, iluminadores etc.), e atualmente possuí cerca de 40 membros, ao longo desses anos o coletivo vem desenvolvendo projetos nas áreas de teatro, cinema, dança, vídeo, entre outras, que incluem na montagem de espetáculos, oficinas, organização de eventos e ações sociais.
Dentre essas ações, o coletivo tem em seu repertório espetáculos como Era uma Vez no Lado de Cá da Ponte (2004), esta peça o coletivo realizou a inauguração do Teatro Hermelinda Izabel Merize do Centro Multiuso de São José, e Ludo Real (2006); tais espetáculos circularam pelo estado de Santa Catarina e realizaram apresentações no Uruguai.
Em 2019 o Coletivo Ação Zumbi inicia a montagem da peça “Amor, Negro Amor”, realizando leitura da peça e algumas apresentações no CEART UDESC e na sala da escola de atores Aktoro, apos realização das leituras o grupo iniciou a montagem do espetáculo, que resitiu as barreiras da pandemia de Covid-19 iniciada em março de 2020; no mesmo ano o coletivo foi contemplado pela Fundação Catarinense de Cultura através da Lei emergencial Aldir Blanc com o prêmio Trajetória, tal reconhecimento possibilitou a primeira etapa de montagem da peça; mesmo diante da pandemia o coletivo seguiu realizando ensaios remotos, leituras online, preparação do elenco, pesquisa teatral para desenvolvimento e aprimoramento do espetáculo.
A questão da negritude tem se tornado cada vez mais presente e valorizada nas expressões artísticas e nos diversos contextos sociais. No entanto, ainda há muito o que se discutir e compreender sobre a nossa ancestralidade africana.
O coletivo Ação Zumbi marca presença e traz para a cena catarinense as tradições, a história e a força da cultura africana e, sobretudo, sua influência e resistência na cultura afro-brasileira.
“Amor, negro amor” surgiu da necessidade de contar um pouco dessa história através do amor. Do ponto de vista de mulheres e homens negros que resistiram a tanto sofrimento. A pesquisa desenvolvida pelo autor e pelos demais integrantes do espetáculo ressalta fatos históricos ocorridos pelo mundo, mas que são facilmente identificáveis ainda hoje em diversos locais onde a diáspora africana se fez presente. Há uma grande mensagem que as culturas do continente africano podem nos enviar nestes tempos tão insanos de extrema virtualidade, de progresso material e tecnológico, mas de corações despedaçados, de solidões avassaladoras, de medos insondáveis, de egoísmo cataclísmico
O comediante Helio de La Peña anunciou nesta terça-feira (16), no programa Conecta da Rádio Super 91,7 FM, o retorno do projeto “Risadas pretas importam”, em novembro, em quatro lugares diferentes, nas periferias de São Paulo. O projeto reúne comediantes negros do cenário de stand up brasileiro e promete apresentar ao público, um humor “temperado pelo afrofuturismo”.
No ano passado, Helio se reuniu com Yuri Marçal, Niny Magalhães, Paloma Santos, Kedny Silva, Gui Preto e Zete Brito em um grande show de stand up no Theatro Municipal com uma plateia de 1.500 pessoas, no Dia da Consciência Negra, e eles realizaram uma homenagem aos ídolos negros do humor Jorge Lafond, Paulo Silvino e Mussum.
“O público na sua maioria da periferia de São Paulo. No ano passado, eles tiveram que se deslocar pro centro da cidade. A gente achava importante fazer no Theatro Municipal, com aquela gradiosidade, um lugar bastante simbólico e no momento representativo porque estávamos ali completando 99 anos da Semana de Arte Moderna, e estávamos finalmente ocupando da forma que Mário de Andrade imaginou, com artistas negros e com uma plateia de pessoas de baixa renda”, disse em entrevista na rádio.
Neste ano, a ideia é rodar pelo país, permitindo que cada vez mais pessoas possam assistir aos espetáculos. “Espero que esteja aí algum patrocinador nos ouvindo e a gente vai levar”, avisou o comediante, animado com a proposta.
O encontro de apenas comediantes negros fica sob a curadoria do ex-Casseta e Planeta, que propõe uma diversidade de sotaques, abrindo espaço para vivências e para a vasta riqueza da cultura humorística dos pretos e pretas, se apresentando a um público de todas as cores.
O nome do projeto foi uma criação da humorista Paloma Santos.Ela propôs o trocadilho em relação ao movimento Black Lives Matter, tornando-se entãoBlack Laughs Matter. Traduzido para Risadas Pretas Importam.