O território Kalunga, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, deu início ao processo de tombamento conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com o Sebrae. A medida promete reforçar a proteção das cerca de 8 mil pessoas que vivem na maior área quilombola do país.
São mais de 260 mil hectares de Cerrado preservado e 39 comunidades distribuídas entre os municípios de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás. O território Kalunga é apontado pelo governo federal e por pesquisadores que estudam a região há décadas como o maior quilombo do Brasil. Suas paisagens de rios, cachoeiras e veredas se tornaram rota central do turismo de base comunitária no Centro-Oeste.
Foi nesse cenário que o Iphan e o Sebrae assinaram, em 26 de março, um convênio de cooperação técnica e financeira para conduzir o tombamento. O acordo segue a Portaria nº 135/2023, norma que estabelece um rito específico para a proteção de territórios quilombolas, e tem validade prevista até 2028.
A primeira etapa será a elaboração de um inventário detalhado dos bens culturais materiais e imateriais da região, somado ao mapeamento das potencialidades econômicas das comunidades. Esse material vai compor o dossiê de tombamento, peça central do reconhecimento.
O cronograma inclui visitas técnicas, reuniões com as associações Kalunga e oficinas de campo. Nesses encontros, moradores vão compartilhar conhecimentos tradicionais sobre agricultura, festas religiosas, modos de cura e a história de ocupação do território. A proposta é que os próprios Kalunga sejam protagonistas na definição do que precisa ser registrado e protegido, sem que o processo fique restrito a consultores externos e órgãos estatais.
Para lideranças locais ouvidas pela imprensa regional, o tombamento funciona como mais uma camada de proteção em um território historicamente marcado por conflitos de terra, grilagem e pressões para a expansão de empreendimentos turísticos e do agronegócio. O reconhecimento como patrimônio cultural nacional dificulta iniciativas que desrespeitem o modo de vida das comunidades ou causem danos irreversíveis ao Cerrado. A titulação definitiva das áreas quilombolas segue como demanda em aberto.
O processo também reabre o debate sobre o modelo de desenvolvimento da Chapada dos Veadeiros, hoje um dos destinos mais cobiçados do ecoturismo brasileiro. Especialistas defendem que a combinação entre agricultura familiar, turismo comunitário e proteção do patrimônio cultural pode garantir renda e autonomia para as famílias Kalunga, ao mesmo tempo em que preserva o bioma e a memória da resistência negra construída ao longo de séculos.
Ainda não há data definida para a conclusão do tombamento. As etapas técnicas devem avançar até 2028, com possíveis ajustes conforme as condições de acesso e o ritmo das atividades nas comunidades. Até lá, o território Kalunga seguirá no centro de uma disputa simbólica e política sobre o futuro do maior quilombo do país. Para quem vive na terra, esse futuro passa por um direito que antecede qualquer convênio: o de permanecer e decidir sobre os próprios caminhos.
Dez anos depois de sua última aparição no Met Gala, Beyoncé retornou ao Metropolitan Museum of Art, em Nova York, na noite desta segunda-feira (4) como se nunca tivesse saído, e como se soubesse exatamente o peso de cada segundo daquele reencontro. A cantora de 44 anos assumiu o posto de coanfitriã da noite ao lado de Nicole Kidman, Venus Williams e Anna Wintour, cruzou o tapete bege pela primeira vez desde 2016 e ainda trouxe consigo o marido Jay-Z e a filha Blue Ivy, de 14 anos, que fez sua estreia oficial no evento mais exclusivo da moda mundial, com autorização especial dos organizadores, já que o baile é restrito a maiores de 18 anos.
O look do tapete
A escolha do visual para a chegada não deixou dúvidas sobre o nível de intenção por trás de cada detalhe. Beyoncé apostou em um vestido nude personalizado assinado por Olivier Rousteing, cravejado com um esqueleto de diamantes na parte frontal, complementado por uma cauda dramática de plumas em degradê que varria o chão a cada passo. Milhares de cristais foram meticulosamente dispostos para traçar as linhas anatômicas do corpo, criando uma fusão entre arte de vanguarda e alta-costura que respondia de forma cirúrgica ao tema da noite, Fashion Is Art. Ao lado dela, Blue Ivy surgiu impecável em um vestido tomara-que-caia creme da Balenciaga, com jaqueta esportiva e sapatos cintilantes que equilibraram juventude e sofisticação, e roubaram parte dos flashes da mãe, sem cerimônia.
Fotos: Getty Images
A foto das três gerações no topo das escadarias do museu, Beyoncé, Jay-Z e Blue Ivy posando juntos sob as luzes do Metropolitan, já circula como uma das imagens mais comentadas da noite, e o público vai falar sobre ela por semanas. Havia ali algo que nenhum stylist consegue planejar: a energia de uma família que entende o momento histórico que está vivendo e o abraça sem vacilar.
A troca de look dentro do museu
Se o vestido de esqueleto já era difícil de superar, Beyoncé provou que estava apenas aquecendo. Já dentro do museu, longe das câmeras do tapete e diante dos convidados mais selecionados do planeta, a cantora trocou o conjunto de Rousteing por um look preto deslumbrante: um número customizado de Robert Wun Couture com saia sereia, véu combinando e cristais do decote à barra. O efeito foi o de uma segunda chegada, desta vez, para quem estava do lado de dentro. Ao aparecer ao lado de Nicole Kidman e Venus Williams na frente do Temple of Dendur, Beyoncé entregou o que a moda chama de declaração: não existe um look de gala quando você é a gala.
Fotos: Getty Images
A parceria com Rousteing e o peso da lealdade
A escolha de Olivier Rousteing para assinar o look de entrada não foi por acaso nem por conveniência de agenda. “Ele tem sido muito leal a mim, e já criamos tantos looks icônicos juntos”, disse Beyoncé à Vogue no tapete vermelho, deixando claro que o vestido era também uma homenagem ao estilista. A declaração carrega um subtexto importante: Beyoncé não escolhe parceiros, ela constrói histórias com eles. E Rousteing, diretor criativo da Balmain, é personagem recorrente nessa narrativa desde os tempos da Renaissance World Tour.
O momento com Blue Ivy
Mas foi ao falar sobre a filha que Beyoncé deixou a armadura de anfitriã de lado e mostrou a mãe. Ao ser questionada sobre o que significava estar de volta ao evento, ela disse que a experiência parecia “surreal”, destacando a presença de Blue Ivy como o centro emocional da noite. “É incrível poder compartilhar isso com ela”, acrescentou, visivelmente emocionada ao posar no topo das escadarias com Jay-Z. A menina que cresceu nos bastidores de shows históricos agora cruza um dos tapetes mais fotografados do mundo com desenvoltura, e Beyoncé estava radiante ao vê-la fazer isso. “Ela está pronta”, disse a cantora. “Vou poder experimentar o evento pelos olhos da Blue, relaxar um pouco.” Para o público, que acompanhou Blue Ivy desde o nascimento, ver essa cena foi algo próximo de uma emoção coletiva.
Foto: Getty Images
A especulação sobre o Act III
O retorno de Beyoncé ao Met Gala não chegou sozinho, ele veio acompanhado de uma das especulações mais intensas dos últimos meses no mundo da música. Desde que a cantora retirou toda a merchandise de Cowboy Carter de sua loja oficial e postou um vídeo de arquivo com Stevie Nicks nos bastidores do clipe de Bootylicious, o Beyhive entrou em estado de vigília permanente. A teoria que ganhou força é a de que o Act III, terceiro capítulo da trilogia iniciada com Renaissance em 2022 e continuada com Cowboy Carter em 2024, se inclinaria para o rock, gênero com raízes profundas na cultura negra e que Beyoncé já flertou ao longo da carreira, de colaborações com Jack White a homenagens explícitas a Tina Turner durante a última turnê.
A proximidade do Met Gala acelerou as teorias. Uma conta de fãs no X afirmou que o álbum seria anunciado durante a semana do evento e lançado no verão americano. A assessora de imprensa da cantora, Yvette Noel-Schure, respondeu com rapidez: “Isso é absolutamente falso”, escreveu, reforçando a negativa no Instagram com uma linha direta, “Nenhum álbum está chegando.” A própria mãe de Beyoncé, Tina Knowles, deu uma declaração que, dependendo de como se lê, pode ser tanto um balde de água fria quanto um aceno cuidadoso: “Não acho que vai ser semana que vem ou hoje ou amanhã, mas está chegando e é incrível.” O Met Gala passou sem anúncio musical. Mas a noite em si, os looks, a filha estreando, a família reunida sob os holofotes, funcionou como um recomeço público que o Beyhive vai destrinchar por meses em busca de pistas.
O contexto do baile
O Met Gala 2026 celebrou a exposição Costume Art, do Instituto de Moda do museu, com o dress code Fashion Is Art como convite para que os convidados expressassem sua relação pessoal com a moda enquanto forma de arte. O curador Andrew Bolton descreveu o objetivo da noite como celebrar o corpo vestido como centro de toda expressão cultural, o que transformou cada look no tapete em argumento, não apenas em estética. Nesse cenário, Beyoncé não apenas cumpriu o dress code: ela o definiu. A última vez que havia cruzado aquele tapete foi em 2016, com um vestido de látex nude da Givenchy Haute Couture para a edição Manus x Machina. Dez anos depois, ela voltou com dois looks, uma filha debutante e a sensação de que o capítulo que vem a seguir, na moda, na música, na vida, vai ser o maior de todos.
A base alimentar do Brasil enfrenta, periodicamente, ataques que tentam desqualificar o prato mais popular do país. Discursos recentes têm tentado classificar o arroz e o feijão como “ração”ou alimento de baixo valor, em uma tentativa de elevar padrões gastronômicos estrangeiros em detrimento da soberania alimentar nacional.
Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, dois especialistas destacam como essa combinação garante não apenas técnica, mas a nutrição completa.
O nutricionista Rafa Bastos (@rafabastosnutri) rebate a desinformação nutricional e a desqualificação cultural que cercam o tema. Ele pontua que essa dupla não é aleatória; faz parte da história, da mesa e do cotidiano da população. Chamar arroz e feijão de ração é uma forma de atacar a base alimentar do povo negro e do povo pobre, a mesma comida que sustentou gerações inteiras e continua sendo o pilar da saúde pública no Brasil.
Entre os mais vulneráveis há uma queda no consumo dessa combinação. Esse fenômeno é impulsionado por uma transição alimentar que privilegia ultraprocessados e dietas de exclusão sem base científica. A demonização da comida de verdade ignora que a deficiência hormonal ou problemas de saúde não advêm do prato tradicional, mas do contexto geral de uma alimentação cada vez mais industrializada e distante das raízes.
Técnica e ancestralidade no prato
A gastronomia brasileira encontra sua sofisticação justamente na simplicidade técnica e no aproveitamento integral dos insumos. O gastrólogo Joélho Caetano (@joelhocaetano) demonstra como a cozinha quilombola opera na lógica do desperdício zero e da potência de sabor. Através de pratos como o baião de dois e o caldinho de feijão preto, ele prova que o arroz e o feijão são veículos de criatividade e preservação histórica.
No preparo do baião de dois, Joélho utiliza elementos como a manteiga da terra, a cebola roxa e o alho pilado para criar uma camada de sabor que acolhe o feijão e o arroz. O uso do caldo de cozimento do próprio grão para cozinhar o arroz não é apenas uma técnica de sabor, mas um método de preservação de nutrientes e respeito ao ingrediente. A adição do queijo coalho e do cheiro verde finaliza um preparo que, no quilombo, é reconhecido como um alimento completo que alimenta famílias inteiras com dignidade e prazer.
O reaproveitamento também é uma forma de alta gastronomia popular. O caldinho de feijão, feito a partir das sobras do almoço, ganha nova vida com o refogado de pimenta de cheiro e a textura conferida pela batata inglesa. É uma culinária que entende o tempo e a transformação dos alimentos, transformando o que seria descarte em uma entrada sofisticada e nutritiva.
O PF como patrimônio
Defender o arroz e feijão, ou o tradicional prato feito (PF), é defender a soberania nacional. Enquanto a gastronomia europeia é frequentemente vendida como o único lugar da técnica e do refinamento, a cozinha preta brasileira mostra que a sofisticação está na capacidade de criar complexidade sensorial com o que a terra oferece.
A discussão vai além do sabor e atinge as políticas públicas, como a merenda escolar. Manter esses ingredientes no centro da dieta é garantir que as próximas gerações tenham acesso a uma nutrição equilibrada e culturalmente situada. O arroz com feijão é a nossa tecnologia de sobrevivência e a nossa maior expressão de identidade.
Esta matéria faz parte da parceria TikTok x Mundo Negro x Guia Black Chefs.
Feijão-fradinho, cebola e sal no acarajé; farinha de mandioca, leite de coco e camarão no vatapá; azeite de dendê unindo os dois: três pratos com um fio condutor e uma cozinha que o IPHAN reconheceu como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2005, mas que o mercado ainda trata como culinária de segunda categoria. É esse argumento que a chef Bianca Oliveira (@chefbiancaoliveira) desenvolve nos vídeos da campanha #IngredientePrincipal, iniciativa global do TikTok que estreou no Brasil em parceria com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs, reunindo 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição.
O dendê no centro
De todos os ingredientes do trio, o azeite de dendê é o mais atacado, alvo de uma narrativa sobre colesterol alto alimentada durante décadas pela indústria de óleos vegetais refinados que concorre diretamente com ele nas prateleiras. O que a pesquisa mostra é diferente: o dendê é rico em carotenoides, fontes de pró-vitamina A, e em vitamina E nas formas de tocoferóis e tocotrienóis, compostos com ação antioxidante que protegem as células de danos oxidativos. Estudo publicado na revista Segurança Alimentar e Nutricional, da Unicamp, mostrou que o azeite mantém sua concentração de vitamina A mesmo após o processamento térmico, o que o torna fonte viável no combate à hipovitaminose A. É com esses dados que Bianca responde ao mito nos vídeos da campanha: “Ele é muito mais saudável do que qualquer óleo vegetal”, afirma a chef, que usa o dendê como insumo central da sua cozinha e como argumento direto contra o apagamento da culinária afro-brasileira.
Técnica que o mercado subestimou
O acarajé chegou ao Brasil no período colonial pelas mãos das mulheres africanas escravizadas, que adaptaram o akará iorubá com os ingredientes disponíveis aqui, resultando numa receita de feijão-fradinho, cebola e sal, moídos e fritos no dendê quente até formar o bolinho crocante por fora e macio por dentro. “O acarajé é feito apenas de feijão-fradinho, cebola e sal, e é um dos alimentos mais nutritivos que temos na culinária afro-brasileira”, diz Bianca, que fecha o trio com o vatapá numa versão sem glúten, feita com farinha de mandioca no lugar do pão, incorporada à base como um pirão até atingir o ponto correto, tornando o prato acessível para pessoas com intolerância sem abrir mão da receita original. O leite de coco extraído diretamente do coco fresco, batido com água morna e coado, completa o preparo com qualidade nutricional que o produto industrializado, carregado de sódio e aditivos, não oferece.
A chef que comanda a Casa do Dendê
Nascida em Salvador e radicada em Aracaju, Bianca Oliveira é mulher preta, lésbica, mãe solo e filha de axé cuja formação não veio de escolas tradicionais de gastronomia, mas das suas origens e da reconexão com a ancestralidade, tendo a Chef Sol como mentora. O que começou com marmitas virou a Casa do Dendê, espaço que ela comanda em Aracaju como referência da cozinha afro-brasileira na capital sergipana, com acarajé, abará e feijoada preparados sempre com o dendê como fio condutor. Finalista do Top 10 da Expo Favela e embaixadora do Fundo Agbara, do Sebrae e do Instituto Rainhas, ela resume o que o trio representa: “Uso a minha cozinha com a história e a cultura africana, desenvolvendo um trabalho de fortalecimento da identidade negra e da ancestralidade.” O acarajé, o vatapá e o dendê não são símbolos folclóricos, são técnica, nutrição e memória com endereço preciso na história do Brasil.
Acompanhe os conteúdos da campanha no TikTok @sitemundonegro e no portal Mundo Negro. #IngredientePrincipal #TheMainIngredient #AcarajéPatrimônio #AzeiteDeDendê #GuiaBlackChefs #MundoNegro
A natureza oferece uma abundância que muitas vezes ignoramos ao caminhar pelas calçadas ou observar o fundo do quintal. Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, os especialistas Ronaldo Assis, Bruna Crioula e Luiza Felix, falam sobre como as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e ervas crioulas são o alicerce de uma autonomia alimentar que resiste ao apagamento promovido pelo sistema industrial.
Como explica a pesquisadora e cozinheira Luiza Felix (@felixluiza), as PANCs são plantas com partes comestíveis que não costumam estar nas prateleiras dos grandes mercados. Essas “plantas selvagens” crescem com facilidade, sem necessidade de manejo complexo ou agrotóxicos. Elas podem ser raízes, frutos, folhas ou flores com alto valor nutricional e medicinal. Exemplos como a vinagreira, a capuchinha e o dente-de-leão faziam parte do cotidiano de nossos antepassados muito antes da dominância dos ultraprocessados.
Para a nutricionista Bruna Crioula (@brunacrioula), o termo “não convencionais” pode ser lido como “não colonizadas”. Ela defende que a cidade é um pomar e que a coleta urbana é um direito à cidade e ao conhecimento do bioma local. Colher uma manga na calçada ou buscar a ora-pro-nóbis que cresce espontaneamente nos muros é um ato de nutrição inteligente e ancestral. Aproveitar o auge das safras para criar conservas e chutneys é uma estratégia para garantir variedade alimentar o ano todo, reduzindo a dependência da indústria.
o afrochef Ronaldo Assis (@afrochefronaldoassis) destaca o poder das ervas crioulas, aquelas que as avós e tias guardavam com sabedoria no fundo do quintal. Entre as menos exploradas comercialmente, mas de grande potência sensorial, estão:
Alfavaca: Essencial para trazer frescor e aroma.
Quiôiô: Uma erva versátil que transforma pratos da moqueca ao feijão.
Língua de Vaca: Folha potente para refogados e preparos caseiros.
Ronaldo reforça que essas ervas trazem cor, cura e intensidade às refeições, sendo a base de temperos artesanais que o mercado convencional não consegue oferecer.
Resgatar o uso dessas plantas é fortalecer a soberania alimentar através do conhecimento. Ao olhar para o que nasce livremente, reconectamos nossa mesa com a terra e com a história de muitos povos que sempre souberam que a verdadeira riqueza cresce no quintal.
Esta matéria integra a campanha #IngredientePrincipal #TheMainIngredient, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs.
Acompanhe os chefs nas redes: @brunacrioula, @afrochefronaldoassis e @felixluiza.
O prato dos brasileiros no dia a dia ainda não contém toda a biodiversidade que temos no nosso país. Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, dois nutricionistas revelam diversas frutas que estão nos quintais, nas calçadas e nas feiras, mas que sumiram dos cardápios de muitas famílias.
O jamelão por exemplo, também conhecido como jambolão, a nutricionista Bruna Crioula (@brunacrioula) destaca que é uma fruta de cor roxa intensa que frequentemente pinta as calçadas das cidades brasileiras, não encontrada nos mercados. Embora seja originário da Índia, ele se adaptou perfeitamente ao clima local. Mais do que uma árvore de sombra, o jamelão carrega uma história de potência e identidade.
O nutricionista Rafa Bastos (@rafabastos) destaca que o fruto é um símbolo de resistência negra. O apelido do cantor José Bispo Clementino dos Santos, o eterno Jamelão da Mangueira, nasceu de uma tentativa racista de diminuir suas características físicas pela cor da fruta. Ele, contudo, transformou o rótulo em grandeza, tornando-se uma das vozes mais inesquecíveis do samba. Nutricionalmente, a fruta é rica em antocianinas, antioxidantes que auxiliam na proteção cardiovascular e no combate a radicais livres.
No coração da Caatinga, o umbu resiste como um dos símbolos mais fortes do sertão nordestino. Seu nome vem do tupi “y-mbu”, que significa árvore que dá de beber, uma referência à capacidade das suas raízes de armazenar água para enfrentar as secas.
Rafa aponta que o umbu nunca foi apenas uma fruta, mas uma estratégia de sobrevivência e cultura. Historicamente, há relatos de que Lampião e seu bando utilizavam a sombra e a água das raízes dos umbuzeiros para se esconder e resistir no semiárido. Hoje, além de alimentar famílias com sucos e a tradicional umbuzada, a fruta movimenta a economia da agricultura familiar na região.
Sazonalidade e Diversidade no Prato
Bruna Crioula traz o olhar para a inteligência de respeitar a safra. A acerola, por exemplo, quando consumida na época certa, é mais barata, saborosa e nutritiva. Para nutricionista, entender os ciclos da natureza é uma forma de autonomia alimentar. Ela explora a diversidade em preparos criativos, como o uso do jambolão para quebrar narrativas de que frutas “de rua” não pertencem à gastronomia, ou a combinação inusitada de chutney de manga com ora-pro-nóbis, unindo o doce da fruta ao potencial proteico da PANC (Planta Alimentar Não Convencional).
O desaparecimento dessas frutas dos cardápios reflete um distanciamento da nossa própria biodiversidade. Priorizar o que é local e da estação é um ato político e cultural. Quando falamos de comida, não estamos falando apenas de nutrientes, mas de território, memória e identidade.
Esta matéria integra a campanha #IngredientePrincipal #TheMainIngredient, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs.
Acompanhe os chefs nas redes: @brunacrioula e @rafabastosnutri
Antes da sustentabilidade ganhar notoriedade em debates sobre o meio ambiente, a prática do reaproveitamento de alimentos já existia por sabedoria ou necessidade. Cascas, talos e sementes não são vistos como resíduos, mas como ingredientes potentes, repletos de sabor e história. Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, os chefs Joélho Caetano, Gerson Fernandes e Lucas Amâncio mostram como transformar o que seria descartado em pratos deliciosos.
O chef Lucas Amâncio levanta um questionamento fundamental: “Isso é lixo ou ingrediente?”. Para ele, o desperdício zero não é uma moda passageira, mas uma forma de respeito por quem plantou e por quem pagou pelo alimento. Lucas ressalta que talos de ervas, como o coentro, concentram muito sabor para refogados, e sementes de abóbora podem ser transformadas em petiscos nutritivos, combatendo diretamente o desperdício doméstico e profissional.
Essa visão também é aprofundada por Gerson Fernandes, que utiliza o que chama de “sobras inteligentes” para criar bases da alta gastronomia. O chef ensina que cascas de camarão, quando douradas e deglaçadas com vinho branco e extrato de tomate, transformam-se num bisque — um “ouro líquido” essencial para risotos e massas. Da mesma forma, talos e cascas de cenoura, cebola e alho-poró são a base para um fundo de legumes extraído lentamente, provando que casca também é sinônimo de sabor.
A ancestralidade é destacada pelo chef Joélho Caetano. Na cozinha do seu quilombo, a premissa é clara: da banana aproveita-se tudo, até a casca. Ele apresenta uma técnica minuciosa onde as cascas de banana são desfiadas e hidratadas no vinagre por cerca de dez minutos antes do preparo. Refogadas com cebola, alho, louro e finalizadas com molho de tomate e queijo muçarela para garantir cremosidade, as cascas transformam-se numa “carne” vegana que carrega memória e identidade cultural.
Além da inovação com a banana, Joélho resgata o valor das refeições cotidianas, como o arroz mexido com as sobras do dia anterior e o caldinho de feijão preto enriquecido, reforçando que a inteligência culinária das nossas avós sempre soube extrair o máximo de cada ingrediente.
Valorizar essas práticas é reconhecer que o “zero desperdício” é uma tecnologia social de resistência. Ao trazer esses elementos para o centro do prato, os chefs do Guia Black Chefs não estão apenas seguindo uma tendência global, mas reivindicando um legado que sempre pertenceu à culinária negra, provando que o futuro da alimentação reside no respeito absoluto ao ciclo integral da natureza.
Esta matéria integra a campanha #IngredientePrincipal #TheMainIngredient, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs.
Acompanhe os chefs nas redes: @chefgersonfernandes, @cheflucasamancio e @joelhocaetano
Bruno Manoel (@preto_na_cozinha) pega quatro espigas de milho, separa a palha, bate a polpa com açúcar e manteiga e transforma tudo em pamonha em menos de 30 minutos. A receita parece simples, mas o que ele mostra nos vídeos da campanha #IngredientePrincipal vai além da técnica: o milho, antes de virar símbolo de festa junina, foi alimento central na mesa indígena e afro-brasileira por séculos.
O projeto é uma iniciativa global do TikTok que escolheu o Brasil para sua estreia, em parceria com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs, reunindo 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Bruno é um deles.
Da palha ao saquinho
Pernambucano, nascido em Paulista e radicado no Recife, Bruno Manoel perdeu a mãe aos 16 anos e começou vendendo docinhos com a irmã. Anos depois, foi uma receita de queijadinha publicada nas redes que abriu as portas para uma carreira que hoje soma quase 1 milhão de seguidores no Instagram, a vitória no reality “Que Delícia”, do Mais Você, e a participação no “Chef de Alto Nível”, ambos da TV Globo. Formado pela Le Cordon Bleu, ele construiu um trabalho voltado para tornar a culinária nordestina acessível sem esvaziar sua história.
É essa lógica que ele aplica ao milho. No vídeo da pamonha, Bruno mostra que o processo começa na escolha da espiga, passa pelo aproveitamento integral da palha para fazer o saquinho e termina com o cozimento em água fervente por 20 a 25 minutos. “Tá cansado de tá comendo bolacha, pão? Vai ali comprar quatro espigazinhas de milho, faz uma pamonha, tu tem o que tomar café”, diz. A canjica segue a mesma lógica: poucos ingredientes, tempo de preparo acessível e memória afetiva no resultado.
O milho antes da festa junina
O que o calendário junino popularizou como entretenimento sazonal tem raízes muito mais antigas. O milho chegou à mesa brasileira muito antes da colonização portuguesa, cultivado por povos indígenas que o usavam como base alimentar em diferentes formas: farinha, bebida, mingau, bolo. Com a diáspora africana, o grão foi incorporado à cozinha afro-brasileira e ganhou novos contornos, aparecendo em preparos como a canjica, associada a celebrações e à partilha coletiva. O que a festa junina fez foi recortar esse alimento de sua origem e colá-lo num contexto de folclore regionalizado, apagando a camada indígena e negra que o sustenta.
Bruno Manoel desfaz esse recorte ao mostrar a pamonha e a canjica como receitas do cotidiano, não de festa. Pratos que cabem numa terça de manhã, num café com a família, num inverno qualquer no Nordeste.
Ingrediente que une
O milho é também um dos alimentos mais democráticos da mesa brasileira: está na pamonha pernambucana, na canjica baiana, no curau paulista, no angu mineiro e no cuscuz nordestino. Essa presença transversal é o que o conecta diretamente ao conceito do #IngredientePrincipal: um alimento que atravessa regiões, classes e gerações sem perder sua raiz.
Acompanhe os conteúdos da campanha no TikTok @sitemundonegro e no portal Mundo Negro. #IngredientePrincipal #TheMainIngredient #MilhoNaMesaNegra #CozinhaNordestina #GuiaBlackChefs #MundoNegro
Feijão-fradinho, azeite de dendê, camarão e cebola. Quatro ingredientes que, juntos, formam o omolocum, prato sagrado de Oxum preparado nos terreiros de candomblé há séculos. O que para muitos parece ritual exótico é, na prática, um sistema alimentar com lógica nutricional, calendário próprio e função social comprovada. Três profissionais negras debatem esse tema na campanha #IngredientePrincipal, iniciativa global do TikTok que o Brasil inaugura em parceria com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs.
Sistema alimentar, não folclore
Iyá Sônia Oliveira (@iyasoniaoliveira) explica que cada ingrediente do omolocum tem uma função precisa: o feijão-fradinho é rico em fibras, o dendê concentra vitaminas A e E, o camarão oferece proteína com baixo teor de gordura e a cebola é fonte de vitamina C e vitaminas do complexo B. “Valorizar pratos tradicionais como o Omolocum é valorizar a cultura, ciência e saúde. Nutrir o corpo também é nutrir a nossa identidade e a nossa história”, afirma. O que os terreiros já praticavam há gerações, a ciência da nutrição levou décadas para sistematizar. Além disso, a cozinha de terreiro obedece a um calendário ritual rigoroso: cada orixá tem seus pratos, seus dias e seus ingredientes específicos, o que configura, muito antes de qualquer tendência contemporânea, um modelo de alimentação sazonal e funcional.
Da marmita ao aquilombamento
Em Aracaju, Bianca Oliveira (@user031374378) transformou esse entendimento em espaço físico. A Casa do Dendê, que ela idealizou e conduz, nasceu de marmitas e se tornou referência de cozinha afro-brasileira na capital sergipana, servindo acarajé, abará e feijoada sempre com o azeite de dendê como fio condutor. Chef “soterosergipana”, nascida em Salvador e radicada em Aracaju, Bianca é mulher preta, lésbica, mãe solo e filha de axé, cuja formação não veio de escolas tradicionais de gastronomia, mas das suas origens e da reconexão com a ancestralidade. “Uso a minha cozinha com a história e a cultura africana, desenvolvendo um trabalho de fortalecimento da identidade negra e da ancestralidade”, diz. Finalista do Top 10 da Expo Favela e embaixadora do Fundo Agbara e do Sebrae, ela chegou à campanha com uma cozinha que já é, por si mesma, um manifesto: o dendê não faz mal, o acarajé não é comida menor e o terreiro nunca foi lugar de atraso.
Fome, terreiro e política
A dimensão coletiva da cozinha sagrada é o que orienta a pesquisa de Bruna Crioula (@brunacrioula), nutricionista, mestra em ciências sociais e matrigestora da Crioula Curadoria Alimentar. Ela mapeia como a comida de terreiro funcionou historicamente como rede de segurança alimentar para populações negras periféricas, uma estratégia de enfrentamento à fome que o discurso dominante nunca nomeou como tal. Bruna escolheu a nutrição ainda no ensino médio, após um trabalho escolar sobre a fome, mas encontrou no curso uma lacuna que a desafiou: referências negras e discussões sobre saúde da população negra simplesmente não existiam na grade. A resposta foi construir uma formação paralela, transitando por jornalismo, ciências sociais e economia, até articular o que ela define como alimentação numa afroperspectiva. “Ancestralidade alimenta e esse despertar para nossas heranças e memórias agroalimentares é a nutrição que me representa”, resume.
O que une Iyá Sônia, Bianca e Bruna é o mesmo diagnóstico: o racismo religioso no Brasil também opera na mesa, ao demonizar o dendê, subestimar o acarajé e ignorar a sofisticação nutricional dos pratos sagrados. As três respondem a isso com prática, pesquisa e cozinha no fogo aceso.
Os conteúdos da campanha estão disponíveis no TikTok @sitemundonegro e no portal Mundo Negro. #IngredientePrincipal #TheMainIngredient #ComidaSagrada #CozinhaDeTerreiroé #RacismoReligioso
A mandioca (Manihot esculenta) é cultivada no Brasil há mais de quatro mil anos. Está presente na culinária brasileira desde antes da chegada dos portugueses ao país em 1500 e, segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo em “História da Alimentação no Brasil” (1983), é o chamado “pão da terra”, alimento estruturante de povos indígenas, quilombolas e comunidades negras periféricas. Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, três chefs mostram como essa mesma raiz se desdobra em formas completamente distintas, atravessando regiões e técnicas sem perder a memória de quem a cultivou.
A sabedoria fermentada do quilombo
O chef @joelhocaetano, que cozinha a partir de sua vivência em comunidade quilombola no Ceará, apresenta a puba, também chamada de carimã, como ingrediente central de sua cozinha. A puba é a massa resultante da fermentação natural da mandioca: a raiz descascada fica submersa em água por sete dias até amolecer, é então lavada e ralada para obtenção da massa. O processo, que parece simples, carrega uma lógica nutricional sofisticada desenvolvida pelos povos originários.
A fermentação resolve um problema central: a mandioca brava contém ácido cianídrico em concentração que pode chegar a 450 miligramas em 100 gramas de raiz, tornando-a tóxica. O processo de fermentação neutraliza esse componente e transforma a raiz em puba, um alimento com mais de 116 lactobacilos. Esse conhecimento não veio de laboratório. Veio dos quilombos.
No vídeo da campanha, Joélho prepara um creme de carimã: leva ao fogo leite, açúcar, cravo e erva-doce, incorpora a massa puba e finaliza com gema de ovo antes de peneirar. “O ingrediente principal é aquele que conta história, traz sabores e utiliza os ingredientes que nos trazem memórias afetivas”, afirma o chef.
O estudioso Câmara Cascudo registrou que carimã é o mesmo que farinha d’água, farinha de puba e mandioca mole, ingrediente base para mingaus e doces clássicos do Norte e Nordeste, como o bolo Souza Leão pernambucano. O creme de Joélho é parte dessa mesma linha histórica, atualizada nas mãos de quem viveu o quilombo.
Da farinha ao prato: a técnica que a Bahia consagrou
A chef @bianca.oliveirachef trabalha com a mandioca a partir de outra entrada: a farinha como substituta do pão na receita do vatapá. O prato tem origem na África Ocidental e chegou ao Brasil por meio dos Iorubá, que o chamavam de ehba-tápa, desembarcando na Bahia onde o dendê foi incorporado à receita. Ao longo dos séculos, a farinha de mandioca se estabeleceu como alternativa natural ao pão em muitas versões regionais.
O vatapá é uma comida baiana desenvolvida no Brasil e representa uma ligação ancestral, um elo de resistência ao longo dos tempos para o povo preto, sendo a culinária baiana responsável pelo sustento de muitas famílias negras baianas.
A versão de Bianca é voltada para pessoas com intolerância ao glúten: a base do vatapá é preparada normalmente e, ao atingir fervura, a farinha de mandioca substitui o pão no papel de espessante, chegando ao mesmo ponto cremoso da receita tradicional. “É um vatapá extremamente leve e que você pode fazer facilmente”, explica a chef. A substituição não é adaptação menor, é reconhecimento de que a mandioca sempre esteve lá.
Milho, memória e raiz nordestina
O chef @brunomanoel_chef fecha o trio com a canjica, prato que aproxima a mandioca do milho na lógica da cozinha preta nordestina. O milho, assim como a mandioca, foi cultivado nos quilombos do Brasil como base da vida econômica e alimentar das comunidades que resistiram ao sistema escravocrata. Ambas as raízes compartilham o mesmo papel histórico: alimentar quem o sistema tentou fazer passar fome.
Para Bruno, a canjica não é sobremesa. “Canjica não é sobremesa não, visse? É uma memória quente servida numa tigela. É raiz, não é luxo não. É sobre continuidade.” A receita leva milho batido com leite de coco e cozinhado em fogo baixo até engrossar, processo que carrega tanto a técnica quanto a afetividade de quem aprendeu na infância.
Uma raiz, muitos saberes
O que Joélho, Bianca e Bruno mostram juntos é que a mandioca não é um ingrediente único. É uma família de saberes que se ramifica conforme quem a maneja: a puba fermentada do quilombo cearense, a farinha que sustenta o vatapá baiano, o milho que vira canjica no Nordeste. No Norte e Nordeste os beijus, farinhas e gomas são alimentos diários que compõem praticamente todas as refeições do dia, mostrando como cada região adaptou o cultivo e uso culinário da mandioca à sua realidade.
Tratar essa raiz como ingrediente simples ou pobre é ignorar a sofisticação técnica de quem a dominou por séculos sem precisar de escola de gastronomia para isso.
Esta matéria integra a campanha #IngredientePrincipal #TheMainIngredient, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs.
Acompanhe os chefs nas redes: @joelhocaetano, @bianca.oliveirachef e @brunomanoel_chef.
Para proporcionar uma melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento com essas tecnologias nos permite processar dados como comportamento da navegação ou IDs exclusivos neste site. O não consentimento ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinados recursos e funções.
Funcional
Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o objetivo legítimo de permitir o uso de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou usuário, ou para o único objetivo de realizar a transmissão de uma comunicação por uma rede de comunicações eletrônicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Estatísticas
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes.O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins de estatísticas anônimas. Sem uma intimação, conformidade voluntária do seu provedor de serviços de internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou coletadas apenas com esse objetivo geralmente não podem ser usadas para identificar você.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário, para criar perfis de usuário para enviar publicidade, ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites com objetivos de marketing semelhantes.