Circuito começa em Salvador, passa pelo Rio de Janeiro e termina em São Paulo, com expectativa de reunir 1,5 mil profissionais, executivas e empreendedoras
O Festival Pacto das Pretas realiza sua quinta edição neste mês de julho com um circuito dedicado à liderança, ao empreendedorismo e à participação de mulheres negras em espaços de decisão. A programação começa em Salvador, no dia 17, passa pelo Rio de Janeiro, no dia 21, e termina em São Paulo, no dia 24.
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Com o tema “Movimento: Mulheres Negras Criando”, o festival prevê reunir presencialmente cerca de 1,5 mil executivas, empreendedoras, lideranças sociais, representantes do poder público e profissionais ligados à inovação, à economia criativa e à governança corporativa.
O evento realizado pelo Pacto de Promoção da Equidade Racial integra a agenda do Julho das Pretas e do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. A proposta é ampliar as conexões entre mulheres negras e diferentes setores da sociedade, com atenção à presença dessas profissionais em cargos executivos, conselhos de administração e espaços de formulação de políticas públicas.
O Pacto das Pretas é uma rede formada por mulheres negras e organizada em torno de ações antirracistas, formação de lideranças, valorização profissional e construção de políticas públicas voltadas às necessidades desse grupo. No festival, essa atuação se traduz em painéis, conferências e workshops distribuídos entre os períodos da manhã e da tarde.
Liderança, tecnologia e acesso a espaços de decisão
A programação vai abordar inteligência financeira, desenvolvimento de carreiras executivas, inovação tecnológica, empreendedorismo, economia criativa, segurança jurídica e políticas de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça.
A atriz e empresária Isabel Fillardis e a escritora e comunicadora Luna Vitrolira estão entre as lideranças que participam do circuito. Os encontros também devem aproximar profissionais negras de representantes de empresas, organizações sociais, universidades e instituições públicas, promovendo trocas de experiência.
Para Wânia Sant’Anna, historiadora e presidente do Conselho Deliberativo do Pacto, o objetivo é fortalecer o protagonismo das mulheres negras por meio da criação de oportunidades e da ampliação das conexões entre diferentes setores.
“Nosso objetivo é fortalecer o protagonismo feminino negro por meio de diálogos estratégicos, geração de oportunidades, desenvolvimento de lideranças e ampliação de conexões”, afirma.
Festival apresenta plataforma voltada à formação antirracista
A edição de 2026 também marcará o lançamento da Black Hub, plataforma digital voltada à educação antirracista, à cultura e ao desenvolvimento profissional. O ambiente reunirá conteúdos, publicações e projetos elaborados para apoiar empresas, organizações e profissionais na adoção de práticas comprometidas com a equidade racial.
A plataforma também abrigará o livro “Vozes que Ocupam”, coletânea composta por 16 crônicas inéditas. A obra reúne textos de nomes da cultura, da comunicação, da educação e da sociedade brasileira, como Rodrigo França, Érica Januza, Diogo Almeida, Dom Filó, Pedro Rajão e Isabel Fillardis.
Executivas selecionadas participam de imersão
O festival receberá 30 executivas selecionadas pelo Programa Pacto Transforma. A iniciativa identifica profissionais negras seniores de diferentes regiões do país e oferece formação direcionada à atuação em conselhos de administração e cargos de alto escalão.
Durante o circuito, as participantes terão uma imersão presencial e poderão estabelecer contato com outras lideranças e representantes de organizações parceiras. A proposta é ampliar a visibilidade dessas profissionais e criar caminhos para que mais mulheres negras cheguem a posições com poder efetivo de decisão.
A edição conta com apoio de empresas como Aegea, Caixa Capitalização, Banco do Brasil, Vivo, XP Inc. e Natura. Já a Black Hub foi viabilizada pela Lei Rouanet e recebeu investimento de organizações como Itaú, Caixa Capitalização, Bayer e Fujifilm.
Circuito começa em Salvador
A primeira etapa será realizada em 17 de julho, no Auditório Makota Valdina, localizado na Casa das Histórias de Salvador. Quatro dias depois, em 21 de julho, o festival chega ao Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro.
O encerramento acontece em 24 de julho, no Centro Cultural São Paulo. Na capital paulista, a programação está prevista para ocorrer das 9h às 20h. As inscrições para as três cidades são realizadas pela plataforma Sympla, mediante cadastro e disponibilidade de vagas. A etapa de São Paulo já está disponível na plataforma.
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