Na última semana, foi ao ar o episódio “O Reencontro” da segunda temporada do reality “Casamento às cegas”, o episódio serviu para os casais relatarem suas experiências no reality e revelarem para o público se o experimento deu certo ou não. Alguns spoilers sobre os casais já estavam sendo compartilhados nas redes sociais, sendo um deles o de uma suposta traição por parte de Robert.
A traição foi confirmada por Flávia no episódio, e Robert precisou falar no programa todos os detalhes do motivo que levou a separação do casal. O participante assumiu que mantinha conversas com outras mulheres em aplicativos de relacionamento, e Flávia revelou que o ex assumiu que já casado flertou pessoalmente com outras mulheres em eventos em São Paulo.
Durante o episódio de reencontro, Robert se mostrou muito arrependido e insinuou algumas vezes que estava pronto para voltar para a vida de Flávia caso a ex estivesse disposta. A reação de Robert comoveu muitas pessoas por aí, afinal, ele assumiu o erro, pediu perdão publicamente e caiu nos prantos inúmeras vezes durante 1 hora de programa.
Nas redes sociais, os internautas ficaram divididos entre “Que pena do Robert” e “Só se arrependeu porque foi descoberto”, para não deixar dúvidas sobre a atual situação do casal, Flávia fez um vídeo em seu Instagram falando desde a descoberta, até a conversa final com o ex parceiro e também deixou conselhos para mulheres que já estiveram em situações semelhantes.
“Dor de arrependimento não traz ninguém de volta e eu sou uma pessoa que decide não retornar pra lugares onde fui ferida. (…) Ele não vai receber palmas minhas após ter feito o mínimo, depois de me desrespeitar” falou Flávia sobre o pedido de perdão público que comoveu os telespectadores. “Eu fico feliz que ele tenha tido apoio (…) mas vou levantar um questionamento. E quanto o acolhimento da mulher? o acolhimento da mulher traída? Quando eu fui traída, me senti mal e ate me culpei por uma falha de conduta que não dizia respeito a mim, muitos souberam e pouquíssimas foram as pessoas que verdadeiramente me acolheram (…) e muitas vezes tive que engolir o meu choro sozinha enquanto fiquei chocada em ver os quilômetros de pano que o alecrim teve passados pra ele. Será que se eu tivesse traído esse pano seria passado pra mim?”
Flávia foi muito elogiada mas também criticada pelos internautas por manter a sua postura e respeitar a sua decisão mesmo com o ex se mostrando vulnerável em um programa de alcance nacional.
Em um dos vídeos, a professora deu uma verdadeira aula sobre amor próprio e alertou as mulheres sobre muitos pontos que ocorrem em relações hétero e monogâmicas.
“Acho importante a gente questionar a hipervalorização das lagrimas de um homem que frequentemente são vistas na sociedade como ouro e utilizado dessa forma como moedas de troca.”
Quando pensamos no mundo corporativo ainda tão branco e masculino, muitas vezes é fora deles que temos que reabastecer nossas energias, encontrando com quem se parece com a gente quando queremos planejar o futuro. Se nosso objetivo é crescer e liderar, não é em espaços embranquecidos que vamos encontrar os incentivos que precisamos.
Giovana Alves, 26, é estudante de economia de Osasco (SP) e sempre sentiu uma grande distância entre quem está construindo a carreira e quem já está no topo. Não se enxergar no seu ambiente de trabalho, o mercado financeiro só complicou ainda mais a situação. Por meio da sua conta no Instagram, ela então criou uma persona de CEO do Futuro e suas seguidoras seriam suas sócias. Não demorou muito para que isso se tornasse em um encontro de 100 mulheres.
Gioavana Alves – Foto: divulgação
“No Café nós dividimos ferramentas, trocamos mentorias, leituras, dicas para lidar com os desafios do dia a dia e nos acolhemos na sensação de ser a única naquele espaço”, diz Giovana. Conversamos com ela para conhecer mais o projeto que terá uma terceira edição em breve.
Mundo Negro – Por que Café da Sócias?
Eu comecei no meu Instagram uma persona de CEO. Sempre acreditei em liderança mas, ainda existia uma vontade de ressiginificar esse lugar e de dizer às pessoas que liderança não era sobre cargo. Eu sentia uma lacuna grande entre as lideranças e as pessoas em construção de carreira.
Então, comecei a dividir o meu dia intenso de trabalho e estudo, meu desenvolvimento no inglês e dizer para minhas seguidoras que eu sou a CEO do futuro e que todas as meninas mulheres que me seguirem seriam minhas sócias.
Daí surgiu o Café. Durante os desafios da minha carreira de CEO do futuro que nada mais é, que uma junior em desenvolvimento no presente, eu decidi reunir os meus desafios e os meus acessos e dividir com algumas das que me seguiam.
Eu estava em um programa de trainee, acessando o inglês pela primeira vez e encarando uma curva alta de desenvolvimento que muitas vezes me dava certa frustração. Eu queria um lugar seguro, com pessoas que me entendessem e que eu pudesse dividir além dos desafios, as ferramentas que eu encontrei até esse momento da minha carreira.
No final do dia, o Café virou um ambiente seguro.
Foto: Divulgação
Qual o tipo de mulheres que esse evento busca trazer e com qual objetivo?
O objetivo é reunir mulheres negras de diferentes níveis de carreira, de mercados diferentes mas que estão no mundo corporativo. A gente sabe o quão distante é o tópico carreira para nós e o quão desafiador é o dia a dia nas grandes corporações. Começar e desenvolver nesse ambiente, sem nenhum histórico familiar, é um desafio gigante.
No Café nós dividimos ferramentas, trocamos mentorias, leituras, dicas para lidar com os desafios do dia a dia e nos acolhemos na sensação de ser a única naquele espaço. Ao reunirmos “a única de cada espaço”, encontramos 100 meninas nesse propósito.
Nosso encontro é para dizer para todas essas mulheres que carreira também é para nós mulheres negras e que não importa o cargo, o momento de carreira, os desafios ou a empresa – todas são pessoas muito importantes que estão fazendo o máximo com o recurso que têm para dar conta dos desafios postos nesse processo.
Como são selecionadas as participantes?
Não estipulamos muitas regras. O principal objetivo é reunir mulheres negras em nossas pluralidade. Nosso Café não tem divulgação em massa. Nós compartilhamos nas redes um formulário de inscrição, eles se inscrevem, pagam até a data estipulada e a confirmação está feita. Na última edição tivemos 215 inscritas e nós selecionamos as 100 primeiras por ordem de inscrição e de pagamento.
Como é a programação do evento e quem organiza e banca os custos desses encontros?
A programação é feita a partir de tópicos discutidos com as sócias durante todo o ano nas mídias. Na primeira edição, falamos sobre os desafios do retorno ao escritório, da síndrome da impostora e do acolhimento.
Na segunda, dividimos narrativas de mulheres em começo de carreira versus mulheres com carreiras consolidadas , compartilhamos histórias, falamos de possibilidades de acesso, meios de desenvolvimento, cura, dicas de como lidar com o dia a dia e próximos passos para a carreira.
O evento é organizado e custeado por mim e pelas próprias sócias, onde cada uma contribui com um valor determinado para subsidiarmos nosso café.
Nós temos um grupo de trabalho com sócias que contribuem voluntariamente com a organização, decoração, identidade visual e planejamento. Eu lidero o grupo, monto a agenda e aprendo a delegar.
No primeiro evento, você consegue citar algo que te marcou? Que fez brilhar seus olhos?
No primeiro Café eu estava tomada de uma síndrome impostora muito latente. Me sentindo fraca frente aos desafios e que não daria conta do processo. Ver 50 mulheres negras saindo de suas casas num sábado de sol, quase nenhuma delas me conhecendo pessoalmente, para me ouvir falar, foi um presente. Ver tantas mulheres negras interessadas no tópico carreira, dispostas a se abrirem para isso. Quando vi aquele espaço lotado, ninguém no celular, todo mundo me ouvindo. Aquilo foi um ar!!
Além disso, outras mulheres dividiram suas vivências, compartilharam sua potência e ouvir como o café reverberou fortaleza nelas, foi uma vitória. Elas diziam: “eu precisava tanto disso, eu só não sabia!!”.
Um mês depois, uma recrutadora conhecida me ligou e disse: “Gi, estou entrevistando algumas meninas e elas te citaram com referência. Eu chorei, confesso. E entendi que o Café seria meu jeito de devolver para o coletivo, tudo de bom que eu tenho acessado nos últimos anos.
Mais informações sobre o Café das Sócios no perfil do evento no Instagram @cafedassocias
“De quem é a técnica que você usa para maquiar?”, a pergunta é também uma provocação feita pela maquiadora e cabeleireira Maxi Weber. Aos 49 anos, ela celebra as três décadas de carreira como referência no mundo da beleza, acumulando um portfólio que inclui trabalhos de maquiagem e cabelo realizados para grandes nomes do mundo da moda, como Naomi Campbell, de quem sempre foi fã.
A primeira maquiagem feita na modelo Naomi Campbell – Foto: Acervo pessoal
Antes mesmo da chegada das blogueiras que questionavam a falta de tons de base que atendessem aos diferentes tons de pele negra, ela fazia a alquimia das sombras, do blush, das bases e pincéis. Inicialmente, de maneira intuitiva e com o passar do tempo, Maxi desenvolveu uma técnica que ajudava a valorizar o rosto das modelos, negras e brancas, que maquiou pelo mundo, usando a luz e a sombra como recursos para, como ela mesmo diz, “criar beleza”.
Para compartilhar conhecimento, ela também criou a Maxi Academy e se prepara para a sua primeira master class do ano. A Maxi Master Class of MAKE DE MODA, em que ensina a técnica de maquiagem que desenvolveu e que a tornou uma referência.
Maxi Weber – foto: Arquivo Pessoal
Em conversa com o Mundo Negro, uma das maiores maquiadoras negras do país, mulher trans e pioneira no segmento, Maxi Weber compartilhou sua experiência e contou como saiu da Cohab 2, no Jardim José Bonifácio, Zona Leste de São Paulo, para assinar a maquiagem de estrelas mundiais.
“Com 14 anos comecei a trabalhar de office boy na Serasa e minha mente expandiu. A Serasa era sediada na frente do Hilton, que era o melhor hotel de São Paulo e todos os artistas que iam se apresentar no Rock in Rio daquela edição, em 87, se hospedaram lá. Então veio o clipe do George Michael com as supermodels, veio o Rock in Rio, veio Serasa, veio muita coisa, minha mente expandiu e eu comecei a pensar na moda, em conhecer a Naomi [Campbell]. Eu achava que não ia conhecer, mas tinha alguma coisa lá no fundo que estava sempre apontando. Era um insight”, comentou.
Como moradora da periferia de São Paulo, Maxi teve que enfrentar alguns obstáculos para conseguir trabalhar com a profissão que tinha mais aptidão. Desde cedo ela já gostava de maquiagem e começou a carreira maquiando pessoas trans, travestis e gays
“Eu trabalhei de office boy, de auxiliar de escritório, aí veio o exército, me alistei, foi uma fase difícil, eu saí. Sendo gay naquela época, na Cohab era muito difícil e eu sempre fui uma pessoa pra frente, então as pessoas não entendiam muito isso. Com 21 anos eu fiz um curso de cabeleireiro e vi que eu tinha facilidade para cortar. No começo minha mãe me deu um pente, uma escova e uma capa e eu falei ‘E o secador?’, ela falou, ‘olha, não tenho dinheiro para o secador, vai com isso e se der certo compra um secador para você’. Ela liberou o meu quarto para eu atender lá e aconteceu essa história de todo mundo lotar a casa. Nisso eu fui para um salão, mas não deu certo porque as pessoas queriam ir em casa”, contou.
Do começo no quarto da casa da mãe para a primeira capa na Vogue Espanha
A trajetória que Maxi percorreu até chegar à sua primeira capa parece simples quando contada rapidamente em uma conversa de menos de uma hora, mas existiu um longo caminho que a maquiadora teve que fazer enquanto aprimorava seu trabalho na maquiagem, construindo uma carreira consolidada e um nome no universo da beleza pela maestria na técnica do visagismo.
A primeira capa da Vogue que Maxi fez foi com a modelo Isabeli Fontana, que ela considera uma madrinha. Foi ela quem pediu que Maxi fizesse a maquiagem e cabelo que saíram nas fotos de capa e nas páginas internas da Vogue Espanha, publicada em julho de 2004, no país europeu.
Primeira capa da Vogue Espanha com a modelo Isabeli Fontana – Foto: Arquivo Pessoal
“O Marcelo Gomes, dono da Glloss, a agência, mudou minha vida. Ele me apresentou o Giovanni Praton, que era editor da Vogue. Eu já trabalhava há dez anos fazendo book, criando imagem. Eu já tinha um book, tinha conhecido a Isabeli Fontana, fiz uma capa de Vogue Espanha, foi minha primeira capa de Vogue. Isabeli Fontana foi minha madrinha, ela me conheceu, eu fiz uma maquiagem nela. A Isabeli era a mulher mais linda que eu já tinha visto na vida, sem maquiagem, né. E ela falou que eu era bom. Quando ela falou eu era muito insegura, não tinha escola, não existia faculdade de maquiagem e eu também não poderia pagar. O único curso que existia era do Senac. Mas isso foi muito bom porque eu descobri que eu conseguia fazer. Ela já tinha maquiado com os melhores do mundo, então ela não estaria mentindo pra mim”, detalha.
A partir daí, o encontro com Naomi Campbell veio e o número de capas com personalidades nacionais e internacionais maquiadas por Maxi, que antes da transição de gênero ficou conhecido como Max Weber, cresceu. Hoje ela acumula mais de 300 capas de revistas reconhecidas no Brasil como Elle, Marie Claire, Bazaar e Vogue, e fora do país, como Vogue America, L’officiel Paris, Numéro Tokyo, Vanity Fair Italia, entre outras.
Além das capas, Maxi Weber já foi considerada uma das cinco melhores profissionais de beleza do Brasil e ganhou 2 Prêmios Avon, 2 Moda Brasil, 3 Cool Awards, 2 Editora Abril e 3 Editora Globo.
Foto: Acervo pessoal
Da alquimia dos pincéis aos produtos prontos para os diferentes tons de pele negra
Foto: Acervo pessoal
Maxi relembra que quando começou a maquiar profissionalmente, em meados dos anos 80, no Brasil não existiam produtos voltados exclusivamente para a pele negra. “Na verdade existiam os produtos, mas não no Brasil, porque a gente está atrasado nisso. Como eu tinha que mexer na minha pele, eu fui em busca dos produtos que eram para a minha pele”, explicou a maquiadora.
Hoje em dia e para quem não é profissional pode ser difícil pensar como maquiar com poucas opções de tonalidades de base, mas Maxi entendia bem como usar as cores nos mais variados tipos de pele. “A alquimia nunca deixou de existir em várias artes, a arte de cozinhar, a arte de pintar, a arte de maquiar. Então existem cores primárias que você pode criar outras cores, mas aí você precisa de um estudo mais profundo ou de um profissional que entenda disso. Mas eu tinha muita facilidade porque eu já era negra, então eu busquei produtos para essas cores. Nós temos mais de 220 tonalidades de pele preta no Brasil. Você não vai ter tudo isso na sua nécessaire, você vai misturar. Para mim não era difícil porque eu nunca fiz a separação entre cor branca e cor preta. Para mim tem a cor branca que é a 1 e a 10 que é a preta. Aí você vai passar pela amarela, vai passar pela vermelha e você vai ter que usar alguns truques para neutralizar as vermelhas, muito vermelhas e etc.. Então isso eu já tinha em mim, então não foi muito difícil”, continuou ela.
Em um período onde o número de seguidores chama mais a atenção do que os números da experiência, Maxi, que também já assinou makes em 20 edições da São Paulo Fashion Week, reforça a importância da valorização de profissionais que já estavam no mercado. “Eu tenho esse processo de uma pessoa mais velha, de olhar para essa geração com mais amor. Eles vão valorizar quando entenderem que o processo nasceu antes e [nasceu] para resolver o processo que eles estão vivendo agora. Eles precisam da técnica e eu pergunto na minha academia, ‘de quem é a técnica que você usa para maquiar?'”, pontua.
Ao ser questionada sobre as barreiras que precisou enfrentar por ser uma pessoa negra, ela afirma: “Vou falar a verdade para você, eu nunca foquei nisso e não era uma discussão aberta. Mas eu já era preta. Então que diferença ia fazer? Eu tinha que ser a melhor. Eu acho que existe isso sim. Tem uma barreira pessoal, porque eu já era adotada, era a sexta filha numa família de brancas, e eu tinha que ser a melhor”, relembra.
Para participar do Maxi Master Class of MAKE DE MODA, os interessados podem se inscrever no site: maxiacademy.com.br/maximasterclass2023/
“Como sou filha única e sempre achei isso muito chato. Eu queria que Alice tivesse uma pessoa para compartilhar a jornada”. A publicitária e diretora executiva do ID_BR (Instituto Identidades do Brasil) Luana Génot, e seu marido, o jornalista Louis Génot estão grávidos pela segunda vez. A notícia foi revelada com exclusividade ao Mundo Negro. O casal já é pai de Alice, de 4 anos. A mamãe está no quinto mês de gestação.
Luana que anunciou a chegada do novo bebê na família para a filha por meio de contação de história, reflete como era a correria da sua vida como mãe e profissional na primeira experiência entre tentar equilibrar a carreira e maternidade. “É a vida da empreendedora brasileira, né? Especialmente quando você está lançando um negócio. Você tem que acabar conciliando tudo, movendo vários pratinhos, o que também pode ser muito cansativo. Eu lembro que tive uma jornada bastante intensa, não tinha muito com quem compartilhar e hoje me sinto amparada pelo nosso time e isso me fortalece ainda mais”, comenta a executiva que enxerga a maternidade como uma ‘piscina gelada, onde você começa a nadar e está sempre aprendendo a dar novas braçadas’ “.
Luana e a filha Alice (Foto: Reprodução)
Ela detalha o crescimento do ID_BR, que hoje, não precisa dela em todos os detalhes, um alívio para uma líder com uma família em crescimento. “Quando Alice nasceu, o ID_BR ainda era muito dependente de mim, hoje nós somos 50 funcionários. Quando tive a Alice ainda estava num estágio muito inicial e muito dependente de mim, então eu tive basicamente poucos dias de licença maternidade. Antes disso, já dá um treinamento, enfim, e dessa vez eu pretendo ter um pouco mais de recuo para conseguir no período do puerpério, ficar mais próxima das crianças e curtir esse momento”.
Alice está curtindo esse novo momento da família e a barriga crescente da Luana. “Alice está sendo extremamente cuidadosa comigo, fala para eu não fazer muita força para bebê não cair no vaso (risos). Ela massageia minha barriga para fazer carinho no bebê para, enfim, ela disse que o bebê é dela. Ela está tratando isso com muito carinho, muito cuidado, me sentindo muito cuidada por ela e pelo Louis.
Foto: Arquivo pessoal
A família cresce junto com negócio repleto de propósito e Luana se sente estimulada. “Sou alguém que sonha com um mundo melhor, não só obviamente, para os meus filhos, mas para para toda a sociedade em que eu estou inserida, que é aquilo pelo qual vivo. Para que haja cada vez menos desperdício de talentos, de possibilidades de sonhos para que o nosso país avance e o mundo também”.
Está chegando um dos eventos mais esperados do ano: o Grammy Awards 2023! A premiação será realizada em Los Angeles neste domingo (5), a partir das 21h, no horário de Brasília.
Beyoncé, 41, novamente é a artista que mais se destacou nesta 65º edição. Isso porque, em 2022, o ano em que a cantora marcou o seu retorno na carreira musical após seis anos, superou o recorde de seu marido Jay-Z, se tornando a pessoa com mais indicações ao Grammy na história, além de já ser a artista feminina que mais venceu.
Ao longo da carreira, a cantora recebeu 88 indicações e levou 28 estatuetas. Se levar novos troféus amanhã, ela pode se igualar ou superar o maestro Georg Solti, dono de 31 estatuetas.
Foto: Kevin Winter/Getty Images
Só com o álbum “Renaissance“, a Queen Bey também se tornou a artista com o maior número de indicações neste ano, contabilizando nove no total, incluindo as categorias de “Melhor Álbum” e “Melhor Canção”, por “Break My Soul“.
Há seis anos, a diva perdeu a categoria de “Melhor Álbum” com o revolucionário “Lemonade” para a Adele. A derrota da Bey foi considerado um dos momentos mais polêmicos da premiação, já que ela foi considerada favorita por grande parte da imprensa e nem a britânica considerou justa a vitória. Amanhã, elas disputam novamente pelo prêmio. Um momento super esperado!
Neste mesmo ano, Beyoncé estava grávida e fez uma performance espetacular, aparecendo primeiro em holograma, e depois fisicamente, exibindo a sua barriga grávida dos gêmeos Rumi e Sir Carter. A Queen vestia um look todo dourado e ousado. Na época, adeptos a religiões de matrizes africanas, a compararam com a imagem e energia da orixá Oxum.
Foto: Getty Images
Nascida para o sucesso, o primeiro álbum da carreira solo de Beyoncé, “Dangerously in Love“, garantiu cinco premiações no Grammy Awards de 2004. Anteriormente, a artista levou três premiações com o grupoDestiny’s Child, formado com Kelly Rowland e Michelle Williams.
Em 2010, Beyoncé foi premiada em seis categorias e se tornou a artista feminina que mais recebeu prêmios em apenas uma edição do Grammy. Poderosa demais! Agora os fãs tem poucas horas para acompanhar mais um momento de espetáculo da artista na premiação.
O Grammy Awards 2023 será transmitido ao vivo pela HBO Max e no canal TNT.
Rita Oliveira - Head de Diversidade, Equidade & Inclusão da TWDC Brasil
Quem nunca terminou de ler um livro ou ver um filme/série com aquela sensação de pertencimento, de aumento de autoestima e sensação de que o mundo também é seu.
As histórias ou storytelling , tem esse poder. O filme Pantera Negra, da Marvel, é um exemplo global do impacto da história e de um personagem ( nesse caso, vários) no amor próprio dos indivíduos e de uma comunidade carente de representatividade.
A The Walt Disney Company (TWDC) lançou uma campanha que traz essa reflexão sobre o impacto das histórias na vida das pessoas, mas tendo como cerne a diversidade, afinal, essa conexão com personagens nem sempre fez parte do mundo dos filmes e dos cinemas.
O projeto “Vozes da Diversidade” reúne 10 histórias de pessoas reais que escolhem um personagem da Disney o qual se identificam. Os depoimentos são apresentados no Youtube, em formato de curtas, com 1 minuto cada, incluindo grupos sub-representados como pessoas com deficiência, LGBTQIA+, negras e neurodivergentes.
“O grande poder da Disney é o storytelling, e nesse caso usar o poder do storytelling para transformar a história de pessoas através da representatividade faz todo sentido. O poder de se ver, de se imaginar através de uma história ou de um personagem é muito potente, porque apresenta uma possibilidade normalmente pouco acessada por pessoas de grupos sub-representados. E esse é o objetivo do Vozes da Diversidade”, explica Rita Oliveira, Head de Diversidade, Equidade & Inclusão na TWDC Brasil.
Para ela esse tipo de apelo para se olhar para o diferente serve para todo mundo. “E não apenas trazer a representatividade através de histórias de pessoas reais que se identificaram com as nossas histórias e personagens, mas também oferecer a possibilidade de um novo olhar para aquelas pessoas que não estão diretamente conectadas a nenhuma causa, estimulando a empatia”.
Ao longo de cinco décadas, Gloria Maria marcou a história da televisão brasileira, com reportagens marcantes, entrevistas exclusivas e viagens por centenas de países. No dia da morte da jornalista, na última quinta-feira (2), todos os telejornais da TV Globo e da GloboNews relembraram momentos importantes da sua trajetória.
O pioneirismo, o legado e o jeito único de fazer jornalismo fizeram Gloria Maria extrapolar os limites dos telejornais. A vivência adquirida em reportagens no Brasil e mundo afora pela jornalista com rodinhas nas pernas, como costumavam chamá-la por conta de sua paixão por viagens, a transformou também em uma personagem cobiçada pelos programas de entrevistas. Para realizar uma homenagem que represente um pouco da grandeza de Glória, a Rede Globo prepara uma série de homenagens à jornalista na programação da TV Globo, GloboNews, GNT, Multishow, VIVA, Globoplay, g1 e Canal Brasil.
As homenagens iniciaram já no dia do falecimento de Glória, a programação da TV Globo foi reestruturada para homenagear a jornalista. No ‘Lady Night’, foi ao ar a entrevista em que Gloria não fugiu das perguntas desconcertantes de Tatá Wernerck, o mesmo episódio foi reprisado no mesmo dia pelo Multishow e irá ao ar novamente no domingo, às 18h30.
O canal VIVA exibiu no dia 2, antes do capítulo de “Caminho das Índias”, uma edição especial da entrevista de Gloria Maria no remake do TV Mulher. No episódio, Marília Gabriela conversa com a jornalista sobre vida profissional, viagens e questões raciais.
O Canal Brasil exibiu nessa madrugada, à 0h30, a entrevista de Lázaro Ramos com Gloria Maria no programa ‘Espelho’, gravada há 10 anos, em que a jornalista fala sobre o início da carreira, família, preconceito e representatividade.
Na sexta-feira, dia 3, no horário da Sessão da Tarde, a TV Globo reexibiu duas reportagens de Gloria Maria no ‘Globo Repórter’ em viagem pela costa da China. Na atração, foi possível rever a jornalista saltando do maior bungee jump do mundo, em Macau, e se divertindo ao alimentar um urso panda em Hong Kong. E, após o ‘Jornal da Globo’, o ‘Conversa com Bial’ reprisa a entrevista concedida por Gloria Maria e exibida no aniversário da TV brasileira, dia 18 de maio de 2020. A Pedro Bial, seu amigo pessoal e com quem ancorou o ‘Fantástico’ por quase 10 anos, Gloria relembrou momentos importantes de sua carreira e falou sobre o racismo sofrido no exercício de seu ofício em uma entrevista por vídeo, feita durante a pandemia. A entrevista também será exibida pela GloboNews no próximo sábado, dia 4, às 23h.
Outras homenagens
Em sua homenagem, o GNT reapresenta hoje (3), às 22h50, o ‘Papo de Segunda’, exibido pela primeira vez em março de 2021, com a presença da jornalista como convidada. No episódio, Glória fala sobre etarismo e sapiossexualidade com Emicida, Fábio Porchat, João Vicente de Castro e Chico Bosco. Em seguida, à 0h20, no ‘Que História é Essa, Porchat?’, será possível relembrar uma experiência curiosa de Gloria Maria em uma viagem ao Himalaia.
No sábado, dia 3, a partir das 22h30, o GNT também exibe um episódio do ‘Saia Justa’ no qual a jornalista conversa com as Saias sobre autoestima, o sagrado de cada um e a informalidade do carioca. Já meia-noite, o canal reexibe a entrevista de Gloria no ‘Marília Gabriela Entrevista’. Por fim, no dia 4, às 22h30, é reprisada a conversa de Karol Conka com Glória Maria e Palloma Maremoto sobre sentir-se bem na própria pele no ‘Superbonita’.
A viagem de Gloria Maria durante o inverno congelante da Noruega, um dos países mais frios do mundo, será reexibida pela GloboNews no próximo sábado, dia 4, às 9h e no domingo, dia 5, às 17h. Neste Globo Repórter, a jornalista mostrou como é viver em um lugar onde o branco da neve domina as paisagens durante metade do ano e a luz do dia dura apenas três horas. Dormiu em um hotel de gelo, onde as temperaturas chegam a 40º negativos, mergulhou num fiorde congelante e andou de trenó em uma pista de dois quilômetros de extensão e pura adrenalina, os pequenos veículos não têm freio e podem chegar a 20 quilômetros por hora. Um clipe com momentos marcantes da carreira da jornalista também será exibido pelo Especial de Domingo da GloboNews, que vai ao ar a partir das 18h.
O g1 também prepara uma série de matérias e vídeos para homenagear e relembrar a carreira de Gloria Maria, como reportagens marcantes pelo ‘Globo Repórter’, algumas das viagens para mais de 160 países, o pioneirismo na profissão, além de uma lista com cinco momentos em que Gloria Maria foi transgressora e quebrou barreiras no jornalismo. Dentre os inúmeros grandes momentos, um resgate de matérias feita por ela em diversos estados brasileiros, os memes históricos protagonizados e a comoção da despedida, a partir de depoimentos de famosos, políticos e autoridades. O especial também reúne conteúdo em vídeo, a partir de uma seleção de playlists que trazem reportagens do ‘Fantástico’ e ‘Globo Repórter’, as homenagens dos jornalistas e a trajetória completa de Glória Maria.
No Globoplay, toda a cobertura jornalística e as homenagens da TV Globo e da Globo News à Gloria estão em destaque. No trilho “Relembre Gloria Maria”, estão disponíveis programas e reportagens marcantes dela ou com ela em atrações como ‘Programa do Jô’, ‘Lady Night’ e ‘Conversa com Bial’, assim como suas emblemáticas entrevistas com Michael Jackson, Madonna, Elton John, entre outros.
Especialistas apontam que atualmente mais de 330 mil crianças brasileiras de 4 e 5 anos, não estão frequentando a pré-escola como deveriam. De acordo com o Relatório divulgado na última terça-feira (31), pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Unicef e a União dos Dirigentes Municipais de Educação, a frequência escolar se distribui de maneira desigual no país. No Nordeste, 96,7% das crianças estão na pré-escola; no Sudeste, 95%; no Sul, 93,6%; no Centro-Oeste, 89,2% e, no Norte, 88,5%.
Para Bianca Dantas, professora e responsável pelos conteúdos da plataforma e do chatbot AprendiZAP, a fase da primeira infância é fundamental para o desenvolvimento da criança. É neste momento que ela é estimulada a desenvolver suas habilidades e a sua sociabilidade, aprendendo a ter responsabilidade sobre si, sua comunidade, e sua relação com o meio ambiente. “Negligenciar o acesso à educação nos primeiros anos impede que os estudantes cheguem mais preparados para o Ensino Fundamental (a partir dos 6 anos), podendo interferir no seu processo de alfabetização e por consequência na sua permanência na escola. Quanto antes inserimos as crianças no ambiente escolar, maiores são as chances delas permanecerem e de combatermos a evasão”, afirma a professora.
Raça e renda
A pesquisa também aponta que crianças pretas, pardas e indígenas são as que possuem menos acesso à educação, 91,9% delas estavam na pré-escola, contra 93,5% das crianças brancas e amarelas. Além disso, foi visto que a condição da mãe é outro ponto determinante: entre as mães com ensino fundamental, 95,3% dos filhos frequentaram a pré-escola, esse número cai para 91,1% quando a mãe possui o ensino fundamental incompleto.
Em relação à renda das famílias das crianças fora da pré-escola no Brasil, enquanto a taxa de frequência das crianças em situação de pobreza era de 92% em 2019, a de crianças que não estavam nesta situação era de 94,8%. Ao analisar os dados por regiões brasileiras, Sul e Norte se destacam negativamente, com as maiores desigualdades na frequência escolar, com uma diferença de 8,8% e 8,2%, respectivamente.
“Crianças pretas e pobres são, historicamente, mais vulnerabilizadas no Brasil e essa desigualdade no acesso à educação infantil privilegia alguns grupos em detrimento de outros, afinal as crianças pretas e pobres que não frequentam a pré-escola têm menos acesso a estímulos, interações, alimentação e segurança. Isso pode comprometer o desenvolvimento, impactar a progressão e a transição para as etapas de ensino sequentes, além de reproduzir desigualdades que atrasam o nosso país”, explica Maíra Souza, Oficial de Primeira Infância do UNICEF no Brasil.
Estratégias de atuação
O cenário precisa ser mudado e avaliado urgentemente, precisamos estruturar ações concretas como sociedade e governo para reduzir a evasão escolar, sabemos que a Educação Infantil é ofertada, prioritariamente, nas redes municipais de ensino, sendo assim capacitar gestores municipais é primordial:
Planejar e acompanhar a expansão de vagas, observando que os grupos minorizados precisam de mais atenção para não evadirem;
Identificar e localizar as crianças que não estão matriculadas na pré-escola, utilizando estratégias como a Busca Ativa Escolar;
Ter estratégias de atuação com os cuidadores atentando-os para a importância;
Articular ações intersetoriais, integrando saúde, assistência social e educação para a promoção do direito à pré-escola às crianças;
Segundo o novo ministro da educação, Camilo Santana, a educação brasileira foi tratada como ‘subproduto’, “apenas uma em cada três crianças é alfabetizada na idade certa neste País, ou seja: a maioria é analfabeta dentro da própria escola, o que provoca graves repercussões na sequência da vida dessas crianças”.
*Kelly Baptista Gestora Pública, diretora executiva da Fundação 1Bi, mentora, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Conselheira Fiscal do Instituto Djeanne Firmino.
Ludmilla para a Vogue de fevereiro de 2023 — Foto: Fernando Tomaz
Desde o início de sua vida musical, Ludmilla mostrou um estilo único e inovador em suas canções e método de expressão – do vestir ao falar – e conversou sobre o assunto para a revista de moda Vogue.
“Quando vi o DVD Experience pela primeira vez, me encontrei. Era tudo o que eu queria fazer: cantar, dançar e ter aquela liberdade em cima do palco”. Sobre seu estilo pessoal, Ludmila fez questão de falar que gosta de transmitir seu estilo de forma pessoal e único.
“Sempre tive uma ligação com a moda, mas do meu jeito. Quando não tinha grana, gostava de ousar na roupa, no cabelo, no make. A moda tem muito mais a ver com a maneira como queremos nos mostrar do que com dinheiro. Depois de famosa, pude ter acesso às melhores marcas de roupas e acessórios, e hoje vejo como meu estilo mudou”, reflete.
A mãe da cantora também falou sobre o ocorrido e explicou que o “gostar da música” vem desde a infância. Silvana lembrou que, nos momentos de lazer, Lud estava sempre escutando música em seu quarto. “Quando pequena, ela era muito levada, mas sempre foi autêntica e com um espírito de liderança e uma criatividade muito grandes”, conta a mãe.
Hoje tem se realizado sendo cada vez mais ela, a Ludmilla do funk, do pop e também do pagode. Foi a primeira cantora negra da América Latina a alcançar a marca de 1 bilhão de streams no Spotify – número que atualmente ultrapassa os 2 bilhões – e acaba de ser consagrada pelo Grammy Latino com o projeto “Numanice”. E o que Lud diria à MC Beyoncé? “Continua firme garota. O mundo é seu.”
Na prática, Ludmilla estourou com o álbum de estreia, Hoje, de 2013. O segundo trabalho, A Danada Sou Eu (2016), ganhou as rádios chamando a atenção para um gênero popular que é a cara do Rio (e do Brasil), mas que ainda carrega uma boa dose de preconceito. Todo o impacto lhe rendeu, naquele ano, uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
“Eu sou essa mulher louca, rebelde que não aceita viver sem liberdade”. Glória Maria nunca viveu para agradar alguém que não seja ela mesma. Falar sobre questões raciais, não era o assunto preferido dela. Não foram poucas as vezes que ela foi criticada, inclusive, pela comunidade negra. Um exemplo foi quando durante uma entrevista em ao Glamurama, em 2020 ela disse “Eu acho tudo isso um saco. Hoje tudo é racismo, preconceito e assédio”. Concordando com ela ou não o fato, é que ela colocou luz a um fato que as pessoas brancas desconhecem: nós negros não pensamos de maneira uniforme sobre tudo.
Durante sua participação no programa Roda Viva mais uma vez, indagada sobre as cobranças da militância negra que esperava a jornalista falasse mais sobre racismo, ela responde com firmeza: “Só de ser quem eu sou… não tem posicionamento maior do que esse”, disse ela ao explicar que foi a primeira pessoa a usar a “Lei Afonso Arinos“, no Brasil.
Foto: Reprodução/Instagram
Padrão estético, mesmo para ela que começou há 50 anos, nunca foi uma opção. “No começo da minha carreira, eu usava o cabelo black power porque eu queria usar. Não porque ninguém me falou que era um movimento negro. Usei anos, de várias maneiras. Depois, deu, não quero mais. Porque eu faço da minha vida e do meu corpo o que eu quero, e não o que as pessoas querem que eu faça”, comentou a jornalista em entrevista ao Mano Brown.
É indescritivelmente satisfatório ter vivido na mesma época que ela viveu. Em 1977, Glória Maria foi a primeira repórter a entrar no ar ao vivo e a cores no ‘Jornal Nacional’ e desde lá ela só cresceu na TV e na vida pessoal. Namorou muito e, de acordo com ela, chegaram a ser três homens simultaneamente. Ela conheceu 80% do planeta e foi ela mesma o tempo todo. “A minha vida é única e intrasferível”.
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A mente livre de Glória foi fundamental para que ela entrasse para história do jornalismo brasileiro. “Sou movida pela curiosidade e pelo susto. Tenho que perder a racionalidade, deixar a curiosidade e o medo me levarem. Aí faço qualquer coisa”.
Poder ir para onde quiser e falar o que quer, para quem é negro, não é sempre confortável. Por isso é lastimável que ela tenha ido tão cedo. Ainda tínhamos tanto para aprender com Glória, mas como mulheres como ela são eternas, que possamos aprender a lição de que somos livres e precisamos usar mais desse direito, assim como ela, sem medo de ser feliz.