Neste dia 8 de dezembro é celebrado o dia de Oxum, a rainha da água doce, orixá do amor, dona dos rios e cachoeiras, cultuada no candomblé, na umbanda e em diversas religiões de origem africana. Oxum é filha de Iemanjá e Oxalá.

Na verdade, o termo ‘Oxum’ vem da língua iorubá, tendo como origem o nome do rio Osun, que fica localizado na Nigéria. Existem vários mitos sobre a origem de Oxum e seu significado como divindade. Na maioria das histórias ela é geralmente retratada como o protetora ou nutridora da humanidade. A divindade também foi descrita como a mantenedora do equilíbrio espiritual e mãe das coisas doces. Um mito destaca Oxum como a figura central na criação dos seres humanos.

Representação de Oxum. Foto: Reprodução.

O povo iorubá acredita que os orixás foram enviados por Olodumare, considerado o Deus Supremo, para povoar a Terra. Oxum, sendo uma das 17 originais enviadas à Terra, era a única divindade feminina. Os outros deuses, todos homens, falharam em suas tentativas de reviver e povoar a Terra. Quando perceberam que não conseguiriam completar a tarefa que lhes fora dada por Olodumare, tentaram persuadir Oxum a ajudá-los. A divindade então, concordou em ajudar, e trouxe suas águas doces e poderosas, trazendo a vida de volta à Terra e à humanidade e outras espécies à existência. Como sugere o mito iorubá, a humanidade não existiria se Oxum, a deusa da vida e da fertilidade, não tivesse agido.

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