Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. Deste modo, e sem compromisso com a cronologia dos fatos, a Cia. Os Crespos abriu, na última quinta-feira (11), a temporada do espetáculo “A Solidão do Feio“, no Sesc Pinheiros, na capital paulista. Com apresentações de quinta à sábado, sempre às 20h, o espetáculo estará em cartaz até 09 de fevereiro.
Sob direção de Gabi Costa, o ator Sidney Santiago, interpreta o escritor e também assina a dramaturgia. O monólogo parte de um velório na parte externa da unidade do Sesc, e passeia por diferentes gêneros teatrais, para dar contornos de herói nacional à Lima Barreto.
“Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney.
Foto: Pedro Jackson
Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.
“A Solidão do Feio é o nosso diário aberto de possibilidades para a existência de Lima Barreto. É o nosso e-mail salvo em rascunhos, que sempre que é revisitado, abre uma nova porta”, explica a diretora.
O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos, intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos.
Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e Benjamim de Oliveira são os nomes escolhidos desta cartografia coordenada por Sidney Santiago Kuanza.
Foto: Pedro Jackson
Lima Barreto Importante escritor, jornalista e cartógrafo afro-brasileiro. Sua obra está impregnada de fatos históricos e de uma perspectiva negra diante das evoluções e retrocessos políticos do Brasil. A escravidão, do racismo estrutural e as desigualdades sempre estiveram em suas páginas. Lima foi um pensador do seu tempo e de sua terra. Deixou obras célebres da literatura brasileira: “Recordações do escrivão Isaías Caminha” (1909), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911), “Clara dos Anjos” (1948), entre outras.
Serviço
“A Solidão do Feio”
Temporada de 11 janeiro à 09 de fevereiro de 2024*, *Dia 25/01 (feriado) não haverá apresentação
Quinta à sábado, às 20h | Sexta-feira, 09/02, às 19h
Um levantamento feito pela startup JusRacial mostrou que os tribunais brasileiros registraram cerca de 176 mil processos por racismo em tramitação em 2023, sendo 33% deles por intolerância religiosa. Comparado a 2009, ano em que foi realizada pesquisa semelhante, houve crescimento de 17.000%.
Para Hédio Silva Jr, diretor-executivo da organização, advogado das religiões brasileiras no STF, doutor em direito pela PUC-SP e ex-Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, os números evidenciam o agravamento do preconceito religioso no cotidiano. “As democracias são corroídas diariamente pelo discurso de ódio religioso que acabou indo para a política, mas que no Brasil tem DNA em alguns templos neopentecostais cuja equação discursiva básica visa proliferar o medo, materializando nas religiões de matriz africana a figura do mal. Fora do continente africano somos o país com maior população negra e temos nosso ethos marcado tanto pelo legado civilizatório africano quanto por sua satanização”, diz ele.
Para realizar o levantamento, a JusRacial realizou pesquisa direta nos sites dos tribunais ao longo de todo o último ano, contabilizando processos julgados e em tramitação. Os tribunais da Justiça e Regional do Trabalho são os que mais registraram casos de racismo. “O número maior no TJ e no TRT é porque as ações decorrem de relações de vizinhança, de consumo e no ambiente de trabalho – o que é um paradoxo, porque hoje virou moda essa história de compliance e se vê que não está funcionando, porque as ações trabalhistas ocupam papel destacado na pirâmide”, diz o jurista.
Em números absolutos, há mais processos no TJ-MG, enquanto no TJ-SP há maior número de casos por racismo religioso (veja aqui a tabela). No Supremo Tribunal Federal, a intolerância religiosa representa 43% dos processos por racismo. “O debate do racismo religioso é o nó górdio da democracia no Brasil, se ele não for enfrentado a curto prazo no Brasil poderemos ter um esgarçamento do tecido social”, acredita o jurista.
Em 2009, uma pesquisa coordenada pelo advogado revelou cerca de mil processos por racismo em tramitação na justiça comum e trabalhista. Em ação anterior da qual fez parte, em 1997, representando uma ONG negra, Hédio Silva Jr. conta que foram levantados apenas nove processos nos 27 tribunais estaduais do país. A partir de troca de correspondências, a organização buscou informações sobre casos relacionados a “preconceito racial” entre 1951 (ano de edição da finada Lei Afonso Arinos) e 1988.
Após adiamento devido à greve dos atores, finalmente aconteceu a 75ª edição do Emmy Awards, em Los Angeles, para premiar o que tem de melhor nos streamings e na televisão, de 2022 e 2023.
A noite foi marcada com muita emoção ao exaltar o talento das mulheres negras do momento, inclusive a Niecy Nash-Betts, ao receber a premiação de ‘Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada, Antológica ou Telefilme’, pela atuação em ‘Dahmer: Um Canibal Americano’, da Netfix, que conta a história real de um dos serial killers mais polêmicos dos Estados Unidos.
“Eu sou uma vencedora, baby!”, comemorou a atriz ao subir no palco. Ela agradeceu a Deus, ao produtor e co-criador da série Ryan Murphy, o ator Evan Peters, que protagonizou o Dahmer na minissérie, a todas as pessoas que votaram nela. “Eu quero agradecer a mim mesma. Por acreditar em mim e fazer o que me disseram que eu não podia fazer. E quero dizer em frente de todos vocês, pessoas lindas: ‘Vai, garota! Você fez isso'”, continuou.
Foto: ROBYN BECK/AFP via Getty Images
Em seu discurso emocionante, Niecy também dedicou o prêmio a Glenda Cleveland, personagem real a quem deu vida na série, uma mulher negra, vizinha de Jeffrey Dahmer, que tentou denunciá-lo para a polícia diversas vezes, mas foi ignorada. “Dedico este prêmio a cada mulher negra que não foi escutada, mas foi super policiada, como Glenda Cleveland, Sandra Bland e Breonna Taylor”, diz emocionada. “Como artista, meu trabalho é honrar o poder. E baby, vou fazer isso até o dia que eu morrer. Mãe, eu ganhei!”, finalizou.
Sandra Bland foi uma militante do movimento Black Lives Matter. Em 2015, ela foi presa por uma infração de trânsito e teria cometido suicídio em uma prisão no Texas. Mas a família não acredita nesta versão e levanta suspeitas até hoje. Já a policial Breonna Taylor foi morta a tiros por policiais em Louisville, na cidade de Kentucky, em março de 2020, e desencadeou protestos contra o racismo a violência policial nos Estados Unidos.
Excelência Negra no Emmy
Ayo Edebiri, venceu como ‘Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia’ por interpretar a Sydney na consagrada série ‘O Urso’. A produção recebeu 10 estatuetas e se tornou a mais aclamada do ano.
Quinta Brunson, criadora da série ‘Abbott Elementary’, também se destacou ao ganhar como ‘Melhor Atriz em Série de Comédia’. Ela é a primeira mulher negra em mais de 30 anos a ganhar o prêmio nesta categoria do Emmy. Em 1981, Isabel Sanford, se tornou a primeiro da história a levar a vencer a categoria por “The Jeffersons”.
Uma equipe internacional de ladrões liderada por Cyrus Whitaker (Kevin Hart) corre contra o tempo para roubar 500 milhões de dólares em barras de ouro de um avião a 40 mil pés de altitude. Essa é a sinopse de ‘Lift: Roubo nas Alturas’, filme que está fazendo sucesso e que assumiu o topo da Netflix no Brasil nesta semana.
Foto: Netflix.
Com muitas risadas e uma história de amor, o longa entrega ação para toda a família. “É um filme pipoca leve. Existem muitas coisas intensas acontecendo no mundo agora. Para poder ter um filme escapista como esse que realmente chama a atenção, é algo que todos podem assistir junto com a família nas sextas à noite, precisamos disso agora“, diz a atriz Mbatha-Raw, que interpreta a agente Abby Gladwell.
O personagem de Kevin Hart é um ladrão inteligente. Cyrus Whitaker e sua leal equipe se especializam em roubar arte de pessoas que não merecem. Quando seu roubo de um NFT em um leilão de Veneza resulta em um pequeno e potencialmente fatal fim de carreira, Cyrus concorda em ajudar a agente da Interpol Abby Gladwell a interceptar dez toneladas de ouro destinadas a ser uma recompensa terrorista em troca de imunidade total para ele e seus companheiros.
Lil Nas X está dando o que falar. Nesta última semana, o artista lançou sua nova música ‘J CHRIST‘. A obra utilizou diversas referências ao cristianismo e como o nome sugere, apresenta o rapper incorporando a figura de Jesus Cristo. Em um dos vídeos de divulgação da canção, o dono do sucesso ‘Montero’ apareceu bebendo vinho e comendo hóstias, simulando episódio bíblico. A ação não foi bem recebida pela comunidade cristã que acusou o rapper de desrespeito pelas tradições religiosas.
Nesta segunda-feira (15), Lil Nas X pediu desculpas pelo vídeo e declarou que estava tomando suco de uva com biscoitos. “Eu não estava zombando dos cristãos. Não foi. Foi literalmente eu dizendo, ah, estou de volta. Estou de volta como Jesus… Mas peço desculpas por isso. Foi exagerado, não, eu não concordo com todas as regras do Cristianismo. Mas peço desculpas“, declarou o rapper. “Eu não estou tentando fazer com que todos fiquem do meu lado ou algo assim. Isto é mais para limpar minha cabeça sobre minhas próprias decisões. Nós sabemos que eu errei muito dessa vez”.
Nas redes sociais, usuários estavam acusando Lil Nas X de utilizar a religião para promover seu novo single. Ele também declarou que não criou o clipe de ‘J CHRIST‘ como uma ofensa ao cristianismo. “Eu não sou como um demônio malvado tentando destruir todos os valores e coisas assim. E também sobre o vídeo, não há desrespeito aí. Eu pensei que era claramente sobre não estar do lado do diabo naquele vídeo. Eu não sei, na minha cabeça estava claro que não estou tentando zombar“, explicou.
Um dos nomes mais importantes da luta contra o racismo e a segregação nos EUA, completaria hoje mais uma primavera. Infelizmente, ele foi brutalmente assassinado.
Martin Luther king ficou muito conhecido em todo o mundo por organizar no dia 28 de agosto de 1963, após 100 que o presidente Abraham Lincoln ter assinado a Proclamação de Emancipação libertando as pessoas escravizadas, um líder importante no movimento negro.
Luther King, orquestrou a “Marcha sobre Washington” evento que lutava por Trabalho e Liberdade. Sem dúvida uma das maiores manifestações políticas do povo preto nos EUA.
O líder subiu os degraus de mármore do Lincoln Memorial em Washington, D.C. para descrever sua visão da América. As pessoas chegavam de todos os cantos do país, de trem, carro, avião e até a pé. Estavam ali para exigir pelos direitos da comunidade preta americana. Foram mais de 200.000 pessoas, negras e brancas.
Foi neste ato que o líder fez o discurso com a frase que entraria para a história, sua oratória era maravilhosa, ele disse em alto e bom tom: “Eu tenho um sonho!”. Nós, pessoa pretas, temos um sonho: o fim do racismo e a igualdade para todos, todas e todes.
A luta de Martin reverbera até os dias atuais. No mundo existem diversos movimentos em defesa da igualdade de direitos civis e contra o racismo. Eles podem ser vistos em países americanos e na África do Sul.
O Brasil foi o último país do ocidente a libertar negros escravizados. Por isso, sentimos o reflexo da desigualdade até os dias atuais. Somos um povo que continuamos lutando, matamos um leão por dia.
Neste domingo, dia 14, a advogada Thalyta deixou o ‘BBB 24’ com o menor percentual dentre os três emparedados, também membros do chamado ‘Puxadinho’: recebeu 22,71% dos votos para ficar, depois de protagonizar a primeira discussão da temporada e não ter aceitado um acordo com o grupo junto ao qual entrou no programa.
Em entrevista à Globo, Thalyta acredita que a falta de posicionamento culminou para que se tornasse a segunda eliminada do reality show. “As pessoas queriam treta e eu não estava disposta a passar por cima dos meus valores para isso”, diz.
“Tudo acontece no momento em que tem que acontecer. Eu não estava me adaptando ao jogo, foi muito difícil para mim. Mas acredito que se eu tivesse feito o pacto, eu não teria saído. Contudo, não adiantaria, porque eu iria contra aquilo que o meu coração estava pedindo. Agora eu estou aqui e está tudo certo. Antes estar aqui com as minhas verdades, com os meus valores, com a minha mãe orgulhosa de mim do que estar lá dentro concorrendo a milhões de reais, mas pisando nos outros, fazendo besteira e não sendo leal a mim. Dinheiro é bom, mas ter o orgulho dos nossos pais é muito melhor”, avalia a ex-sister.
A advogada também faz um balanço de sua passagem pelo ‘BBB 24’, revela os aprendizados que tira da experiência e conta que alianças teria feito se permanecesse por mais tempo no jogo.
Thalyta
O que a experiência de participar do ‘BBB 24’ significou para você? Representou um sonho, apesar de muito curto. Eu vivi esse sonho e tentei dar o meu melhor; não foi o suficiente. Mas como todo sonho, a gente acorda e sonha outras coisas. Agora, com a visibilidade que eu ganhei, eu vou tentar realizar o que eu gostaria de ter conseguido no programa, conquistar por mérito meu e correr atrás aqui fora.
Embora tenha sido a segunda eliminada da temporada, você ficou menos de uma semana na casa. Na sua opinião, o que faltou para ir mais longe no jogo? Posicionamento. As pessoas queriam treta e eu não estava disposta a passar por cima dos meus valores para isso.
Você entrou no BBB por meio da dinâmica que aconteceu por trás dos vidros na primeira noite da temporada. O que passou pela sua cabeça naquele momento em que precisava se apresentar para conseguir uma vaga no programa? Passou pela minha cabeça que o meu sonho estava nas mãos de outras pessoas e eu tinha 30 segundos para fazê-las entenderem a importância daquele sonho e, consequentemente, o Brasil todo. Eu estava nervosa, não estava esperando entrar desse jeito. Quando me escolheram, eu me senti muito grata, muito feliz e falei ‘bora, bora’. Só que, quando entrei na casa, eu vi que essa escolha não foi 100% acolhida e exercida. Eu não me senti acolhida, porque só eu tinha que ir atrás, só eu que tinha que falar, só eu que tinha que me apresentar… Foram poucas horas de diferença [entre a nossa entrada e a do restante], mas parecia muito mais, parecia que eu estava de visita na casa dos outros. Mas não era a casa dos outros, era do Brasil todo. Eu acho que faltou deixarem eu me mostrar e me conhecer ali dentro.
Thalyta
Você, o Juninho e o Davi entraram no BBB juntos, após os outros 18 participantes, e depois se enfrentaram no paredão. O que levou a um rompimento com os membros do Puxadinho? A falta de afinidade. A gente não tinha afinidade o suficiente para combinar de irmos todos em uma pessoa e não nos votarmos. A gente tanto não tinha afinidade, que foi proposto aquele plano de não se votar e nem foi cogitado em quem votar. Aí ficaram oito gatos pingados votando um em cada um, o que não daria em nada.
Por que você não quis combinar voto com o grupo nem formar uma aliança com eles? Na verdade, eu não quis com o Juninho, porque ele era uma opção de voto minha. Com ele eu não poderia, porque ali a palavra é muito importante. Eu não poderia ter duas palavras.
O que mais te chateou naquela conversa com o Juninho que culminou na discussão? Eu acho que ele ficou muito pilhado com o queridômetro, ele achou que tinha sido eu a dar “Planta” para ele. E não fui eu – o público viu. Ele queria se salvar, assim como o Davi – jogador para caramba, está super certo. Ali, eles queriam fazer um pacto de não nos votarmos e eu falei que não. Num primeiro momento, eu não havia entendido e, depois, não houve pacto. Quando ele cogitou que esse acordo existiria, eu juntei todos e falei: ‘Para mim não dá. Isso não faz parte de quem eu sou, não é a minha verdade. Eu não vou fazer isso’. Eu tinha outras prioridades lá dentro, tinha outras pessoas que eu queria conhecer ainda. Foi isso: eu dei um ‘tiro no pé’ e estou aqui.
Thalyta
Pouco tempo depois da briga, você votou no Juninho no confessionário, e ele te puxou no contragolpe para o paredão. Acredita que, se vocês dois tivessem se resolvido ali, poderia não ter sido eliminada? Tudo acontece no momento em que tem que acontecer. Eu não estava me adaptando ao jogo, foi muito difícil para mim. Mas acredito que se eu tivesse feito o pacto, eu não teria saído. Contudo, não adiantaria, porque eu iria contra aquilo que o meu coração estava pedindo. Agora eu estou aqui e está tudo certo. Antes estar aqui com as minhas verdades, com os meus valores, com a minha mãe orgulhosa de mim do que estar lá dentro concorrendo a milhões de reais, mas pisando nos outros, fazendo besteira e não sendo leal a mim. Dinheiro é bom, mas ter o orgulho dos nossos pais é muito melhor.
Com quem buscaria fazer alianças se pudesse permanecer por mais tempo no reality? Eu até tentei me aproximar bastante do Bin, gostaria de fazer aliança com ele. Com o Marcus e a Beatriz eu fiz amizade, mas a gente não tinha aliança. O Marcus é uma das pessoas das quais eu mais gosto lá dentro, a quem eu defenderia e não votaria, mas faltou ser aliado no jogo, não só amigo na vida.
Alguns participantes mencionaram que vocês do Puxadinho não estariam conseguindo se enturmar com a galera da casa. Concorda que essa tenha sido uma dificuldade? Com certeza foi, todo mundo viu. Seria loucura dizer que não. Quando você chega por último, as pessoas estão numa prova e logo depois tem formação de paredão, qualquer aproximação pode ser interpretada como falsidade. Eu e outras pessoas que estavam ao meu lado não queríamos parecer falsas. Talvez tenha faltado um pouco de malícia em nós. A gente sentiu que os meninos foram um pouco mais bem recepcionado por alguns. E nós estávamos ali sozinhos, tanto que ficamos lá no chão, perdidos.
Thalyta
Quem você deseja ver campeão do ‘BBB 24’? Eu gostaria muito que ganhasse Michel, Giovanna, Raquele, Marcus ou Isabelle. Mas acho que o prêmio deve ficar entre Isabelle e Beatriz. Ou com o Davi, porque ele está se saindo muito bem, ele é um menino sensacional e um jogador muito inteligente. Nós tivemos afinidade. Ali dentro, como eu estava com muita dificuldade, qualquer troca valia muito.
Que aprendizados você tira dessa experiência? Que o silêncio pode ser o maior grito de uma pessoa. Eu fiquei em silêncio lá dentro porque eu estava desesperadamente tentando me encaixar e não estava conseguindo. Talvez, se o Brasil estivesse vendo que eu realmente estava tentando…mas não viu e é isso. A gente não agrada todo mundo nem acerta sempre.
Quais são seus planos para essa fase pós-BBB? Pretende continuar advogando? Eu ainda não consegui pensar, mas quero continuar advogando, sim. Quero ver as oportunidades que eu vou tirar dessa experiência. Eu tinha mil seguidores e agora estou com 69 mil. Então, vou correr atrás dos meus sonhos e ver no que vai dar. Mas eu quero continuar estudando, fazer pós-graduação, tudo isso…
Fotos: Divulgação/Defesa Civil e Rithyele Dantas/MIR
A cidade do Rio de Janeiro foi atingida por fortes chuvas neste final de semana, 13 e 14 de janeiro, e a prefeitura decretou Estágio 4 de risco. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro confirmou a morte de ao menos 11 pessoas e uma segue desaparecida. Também foram registrados 25 bolsões d’água, 17 pontos de alagamentos e 6 quedas de árvores.
Nas redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, publicou um vídeo educativo para explicar o que é o racismo ambiental e os seus efeitos na cidade, com a exibição das imagens dos estragos causados nas periferias do Rio de Janeiro.
“Quando a gente olha os bairros e municípios que foram mais atingidos, como a Acari, São João de Meriti, Anchieta, Albuquerque e Nova Iguaçu, a gente vê algo que eles todos têm em comum, que são áreas mais vulneráveis. Qual é a cor da maioria das pessoas que vivem nesses lugares, que mais uma vez estão ali morando em suas casas, seus comércios, seus empregos, seus sonhos, sua esperança e sua vida como um todo? Lutas e lutas sendo perdidas”, lamenta a ministra.
E completa a pergunta: “Qual é a cor da maioria das pessoas que moram nos bairros e periferias, que não têm árvores com um sistema de escoamento de chuva, saneamento precário, com moradia que não é digna?”.
Em seguida, Anielle Franco lembra pontua que favelas e periferias são 15 vezes mais atingidas que outros bairros, informação revelada pelo segundo volume do Sexto Relatório de Avaliação do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (ONU).
“Não é natural que em alguns municípios, bairros, periferias e favelas, sofram com consequências mais graves da chuva do que outros. Bom, isso acontece porque uma parte da cidade do estado não tem a mesma condição de moradia, de saneamento, de estrutura urbana do que a outra. Também não é natural que esses lugares tenham ali a maioria da sua população negra”, pontua.
“Isso faz parte do que a gente chama e define de racismo ambiental e os seus efeitos nas grandes cidades”, esclarece a ministra da Igualdade Racial. “Esse termo já vem sendo usado ali desde a década de 80, que ele ganha força nos Estados Unidos, mas também muitos ativistas brasileiros e outros sempre têm falado sobre as vulnerabilidades de certas pessoas e onde essas pessoas moram”.
Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, critica o Estadão após o jornal publicar editorial sobre as investigações da Polícia Federal no caso de assassinato da vereadora carioca Marielle Franco.
“De forma envergonhada, este veículo ultrapassa todos os limites e insinua nulidades processuais. O que busca? Defender os assassinos de Marielle? Ataca a Polícia Federal com que intenção? Defender os assassinos de Marielle? Ninguém ficará impune”, escreveu no X (antigo Twitter), em resposta à publicação do jornal.
No texto, o Estadão afirma que há uma “instrumentalização da PF no caso Marielle”. “A investigação federal do rumoroso assassinato da vereadora, além de ser estranha do ponto de vista jurídico, parece transitar pelo perigoso terreno dos interesses políticos”, publicou nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (15).
De forma envergonhada, este veículo ultrapassa todos os limites e insinua nulidades processuais. O que busca? Defender os assassinos de Marielle? Ataca a @policiafederal com que intenção? Defender os assassinos de Marielle? Ninguém ficará impune. https://t.co/RN9wwohMgG
Na última terça-feira (9), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse à imprensa que o caso será concluído até o fim de março. Mas isso parece ter incomodado o jornal, que acusa a atuação de Rodrigues de agir de forma indiscreta e inapropriada “para um inquérito que corre em segredo de Justiça”, diz um trecho do artigo.
E completa: “Recorde-se que o País ficou escandalizado, com razão, quando o antecessor de Lula, Jair Bolsonaro, interferiu diretamente na Polícia Federal justamente no momento em que esta investigava um dos filhos do presidente. Portanto, é o caso de reiterar que a Polícia Federal não é órgão do serviço do governo, mas do Estado brasileiro“.
O artigo reforça o ataque ao governo Lula no envolvimento do caso. “Inventaram-se pretextos para que a PF pudesse participar das investigações, uma vez que o crime nada tem de federal, e agora o governo se jacta de estar bem perto de solucionar o caso”.
O Estadão ainda questiona as escolhas da família de Marielle Franco por ser contra a federalização da investigação no governo Bolsonaro, mas a favor no governo Lula. “Tem-se o retrato de uma PF sem verdadeira autonomia, visto como aplicado a interesses partidários, e não republicanos – e isso é evidentemente péssimo para o País”.
Por fim, o novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também foi atacado no editorial, ao ser comparado com o senador licenciado e futuro ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino: “roga-se ao menos que Lewandowski faça do seu perfil mais discreto um padrão na sua pasta e que isso se traduza numa chefia da Polícia Federal menos verbosa e menos militante”.
O Critics Choice Awards 2024 premiou os melhores do cinema e televisão na noite deste domingo (14). Considerado um importante “termômetro para o Oscar”, o evento ocorreu em Los Angeles e reuniu diversos famosos.
Entre os vencedores, foi anunciado ‘Homem-Aranha Através do Aranhaverso’, vencedor da categoria ‘Melhor Animação’. Codirigido por Kemp Powers (Soul), o filme superou o aclamado ‘The Boy and the Heron’, além de ‘Wish’, ‘Elementos’, ‘Nimona’ e ‘Tartarugas Ninja: Caos Mutante’.
A série ‘O Urso’ também continua brilhando nas premiações! Após levar as estatuetas na 81º Globo de Ouro, no dia 7 de janeiro, a produção ganhou novamente como ‘Melhor Série de Comédia’ e a protagonista Ayo Edebiri, que interpreta a Sydney, garantiu mais uma vitória como ‘Melhor Atriz em Série de Comédia’.
Foto: Ayo Edebiri, como Sydney, na série ‘O Urso’ (Foto: FX)
Veja a lista completa de vencedores negros:
Melhor animação: Homem-Aranha Através do Aranhaverso
Melhor série de comédia: The Bear
Melhor série em língua estrangeira: Lupin
Melhor atriz em série de comédia: Ayo Edebiri – The Bear
Melhor atriz coadjuvante: Da’vine Joy Randolph (Os Rejeitados)]
Melhor roteiro adaptado: Cord Jefferson (American Fiction)