O futuro do filme ‘Magazine Dreams’ continua incerto. Após ser removido do catálogo de lançamentos da Disney, a obra estrelada por Jonathan Majors também perdeu a distribuidora. Nesta quarta-feira (17), a Searchlight Pictures, que inicialmente adquiriu os direitos do longa, resolveu abandonar a produção.
A obra, que no início do ano já estava sendo trabalhada em circuitos internacionais, também estava prevista para estrear em novembro de 2023, mas agora, não possui previsão de lançamento. A mudança ocorre poucas semanas depois de Majors ter sido condenado por agressão e assédio , decorrente de um incidente envolvendo sua ex-parceira, Grace Jabbari.
Foto: Getty Images.
‘Magazine Dreams’ era descrito como uma obra potencial para o Oscar, já que se tratava de um drama e estava recebendo ótimas avaliações. De acordo com a sinopse, na obra iriamos acompanhar a história do fisiculturista amador Killian Maddox (Majors), que vivia com o avô doente e trabalhava em uma mercearia. “Maddox sonhava em alcançar o estrelato e, apesar de diversos alertas feitos pelos médicos, ele não se importava com os danos permanentes que essa busca causava ao seu corpo”, dizia a descrição.
Durante a última semana, Jonathan Majors também perdeu o papel de Dennis Rodman, num longa que seria lançado sobre o astro da NBA. O artista também foi demitido da Marvel. Em entrevista para a ABC, Majors contou como está passando por esse momento. “Mas isso tem sido muito, muito, muito difícil e confuso em muitos aspectos”, disse Majors. “Mas estou de pé. Tudo meio que desapareceu. E sou só eu agora, você sabe, e minha adorável, você sabe, parceira, [atriz] Meagan [Good] , e meus cachorros”, disse ele.
IZA vai estrear no carnaval de São Paulo. Depois de desfilar dois anos seguidos na escola de samba Imperatriz, no Rio de Janeiro, e de participar do carnaval de Salvador, no bloco Foliassa, ao lado de Carlinhos Brown e Russo Passapusso, a cantora criou o seu próprio bloco, o BONDE PESADÃO, que vai desfilar no dia 11 de fevereiro.
Carnaval sempre foi algo muito próximo da cantora e era inevitável pra ela pensar em conduzir seu próprio bloco. “Sempre foi uma época muito mágica pra mim. Eu frequentava muitos bloquinhos no Rio quando ainda podia, e no último ano fiquei com um gostinho de quero mais quando subi no trio com Carlinhos Brown e um time de artistas talentosíssimos em Salvador”, conta IZA, que promete ainda músicas diversas no repertório. “O BONDE PESADÃO vai ser um momento de muita troca e alegria, estou pensando em todos os arranjos, participações e set list, para que seja um dia muito especial. Vai ser uma oportunidade incrível de cantar músicas de artistas que eu amo e que não canto nos meus shows atualmente”, completa.
Serviço Bloco BONDE PESADÃO Local: Rua Laguna, entre Rua Bragança Paulista e Rua Castro Verde (trajeto de 500 metros) Data: dia 11 de fevereiro | domingo Horário: Concentração: entre 12h e 13h | Bloco: entre 13h e 18h Patrocínio: Amstel
“A preta venceu, foi de Caixias para o mundo”, essa foi a reação deLudmillaao ser anunciada como uma das atrações do festival Coachella, nos Estados Unidos. A conquista, que irá se concretizar nos dias 14 e 21 de abril, é histórica de diversas maneiras. Além de se tornar a primeira cantora negra do Brasil no icônico evento, a artista deve amplificar sua marca no cenário internacional. Em 2018, Beyoncé se tornou a primeira cantora negra a se apresentar como artista principal no Coachella. O show foi tão icônico e grandioso que recebeu o nome de ‘Beychella’ e recebeu até um documentário na Netflix.
Anos atrás, em 2008, Prince também realizou um show histórico no palco do Coachella. Ele se tornou o primeiro cantor negro a se apresentar como artista principal no evento. É nesse mesmo espaço que Ludmilla deve fazer história, levando seu funk, seu pagode e suas produções em português para o centro do evento, que ao longo do tempo também já recebeu nomes como Megan Thee Stallion, Willow, Doja Cat, Jessie Reyez, Latto, Janelle Monae e H.E.R.
Para 2024, Ludmilla continua com grandes projetos. Ela anunciou o lançamento de uma mega turnê em celebração aos seus 10 anos de carreira. O projeto chamando ‘LUDMILLA IN THE HOUSE’, deverá passar por grandes estádios do Brasil, gerando milhares de empregos e promovendo parcerias com projetos sociais. “Estou realizando um sonho de vida que é poder trazer para o meu país algo inovador”, disse a cantora. “Algo que poucos artistas fizeram, de trazer uma estrutura igual os gringos trazem, de fazer show em estádio, muitos efeitos, dançarinos e muitos projetos sociais”.
Outra novidade, planejada para 2024, é o lançamento de uma versão internacional do bem-sucedido projeto ‘Numanice’. O espetáculo de pagode deverá ganhar novas edições com shows fora do Brasil.
Estudar é privilégio. O Brasil anualmente perde talentos que tiveram que trocar os bancos escolares por um emprego para sustentar a si mesmo e sua família. A população negra é a mais impactada com essa realidade.
Com foco nos estudantes de escolas públicas, o governo federal lançou na terça-feira (16), uma bolsa auxílio para alunos do ensino médio, onde há um maior número de evasão escolar: o Programa Pé de Meia. Haverá ainda um valor a mais para o estudante que fizer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados do Ministério da educação mostram que cerca de metade dos estudantes que estavam concluindo o ensino médio em 2023 não participaram da última edição do Enem.
A medida foi apresentada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. “Vai ser uma forma de estimular o jovem regular do ensino médio que vai receber esse auxílio financeiro nos 3 anos do ensino médio, mas, no último ano, no 3º ano, ele vai receber um percentual, um valor para fazer a prova do Enem”, explicou.
O programa Pé de Meia deve beneficiar R$ 2,5 milhões de estudantes e custar R$ 7 bilhões só neste ano. Os valores serão repassados periodicamente em poupanças abertas em nome dos beneficiários. Os estudantes poderão sacar parte do dinheiro durante o ano, mas outra parte só poderá ser utilizada depois da conclusão desta etapa do ensino.
CRITÉRIOS
Embora o detalhamento sobre valores que serão depositados nas poupanças e efetivação dos saques devam ser regulamentados em outra publicação, a lei já define quem poderá participar do programa. Os principais critérios são relacionados à educação e renda.
Para o ensino regular
Ser estudante do ensino médio das redes públicas;
pertencer a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
efetivar a matrícula no início de cada ano letivo;
ter frequência escolar mínima de 80% do total de horas;
concluir o ano com aprovação;
participar dos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da avaliação externa de estados e Distrito Federal, para o ensino médio;
e participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último ano do ensino médio.
Para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Ter idade entre 19 e 24 anos;
pertencer a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
participar no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja),
e participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Estudantes de famílias com renda per capita mensal igual ou inferior a R$ 218 terão prioridade na participação do programa. Nos casos de famílias compostas por uma pessoa, a poupança não poderá ser acumulada com o recebimento dos Benefícios de Renda de Cidadania, Complementar, Primeira Infância, Variável Familiar e Extraordinário de Transição.
SAQUE
Os recursos serão depositados em uma conta em nome do estudante beneficiário, de natureza pessoal e intransferível, que poderá ser do tipo poupança social digital. E os valores não entrarão no cálculo para declaração de renda familiar e recebimento de outros benefícios, como Bolsa Família, por exemplo.
Os estudantes do ensino regular, beneficiários do programa, poderão realizar saques, a qualquer momento, nos 3 anos do ensino médio, apenas do percentual relativo à manutenção dos estudos, desde de que cumpram as exigências de matrícula e frequência. Esses valores, deverão ser depositados pelo gestor do fundo, ao menos nove vezes ao longo de cada ano.
Já os depósitos relativos à participação nas avaliações e no Enem, só poderão ser sacados depois que o estudante receber o certificado de conclusão do ensino médio.
Parte dos recursos depositados poderá ser aplicada pelo estudante em títulos públicos federais ou valores mobiliários, principalmente os que são voltados para financiar a educação superior.
Estados, Distrito Federal e municípios colaborarão com informações sobre matrícula e frequência dos estudantes, por exemplo, além de incentivarem a participação da sociedade no acompanhamento e fiscalização do programa.
Nascido e criado em fazendas até a adolescência, o chef Julio Cardoso, proprietário do restaurante Lujul – Cozinha Consciente, teve muita base para se inspirar e proporcionar o melhor da culinária italiana vegetariana e vegana aos clientes, na Vila Madalena, em São Paulo.
“Eu uso muito o ferro. O ferro para mim remete a essa coisa do campo, esse resgate do passado, a perpetuidade do que ainda é tradicional. Eu trabalho muito com o que é tradicional com inovação”, conta o chef, em entrevista ao Mundo Negro e Guia Black Chefs. “A cozinha italiana, como a francesa, é super clássica, mas passou por uma transformação e eu trabalho muito isso dentro do meu cardápio”, explica.
A tarta de banana em crocante de alga e nosso socarrat de vegetais e maionese de carvão ativado, estão entre os pedidos favoritos dos clientes.
Risoto de congomelos com crispy de cebola roxa (Foto: João Citounadin/Guia Black Chefs)
“Mas a gente tem contrapontos. O strogonoff, por exemplo, é um caminho de entrada para quem quer se tornar vegetariano ou vegano, porque leva a pessoa para memória afetiva”, conta, exemplificando que o cogumelo oferecido no prato, tem a mesma textura e personalidade forte, que o strogonoff de carne ou frango.
Para o chef Julio, as recém famosas denominadas PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), já eram conhecidas há muito tempo por ele, devido a sua experiência nas fazendas.
“Para mim não foi novidade quando o mercado trouxe isso. Meu pai morava sempre em fazenda, então a gente coletava nas roças de cafés, levava para fazer salada de beldroega e sempre amei. O campo me ajudou a ter um conhecimento muito prático”, diz.
Restaurante Lujul na Vila Madalena (Foto: João Citounadin/Guia Black Chefs)
O chef Julio já teve passagem em cozinha clássica e mediterrânea italiana, espanhola, portuguesa e francesa, em especial na região do Sul. Ele adquiriu muita experiência sem ter viajado a nenhum desses países. “A minha família sempre foi muito humilde, muito grande, [meus pais tinham] oito filhos, não tiveram a oportunidade de me mandar [ao exterior] para estudar”, relata.
Apesar de ter como referência o pai, a mãe e em especial a avó, o chef revela que não escolheu ser um profissional de cozinha. “Eu digo que a vida foi me posicionando até quando eu me descobri cozinheiro com um talento e facilidade de criar, de entrar dentro de uma cozinha e absorver tudo muito rapidamente, em uma velocidade maior do que um cozinheiro comum”, conta.
Além da culinária ser deliciosa, o estabelecimento também oferece pratos para crianças, alimentos sem glúten, lactose, uma variedade de drinks com cachaça, drinks clássicos e chás gelados, e contém espaço pet friendly.
Penne alla carbonara (Foto: Reprodução/Instagram)
Representatividade na gastronomia
Julio Cardoso é o único homem chef proprietário negro de um restaurante na Vila Madalena. Segundo ele, ainda há uma barreira quando se está nessa posição em um bairro elitista.
“A gente sente uma resistência de muitos [clientes] quando sabem que os donos são negros. Aqui é um bairro tradicional, os residentes são antigos, e eles não têm essa cultura de evolução como ser humano”, lamenta.
Apesar da falta de oportunidades para profissionais negros na gastronomia, Julio não deixou que isso o impedisse de crescer. “Eu consegui quebrar muito isso ao longo da minha jornada. Consegui adentrar nesses caminhos com mais facilidade dentro da cozinha, muitas vezes restaurantes que só tinha eu como negro, mas consegui alcançar níveis mais altos na cozinha”, conta.
Após comandar duas pizzarias e agora ser proprietário do Lujul, chef Julio já tem novos planos para o futuro. “Eu penso em fazer uma segunda etapa do Lujul com mar e vegano”, revela na entrevista sobre a possibilidade de uma nova unidade do restaurante.
A nova novela da TV Globo, ‘Família É Tudo’ promete agitar o horário das sete. Na obra, a atriz Ramille Xavier dará vida à personagem Andrômeda Mancini, que com uma autoestima inabalável e uma queda para o drama, ela vive comprando e ostentando, sobretudo nas redes sociais.
Filha de Pedro (Paulo Tiefenthaler) com a terceira mulher, Lulu (Cris Vianna), Andrômeda foi criada como uma princesa e, como tal, acredita pertencer a uma realeza. Em ‘Família é Tudo’, ela vai mostrar que está sempre pronta para brilhar e ser um ícone. Isso porque, determinada, a neta de Frida (Arlete Salles) será capaz das maiores loucuras para alcançar o sonho de ser uma cantora famosa.
Estreando em novelas e conhecida como a Melissa da série ‘Encantado’s’, original Globoplay, Ramille fala sobre sua personagem. “Andrômeda é uma explosão de sonhos. Ela é ingênua e mimada, uma patricinha que tem dois fiéis escudeiros, sua cachorrinha, que ela ama, e sonha em ser uma artista famosa. Andrômeda quer ser reconhecida pela música dela. Eu acho que ela é tão ingênua que chega a ser fofa”.
Andrômeda (Ramille). Foto: Globo/Manoella Mello.
A partir do desaparecimento da avó, além de perder o conforto oferecido pelo dinheiro dela e ser obrigada a conviver com os irmãos Mancini, a patricinha vai ter de lidar com sentimentos desconhecidos provocados por Chicão do Nascimento (Gabriel Godoy). Irmão de Guto (Daniel Rangel), o mestre de obras indicado para reformar o casarão e a sede dos negócios dos irmãos Mancini, é um profissional justo e competente, mas classificado pela moça como um bronco. Apesar das faíscas que surgem entre eles, Andrômeda acredita que só o que têm em comum é o amor por seus pets. Chicão é dono de Maradona, um vira-lata que adora brincar com Britney, a cadelinha de Andrômeda.
“É a minha primeira novela e eu estou muito ansiosa, feliz e animada por essa jornada. Tinha feito um teste tempos atrás e não era para a Andrômeda“, relata Ramille. “E aí, numa tarde, eu recebi a ligação do Guilherme Gobbi, produtor de elenco, perguntando se eu ainda tinha interesse e explicando que seria para a Andrômeda, uma das protagonistas. Eu fiquei chocada, muito feliz. Bateu aquele pensamento “meu Deus do céu, uma protagonista!”. Mas eu amo desafios e sou do tipo que vai com tudo para dar vida, cor, dar meu melhor e essa novela vai ser muito incrível“.
– Andrômeda (Ramille) e cachorra Britney. Foto: Globo/Manoella Mello.
Com estreia prevista para março, ‘Família é Tudo’ é uma novela criada por Daniel Ortiz e escrita por Ortiz com Flavia Bessone, Nilton Braga, Daisy Chaves e Claudio Lisboa. Com direção artística de Fred Mayrink e direção de Felipe Louzada, Mariana Richard, Augusto Lana e Naína de Paula, tem estreia prevista para março de 2024. A produção é de Mariana Pinheiro e Claudio Dager e a direção de gênero de José Luiz Villamarim.
Fortes chuvas devastaram cidades do Rio de Janeiro durante o último final de semana. Até o momento, foram confirmadas 12 vítimas ocasionadas pelos temporais e enchentes na região. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu nesta terça-feira (16) a situação de emergência na capital do estado, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Mesquita e Nilópolis.
O governo estima que cerca de 500 a 600 famílias estejam desabrigadas ou desalojadas por causa do temporal. Ações estão sendo feitas em todo o estado do Rio de Janeiro com o objetivo de ajudar as pessoas impactadas. A CUFA em parceria com a Band lançou a campanha ‘S.O.S Chuvas Rio de Janeiro’.
As doações serão revertidas em alimentos, itens de higiene e todo tipo de produto que possa ajudar as pessoas afetadas.
PIX: soschuvasrj@cufa.org.br
Também é possível entregar itens nos seguintes pontos de coleta: Sede da Cufa Rio, Rua Francisco Batista, Nº 1 e sob o Viaduto Negrão de Lima, Madureira – RJ.
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro anunciou, em parceria com o Voz das Comunidades, um espaço para a concentração de doações. Alimentos não perecíveis, água potável e materiais de limpeza e de higiene pessoal poderão ser levados ao saguão do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara, na Cinelândia.
Com o objetivo de colaborar com as vítimas da chuva no Rio de Janeiro, o Instituto da Criança criou a campanha ‘SOS Rio’. Toda contribuição será destinada para as demandas da Rede Integrada que são levantadas pela área de serviço social.
Chave PIX: 4929@institutodacrianca.org.br
Pontos de doação:
Nova Iguaçu: Instituto Chrisan – Rua Ulisses Maciel, 60 Ponto Chic
Duque de Caxias: Casa de Fraternidade Francisco de Assis – Rua Paulo Torres Quintanilha, 170 | Jardim Primavera
São Gonçalo: Movimento de Mulheres em São Gonçalo – Rua Rodrigues da Fonseca, 201 – Zé Garoto | São Gonçalo
Ele é o momento! Estrela de ‘A Cor Púrpura’ e ‘Rustin’, o ator Colman Domingo está chamando atenção da internet e dos especialistas em moda nesta temporada de premiações. Com looks belíssimos, o astro não esconde que está tentando entregar muito estilo em cada tapete vermelho que frequenta. Neste último sábado (13), durante o Critic’s Choice Awards, Colman utilizou uma peça amarela estilizada da grife Valentino que deu o que falar nas redes sociais.
“Estou me divertindo muito nesses tapetes”, celebrou o ator, que também agradeceu ao seu time de stylists. No Globo de Ouro, em 8 de janeiro, Colman apareceu utilizando um smoking exclusivo da Louis Vuitton, desenhada por Pharrell Williams. A peça preta possuía itens e detalhes em dourado. Nas redes sociais, apenas elogios: “o mais bem vestido“.
No Emmy 2024, o ator também optou por um smoking preto, mas longo. Em entrevista para o Hollywood Reporter, Ava Duvernay, amiga de Domingo, relatou que o ator passou por um péssimo momento numa premiação após um de seus looks não ficar bom. A partir desse momento, ele começou a investir de outra maneira no mundo da moda. “Muita alegria de ver esse homem, cada terno, cada sorriso, cada brinde, cada festa privada que estão oferecendo para ele. Estou tão feliz que isso esteja acontecendo com você. Isso já demorou muito para acontecer e você fez muito trabalho. Não acho que haja alguém fazendo isso [looks] melhor nesta temporada do que meu irmão aqui. Em primeiro lugar, vamos falar dos ternos“, celebrou ela.
Domingo não revelou o nome do estilista que trabalhou com ele, mas disse que resolveu mudar. “Foi ruim, e eu sabia que era ruim, mas Ana não disse que era ruim imediatamente. E então Oprah também falou comigo. As duas disseram: ‘Sim, essa roupa foi ruim’. Não vou dizer qual estilista, mas havia calças amarelas envolvidas, e minha aparência estava de folga naquela noite – estava tudo desfeito. Eu simplesmente parecia louco”, lamentou o astro.
Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. Deste modo, e sem compromisso com a cronologia dos fatos, a Cia. Os Crespos abriu, na última quinta-feira (11), a temporada do espetáculo “A Solidão do Feio“, no Sesc Pinheiros, na capital paulista. Com apresentações de quinta à sábado, sempre às 20h, o espetáculo estará em cartaz até 09 de fevereiro.
Sob direção de Gabi Costa, o ator Sidney Santiago, interpreta o escritor e também assina a dramaturgia. O monólogo parte de um velório na parte externa da unidade do Sesc, e passeia por diferentes gêneros teatrais, para dar contornos de herói nacional à Lima Barreto.
“Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney.
Foto: Pedro Jackson
Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.
“A Solidão do Feio é o nosso diário aberto de possibilidades para a existência de Lima Barreto. É o nosso e-mail salvo em rascunhos, que sempre que é revisitado, abre uma nova porta”, explica a diretora.
O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos, intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos.
Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e Benjamim de Oliveira são os nomes escolhidos desta cartografia coordenada por Sidney Santiago Kuanza.
Foto: Pedro Jackson
Lima Barreto Importante escritor, jornalista e cartógrafo afro-brasileiro. Sua obra está impregnada de fatos históricos e de uma perspectiva negra diante das evoluções e retrocessos políticos do Brasil. A escravidão, do racismo estrutural e as desigualdades sempre estiveram em suas páginas. Lima foi um pensador do seu tempo e de sua terra. Deixou obras célebres da literatura brasileira: “Recordações do escrivão Isaías Caminha” (1909), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911), “Clara dos Anjos” (1948), entre outras.
Serviço
“A Solidão do Feio”
Temporada de 11 janeiro à 09 de fevereiro de 2024*, *Dia 25/01 (feriado) não haverá apresentação
Quinta à sábado, às 20h | Sexta-feira, 09/02, às 19h
Um levantamento feito pela startup JusRacial mostrou que os tribunais brasileiros registraram cerca de 176 mil processos por racismo em tramitação em 2023, sendo 33% deles por intolerância religiosa. Comparado a 2009, ano em que foi realizada pesquisa semelhante, houve crescimento de 17.000%.
Para Hédio Silva Jr, diretor-executivo da organização, advogado das religiões brasileiras no STF, doutor em direito pela PUC-SP e ex-Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, os números evidenciam o agravamento do preconceito religioso no cotidiano. “As democracias são corroídas diariamente pelo discurso de ódio religioso que acabou indo para a política, mas que no Brasil tem DNA em alguns templos neopentecostais cuja equação discursiva básica visa proliferar o medo, materializando nas religiões de matriz africana a figura do mal. Fora do continente africano somos o país com maior população negra e temos nosso ethos marcado tanto pelo legado civilizatório africano quanto por sua satanização”, diz ele.
Para realizar o levantamento, a JusRacial realizou pesquisa direta nos sites dos tribunais ao longo de todo o último ano, contabilizando processos julgados e em tramitação. Os tribunais da Justiça e Regional do Trabalho são os que mais registraram casos de racismo. “O número maior no TJ e no TRT é porque as ações decorrem de relações de vizinhança, de consumo e no ambiente de trabalho – o que é um paradoxo, porque hoje virou moda essa história de compliance e se vê que não está funcionando, porque as ações trabalhistas ocupam papel destacado na pirâmide”, diz o jurista.
Em números absolutos, há mais processos no TJ-MG, enquanto no TJ-SP há maior número de casos por racismo religioso (veja aqui a tabela). No Supremo Tribunal Federal, a intolerância religiosa representa 43% dos processos por racismo. “O debate do racismo religioso é o nó górdio da democracia no Brasil, se ele não for enfrentado a curto prazo no Brasil poderemos ter um esgarçamento do tecido social”, acredita o jurista.
Em 2009, uma pesquisa coordenada pelo advogado revelou cerca de mil processos por racismo em tramitação na justiça comum e trabalhista. Em ação anterior da qual fez parte, em 1997, representando uma ONG negra, Hédio Silva Jr. conta que foram levantados apenas nove processos nos 27 tribunais estaduais do país. A partir de troca de correspondências, a organização buscou informações sobre casos relacionados a “preconceito racial” entre 1951 (ano de edição da finada Lei Afonso Arinos) e 1988.