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UCLA recebe turma formada 100% por mulheres negras brasileiras para formação, em colaboração do Conselheira 101

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Turma 100% formada por mulheres negras brasileiras na UCLA, em colaboração com o Conselheira 101 (Foto: Divulgação)

Inédito! A UCLA Anderson School of Management (Universidade da Califórnia), nos Estados Unidos, realiza pela primeira vez, de forma presencial, o curso do programa ‘C101 – Women in Governance’, com a colaboração do Conselheira 101, e recebe um grupo 100% formado por mulheres negras brasileiras. Hoje foi realizado o primeiro dia de aula e o Mundo Negro teve acesso exclusivo as fotos da turma.

Com o objetivo de ampliar o conhecimento de mulheres negras e indígenas em cadeiras de conselhos administrativos, a formação internacional e de impacto busca desenvolver habilidades, competências e perspectivas necessárias para uma liderança feminina transformadora.

“É um curso extremamente inédito na forma presencial, exclusivo e desenvolvido especialmente para o Conselheira 101. Está sendo um marco não só para o Conselheira 101, mas também para a UCLA, que é uma das maiores referências em cursos de governança. Especificamente esse curso ‘Women in Governance’, que está tendo uma configuração de sair do modelo online e ir ao presencial, para um grupo de mulheres negras e indígenas brasileiras”, diz Jandaraci Araujo, co-fundadora do Conselheira 101, para o Mundo Negro.

O programa imersivo, que iniciou neste mês, apresentará ao longo dos cinco dias conteúdos sobre funções e responsabilidades dos conselhos administrativos; capacidades de persuasão e influência para ser um membro efetivo da direção e estratégias individualizadas para a construção de redes e conexões. Ao final do curso haverá a cerimônia de entrega dos certificados.

Foto: Divulgação

“[Para] muitas mulheres que estão aqui conosco, é a primeira vez que elas estão vindo para os Estados Unidos e para estudar numa universidade que é referência mundial, uma das melhores do mundo em termos de negócios. Então, isso vai ser um grande divisor de águas, pois, a partir dessa certificação, elas se habilitam também a concorrerem a vagas em boards internacionais. Um grande marco para além das oportunidades no Brasil. Todas as aulas são em inglês e sem tradução. Então a gente sai desse lugar de que não existem mulheres negras qualificadas em altas posições e com habilidades para estarem em conselhos de alta referência no Brasil e no mundo”, completa Jandaraci.

O relatório ‘Panorama Mulheres 2023’, realizado pelo Talenses Group e Insper, revela que no Brasil as mulheres representam 21% em conselhos administrativos e 17% em cargos de presidente. Desde o primeiro ano da pesquisa, em 2017, houve um aumento nesse percentual, que era de 10% nos conselhos e 8% como CEOs. Com o recorte racial, essa representatividade reduz ainda mais, segundo o Instituto Ethos, apenas 4,2% dos conselhos administrativos das empresas é composto por mulheres negras.

Desde o início do Conselheira 101, em 2020, o programa já impactou 105 executivas negras e indígenas, sendo que 47% das participantes conquistaram posições em conselhos e também comitês de assessoramento. Além disso, 53% tiveram, também, relevantes movimentações na carreira executiva.

O projeto, sem fins lucrativos, tem o apoio do  Consulado dos Estados Unidos, KPMG, Women Corporate Directors Foundation (WCD), B3, Oliver Press, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Machado Meyer Advogados e Harpy Eagle.

“Um dia vocês sairão da aposentadoria”: diz Mathew Knowles sobre possível retorno do grupo Destiny’s Child

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Foto: Reprodução/Instagram

Mathew Knowles, ex-empresário de Destiny’s Child e pai de Beyoncé, homenageou os quase 25 anos do início da história do grupo, formado pela Queen B, Kelly Rowland e Michelle Williams e despertou expectativa dos fãs para um possível retorno do trio, em carta aberta publicada nesta segunda-feira (18), nas redes sociais.

“Queridas Destiny’s Child, é difícil acreditar que já se passaram quase 25 anos desde que iniciamos esta jornada. Vocês eram apenas jovens adolescentes com o sonho de serem as melhores do mundo e realizaram seu sonho. Agradeço a confiança que vocês me deram para ajudar a criar e facilitar suas incríveis jornadas”, iniciou o texto. “Quero agradecer a todos os jovens artistas e dançarinos, de Girls Tyme a Destiny’s Child, que de alguma forma fizeram parte da jornada, bem como aos ex-empresários que estiveram lá com Girls Tyme antes de mim”, completa.

“Beyoncé, Kelly e Michelle, neste Mês da Mulher, gostaria de expressar minha admiração pelo incrível talento, esforço e dedicação de cada uma de vocês no trabalho. Sua busca incansável pela excelência e confiança inabalável umas nas outras, sem dúvida, impulsionaram vocês a se tornarem o grupo feminino número um de todos os tempos. Sua música tocou o coração de milhões de pessoas, inspirando e capacitando fãs ao redor do mundo. Suas harmonias, performances e mensagem de força deixaram uma marca na indústria musical e além”, celebra.

Por fim, Knowles deixa acesa uma esperança para o retorno do grupo: “Obrigado, Beyoncé, Kelly e Michelle, por suas músicas, seus talentos e espírito inflexível. Vocês são verdadeiramente lendárias. Muitos entenderam mal que o Destiny’s Child se separou. Não, vocês foram mais espertas que isso e sempre souberam que um dia se aposentariam! Esperançosamente, um dia vocês sairão da aposentadoria!”, finaliza a carta.

Água, raça e gênero: relação de desigualdade

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Foto: Reprodução

Texto: Juliane Sousa

As desigualdades raciais e de gênero são duas enormes injustiças históricas e ainda bastante persistentes em todas as esferas da sociedade. Quando trazemos este problema para o debate sobre o acesso à água, um direito vital, a dificuldade se acentua. Faltam políticas públicas efetivas, mas parte da solução a este desafio também está nas mãos das empresas. 

Pretos e pardos representam a maioria da população no Brasil (55%), porém também predominam na fatia daqueles que vivem sem esgoto adequado (69%). E quando se fala do acesso à água potável, este percentual sobe para 72% de quem não acessa do modo considerado apropriado. Os dados são do último Censo do IBGE, divulgados no mês passado. Além disso, mais de 16 milhões de mulheres não têm acesso à água tratada e 38% vivem em áreas sem esgoto tratado, segundo pesquisa do Trata Brasil em 2022. 

Na história brasileira, as funções sociais foram estabelecidas de acordo com a raça e o gênero. O patriarcado europeu determinou tais papéis ao controle político, econômico e social da mulher. Historicamente, as atividades domésticas foram naturalizadas de função exclusiva das mulheres, consequentemente, responsabilizadas pela procura e pelo fornecimento da água para uso das famílias, com longas caminhadas com latas cheias sob suas cabeças. 

Paradoxalmente, elas exercem quase nenhuma influência se comparada com os homens, nas tomadas de decisões, nos negócios e no estabelecimento das políticas públicas acerca da questão, que ainda são tratadas de forma técnica, econômica, política e nada social. Apesar da significativa evolução dos direitos dos negros e das mulheres, as inúmeras desigualdades ainda persistem. 

Embora as mulheres sejam maioria no Brasil, a incorporação do princípio na Política Nacional de Recursos Hídricos, de 1997, de “reconhecer a importância da participação das mulheres nos colegiados no Sistema Nacional de Recursos Hídricos” ainda é questionada. Hoje, elas representam somente 28% no Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e 38% na ANA, que criou um comitê pró-equidade. Nos 12 mil espaços de participação dos 223 comitês das bacias hidrográficas no Brasil hoje, nos estaduais, as mulheres são 31%. 

Esta realidade aponta que elas não ocupam a mesma quantidade de cadeiras ocupadas pelos homens nos espaços decisórios. São vozes pouco ouvidas sem as mesmas oportunidades de participação, reflexão e discussão acerca do fornecimento, gestão e proteção da água no nosso país. Estas divisões raciais e sexuais do trabalho prejudicam a definição de instrumentos de participação igualitária e efetiva nos processos decisórios e na garantia de acesso aos benefícios da água. 

É inaceitável que uma raça e um gênero sejam mais afetados pela falta da universalização de um serviço básico à vida. Precisamos ampliar a participação das mulheres negras nestes debates. Todas nós somos corresponsáveis em trazer à marcha ações que promovam uma participação feminina igualitária e efetiva junto aos homens em posições de decisão, no desenvolvimento de políticas do setor, estratégias e gestão dos projetos.

Cabem às políticas públicas e projetos da iniciativa privada do setor de água e saneamento incorporar uma perspectiva de raça e gênero nos projetos de gestão para combater essas desigualdades e garantir este direito de acesso igualitário. Também é preciso a capacitação nas diferentes funções, considerando as necessidades específicas das mulheres em todas as tomadas de decisão associadas ao desenvolvimento e implantação dos projetos. 

O papel dos negócios

Esta conquista depende de uma intervenção multisetorial: governos, setor privado e sociedade atuando juntos. O tema deve migrar das ONGs para as mesas de debates dos conselhos de administração das empresas. Também é papel delas contribuírem com a promoção do acesso e da gestão por mulheres e homens, de modo equitativo, de água potável e adequada para abastecimento dos lares, saneamento, segurança alimentar e sustentabilidade ambiental. 

Na pauta pela equidade racial e de gênero no acesso à água, elas podem atuar na redução dessa desigualdade, alinhando suas estratégias de negócios aos ODS 5, 6 e 10 (igualdade de gênero, água potável e saneamento e redução das desigualdades). A ONU, não à toa, envolveu o setor privado na formulação da Agenda 2030. Com o engajamento dos negócios, mercados e investidores, o mundo terá mais oportunidades de avançar nos objetivos e metas.  

Sem as empresas, não conseguiremos superar estes desafios que custará caro e poderá até levar ao fim de muitos negócios. Elas são parceiras-chave para o alcance dos ODS na contribuição por meio de negócios, avaliando seus impactos socioambientais, definindo ações disruptivas, metas audaciosas, lançando mão de parcerias e tecnologias e reportando seus resultados com transparência. 

Muitas delas já compreenderam e se engajaram nesse plano de ação global. As Empresas B reconheceram a chance de fazer negócios auxiliando a solucionar problemas da sociedade. A gestão sustentável, integrada à estratégia organizacional, transforma todos os aspectos do negócio e da sua cadeia de valor, contribuindo para uma mudança efetiva de cultura e processos. Além disso, demonstra o propósito e os valores da empresa, reduz riscos e, consequentemente, gera lucro sustentável. 

Estes impactos gerados com base nos Objetivos Globais podem ser mensurados por meio da ferramenta SDG Action Manager, desenvolvida pelo B Lab e pelo Pacto Global. A plataforma facilita o alinhamento das estratégias e operações da empresa com as metas dos ODS, além de apontar riscos e oportunidades de negócios e propor metas para a construção de um plano de ação.

O Sistema B Brasil também acredita e atua pelo acesso e controle igualitário das águas como um direito fundamental de todos e de todas, assim como um fator crucial para o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural. Neste contexto, mais negócios de impacto precisam compreender e assumir o seu papel de liderança na busca de um mundo mais igualitário, justo e sustentável. Pois é a partir deste equilíbrio que viabilizará o fim da pobreza e a promoção da sustentabilidade. 

* Juliane é coordenadora de Comunicação do Sistema B Brasil.

Juiz alega legítima defesa e absolve PMs acusados de matar Claudia Ferreira, arrastada por viatura

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Foto: Reprodução

Os policiais acusados pelo homicídio de Claudia Silva Ferreira, que foi arrastada por uma viatura da PM por 350 metros na Zona Norte do Rio de Janeiro após ser baleada durante uma operação, foram absolvidos pela Justiça. O crime completou 10 anos no dia 16 de março.

De acordo com a reportagem do jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (18), apesar de a investigação da Polícia Civil concluir que o tiro que atingiu Claudia partiu do ponto de onde estavam os agentes, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal, alegou que ela foi baleada no momento em que os PMs trocavam tiros com traficantes. “Os acusados agiram em legítima defesa para repelir a injusta agressão provocada pelos criminosos, incorrendo em erro na execução, atingindo pessoa diversa da pretendida”, escreveu.

O capitão Rodrigo Medeiros Boaventura, que respondia pelo homicídio em liberdade e comandava a patrulha, ganhou um cargo na Vice-Governadoria do estado. Ele foi nomeado superintendente do órgão e teve o nome publicado no Diário Oficial, na última quinta-feira (14). Antes, ele ocupava um cargo no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

PMs Manoel Arcanjo, Alexsandro da Silva Alves e Adir Serrano Machado, deixando a delegacia após prestar depoimento, em 2014 (Foto: Marcelo Carnaval)

O sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, que também respondia o processo em liberdade, continua na PM. Ele chegou a ser preso sob a acusação de integrar a milícia na Zona Norte do Rio, em 2020.

Os subtenentes Adir Serrano, Rodney Archanjo, o sargento Alex Sandro da Silva e o cabo Gustavo Ribeiro Meirelles, acusados de terem removido o corpo de Claudia para modificar a cena do crime, também foram absolvidos. O magistrado também defende que “eles tentaram socorrer a vítima de imediato, em que pese vários populares agirem de modo a impedir o socorro”.

Já o acusado de ser o traficante que trocou tiros com os policiais, Ronald Felipe dos Santos, vai a júri popular. A sentença do juiz é do dia 22 de fevereiro.

Relembre o caso

Cláudia Ferreira foi atingida durante uma troca de tiros na região onde vivia e então foi socorrida e colocada no porta-malas de uma viatura policial por três policiais que alegaram que a levariam para um hospital. Durante o trajeto, seu corpo caiu para fora do porta-malas e, preso pela roupa, ficou pendurado e foi arrastado por volta de 350 metros na Estrada Intendente Magalhães. A cena do corpo da Cláudia sendo arrastado foi filmada por um cinegrafista anônimo (que seguia no carro atrás da viatura) e o vídeo foi divulgado pela imprensa.

Conhecida por Cacau, era mãe de quatro filhos e cuidava de outros quatro sobrinhos, com idades entre 5 e 18 anos. Segundo o marido, ela caminhava para comprar alimentos para seus filhos quando foi baleada. Cláudia trabalhava como auxiliar de serviços num hospital e completaria 20 anos de casada em setembro de 2014.

Levantamento mostra que 7 em cada 10 concursos públicos para universidades federais não reservam vagas pela lei de cotas

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Foto: Reprodução

Um levantamento mostrou que 7 em cada 10 universidades federais não reserva vagas pela lei de ações afirmativas. Segundo informações contidas no relatório de pesquisadores da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) e do Insper, divulgado nesta segunda (18) em parceria com o Movimento Negro Unificado e publicado pela Folha de S. Paulo, em 74,6% dos editais são ofertados apenas um ou dois cargos, dificultando que 20% da reserva de vagas previstas na lei seja aplicada.

Segundo a reportagem, as universidades distribuem as vagas disponíveis entre os departamentos, diferentes localidades do campus e áreas de conhecimento, resultando frequentemente em editais com menos de três vagas, o número mínimo necessário para implementar políticas de ação afirmativa.

A pesquisa analisou 3.135 editais de concursos públicos em 56 universidades federais. O estudo abrangeu o período entre junho de 2014, quando a lei entrou em vigor, até dezembro de 2022. Além disso, os pesquisadores também examinaram 6.861 editais de processos seletivos simplificados, direcionados a contratação de professores temporários. Destes, foi constatado que 76% não ofereciam número de vagas suficientes para cumprir as disposições da lei.

Ao totalizar os concursos e processos simplificados, os pesquisadores identificaram um total de 46.309 posições disponíveis durante esse período. Entre elas, cerca de 9.996 não foram reservadas para pessoas pretas ou pardas, conforme estipulado pela lei de cotas.

O ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou em seu voto a favor da constitucionalidade da lei de cotas a preocupação de que esta pudesse ser “fraudada pela administração pública se implementada de modo a restringir seu alcance”.

Com base nessa preocupação, os pesquisadores identificaram seis possíveis mecanismos que consideram ser utilizados para burlar o sistema de cotas. Estes incluem práticas como o fracionamento de cargos por área do conhecimento e a publicação de vagas em editais que oferecem apenas um ou dois cargos em um único mês.

Em um exemplo disso, foi observado que em 23 universidades os editais de concursos não mencionavam a obrigatoriedade das ações afirmativas, conforme previsto na legislação.

Esses achados são ainda mais significativos quando consideramos que apenas 0,53% das nomeações de professores em universidades federais são de pessoas negras que ingressaram por vagas reservadas, segundo um levantamento publicado em 2021, realizado pela Escola Nacional de Administração Pública, pela Universidade de Brasília e pelo então Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Billy Dee Williams, primeiro a interpretar Lando Calrissian em Star Wars, comenta sobre Donald Glover no papel

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Foto: Reprodução/ Lucasfilm

O ator Billy Dee Williams, primeiro a viver o personagem Lando Calrissian na saga “Star Wars”, falou sobre o que achou da interpretação de Donald Glover no papel do personagem. Durante entrevista concedida para a britânica Radio Times, Williams afirmou que ” só há um Lando Calrissian”.

O ator, que foi o primeiro a interpretar o personagem carismático Lando Calrissian em ‘Star Wars – O Império Contra-Ataca’, que estreou em 1980, contou que conversou com Donald Glover sobre o personagem: “Tive um bom almoço com ele. Ele é um jovem encantador. Extremamente talentoso”, disse. “Mas eu não o vejo… quero dizer, quando se trata de Lando Calrissian, só há um Lando Calrissian. Eu criei esse personagem.”

Billy Dee Williams ainda revelou o conselho que deu a Donald Glover antes de seu sucessor interpretar o personagem Lando: “Eu disse a ele para ser charmoso – duas palavras! Isso era tudo que eu precisava dizer a ele. Isso é tudo que consegui pensar”.

“Ele faz parte de uma nova geração. Ele criará tudo o que precisar, para trazer apelo ao personagem”, explicou Williams. “Ele é um jovem muito talentoso e muito imaginativo. Quero dizer, não cabe a mim dizer o que ele deve fazer com o personagem nesta fase.”, destacou.
Ao ser questionado se voltaria a interpretar Lando em projetos futuros de “Star Wars”, Williams disse em tom de brincadeira: “Pague-me muito dinheiro e venderei minha alma.”.

Donald Glover interpretou o jovem Lando Calrissian em “Solo: Uma História de Star Wars” de 2018, a produção obteve uma resposta positiva dos fãs e da crítica por seu trabalho no papel. Em dezembro de 2020, a Disney anunciou que a série “Lando” estava em desenvolvimento. Mais tarde, no final de 2023, o The Hollywood Reporter, afirmou que o ator e escritor estava planejando transformar o projeto da série em um filme para a Lucasfilm.

SZA fala sobre decisão de remover implantes mamários por conta de fibrose e histórico familiar de câncer de mama

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Foto: Neilson Barnard/Getty Images

Durante uma entrevista para o podcast SHE MD, a cantora e compositora SZA falou sobre a decisão de remover os implantes mamários por conta do aumento da fibrose, excesso de tecido fibroso que a cantora tem nos seis. A artista também contou como o histórico médico de sua família também a influenciou para a retirada dos implantes, a mãe e a tia tiveram a câncer de mama.

Na conversa, a cantora afirmou se lembrar de ouvir que tinha 53% de chances de desenvolver a doença ao longo da vida por causa do histórico familiar. A mãe de SZA teve câncer de mama e sua tia precisou fazer uma mastectomia, quando acontece a remoção completa da mama, como consequência da doença.

SZA também revelou ter fibrose nos seios, o que, segundo ela, já deveria ser um motivador para não colocar os implantes nos seios: “Quando fiz a cirurgia dos seios, meu médico retirou um pouco da minha fibrose e disse: ‘Havia tanta fibrose, foi uma loucura’”, contou.
“Eu tenho marcadores no meu seio, tipo marcadores de metal no meu seio para essas fibroses, para esses caroços ou o que quer que seja, eu não deveria estar colocando implantes mamários”, disse ela.

Em conversa com a equipe do Mundo Negro, a ginecologista e mastologista, Dra. Cecília Oliveira Pereira, explicou a relação entre desenvolvimento de câncer e a questão da hereditariedade: “Na verdade, existe um pouco de confusão quando a gente fala sobre câncer, genética e hereditariedade. Todo câncer é genético. O câncer acontece por conta de uma falha na replicação celular. Mas nem todo câncer é hereditário. Pensando em câncer de mama, só 10% dos cânceres de mama estão ligados à hereditariedade. Normalmente, esses cânceres são manifestados numa faixa etária menos comum do que a gente espera. O mais comum do câncer de mama são mulheres pós menopausa. E cânceres de mama ligados à hereditariedade geralmente acontecem em mulheres jovens abaixo de 40 anos. E são tumores que replicam muito rápido, têm um crescimento muito mais rápido. Por isso que normalmente essas pacientes fazem diagnóstico já com doença palpável”, detalhou a especialista.

Questionamos a Dra. Cecília existe a possibilidade de dar um percentual para o risco de desenvolvimento de câncer. Nesse caso, a médica afirmou que “não é possível dar um percentual para uma paciente, a medicina não trabalha com isso. O que a gente tem hoje, na verdade, são testes genéticos indicados por médicos geneticistas que podem mostrar se o seu risco é habitual, ou seja, como de toda a população, ou se você tem uma elevação desse risco, e aí você consegue dizer se é uma paciente de alto risco ou não, mas o percentual a gente não faz”.

A médica também falou sobre a relação entre o uso de próteses mamárias e o risco de desenvolvimento de câncer. Segundo ela, existe um tipo raríssimo de câncer, chamado linfoma de células anaplásicas que está associado à presença de próteses mamárias: “É um câncer que está associado à presença de próteses mamárias, que não é o câncer de mama clássico que a gente fala nas campanhas sobre prevenção, realização de mamografia precoce, esse câncer está ligado ao uso de próteses, mas ele é muito raro. Então, na verdade, eu acredito que quando ela diga que ela diminuiu o risco de desenvolvimento de câncer, tem a ver pensando exatamente nesse tipo de linfoma de células anaplásicas”.

Por fim, a ginecologista e mastologista explicou como a fibrose ocorre no organismo, detalhando que se trata de uma alteração no tecido conjuntivo e não na mama: “Fibrose, é um tecido cicatricial que pode ser exacerbado que provavelmente foi o que aconteceu no caso da cantora. Então ela deve ter tido uma fibrose mais importante, mais intensa, causando dor num local e isso pode acontecer com qualquer um de nós depois de um trauma seja por cirurgia ou por algum machucado. Alguns pacientes, além da fibrose, podem fazer uma cicatriz hipertrófica e outros podem ter uma tendência à queloide. Na verdade, a fibrose é uma alteração do tecido conjuntivo, é uma alteração da pele e não da mama. O termo fibroso tem a ver com isso e não tem nada a ver com um implante mamário. Ficou até um pouco confuso esse posicionamento dela.”

NAACP Awards 2024: A Cor Púrpura’ é o principal vencedor em noite de premiação que homenageia artistas negros nos EUA

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Foto: Getty Images

A premiação que homenageia os artistas e produções negras de maior destaque em Hollywood foi realizada na noite do último sábado, 16, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Queen Latifah foi a anfitriã do NAACP Awards 2024, que concedeu à ‘A Cor Púrpura’ o título de ‘Melhor Filme’ e a Fantasia Barrino, o prêmio de ‘Melhor Atriz’ pelo papel de ‘Celie’ no longa, que foi um dos grandes campeões da noite e concorria em 16 categorias, levando também ‘Melhor Figurino’, ‘Melhor Maquiagem’ e ‘Melhor Penteado’.

Durante o 55º prêmio anual da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), Fantasia Barrino, que interpretou ‘Celie’, protagonista de ‘A Cor Púrpura’, foi a ganhadora da categoria de ‘Melhor Atriz’. Em seu discurso, Barrino confessou que não tinha preparado um discurso de agradecimento para a noite: “Não pensei que fosse vencer”, disse ela emocionada.

“Eu estava com medo de interpretar Celie, mas estou feliz por ter feito isso, porque ficava dizendo: ‘Se eu não ganhar um prêmio, o prêmio que vou ganhar são as pessoas que vão assistir a Cor Púrpura’ e as mulheres que se identificarão com ela e se sentirão como Oscars quando saírem.”, disse a atriz que mesmo ganhando um Globo de Ouro pela atuação no clássico baseado no livro de Alice Walker, foi ignorada pelo Oscar.

Bastante aclamada pelo papel de ‘Shug Avery’ em ‘A Cor Púrpura’, Taraji P. Henson também teve seu trabalho reconhecido no NAACP Awards 2024 e foi escolhida ‘Melhor Atriz Coadjuvante’. Em seu discurso, a atriz lembrou que mulheres negras são mal pagas em Hollywood: “Eu só quero agradecer muito a vocês por aparecerem para mim o tempo todo, não apenas nas bilheterias ou assistindo o que eu estou, mas vocês viram o que aconteceu e vocês apareceram, vocês apareceram, você me mostrou amor”, afirmou. “É assustador falar a verdade, mas peço a todos vocês que falem a verdade, porque no final das contas isso é tudo que temos.”, destacou a atriz.

Colman Domingo, que além de vencer na categoria de ‘Melhor Ator Coadjuvante’ pelo personagem ‘Mister’ no longa dirigido por Blitz Bazawul, também levou o prêmio de ‘Melhor Ator’ pelo filme biográfico ‘Rustin’.

Confira os demais ganhadores da premiação

O inglês Damson idris foi reconhecido na categoria de ‘Melhor ator em série dramática de televisão’ pelo papel de Franklin Saint na série “Snowfall”. Índia Amarteifio ganhou como ‘Melhor Atriz em Série Dramática’ por ‘Rainha Charlotte: uma história de Bridgerton, que também ganhou como ‘Melhor Série’.

A série, ‘Abbott Elemntary’ foi a grande campeã das séries de comédia, levando prêmios na categoria ‘Melhor Série de Comédia’,
‘Melhor Atriz em Série de Comédia’ para Quinta Brunson e ‘Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia’ para William Stanford Davis. Ayo Edebiri conquistou a categoria de ‘Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia’.

Amanda Gorman, poetista e ativista, ganhou o ‘Prêmio do presidente’.

Usher, que recentemente foi a atração principal do show de intervalo da final do Super Bowl, venceu nas categorias “Artista do ano”, ‘Melhor Artista Masculino’ e levou também o ‘Prêmio do Presidente’. Enquanto a artista H.E.R., ganhou como ‘Melhor Artista Feminina’ e Victoria Monaet venceu como ‘Artista Revelação’.

A atriz e produtora Issa Rae levou o prêmio de ‘Desempenho de narração de personagem em um filme’ pela dublagem de Jessica Drew em ‘Homem Aranha: Através do Aranhaverso’. Já a atriz-mirirm Mila Davis Kent foi premiada na categoria ‘Melhor Performance Jovem em um Filme’ por viver Amara Creed, filha do protagonista, em Creed III.

Ava DuVernay ganhou como ‘Melhor Direção’ por ‘Origem’.

Funcionários negros da NASA viralizam ao compartilhar suas fotos oficiais do governo

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Foto: Reprodução

Utilizando a hashtag #BlackYoungProfessionalsAtNasa, funcionários negros da NASA (na tradução em português: Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), compartilharam suas fotos oficiais do governo para comentar sobre o trabalho na agência governamental dos Estados Unidos.

Um dos primeiros a compartilhar a foto, Tyrone Jacobs contou que trabalha como engenheiro de componentes triplos: “trabalho no hardware espacial e de satélite usado em vários veículos e foguetes que os astronautas usam para voar em órbita, para forças armadas, governo, etc”, detalhou o jovem, que também compartilhou seu perfil do Linkedin e outra foto na frente da NASA. Jacobs chegou a acumular 28 milhões de visualizações em sua publicação no ‘X’.

Um ex-aluno da Universidade do Alabama também compartilhou sua foto oficial como funcionário da NASA e foi celebrado pelo perfil oficial da universidade, com compartilhou a publicação e escreveu: “Ah @NASA, é isso que estamos fazendo??? É claro que temos que demonstrar amor pelo nosso ex-aluno da Universidade do Alabama @DjDonJr! 🚀 Continue deixando Rocket City #HBCU #AAMU orgulhosa”.

Já a jovem Mia compartilhou alguns detalhes de sua trajetória até chegar à NASA: “eu queria ser astronauta / trabalhar para a NASA desde muito jovem, fui para a Texas A&M University for Aerospace Engineering (não entrei), mas obtive meu bacharelado em Engenharia da Computação (com 2 menores – matemática e segurança cibernética ), meu primeiro emprego foi em Dell Technologies em segurança cibernética e agora estou trabalhando na equipe de Robotics Flight Control para a Estação Espacial Internacional!”, narrou.

Outra usuária do ‘X’ comemorou o trabalho da mãe na agência espacial do governo dos Estados Unidos: “Minha mãe é engenheira mecânica que trabalha no departamento de segurança do JSC, mas começou na Stennis. Ela comemorou 35 anos na NASA em outubro passado. Estou muito orgulhosa dela e de vocês!”

Filme pernambucano destaca a contribuição de mulheres negras no Maracatu Nação Leão Coroado

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Foto: Divulgação - Leoas

Quase 200 anos depois da fundação do Maracatu Nação Leão Coroado , o filme “Leoas: o legado feminino no Maracatu Leão Coroado”, realizado com incentivo do Funcultura, foi lançado na última sexta-feira, 15, no Museu da Abolição, na cidade do Recife, em Pernambuco, para destacar o papel de protagonista das mulheres na Nação. O filme será disponibilizado em breve no canal oficial do Maracatu Leão Coroado no YouTube.

“Leoas é sobre reconhecer e valorizar a contribuição de várias mulheres, de diferentes gerações, no Maracatu Leão Coroado. É sobre a nossa história, nossas vidas, contadas por nós”, afirma Karen Aguiar, realizadora do filme e a primeira mulher a assumir a regência do Leão Coroado, em 2018, com a morte inesperada do seu avô, Mestre Afonso Aguiar. Na época Karen tinha 18 anos, e de lá para cá, ampliou sua atuação para além do baque, trabalhando também na salvaguarda dos saberes do maracatu e das pessoas que o fazem.

No filme, oito mulheres que desempenham papéis diferentes no maracatu (batuqueiras, baianas, rainha, presidenta) falam sobre suas experiências, sentimentos e medos que enfrentam na Nação, tocando em pautas que as atravessam, como negritude, religiosidade e a invisibilidade das mulheres dentro da tradição. “O projeto também se tornou um espaço para que a gente finalmente falasse o que tava guardado por trás de tanta força e cuidado com a Nação”, explica Karen. Para ela, o próprio fazer do filme mudou a visão das mulheres que fazem o Leão Coroado sobre si mesmas. “A percepção e confirmação de que nós somos as referências de nós mesmas caiu como um abraço”, pontua.

A ideia inicial do projeto era registrar os saberes de Dona Janete Aguiar no maracatu, esposa de Mestre Afonso e também costureira, administradora e Dama do Paço da Nação, mas que nunca teve o mesmo reconhecimento do marido. Dona Janete morreu antes que o projeto pudesse ser concretizado e Karen decidiu, a partir de Dona Janete, registrar os saberes e as histórias das outras mulheres que fazem o Leão Coroado, para conservar esse legado enquanto ainda há tempo.

“Eu espero que o Leoas doc seja um ponto de partida na história do registro e salvaguarda dos saberes das Nações. Que a gente passe a registrar os saberes não só dos mestres, mas que a gente registre as pessoas que fazem a Nação de fato. A pessoa que costura, a pessoa que cozinha, a pessoa que toca tambor há muito tempo, todas essas coisas”.

O Maracatu Nação Leão Coroado é o mais antigo em atividade ininterruptas desde sua fundação em 1863. Essa longa história, como na maioria dos grupos, sempre foi conhecida a partir da liderança masculina, a exemplo de Luiz de França, uma das maiores referências do maracatu em Pernambuco.

Serviço

Pré-estreia Leoas

Data: 15/03, às 19h

Local: Museu da Abolição (Rua Benfica, 1150 – Madalena, Recife)

Entrada gratuita

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