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Nada é permanente: para pesquisadoras do CEERT, enxugamento das pautas raciais faz parte de uma dinâmica social “não linear”

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Foto: Fábio Ura

Em menos de 3 meses fará 4 anos que o assassinato de George Floyd parou o mundo. Em 25 de maio de 2020, o afro-americano foi morto por um policial de Minneapolis, nos Estados Unidos, que pressionou o joelho contra seu pescoço por quase nove minutos. O crime desencadeou protestos globais e destacou questões da brutalidade policial e do racismo sistêmico em todo mundo.

Até hoje esse fato é apontado como um grande momento na história da humanidade onde o racismo contra pessoas negras foi reconhecido como um fator de atraso social, político e econômico na vida deste grupo e diversas iniciativas surgiram ao redor do mundo no sentido de tentar oferecer algum tipo de reparação. Obviamente, nada do que foi feito chegou perto de qualquer tipo de reparação histórica que minizmie os danos do holocausto negro, que no Brasil durou quase 400 anos e antes que alguns avanços pudessem ser celebrados, as iniciativas de igualdade racial, sofreram cortes severos. Vale lembrar que em 2023, a Suprema Corte Americana derrubou as cotas raciais nas universidades

Floyd foi mencionado algumas vezes durante o encontro de mulheres brasileiras no evento do Pacto Global – Rede Brasil da ONU , realizado em Nova York nos dias 13 e 14 de março. O “evento paralelo” foi parte da programação da 68ª edição da Comissão de Situação da Mulher (CSW), o maior evento de equidade de gênero do mundo.

Durante a mesa Giselle dos Anjos Santos, Historiadora e Pesquisadora Especialista em Interseccionalidades do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), reconheceu a importância das manifestações de 2020, mas lembrou que antes disso o ativismo do movimento negro já havia causado impactos no sentido de trazer uma reflexão de como as estruturas sociais compactuam com o racismo, e alguns frutos também foram colhidos.

Giselle dos Anjos Santos – Foto: Fábio Ura

“Não podemos esquecer o quão significativo tem sido essas tentativas de mudanças. Em alguns momentos eu fico até me perguntando se faz sentido a gente dizer que realmente essas políticas afirmativas dentro das instituições, especialmente considerando a pauta racial, começaram a partir do caso do George Floyd. De fato, a gente entende que mudou muito, mas antes disso, já tinham muitas instituições, ainda de forma tímida, trabalhando com o tema”.

NADA É PERMANENTE, NEM O RETROCESSO

Após a mesa na ONU, conversamos com Giselle Santos e Edilza Sotero, Cientista Social, pesquisadora do CEERT e professora da Universidade Federal da Bahia.

Giselle dos Anjos Santos e Edilza Sotero – Foto: Fábio Ura

Demissões em departamentos de Diversidade e Inclusão, cortes em projetos com foco na comunidade negra e questionamentos sobre a continuidade de ações afirmativas têm trazido tensões nas rodas negras do meio corporativo e acadêmico.

Giselle reforça que apesar da relevância das ações sociais antirracistas de 2020, é preciso reconhecer quem veio antes. “A luta do Movimento Negro é histórica e precisa ser reconhecida e valorizada, porque se a gente avançou de alguma forma em termos de promoção da equidade na sociedade brasileira foi também por conta da intervenção, da construção e da contribuição dessas organizações. E aí eu gosto, inclusive, de enfatizar que o Movimento Negro, como diz a própria Nilma Lino Gomes, do Movimento Negro Educador, que ele não constrói uma luta para favorecer unicamente o grupo da população negra, pelo contrário. Essa luta atinge toda a sociedade”.

A intelectual reconhece os esvaziamentos das pautas raciais nos espaços de poder, mas ela volta à história para trazer uma reflexão de que não é a primeira vez que a sociedade anda para trás sobre questões étnicos raciais.

“O CEERT, por exemplo, é uma dessas instituições que há mais de três décadas promovem a equidade racial e de gênero, especialmente dentro das instituições, promovendo uma política de promoção da equidade racial, interseccionada com o gênero, construindo censos, construindo uma metodologia, a partir da nossa metodologia de trabalho que visa construir uma outra cultura, uma dinâmica onde as pessoas negras não só possam estar, mas estar de forma que não seja pautada por uma lógica de violência. A gente reconhece que está havendo um enxugamento das pautas de diversidade, mas eu acredito que existe um movimento que ele é contínuo, mas que ele não é linear. Quando a gente pensa as ações de modo geral, a política e a dinâmica social, na verdade, a dinâmica social não é linear. Vai existir um movimento de avanço, assim como vai existir um movimento de retrocesso, porque faz parte de uma lógica, inclusive dialética, da sociedade. Assim como o avanço é um movimento que aconteceu dentro das empresas e agora está retrocedendo, essa também é a impressão da própria dinâmica da sociedade brasileira, que avançou nos últimos anos em relação à pauta racial e de gênero”, reflete a historiadora.

Entender que o interesse social por questões raciais vai e volta ao longo da história é algo importante que reforça a necessidade de se estar sempre preparado para para mudanças, mas principalmente ter a consciência que a luta não pode ser cíclica.

“É fundamental para que a gente não esmoreça no processo, para que a gente efetivamente entenda que a pressão tem que ser contínua. Porque inclusive quando a gente dá passos e avança, a gente acha que pode recuar ou relaxar. A sociedade precisa caminhar para frente sem retroceder sobre nossos direitos”, completa Giselly.

AS MULHERES NEGRAS MANTÉM A ESQUERDA À ESQUERDA

“Acredito que há, de fato, um crescimento no conservadorismo, mas ao mesmo tempo observamos um aumento na representação negra por diversos motivos. Falamos muito sobre George Floyd, mas muitas vezes esquecemos de Marielle Franco. Infelizmente, hoje estamos lembrando os seis anos de seu assassinato. Após este momento em que Marielle se tornou uma semente, uma ancestral, ela impulsionou muito o movimento de mulheres negras na política, que estava conectado a ela, bem como aquelas que não estavam. Além disso, houve um esforço contínuo por parte das mulheres negras para convencer os partidos políticos de que elas são sim candidatas viáveis”, reflete a cientista social, Edilza Sotero.

Edilza Sotero – Foto: Fábio Ura

O conservadorismo também é um movimento social cíclico, mas para a pesquisadora os movimentos sociais estão bem firmes.

“O conservadorismo é um movimento que vai e volta, mas nos Estados Unidos, por exemplo, a gente tem uma bancada, que é uma bancada do Partido Democrata, com pessoas que são negras, de origem latina, de origem árabe, que estão também colocando na política um discurso onde não admitem ser deixados de fora. No Brasil, lembro de Vilma Reis, deputada baiana, que diz uma frase que é maravilhosa: ‘é preciso mudar a fotografia do poder’. Não dá mais para tirar aquelas fotos da chapa, que está todo mundo branco, todo mundo do partido branco, e aí mudar a fotografia também a gente conta uma história que está atrás dela, não é só o momento da foto, mas como é que a gente muda a história que está constituída para que aquela foto exista. Nós mulheres negras somos a esquerda. É a gente que puxa a esquerda para a esquerda. É a gente que puxa os debates que precisam ser feitos para que eles estejam na pauta. Então eu acho que é um momento de apreensão, mas é um momento de reafirmar que nós temos respostas. A gente não é só voto. A gente tem resposta para a política e para a sociedade, para a mudança que a gente quer”, finaliza Edilza.

Equipe de Wanessa Camargo teria reclamado com produção do Fantástico sobre edição final da entrevista

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Foto: TV Globo

Desde a exibição da entrevista de Wanessa Camargo no programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (17), o assunto tem dado o que falar nas redes sociais, já que a cantora continuou a abordar o tema do racismo estrutural de forma esvaziada, para explicar o que fez contra Davi Brito no BBB 24.

Segundo a reportagem da coluna F5, da Folha de S. Paulo, a equipe de Wanessa teria reclamado com a produção do programa sobre a edição final do bate-papo, nesta segunda-feira (18), porque segundo eles, teria desfavorecido a artista e acusou a reportagem de ter sido “maliciosa”.

Durante a entrevista, a edição do Fantástico exibiu o chamado “VAR” durante falas de Wanessa, para apontar contradições. Por exemplo, quando ela nega que tentou convencer os participantes a isolar o motorista de aplicativo. “Outras pessoas incomodadas com ele, muito primeiro que eu, vinham me trazer essas questões”, disse. Porém, o programa mostrou as diversas vezes em que ela abordou os brothers para falar mal de Davi e chegou a dizer: “eu acho que ele é bem perigoso […] tenho medo de violência”.

O objetivo da entrevista era ajudar a limpar a imagem da cantora com o público, no entanto, a equipe entendeu que a edição final mostra que a cantora não fez uma autocrítica após expulsão do reality show. Em resposta, a produção havia alegado que não “passa pano” em situações polêmicas, não importa com quem seja.

Em nota para a coluna F5, a assessoria de imprensa de Wanessa Camargo negou que a equipe tenha feito reclamações com a produção do Fantástico. Enquanto a Globo não comentou publicamente sobre o assunto.

Rosas brancas e shots de gengibre: Confira a lista de exigências de SZA para o show no Lollapalooza

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Foto: Billboard

A cantora norte-americana SZA se apresenta no próximo domingo, 24 de março, no palco do Lollapalooza Brasil. Com a turnê ‘SOS’, a vencedora do Grammy promete agitar o público, entregando sucessos como ‘Kill Bill’, ‘Good Days’, ‘Snooze’ e ‘All The Stars’. Para a realização do espetáculo na capital de São Paulo, SZA fez algumas exigências.

Foto: AB + DM / Billboard

De acordo com o G1, que teve acesso aos pedidos da artista, SZA solicitou flores (rosas brancas, copo-de-leite e flores brancas), cabides, além de shots de gengibre para toda sua banda, equipe e dançarinos. Além disso, para o camarim, ela também pediu um purificador de ar, humidificador e vitamin water. No ano passado, Lil Nas X, que também se apresentou no festival, pediu a ajuda de quatro assistentes, para auxiliar com seus figurinos e trocas de roupa.

Além das diversas influências do R&B e Blues, SZA é uma grande fã da música brasileira, em especial da Bossa Nova. A artista já declarou sua paixão pelo clássico ‘Garota de Ipanema’ e já revelou o desejo de utilizar a faixa como sample em uma de suas canções. Nesta semana, através Instagram, a cantora publicou uma série de fotos ao som da música ‘Samba de Benção’, clássico de Bebel Gilberto.

Aaron Pierre abandona o elenco do filme ‘Blade’: “Rolaram conversas, mas não faço mais parte”

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Foto: Divulgação.

O futuro do filme ‘Blade’ continua incerto e repleto de polêmicas. O ator Aaron Pierre, que tinha sido confirmado no elenco do novo longa, revelou que abandonou o projeto. Sem maiores detalhes, o ator contou que conversas foram feitas, mas não seguiram adiante da melhor maneira. “No início rolaram conversas mas à medida que o projeto evoluiu, não fiz mais parte dele”, relatou o astro.

O papel de Aaron no projeto não chegou a ser revelado, mas especulava-se que seria de destaque. Estrelado pelo premiado ator Mahershala Ali, a produção do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) deveria ter começado as gravações ainda em 2023. Desde o anúncio, a produção do filme enfrentou diversos problemas. No ano passado, foi divulgado que o filme estava sendo reescrito e foi adiado para a data de lançamento de 2025.

Mahershala Ali. Foto: Gage Skidmore

Em março do ano passado, o jornalista Jeff Sneider especulou em seu podcast ‘The Hot Mic‘, que o filme estava com problemas na pré-produção e poderia ser adiado novamente, culpabilizando o ator principal. “Blade conseguiu um novo diretor em novembro. Aqui estamos nós, cinco meses depois, ainda sem atualização sobre o elenco… Vê onde quero chegar com isso? Mahershala Ali, duas vezes vencedor do Oscar, essas pessoas querem que as coisas sejam feitas de uma certa maneira, certo? E eles carregam o peso para conseguir o que querem, e isso às vezes causa atrasos”, disse Jeff.

‘Blade’ é um personagem fictício dos quadrinhos da Marvel Comics, criado por Marv Wolfman e Gene Colan. Ele é conhecido como Eric Brooks, um humano que foi contaminado durante o parto por um vampiro, adquirindo suas habilidades sobrenaturais sem se tornar completamente uma criatura das trevas. Eric Brooks, também chamado de Blade, caça e elimina vampiros, utilizando suas habilidades aprimoradas e um vasto arsenal de armas tecnológicas e tradicionais. Ele se tornou popular principalmente através dos filmes de ação e terror que estrelou, ajudando a popularizar o gênero de super-heróis nos cinemas.

“Não é um álbum Country. Este é um álbum “Beyoncé”, diz cantora ao revelar imagem de capa de ‘COWBOY CARTER’

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Foto: Reprodução

No início da tarde desta terça-feira, 19, Beyoncé fez uma publicação onde inicia uma contagem regressiva para o lançamento de ‘OWBOY CARTER’, que acontece oficialmente no dia 29 de março. Na publicação, além de falar sobre as críticas que recebeu sobre ser uma mulher negra fazendo música para este gênero musical e ainda revela a capa do sucessor de ‘RENAISSANCE’.

“Hoje marca a contagem regressiva de 10 dias até o lançamento do ato II. Agradeço do fundo do meu coração a todos os apoiadores de TEXAS HOLD ‘EM e 16 CARRIAGES. Sinto-me honrada por ser a primeira mulher negra com o single número um na parada de Hot Country Songs. Isso não teria acontecido sem o apoio de cada um de vocês. Minha esperança é que daqui a anos, a menção da raça de um artista, no que se refere ao lançamento de gêneros musicais, seja irrelevante”, escreveu a artista.

Beyoncé contou de onde partiu a ideia de criar o álbum e revelou que passou cinco anos trabalhando em pesquisas para a produção de ‘COWBOY CARTER’: “Este álbum foi mais de cinco anos em construção. Nasceu de uma experiência que tive anos atrás, onde não me senti bem-vinda… e ficou muito claro que não fui. Mas, por causa dessa experiência, mergulhei mais fundo na história da música Country e estudei nosso rico arquivo musical. É bom ver como a música pode unir tantas pessoas ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que amplifica as vozes de algumas das pessoas que dedicaram tanto de suas vidas educando sobre nossa história musical”.

A maior ganhadora do Grammy também lembrou as críticas recebidas por pessoas que se dizem apreciadores do gênero, que é acompanhado por um público em sua maioria branco e conservador nos EUA: “As críticas que enfrentei quando entrei neste gênero pela primeira vez me obrigaram a superar as limitações que me foram impostas. O ato II é o resultado de me desafiar e de levar meu tempo para misturar e mesclar gêneros para criar este corpo de trabalho”.

Ao final da mensagem, a diva ainda pontua: “Este não é um álbum Country. Este é um álbum “Beyoncé”. Este é o ato II COWBOY CARTER, e estou orgulhosa de compartilhá-lo com vocês!”

Léa Garcia é homenageada com exposição gratuita na temporada do espetáculo Mãe Baiana no CCBB Rio

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Foto Léa Garcia: Globo/Divulgação

Parte da temporada do espetáculo gratuito “Mãe Baiana”, em cartaz até 31 de março de 2024 no Teatro 2 do CCBB Rio, a exposição gratuita “Baobá de Memórias” presta uma homenagem à grande dama do teatro negro brasileiro, Léa Garcia, que estrelou a versão audiovisual da peça em seu último trabalho, em 2022, sob a direção de direção de Luiz Antonio Pilar — vencedor do Prêmio Shell de Melhor Direção por “Leci Brandão – Na Palma da Mão”.

O público pode conferir fotos de cena e de bastidores, além de áudios, figurinos da peça e uma grande estante de referências de livros de pessoas pretas, especialmente mulheres. Ao entrar na exposição, montada no Cinema 2 do Centro Cultural, o visitante atravessa um labirinto de turbantes, até se deparar com um grande baobá com mais de 300 flores em formato pendular, que saem do teto em várias camadas.

Nos sábados de março, às 18h, o público ainda tem a oportunidade de assistir, gratuitamente, a gravação da peça no Cinema 2. Na ocasião da temporada online, Léa falou sobre o trabalho. “Este personagem é importante porque traz uma avó, uma mãe preta, uma mãe baiana não estereotipada, nada submissa. Ela é uma mulher atual, avançadinha, o que me agrada muito. A personagem tem a consciência de sua existência enquanto mulher, mulher preta, um ser humano que lutou muito, uma cidadã, uma mulher consciente de sua ancestralidade, de sua vida enquanto mulher preta na sociedade, uma mulher inteira, sem artifícios, uma mãe moderna”.

Espetáculo ‘Mãe Baiana’

O espetáculo faz parte da trilogia “Matriarcas”, ao lado de “Mãe de santo” e “Mãe preta”, idealizado pela atriz Vilma Melo e o produtor cultural Bruno Mariozz. A peça parte da perda de um filho, fato que Helena Theodoro viveu quando seu menino de quatro anos morreu afogado. Apesar da premissa triste, as autoras preocuparam-se em não pesar o espetáculo, até porque a personagem da avó – assim como a autora – sofre, mas entende a morte. No início, a neta não compreende, mas passa a entender ao longo da história.

Todo o pensamento da filósofa e primeira doutora preta do Brasil Helena Theodoro passa por suas experiências pessoais e afirma o princípio feminino preto com todas as suas possibilidades de existir, conservar, transformar e melhorar o mundo.

Serviço

Exposição Baobá de Memórias
Temporada: de 8 a 31 de março de 2024
Dias e horários: domingo, segunda e quarta, das 10h às 18h | quinta , sexta e sábado, das 11h às 19h
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ

“Perco aqui a minha admiração por você”, diz Silvana Oliveira em resposta a comentários de Ferrugem sobre Ludmilla

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Foto Ludmilla: Reprodução/Instagram Foto Ferrugem: Caio Viegas / Divulgação

Após um vídeo do cantor de pagode Ferrugem e de sua esposa, Thaís Vasconcellos, falando sobre a letra da música ‘Sintomas de Prazer’ de Ludmilla ser exibido nas redes sociais, na segunda-feira, 18, Silvana Oliveira, mãe da cantora, fez questão de se pronunciar publicamente.

Em seus stories, Silvana afirmou que estava perdendo a admiração que tinha pelo artista: “Ferrugem, sempre te respeitei, sempre te admirei como artista. Perco aqui a minha admiração por você. Meu respeito vai continuar, porque sou aquele tipo de pessoa que vai sempre respeitar o ser humano”. Ela também lembrou que Ferrugem já havia feito parcerias musicais com Ludmilla, que participou da música “Paciência”, na gravação do DVD “Prazer, eu sou Ferrugem”: “Queria deixar bem claro que essa maconheira que você tá citando, você tem um feat com ela. Quando suas filhas perguntarem ‘papai, tu tem um feat com a maconheira?’, você tem”.

As críticas surgiram após um vídeo vazado mostrar Thaís Vasconcellos, esposa de Ferrugem, comentando sobre a letra da música “Sintomas de Prazer” de Ludmilla. No vídeo, publicado na conta privada de Thaís, ela criticou termos usados na música: “Estava voltando da escola, estava tocando Ludmilla, 7h30 da manhã, ‘minha pussy te viciou’. Tudo bem, mudou o idioma, mas continua sendo pussy. De manhã, na rádio”. Ferrugem também fez comentários sobre Ludmilla dizendo que: “Ela quer ser a rapper do pagode. Ela quer ser a maconheira do pagode. E as crianças tudo gostando dela. Pô, devagar”.

Silvana ressaltou a dedicação de Ludmilla ao trabalho e como ela contribuiu com a família durante a carreira: “Deixa eu falar para você uma coisa: essa maconheira também tem família, tem avó, tem mãe. Através do talento dela, ela conseguiu dar dignidade para a família dela. Tem dignidade, acorda cedo, não foge da luta. Agora você ficar indignado que as crianças estão gostando dela… Reclama com Deus, filho. Só ele pode te dar a resposta”

Após a repercussão, o cantor comentou em uma publicação que o vídeo não passou de uma brincadeira: “Pessoal, boa noite! Vocês sabem que foi brincadeira, se não, não teria postado, né? Fico pensativo sobre o nível de maldade de alguns ao problematizarem o assunto, falei isso porque estava levando as meninas pra escola e escutando pagode no rádio, aí tocou o som dela e elas perguntaram o que era pussy. Aí já viu, né? Mas se foi pra forçar uma treta, falharam”.

Ludmilla não falou sobre o assunto, mas durante a noite, publicou um story bebendo no troféu do Grammy Latino que ganhou em 2022 na categoria ‘Melhor Álbum de Samba/Pagode’ e divulgando sua nova música ‘Pina Colada’.

Mariah Carey comemora anúncio de participação no Rock in Rio 2024: “Brasil estou chegando”

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Foto: Reprodução

Os brasileiros foram surpreendidos na noite de segunda-feira, 18, após Mariah Carey ser confirmada como uma das atrações internacionais do Rock in Rio 2024. A cantora se apresenta no dia 22 de setembro no palco Sunset, celebrou a notícia publicando um vídeo em suas redes sociais: “Estou muito animada para finalmente voltar ao Brasil”, escreveu. A sul-africana Tyla também foi um dos nomes anunciados.

De volta ao Brasil depois de 14 anos do seu último show no país, essa será a primeira vez que Mariah Carey se apresentará no Rock in Rio. Em seu Instagram, ela publicou um vídeo para comemorar com os fãs brasileiros a novidade: “Estou muuuuito animada para finalmente voltar ao Brasil e ser a atração principal do lendário festival Rock in Rio no Palco Sunset, em 22 de setembro. Nos vemos lá!”, escreveu na legenda. Carey também falou em português: “Brasil estou chegando”.

O anúncio da cantora norte-americana Mariah Carey como uma das artistas internacionais do Rock in Rio também surpreendeu o público por conta do palco onde ela deve se apresentar. As pessoas criticaram a curadoria do festival por organizar o show no palco Sunset ao invés de colocá-la no palco Mundo, considerado o palco principal do festival: “queria muito entender qual foi a lógica da curadoria do rock in rio de colocar mariah carey no palco sunset e shawn mendes no palco mundo”, escreveu um usuário do ‘X’. A organização do evento afirmou que os dois palcos terão a mesma estrutura.

Além de Mariah Carey, a canora sul-africana Tyla, primeira a receber um Grammy na categoria de ‘Melhor Performance de Música Africana’, também foi anunciada como atração no palco Sunset e deve se apresentar no dia 20 de setembro.

‘Wish: O Poder dos Desejos’ estreia em abril no Disney+

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Foto: Disney

O Disney+ anunciou, nesta segunda-feira (18), que o filme ‘Wish: O Poder dos Desejos’, protagonizado pela princesa afro-latina Asha (Ariana DeBose), chega ao catálogo da plataforma de streaming no dia 3 de abril para os assinantes.

A animação, que marca a celebração de 100 anos da Disney, acompanha a história de Asha, uma jovem de 17 anos, do reino mágico de Rosas. Descrita como uma moça perspicaz, ela faz um desejo tão poderoso que é atendido por uma força cósmica: uma pequena esfera de energia ilimitada chamada Star

Segundo a sinopse oficial, juntas, Asha e Star enfrentam o Rei Magnífico (Chris Pine), governante de Rosas. Elas farão de tudo para salvar a comunidade e provar que, quando um ser humano corajoso se une à energia das estrelas, muitas coisas maravilhosas podem acontecer.

Além da vencedora do Oscar, DeBose, e Pine, o elenco de vozes originais conta com Natasha Rothwell, Alan Tudyk, Victor Garber, Harvey Guillén, Evan Peters, Ramy Youssef e Angelique Cabral. Enquanto na versão brasileira tem: Evelyn Castro, Alcione, Xande de Pilares, Marcelo Adnet, Solange Almeida e Di Ferrero.

UCLA recebe turma formada 100% por mulheres negras brasileiras para formação, em colaboração do Conselheira 101

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Turma 100% formada por mulheres negras brasileiras na UCLA, em colaboração com o Conselheira 101 (Foto: Divulgação)

Inédito! A UCLA Anderson School of Management (Universidade da Califórnia), nos Estados Unidos, realiza pela primeira vez, de forma presencial, o curso do programa ‘C101 – Women in Governance’, com a colaboração do Conselheira 101, e recebe um grupo 100% formado por mulheres negras brasileiras. Hoje foi realizado o primeiro dia de aula e o Mundo Negro teve acesso exclusivo as fotos da turma.

Com o objetivo de ampliar o conhecimento de mulheres negras e indígenas em cadeiras de conselhos administrativos, a formação internacional e de impacto busca desenvolver habilidades, competências e perspectivas necessárias para uma liderança feminina transformadora.

“É um curso extremamente inédito na forma presencial, exclusivo e desenvolvido especialmente para o Conselheira 101. Está sendo um marco não só para o Conselheira 101, mas também para a UCLA, que é uma das maiores referências em cursos de governança. Especificamente esse curso ‘Women in Governance’, que está tendo uma configuração de sair do modelo online e ir ao presencial, para um grupo de mulheres negras e indígenas brasileiras”, diz Jandaraci Araujo, co-fundadora do Conselheira 101, para o Mundo Negro.

O programa imersivo, que iniciou neste mês, apresentará ao longo dos cinco dias conteúdos sobre funções e responsabilidades dos conselhos administrativos; capacidades de persuasão e influência para ser um membro efetivo da direção e estratégias individualizadas para a construção de redes e conexões. Ao final do curso haverá a cerimônia de entrega dos certificados.

Foto: Divulgação

“[Para] muitas mulheres que estão aqui conosco, é a primeira vez que elas estão vindo para os Estados Unidos e para estudar numa universidade que é referência mundial, uma das melhores do mundo em termos de negócios. Então, isso vai ser um grande divisor de águas, pois, a partir dessa certificação, elas se habilitam também a concorrerem a vagas em boards internacionais. Um grande marco para além das oportunidades no Brasil. Todas as aulas são em inglês e sem tradução. Então a gente sai desse lugar de que não existem mulheres negras qualificadas em altas posições e com habilidades para estarem em conselhos de alta referência no Brasil e no mundo”, completa Jandaraci.

O relatório ‘Panorama Mulheres 2023’, realizado pelo Talenses Group e Insper, revela que no Brasil as mulheres representam 21% em conselhos administrativos e 17% em cargos de presidente. Desde o primeiro ano da pesquisa, em 2017, houve um aumento nesse percentual, que era de 10% nos conselhos e 8% como CEOs. Com o recorte racial, essa representatividade reduz ainda mais, segundo o Instituto Ethos, apenas 4,2% dos conselhos administrativos das empresas é composto por mulheres negras.

Desde o início do Conselheira 101, em 2020, o programa já impactou 105 executivas negras e indígenas, sendo que 47% das participantes conquistaram posições em conselhos e também comitês de assessoramento. Além disso, 53% tiveram, também, relevantes movimentações na carreira executiva.

O projeto, sem fins lucrativos, tem o apoio do  Consulado dos Estados Unidos, KPMG, Women Corporate Directors Foundation (WCD), B3, Oliver Press, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Machado Meyer Advogados e Harpy Eagle.

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