O Programa SOMA talentos é a oportunidade para jovens estudantes do primeiro ano do curso de direito que aspiram uma carreira de sucesso em um grande escritório de advocacia como o Mattos Filho.
Por meio da parceria com a EmpregueAfro, serão selecionados talentos para o cargo de auxiliar jurídico, que, durante dois anos, além de atuar nas áreas técnicas do escritório, receberão capacitação em inglês, desenvolvimento de competências comportamentais, mentoria e coaching para aprimoramento profissional.
A primeira edição do programa, com início em abril de 2019, contará com 8 vagas em SP e 2 no RJ.
CEO e Fundadora da Gestão Kairós, consultoria especializada em Sustentabilidade e Diversidade, Liliane Rocha, foi a única brasileira entre 101 líderes de diversas partes do mundo a receber o prêmio 101 Top Global Diversity&Inclusion, no dia 17 de fevereiro, no 3º World Diversity & Inclusion Congress, realizado em Mumbai, Índia.
A premiação foi durante o World HRD Congress, evento que acontece há 27 anos e é reconhecido por reunir lideranças de todo o mundo para debater o futuro do trabalho. Os especialistas apresentaram perspectivas para a área de RH orientando os profissionais sobre como lidar com as demandas da atualidade e contribuírem para que as empresas estejam alinhadas às tendências globais no que se refere ao mundo do trabalho.
E por estar à frente da Gestão Kairós sendo protagonista na luta por mais valorização da diversidade, Liliane foi indicada ao Prêmio por diversos profissionais da área, e foi eleita juntamente com outros 100 líderes de diversidade.
De origem humilde Liliane Rocha muito cedo sentiu na pele os desafios de ser mulher e negra no Brasil, trabalhou em grandes empresas, e em alguns casos sofreu discriminação, e por buscar uma sociedade mais justa e equânime, em 2015 decidiu abrir sua consultoria de diversidade e sustentabilidade, a Gestão Kairós.
E nos dois últimos anos capacitou mais de 8000 pessoas, em 500 eventos realizados em diversas cidades do Brasil. Seu livro “Como ser um líder inclusivo” foi vendido e entregue para mais de 2000 profissionais da alta liderança das empresas, que passaram a entender a importância de contar com mais diversidade em seus quadros funcionais e conhecer os benefícios dessa valorização não apenas para tornar a sociedade mais igualitária, mas também como estratégia de sucesso para os negócios.
Não é a primeira vez que Liliane representa o Brasil em eventos no exterior. A especialista compartilhou sua experiência sobre diversidade em no 1º Inclusive Leadership de Londres (evento online), e mais recentemente, foi convidada pela Comissão Europeia a fazer a abertura do Fórum Nacional de Diversidade de Portugal, em novembro de 2018, que contou com a presença de representantes de grandes empresas da Europa.
E agora, além de ter seu trabalho reconhecido será uma das palestrantes do 3º World Diversity & Inclusion Congress.
Fabiana Oliveira é fisioterapeuta, especialista em disfunções temporomandibulares, desenvolvedora de método exclusivo para tratamento de pacientes. Após se especializar na área, Fabiana investiu para ter uma clínica e se tornou referência no ramo. Hoje, além dos atendimentos, ela ministra um curso para capacitar fisioterapeutas em todo o país com seu método inovador.
Durante a infância no ABC Paulista Fabiana estudou em um bom colégio particular onde a educação era bem forte, porém relata que haviam poucas crianças negras. “Eu me lembro que na minha sala tinha apenas eu e a Fabiola, que é minha amiga até hoje”, afirma.
Ela se apaixonou pela fisioterapia ainda quando era atleta de vôlei e acompanhava de perto o trabalho que possibilitava a recuperação dos jogadores. Após cursar a faculdade em Mogi das Cruzes ela iniciou a careira trabalhando em clínicas esportivas e de ortopedia e times de base.
Mulher negra e cursando fisioterapia, Fabiana não encontrava representatividade nem nos colegas, nem nos professores. “Na Universidade de Mogi eu tive uma única professora negra, professora Cássia que lecionava a matéria Farmácia. Eu achava a postura dela e ela como mulher um exemplo a ser seguido”, explica.
Durante a faculdade, Fabiana aprendeu pouco sobre DTM (disfunções temporomandibulares), mas depois de começar a trabalhar viu a necessidade de buscar cursos na área para um melhor atendimento. Ao mesmo tempo, que percebeu a possibilidade de se diferenciar no segmento.
O resultado de apostar nessa especialização foi bastante satisfatório já que hoje ela conquistou sua estabilidade, é reconhecida no mercado e tem o apoio de outros profissionais que a indicam para seus pacientes. “Meu trabalho no geral é reabilitar e devolver a função total ou parcial daquilo que foi comprometido. Fazer isso é algo que, para mim, não tem preço.”, comenta Fabiana.
Porém Fabiana relata que já sofreu preconceito de alguns pacientes, principalmente anos atrás quando as redes sociais não eram tão presentes no dia a dia e não era possível ver uma foto da fisioterapeuta antes de chegar ao consultório. “Com isso, algumas vezes quando os pacientes me conheciam eles falavam: “nossa estava esperando uma outra pessoa, eu imaginava você completamente diferente”. É aquele preconceito velado, a pessoa não fala que imaginava uma mulher branca, alta, loira, magra, mas diz “nossa eu falei com você por telefone, imaginei diferente” ou se não “você é negra, mas você tem os traços tão finos”.
Atualmente ela tem uma rotina de contato com vários profissionais da saúde: bucomaxilos, cirurgiões e otorrinos, e percebe que não tem visto outros profissionais negros, muito menos mulheres negras. “Infelizmente as oportunidade de trabalho para os negros no Brasil são muito restritas devido ao nosso país ainda carregar um estereótipo preconceituoso e racista de que pessoas negras são mal vistas. Negros esses que são extremamente capazes para ocupar qualquer cargo. Por isso eu mostro todos os dias que sou intelectualmente capaz de realizar o meu trabalho e foi assim que eu conquistei o respeito que tenho hoje. Infelizmente só entende o que é racismo quem é negro. Isso dói, não só uma pessoa, mas todo um povo”, afirma.
Para formar outros fisioterapeutas nessa especialidade, Dra. Fabiana desenvolveu o curso New Smile, que acompanha os pacientes antes, durante e após a cirurgia com uma equipe de 15 médicos de diferentes especialidades, diminuindo o tempo de recuperação e aumentando a qualidade de vida de quem precisa passar pelas cirurgias de ATM e ortognáticas. Hoje, Fabiana é reconhecida como referência no mercado e está ministrando aulas com seus métodos em todo o país.
Para a Dra. Fabiana o curso é uma grande realização profissional. “É muito gratificante saber que o conhecimento está se propagando e ajudando mais pessoas. Melhorar a qualidade de vida do paciente, tirar a dor e o desconforto de quem não consegue abrir a boca, mastigar ou falar é algo que faz meu coração se encher de orgulho da minha profissão”, completa.
Sarau vozes femininas refugiadas - Ft Dani Sandrini
Angola, Uganda, Moçambique, Congo, Nigéria, Síria, Senegal, Paquistão, Iraque, Irã, Colômbia e Venezuela, esses são os países que, no dia 12 de março, às 19h, no Espaço de Convivência do Sesc Consolação, serão representados por suas mulheres, por meio de poemas, contos e canções. O evento é aberto a todos os públicos e tem entrada franca.
O Sarau Vozes Femininas é um encontro com mulheres em situação de migração e refúgio no Brasil, que por meio da arte provoca um momento de reflexão sobre o universo das refugiadas. A proposta cria um espaço de diálogo sobre cultura, valores e os desafios que elas enfrentam estando distantes de seus países.
A atividade visa ampliar e valorizar a representatividade da cultura de diversas nacionalidades, por meio da integração das mais variadas linguagens artísticas e ações culturais, produzidas e interpretadas por refugiados.
SERVIÇO
Sarau Vozes Femininas
Dia 12 de março, terça-feira, às 19h
Local: Espaço de Convivência (Térreo)
Livre
Grátis
Com:
Ayesha Saeed – Paquitão
Florenze Nigozi Okoyeigwe – Nigéria
Jessica Ruth Ebaku – Uganda
Lara Elizabeth Baptista S. Lopes – Moçambique
Leonor Solano Gonzalez – Colômbia
Luvambu Ntondele Nkuansambo – Angola
Mama Diop – Senegal
Marifer Del Carmen Vargas – Venezuela
Monir Nadim – Irã
Nisreen Khalid Dibdulahi – Iraque
Prudence Kalambay Libonza – Congo
Yara Osman – Síria
Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo
Informações: (11) 3234-3000
Transporte Público: Estação Mackenzie do Metrô – Linha 4 – Amarela
sescsp.org.br/consolacao
Facebook, Twitter e Instagram: /sescconcolacao
As histórias negras de São Paulo estão por toda a cidade, no centro e em todas as esquinas (inclusive na Ipiranga com São João, a mais famosa delas), apesar de muitas vezes não serem contadas.
O Diáspora Black oferece uma caminhada coletiva e afro-centrada, para se conhecer lugares importantes da história dos negros na cidade, como é o caso da Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos, a estátua da mãe preta, a Igreja Nossa Senhora dos Enforcados, do antigo Pelourinho e do antigo Morro da Forca, no bairro da Liberdade.
A caminhada começa no Bairro da Liberdade, um reduto negro nos séculos XVIII e XIX e termina no Largo do Arouche. Os personagens negros importantes da história — invisibilizados em vários espaços — são destacados, é o caso da escritora Carolina Maria de Jesus, do jornalista, advogado, poeta e patrono da abolição Luiz Gama e o arquiteto Joaquim Pinto de Oliveira, o Tebas. Também fazem parte das histórias a migração africana atual, a música e movimentos negros modernos.
O percurso é conduzido pelo jornalista Guilherme Soares Dias, pela relações públicas Luciana Paulino e também pelo fotógrafo e produtor cultural Heitor Salatiel.
O passeio, no dia 17 de março, tem um tempo estimado de 2:30h e tem nível moderado de dificuldade. O valor do evento é de R$ 50.
Durval Arantes é professor de inglês e o fundador de um dos maiores grupos da comunidade negra dentro do Facebook, o Intelectualidade Afro-Brasileira com mais de 20 mil membros. Em 2017 ele publicou seu primeiro livro, O Último Negro que chegou a ser citado até ator Lázaro Ramos que se referiu à obra, como um “Ótimo livro da nova geração de escritores negros”.
No mês da consciência negra desde ano, Arantes brindará a comunidade negra com uma nova obra: O Enigma Ashanti.
“Em relação ao meu livro de estreia, “O Enigma Ashanti” oferece uma narrativa mais fluída e mais focada nos dramas e conflitos de cada personagem. Se em “O Último Negro”, a evolução da trama era mais descritiva, neste segundo trabalho as pessoas determinam os rumos do livro. Uma outra observação que eu acho que vale a pena conferir é o grande número de personagens femininas negras, todas de extrema importância para o desfecho do suspense e cada uma com um perfil e uma carga dramática completamente diferente, umas das outras. Acho que o resultado final ficou muito interessante e fica a expectativa pra análise final de quem ler este volume”, explica Durval.
Com lançamento previsto para o dia 23 de novembro, o livro tem prefácio meu, Silvia Nascimento, do professor, escritor e Mestre Carlos Machado e do escritor Nei Lopes que diz que o livro tem” o DNA das grandes narrativas literárias”.
O autor vai interagir com eleitores e compartilhar informações sobre a obra eu seu perfil no Facebook: clique aqui e confira a sinopse abaixo:
O ENIGMA ASHANTI:
“Nova Iorque. 11 de Setembro de 2001.
Um objeto africano misterioso é encontrado e retirado de uma das Torres Gêmeas, por um sobrevivente ao ataque.
O artefato se torna o centro de uma investigação frenética envolvendo um segredo da África que pode revolucionar a ordem científica global.
Uma jovem advogada negra do Brasil, talentosa e detentora de uma característica excepcional e rara, se torna o centro de uma conspiração internacional, fundamentalista e obscura.
Tensão, intrigas, romance e reviravoltas em uma trama robusta e eletrizante.
O Enigma Ashanti ilustra uma narrativa que propõe a afirmação do legado e da herança das matrizes das culturas vindas da África para uma compreensão mais altruísta e digna da saga da Humanidade no enredo da História do mundo, com a qual o continente negro resilientemente contribui, no grande concerto das civilizações humanas.”
Muitos membros da comunidade negra de São Paulo ficaram em choque com o resultado da apuração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo, realizado nessa terça-feira, 5. A campeã foi a escola Mancha Verde cujo tema do desfila foi “Oxalá, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra”, onde por suas redes sociais, a Mancha disse que “quis espelhar para o mundo o recado de igualdade, liberdade e resistência, celebrando o povo negro”.
Também apresentando temática da negritude, por meio do afrofuturismo, a Vai-Vai teve o pior resultado de sua história, ficando em último lugar, mas com apenas 1,2 pontos de diferença da campeã. “O Quilombo do Futuro”, foi o tema da tradicional escola paulistana, que mais coleciona prêmios, com um total de 15 títulos conquistados.
“Nada de novo no país do genocídio. Apagamento é a regra”, comentou a Deputa Estadual Erica Malunguinho, um dos destaques no desfile desse ano da Vai-Vai. Ela abriu um debate em sua conta no Instagram onde seguidores se dividiam entre concordar com Erica e achar que a escola apresentou problemas. Para quem criticou, Malunguinho foi didática: “Não é sobre Vitórias ou perdas de um concurso. A questão é simbólica e o apagamento é regra. Não sou especialista em julgamento de escolas de samba, mas desconfio da absoluta idoneidade em qualquer julgamento que seja. Acho que o mínimo de critério como espectadores nós temos, e neste sentido, a posição dada a escola foi muito aquém do esperado”, justificou a Deputada.
“Ganhou uma escola majoritariamente branca que se achou no direto de falar sobre o povo preto”, disse uma seguidora de Erica. Outro acrescentou: ” Se as nossas agremiações não se organizarem mais e melhor, e não forem mais criativas, o problema não será só um concurso que se ganha ou perde, quem vai perder é a nossa cultura negra , nosso samba e ancestralidade”.
Outros destaques se manifestam
Patrícia Santos, fundadora da Empreguafro, que também desfilou para a Vai-Vai, fez seu desabafo: “Fica a lição sim, dos erros cometidos, das melhorias que devem ser feitas e dos ajustes extremamente necessários! Acompanhei como convidada, nos últimos quatro meses, pela primeira vez de perto, o engajamento e paixão de uma escola de samba. Vi a construção do passo a passo do projeto de um carnavalesco experiente e muito dedicado.
A coragem de colocar na avenida um tema desafiador num país estruturalmente racista…não dá pra não estudar e falar sobre isso também. Aprendendo e parabenizando a todos do Quilombo do Futuro!”.
Patrícia Santos: Foto – Reprodução Instagram
Visivelmente abatido, o ator Taiguara, tradicional presença na comissão de frente da escola, falou sobre a derrota. “Nós recebemos vários prêmios como melhor comissão de frente, e hoje os jurados detectaram algo muito grave. Tem gente tirando sarro e rindo do meu choro. Nosso trabalho foi longo, ardo e de devoção. Se algo foi nossa culpa perdão, vamos esperar a justificativa. A tristeza não tem tamanho”, finalizou.
“Conte comigo, conte com a gente!”. Foi assim que o ator Will Smith introduziu a conversa com Jordyn Woods, convidada especial de Jada Pinkett-Smith no programa Red Table Talk, nesta sexta-feira, 1. A jovem esteve envolvida e um dos maiores escândalos do ano, sendo acusada de ser a responsável por abalar o clã das Kardashians ao supostamente ter dançado no colo e passado a noite com Tristan Thompson, namorado e pai da filha de Khloé Kardashian, irmã da sua melhor amiga Kylie Jenner. As mulheres da família Kardashian são conhecidas pelo sucesso como empresárias, mas também pela preferência por homens negros em seus relacionamentos.
Jordyn Woods e a família Smith tem um belo elo. O pai de Jordyn trabalhou na produção do programa Um Maluco no Pedaço e as famílias de se tornaram próximas. Foi Jaden Smith, na verdade, que uniu Jordyn com Kylie Jenner, quando eles tinham apenas 14 anos e estavam prestes a começar o ensino médio.
Jaden, Jordyn e Kyle (Foto : Reprodução Facebook)
Para quem nunca assistiu o programa, Jada tem uma maneira muito especial de conduzir as conversas dando a impressão que estamos presenciando uma conversa de amigas, longe das câmeras, pelo tom de intimidade e pelas confissões que a atriz consegue tirar dos seus entrevistados de forma consensual e sincera. Jordyn é um jovem negra e em todo momentos Jada falava com ela como se fosse sua mãe, não a eximindo dos estragos causados. “Você sabe que feriu o sentimento de uma família, certo?”, disse a apresentadora.
Jordin aproveitou da sua confiança em relação aos Smiths para dizer a sua verdade. A jovem de 21 anos, nega a dança no colo e ter dormido com Tristan, que segundo ela, roubou um beijo ao se despedirem pela manhã depois de uma festa particular na casa do jogador de basquete.
“Eu aceito a responsabilidade por tudo o que aconteceu, eu sabia que o certo não era estar lá, mas acho que eu nem merecia ser tratada desse jeito”, desabafa a jovem empresária que disse ainda que sua família, incluindo sua irmã de 12 anos, não podem sair de casa depois do escândalo.
“Em vi o que aconteceu com a minha vida em uma semana, pela maneira como a mídia circula. Eles não focam nos problemas da vida real. Eles focam na jovem mulher negra que cometeu um erro, mas não um erro que justifica um crucificamento público e sim algo que tenha que ser resolvido internamente”, diz Jordyn e Jada complementa, “você sabe o que eles dizem, as mulheres negras são as mais desprotegidas e desrespeitadas do mundo”. Jada fala sobre sua experiência e adiciona, “em casos assim, nós nem temos chance de nos defender. Parece ser mais fácil rotular a mulher negra e colocar a culpa de tudo nela, mesmo havendo outras pessoas envolvidas”.
Jada disse que essa questão racial foi um dos motivos pelos quais o “Tio Will viu que tinha que te abraçar, para que pudesse contar sua própria história”. Vale muito a pena ver o programa e testemunhar a sororidade entre duas mulheres negras. Os erros são cometidos, mas quem ama não julga, e sim ajuda seus pares a crescer a partir das suas falhas.
Como previsto por Jada, Khloé usou seu twitter para responsabilizar Jordyn por toda a situação.
Why are you lying @jordynwoods ?? If you’re going to try and save yourself by going public, INSTEAD OF CALLING ME PRIVATELY TO APOLOGIZE FIRST, at least be HONEST about your story. BTW, You ARE the reason my family broke up!
“Por que você está mentindo, @jordynwoods? Se você vai tentar salvar a si mesma ao falar em público EM VEZ DE ME LIGAR NO PRIVADO E SE DESCULPAR PRIMEIRO, pelo menos seja HONESTA sobre a história. Aliás, você É a razão pela qual a minha família se desfez”, escreveu.
Ela canta, dança muito e é uma atriz que apesar da pouca idade, 12 anos, tem consciência da sua arte e do que ela significa para outras meninas como ela. Orgulhosa da sua pele e dos seus cabelos, Duda Pimenta, que interpreta a destemida Kessya em As Aventura de Poliana, no SBT, é tranquilamente um modelo de menina para todas as crianças. Focada, mas sem perder o brilho de criança, a atriz se dedica a interpretação, dança e música e fala nessa entrevista exclusiva para Mundo Negro, um pouco sobre o seu trabalho e sua rotina, incluindo o cuidado com seu cabelo crespo e lindo.
Sua primeira música como cantora, Seu Cabelo, é sobre empoderamento e amor próprio. De onde veio o desejo de cantar sobre isso, de experiências pessoais ou era algo que você só queria cantar para o público sem pretensão?
R: Eu fiz essa música pra transmitir uma mensagem pra sociedade dizendo que as pessoas precisam se amar do jeito que são, e, a gente fala do cabelo mas ao mesmo tempo do corpo como as pessoas se vestem, sua pele, tudo. Você primeiramente você precisa se amar.
Como é sua relação com seu crespo? Você tem alguma rotina para cuidar dele? Sempre usou o black solto e livre, ou veio com tempo.
R: Sim eu amo muito meu cabelo esou eu que cuido e lavo. Minha rotina é o seguinte eu lavo meu cabelo todos os finais de semana, mas eu não posso ficar lavando todos os dias.De 15 em 15 dias eu faço um banho de creme,eu desembaraço, faço uma trancinha, durmo com o cabelo de trança e no dia seguinte eu solto. Aí fica aqueles cachos lindos que eu amo e quando eu era pequena, eu pedia pra minha mãe fazer chapinha e aos poucos aos poucos eu comecei a gostar muito do meu cabelo por influência da minha família
Sua personagem Kessya das aventuras de Poliana, tem algo da Duda ou são bem diferentes?
R: Eu e a Kessya nós somos irmãs, nós somos best friends forever. A gente tem várias semelhanças a primeira é ela ama, adora meu Deus do céu, dançar hip-hop e eu também.Ela é muito família muito amiga ela enfrenta os desafios ela não leva desaforo pra casa. Ela não leva desaforo pra casa e ela é muito estilosa e gosta das matérias, mas não gosta muito de matemática.
Ainda sobre a Kessya, ela é uma menina negra com muita coragem e autoestima em um ambiente onde é a minoria. Muitas meninas negras acabam se espelhando e se inspirando com sua beleza e atitude. Como você lida com isso?
R: Eu me sinto valorizada e eu queria agradecer a todas as meninas que se espelham em mim. A gente sabe que não tem muitas atrizes negras mirins e eu me sinto muito honrada mesmo.
Foto: Reprodução Instagram
Como você avalia a representatividade negra para meninas da sua idade aqui no Brasil? Quem são suas referências infantil e teen negras dentro e fora do país?
R: Eu estou muito feliz em estar representando várias meninas negras e que infelizmente o espaço ainda é pequeno pra nós, mas estamos batalhando. E eu espero que meu trabalho abram portas pra várias meninas negras. E sobre as referências, como eu disse não temos muito espaço, mas a minha referência é minha família, mas eu gosto muito do trabalho da Willow Smith e da MC Soffia. Eu gosto de Black, Black bem pesado que eu escuto com minha a família, gosto de funk, samba, musicas que a minha vó escuta gente, toca eu danço, simplesmente.
Seu novo trabalho, a música Pensa num Beat é ainda mais dançante que o Seu Cabelo. Qual o tipo de som que faz a sua cabeça?
R: Eu gosto de Black, Black bem pesado que eu escuto com minha a família, gosto de funk, samba, músicas que a minha vó escuta, a gente, toca eu danço, simplesmente.
O clipe tem muita dança, você estuda dança, como aperfeiçoa seus movimentos?
R: Eu não estudo dança porque eu aprendi com minha família e eu também assisto vários vídeos na internet porque no momento eu não tenho tempo e eu amo dançar. No momento eu não tenho tempo de fazer aula de dança, mas eu fico assistindo vídeo no youtube. Jáfiz balé já fiz ginastica olímpica, hip-hop e é por isso que eu amo dançar. E é assim que eu treino em casa.
Como você equilibra seu tempo com trabalho e vida pessoal, incluindo a escola. Você já faz shows ou pretende fazer?
R: Eu não sei de nada nada nada nada da minha agenda se minha vó não estivesse me apoiando, meu Deus do céu, seria uma bagunça, mas ó, eu vou pra escola de manhã ai meio dia minha vó me pega e me leva pro SBT ai eu chego em casa estudo o texto com minha mãe quando é dia de prova eu estudo junto com ela, as vezes eu estudo até estudo lá no SBT, ai eu durmo e vai repetindo repetindo repetindo tudo isso de novo, mas nos finais de semana eu tenho brinco na rua que na minha rua é sem saída tem várias meninas que a gente fica brincando de descer a ladeira é muito legal. Eu não estou no momento não estou fazendo shows mas eu pretendo, lógico que eu pretende fazer vários shows
Deixe um recado para as meninas que ainda se sentem inseguras por serem diferentes.
R: Sério, eu até hoje não sei o que é ser diferente eu só sei que as pessoas precisam se amar, respeitar o próximo e serem felizes, simples.
Depois da repercussão nacional do caso do empresário Crispim Terral, a Associação de Gerentes da Caixa (AGECEF) da Bahia, emitiu uma nota passando suas impressões sobre o ocorrido e insinuando, por meio de deduções, que o vídeo do ataque sofrido dentro da agência, foi editado para favorecer o denunciante.
“A gravação é, portanto, fraudulenta, manipulada, além de ser não-autorizada, e tem o único objetivo de manchar a imagem do banco e do seu quadro de pessoal. Atitude que reforça a intenção de desgaste perante a sociedade”, diz a nota.
A entidade não pede desculpas a Crispim, nem a sociedade que ela diz ter sido desgastada com as cenas de violência, e ainda não reconhece em nenhum momento que o episódio tenha sido um caso de racismo.
“Durante toda conversa, em momento algum foi proferida qualquer palavra que insinuasse discriminação racial. Por isso, a cautela, neste momento, é imprescindível.”
Para o escritor e comunicador digital Ale Santos, especialista em conteúdos com recorte racial, foi um caso de racismo sim. ” Eu vejo ali algumas expressões do racismo brasileiro como o olhar enviesado para o negro, que ao se deparar com um senhor reivindicando seu direito como cliente do banco foi tratado como um bandido, evocando o estereótipo racial expresso pela frase do gerente “Não negocio com esse tipo de gente”, explica Santo.
Outro detalhe que caracterizaria como um ataque de viés racial foi a forma como Terral foi mobilizado. ” Da mesma forma o guarda não pensou duas vezes para investir de maneira truculenta contra o Crispim, um olhar viciado pelo racismo que levou ao extremo de aplicar um mata-leão. Não lembro de casos que um microempresário branco foi tirado para fora de algum lugar da mesma maneira”, finaliza o escritor.
Leia a nota da Associação na Integra:
A Associação de Gerentes da Caixa (AGECEF) Bahia vem a público esclarecer o caso ocorrido no dia 19 de fevereiro, envolvendo o gerente geral da agência Relógio São Pedro, em Salvador, João Paulo, acusado de discriminação racial por um cliente, sem nem sequer ser lhe dado o direito de defesa.
Diante da gravidade dos fatos, a Associação lembra que é preciso, antes qualquer hipótese de formação de juízo de valor, apurar devidamente o ocorrido, o que foi feito por parte da diretoria durante toda esta terça-feira, 26 de fevereiro de 2019, quando o caso tomou proporções nacionais.
Ao analisar o vídeo, fica claro que o mesmo está editado, ao que parece, para suprimir aquilo que não interessa ao denunciante.
Chama a atenção também o fato de as imagens só terem sido divulgadas dias depois da ocorrência, com os devidos cortes e legendas, feitas pelo próprio reclamante. A gravação é, portanto, fraudulenta, manipulada, além de ser não-autorizada, e tem o único objetivo de manchar a imagem do banco e do seu quadro de pessoal. Atitude que reforça a intenção de desgaste perante a sociedade.
Vale destacar ainda que em momento algum, o gerente autorizou o uso da força policial na agência. No vídeo, usado de forma indevida, o empregado está ao telefone em conversa com a GISEG (Gerência Regional de Segurança), tratando de garantias à sua integridade física numa eventual necessidade de se deslocar até à delegacia, pois mesmo tendo recebido tentativas de intimidação por parte do reclamante, desejava um desfecho administrativo para o caso. Fato que dá para observar no vídeo, mesmo com edição, se analisado cuidadosamente.
A AGECEF reafirma que as imagens mostram apenas o lado de um dos envolvidos no episódio. Importante atentar que o cliente estava filmando toda a ação, desde que chegou à agência, por volta das 10h do dia 19 de fevereiro. E que ao contrário de sua alegação, não ficou aguardando por atendimento, pois atendido às 10h37, conforme a senha que lhe foi disponibilizada, e este atendimento durou 1h22, pois foi realizado com toda dedicação.
Essa contradição entre os fatos e o relato do reclamante, levanta a suspeita de uma premeditação da ação. Depois de horas pressionando o gerente Pessoa Física, em uma espécie de tortura psicológica, por uma solução imediata, o que era impossível, já que alguns problemas demandam prazo e o reclamante já havia recebido uma resposta da Ouvidoria da Caixa, o gerente geral o chamou para tentar uma solução, também sem sucesso.
Ao chegar à unidade, por volta das 17h, os policiais tentaram convencê-lo a se retirar do local. Conversa que durou até às 18h30. Foi quando o próprio cliente disse que sairia se o gerente fosse para a delegacia com ele. Como o pedido foi negado pelo empregado, o reclamante pediu que o policial desse “seu jeito” para retirá-lo da agência.
Durante toda conversa, em momento algum foi proferida qualquer palavra que insinuasse discriminação racial. Por isso, a cautela, neste momento, é imprescindível. O cenário nacional é difícil e os discursos de ódio dominam as ações de parte da população. Mas, é preciso atentar para as vidas humanas e deixar que a Justiça faça o seu devido papel, ouvindo todos os envolvidos e averiguando as provas que vão além das imagens divulgadas amplamente em rede nacional.
Outros vídeos foram gravados e no local existiam pelo menos mais 10 pessoas presenciando os fatos e que podem confirmar o que realmente aconteceu. Toda ocorrência pode ser constatada ainda pelo circuito de interno de câmeras, com toda movimentação filmada dentro da unidade.
A Associação de Gestores da Caixa lamenta o ocorrido e lembra que é contra qualquer tipo de discriminação e ciente da sua responsabilidade perante a sociedade, está à disposição para quaisquer esclarecimentos.