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Negros x Dinheiro : Publicitária baiana comanda programa sobre finanças

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“Um dos mecanismos mais eficazes do colonialismo, ainda em curso, foi a criação de uma barreira, quase intransponível, entre a população negra e o dinheiro, concentrando a aquisição e o benefícios da produção de riquezas nas mãos de poucos. Para a grande massa da população brasileira, o tema da Economia e do dinheiro ainda é pouco íntimo, apesar das diversas iniciativas ao longo da história que tentaram romper com a falsa ideia de que negros e dinheiro são inimigos”, explica Luciane Reis, que  que apresentará a partir dessa terça-feira, 19,  o programa Me Despache ,às 21h, na TV Kirimurê canal 10.2.
Comunicóloga com formação em Publicidade e Propaganda, especialista em Produção de conteúdo para Educação online pela Faculdade de Educação da UFBA, Luciane Reis é mestranda em Desenvolvimento e Gestão Social na Faculdade de Administração da UFBA, desenvolvendo a pesquisa ‘O caminho do dinheiro negro: da escravidão ao empreendedorismo’.
Luciane Reis destaca a longa trajetória do que hoje se chama de ‘black money’: “desde as primeiras formas de organização e colaboração entre os negros, para garantir a sobrevivência frente à escravidão, como os quilombos, irmandades religiosas e as sociedades negras, passando pelas iniciativas de inserção no comercial informal, por meio do trabalho de ganhos nas ruas das cidades, são muitas as tentativas de mudar essa realidade que nos aparta de uma vida de equilíbrio financeiro”, pontua.
Os convidados, com suas histórias pessoais ou com suas pesquisas dedicadas à temática dos negócios, contribuirão para estimular o pensamento sobre a Economia.
Serviço:
Me Despache todas as terças-feiras, 21h, e reprise às quintas-feiras, 10h da manhã, na TV Kirimurê (10.2). Uma iniciativa do Merc´Afro: www.mercafro.com.br

Novas potências: Indique alguém para receber o prêmio Sim à Igualdade Racial 2019

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Foto: ID_BR

O Prêmio Sim à Igualdade Racial já virou tradição, sendo um dos mais badalados eventos para comunidade negra fora do concorrido mês de novembro. Organizado pelo ID_BR, o evento premia pessoas, empresas e coletivos que trabalham em prol da igualdade racial no Brasil.

Na edição 2019, que acontece durante um jantar beneficente no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, no dia 14 de Maio, os organizadores resolveram inovar e abrir para público a indicação de nomes e projetos que mereçam ser reconhecidos para concorrer ao prêmio.

Entre os anfitriões do evento estão Luiza Helena Trajano (Presidente Magazine Luiza), Bruno Gagliasso (Ator), Hamilton Amadeo (CEO AEGEA), Maria Ângela (Netflix)
José Vicente Marino (Presidente Avon)Regina Casé (Apresentadora).

A premiação é dividida em 11 categorias e em seis serão recebidas indicações do público. Todas as indicações serão analisadas e submetidas ao conselho julgador de cada área. O Mundo Negro orgulhosamente faz parte dessa comissão.

A estatueta do prêmio leva a obra “Mad World” do artista plástico Vik Muniz

O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil e 100% comprometida com a aceleração da promoção da igualdade racial. A partir da Campanha Sim à Igualdade Racial eles desenvolvem ações em diferentes formatos para conscientizar e engajar organizações e a sociedade. O foco é reduzir a desigualdade racial no mercado de trabalho, como indica o objeto 10 da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Tem um projeto legal ou conhece alguém que faça? Clique aqui e saiba como participar.

Excelência Negra : adolescente sem teto é aprovado em 17 universidades nos EUA

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Filho de mãe solteira, residindo em um abrigo de pessoas sem teto e com dois irmão mais jovens (gêmeos) com sérios problemas cardíacos.  Dylan Chidick, de apenas 17 anos, tem um perfil comum do negro adolescente periférico que teria motivos razoáveis para colocar o trabalho na frente dos estudos.

Dylan com sua mãe e os irmãos (Foto CBS)

Incentivado por sua mãe, Khadine Phillip, Chidick dedicou várias horas do seu dia aos estudos e acabou impressionando a ONG Women Raising, que deu suporte a família de Dylan e disponibilizou um local para que o adolescente pudesse estudar, longe dos agitos do abrigo. O resultado de tanto esforço somado à inteligência de Dylan, foi a aprovação em 17 universidades.

“Minha família passou por muita coisa e sempre tinha pessoas dizendo ‘Você não pode fazer isso’, ou ‘Isso não é para você’. E agora com essas aprovações eu só comprovo o que eu já sabia, eu quero e eu consigo o que eu quiser”,  declarou o adolescente ao WPTV, noticiário americano.

O jovem também é imigrante, de Trindade e Tobago e agora terá a felicidade de escolher onde estudar. Entre as candidatas estão as universidades Siena College, Kean University, Caldwell University e York College of Pennsylvania. Dylan é o primeiro da sua família a  fazer o curso superior.

 

 

Representatividade importa: As novas narrativas do Teatro Infantil Carioca

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“Se eles não abrem as portas das mansões você tem que construir a sua”
As novas narrativas do Teatro Infantil Carioca

Por: Cleyton Santanna, roteirista, Youtuber e jornalista em formação

Era uma tarde nublada de novembro de 2018 e eu aproveitava a minha companhia solo para assistir a peça “O Pequeno Príncipe Preto”, o espetáculo conta a história de um príncipe que percorre diferentes planetas em uma jornada de entendimento sobre a importância da auto-valorização da sua cultura e descobre o quanto é bonita a diversidade de cada povo, idealizado por Rodrigo França e Junior Dantas. Nunca me senti tão fortalecido com um espetáculo de linguagem infantil com o falar fácil, mas o pensar difícil, a peça dialoga com todos os meninos e meninas acima dos 20, 30 e 40 anos que ficam calados e com os olhos esbugalhados cheios de lágrimas, enquanto os meninos de 5, 6, 7… conversam com o Príncipe Preto e apesar de tudo que o racismo gerou de dívidas para os seus pais e familiares, eles já sabem quem são e para que estão nesse mundo.

“ — eu tô aqui sozinho!” diz o Pequeno Príncipe Preto em um determinado momento do
espetáculo.

“ — Não tá não Pequeno Príncipe Preto eu tô aqui com você!”, respondia um menininho
sentado no colo de sua mãe.

A resposta desse menininho de aproximadamente uns 6 anos na sala do Teatro Glauce Rocha no centro do Rio, é muito parecido com o menino indagador Gil, personagem idealizado no espetáculo Nanã, que nos levam para uma viagem a uma cidade do interior junto com a sua Irmã Nanã, onde na viagem junto com a sua tia eles deparam com o mundo do Orixás de uma maneira única sendo um grande convite a ancestralidade, respeito e a tolerância ao diferente.

A diretora e atriz do espetáculo Nanã, Gabriela Reis sente-se honrada em contribuir e consolidar ainda mais para o Teatro Negro Carioca com novas narrativas: “Contribuir de uma forma concreta e de engradecimento para esse movimento que cresce todos os dias, além de encher meu coração de alegria é uma honra.” Quando pensamos no Teatro Negro é um lugar que parte do incômodo e chega na representatividade, assim como aconteceu no Rio de Janeiro em 1944, com o Teatro Experimental do Negro (TEN) um projeto idealizado por Abdias Nascimento (1914–2011) que delineava um novo estilo dramatúrgico, de roupagem única e para além dos moldes já apresentados em outros países. Certamente, Abdias Nascimentos e diversos outros intelectuais das artes negras teriam orgulho da perpetuação dessa narrativa teatral sendo repassada em momento tão importantes quanto esse período em que estamos vivenciando agora, onde a Cultura tem sido tratada pelos governantes como um não lugar pensante. O ator Junior Dantas acredita que é importante na linguagem infantil reforçar imagens de maneira lúdica de empoderamento, pois dessa forma as crianças conseguem enxergar a empatia e o amor que tem se esfriados no mundo adulto, permitindo a construção do dialogo partindo dos filhos para os pais muitas das vezes.

https://www.instagram.com/p/BuEicBBlIsP/

“O teatro tem o poder da fala, as pessoas estão paradas ouvindo o que você tem, é
muito responsabilidade o que a gente está falando!” afirma Junior.

Junior Dantas após a negação ainda na infância de interpretar um príncipe em uma peça
na escola, sendo atropelado pela fala da professora que afirmava com todas as letras que
só existiam príncipes brancos e loiros, utilizou dessas chaves negativas e ressignificou na montagem do processo de construção do personagem e alimentou o ensejo do peso da falta de diversidade na dramaturgia como um todo. Sendo assim, a peça fundamental de Junior Dantas é a valorização da cultura afro-brasileira, assim como a carioca Gabriela Reis, a atriz que está preste a estreia no Teatro Gonzaguinha com sua peça, alimentou a frase que sua mãe falava na infância e que marcou a trajetória da jovem no mundo das artes: “Se eles não abrem as portas das mansões você tem que construir a sua” e foi assim que ela junto com o coletivo que faz parte conseguiu movimentar uma campanha de Crowndfunding, as famosas Vaquinhas Digitais para produzir a sua peça e conseguiu arrecadar um valor importante para a cobrir despesas importantes com produção e desenvolvimento do espetáculo Nanã que acompanha a história de Nanã, seu irmão irmão Gil e Tia Tê em uma grande aventura por um vilarejo mágico e ancestral.

De acordo com o artigo, o “O Teatro Negro no Brasil e nos Estados Unidos” da autora Ariângela Alves de Lima, o Teatro Negro incorpora e nasce a parti de três elementos constantes: a lembrança da cultura africana, a história da escravidão e do racismo e a desconstrução de imagens perversas do negro pautados em uma teatralidade afro, hoje, Gabriela Reis, Júnior Dantas, Licínio Januário, Sol Miranda, Rodrigo França e tanto outros nomes que estão movimentando a cena do teatro carioca e lotando as salas de teatro com boas histórias, histórias essas que ainda não foram contadas em sua totalidade.

O Teatro Negro Carioca tem segurado nossa mão e tem unido o os nossos corações, e eles juntos tem sido capaz de fazer o que a gente não é capaz de fazer sozinho, ARTE. Parafraseando essa poesia que toda artista pronuncia antes de subir aos palcos com se fosse um oração, o teatro negro tem feito essa oração de forma empírica com a plateia em todas as apresentações.

ESPETÁCULO NANÃ

Dias 16 e 17 de março às 17h
Dias 23  e 24 de março às 14h

— No Teatro Gonzaguinha.

Ingressos à R$ 20,00 (Inteira)
R$ 15,00 (Lista amiga)
R$ 10,00 (meia)
Classificação LIVRE

mais informações: https://www.facebook.com/events/284584222168364/

O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO
Teatro Dulcina
De 16 a 24 de Março. Sábados e Domingos às 16h
Onde: Teatro Dulcina (R. Alcindo Guanabara, 17 — Centro, Rio de Janeiro — RJ,
20031–130 — Perto do Metrô da Cinelândia!)
Ingressos: R$15,00 (Meia-Entrada) / R$30,00 (Inteira)
Venda online: bit.ly/pppdulcina
mais informações: https://www.facebook.com/opequenoprincipepreto/

EmpregueAfro busca gerente de atendimento com experiência para atuar em São Paulo

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A EmpregueAfro – Consultoria em RH e Diversidade Étnico-Racial é parceira da agência de publicidade J. Walter Thompson e está buscando Gerente de Atendimento com experiência para uma vaga na cidade de São Paulo.

Confira o perfil da vaga:

-Superior completo;
-Inglês intermediário;
-Experiência mínima de 08 anos, atuando em agências, consultorias ou segmentos correlatos;
-Prévia experiência com digital e offline;
-Atuação com contas de varejo (diferencial). Atividades:
Será responsável por conduzir processos, gestão de equipe e projetos, atuando com contas de diferentes segmentos do mercado, visando a excelência nas entregas e prazo pré-definidos.

*Na foto, Vinicius Bispo, Estagiário em Mídia da J. Walter Thompson.

Envie o seu currículo com o nome “Gerente de Atendimento – JWT” para curriculo@empregueafro.com.br 

Encontro de literatura africana em São Paulo precisa de voluntários

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IIº Encontro Internacional com Escritores Africanos acontece em São Paulo, nos dias 24, 25 e 26 de Maio de 2019. O evento reúne escritores da Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau , Camarões , Nigéria, República Democrática do Congo-RDC, África do Sul e Benin, com palestras, bate-papo, exposições, lançamentos e sessões de obras inéditas, música e teatro africano.

Os organizadores do evento estão convidando estudantes para trabalhar como voluntários durante os dias do evento.

De acordo com o site do evento, estudantes universitários preferencialmente, podem trabalhar como voluntários, recebendo no final um Certificado de Participação e Declaração de horas complementares durante o evento que foca na Literatura africana, educação e intercâmbio cultural!.

A inscrição é feita no site e e equipe de coordenação do evento entrará em contato para mais detalhes e orientações.

 

Serviço

II Encontro de Literatura Africana

24 de mai 10:00 – 26 de mai 19:00
Centro Cultural Olido, Av. São João, 473 –

Centro, São Paulo

Inscrições limitadas pelo link: https://docs.google.com/…/1FAIpQLSfnds5rjRBvK6As6…/viewform…

Link do evento: https://www.facebook.com/events/369085723868132/

Fundo Baobá recebe doação milionária para Programa Marielle Franco de Aceleração de Lideranças Femininas Negras

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O Fundo Baobá , por meio do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Negras Femininas: Marielle Franco fará o investimento em 120 mulheres líderes negras e 20 grupos, coletivos, movimentos e organizações lideradas por mulheres negras no prazo de 5 anos.

“Conseguir construir ferramentas e instrumentos para que mais mulheres negras ocupem espaços de poder, inspirando e atuando em diversos espaços, para construir uma sociedade antirracista, mais justa e que promova justiça social e justiça racial”, afirmou Selma Moreira,  diretora-executiva do Fundo Baobá, ao jornal Bom doa Brasil, da Rede Globo. 

O investimento se dará por meio de apoio financeiro e institucional para organizações da sociedade civil, grupos e coletivos liderados por mulheres negras.

“Das mulheres negras apoiadas pelo Programa espera-se que a busca pela equidade racial seja primazia em todo e qualquer lugar que venham ocupar, sendo o Programa não um formador, mas sim um otimizador na aceleração do desenvolvimento e ampliação de suas capacidades. Em suas comunidades, organizações, coletivos, grupos, movimentos e instituições, estas mulheres já lideram. Nosso esforço é para e que elas possam ir além”, destaca Fernanda Lopes, Diretora de Programa do Fundo Baobá.

Em parceria, o Instituto IbirapitangaFord Foundation  e Open Society Foundation doaram o total de recursos financeiros  que correspondem a U$ 3,000,000,00 para a realização do Programa Marielle Franco de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras. Este recurso foi potencializado em função da nossa parceria estabelecida com a W.K. Kellogg Foundation, que prevê a obtenção de contrapartidas para recursos arrecadados pelo Fundo Baobá, onde haverá contrapartida conhecida como matchfunding(3 para 1 em caso de doações nacionais e 2 para 1 em caso de doações internacionais). Neste caso a alavancagem total foi de U$ 7.000,00, sendo que, 50% ou seja U$ 3,500,000, serão aplicados no desenvolvimento do Programa e operacionalização institucional e  a outra metade dos recursos doados pela W.K. Kellogg Foundation que correspondem a U$ 3,500,000, irão compor o fundo patrimonial da instituição, visando a formação de um mecanismo financeiro que gere sustentabilidade em médio e longo prazos.

Interessou? Mais informações clicando aqui. 

Diretor de cinema denuncia : “Fui chamado de “Macaco”​ na empresa!”

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O dia em que fui chamado de macaco na produtora de filmes onde eu trabalhava!

Foi nesse dia que me dei conta de uma maneira apavorante que SIM, a minha cor era aval para que chances fossem negadas.

Meu nome é Valter Rege, sou criador de conteúdo e cineasta, 35 anos, gay, negro, periférico, formado pelo Centro Universitário Belas Artes em Rádio e Tv, e estudante de cinema, autodidata aos 14 anos e posteriormente frequentei oficinas de cinema até chegar na graduação.

Sempre acreditei na meritocracia, e aos 14 anos, sem prever que a chance de uma pessoa negra chegar ao cargo de roteirista ou diretor no cinema nacional era de apenas 2%, elaborei um plano de carreira minucioso para alcançar os objetivos, conto sobre essa trajetória na minha palestra chamada “Da Favela Para As Telas”.

Nesse artigo, quero escrever especificamente sobre o dia em que fui chamado de macaco dentro do ambiente de trabalho e como essa vivência me afetou moralmente e psicologicamente.

As empresas precisam aprender a lidar com o racismo estrutural que se manifesta de maneira naturalizada.

Em 2012, comecei a prestar serviços para uma produtora de filmes que está há muitos anos no mercado. Exercia a função de assistente de finalização, que é o setor responsável pela montagem, pós-produção, e entrega dos filmes publicitários e de conteúdo.

Adorava me sentir útil naquela empresa, pois, fazia parte de uma equipe super humanizada e uma chefia muito motivadora que atendia as nossas demandas estruturais e psicológicas de maneira surpreendente. Tínhamos boa interação, momentos de bate papo, cafézinhos e vivências que nos faziam querer dar o melhor a cada trabalho.

Cresci e aprendi muito com essa equipe.

Porém, existiam alguns excessos por parte de alguns diretores de cena. Cargo esse demasiadamente glamourizado, e alguns diretores usam seus “poderes” de forma irresponsável e pouco acolhedora.

Acho uma direção inclusiva muito mais agregadora para os Jobs.

Motivar uma equipe e fazer com que pessoas trabalhem com otimismo e vontade é extremamente eficaz, lembro quando ainda na faculdade motivei quase 60 pessoas a embarcarem em um média-metragem universitário, e a minha felicidade era saber que nem todos estavam ali para seguir a carreira no audiovisual, e sim, porque estavam inspirados pelo projeto.

Nessa empresa havia um diretor extremamente infantilizado, ele era sobrinho de um grande diretor de filmes, e creio que seu nome pesava mais do que suas habilidades como tal. Ele gritava, era assediador e constantemente perguntava para mim sobre as minhas preferências sexuais, até onde sei não era um homem gay, mas adorava expor gays na frente dos demais funcionários.

O diretor, inclusive tinha uma assistente a quem denominavam como: A babá!

Durante algum tempo, aceitamos e relevamos algumas atitudes extremante abusivas porque as “brincadeiras” eram vistas como “normais” (?), ou até mesmo como personalidade geniosa. Embora incomodasse, muitas vezes preferi focar na entrega de um trabalho realizado com excelência.

Porém, certa noite, com a correria publicitária cotidiana, eu estava na produtora até tarde, aguardando a alteração de um filme que estava em processo de aprovação. Para o meu desespero o diretor havia sumido, e o montador, que era amigo pessoal do diretor, também havia desaparecido, os dois estavam juntos, porém eu como responsável pela pós-produção deveria solicitar o retorno imediato do montador, o que não agradou muito o diretor.

O cliente cobrava a alteração, e eu precisava resolver o problema o mais rápido possível. Chamei um assistente da casa e fiz a alteração na montagem. Porém, com a minha ética inabalável só enviaria depois da aprovação do diretor, nem que fosse via celular.

O montador chegou, e solicitei que o mesmo assumisse o controle de suas funções. De-repente, o montador me entrega o telefone e informa que o diretor queria falar comigo.

Sem dar a chance de explicar, ele solta vários palavrões. Começa a dizer que sou péssimo profissional, que sou moleque, que meu departamento é uma “merda” que meu chefe é um “c***”, que não deveria deixar um assistente tocar o filme dele … enfim… delicadamente, e com a paciência que trago desde a época em que servi o quartel, informei ao diretor que o mesmo estava se excedendo e que iria desligar o telefone.

Foi o que fiz.

Ele continuou ligando e quando atendi novamente ele não parava de gritar palavras de baixo calão. Sem pensar, gritei o mais alto que pude. Lembro das minhas palavras: – Eu não sou moleque, são quase meia noite, e estou trabalhando. CHEGA!

O meu grito foi tão alto que lembro da minha cabeça doer. Sentei no chão, aos prantos e o assistente da casa veio me acalmar. Eu chorava sem parar!

O meu coração estava acelerado, os gritos ecoavam em minha mente, porém, o meu profissionalismo é imensamente maior que qualquer barreira que impeça de entregar um bom trabalho, então, me recompus e voltei a minha sala.

O telefone não parava de tocar. Resolvi focar apenas na entrega e não atendi mais nenhuma ligação, pois estava ultrapassando a meia noite.

Lembro dos meus dedos trêmulos digitando o e-mail para enviar o filme para aprovação. Segurava a imensa vontade de chorar.

Depois de alguns minutos, eis que aparece o diretor. Ele me cobrava o motivo pelo qual desliguei o telefone, dizia que em 17 anos nenhum assistente havia gritado com ele e com uma voz suave, bem diferente do telefone, dizia que eu era um péssimo profissional.

Ele encostava o rosto no meu e eu tentava evitá-lo olhando apenas para o computador. Dava para sentir o cheiro de álcool e seu descontrole emocional.

Ele falava que meu setor não gostava dele e que falávamos mal dele para os donos da produtora, parecia um pesadelo!

Por um segundo, tive a clareza de que aquilo era um caso de assédio moral. Estava com medo dele. E, instintivamente comecei a gravar o áudio da nossa conversa pelo celular. Em nenhum momento pensei em usá-lo de má fé, só queria enviar ao meu chefe para que ele tomasse as devidas providências, pois aquilo era algo muito sério.

Com o áudio ligado tomei coragem para discutir com o diretor, de alguma forma me senti protegido caso algo acontecesse. Resolvi expor toda a situação, e cobrar respeito, porém, ele não parava de falar, até que em um momento ele sorriu e soltou um sonoro: Vai o seu MACACO… interrompido por um lampejo de sobriedade em meio ao caos. Obviamente ele se deu conta da gravidade de suas palavras.

Fiquei trêmulo, ele rapidamente tentou se esquivar do que havia dito. Olhei para o celular e soltei o botão. Não queria acreditar que aquilo era verdade. Apenas decidi não discutir mais.

Ele saiu da sala.

Logo após voltou e ordenou que eu apagasse a gravação. O assistente dele havia visto eu gravando.

Uma coragem tomou conta de mim e toda vez que ele se aproximava eu apertava o “rec” e enviava direto para o grupo da pós-produção.

De alguma forma, a tecnologia me salvou. Tenho certeza que se não tivesse um aparelho em mãos não conseguiria agir cautelosamente. Muito provavelmente poderia perder a razão e virar o negro raivoso que não aguentou a pressão do mercado publicitário. Mas respirei fundo e resolvi não me comunicar mais. Ele dizia que eu tinha invadido sua privacidade, que ia ligar para seu advogado, inclusive pediu para seu assistente tirar o celular da minha mão.

Sem sucesso, foi embora.

A aprovação saiu quase as três horas da manhã e após isso pedi um Uber e fui para o último trabalho da noite, levar um HD na portaria de uma montadora. O meu horário de sair era as 22 horas, e quase 4 horas da manhã cheguei em casa.

Ao ouvir a gravação, chorei compulsivamente. Me senti violentado, humilhado, desvalorizado.

Era como se todas as minhas qualificações não valessem nada. Era como se eu tivesse que ser submisso a coisas sem fundamentos e não tivesse o poder para questioná-las. Caso eu tentasse questionar alguém me lembraria o quanto SOU MACACO.

Será que uma pessoa branca ouviria esse termo?

Lembrei o quanto as empresas defendem a importância da meritocracia, mas como são negligentes com as qualificações de profissionais negros.

Algumas reflexões só chegam quando há acontecimentos extremos.

Passei o pior final de semana da minha vida, chorava compulsivamente, até que um amigo ativista, Samuel Gomes, me visitou e orientou-me a fazer um B.O.

É impressionante como quando a nossa saúde mental está abalada não temos força para fazer o óbvio.

Fiz o B.O e notifiquei o meu chefe que queria a formalização de um pedido de desculpas e uma reunião com todos os sócios, em uma sala de reuniões, para discutirmos sobre preconceito racial. Eu não aceitaria uma conversa de corredor, o que havia ocorrido era um crime!

A minha intenção sempre foi ser didático, jamais agiria de má fé dentro da empresa que trabalhava há quase 4 anos. Queria ter a oportunidade de falar, e resolver o assunto de forma ética e profissional. Mas, a resposta não vinha, o silêncio me sufocava, perguntei ao meu chefe e ele disse que estava aguardando o sócio e o diretor retornarem.

Desde o início o meu chefe foi presente, mas sei que muitas coisas não dependiam dele, então, após uma semana de silêncio procurei a secretaria da igualdade racial, e posteriormente o Ministério do Trabalho.

Em 3 dias chegou a intimação, e assim o departamento jurídico me procurou para saber se eu gostaria de conversar com o diretor, naquele momento, o meu psicológico já estava abalado, eu não conseguia acreditar que realmente tive que procurar a justiça para ser ouvido! Cada vez mais sentia o peso de ser um negro dentro de uma empresa com poucos negros, em um ramo com poucos negros.

Resolvi ir até o fim, marcamos uma conciliação no Ministério do Trabalho.

Eu já tinha certeza que queria conciliar uma palestra interna para dialogar com o diretor e todos os funcionários. Pesei o fato de trabalhar com esse diretor há algum tempo e o fato de gostar de trabalhar na produtora, eu ainda tinha um pensamento quase utópico que um dia chegaria a valorização.

Porém, na conciliação, o diretor já chegou “armado”, queria ouvir o áudio e disse que não lembrava de ter me chamado de macaco. Senti hostilidade em sua abordagem então deixei claro que estava ali para fazer a conciliação. Caso ele quisesse ouvir o áudio iríamos sem problemas para o criminal. Ele, obviamente baixou a guarda.

Durante a conversa, ouvi tentativas ultrapassadas de provar que não era racista como: – Tenho muitos amigos negros, tenho um afilhado negro, já dei abrigo a um negro.

Ele até disse que era humilde porque gostava de ficar com a “ralé”, referindo-se aos funcionários do meu setor.

O coração doía, eu não conseguia ver reflexões ou arrependimentos, apenas o medo que ele tinha de levá-lo ao criminal. Pelo menos tive a oportunidade de fala, disse o quanto aquilo era prejudicial para empresa e o quanto o racismo fere milhões de negros nas instituições.

Saímos do ministério do trabalho com a conciliação de que faríamos uma movimentação com atividades e palestras para conscientizar a empresa sobre os malefícios do preconceito racial.

A empresa nunca se pronunciou, eu procurei várias vezes o dono da produtora, mas ele me evitava e o diretor que me chamou de macaco foi afastado, ou se afastou, pois ele sabia que se voltasse a acontecer eu não seria tão didático.

O silencio retornou.

Todas as tentativas de diálogo foram interrompidas, todas as minhas propostas de mudança de setor, negadas, então, em fevereiro de 2018 resolvi sair da produtora e comecei a analisar as minhas qualificações. Percebi que era muito mais ativo que os diretores da casa, pois eu filmo, monto e finalizo vídeos para o meu canal todas as semanas. Percebi que o setor audiovisual não dá oportunidades a negros e tudo isso era desmotivador.

Em 2016, no mesmo ano do ocorrido, graças a um edital de cotas do MINC, consegui produzir um filme curta-metragem, que foi selecionado para alguns festivais de cinema. Isso me motivou a continuar otimista. A oportunidade que o mercado audiovisual não me dava viria por conta de ações afirmativas. Resolvi falar sobre racismo e escrevi e dirigi o “Preto No Branco”.

Comecei a estudar todas as possibilidades de fazer uma boa carreira para o filme, e o mesmo foi selecionado para alguns festivais internacionais como InterFilm de Berlin, Festival de cinema da Índia, e dois festivais de cinema negro no Canadá. Eu queria provar para mim mesmo que era capaz, então, sem o apoio da produtora onde eu prestava serviços, fiz uma vaquinha, viajei para o Toronto Black Film Festival, exibi o filme e durante a viagem captei todas as vivências dessa experiência inspiradora.

Filmei toda a viagem, e resolvi transformar a experiência em um documentário a fim de percorrer favelas e escolas, e incentivar negros e periféricos a não desistir dos objetivos.

Intitulei o filme de “ O Cinema Me Trouxe Aqui”, e lancei o mesmo em um cinema da periferia.

A oportunidade a mim negada de palestrar na produtora onde ocorreu o racismo se transformou em motivação para levar reflexão a outros lugares então resolvi palestrar “ Da Favela Para As Telas” onde percorro Ongs, escolas, Fundação Casa e até o MAM (Museu de Arte Moderna).

A palestra também fez parte da programação do Social Media Week 2017.

Após voltar do Canadá pedi demissão da empresa que não soube lidar com o grave caso de racismo que ocorreu em suas dependências.

Fico pensando quantos negros estão sendo sugados pela falsa ideia da democracia racial / meritocracia e apenas são enganados por um sistema que suga suas energias e nunca lhes dão oportunidades.

Resolvi me dar o aval.

A partir da autoanálise das minhas qualificações compreendi que sou amplamente capacitado para fazer o que gosto, e a partir dessa autovalorização tive em um ano uma evolução profissional que em 10 anos não cheguei perto.

Atualmente faço palestras, monto vídeos, gerencio o meu Canal no Youtube que fala sobre racismo, periferia e homossexualidade e estou desenvolvendo dois curtas-metragens, um documentário, um longa-metragem, preparando um livro sobre a minha trajetória e presto serviços para uma agência de Creators Negros, a “Côrtes Assessoria”, gerenciada por uma empresaria negra, Egnalda Côrtes, onde cuido da parte audiovisual.

No final das contas, o grande recado que dou para os negros que convivem diariamente com o racismo estrutural e institucional é que antes de aceitar uma crítica negativa examinem as próprias qualificações e as qualificações do emissor, as vezes o aval tem que vir de si!

Infelizmente, no caso de injuria / racismo a conciliação não foi viável, então, se for preciso vá para o criminal.

Quanto as empresas, a grande lição desse caso é que as vezes vocês estão perdendo grandes talentos porque antes das qualificações vocês analisam a cor, a classe social e a sexualidade. Estamos em uma era em que a diversidade faz toda a diferença e em um país de 54% de afrodescendentes, será um grande erro não acompanhar a nova era da representatividade.

No final de tudo, não quero expor nomes da pessoa ou empresa, só quero usar a minha trajetória para causar uma real transformação na sociedade.

Meritocracia? Infelizmente para negros e periféricos não existe, mas sou otimista com a nova era que surge, afinal, se não me vejo , não consumo!

Como diz Viola Davis, só precisamos de oportunidades.

Valter Rege / Criador de Conteúdo – Cineasta

Turbantes, camisetas, sapatos: Estilo Afro oferece mais de 20 marcas para comprar sem sair de casa

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A excelência negra chegou ao mundo dos negócios para ficar. Já imaginou encontrar todos aqueles produtos afro-centrados como turbantes, colares, objetos de decoração e roupas sem ter que sair de casa? O Estilo Afro é um marketplace online que disponibiliza mais de 20 marcas de afro-empreendedores de todo o Brasil que trabalham, sobretudo, com produtos para comunidade negra e seus admiradores. 

O preço é o mesmo que você encontra em lojas off-line com a vantagem de poder escolher com calma, comparar preços e modelos e receber em sua residência ou ainda enviar um produto como presente para casa de alguém, por meio do site.

“O Estilo Afro tem a responsabilidade de criar todas as estratégias e informações para o cliente chegar aos produtos, assim como usufruir de todas as ferramentas até a finalização da compra. Nesse item, o vendedor recebe os detalhes da peça por e-mail e inicia o processo de envio com as devidas e prazos para o cliente”, explica Anderson Ferreira, sócio proprietário do Estilo Afro. 

Essas iniciativas são muito positivas quando falamos de Black Money.  De acordo com o G1, estudos de 2017 do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostraram que o Brasil possui 11 milhões de empreendedores afrodescendentes. Pesquisa do  Instituto Locomotiva garantem que os negros movimentam mais de R$1 trilhão de reais por ano na economia.

E para garantir uma experiência satisfatória para o consumidor, Anderson explica que trabalha junto com os vendedores da plataforma. “Nós entendemos as dificuldades e necessidades de quem vendia com a gente e nos estruturamos com um estúdio fotográfico com todo o equipamento profissional para podermos atender cada vendedor que a gente tem, para que elas possam apresentar fotografias de qualidade. Nosso estúdio fica na Vila Matilde, temos uma parceria com modelos e fazemos a sessão de fotos e depois de prontas, elas sobem para lojinha desse vendedor”, detalha Ferreira. 

Essa estrutura de apoio aos parceiros, foi possível graças ao aporte  que a Vai Tec, programa de aceleração de empresas de tecnologia da periferia de São Paulo, que investiu no marketplace Estilo Afro.  

Aqueles produtos que a gente procura, mas nunca acha 

No Estilo Afro você encontra produtos específicos para comunidade negra e que usualmente não achamos nas lojas e nem em eventos para esse público. Apesar de super indicado pelas blogueiras, a toca de cabelo de cetim, que não amassa os cachos, é uma das raridades que você encontra no site. Outra preciosidade é a luminária do Pantera Negra. 

O sistema de busca é bem simples, lhe dando todas as informações sobre de quem você está buscando.

https://www.instagram.com/p/Bs3J54sliyH/

E o mais importante, o cliente não paga muito mais por isso, visto que o valor do frete do produto muitas vezes é menor do que você pagaria pelo transporte ou estacionamento.  

A gama de produtos do site atende a toda a família, inclusive crianças. 

Para saber mais acesse o site: www.estiloafro.com.br 

A Marielle Ancestral e sua dignidade ferida

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No Marielle Presente, onde está a iya agbá Marielle?

Por Roger Cipó Creator-Youtube
Arte: @evermontt

Agora, não falarei sobre a branquitude que está ai monetizando com o cruel assassinato de uma das mulheres negras mais importantes da história do Brasil. Foi Sueli Carneiro (bota a mão no chão e na cabeça! – Já conto isso) que ensinou que entre a esquerda e direita, continuamos pretos, logo, é comum que setores da esquerda usem do assassinato para vender. Nada novo. Mas, gente, aqui em casa, na nossa comunidade Preta, onde está Marielle, ou é só no grito que já figura camisas e canecas, pelo mundo?

Quando eu falo que nos falta candomblé, nos falta empretecer nossa permanência nesse mundo, falo que se atenção e cuidado ao nosso legado ancestral fosse premissa, Marielle não estaria na boca de qualquer um. Não evocaríamos uma ancestral para qualquer discurso que precise surtir efeito diante da branquitude que a matou.

Quando uma pessoa preta importante falece, se torna ancestral, e Marielle é nossa Mãe Ancestral (Iya Agba), é a força que mantém viva seu povo. Evocamos ancestral somente em momentos sérios, que precisamos de ajuda, uma consulta para melhor caminhar, para solucionar problemas das nossas comunidades.

Ancestral é força poderosa, por isso, ao dizer o nome de alguém muito importante, levamos a mão no chão (saudemos Onile, a Terra) e na cabeça, em reverência e pedido de licença. São valores que aprendemos com a própria ancestralidade. E depois de ancestral, nós não temos dimensão da força que aquela vida ganha. Talvez, por isso a @xeniafrancacantou: por que tu me chamas se não me conhece?

Fôssemos alinhados, as escolas de samba,   “tão” fechadas com o terreiro, faria cada um seu jogo de Búzios, com a presença da família de Marielle e perguntaria a ancestral se a homenagem poderia acontecer. Isso impediria, por exemplo, que o vice da mangueira respondesse que “família é quem morava com ela”, ao ser questionado da ausência do pai, mãe, irmã e filha, no desfile. Mas é que, ainda, nos falta empretecer, nos falta cuidado aos símbolos, nos falta responsabilidade com ancestralidade. E nessas faltas todas, a branquitude segue monetizando com nosso extermínio.

A revolução é ancestral. Bota fé

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