A beleza negra imperou nos principais concursos de Miss esse ano. Quando Zozibini Tunzi, da África do Sul foi nomeada Miss Universo domingo passado (8/12) ela se juntou a um grupo histórico de mulheres negras juntamente com a Miss EUA 2019 Cheslie Kryst, Miss Teen EUA 2019 Kaliegh Garris e Miss America 2019 Nia Flanklin.
Coroada nesse último sábado, 14 de dezembro, a Miss Mundo também é uma mulher negra. Nascida na Jamaica Toni-Ann Singh , de 23 anos, tem voz e jeito de menina, mas muita personalidade.
Em nota de agradecimento publicada em seu Instagram Toni agradeceu a muita gente, mas a dedicatória à sua mãe, obviamente, foi a mais especial de todas.
“Minha mãe, Jahrine Bailey, eu te amo, te amo, te amo. Eu desejo me tornar pelo menos metade de tudo o que você é. Você é minha força, minha apoiadora, torcedora, fã número um e minha melhor amiga absoluta”, declarou a Miss Mundo.
Toni também deixou uma mensagem para as garotas: “Por favor acredite em si mesmas. Por favor saiba que você vale a pena e é capaz de alcançar os seus sonhos. Essa cora não é só minha, mas sua também. É para você verdadeiramente acreditar que não importa de onde você vem, seus sonhos são válidos. Você tem um propósito”.
Bibliotecária cria empresa de gerenciamento para empreendedores Pretos, Projetos e Produtos culturais
Bibliotecária cria empresa de gerenciamento para empreendedores Pretos, Projetos e Produtos culturais
Ensinar histórias africanas em escolas para crianças a partir de zero a dois anos. Gerir carreiras de artistas afro-brasileiros. Produzir rodas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro. O que essas iniciativas têm em comum? Se você respondeu nada, está redondamente enganado. Essas e outras ações fazem parte dos serviços oferecidos pela Muzenza Mungongo, que alia os conhecimentos da empresária Karina Souza a sua formação em Biblioteconomia a sua paixão: Gerenciamento, Cultura e promoção da Educação Preta.
Atuando em três vertentes, a Muzenza atua na gestão de ações e negócios. A empresa que tem criado um novo modelo de negócio, embasado nos ensinamentos Africanos. A Muzenza Mungono nasce do desejo de criar processos gerenciais com foco no bem estar humano antes de números.
“As vezes projetos, trabalhos e empresas não resistem por má gestão, visão e é importante entender a necessidade de olhar para si, para o negócio, ter uma bom gerenciamento de tempo, energia e conhecimento para que os negócios sejam direcionados firmemente e tragas resultados potente”, diz Karina.
“A partir dessa perspectiva, busco a autonomia e replico com os meus, meu tempo, meu intelecto, minha energia. A partir de então nasce a Muzenza Mungongo que significa saída para o mundo”, aponta.
A Muzenza iniciou suas atividades em 2017, com atividades no Salão Preta Brasileira em São Paulo e no Parque Madureira, em parceria com o Coletivo Ação Nós por Nós: Uma roda de conversa sobre Cultura, informação e disseminação de conteúdo. De lá para cá, a empresa foi diversificando sua área de atuação.
Com uma gama diversificada de clientes e de projetos autorais, a Muzenza tem se destacado com iniciativas como o Afroliterar, que ensina histórias africanas para crianças de zero a três anos, em quatro escolas públicas de São Paulo.
Além disso, Já para o próximo ano a Muzenza está produzindo os eventos Pílulas de Conhecimento, que contará com empreendedoras que dividirão com os participantes dicas e insights fundamentais para prosperarem em suas áreas. A primeira edição contará com Karina Souza, da Muzenza, e Tássia di Carvalho, da Agência Is.
Para acompanhar a Muzenza Mungongo, acesse: muzenzamungongo@gmail.comou fb.com/mungongomuzenza.
Marca carioca alia africanidade contemporânea com peças únicas
Marca carioca alia africanidade contemporânea com peças únicas
Trabalhando há seis anos em uma confecção e desmotivada com as peças nada representativas que criava, a carioca Karine Priscilla resolveu inovar e há oito anos criou uma marca única: A Negrita Modas. Aliando designers únicos, com inspirações africanas e um toque contemporâneo, criando peças únicas. A Negrita Modas fabrica peças sob medida que atendem desde quem veste tamanho 34 até o 60, com looks masculinos e femininos. De seu ateliê, em Barra Mansa, na Região Sul do Estado do Rio de Janeiro, ela agora atenderá clientes de todo o país através de seu site: www.negritamodas.com, lançado oficialmente neste mês de novembro.
Para Karine, a moda é também uma forma de militância para ela e seus clientes: “Eu sempre gostei de moda, quando os turbantes viraram tendência, comecei a conhecer pessoas mais empoderadas e que me mostraram que não era só tendência e sim luta e resistência. Isso abriu a minha mente que eu conheci um outro mundo”, ressalta a estilista.
A marca de Karine tem muitos diferenciais: Um deles é a estamparia artesanal, que ela mesma confecciona, manualmente. “Eu amo muito o que faço. Então eu passo o que tenho de melhor para cada peça. As estamparias artesanais surgiram em uma imersão do Afrolab. Tinha essa ideia há muito tempo, mas eu não tinha o famoso “tempo”. A imersão me ajudou a entender que não era só tempo, e sim o medo de encarrar essa nova técnica. Hoje falo que vou levar para a vida porque é muito bom fazer me relaxa”, relembra Karine.
Segundo a empresária, sua maior inspiração são as mulheres pretas que estão em sua volta. “Elas sempre estão falando o que gostam, o que não encontram em lojas convencionais e que elas gostam de sentir vestindo minhas roupas”, revela.
Para a empresária, seu objetivo para o futuro é: “Aprimorar as estamparias artesanais, conhecer mais histórias e lugares onde tem técnicas e poder ter a mesma sensibilidade da arte em poder desenhar cada sentimento.”
Para conhecer as peças, acesse: www.negritamodas.com.br ou siga no Instagram: instagram.com/negritamodas
Projeto A Arte Gerando Renda promove Feira Favela Solidária em Cidade de Deus e Coelho Neto. Foto: Cacau Fernandes
Projeto A Arte Gerando Renda promove Feira Favela Solidária em Cidade de Deus e Coelho Neto. Foto: Cacau Fernandes
Que tal se embelezar nesse fim de ano, sem gastar nada? O Projeto A Arte Gerando Renda realizará, nos dias 17 e 18 de dezembro, respectivamente na Cidade de Deus, às 14h, e em Coelho Neto, também às 14h, a 6ª Edição da Feira Favela Solidária. Os eventos marcam a formatura de 150 jovens e adultos que participaram das oficinas de decoração de unhas, maquiagem artística, maquiagem social e tranças e turbantes. Esses serviços serão oferecidos gratuitamente na feira. Para participar, é necessário retirar uma senha meia hora antes da abertura do evento. Além disso, serão vendidos itens artesanais para presentear amigos e familiares, produzidos pelos alunos de artesanato, que também estão se formando. Os produtos serão vendidos a partir de R$5,00.
“É uma excelente oportunidade para todos. Nossos alunos poderão colocar em prática tudo que aprenderam e as moradoras poderão ficar mais bonitas para o Natal”, aponta Marcello Andriotti, fundador da ONG Favela Mundo, responsável pelo A Arte Gerando Renda.
O projeto ‘A Arte Gerando Renda’ conta com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, LAMSA e MetrôRio, empresas do grupo Invepar, e Libras Terminais Rio, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, e apoio do Instituto Invepar.
REFERÊNCIA PARA A ONU
A ONG tem em seu currículo o reconhecimento “Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades”, concedido pela ONU em 2014, no World Cities Day, em Nova York, além de representar o Brasil em outros eventos nos Estados Unidos, Canadá, México, Cuba e Marrocos. O mais recente foi em maio de 2019, em Cuba, onde Marcello representou o Brasil nas Romerías de Mayo, evento conhecido como o ‘Festival Mundial das Juventudes Artísticas’, que reuniu promotores de arte e cultura de 30 países na “Cidade dos Parques”, como é conhecida Holguín.
SERVIÇO
O Projeto A Arte Gerando Renda realizará, nos dias 17 e 18 de dezembro, respectivamente na Cidade de Deus (às 14h) e Coelho Neto (às 14h), a Feira Favela Solidária:
Cidade de Deus– Praça da Bíblia, s/n – Escola Municipal Pedro Aleixo. Coelho Neto – Av. Brasil 19.462, Coelho Neto – Escola Municipal General Osório.
Comprar produtos para nosso cabelo e pele diretamente de mulheres negras é algo a ser celebrado. O que vemos em grande parte é a indústria usurpando conhecimentos de nós e nossas avós e monetizando como se fosse algo recém descoberto.
“Nós crespas e cacheadas sabemos melhor do que ninguém como cuidar dos nossos cabelos.”, explica Trace Ellis-Ross, atriz conhecida aqui no Brasil, como a médica Rainbow Johson, de Blackish.
Depois de 10 anos de estudo e pesquisa a atriz lançou sua própria linha de cuidados para cabelos crespos e cacheados, a Pattern. A linha é tão completa, que além dos shampoos, condicionadores e cremes, ela também tem escova especial para o cabelo crespo e até o prendedor para gente separar as madeixas para desembaraçar os fios. E o fato de Trace ser negra e cacheada certamente ajudou na hora de pensar nesses detalhes práticos com nossos cabelos.
Cameo é a linha de jóias em homenagem à beleza das mulheres negras da Fenty, grife da cantora Rihanna.
A coleção inclui anéis, brincos e um pingente que funciona como broche com fortes referências da culturas africanas. Camafeu, nome que inspirou a linha é um elemento utilizado na joalheria desde o período helenístico da Grécia Antiga.
“A coleção celebra novos padrões de beleza através de artesanato antigo de joalheria”, anunciou a Fenty. As fotos da campanha foram feitas pelo fotógrafo nigeriano Ruth Ossai.
A ESPM Rio, escola de negócios referência nas áreas da Economia Criativa, divulga seu calendário de cursos de férias com início em janeiro de 2020. Três deles trazem temas que envolvem a representatividade negra e são coordenados pela professora Kátia Costa-Santos. Dos 209,2 milhões de habitantes do país, 19,2 milhões se assumem como pretos e 89,7 milhões como pardos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e a maior parte da população brasileira não se sente representada em diversas áreas da sociedade.
Confira os cursos abaixo:
Escrita Criativa e Afrofuturismo – ESPM Rio Coordenadora Katia Costa-Santos
O curso traz o universo de cinco escritoras contemporâneas – Alice Walker, Bell Hooks, Scholastique, Edwidge Danticat e N. K. Jemisin. Os participantes terão contato com textos e outros materiais representativos de situações em que as narrativas sobre minorias estejam em questão. O gênero dos textos é variado, sendo que alguns se aproximam mais de uma vertente feminina.
Os alunos produzirão textos a partir da perspectiva de um personagem que tenha vivenciado alguma situação em que minorias estivessem em questão, exercitando assim a capacidade de representação dos participantes a partir do olhar do outro.
A ideia do curso é expor o aluno à língua inglesa de forma interativa e por meio de informações e pensamentos sobre a Diáspora Negra, fenômeno histórico e social caracterizado pela imigração forçada de homens e mulheres do continente africano para outras regiões do mundo. Serão realizadas atividades de leituras e discussões, a partir da interação com materiais representativos e produzidos em inglês como séries, filmes, entrevistas e músicas.
Onde você se encontra na luta antirracista? Partindo do princípio de que mais do que não racistas precisamos ser antirracistas, este curso convida à uma reflexão acerca do papel e responsabilidades de cada pessoa na luta por igualdade racial no Brasil. O curso é destinado a pessoas que estejam abertas ao debate participativo e construtivo de sobre temas como Necropolítica, Educação das Relações Étnico-Raciais, Racismo Institucional e Interseccionalidade.
Um drama sobre injustiça, sistema penitencial e pena de morte. Baseado em uma história verídica, Luta Por Justiça conta a história de Walter McMillian, que é 1987 foi condenado à morte pelo assassinato de uma jovem de 18 anos, apesar de várias evidências de sua inocência.
No longa McMillian é interpretado por Jamie Foox, que já recebeu, por essa atuação, o prêmio de melhor ator coadjuvante pela Associação Afro-americana de Críticos de Cinema (AAFCA) e uma indicação ao SAG ( Prêmio do Sindicato de Atores nos EUA) na mesma categoria.
O jovem advogado Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) , recém formado em Harvard juntamente com Eva Ansley (Brie Larson), representam pessoas condenadas injustamente e o caso de McMillian acaba sendo o caso mais emblemático de todos envolvendo a imprensa e comunidade negra americana.
Luta por Justiça é dirigido por Destin Daniel Cretton que também vai comandar um dos próximos filmes da Marvel: Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings.
“Esse é um dos filmes mais importantes das nossas vidas. Bryan Stevenson é um herói” destacou Foxx ao comemorar o prêmio da AAFCA.
Just Mercy (título original) estreia no Natal nos EUA. No Brasil, o longa chega aos cinemas em 27 de fevereiro de 2020.
Black Bird e Diáspora Black promovem um passeio com muita história negra e fotografia para conhecer os lugares importantes da história dos negros na cidade de São Paulo.
A Saída Fotográfica São Paulo Negra no roteiro paradas na Capela dos Aflitos, da Ladeira da Memória e do antigo Pelourinho, no bairro da Liberdade.
A caminhada começa no Bairro da Liberdade, um reduto negro nos séculos XVIII e XIX e termina no Largo da Memória. Os personagens negros importantes da história — invisibilizados em vários espaços — são destacados, é o caso do jornalista, advogado, poeta e patrono da abolição Luiz Gama. Também fazem parte das histórias a migração africana atual, a música negra paulistana e movimentos negros modernos.
O percurso é conduzido pelo jornalista Guilherme Soares Dias, pelo fotógrafo e produtor cultural Heitor Salatiel, além do fotógrafo Davi Sidney Salatiel.
O passeio é no dia 15, a partir das 10h. O ponto de encontro é Praça da Liberdade, 238 (em frente ao Metrô Liberdade).
A AFROJAM-SP é um projeto musical que celebra a música de artistas pretos independentes sob a insígnia “celebração e protagonismo: das tradições ao afrofuturismo”. O projeto estreou sua primeira edição em fevereiro de 2019 com um formato clássico, inspirado nos antigos clubes de Jazz, onde nascem as Jam’s Sessions. Assim, a cada edição um novo artista é convidado a apresentar seu trabalho em pocket show autoral, seguida sempre por uma Jam inédita, realizada sem ensaio prévio.
Com edições mensais no Estúdio Bixiga (antigo Mundo Pensante), espaço de arte e cultura no bairro do Bixiga, o projeto também vem realizando edições itinerantes, como fez a conexão com a Casa Brota, no Rio de Janeiro, e a apresentação no Festival Feira Preta, entre outros eventos neste ano.
A AFROJAM-SP é marcada pela diversidade: reúne músicos de várias vertentes e proporciona encontros plurais e parcerias inéditas, revelando novos nomes que atuam na cena musical independente e apresentando novos panoramas na cena artística de São Paulo. Para além de um laboratório de experimentação e livre criação de música, a AFROJAM-SP é também um local de representatividade, sobretudo para encontro da população preta e vem ganhando notoriedade na agenda cultural da cidade.
Edição de Dezembro – a última do ano!
Funmilayo Afrobeat Orquestra é a primeira e única banda de Afrobeat no mundo formada somente por mulheres negras. O grupo é composto por 11 artistas tocando o estilo essencialmente afro, formado por Stela Nesrine (voz e sax), Larissa Oliveira (voz e tropete), Ana Goes (sax tenor), Suka Figueiredo (sax baritono), Sthe Araújo e AfroJu (percussão), Priscila Hilário (bateria), Bruna Duarte (contrabaixo), Jasper (guitarra), Tami Silveira (teclado) e Rosa Couto (coro e vocais).
O nome da banda foi escolhido em homenagem a Funmilayo Anikulapo Kuti, uma das ativistas mais importantes da Nigéria que liderou a luta das mulheres por liberdade, pelo direito ao voto e por justiça social no país.
SERVIÇO
Dia 17/12/2019 das 21h às 04h:
Abertura da casa – 21h
Show de abertura – 22h
Jam Session – das 23h em diante
LOCAL
Estúdio Bixiga
Rua Treze de Maio, 825 – Bixiga
ENTRADA
R$5_ antecipado fisicamente no Lab Mundo Pensante (Rua Treze de Maio, 733) ou pelo link http://bit.ly/1712afrojam.
R$10_até às 22h
R$15_ após às 22h
Empreendedorismo cultural e economia solidária são áreas de atuação socialmente importantes, mas será que é possível ganhar dinheiro trabalhando com isso?
O Encontro AfroHub Potência Empreendedora vai discutir esse tema em um evento muito especial no dia 18 de dezembro, às 16h em Belém do Pará e terá a participação da cantora Xênia França, da ativista Luiza Nunes do Coletivo “Pretas paridas de Amazônia” e Weverton Ruan que é um dos coordenadores e curadores do Festival Exú: Empreendedorismo e Cultura Afroamazônica, um circuito de vivências sobre empreendedorismo e a diversidade cultural preta na Amazônia.
Afrohub é um programa de fomento que conta com a parceria do Facebook e é promovido por quatro organizações: Pretahub, Instituto Feira Preta, Afro Business e Diáspora.Black.
A ideia é fortalecer e estimular o desenvolvimento de negócios capitaneados por afroempreendedores através da tecnologia.
O evento é gratuito e as inscrições são online. Mais detalhes clique aqui.