Ator negro, Rodrigo França é Papai Noel da ONG Favela Mundo na Cidade de Deus. Fotos: Cacau Fernandes
Ontem, 10, aconteceu a festa de Natal da ONG Favela Mundo, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. O ator e diretor Rodrigo França foi o Papai Noel: Preto, com dreads e muita simpatia, ele esbanjou representatividade ao lado de Danrley (seu “filho” durante o Big Brother Brasil)! As crianças 300 crianças atendidas pela ONG no local foram a loucura ao verem um Noel tão parecido com elas! Comparavam a textura de seus cabelos, abraçavam, choravam.
Ator negro, Rodrigo França é Papai Noel da ONG Favela Mundo na Cidade de Deus. Fotos: Cacau Fernandes
“É muito importante que nossas crianças possam se ver em todos os espaços. Representatividade é fundamental na primeira infância”, aponta Rodrigo. O fundador da ONG, Marcello Andriotti concorda: “No ano passado foi um sucesso. Convidamos o Rodrigo, que é um dos coordenadores da entidade, porque sabemos que muitas crianças negras não se sentem representadas pela mídia tradicional. Quando aparecem, geralmente estão em posições de subserviência. Nosso objetivo foi mostrar que o Papai Noel pode ser negro, ainda mais em um país miscigenado como o nosso”, aponta Marcello.
Ator negro, Rodrigo França é Papai Noel da ONG Favela Mundo na Cidade de Deus. Fotos: Cacau Fernandes
O projeto Favela Mundo conta com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, LAMSA e MetrôRio, empresas do grupo Invepar, e Libra Terminais, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, e apoio do Instituto Invepar.
REFERÊNCIA PARA A ONU
A ONG tem em seu currículo o reconhecimento “Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades”, concedido pela ONU em 2014, no World Cities Day, em Nova York, além de representar o Brasil em outros eventos nos Estados Unidos, Canadá, México, Cuba e Marrocos. O mais recente foi em maio de 2019, em Cuba, onde Marcello representou o Brasil nas Romerías de Mayo, evento conhecido como o ‘Festival Mundial das Juventudes Artísticas’, que reúne promotores de arte e cultura de 30 países na “Cidade dos Parques”, como é conhecida Holguín.
A 99jobs acaba de criar a primeira acadêmia de inglês gratuita para negros e está com inscrições abertas. Os candidatos interessados devem estar cursando qualquer graduação e estar em São Paulo entre janeiro e fevereiro de 2020. São 35 vagas, e também serão oferecidos vale transporte e lanches para os alunos. Acesse: http://www.99jobs.com/99jobs/jobs/67682?preview=true.
O professor do curso é Bismark Kwaku Sarfo, natural de Gana, já deu aulas em empresas como o Hospital Albert Einstein e a Estação Hack do Facebook. O intuito é aumentar a diversidade nas empresas a partir dos processos seletivos.
A empresa fez um levantamento com 55 empresas, envolvendo cerca de 400 mil candidaturas, a maior parte dos candidatos declarados negros são eliminados de processos de vagas por causa da nota no teste de inglês. Mesmo nos programas de estágio e trainee da HRtech, menos de 3% dos candidatos negros afirmaram ter inglês avançado ou fluente.
“Ao mesmo tempo em que as organizações buscam inclusão e diversidade em seus processos, não conseguem abrir mão do domínio mínimo do idioma na rotina dos colaboradores. A escola surge com o intuito de diminuir essa distância entre os candidatos negros e as grandes empresas. A proposta é que eles aprendam a língua estrangeira juntos, se sentindo mais à vontade em um ambiente onde não se sintam excluídos e, depois que estiverem empoderados, consigam fazer parte e aprender em pé de igualdade com qualquer outro candidato nessa etapa do processo seletivo”, explica Du Migliano, CEO da 99jobs.
As aulas presenciais vão ocorrer do dia 6 de janeiro até dia 6 de fevereiro, de segunda à quinta-feira, das 19h até as 22h. O curso intensivo ocorre no WeWork da Avenida Paulista, em São Paulo. Acesse mais informações sobre a inscrição aqui: http://www.99jobs.com/99jobs/jobs/67682?preview=true.
A “Cia. Colhendo Colhendo Contos e Diásporas Negras” apresenta, no dia 15/12, às 15h, na Casa de Cultura Chico Science, a peça “Contando África em Contos”. Trata-se de obra que resgata os valores da cultura africana em cenas lúdicas e adornadas por diversas linguagens artísticas. A entrada é gratuita.
O espetáculo traz memórias de três histórias que passeiam por países do continente africano e vão de encontro com assuntos universais que são essenciais para o resgate, a valorização, a preservação e a formação cultural de jovens e adultos, principalmente a partir da desconstrução dos estereótipos disseminados pela educação formal.
Por meio de brincadeiras, música e dança e contação de histórias a peça retoma a tradição de comunidades africanas baseada na atividade de mestres “griôs”, que transmitem os ensinamentos aos seus pupilos para que as tradições se perpetuem por meio das gerações.
“Contando Histórias em Contos” apresenta três histórias: “Os Reis de Gondar (Etiópia)”, “Os Sete Novelos (Gana)” e “Os Comedores de Palavras (Angola)”. A primeira delas trata de solidariedade, amizade, respeito e humildade por meio do encontro de dois homens, um humilde camponês e um caçador, que, ao se perder de sua aldeia, necessita da ajuda. “Os Sete Novelos” é um conto sobre uma família axânti de Gana que valoriza a relação familiar, a importância da união, o trabalho em equipe, a divisão de tarefas, o respeito ao espaço do outro e de como os sete irmãos, que só viviam discutindo, tiveram que enfrentar juntos momentos difíceis após a perda dos pais. Por sua vez, “Os Comedores de Palavras” fala de uma garota que viajava mundo afora com seu pai, um contador de histórias, mas que após a perda de seu tutor se vê impossibilitada de continuar o legado deixado por ele. Com a ajuda de pessoas especiais ela retoma seu destino e ganha novos motivos para continuar.
Negras retintas de cabelo muito curto. A atriz Erika Januza e a Miss Universo 2019 Zozibini Tunzi quebram o padrão até no que se é esperado da beleza negra. Sabemos qual o perfil de negra que consegue os melhores papéis e campanhas publicitárias e nesse sentido a atriz brasileira e Miss Universo são excessão.
Em entrevista ao jornal Extra, Érica fala de como foi difícil se libertar do cabelão. Não se pode romantizar o processo de transição capitar das mulheres negras.
“Meu cabelo era o meu escudo. Eu só me achava bonita se ele estivesse deste ou daquele jeito. Até que chegou o momento em que eu me desprendi e entendi que a beleza tem que estar em mim, e não num detalhe do meu visual. Foi difícil cortar, chorei, precisei ter coragem. Sabia que seria criticada. De fato, cheguei a ouvir que não estou mais bonita como antes, que meu cabelo é de homem. Não, meu cabelo é moderno!”, detalha.
A transição capilar de Januza tem incentivado muitas mulheres, como já publicamos aqui, e possivelmente fez muitas mulheres e meninas negras verem que o cabelo crespo, curto é lindo sim.
A Miss Universo Zozibini Tunzi, Miss EUA Cheslie Kryst, Miss Teen EUA Kaliegh Garris and Miss America Nia Franklin.
Pela primeira vez os concursos de beleza mais badalados do mundo, Miss EUA, Miss Teen EUA, Miss América e agora Miss Universo, tem como vencedoras mulheres negras.
É um fato histórico no mundo das misses.
Até 1920 mulheres negras eram proibidas de participar do concurso e mesmo depois da mudança das regras, o racismo ainda imperava. A mudança veio 50 anos depois e Janelle Comissing foi a primeira negra a vencer o Miss Universo em 1977.
Quando Zozibini Tunzi, da África do Sul foi nomeada Miss Universo nesse domingo, ela se juntou a um grupo histórico de mulheres negras juntamente com a Miss EUA 2019 Cheslie Kryst, Miss Teen EUA 2019 Kaliegh Garris e Miss America 2019 Nia Flanklin.
https://www.instagram.com/p/B51_xYTlvst/
Miss Negras Brasileiras
Do Rio Grande do Sul, Deise Nunes foi a primeira negra a usar a faixa de Miss Brasil. Ela ganhou o concurso em 1986. Em 2016 e 2017 tivemos outras mulheres negras como Miss Brasil. Raíssa Santana venceu em 2016 representando o Paraná e no ano seguinte Monalysa Alcântara venceu o concurso em nível nacional, pelo Piauí.
“Foi a melhor feira de todos os tempos. Há muito tempo eu não ficava tão feliz com uma realização. Pude sentir e viver a Feira Preta, da maneira que idealizamos e desejamos”. A comemoração é de Adriana Barbosa que há 18 anos realizada a Feira Preta , o maior evento para comunidade negra da América Latina, mas mais importante ainda, um projeto que ajudou a fortalecer conceitos como estética e arte negra além do afro-empreendedorismo. A edição 2019 do evento aconteceu nesse final de semana (7, 8 de dezembro), no Memorial da América Latina em São Paulo.
Adriana Barbosa com Elza Soares na Feira Preta Foto: Terra Preta Produções
Os números do evento impressionam. Em 2 dias, a Feira Preta movimentou R$ 1,5 milhão, mais de 35 mil pessoas, de maioria negra, passaram pelo evento que teve mais de 300 postos de trabalho gerados na pré e na pós produção da feira.
https://www.instagram.com/p/B51XunqldFc/
Quem fez comprinhas lá pode ver os produtos e serviços de 170 empreendedores de 10 Estados brasileiros além da participação internacional de empresários de Gana e Senegal.
O Black Money rolou solto durante o evento: (Foto: Terra Preta Produções)
“Um ano de preparação, entre desenho do conceito ao processo de mobilização de recursos e colocar o bloco na rua. E vale ressaltar que só conseguimos o espaço a pouco menos de dois meses antes da sua realização. Apesar de termos trabalhado praticamente o ano todo, o recurso e o espaço saíram e menos de dois meses e tivemos que correr com a produção e a entrega de um evento a altura dos seus 18 anos”, finaliza Adriana.
Foto de Destaque:
Monica Sula/Terra Preta Produções
Mãe fictícia da atriz Duda de 7 anos, Lucy Ramos aproveitou um momento dos bastidores do filme “O segundo homem”, onde as duas atuam, para conversar com a pequena sobre negritude.
Apesar do lindo tom de pele e cabelo cacheados, Duda não gosta da sua etnia. “Que história é essa que você não gosta da sua pele?”, pergunta Lucy que postou a conversa em uma postagem no Instagram.
“Metade das meninas da minha sala são bem branquinhas, cabelo liso com franja. Eu queria ser assim. Eu sou morena”, detalha Duda que foi interrompida por Lucy que disse “Você é negra”.
A atriz Juliana Alves foi uma das milhares de pessoas que comentaram a publicação: “Lucy, tive essa conversa com minha sobrinha há alguns anos. Como foi importante. Como é importante a gente entender essa missão! Parabéns, lindeza!!”.
O vídeo tem quase 3 minutos, mas trás muitas reflexões importantes:
Não precisa ser pai ou mãe para se importar com crianças e suas questões de identidade
Ninguém nasce sabendo o que seu corpo representa em uma sociedade racista e machista e nem sempre os pais das crianças têm ferramentas para lidar com questionamentos. No quesito racial, tem muita gente negra madura que vive na premissa do “todos somos humanos”. E a culpa não é deles. Vivemos em um mundo onde as referências estéticas ainda incentivam a alienação racial e o auto-ódio.
É preciso saber escutar a criança que nunca merece ser julgada
Duda conta que se acha morena, que queria ter cabelos lisos. Se ela fosse uma negra adulta, essa fala seria alvo de muitas críticas, mas ela ainda não aprendeu a reconhecer a sua identidade e própria beleza. Essa constatação só é possível ouvindo a narrativa na boca da própria criança.
Não é certo, mas é comum que a criança negra ache o liso melhor que o crespo
Se a maior parte dos personagens dos desenhos, das bonecas, dos amigos são brancos, como amar sua cor? É preciso um esforço grande dos pais para que a criança negra saiba da sua beleza, valor e não se sinta uma alienígena ou pior ainda, alguém menos digno de afeto e admiração, só por ser diferente.
A representatividade é fundamentalLucy sabe que Duda a acha bonita e tanta fazer com que a pequena se veja nela. Apesar dos grandes avanços, as referências estéticas ainda são em maioria branca, lisa e magra. A representatividade nesse sentido salva vidas. Avançamos, mas vendo o caso da Duda vemos que ainda há muito trabalho pela frente.
O cabelo crespo é lindo, um dos mais lindos. Com toda essa beleza vem a complexidade. Variações de tamanhos de cachos, fios secos, fios oleosos, comprimento.
Cada tipo de crespo tem um cuidado especial e dentro de uma família, também existe as variações.
Hair Love é um curta sobre um pai que tenta aprender como deixar o cabelo da sua filha com os penteados que ela gosta. Ela tem um cabelo bem crespo e volumoso.
O filme é do cineasta Matthew A. Cherry feito em parceria com a Sony Pictures Animation.
Legal destacar como as redes sociais ajudam essa família nesse processo.
Nos EUA, o curta foi exibido antes do filme Angry Birds 2 e agora felizmente ele está disponível no Youtube.
Há poucas falas no filme e elas se baseiam na explicação da Youtuber negra e crespa e com as imagens, não precisa de tradução para entender. O desfecho desse desafio vai te fazer amar ainda mais o seu cabelo.
O Menos30Fest, festival promovido pela Globo, vai discutir inovação e empreendedorismo, mas sem esquecer do aspecto humano, mais especificamente, a empatia.
Com o tema “Um Mundo de Gente”, o evento que hospeda muitos debates acontece no dia 7 de dezembro, das 9h às 21h, ocupando pela primeira vez o Liceu de Artes e Ofícios, no Centro de São Paulo.
O evento é gratuito e tem uma programação vasta com temáticas diversas resultado da curadoria de Samantha Almeida (Ogilvy), Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Alan Leite (Startup Farm), Adriana Barbosa (Feira Preta), Camila Achutti (Mastertech) e Erika Palomino (Centro Cultural São Paulo).
Lázaro Ramos e Rincon Sapiência, são um dos nomes de destaque do Festival e estarão no palco Grandes Encontros, espaço para reuniões entre especialistas e empreendedores de diferentes origens, histórias, experiências e visões de mundo.
Temas como saúde mental, o valor da indústria criativa, dos negócios nascidos nas periferias e o lugar ocupado pela esfera humana em um mundo dominado pelas máquinas estarão em debate.
Assuntos como a humanização dos dados, sustentabilidade na moda, empregabilidade LGBTQ+, a masculinidade contemporânea, a tecnologia a favor da saúde mental e o mercado consumidor na favela são o tema do Palco Fala.
O Menos30 Fest também terá uma programação voltada para o autoconhecimento e o bem-estar. Na sala chamada Lugar de Empatia haverá oficinas de empatia e de psicologia positiva (técnica de Harvard).
A websérie Sevirologia, produzido pelo GatoMídia, é um dos projetos que será apresentado no Festival, sendo exibido nos perfis da Globo nas mídias sociais. Produzida pela GatoMÍDIA a série traz depoimentos de cinco empreendedores parceiros do Menos30 Fest.
A tradicional feira de produtores independentes, que marca presença desde a primeira edição do festival, retorna este ano.
A programação completa e as inscrições estão abertas no site do festival. Quem se inscrever, terá uma experiência gameficada.
Serviço:
Menos30 Fest
Dia 7 de dezembro (sábado)
9h às 20h
Local: Liceu de Artes e Ofícios (Rua da Cantareira 1.351, Luz)
O auto-ódio faz pessoas pretas terem raiva de si mesmas e de suas características físicas. Acreditam que não servem para ser amadas e desfazem de si e dos seus semelhantes. Contrariando isso, Nouve volta à cena para lançar o videoclipe de “#AmorPreto“, pela necessidade de trazer o afeto entre pessoas pretas e direcioná-las a um caminho de cura através da música.
Lande Onawale
“#AmorPreto é uma forma de dizer ao mundo o quanto é importante a gente se amar e se cuidar“. Essa é definição de Nouve para este novo single, com produção musical de Tito Vinícius e DJ Gug Pinheiro, e videoclipe roteirizado e dirigido por ele mesmo, gravado e editado por Robson Borges.
A música tem um groove dançante e agitado, junto a letra bem desenvolvida, que fala sobre amar como um ato revolucionário e eleva a autoestima do ouvinte. A inspiração para a composição veio após Nouve assistir o vídeo “O Amor está no ar? Sim, e ele é preto!”, da Família Quilombo, youtubers que exaltam o amor afrocentrado e o fortalecimento entre a comunidade preta.
“Reaja à violência racial: beije sua preta em praça pública” é um poema de Lande Onawale e está presente no refrão da música, foi mais uma inspiração para Nouve. O poema saiu na capa do jornal do Movimento Negro Unificado, em 1991 e até hoje é lembrado. O intuito de Lande, ao escrevê-lo, era ampliar a visão da sociedade sobre o que era racismo e o que era violência racial.
O videoclipe foi gravado no Centro Cultural da Juventude Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. “Há muito tempo nós crescemos sendo bombardeados por programas de TV, novelas e filmes românticos, onde os casais e famílias estruturadas nunca são de pele preta. Neste momento tão tenso que estamos vivendo, é preciso falar sobre amor e afeto entre os nossos“.
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Todos que participaram são pessoas próximas de Nouve, gente que o inspira. “Todos estavam bem envolvidos, de coração aberto e nos ajudaram a fazer acontecer. Casais de diversas idades, casais novos, casais com 50 anos de casamento, famílias completas e todos mostraram o real exemplo de Amor Preto, que a relação pode ser duradoura e saudável”.
Nouve traz referências de uma cena do filme “Something Good-Negro Kiss“, que mostra um beijo entre um casal negro. Foi o primeiro da história do cinema em 1898. “Quando falamos sobre os dias de hoje, Taís Araújo e o Lázaro Ramos são nossa maior inspiração e exemplo de #AmorPreto. Além deles temos, Michelle e Barack Obama, Denzel e Pauletta Washington e a Beyoncé e o Jay-Z. Casais muito poderosos e que nos mostram como devemos montar uma estrutura familiar“.
Para ele, não basta falar sobre lutar e resistir, é necessário colocar o amor preto em pauta, já que a luta do povo preto é diária. “Por mais que a gente passe por momentos difíceis, o amor ainda nos dá esperança. Quando ele está presente com um parceiro ou uma parceira ou com amigos e família lutando junto, tudo fica mais leve e conseguimos ultrapassar qualquer barreira”.
Quando fala em amor preto, ele não põe em evidência apenas o relacionamento afetivo, mas fala das amizades, família e os mais variados tipos de relação. Reforça a ideia de que amar, para uma pessoa preta, é sim um ato político. Nouve desenvolveu ações que mostram a importância disso.
“Minha companheira, minha família de sangue, a família de Àse, me trazem muito forte o que é ser preto de periferia. É preciso que a gente se acolha e tenha um diferencial. Sei bem o que é ser criado por uma mãe solo, que exerceu a função de pai e mãe ao mesmo tempo. Isso é mais comum do que imaginamos para pessoas que vem do mesmo espaço que eu e causa vários impactos”, conta.
Desde o início de novembro foi ao ar uma série de quatro episódios com casais pretos contando suas histórias no IGTV do artista. Para falar sobre afeto, ele pretende convidar historiador, um psicólogo e um artista. No intuito de fortalecer ainda mais o trabalho, ele lançou a hashtag #AmorPreto e movimentou toda comunidade preta a participar e demonstrar o quão importante e significativa é essa troca.