Home Blog Page 1187

Trace Brazuca: Com 26 anos, Kenya Sade é uma das executivas do primeiro canal de conteúdo afro-urbano do Brasil

0
Kenya Sade, Chefe de Programação da Trace Brazuca (Foto: Divulgação)

O Brasil finalmente ganha um canal de conteúdo afrocentrado na TV a cabo e totalmente em português. A Trace Brazuca,  entra no ar no Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, 25 de julho. O canal muito aguardado, tem uma mulher negra como Chefe de Programação aqui no Brasil. O nome dela é Kenya Sade.

Kenya tem 26 anos e é  jornalista formada pela faculdade Cásper Líbero, faculdade com pouca presença de alunos negros. “Apesar de ser uma faculdade elitista, é importantíssimo que ocupemos esses espaços de poder que são nossos por direito”, defende a executiva.

A chefe da Trance Brazuca,  que  estará disponível para assinantes da Claro (canal 624) e Vivo (canal 630), literalmente se joga no mundo atrás dos seus objetivos.  “Em 2018, fiz um intercâmbio a Irlanda que mudou a minha vida e deu origem ao projeto autoral ‘Pretas Pelo Globo’, plataforma colaborativa que celebra e traz visibilidade às conquistas das mulheres negras espalhadas pelo mundo.  Em maio de 2019, na França (Toulouse) conheci o programador da Trace Global que me apresentou ao projeto da Trace Brasil. A ancestralidade é algo muito forte! Voltei ao Brasil e desde janeiro de 2020, trabalho neste projeto tão potente”, detalha a jornalista.

https://www.instagram.com/p/Bz_R3OaIjgA

Filha de mãe solo , Kenya se refere mãe como uma grande referência. “Minha mãe me ensinou a voar alto, sempre foi uma mulher com muitos sonhos. Ela teve uma infância difícil, mas subverteu todas as adversidades e formou-se economista, numa época em que pessoas negras não tinham espaço dentro da universidade. Eu cresci com esse referencial de mulher potente, independente dentro de casa”, conta.

Trajetória profissional

Kenya acredita que todas suas vivências a preparam para esse momento, onde ela, tão jovem lidera um projeto de relevância Global. “Na faculdade, fui estagiária na TV Cultura e tive oportunidade de trabalhar ao lado das repórteres do Jornal da Cultura Primeira Edição, hoje ‘Jornal da Tarde’ apresentado pela Joyce Ribeiro. Trabalhar com hardnews  é presenciar a  história, vê-la acontecer diante dos seus olhos. Percorri todas as editorias e me encantei com o jornalismo televisivo. Apareci em rede nacional, tenho certeza que essa experiência me trouxe até aqui”, comemora a executiva. Ela também foi jornalista freelancer e tem textos publicados  na Vogue e Glamour.

Na Trace Brazuca além dos desafios esperados há uma satisfação em trabalhar em um ambiente diverso. “Trabalhar em um ambiente com tamanha diversidade racial me faz acreditar em um amanhã melhor, mais plural, na qual haja equidade racial e representatividade de fato! A maioria das pessoas envolvidas na produção do canal são negras e não poderia ser diferente. Tem sido uma experiência de pertencimento, de olhar-se no espelho e orgulha-se da imagem refletida” celebra a jovem jornalista. Entre seus colegas de trabalho estão o Head de Marketing do canal , o influenciador AD Júnior e o jornalista e ator Alberto Pereira Junior, roteirista, diretor e apresentador do Trace Trends.

O que esperar do Trace Brazuca?

A Trace Brazuca chega ao Brasil em um momento que o isolamento social faz com que o consumo de conteúdo online e pela TV aumente. É bom saber que teremos uma fonte de conteúdo com rostos negros e uma linha editorial positiva. “É gratificante trabalhar como programadora do primeiro canal a cabo de cultura afro-brasileira, Trace Brazuca, traz narrativas positivas e conteúdos relevantes. Temos a possibilidade de contar nossas histórias em primeira pessoa, visto que, a subjetividade negra foi construída socialmente por imagens depreciativas”, comenta  Kenya  que detalha que o canal é para a comunidade negra e “pessoas não-negras que queiram conhecer a nossa cultura que se mescla tanto com a cultura brasileira”.

Sobre a programação ela explica que serão “24 horas de programação dedicada à música de todos os gêneros, documentários de grandes nomes do cinema nacional, como Sabrina Fidalgo, além dos conteúdos do programa “Trace Trends”, entre outros”.

Kenya destaca um programa da grade que é o seu preferido até o momento. “Será exibido semanalmente o programa da Mwana Afrika, até então minha menina dos olhos, programa produzido e apresentado pela jornalista angolana Mwana que apresenta, de maneira informativa e descolada, o continente africano nas mais variadas formas de manifestação cultural: história, arquitetura, sociedade, música, beleza e estética, moda. É maravilhoso, acredito que os telespectadores irão amar!”, descreve.

O novo canal faz parte de um grupo multimídia global francês, presente em mais de 120 países, tem forte difusão na África subsaariana com: Trace Naija (Nigéria) Trace Toca (África lusófona) Trace Senegal.  A chegada da Trace é fruto do encontro de Olivier Laouchez, CEO global, com José Papa, ex-CEO do Cannes Lions, líder da operação no Brasil.

Elza Soares celebra aniversário de 90 anos em live especial

0

“Elza in Jazz”, acontece nesse sábado (25), Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e será transmitida no canal oficial da cantora no Youtube. Parte da renda obtida com a live será revertida para as ONGs All Out, que atua globalmente em defesa dos direitos LGBTI+, e Apolonias do Bem, que oferece tratamento odontológico gratuito para mulheres vítimas de violência.

A live da artista terá participação dos músicos Jorge Helder, Gabriel de Aquino, Márcio Bahia e Netão, que irão acompanhar Elza durante a apresentação.

Serviço

Elza in Jazz – Live Especial 90 anos
Data: 25 de julho (sábado)
Horário: 21h
Ambiente de transmissão: youtube.com/ elzasoaresoficial

Repertório
1 – Juízo Final (Nelson Cavaquinho/ Élcio Soares)
2 – Malandro (Jorge Aragão)
3 – Meu Guri (Chico Buarque)
4 – Volta Por Cima (Paulo Vanzolini)
5 – Mulher do Fim do Mundo (Rômulo Fróes/ Alice Coutinho)
6 – Maria Da Vila Matilde (Douglas Germano)
7 – O Tempo Não Para (Cazuza/ Arnaldo Brandão)
8 – Espumas ao Vento (Accioly Neto)
9 – Menino (Elza Soares)
10 – Banho (Tulipa Ruiz)
11 – Carinhoso (Pixinguinha/ João de Barro)
12 – A Carne (Marcelo Yuka/ Ulisses Cappelletti/ Seu Jorge)
13 – Lírio Rosa (Pedro Loureiro/ Luciano Mello)
14 – Dor de Cotovelo (Caetano Veloso)
15 – Pranto Livre (Edel Ferreira/ Everaldo Dias)
16 – Libertação (Russo Passapusso)
17 – Negão Negra (Flávio Renegado/ Gabriel Moura)

Podcast: Escritor Ale Santos lança série sobre os maiores nomes do samba

0
O escritor e podcaster Ale Santos (Foto: Divulgação )

Comemorando o vigésimo episódio do podcast Infiltrados No Cast, Ale Santos, escritor do livro Rastros de Resistência: História de Luta e Liberdade do Povo Negro está lançando a série “Lendas do Samba”, dedicada a apresentar a história de figuras importantes para a história da música e do movimento cultural que se tornou pilar do povo negro brasileiro. 

Para enriquecer os episódios o autor e podcaster conta com participações especiais, como do sambista e sociólogo Tadeu Kaçula presidente do Instituto Cultural Samba Autêntico, que recentemente lançou sua obra “A pequena África Paulistana” e outros grandes nomes como da cantora Teresa Cristina que tem um depoimento sobre Candeia no episódio que abre a série. 

“As pautas do Candeia, as reivindicações dele, dentro da obra dele continuam ativas.” – Trecho do depoimento da Teresa Cristina. 

Segundo Ale Santos, reconhecer os nomes e as lutas dessas pessoas podem guiar nossa população nesse momento político que estamos vivendo. “Parece algo distante, mas ao escutar uma ou duas músicas a gente percebe quanto é recente e mais ainda, como ainda é urgente que o Brasil entenda a mensagem dos nossos sambistas para construir nossa democracia.”

Os episódios estão disponíveis gratuitamente no site e nos principais programas de streaming musical. Eles vão ao ar nas Sexta-Feiras e contam com ilustrações fenomenais do Douglas Lopes. 

Onde escutar o Infiltrados No Cast? 

Site oficial – http://infiltradosnocast.com/

Google Podcast – https://podcasts.google.com/feed/aHR0cDovL2luZmlsdHJhZG9zbm9jYXN0LmNvbS9mZWVkL3BvZGNhc3Qv?sa=X&ved=2ahUKEwjn9Mq79-XqAhV5ajABHUoVAzIQ4aUDegQIARAC&hl=pt-BR

“Existe um apagamento das pessoas trans dentro da comunidade negra”, afirma a influenciadora Joe Andrade

0
A ativista e influenciadora recifense Joe Andrade - Foto: Arquivo pessoal

Preta, nordestina e trans com muito orgulho. Joe Andrade é uma mulher com uma linda jornada de descoberta, em que ela aprende sobre si mesma, mas também ensina quem cruza seu caminho. Feliz quem pode testemunhar de perto esse renascimento poderoso.  

Joe que é estudante de teatro na UFPE é uma das entrevistadas mais especiais desse nosso Julho das Pretas e fala com a gente sobre sua vida como mulher, como a transição impactou suas relações sociais e familiares. Ela também destaca a transfobia presente na comunidade negra. Para se ter uma noção, Joe administra uma página bem conhecida pela comunidade negra no Facebook, a Desenrolando. Depois que ela começou a publicar mais conteúdos sobre comunidade LGBTQ+ e principalmente sobre mulheres trans, ela perdeu muitos seguidores.

“Minhas redes sociais, 95% são pessoas negras que me seguem. Eu falo sobre questões raciais desde 2013, a gente vai adicionando todas as pessoas pretas, mas depois vamos notando algumas coisas que me deixavam chocadas. Desconsiderar a existência das pessoas negras LGBT é um apagamento”, diz a ativista.

Te convidamos a conhecer mais o universo das mulheres negras trans nessa entrevista.

Mundo Negro  – Quando você descobriu que ser trans era algo possível? Digo pela questão da representatividade , a gente não sabe que pode ser uma coisa que nunca vimos.

Joe Andrade – O processo de autoconhecimento aconteceu em 2016 quando percebi que não era um homem gay e sim uma pessoa trans. Acredito que eu já  sabia desde cedo, quando criança,  me identificava muito mais com os problemas  das meninas negras do que dos meninos negros, quando eu me olhava no espelho eu me enxergava a própria  Taís Araújo  e não  o Lázaro Ramos.  Porém  por medo resolvi me assumir gay para minha família  e andar na linha da cisheteronormatividade. Chega um momento que não  tem jeito, você  tem a necessidade  de colocar para fora  algo muito precioso que está acontecendo dentro de você, e foi quando eu me assumi TRAVESTI, eles não  ficaram  tão  chocados  mas alguns ” amigos” se afastaram, houve aqueles que me excluíram de suas redes sociais, mas eu nunca me senti tão  linda.

Como foi para você o início desse processo e qual era o seu nível de preocupação com o julgamento do outros quando você decidiu ser você. Como foi sua família nesse processo?

Foi uma grande autodescoberta, eu procurava ao máximo  ouvir pessoas trans, principalmente as mais velhas, observava as inúmeras  vivências. Chega um momento em nossas vidas que a gente acha que aprendeu tudo e essa questão me fez perceber que não  é  bem assim. A minha preocupação  era se as pessoas iriam se afastar de mim, hoje em dia eu percebo que isso é  um favor. A minha ideia  de família ou modelo familiar mudou com o passar do tempo, para  mim, família  são  as pessoas que respeitam a sua humanidade  e te dá  todo  o suporte que a vida possa oferecer, independente  de laço  sanguíneo.  Penso que essa ideia de  ” família  é  de sangue” seja fruto de um pensamento colonial,  nós, pessoas LGBTQI+ precisamos descolonizar essa ideia e mostrar para a sociedade  os inúmeros modelos de família brasileira. 

https://www.instagram.com/p/B7ErMLinIcy/

Você fez terapia durante essa mudança? Teve algum tipo de acompanhamento profissional?

Eu busquei a terapia para resolver outras questões, porém  a questão  da travestilidade acabou entrando no jogo e me ajudou ainda mais. Eu pretendo voltar quando começar  o processo  de hormonização, inclusive, é  extremamente perigoso se hormonizar  por conta própria, o profissional irá  nos ajudar  a tomar as quantidades  certas, quais tipos de hormônios tomar. Muitas meninas ficam inseguras de procurar acompanhamento profissional devido algumas violências transfóbicas que vivenciamos com alguns profissionais da psicologia, afinal, só  em 2019 que a OMS retirou a transexualidade da lista de doenças mentais, mas existem muitos profissionais capacitados e que respeitam a nossa humanidade, vale a pesquisa. 

O que mais as pessoas dizem sobre os trans que te irrita, que te tira do sério?

Uma lista de coisas:

  • Que somos pessoas indecisas;
  • Que somos pessoas sem Deus ;
  • Que temos problemas psiquiátricos;
  • Que somos pessoas promíscuas;
  • Quando duvidam  da nossa capacidade intelectual;
  • Que não iremos viver mais de 30 anos ( nossa expectativa de vida)
  • Quando perguntam  nosso “nome verdadeiro” ou se já “fizemos a cirurgia”.  As pessoas se interessam muito pelas genitálias de pessoas trans, ninguém saí perguntando a um homem cisgênero se ele fez a circuncisão, nem deveria.
Joe Andrade em cena no espetáculo “O Dia que os gatos aprenderam a tocar jazz” – Foto: Arquivo pessoal

A comunidade negra é transfóbica ?Pode dar algum exemplo de algo que te afetou pessoal ou profissionalmente?

Acredito que assim como o racismo, a transfobia  é  um problema estrutural na sociedade, isso não  significa  que não vamos nos repensar e jogar  a responsabilidade  para a “sociedade ” como se nós  não fizéssemos parte dela. Nós fazemos  parte dessa estrutura, então, assim como o racismo é  problema  dos brancos a transfobia é  um problema das pessoas  cisgêneras. A comunidade negra é transfobica quando pauta a negritude  apenas no aspecto cisgênero  e heterossexual e exclui todas as outras possibilidades de gêneros e sexualidade. 

Eu acredito que a comunidade negra deveria abraçar  a luta da travesti, afinal, a maioria das travestis que são assassinadas são  negras e eu acredito que isso  se configura genocídio  negro. Essa pessoa trans que não chega até os 30 anos em sua grande maioria é  negra, 90% das meninas que estão na rua se prostituindo devido a falta de oportunidade são negras. A experiência negra deve ser pautada para além da cisheteronornatividade.  Nós travestis negras morremos duas vezes, por ser preta e por ser travesti, às vezes somos assassinadas três vezes, a terceira morte é quando erram nosso nome nas notícias.

Fiz uma seleção para uma agência de modelos, fui aprovada e me convocaram para uma reunião  importantíssima, eu achei que seria para  fechar o contrato, mas foi para me comunicar que infelizmente  não poderiam me contratar. Eles me aprovaram mas a minha aprovação gerou uma certa polêmica  e eles resolveram me dispensar, a justificativa que um dos agentes deu é que sendo uma pessoa trans isso geraria muita polêmica  e alguns clientes poderiam cancelar parcerias, eles não queriam correr tal risco.  Eu me senti extremamente humilhada, quando se é  uma pessoa trans em busca de um emprego não  é o seu curriculum e experiência que está em pauta e sim a sua humanidade.

Agora que você se tornou o que você é? Quais são as suas maiores alegrias, o que mudou no seu autocuidado?

Eu me sinto muito mais bonita e confortável, me sinto uma pessoa extremamente corajosa e feliz, no país que mais mata travesti é preciso ter coragem para andar pela  rua na luz do dia. A minha maior alegria foi ser a primeira da minha família a entrar em uma universidade pública e ter a oportunidade de descolonizar essa instituição que historicamente nos excluiu e desmereceu os nossos conhecimentos. 

Quem são suas referências entre as pretas trans?

As minhas referências principais são minhas amigas, Marcya Soares, Jarda Araújo, Rimena Brilhantina e Sued Hozanna, são pessoas que eu aprendo e me inspiram , são intelectuais maravilhosas e o futuro da nação. Espero que uma delas seja PRESIDENTA do Brasil um dia, acredito que esse país  só  irá para frente quando  tiver uma presidenta travesti. Também  amo as atrizes da série  Pose, MJ Rodrigues, Dominique Jackson, Angelica Ross e o elenco todo.

As crianças trans estão descobrindo mais cedo que não se identificam com o gênero de nascimento. Qual seu conselho para os mais jovens?

Eu acredito que a internet aproxima muitas discussões, hoje algumas crianças já nascem com um smartphone na mão  e tirando uma selfie para postar no Instagram. Penso que todas as pessoas  que querem ter uma criança  deveriam ler sobre questões  de gênero e respeitar os seus filhos, apoia-lo e ajuda-lo no que for preciso. O meu conselho para os mais jovens é que se cuidem emocionalmente, temos um mundo extremamente cruel mas as que vieram antes de nós abriram a porta e nós estamos aqui, não iremos embora, não morreremos pois somos sementes.

Fundadora da Feira-Preta, Adriana Barbosa é homenageada pela Turma da Mônica

0

Adriana Barbosa é um patrimônio da cultura brasileira. Por meio da Feira-Preta, maior evento negro da América-Latina, a empresária conseguiu mostrar a força, o talento diverso, a arte da comunidade negra e ainda fortalecer a relevância econômica dos negros enquanto consumidores. Não por acaso, ela recebeu uma homenagem da Turma da Mônica por conta do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, 25 de Julho, sendo representada pela personagem Milena. Barbosa agora faz parte do hall do projeto Donas da Rua da História. 

 

A empresária é formada em Gestão de Negócios, é vencedora da categoria Empreendedorismo e Negócios do Prêmio CLAUDIA 2019, do Troféu Grão do Prêmio Empreendedor Social promovido pela Folha de S. Paulo, do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, na categoria cultura urbana, e, ainda, é parte do time de fellows de líderes globais da Fundação Ford. 

A linda homenagem faz parte do projeto MSP parceiro da plataforma da ONU Mulheres e do Pacto Global tem como objetivo resgatar a trajetória de mulheres que marcaram a humanidade com suas ações.

Para Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, é uma honra poder somar o nome de Adriana ao projeto. “É extremamente gratificante poder homenagear a criadora de uma plataforma tão importante para o empreendedorismo e para o movimento negro no Brasil. Trazer mais visibilidade a mulheres  notáveis para que sejam exemplo e incentivem outras mulheres é nosso papel não apenas como empresa, mas como cidadãos”, pontua. 



O projeto Donas da Rua e outras Donas da Rua da História podem ser conferidos no site:turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/ddr-da-historia.php

Implicantes: conheça e ajude a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil

0

Situada em Porto Alegre, a marca Implicantes promete “implicar” com o racismo. Foi assim que surgiu a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil. Em meio a crise e a pandemia, o projeto foi afetado. Foi então que a namorada de um dos sócios fez uma publicação no Facebook para reunir fundos e divulgar a empresa do amado. O post repercutiu muito, alcançando, até o final dessa matéria, a marca de 22 mil compartilhamentos. A equipe sofreu inúmeros ataques racistas mas, também, recebeu apoio da comunidade negra.

Conheça a origem e a essência desse projeto pioneiro no ramo das cervejas:

MUNDO NEGRO: O que seria uma cervejaria negra? Qual o grande diferencial?

IMPLICANTES: A gente fala que é uma cervejaria negra porque somos a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil. Até existem cervejarias negras, cujo sócios são negros, mas eles não possuem fábrica. Por infelicidade, por muitos não terem a oportunidade de possuir uma fábrica. A gente fala isso justamente para as pessoas perceberem que, na verdade, é uma infelicidade essa questão de ser a primeira fábrica cervejeira negra, porque deveriam existir mais. A gente já começa a “implicar” daí, por  isso o nome IMPLICANTES, a  gente gosta de implicar com muitas questões que não são discutidas na sociedade e, principalmente, no meio cervejeiro. O nosso diferencial é representatividade! Em todos os nossos rótulos nós homenageamos as personalidades negras, trazemos muitos debates em questão do racismo mesmo estrutural, relacionados tanta aos termos pejorativos como outras  questões.

Cervejas IMPLICANTES / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Como surgiu a ideia desse projeto: ser a primeira cervejaria negra do país? 

IMPLICANTES: Na fábrica somos em sete pessoas negras, contando com os três sócios Diego Dias, Daniel Dias e Thiago Rosário. Somos basicamente uma empresa familiar, entre primos e irmãos. A ideia surgiu quando eu (Diego) e o Daniel – o mestre cervejeiro –  frequentávamos os eventos cervejeiros e não nos sentíamos representados. Muitos rótulos que tentavam representar o negro, geralmente era de maneira totalmente pejorativa e  sempre baseado em uma cerveja escuro. Quando iniciamos a produção, em casa, a gente já começou a rascunhar ideia dos rótulos, a identidade visual da empresa e já também fazendo uma receita de cerveja, já nessas primeiras produções caseiras para, futuramente, a gente abrir uma produção cervejeira. 

MUNDO NEGRO: Qual maior dificuldade enfrentam?

Tivemos a oportunidade de comprar uma fábrica de segunda mão e, por isso,  muitas vezes a gente não conseguiu distribuir para fora do Rio Grande do Sul. Deu muito problema na fábrica, tínhamos pouquíssimo dinheiro para pagar profissionais que ajeitassem a fábrica e, por essas e outras, acabamos sendo muito autodidatas – o que não era o certo, já que deveríamos contratar um profissional para resolver esses problemas.  

Basicamente o motivo do nosso financiamento coletivo é porque  estarmos com muitas contas em atraso, ainda temos manutenções para terminar e queremos expandir, comprar maquinários para aumentar a produção – por isso o valor da meta o pessoal se assusta. Nossa dificuldade vem do nosso posicionamento, exaltar a representatividade, mostrar no nosso rótulo nossa luta contra o racismo. E esse meio que é extremamente racista gera essa repercussão, o pessoal não assimila nossa ideia, acha que é vitimismo quando, na verdade, a gente quer representar nosso povo. A nossa maior felicidade é ver pessoas pretas nas nossas redes sociais dizendo “conheci vocês agora, tenho que provar. Me sinto muito representado por vocês”. 

Implicantes: a primeira fábrica cervejeira negra do país

MUNDO NEGRO: Como foi a reação após a repercussão da postagem?

Pessoal, quem puder apoiar e compartilhar, meu namorado tem a 1ª fábrica cervejeira negra do Brasil e está lutando para…

Posted by Taiane Teixeira on Wednesday, July 22, 2020
Publicação de Taiane, namorada de um dos sócios

IMPLICANTES: A repercussão foi muito boa para a gente ver que tem muitas pessoas que estão apoiando a nossa causa. O lado negativo, a gente já sabia que existiam  pessoas podres, mas olhar eles atacando de forma direta a Taiane (namorada do sócio) e a família dela, o Thiago (sócio)… Fez com que  a gente fique assustado com esse ódio que o pessoal vomita, sem nos conhecer, passando fake news, passando informações erradas. Falando coisas que não fazem o menor sentido. Então isso que nos deixou bem entristecidos mas, ao menos tempo, muito felizes pelo pessoal estar sempre presente conosco. 

Saiba como apoiar e ajudar: http://bit.ly/vaquinhaimplicantes. E nas redes sociais: @implicantesmc

Preta Pretinha: a história por trás da primeira loja de bonecas negras do Brasil

0

As irmãs Venancio, Lúcia, Joyce e Maria Cristina, são as fundadoras do Preta Pretinhas Bonecas, pioneiras em bonecas negras no Brasil. No ano de 2000 abriram a loja na Vila Madalena, em São Paulo. Em 2009 fundaram o Instituto Preta Pretinha, que visa levar autoestima para famílias pretas através do artesanato. Em 2017, o projeto foi reconhecido e certificado como ponto de cultura, trabalhando com palestras, artesanato, ida às escolas públicas e privadas. 

No #JulhoDasPretas de hoje conheça a história desse projeto lindo que abriu portas para a representatividade em diversos segmentos. 

MUNDO NEGRO: Quando e como surgiu o Preta Pretinha Bonecas?

PRETA PRETINHA: Desde a infância nós tivemos uma autoestima muito bem resolvida e trabalhada com a vovó Maria. Ela se preocupava muito em nos presentear por bonecas feitas por ela: bonecas pretas! Bonecas que nos representassem, até porque a gente já questionava muito a falta dessas bonecas no mercado – que não existia. Com esse trabalho da vovó e da família nos incentivar com bonecas, a primeira necessidade que tivemos quando adulta, foi montar um ateliê de bonecas negras na Vila Madalena (São Paulo), onde nós nascemos, para podermos entrar no mercado. Bonecas sem estereótipo que representassem  a beleza negra. Preta Pretinha Bonecas surgiu em 2000.

Primeiros bonecos feitos pela Preta Pretinha Bonecas / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Havia outra marca especializada em bonecas negras? Pode contar alguma história de alguém pioneiro que a inspirou? 

PRETA PRETINHA: Quando surgiu a marca, observamos que anos antes surgiu uma artista chamada Tilaí, que customizava bonecas brancas, as tingindo de preto, transformando em bonecas negras. Iniciativa bonita que nós admirávamos. Outra marca era a Nega Fulô, também chamou nossa atenção; como passava muito pela USP, via as bonecas negras de pano, muito bem arrumadinhas e bonitas. Ela atendia a rede de educadoras na época. Fora isso, muito pouco, somente nas feiras. 

Alguns modelos das atuais bonecas Preta Pretinhas / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Qual a história por trás do “Preta Pretinha”?

PRETA PRETINHA: Nossa inspiração veio mesmo da nossa vovó Maria, de casa, da educação que tivemos. Vovó ficava com a gente como cuidadora, enquanto mamãe saia para trabalhar. A vovó tinha uma consciência incrível e trabalhava muito bem essa questão de autoestima. Nós sentíamos necessidade no “dia do brincar”, sexta-feira na escola, de levar a bonequinha para brincarmos. Vovó satisfazia nossa vontade, fazia nossas bonequinhas. Ao chegar na escola era incrível, porque não existia no mercado. Todos os coleguinhas queriam nossas bonequinhas para brincar! Era uma festa (risos).

MUNDO NEGRO: Como foi o processo de transformar a produção doméstica em uma produção em escala maior?

PRETA PRETINHA: Nós sempre pensamos em montar algo maior e vir no segmento de empresa, como empresárias.Nos instalando num local comercial onde tivéssemos visibilidade para levantar uma bandeira: a anti-racista. Para levantar uma bandeira de ”sim, nós podemos!”. Fizemos uma pesquisa para ver qual seria a aceitação desse produto, fizemos enquetes, fizemos plano de negócio, para seguirmos uma estratégia para prosperarmos. Nós pensamos grande porque essa questão da boneca negra, como brinquedo educativo, também diz respeito da ancestralidade – e, para nós, isso sempre foi muito importante. Por isso tinha que ser ali, no bairro onde nós nascemos; um bairro cultural, bem eclético, no qual tivéssemos ali uma marca que se superasse. Nós começamos no espaço de 15 m², que era necessário para estarmos no mercado. Nós fazíamos também eventos e feiras; uma experiência muito boa, porque observamos a reação das pessoas, a aceitação. Após quatro anos fomos para um espaço maior, de 120 m² ao lado do endereço que tínhamos. (…) A gente percebeu que a Preta Pretinha contribuiu muito para o afroempreendedorismo, conseguimos atravessar a fronteira das bonecas, tivemos visibilidade. Foi o início de um sonho! 

Poder contribuir como negras na história do Brasil é incrível. Estamos presentes no livro de história do autor Alfredo Boulos, demos entrevistas internacionais. Queremos fortalecer a imagem do negro. Preta Pretinha não é só sobre bonecas, é sobre o conceito. Após a Preta Pretinha, surgiram outras bonequeiras e artistas trazendo, cada uma, na sua linha de segmento, uma beleza diferente (…). E precisa ter sim. Porque demorou muito, então tem que ter uma (loja de bonecas pretas) em cada esquina.

Preta Pretinha passou a ser ponto de pesquisa e de cultura. Na foto, visita da escola Dom Bosco com as irmãs Venancio / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Como o seu negócio se modificou ao longo dos anos com a entrada de outras marcas no mercado?

PRETA PRETINHA: Modificar exatamente não, melhoramos. Temos que nos fortalecer!  Esse crescimento de outros artistas é gratificante, pois torna-se multiplicador da variedade, gera black money. Para cada artista mostrar seu trabalho. Tudo isso está relacionado a questão do negro no Brasil; precisamos nos unir, temos de possuir o poder, sobretudo o financeiro – que está muito ligado ao que nós podemos construir e sair fora dessa questão social tão pequena e miserável. A união precisa ser um multiplicador. Não só na área das bonecas, mas em todos os segmentos. 

Depois de Preta Pretinha surgiram outras marcas, como a marca Lucco Artesã e, recentemente, foi lançada a marca Era Uma Vez Um Mundo. Quero ressaltar também que a Preta Pretinha existe desde 2000, estamos há 20 anos no mercado. Fomos a primeira loja de bonecas negras do Brasil! Com passar do tempo, após quatro anos de existência, percebemos a necessidade de criar os bonecos da diversidade e inclusão.

Boneca de inclusão / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Há alguma história marcante de clientes com suas bonecas?

PRETA PRETINHAS: Há várias histórias marcantes, uma em especial foi logo no início, em 2001. Haviam alguns garotos negros da comunidade que carregavam sacolas na feira livre, na nossa rua. Essas crianças sentiam muita curiosidade sobre os bonecos que  ficavam expostos em nossa calçada; eles passaram a entrar na loja, contávamos histórias sobre a beleza negra. Um dia, o menorzinho deles, ficou muito triste pelos demais amigos dizerem que ele se parecia com um dos nosso bonecos. Em pratos, ele dizia que não parecia pois o boneco não era bonito. Ao questioná-lo o porquê de dizer isso, ele respondeu que o boneco era feio pois todos diziam que a pele preta era feia. Ali eu vi a necessidade de trabalhar com essas crianças, todo sábado eles vinham para conversarmos sobre ser negro e a autoestima deles. Dei a ele o boneco, disse que parecia com ele, pois ele era lindo. Essas crianças aprenderam sobre a beleza negra e depois passaram a levar outras crianças para aprender também, corrigiam aqueles que faziam algum tipo de racismo. A importância de ser reconhecido como belo! O mais velho desses, o Lucas, até hoje têm contato conosco, tem filhos e sempre participa dos nossos eventos. Isso é muito lindo! 

MUNDO NEGRO: Qual a sensação de contribuir para a representatividade de crianças e mães negras?

PRETA PRETINHA: É importantíssimo! Nós passamos por ataques dia a dia, sofrimentos. É muito triste saber de cada criança que passa por todo tipo de violência e cada mãe que perde seu filho, é uma dor muito grande. A contribuição da Preta Pretinha está ligado a isso, nos fortalecer e nos unir, fazendo um trabalho em conjunto. 

Cliente da loja Preta Pretinhas / Acervo Pessoal

MUNDO NEGRO: Qual sua relação com as bonecas, enquanto mulher negra? Como foi sua infância?


PRETA PRETINHA: Somos abençoadas de vir na família que viemos, que nos passava toda a questão da negritude, o que é “ser negro”, as dificuldades que enfrentaríamos enquanto negras. Se não tivéssemos esse alicerce, da família trabalhando nossa autoestima, não sei como seria. Nós amávamos brincar de bonecas, até batizado delas nós fazíamos, sempre trabalhando a nossa autoestima enquanto crianças negras. É muito importante empoderar essas crianças!

OAB antirracista: Advogado pede reserva de 30% dos cargos da OAB para pessoas negras

0
Advogado André Costa [gravata vermelha na imagem] é Conselheiro Federal Titular OAB/Ceará

O advogado André Costa protocolou uma proposta que pede a implementação na modalidade de cota racial para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O projeto pede que 30% das vagas preenchidas nos cargos da OAB sejam reservadas para pessoas negras.

Segundo o advogado, que é Conselheiro Federal da OAB pela Bancada do Ceará, é preciso mostrar a diversidade e representatividade na ocupação de cargos. “A OAB, mais uma vez, poderá ser um exemplo para o Brasil e para o mundo.” Relatou ele.

André Costa afirma ainda que “sem cuidar da questão racial não há democracia”. Engajado por anos de luta e defensoria racial, viu uma oportunidade de vincular sua proposta junto a OAB, logo após uma onda de protestos e pedidos pela vida da população preta.

“Motivado por todas essas questões é que, na semana passada, apresentei ao Conselho Federal da OAB (CFOAB) a Proposição nº 49.0000.2020.004393-1, requerendo que seja implementada ação afirmativa, na modalidade de cota racial, para o preenchimento dos cargos de suas diretorias e de todos os seus membros (titulares e suplentes), por advogados e advogadas negros, assim considerados os inscritos na OAB que se classificam (autodeclaração) como negros, pretos, pardos ou definição análoga, no percentual de 30% das vagas a serem preenchidas, pelo período de 10 (dez) mandatos, contados a partir de 2022, podendo ser renovado, por igual prazo, conforme avaliação do Conselho Pleno.” Falou ele.

Embora constituído por uma população de maioria preta, os negros ainda são minorias em cargos públicos e juristas no Brasil. No caso da Câmara Federal, por exemplo, a população negra representa 24% dos deputados eleitos em 2018.

A OAB concorda que as politicas feitas para a população preta seja de extrema importância para o cenário atual e que são capazes de promover a inclusão dessas pessoas no poder privado e público.

Ana Paula Villar se consagra na profissão de manicure e alcança 1 milhão de seguidores no Youtube

0

Foi de maneira despretensiosa que Ana Paula Villar descobriu o que iria mudar a sua vida: a manicuração. Mãe de dois filhos e moradora de Rocha Miranda, Zona Norte do Rio, Villar trabalhava em um escritório de contabilidade e para complementar sua renda vendia hambúrguer em um trailer e oferecia serviço de buffet. Um dia, quando teve ajuda de uma amiga para fazer massas das coxinhas que vendia, Ana Paula quis retribuir o gesto e fez suas unhas. E foi aí que tudo mudou: no dia seguinte toda vizinhança já queria ser atendida por ela. Hoje, aos 44 anos, Villar se torna a manicure mais amada do Brasil conquistando 1 milhão de seguidores em apenas 5 anos de canal no Youtube. Além de sua força na internet, a empresária tem um ateliê para atendimento no Rio de Janeiro, onde oferece todos os serviços da área, atende sozinha com horários e viaja o Brasil e o exterior ministrando cursos e congressos.

“Me orgulho muito de carregar essa bandeira de representatividade. Negra, manicure, de origem humilde, filha de empregada doméstica, mãe solteira e gorda”, diz ela que hoje comanda o Ateliê Ana Paula Villar e ministra cursos e congressos pelo Brasil e exterior inspirando e ensinando outras mulheres a viverem de unha como ela.

 Além das dificuldades que toda profissão requer, Villar teve que superar situações de preconceito, discriminação e descaso: “Infelizmente vivemos numa realidade onde sempre vai haver gente que se acha melhor que os outros. Me orgulho muito de carregar essa bandeira que tem o sinônimo de representatividade. Sou negra, de origem humilde, filha de empregada doméstica, mãe solteira, gorda e me orgulho muito de quem eu sou. Mas muitas vezes quando estou em lugares nobres, percebo nos olhares e cochichos a expressão: ‘Quem é ela?’,‘Ela é famosa?’. Algumas pessoas ainda fingem que não me veem ou só se aproximam porque fuxicaram minhas redes sociais e viram que tenho números bons. Isso entristece, mas aí lembro que se estou ali, foi porque mereci, porque conquistei condições de estar e assim vou vivendo”.

A empresária, que chegou a falir e teve que recomeçar do zero, conta que sofreu descaso também por parte de marcas e profissionais, que faziam contratos abusivos ou duvidavam de sua capacidade: “Reprovavam o meu jeito espontâneo de ser, de falar, de vestir, e isso foi muito triste. As pessoas em volta não acreditam que vai dar certo, sofri com a exploração de marcas e pessoas que se aproveitaram do simples fato de sermos pobres, talentosos e sonhadores. Mas em contrapartida foi incrível receber a aceitação do público, que às vezes nem era da área. Quebrei tabus literalmente e mostrei que não precisava fazer a ‘bonitinha’, para mostrar a grande profissional que sou. Fui dia a dia derrubando essas barreiras e conquistando meu espaço”.

Para celebrar a conquista, Villar e sua equipe decidiram realizar ações comemorativas para assim contemplarem as manicures, fãs e patrocinadores que os acompanharam nesta trajetória até aqui. No dia 27 de julho haverá o lançamento de um sorteio no Instagram da empresária, onde os participantes vão concorrer a vários produtos do segmento. O resultado desta ação será divulgado no dia 10 de agosto, em uma live especial no canal da Villar no Youtube.

Sérgio Camargo diz que movimento Black Lives Matter piorou o racismo

0

Pelo Twitter, o chefe da entidade destinada à preservação e valorização da luta e cultura negra, escreveu que o movimento Black Lives Matter é um “lixo esquerdopata”.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, criticou o movimento “Black Lives Matter”, surgido nos Estados Unidos como forma de combater o racismo.

Sem apresentar dados ou levantamentos sobre o tema, Camargo disse que o saldo dessas manifestações é de “piora do racismo, saques, vandalismo e mortes”. Ele citou que, durante os protestos, houve “agressões em número assustador” de membros do Black Lives Matter contra opositores.

“Em tempo: faltou mencionar as covardes agressões de membros do Black Lives Matter contra brancos e pretos que se opõem; ocorrem em número assustador nos EUA. É um dos movimentos mais violentos e hipócritas já criados pela “revolução cultural” da esquerda. O racismo agradece”, completou.

error: Content is protected !!