Eduarda Vieira lidera “hub de diversidade” da Play 9, de Felipe Neto e sócios

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Eduarda Vieira da Play 9 - Foto: Crédito Play 9

Diversidade racial e inclusão de grupos com baixa representatividade. A Play 9 , empresa de Felipe Neto, João Pedro Paes Leme e Marcus Vinícius Freire têm investido pesado em ações que deem visibilidade às minorias e grupos vítimas de racismo, como a comunidade negra ( que é a maioria), por exemplo.

Um dos novos recursos para essa estratégia foi a criação do Hub de diversidade que que permite a  discussão e inclusão de temas relevantes aos conteúdos criados pela empresa, como é o caso do projeto “Conversas Que Importam”, feito em parceria com o Google e o YouTube Brasil, que tem o objetivo de fomentar diálogos sobre diversidade. Criadores como Felipe Neto, Gabi Oliveira, Ana Paula Xongani, o líder indígena Ailton Krenak e a advogada Gabriela Prioli já participaram dos debates.

O comando do hub é de Eduarda Vieira, ex-diretora do canal da Salon Line Brasil que explica que projeto tem a missão de se unir a criadores que mostrem que é possível ocupar todos os lugares. “Pode sim, ter uma mulher trans falando sobre maquiagem ou um homem negro falando sobre estilo”, explica Duda.  Conversamos com ela para entender mais sobre o novo projeto que busca contratar pessoas negras para o time.

Mundo Negro – Como está sendo a divulgação das vagas para a contratação desses novos profissionais? Existe esse olhar cuidadoso que  entende a realidade que a maioria da população negra ainda tem, com dificuldades para se especializar e estudar inglês, por exemplo?

Eduarda Vieira – Acabamos de passar por um processo grande de recrutamento. Para o hub abrimos duas vagas e elas foram destinadas apenas para pessoas negras, mas estamos tendo esse olhar cuidadoso para todas as vagas.

Infelizmente o número de contratados negros ainda não foi o desejado. Na hora de um recrutamento fica claro o abismo que o racismo causa, fazendo com que a vaga nem chegue nas pessoas. É um exercício nosso tentar minimizar isso. Para isso temos uma plataforma onde as pessoas podem cadastrar seus currículos, vamos fazer algumas postagens nas redes sociais da Play9 sobre o hub, além de estarmos elaborando projetos na área de recursos humanos, a fim de gerar empregabilidade, nos unindo a instituições que já fazem isso.

Esse conteúdo diverso produzir por meio do HUB vai ter como público o perfil do canal IN (dos irmãos Felipe Neto) ou eles ou haverá produtos para outros perfis?

Hoje o hub tem criadores que conversam com o público mais velho. Acredito que, por agora, nosso objetivo seja estar na outra ponta do público do canal IN, mas nada impede que essas pautas se encontrem.

Em novembro temos o mês da Consciência Negra. A Play 9 pensa em alguma ação especial para essa data?

Acho que o hub vem como um grande passo em nome dessa conscientização, acho que é a ação com maior impacto, mas claro que não deixaremos essa data passar e vamos encará-la como um dia especial para exaltar e ratificar o nosso lugar e potência.

A empresa também firmou parceria com Jonathan Azevedo e será responsável por uma reformulação das redes sociais do artista, com criação de estratégias, produção e edição de novos conteúdos. Em suas redes, Jonathan é conhecido por dar vida a personagens engraçados, sempre atrelados a debates sociais, como o sucesso “Kraudinha”, uma empregada doméstica que promove discussões sobre temas atuais em vídeos divertidos.

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