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Antes de fechar restaurante fundado pela mãe, empresária faz ação especial para pessoas carentes

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O tradicional restaurante Atrium, que construiu uma história de sucesso ao longo de 18 anos na região da Avenida Paulista, está fechando as portas. Sua operação acontece até o próximo sábado, dia 27 de março, com cardápio dos seus pratos clássicos, vendidos no delivery através de pedidos online.

Comandado pela empreendedora Cris Guterres, o Atrium é resultado do sonho de uma família negra que foi capaz de construir um legado para a história do afroempreendedorismo. Foram 18 anos de existência e resistência de uma empresa sólida e reconhecida não só pelo sabor de sua comida, mas pelo exemplo de luta de Eleni Guterres, mãe de Cris e que ousou ao montar seu restaurante numa das regiões mais ricas do país.

Cris e sua mãe Dona Eleni Guterres – Foto Arquivo pessoal

“Eu pensei muito antes de fechar a casa, mas uma das coisas mais valiosas que aprendi com os meus pais é que todo negócio, assim como as pessoas, chega ao fim e quando este fim chega ele precisa ser celebrado e os compromissos com as pessoas que ajudaram na construção precisam ser honrados, um empreendedor precisa saber a hora certa de parar”, contou Cris Guterres

O encerramento de suas atividades se deu diante as impossibilidades impostas pelo momento de pandemia de coronavirus e da ausência de políticas por parte dos Governos Federal, Estadual e Municipal para que fomentassem a resistência dos comércios em todo o Brasil.

Mesmo com o fechamento, o afeto é dos pilares do restaurante, que neste momento tão difícil, continua promovendo a campanha “Atrium do bem”,  que alimenta pessoas em situação de rua na região da Av. paulista. A campanha acontece até a próxima terça-feira (30), quando o estabelecimento fecha integralmente. Vai funcionar assim: todo o valor arrecadado será distribuído sendo que
40% para a produção de marmitas que distribuídas na região da Avenida Paulista e 60% para pagamento das verbas de rescisão dos contratos da equipe do Atrium Restaurante.

“Ao longo dos nossos 18 anos nós impactamos muitas vidas, entregamos muitos abraços através de uma comida saborosa. Fizemos pessoas lembrarem do sabor acolhedor da comida de suas mães, avós e tias sempre que vinham aqui. Fizemos amigos e alimentamos muitas pessoas que tinham fome, inclusive quem não podia pagar. Foram mais de 40 mil refeições distribuídas para pessoas em situação de extrema necessidade e neste final eu quis honrar esta história e colocar nossa cozinha disponível para cozinhar pra quem tem fome nesta pandemia. Nossos últimos cardápios alimentarão a população em situação de rua na região da avenida paulista”, completou Cris Guterres.

As refeições podem ser acompanhadas pelo instagram do restaurante, assim como os dados para a doação.

Dr Drauzio Varella realizará live sobre covid-19 para comunidade negra

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Foto: Reprodução/Dráuzio Varella/Vitor Del Rey

Pensando nos dados que confirmam que pessoas negras e periféricas são as maiores vítimas fatais de Covid-19 no Brasil e representam o menor número de pessoas vacinadas, o Instituto Guetto receberá o Dr Drauzio Varella em uma conversa sobre a realidade da pandemia nas comunidades, saúde pública e orientações para o enfrentamento ao vírus.

A live será realizada na próxima segunda-feira (29) às 18hrs. E a conversa será transmitida pelas redes sociais da ONG que atua com comunidades negras de todo Brasil

O objetivo da live é entender como a doença age nos corpos negrose debater sobre a urgência de políticas publicas e a proteção individual da comunidade negra. Entendendo a importância desse diálogo, o Instituto Guetto convida o Dr. Drauzio Varella  a uma conversa de modo a apresentar caminhos para o embate e trazer orientações para a proteção da comunidade negra perante a  pandemia.

Os dados são alarmantes: segundo a ONG Instituo Polis os homens negros são as maiores vítimas acometidas pelo covid (250 óbitos a cada 100 mil habitantes) seguido pelo número de mulheres negras (140 mortes a cada 100mil habitantes). 

E ainda existe uma tendência de aumento, já que os números da pandemia seguem em alta.

” Esse cenário demanda extrema atenção e se faz necessário uma intervenção imediata em diversos viés de nossa sociedade. A pandemia escancara a profunda vulnerabilidade da população negra, uma população que é negligenciada desde do acesso ao saneamento à empatia de seus empregadores. Essa live se faz necessária.  Autocuidado é sobre resistir!”, aponta Vitor Del Rey,  CEO e fundador da ONG carioca.

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Kim Janey toma posse, tornando-se a primeira mulher e a primeira prefeita negra de Boston

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Kim Janey toma posse ao lado da neta, que segura a bíblia para seu juramento

Kim Janey, que quando criança tinha pedras atiradas em seu ônibus escolar durante a era de desagregação de Boston, marcou seu nome na histórica como a primeira mulher e primeira pessoa negra a servir como prefeito da cidade com um cerimonial de juramento nesta quarta-feira (24).

Democrata, Janey substitui o colega Marty Walsh, que renunciou na segunda-feira para se tornar secretário do trabalho do presidente Joe Biden. Ela foi a presidente da Câmara Municipal e servirá como prefeita em exercício até uma eleição para prefeito no outono.

“Hoje é um novo dia. Estou diante de vocês como a primeira mulher e a primeira prefeita negra de Boston, a cidade que amo ”, disse Janey durante o evento na Prefeitura. “Venho até hoje com uma experiência de vida diferente da dos homens que vieram antes de mim.”

(Foto por Jessica Rinaldi/The Boston Globe via Getty Images)

Janey, 55, prometeu trazer urgência ao trabalho. Ela disse que seu governo será aberto para aqueles que se sentem desconectados da estrutura de poder da cidade. Além disse, falou em ajudar a cidade a sair da pandemia e criar uma economia mais justa estarão entre os principais objetivos de seu governo, de acordo com Janey, que se comprometeu a aumentar o acesso a testes e vacinas nos bairros mais atingidos pelo COVID-19.

A deputada americana Ayanna Pressley, que presidiu a cerimônia, foi a primeira mulher negra a servir no Conselho Municipal e a ser eleita para o Congresso por Massachusetts.

Pressley descreveu Janey como “uma orgulhosa filha da quarta geração de Roxbury,” o coração da comunidade negra da cidade.

Antes de se tornar prefeita em 2021, Janey fez história em 2017 quando foi eleita para o Conselho Municipal de Boston como a primeira mulher a representar o Distrito 7, que inclui Roxbury e partes do South End, Dorchester e Fenway. Em 2020, ela foi eleita por seus pares como Presidente do Conselho da Cidade de Boston. 

A posse de Janey foi amplamente vista como um novo capítulo na história política de Boston.

No dia do orgulho LGBTQIA+ Linn da Quebrada e Bia Ferreira conversam sobre identificação, acolhimento e transformação através da arte

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Foto: Reprodução/Instagram

Com apresentação de Sarah Oliveira, as convidadas Lin da Quebrada e Bia Ferreira celebram suas histórias e suas comunidades no novo episódio do podcast de Natura Musical

No quinto episódio do podcast ‘Nos Encontramos Na Música’, Sarah Oliveira conversa com duas artistas que utilizam a arte para promover uma mudança efetiva na sociedade, formando elos, comunidades, criando identificação e trazendo visibilidade para as pessoas negras e a população LGBTQIA+.

O quinto episódio tem como nome “O Poder da Comunidade Plural“, e quem falará sobre esses assuntos serão Bia Ferreira, cantora, instrumentista e compositora, artista que tem um trabalho guiado pela luta anti-racista e, através da música, mostra que a informação é a maior tecnologia de sobrevivência para pessoas pretas e LGBTQIA+, e Linn da Quebrada, cantora, atriz, roteirista, apresentadora e filosofa, que carrega em sua arte o ativismo social pelos direitos civis da população LGBTQIA+ e negra. Na conversa, as artistas debatem com a comunicadora Sarah Oliveira a importância das redes de afeto, da reflexão, da empatia e do senso de pertencimento para tornar a comunidade um espaço de real evolução.

“A música me fez perceber que eu não estou sozinha. A minha rede afeto se forma, principalmente, com as pessoas que eu fui me conectando através da arte. Eu passei a entender que, entre essas pessoas que trabalham comigo, eu posso construir uma rede afetiva, efetiva, material e econômica”, explica Linn da Quebrada.

Para Bia Ferreira, a arte, além de construir comunidade, também salva vidas: “O papel da música na minha vida é a emancipação. A realização do ativismo que eu acredito. Se hoje eu posso me alimentar, é por conta da música. Se eu durmo tranquila, é por conta da forma como eu apresento a minha arte. A música é representatividade e salva vidas”. A cantora ainda salienta que a construção de um futuro possível, mais igualitário e plural, passa pela arte que está sendo feita atualmente no Brasil. “Eu me enxergo como um ser social, que pensa e propõe a transformação através de arte. A informação é o que liberta as pessoas. É a informação, o conhecimento e a história que vai fazer com que a gente não repita os mesmos erros que nos trouxeram até aqui”, conclui.

Sobre o podcast:

Liderado e produzido pela Virtue, agência criada a partir da Vice e responsável pela comunicação de @NaturaMusical, a série foi gravada de forma remota devido ao isolamento social provocado pelo novo Coronavírus. O programa recebe, nas cinco conversas que compõem a temporada, artistas e personalidades negras fundamentais para a construção e o legado da música e da cultura brasileira, como Gilberto Gil, Emicida, Rico Dalasam, Juçara Marçal, Elza Soares,, entre outros.

O 5º episódio já está disponível em todas as plataformas de reprodução de podcasts

Vaneza Oliveira participa do “Perifacon brotando nas redes: é papo de futuro”

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Foto: Reprodução/Internet

A produtora cultural de entretenimento nerd, geek e pop, PerifaCon, estreia na próxima sexta-feira, (26), uma programação inédita e 100% digital chamada PerifaCon, Brotando nas Redes: É papo de futuro que reunirá painéis temáticos, ciclo de formação para quadrinistas e ilustradores e um concurso de cosplay dedicado à comunidade negra.

Da esquerda pra direita: Gabrielly Oliveira, Igor Nogueira, Luíze Tavares e Andreza Delgado
Imagem em alta resolução, clique aqui . Foto: Jef Delgado / Estúdio Delara

O primeiro painel do festival “Nerds da Quebrada: A Ascensão PerifaCon” será mediado pela atriz e diretora Vaneza Oliveira, que interpretou a personagem Joana na série nacional 3%, produzida e exibida pela Netflix. Vaneza mediará um papo descontraído com os 4 criadores da PerifaCon sobre a periferia nerd, os maiores desafios e conquistas durante a trajetória da produtora no ano de 2020. Confira a programação completa do festival aqui .

“O PerifaCon começa o ano de 2021 se reinventando mais uma vez, depois de superar alguns obstáculos nesse cenário de pandemia mundial, conseguimos colocar na rua mais um projeto para a periferia”, comenta Igor Nogueira, uma das criadoras da PerifaCon.

O ciclo de formação para quadrinistas e ilustradores será dividido em quatro partes, com temas voltados para os processos de criação, roteirização, colorização e a apresentação de HQs para editoras, contando com a mentoria de quatro palestrantes: a editora-chefe da Mino (editora especializada em quadrinhos) Janaína de Luna, o colorista Pedro Cobiaco e os expoentes de HQ e também escritores, Felipe Castilho e Fábio Kabral.

“Tendo o entretenimento como tema central, vamos trazer para o festival cinco artistas que junto com a PerifaCon, tiveram a oportunidade de trabalhar para grandes marcas através da nossa curadoria.”, comenta Andreza Delgado, uma das criadoras da PerifaCon.

Confira a programação:

Três dias de programação nerd geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, em formato ‘gravado’ e ‘live’, dividida em: painéis temáticos com convidados especiais, Ciclo Narrativas Periféricas de formação para quadrinistas, ilustradores e terá também um concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, com premiação de R﹩ 1 mil para o vencedor.

PerifaCon, Brotando nas Redes: É papo de futuro

PRIMEIRO DIA – 26 de Março

18h às 18h50

– Painel de abertura: Nerds da Quebrada: A Ascensão PerifaCon

A atriz Vaneza Oliveira conduz um papo descontraído sobre a periferia nerd com os criadores da PerifaCon.

19h às 20h20

– Ciclo Narrativas Periféricas – Parte I

Neste primeiro encontro, Janaina de Luna, editora-chefe da Mino, irá transmitir um panorama de como um artista de HQ deve apresentar seu trabalho para uma editora.

SEGUNDO DIA – 27 de Março de 2021

18h às 18h50

– Painel: Para Além do Beco dos Artistas da PerifaCon

Artistas curados pela PerifaCon para ilustrar campanhas para marcas – Amanda Treze, Douglas Lopes, Gillian Rosa, Lya Nazura e Marília Marz – falam sobre os seus processos criativos e da oportunidade de trabalhar com grandes marcas.

19h às 20h20

Ciclo Narrativas Periféricas – Parte II

A editora Janaina de Luna explica como organizar o processo de criação de uma HQ: ideia, roteiro, título até a entrada na gráfica e como tornar a produção de uma HQ mais barata.

TERCEIRO DIA – 28 de Março de 2021

18h às 19h20

– Ciclo Narrativas Periféricas – Parte III

Pedro Cobiaco, colorista de algumas das principais capas da DC Comics, fala do processo de colorização de uma HQ completa e sua capa.

19h30 às 20h50

– Ciclo Narrativas Periféricas – Parte IV

Aula para um público iniciante sobre criação de narrativas para HQs e Livros, processo de roteirização e criação de storyboard. Com Felipe Castilho, autor de Serpentário, livro finalista do Prêmio Jabuti 2020 e Fábio Kabral, autor de O Caçador Cibernético da Rua 13.

21H às 22h20

– Resultado do concurso de cosplay dedicado à comunidade negra e Encerramento

Durante toda a programação do evento PerifaCon, Brotando nas Redes: É papo de futuro, o público será convidado a votar na página do festival na internet para escolher o seu cosplayer favorito do concurso. A página do festival vai exibir os vídeos dos cosplayers inscritos. A votação termina durante a live de encerramento do evento Brotando nas Redes.

Realização: 26, 27 e 28 de março de 2021, a partir das 18h

Os interessados podem se inscrever através do seguinte link

“Semente Preta”: Nubank lança fundo de investimento para startups fundadas por pessoas negras

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Foto: Getty imagens

O banco digital Nubank anunciou nesta quarta-feira (24)  que vai destinar um total de 1 milhão de reais para startups brasileiras fundadas por empreendedores negros e negras.

Além do aporte financeiro, o ‘Semente Preta’ irá promover encontros periódicos entre as startups selecionadas e convidados externos para trocar experiências e facilitar networking. Além disso, os empreendedores poderão participar de sessões de mentoria pontuais com os times do Nubank nas áreas de pessoas, engenharia e finanças de acordo com as necessidades de cada empresa.

O foco do Semente Preta são empresas que já tenham validado seu produto mínimo viável (MVP) e que impactem o mercado em que estão inseridas por meio do uso da tecnologia.  

“Para ter um ambiente de tecnologia mais diverso, precisamos questionar os padrões de distribuição de aportes. Ao criar um fundo focado em startups fundadas por pessoas negras, estamos dando um importante passo nessa direção. Mais do que oferecer um investimento semente, vamos ajudar a criar condições para potencializar esses negócios e transformar as estatísticas”, afirma Monique Evelle, consultora de inovação do Nubank. 

Serão consideradas startups dos seguintes setores: serviços financeiros, dados, pessoas, marketing digital, jogos, softwares, aplicativos e programação, e outros.

As startups inscritas serão avaliadas de acordo com o nível de aplicação de tecnologia e inovação em seu produto, criatividade, estratégia e performance financeira, além de inteligência de dados e negócios. O histórico do empreendedor e o posicionamento da empresa no ecossistema brasileiro de startups também serão considerados. 

As inscrições podem ser feitas através do site: AQUI e vão até o dia 24 de setembro.

A qualquer momento durante esse prazo, o Nubank poderá entrar em contato com os empreendedores e as empreendedoras inscritas para agendar entrevistas com o comitê avaliador.

Ambev recruta jovens universitários pretos e pretas de todo o país

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Foto: Reprodução/Internet

A Ambev abriu inscrições para a terceira edição do Representa, seu programa de estágio para universitários pretos e pretas. Com inscrições até o dia 12 de abril em um processo seletivo 100% online, serão dezenas de vagas espalhadas por todo o Brasil.

O Representa nasceu para ampliar a representatividade de pretos nos processos seletivos e nas contratações, um problema estrutural que perdura no Brasil e que a Ambev reconhece que precisa melhorar.

“O processo de seleção do Representa é focado nas histórias de vida dos candidatos por isso, não exige conhecimento técnico prévio para nenhuma das áreas e nem experiência profissional anterior”, afirma Illana Kern, Gerente de Desenvolvimento de Gente. 

“O programa não conta com restrição de cursos ou instituições de ensino e não é necessário ter experiência profissional anterior e nem conhecimento da língua inglesa, filtros comuns em processos seletivos que aumentam a desigualdade”.  pontua Illana Kern, Gerente de Desenvolvimento de Gente

Os candidatos que entrarem no programa vão contar com curso de inglês custeado pela companhia e programa de mentoria com líderes da empresa para desenvolvimento de trilha de carreira, além de bolsa auxílio, salário extra no primeiro mês de trabalho, vale-refeição ou alimentação e vale-transporte.

“Buscamos gente que erra, aprende e tenta de novo. Gente que escute e aprenda com nossos consumidores, pontos de venda e parceiros. Gente que sonha e que questiona. Gente que, acima de qualquer coisa, é autêntica e vai crescer no ritmo de seu talento”, finaliza Illana.

O Representa é parte do programa #AmbevMeContrata, que está selecionando mais de 300 jovens entre estagiários e trainees com os mais diversos perfis e habilidades por meio de um processo com critérios mais inclusivos e 100% online.

Estudantes de qualquer instituição de ensino superior com graduação prevista de dezembro de 2021 até agosto de 2023, em cursos de tecnólogo, bacharelado ou licenciatura podem se inscrever.

O prazo das inscrições é até 12 de abril no link

Giras de conversas, vivências e sarau com artistas de países africanos acontecem na edição online do ‘Festival Afrikanse’

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Foto: Reprodução

O Festival Afrikanse que celebra, divulga e valoriza a cultura de matriz africana se realizará por meio de transmissão via plataformas digitais, entre 13 e 18 de abril, o festival exalta às expressões culturais de dois continentes. Com personalidades do Brasil, Angola, Camarões e Senegal, entre outros países, a programação contempla atividades variadas para o público, como giras de conversa, vivências artísticas e o tradicional Sarau Afrikanse. 

O evento, organizado por Ermi Panzo (Angola) e Rita Teles (Brasil), busca gerar protagonismo ao legado ancestral e diaspórico tanto nas atrações para o público quanto nos bastidores do evento, totalmente conduzido por profissionais negros e balizado por um intenso trabalho de mapeamento e conexão entre artistas e pensadores. “Há um contexto político na realização e seleção dos artistas e dos demais profissionais que participam do festival”, conta Rita, que defende a iniciativa como um fator de empoderamento. Panzo destaca que “alguns destes artistas, africanos residentes no Brasil, enfrentam de várias formas um preconceito velado quanto à sua situação de imigrantes. É preciso desfazer este paradigma”. 

A abertura dessa conexão África + Brasil será marcada por gira de conversa, e destacará as figuras femininas na cultura de matriz africana e contará com a participação de presenças notáveis, como Nega Duda (Brasil), Melanito Byouz (Camarões), Dona Jacira (Brasil) e Dona Engracia (Angola). No segundo dia da programação, é a vez da gira “Conexão Artes Visuais” com os artistas Mumpasi Meso (República Democrática do Congo), François Muleka (Brasil) e Jesse Jane (Moçambique).

A moda é assunto da gira “Estética e Resistência”, que reunirá profissionais do setor para um debate sobre empoderamento e valorização do segmento em vestuário e estilo. Participam dessa gira Nana Milumbe (Brasil), Tekasala (Angola), Hanayrá Negreiros (Brasil) e Tchiloya Vagnaide (Angola).

A atividade literária não poderia ficar de fora do evento, e esta será tema da gira de conversa “Narrativas Literárias”, que ocorrerá em 16/4 com as participações de Akins Kinté (Brasil) e Kunta Kinté (Senegal). Neste encontro os artistas compartilharão similaridades em seus processos de criação artística da palavra falada e da palavra cantada (ritmo + poesia).

O penúltimo dia da programação está reservado para uma vivência entre criadores de tendências e influenciadores sobre novas formas de pensar e revisitar as diversas culturas das áfricas na diáspora contemporânea com a participação de Mister Prav (Benin), Ndeye Fatou Ndiaye (Brasil-Senegal) e Vensan Iala (Guiné Bissau).

O último dia de festival levará ao público o tradicional Sarau Afrikanse. O espetáculo multilinguagem, apresentado pela artista e ativista de direitos humanos Prudence Kalambay (República Democrática do Congo), contará com a participação de renomados artistas africanos já estabelecidos na diáspora brasileira: Fanta Konaté (Guiné Conacri), Ermi Panzo (Angola), Daphney Mapaseka Tukisi (África do Sul), Vocal Kuimba (Angola), Tyno Val (Togo), Vindas d´África (Cabo Verde e Angola), Jessica Areias (Angola) e outros.

Convidados: Prudence Kalambay (República Democrática do Congo), Fanta Konaté (Guiné Conacri), Ermi Panzo (Angola), Daphney Mapaseka Tukisi (África do Sul), Vocal Kuimba (Angola), Tyno Val (Togo), Vindas d´África (Cabo Verde e Angola), Jessica Areias (Angola) e outros.

As transmissões do Festival Afrikanse ocorrerão simultaneamente via página do Facebook da Núcleo Coletivo Das Artes e também no canal do YouTube das Edições Afrikanse.        

Confira a programação:

As Mamas – Mulheres em Conexão – 13/4, às 16h

Com Nega Duda (Brasil), Melanito Byouz (Camarões), Dona Jacira (Brasil) e Dona Engracia. (Angola)

Conexão Artes Visuais – 14/4, às 16h 

Com Mumpasi Meso (República Democrática do Congo), François Muleka (Brasil) e Jesse Jane (Moçambique)

Estética e Resistência – 15/4, às 16h

Com Nana Milumbe (Brasil) Tekasala (Angola), Hanayra Negreiros (Brasil) e Tchiloya Vagnaide (Angola)

Narrativas Literárias – 16/4, às 16h

Com Akins Kinté (Brasil) e Kunta Kinté (Senegal)

Rotas Contemporâneas – 17/4, às 16h

Com Mister Prav (Benin), Ndeye Fatou Ndiaye (Brasil-Senegal) e Vensan Iala (Guiné Bissau)

Sarau Afrikanse – 18/4, às 16h

Luedji Luna apresenta seu novo álbum “Bom mesmo é estar debaixo d’água” no MIMO digital

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Imagem: Divulgação

Um dos eventos mais tradicionais durante 16 anos, ocupando espaços do patrimônio cultural de cidades históricas do Brasil e da Europa, terá uma edição especial em 2021, online e gratuito.

Shows inéditos e exclusivos, filmes, palestras e workshops serão transmitidos pelo canal do MIMO Festival no YouTube. O festival dedicará um dia de evento para cada cidade que faz parte de seu roteiro presencial: o MIMO São Paulo acontecerá no dia 26 de março (sexta), o MIMO Rio de Janeiro em 27 de março (sábado) e o MIMO Olinda em 28 de março (domingo).

Luedji começou a compor suas canções aos 17 anos, onde já cantava informalmente em bares da sua cidade natal. No ano de 2007 foi aprovada no vestibular e ingressou no curso de Direito, da Universidade do Estado da Bahia. Apesar disto, optou por não exercer a profissão para dedicar-se exclusivamente a música e disse que estava extremamente feliz pela oportunidade de apresentar seu álbum em um festival tão importante como o MIMO.

“Estou muito feliz em apresentar o show do meu disco novo no MIMO. “Bom mesmo é estar debaixo d’água” foi lançado durante a pandemia e não tivemos condições de fazer os shows e turnê de lançamento como planejavamos. Por isso escolhemos alguns momentos especiais para apresentá-lo virtualmente, em lives.” Explicou ela.

“Espero muito pelo momento da retomada dos shows presenciais após a vacinação da população para completar o ciclo deste trabalho em contato olho no olho com o público.” Completou.

No line-up, abrindo as apresentações do primeiro dia, Duda Brack, artista que já foi eleita pela crítica como artista revelação, traz estrutura e signos do pop de forma totalmente oxigenada. A paulista Cida Moreira aproveita o momento para lançar em primeira mão o álbum “Um copo de veneno”, entre outras atrações.

Além das atrações musicais, o evento contará ainda com Workshops, levando conceitos técnicos da área musical, e o Fórum de Ideias, trazendo nomes de peso e temáticas atuais relevantes para o debate.

Através da Lei Aldir Blanc, o MIMO São Paulo é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O MIMO Olinda é uma realização do Governo do Estado de Pernambuco. O MIMO Rio de Janeiro é uma realização do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, com patrocínio Estacio, Trem do Corcovado e Windsor Hotéis.

O festival já realizou mais de 500 concertos, como as apresentações memoráveis dos artistas Philip Glass, Chick Corea, Herbie Hancock, Pat Metheny, Buena Vista Social Club, Gotan Project, Jacob Collier, Goran Bregovic, Emir Kusturica, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Nelson Freire, Naná Vasconcelos, entre muitos outros grandes nomes.

Senador propõe lei que veta aborto em caso de violência sexual e dá auxílio financeiro a vítimas

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Foto: Reprodução/Internet

O projeto de lei que seria votado essa semana prevê a criação do “Estatuto da Gestante” se aprovada, a PL tira o direito ao aborto legal em casos de gestação que coloca em risco a vida da mulher, sendo em casos de estupro e quando o feto é anencéfalo, direito que mulheres brasileiras obtiveram na Justiça.

O PL 5435/2020 criado pelo senador Eduardo Girão pretende criar um auxílio para as mulheres vítimas de estupro, o auxílio serviria para incentiva-las a gerarem o feto fruto da violência sexual. Segundo Girão, a mulher receberá “suporte subsidiário que assegure o nascimento da criança concebida”

A proposta foi apelidada pelas ativistas dos direitos das mulheres como “Bolsa estupro” em que a mulher aceitaria gerar uma criança pelo valor de um salário mínimo durante 18 anos. O caso gerou repercussões negativas nas redes socias

Mulheres negras são as maiores vítimas de estupro no Brasil:

Segundo dados do Sistema Único de Saúde em estudo realizado pela Rede de Observatórios da Segurança de 2009 a 2017 mulheres negras sofreram 73% dos casos de violência sexual registrados no Brasil, enquanto as mulheres brancas foram vítimas em 12,8%. 

Já de acordo com dados referentes ao primeiro semestre de 2020, o percentual das mulheres negras vítimas de estupro foi de 52%. O levantamento foi realizado pelo Monitor da Violência, em parceria com G1, Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo informações do “O Globo” A senadora Simone Tebet (MDB-MS) ainda está trabalhando na criação de um substitutivo para o texto original e disse que não há previsão de quando a proposta entrará na pauta do plenário do Senado.

Segundo a senadora, o novo texto ainda está em elaboração e será criado para apresentar um contexto de normas gerais de proteção às gestantes, para eventualmente criar leis referentes ao atendimento humanizado, à amamentação e à atenção psicológica a mulheres que acabaram de dar à luz. Segundo ela, o incuirá aborto.

“Não temos o texto pronto ainda, mas não podemos trabalhar em cima do texto original porque ele já não existe mais” disse Simone, que garantiu que o texto do senador Eduardo Girão não será levado ao plenário. “De forma alguma.”

Ficará de fora do texto da senadora o auxílio financeiro a gestante vítima de estupro proposto por Girão. 

O assunto ficou entre os mais falados do twitter na última terça-feira (23) Confira a reação dos internautas sobre o assunto:

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