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Residente em Paris, engenheiro negro brasileiro lança o primeiro livro a analisar futura Rede 6G

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Foto: reprodução/Arquivo pessoal

Paulo Sérgio Henrique Rufino, engenheiro brasileiro lança junto ao Professor Doutor Ramjee Prasad6G – A estrada para a futura rede sem fio em 2030 ”, o primeiro livro a analisar a futura Rede 6G, que tem previsão de implementação global a partir de 2030.  

Apesar do 5G ainda não estar a pleno vapor, a próxima tecnologia já está sendo pensada e desenvolvida.  Se estipula que o planejamento do serviço de novas redes leve em média 10 anos.

. A Rede 6G causará mudanças radicais em todos os aspectos da relação do homem com a tecnologia. Esse é o tema que norteia o livro escrito pelo engenheiro e doutorando brasileiro Paulo Sergio Rufino Henrique e o Professor Doutor Ramjee Prasad. 

Paulo Sérgio é engenheiro elétrico brasileiro formado pela FESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo) e pós-graduado em rede 5G pela Universidade Brunel de Londres. Atualmente, ele é doutorando sobre a Futura Rede 6G, no Departamento CTIF Global Capsule na Universidade de Aarhus,na Dinamarca e trabalha na Spideo de Paris como Chefe de Operações e Integrações. Prasad é professor de tecnologias futuras para inovação do ecossistema empresarial na Universidade Aarhus, na Dinamarca.  

Paulo Sérgio com resultado de sua pesquisa (Imagem: acervo pessoal)

Os autores explicam, baseado em pesquisas científicas, a diferença entre as redes de celulares desenvolvidas até hoje, entre as antigas e as contemporâneas, detalhando quais intenções principais para suas funcionalidades, que vão além de simplesmente assistir a um filme no streaming sem travar. 

O 6G possibilitará a integração de cidades inteligentes, desde uma megalópole como São Paulo até um lugar menor como Ribeirão Preto ou os confins da Nova Zelândia. Para que se possa chegar ao padrão esperado de velocidade de conexão 1 TB (terabyte) por segundo e frequência na faixa dos terahertz (THz). Essa velocidade, hoje ainda impossível, possibilitará comunicações holográficas e em 3D em tempo real.  

Novas tecnologias serão criadas para distribuir o poder do 6G e países como a China já vem testando as próximas possibilidades. Outros tópicos abordados no livro de Paulo Sérgio e Prasad são as comunicações ópticas sem fio (transmissão de dados sem o uso de cabos), o rádio holográfico, além de futuras demandas que serão criadas com o surgimento de novas pesquisas do 6G.  

Em “6G – A estrada para a futura rede sem fio em 2030” os autores também abordam o conceito de ‘Sociedade 5.0’ (um modelo de organização social em que tecnologias como inteligência artificial e internet das coisas são usadas solucionar as necessidades humanas). A intenção é melhorar significativamente a vida da população. 

Ter Paulo Sergio Rufino Henrique, um engenheiro brasileiro negro como pioneiro no entendimento da nova tecnologia pode ser indício de que o 6G, de fato traga uma nova era para solucionar a qualidade de vida de diversos setores da população mundial. Até 2030 poderemos conferir

Com a música “Dilúvio”, a rapper Karol Conká tem o melhor lançamento da carreira no Spotify

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Foto: divulgação/Dilúvio

Pela primeira vez, um lançamento de Karol Conká entra no chart, o single “Dilúvio” lançado na grande final do Big Brother Brasil foi considerado o melhor lançamento da rapper e alcançou a 43º posição no Spotify, ficando na frente de artistas como The Weeknd, Jorge & Mateus, Mc Livinho, Bruno Mars, e outros.

Nas primeiras 24 horas “Dilúvio” já contava com mais de 200 mil reproduções na plataforma. Nas redes sociais, o retorno de Karol ao BBB21 se tornou um dos assuntos mais falados, no Twitter, a rapper dominou 4 TTs  #2 Karol (140k) | #11 Mamacita (90K) | #23 Jaque | #26 Dilúvio

“Só mais um dia de luta (ah ah)
Depois do dilúvio (uh uh uh)“, diz a música que marca o recomeço da rapper.

Animação para proteger meninas negras do racismo e bullying na internet é lançada

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Imagem: Bruna Bandeira

O Geledés, Instituto da Mulher Negra, anunciou com o apoio da SaferNet, ONG referência na defesa e na promoção dos direitos humanos na internet, e do Instagram, o lançamento de Racismo e Bullying: Como proteger jovens negras?’,  uma nova série de animação sobre as formas de discriminação que jovens negras sofrem e o impacto em suas vidas.

Com o objetivo de educar e fomentar a discussão sobre o tema, a série, ilustrada por Bruna Bandeira, dirigida por Day Rodrigues e produzida pela agência Mutato, será protagonizada por Guta, uma menina negra de 13 anos que sonha em ser cineasta e guiará conversas com diferentes especialistas sobre como combater bullying e racismo, além de oferecer dicas de como meninas negras podem se proteger no Instagram e ter uma experiência mais segura e positiva na rede. 

“Racismo é uma violência sistêmica, uma violência de apagamento dos corpos não brancos. Ele acontece desde o momento que a gente não tem uma memória das resistências negras, a partir do momento em que simbolicamente somos violentados em relação à religião de matriz africana, festas e culturas populares. Tudo isso inclui o racismo, principalmente a animalização dos corpos negros, da criação de estereótipos e de um lugar que não leva a consideração à humanidade e sim a violência.” Explica Day Rodrigues, diferenciando do que seria o bullying.

“O bullying é direcionado a alguém , não tá envolvido em um todo, tem a ver com um individuo e não a origem racial da pessoa.” Completa ela.   

A série contará com três vídeos que serão publicados durante todo o mês de abril no canal do IGTV do Portal Geledés e sua primeira apresentação ocorreu no dia nacional contra o Bullying, que segundo a diretora do projeto, tem uma grande diferença com o racismo e que deve ser reconhecida pela população.

A série em forma de IGTV conta com a animação feita por Bruna Bandeira, mulher preta e ilustradora, criadora da página “Imagine e Desenhe”, na qual fala com muito orgulho sobre ela. “A Imagine e Desenhe é uma rede de apoio. Sem tabus, onde pessoas se comunicam, trocam informações e se ajudam a todo momento. É onde refletimos que se a luta não for por todos, não estará sendo por nenhum de nós!” Explicou Bruna

Festival Fixe celebra o Dia Internacional da Língua Portuguesa

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Para celebrar o Dia Internacional da Língua Portuguesa  (5 de maio)será realizado entre os dias 5 e 9 de  maio a primeira edição do Festival FIXE (lê-se fiche), evento enaltece a cultura lusófona. A programação oferece atividades gratuitas e online de diferentes linguagens como música, cinema, moda, literatura, teatro, gastronomia e artes visuais representando países de países que tem o português como língua oficial como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal, Cabo Verde e Brasil.

Na moda, estilistas contextualizam a origem das capulanas na África. Sobre cinema, já na sexta-feira (7), conversa com o ator e diretor de cinema luso-guineano Welket Bungué com mediação da cineasta Joyce Prado.

Algumas indicaçoes de literatura lusófona que o Festival Fixe oferece (Imagem: divulgação)

Entre dezenas de atrações o público poderá ver palestras e performances da cantora moçambicana radicada em Portugal Selma Uamusse, o escritor e músico angolano Kalaf Epalanga e a chef de cozinha e pesquisadora baiana Aline Chermoula. O evento também conta com apresentações musicais de Marissol Mwaba, Rico Dalassam, Kunumi MC, Amaura , Pedro Mafama , Zudizilla, entre outros.

Para os fãs de cinema que querem conhecer mais da produção lusófona, uma das atrações é a mostra de cinema, com 15 filmes produzidos em Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Cabo Verde. A plataforma Todesplay manterá os filmes disponíveis gratuitamente até o dia 20 de maio.

Toda a programação está disponível no site oficial do evento.

O designer gráfico e ilustrador Willian Santiago morre aos 30 anos, vítima da Covid 19

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Na noite da última terça-feira (4), morreu o artista Willian Santiago (30) em decorrência de complicações da Covid_19. Santiago estava internado há pelo menos um mês em um hospital de Londrina, no Paraná.

Em declaração à Folha de Londrina, o amigo e fotógrafo do designer gráfico, Guilherme Benites disse que “Willian piorou muito no domingo e sofreu uma parada cardíaca por volta de 20h15 da última terça-feira

Willian era artista reconhecido internacionalmente e tinha vencido o prêmio Jabuti em 2017 pela arte feita no projeto “Kidsbook Itaú Criança”. Em sua última postagem no Instagram, exibia com orgulho a capa do livro “Visão das Plantas” escrito pela angolana Djaimilia Pereira de Almeida, romance que fala de um passado sombrio compartilhado por África, Portugal e Brasil. O artista trabalhou com marcas como Netslé, Itaú, Natura e Sesc.

A Visão das Plantas' imagina capitão de navio negreiro impune e rodeado de  flores - 26/03/2021 - Ilustrada - Folha
Arte de “A Visão das Plantas” feita por Willian Santiago

Willian também foi ilustrador do primeiro livro infantil escrito pelo aclamado cronista Luis Fernando Verissimo,”O Sétimo Gato”. Em 2010 ilustrou a capa do livro “Mockingbird”, de Kathryn Eskine, sobre os massacres na Virginia Tech University, em 2002. O livro ganhou os prêmios National Book Award de Literatura Juvenil, Golden Kite Award de Ficção.

Willian nasceu em Londrina e se formou na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Suas obras são marcadas pelas cores vibrantes que remetiam á temas muit brasileiros.

Entre as personalidades que prestaram homenagens estão o ator Paulo Vieira, a roteirista Renata Corrêa e a cartunista Laerte Coutinho.

Google e Fundo Baobá vão apoiar ONGs com foco em equidade racial e justiça com R$1 milhão

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Foto: divulgação/Baoba

Hoje, (5) o Fundo Baobá para Equidade Racial, com apoio do Google.org, braço filantrópico do Google, lança o edital “Vidas Negras: Dignidade e Justiça” para apoiar ONGs negras que atuam no enfrentamento do racismo, da violência racial e incorreções que ocorrem no sistema de Justiça Criminal no Brasil.

Por meio do edital, a iniciativa vai selecionar 10 instituições filantrópicas brasileiras e apoiá-las com R﹩ 100 mil para cada e, assim, garantir a execução de projetos que viabilizem ações de enfrentamento a esses problemas.

Além do apoio financeiro, cada uma das 10 entidades receberá suporte técnico para o fortalecimento institucional das organizações, participarão de jornadas formativas. As lideranças das entidades selecionadas receberão, de forma virtual, capacitação e ferramentas de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de projetos, captação de recursos, entre outros temas importantes para o fortalecimento institucional.

As organizações interessadas devem apresentar suas propostas para um dos temas a seguir:

a) Enfrentamento à violência racial sistêmica;

b) Proteção comunitária e promoção da equidade racial;

c) Enfrentamento ao encarceramento em massa entre adultos e jovens negros e redução da idade penal para adolescentes;

d) Reparação para vítimas e sobreviventes de injustiças criminais com viés racial.

As inscrições poderão ser feitas a partir de 05 de maio até de junho, às 23h59 (horário de Brasília) no site do Fundo Baobá para Equidade Racial .

Enfrentamento ao racismo

“No ano em que o Fundo Baobá celebra 10 anos de existência, o lançamento do Programa Equidade Racial e Justiça e deste edital é uma oportunidade para a comunidade negra intervir em alguns efeitos e promover mudanças positivas. Apenas as ações de políticas públicas não têm sido suficientes para conter a crescente escalada de violências e outras violações de direitos que assolam a população negra brasileira”, diz Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá.

A ação filantrópica financiada por Google.org e liderada pelo Fundo Baobá voltada para grupos coletivos negros, organizações e movimentos sociais também negros, é resultado de um esforço coletivo para o enfrentamento ao racismo e promoção da equidade racial. O edital Vidas Negras: Dignidade e Justiça será mais uma oportunidade de a população negra fortalecer estratégias de ativismo e resistência frente às injustiças raciais recorrentes, envolvendo e engajando comunidades, vítimas, sobreviventes e aliados.

“Injustiças raciais provocam marcas e traumas que estarão sempre presentes na vida das vítimas, de seus familiares, de suas comunidades. Isso jamais poderá ser completamente reparado. Mas, em muitos casos, poderá ser evitado”, completa a diretora executiva do Fundo Baobá, Selma Moreira.

Em 2020, o CEO do Google e da Alphabet, Sundar Pichai, reafirmou a importância de se reconhecer o racismo como um problema global e reforçou o compromisso de colaborar com o trabalho de organizações atuantes no combate ao racismo e a desigualdade em países como o Brasil. O Google.org anunciou então a destinação de US﹩ 500 mil (cerca de R﹩ 2,5 milhões) em doações para organizações sem fins lucrativos que trabalham para promover a justiça racial no país.

O Fundo Baobá foi uma das entidades contempladas pelo Google.org no Brasil por meio de recurso que seria utilizado para a seleção e apoio continuado a organizações de todos os estados brasileiros com foco no enfrentamento ao racismo em suas regiões de atuação.

“Temos um compromisso global por equidade racial e inclusão que no Google se traduz em ações internas e externas, seja adotando medidas para aumentar a representatividade negra em cargos de liderança em nossa empresa, seja apoiando o trabalho de organizações que lutam contra o racismo e a desigualdade”, diz Flavia Garcia, head de Diversidade, Igualdade e Inclusão no Google para América Latina e Canadá. “Com esse apoio, queremos promover mudanças que sejam significativas e duradouras pela equidade racial no Brasil, ampliando o alcance do legado de transformação social das organizações negras a serem financiadas por meio do Fundo Baobá”.

Além do Fundo Baobá, o Google.org destinou US﹩ 100 mil para o Núcleo de Pesquisa em Justiça Racial e Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), liderado pelos professores Thiago Amparo e Marta Machado, com o objetivo de melhorar a coleta de informações sobre o estado da justiça racial no Brasil, a partir da análise de estudos de caso, dados e visualização das dimensões raciais da violência policial no Brasil.

Sobre o Fundo Baobá

O Fundo Baobá para Equidade Racial é o primeiro e único fundo dedicado exclusivamente à promoção da equidade racial para a população negra no Brasil. Criado em 2011, o Fundo Baobá é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo mobilizar pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para o apoio a projetos e ações pró-equidade racial para a população negra. O Fundo Baobá prioriza apoio a iniciativas negras alinhadas a outros três eixos programáticos: educação; desenvolvimento econômico; comunicação e memória. A missão do Baobá é o desenvolvimento de uma agenda filantrópica para a promoção da equidade racial para a população negra calcada em valores como ética, efetividade na gestão e transparência. O Baobá faz parte da Rede de Filantropia para Justiça Social.

Sobre o Google.org

O braço filantrópico do Google apoia organizações sem fins lucrativos voltadas a questões humanitárias e aplicam inovação escalável e orientada por dados para solucionar os maiores desafios do mundo. Aceleramos seus progressos conectando-as a uma combinação única de apoio que inclui financiamento, produtos e conhecimentos técnicos de voluntários do Google. Buscamos nos envolver com as pessoas que fazem acontecer, causando impacto positivo para as comunidades que representam, e cujo trabalho tem potencial de produzir mudanças significativas. Queremos um mundo que funcione para todos – e acreditamos que tecnologia e inovação são peças fundamentais para este objetivo.

“O que pra eles é errado, para nós é conto de fadas”, diz Orochi em nova música sobre seu relacionamento

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Foto: reprodução/Instagram

No último ano, o rapper Orochi dono da música “Amor de Fim de Noite” recebeu diversas críticas ao anunciar o seu namoro com a blogueira Lara. A crítica partiu do fato do cantor em suas letras de rapper enaltecer mulheres negras, enquanto na vida pessoal só foi visto se relacionando com mulheres brancas.

No trecho de uma das músicas mencionadas, o rapper diz “Minha pequena deusa africana, adoro sua vibe espontânea” e ao ser questionado sobre a letra em uma foto com a namorada loira, o rapper respondeu: “na África só tem preta ?”

Em sua defesa, o rapper disse que quando escreveu “Amor de Fim de Noite” ele se relacionava com uma mulher negra:

“Vários dizendo que meu discurso é ‘desonesto’ ou que eu me aproveito da mulher preta para ganhar dinheiro na música e namoro uma branca. Mas muitos não sabem que a música ‘Amor de Fim de Noite’ foi lançada dia 3 de outubro, e eu namorava com uma preta quando fiz”, postou em suas redes sociais.

Mas a explicação não foi bem recebida, pois em outro momento o rapper teria dito que estava solteiro quando escreveu o rap: 

Além disso, alguns fãs questionaram o fato dessa mulher negra que ele supostamente dedicou o rap nunca ter sido vista com o cantor, e insinuaram que ele não a assumiu:

Em “Sobre Nós” o rapper decidiu rebater as críticas sobre o seu relacionamento, Orochi aparece ao lado de sua namorada trocando carinhos e canta:

 “O que pra eles é errado, para nós é conto e de fadas” “elas julgam você porque queriam estar aqui” “elas todas montadas e você toda gostosa” como resposta para aqueles que o acusaram de ser ‘palmiteiro’ e usar mulheres negras para hitar as músicas.

Em outros momentos o rapper já falou sobre “Palmitagem” e disse que “Esse bagulho é mó escroto” e que “O amor não deve ser questionado”. O rapper classificou as críticas como inveja e preconceito.

https://www.instagram.com/p/COd1n8WH8yL/

Testemunha do caso Miguel é ouvida sem os advogados da mãe do menino estarem presentes

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Imagem/Diário de Pernambuco

Mirtes Renata, mãe de Menino Miguel, que faleceu após cair de um prédio de luxo em Recife sob os cuidados da patroa dela, não foi informada da audiência com testemunha do caso da morte de seu filho e pediu uma anulação da audição.

A testemunha, que não será revelada para não atrapalhar as informações da investigação, foi ouvida com a presença apenas dos advogados de Sarí Corte Real e do representante do Ministério Público, sem a presença do representante da vítima, o advogado de Mirtes.

Mirtes Renata Santana de Souza, que era empregada doméstica no prédio em que o seu filho faleceu, protocolou na segunda-feira (03) um pedido de anulação da audição de uma testemunha do caso, ela quer saber o motivo que deu para que a testemunha seja ouvida sem a presença de seus advogados.

Trata-se de uma testemunha que seria ouvida na Comarca de Tracunhaém/PE. Apesar de os advogados de Mirtes terem requerido, reiteradamente, informações acerca das distribuições das cartas precatórias para participar das audiências de instrução nas referidas comarcas, a escuta da testemunha acabou ocorrendo sem que fossem notificados.

Como o ocorrido aconteceu sem que Mirtes e seus advogados sequer fossem informados da data e tendo como os únicos advogados presentes no ato os de Sarí Corte Real, que responde ao processo por abandono de incapaz com resultado morte, e o representante do Ministério Público, a mãe está tentando comprovar ilegalidade na última oitiva.

“O fato gera nulidade processual, ou seja, invalida essa audição de acordo com o artigo 564 do Código de Processo Penal, uma vez que é direito da própria mãe de Miguel, representada por meio de seus advogados, realizar perguntas às testemunhas do caso. Com isso, a oitiva das testemunhas deixa de ser imparcial, favorecendo apenas a uma das partes, que, no caso, é a da acusada, a esposa do ex-prefeito de uma das cidades de Pernambuco, Tamandaré.” Informa uma nota oficial para a imprensa de seus advogados.

O fato demonstra as dificuldades diárias de acesso à justiça e os entraves enfrentados por Mirtes para conseguir a responsabilização efetiva de Sari. A morte de Miguel completará 1 ano no dia 2 de junho de 2021, sem que a fase inicial do processo tenha sido encerrada.

Livro “Ayo e as Formiguinhas” busca reforçar o senso de pertencimento e representatividade de crianças negras

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A educadora Tamiris Feereira e sua criação, Ayo (Imagem: acervo pessoal)

A construção da subjetividade negra passa pela quantidade e qualidade da representatividade com que esse indivíduo vai interagir. Na produção de literatura brasileira temos um espelhamento dos anos de colonização europeia, com perpetuação de um padrão eurocêntrico. Pensando em desconstruir isso, a educadora e graduanda em pedagogia pela USP, Tamiris Ferreira, 32 anos, criou a personagem Ayo, que é protagonista do livro “Ayo e as Formiguinhas”. 

Ayo é uma menina preta retinta, de cabelos crespos e que usa birotes (vários coquezinhos), muito esperta, inspirada na filha de 7 anos da autora. Com a constatação de uma lacuna na grade curricular em relação à temas étnico-raciais, Tamiris se sentiu compelida a criar um projeto que suprisse parte desse vácuo. “Desenvolvi durante a pandemia um projeto solo de Educação Afrocentrada, o Xirê de Quintal. E desse Quintal, nasceu Ayo”, explica a educadora. 

Tamires Ferreira explica que a palavra “xirê” tem origem Yorubá, que significa brincadeira, dança, roda, celebração. “Essa escolha vem da ideia de que os nossos quintais são esse lugar festivo, da reunião com os familiares, com os amigos”,diz a criadora de Ayo. 

Tal como “Jeremias – Pele”, de Jefferson Costa e Rafael Calça, Ayo vem como mais uma carismática personagem preta para que pais possam reforçar “uma narrativa educativa, divertida e resgata o senso de pertencimento identitário ao apresentar personagens que se parecem com toda criança negra”, como explicado na descrição da campanha do livro no Catarse.

Sobre a negligência com que as crianças pretas são retratadas na indústria cultural, a autora propõe um exercício interessante: “Na sua infância quantos personagens você admirava e que se pareciam com você? Se você levar muito tempo pra responder, ou não conseguir encher os dedos de uma única mão é sinal de que a mídia e os meios de produção capitalista não se preocuparam em levar às prateleiras produtos que te representassem”, propõe. 

Para que o projeto fosse levado adiante, Tamiris se juntou ao designer gráfico Igor Furqan e ao ilustrador Oberon Bienner, o Oberas. Furgan diz que enxerga as crianças negras com mais autoestima hoje do que antes, talvez resultado dos movimentos de afirmação da identidade negra, o que reforça a importância de se ter cada vez mais personagens e profissionais pretos construindo para o público preto.

“Eu aprendi sobre minha negritude à princípio com o rap. Claro, com situações que eu passei desde novo, com situações que meus parentes compartilhavam, mas a autoafirmação veio por meio do rap”, explica o designer. 

O designer gráfico Igor Furqan (Imagem: acervo pessoal)

Oberas se sentiu atraído pela oportunidade de criar para um projeto que falasse de representatividade para crianças negras e que conversasse com o que já produzia. “O que me chamou atenção foi a originalidade do livro, a proposta afrocentrada e também o fato de eu ter essa vontade de fazer algum trabalho voltado para o público infantil a tempos”, explicou. Crescendo lendo HQs do Pantera Negra e assistindo ao Lanterna Verde John Stewart de Liga da Justiça, Oberas levou os conceitos de representatividade para seu trabalho, o que chamou atenção de Tami. Com a equipe formada bastava refinar ideias a respeito da divulgação e concepção visual da obra.

Tamiris, Oberas e Igor criaram juntos os termos da campanha no Catarse, que envolve, além do livro físico, brindes como, livro digital, áudiobook, kit para colorir, agradecimentos, marca páginas, pôster, camiseta, variando de acordo com a contribuição dos participantes. Igor elaborou o orçamento. Escolhendo a gráfica mais em conta. “A partir daí, o primeiro pensamento foi que o ideal seria encaixar tudo (e quando digo tudo é o valor do nosso trabalho, os brindes, os fretes e a porcentagem do Catarse) no dobro disso”, explicou. 

O ilustrador Oberas (Imagem: acervo pessoal)

Para o futuro a intenção dos envolvidos no projeto é disponibilizar “Ayo e as Formiguinhas” para o público geral, de preferência distribuída por uma editora voltada ao público preto e, quem sabe, uma possível animação.” Eu penso em continuação sim, mas antes quero ver meu primeiro livro infantil como autora nas mãos de muitas crianças pretinhas. E sem dúvida pras continuações esse time está junto comigo”, afirma Tamiris. . 

Como parte da ação de campanha, Tamiris, Oberas e Igor lançaram um manual de brincadeiras africanas ilustradas como ação de divulgação pra campanha. Para receber de forma gratuita, basta procurar pelo Xire de Quintal no Instagram.

Documentário sobre feminismo negro e série com heroína negra fazem parte da nova programação da Wolo TV

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Foto: reprodução/Punho Negro

A partir da segunda semana de maio, a Wolo TV inicia uma nova fase da plataforma com um catálogo inédito que tem como objetivo adaptar o telespectador a consumir conteúdo preto nacional. Os conteúdos estarão disponíveis gratuitamente após o próximo domingo, dia (8).

Em entrevista concedida a nossa editora-chefe Silvia Nascimento, Licionio Janurário CCO da Wolo TV falou sobre as mudanças e contou as suas expectativas para a nova fase que segundo ele, é uma fase de “fomentação de público” que a plataforma enfrentará.

“A gente quer ser uma das maiores telas de exibição e distribuição de dramaturgia preta no Brasil e América Latina. E a gente quer fazer isso gradativamente.” disse Licionio 

Licionio Janurário também explicou sobre a dificuldade que as produções pretas têm de atingir a grande massa, para além dos festivais:

“Tem muitos filmes pretos que foram pra festivais, mas não chegaram a grande massa, porque a grande massa não está nos festivais. E esses filmes contém a mensagem que a gente que o nosso povo precisa consumir pra se empoderar de fato.” contou o fundador da Wolo TV

Uma das intenções da nova fase da Wolo é trazer visibilidade para criações negras brasileiras e o processo tem envolvido realizadores negros de todo o Brasil:

“A gente quer adquirir esses filmes aos poucos e dar a devida visibilidade a cada um deles. Estamos conversando com realizadores negros do Brasil inteiro e está sendo bem bacana essa troca” completou o fundador.

Confira a programação que compõe a nova fase da plataforma:

Mulheres Negras: Projetos de Mundo

TRAILER - Mulheres Negras: Projetos de Mundo - O Filme - YouTube
Foto: divulgação/Mulheres Negras – Projeto de Mundo

Sinopse: Nove mulheres, muitas vozes do presente, sem perder as referências do passado. Através de vivências e reflexões, o documentário levanta questões e instiga em poéticas as minúcias do que é ser mulher negra no Brasil.

Gênero: Documentário 

Legenda:  EN

Ano: 2016

País: Brasil

Elenco Principal: Djamila Ribeiro, Ana Paula Correia, Aldenir Dida Dias, Preta Rara, Nenessurreal, Francinete Loiola, Luana Hansen, Monique Evelle e Andreia Alves.

Direção: Day Rodrigues e Lucas Ogasawara

Roteiro: Lucas Ogasawara

A Mulher no Fim do Mundo

Foto: reprodução/ A Mulher no Fim do Mundo

Sinopse: Benedita e a garota Lua, duas mulheres negras que viram o velho mundo sucumbir, são agora as únicas sobreviventes. Benedita, enrijecida pelos processos dolorosos de silenciamento, tenta proteger Lua, uma criança curiosa que quer fazer um pequeno rádio funcionar para tentar conexão com outros possíveis sobreviventes. Entre os cacos do fim do mundo e o medo da solidão, Benedita encontra nas águas transatlânticas a resiliência necessária para continuar. 

Gênero: Drama 

Legenda:  EN

Ano: 2019

País: Brasil

Elenco Principal: Tainah Paes, Maria Luiza Apolônio, Adalício batista e Gabriel Moura

Direção: Ana do Carmo e Sérgio Loureiro

Roteiro: Ana do Carmo

 Punho Negro

Sinopse: Tereza Precisa Cuidar da Casa, do marido, dos dois filhos e ainda arranjar tempo para enfrentar vilões e viver sua vida como a justiceira Punho Negro. Conciliar sua carreira de heroína é sempre uma verdadeira batalha.

Gênero: Comédia 

Legenda:  EN, ES, FR

Foto: reprodução/Punho Negro

Ano: 2018

País: Brasil

Elenco Principal: Carol Alves, Heraldo de Deus, Cássia Valle, Raimundo Moura, Jacson Caetano e Isabela Samantha

Direção: Murilo Deolino, Milena Anjos, Carolina Silvério, Lorena Sales

Roteiro: Murilo Deolino, Milena Anjos, Lorena Sales, Camila Carvalho, Heraldo de Deus, Guilherme Alves, Carolina Silvério e Carol Alves

As Aventuras de Amí

Sinopse: Tomar banho? Escovar os dentes? Arrumar o quarto? Por que fazer agora se eu posso brincar mais um pouquinho? Esse é o dilema de Amí, sempre transformando tudo em aventura e fantasia.

Gênero: Infantil / Animação

Legenda:  

Ano: 2018

País: Brasil

Elenco Principal: Ariane Souza, Daniel Farias, Ícaro Vila Nova, Maíra Azevedo

Direção: Igor Souza e Maria Carolina

Roteiro: Igor Souza e Maria Carolina

Preto No Branco

Foto: reprodução/Preto no Branco

Sinopse: Roberto Carlos, 20 anos, jovem negro, encerrou o expediente e corre, em frente ao shopping onde trabalha para não perder o ônibus. Essa é sua versão. Sem que se dê conta é abordado violentamente por dois policiais que o algema e o jogam dentro da viatura. Na delegacia é informado de que foi acusado de ter roubado a bolsa de uma jovem, Isabella. Mais do que isso, ele será reconhecido pela mesma.

Gênero: Filme

Legenda:  EN

Ano: 2014

País: Brasil

Elenco Principal: Marcos Oliveira, Maria Bopp, Carolina Holanda, Taiguara Nazareth e Guilherme Lopes

Direção: Valter Rege

Roteiro: Valter Rege,

Casa da Vó

Sinopse: Teresa, uma avó tecnológica e exímia pagodeira, mora com os seus quatro e divertidos netos em São Paulo, todos buscam conquistar os seus sonhos na Cidade de Pedra, mas para alcançar o que desejam, eles viverão divertidas situações na CASA DA VÓ.

Wolo TV estreia no Brasil com série estrelada por Margareth Menezes | VEJA  SÃO PAULO
Foto: reprodução/Casa da Vó

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