Gratuito e com inscrições limitadas o evento “Negros no Topo” chega a sua segunda edição com o objetivo de empoderar jovens negros que ainda estão na universidade ou têm até dois anos de formação. A ideia do evento promovido pela Grupo Cia de Talentos é que os participantes troquem com profissionais de recursos humanos, informações sobre mercado de trabalho tendo em vista que esse público tem conteúdo da faculdade fresquinho na cabeça, mas não sabe o que virá pela frente.
“Ano passado realizamos a primeira edição do Negros no Topo e recebemos feedbacks positivos de jovens do Brasil que puderam se desenvolver sem sair de casa e gratuitamente. A interação com as empresas também é muito bacana porque conecta as pessoas com os RHs. Acreditamos que é através do desenvolvimento que promovemos mais diversidade e inclusão no mercado de trabalho e é por isso que estamos caminhando para a segunda edição”, comenta Giovanna Mazzeo, head de comunicação e marketing do Grupo Cia de Talentos.
O evento é 100% online e gratuito, exclusivo para pessoas pretas e pardas que estão na universidade ou têm até 2 anos de formados
Os bate-papos deste ano serão sobre inteligência emocional e processo seletivo, os temas mais votados em uma enquete feita nas redes sociais.
A consultora de carreira Tati Venâncio irá tirar dúvidas e dar dicas sobre como se destacar na hora de concorrer a uma vaga. Já a especialista em desenvolvimento Polyana Freitas irá conduzir um workshop sobre inteligência emocional – competência cada vez mais requisitada pelo mercado de trabalho.
Também participam do evento as especialistas em Recursos Humanos Kioma Lelis, da Anbima, e Jéssica Ferreira, da General Eletric.
O evento que acontece no dia 20 de novembro, a partir das 10h, será fechado para que as pessoas selecionadas possam fazer perguntas e interagir com as painelistas. As inscrições estão abertas: https://bit.ly/3pLGIly
A morte precoce da cantora Marília Mendonça , vítima de um acidente aéreo na cidade de Piedade de Caratinga (MG), nessa tarde sexta (5) deixou o Brasil em choque. De acordo com o G1, a Polícia Civil informou que os cinco ocupantes da aeronave morreram –além de Marília, o piloto, o copiloto, o seu produtor Henrique Ribeiro e o seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho.
Nas redes sociais vários artistas lamentam a morte da artista que deixa um filho de 2 anos e uma legião de fãs inconsoláveis. A jornalista Maíra Azevedo, a Tia Má, fez uma reflexão sobre as imprevisibilidade da vida.
“Em instantes tudo pode mudar! Faça planos, mas viva o agora! A partida de Marília Mendonça, no auge, nos deixa com a sensação de que nunca sabemos quando será a nossa despedida”, lamentou Tia Má que complementou: “A sua última imagem foi sorrindo, agradecendo pelos shows que iria fazer”.
Outros artistas negros também postaram sobre a tragédia.
Uma tragédia! Inacreditável! Marília Mendonça foi e é extraordinária! Meus profundos sentimentos!
Nascido em Ipiaú, no interior da Bahia, o criador de conteúdo Hawk Andrade, ou apenas Hawk, como é conhecido nas redes sociais, inovou a forma dos criadores se relacionarem com sua comunidade aqui no Brasil, criando o PixDay. Este dia, nada mais é do que um dia de pagamento, onde os seguidores depositam R$ 0,50 para pagar pelos serviços prestados por Hawk.
Apesar de ter um alcance de mais de um milhão de pessoas, é pouquíssimo procurado pelas empresas para as famosas “publis”, aquelas propagandas feitas por influenciadores. Em pouco mais de um ano, só fechou um pacote publicitário com uma empresa. “Eu tenho recortes sociais bem específicos”, explica Hawk, que apesar de ter números que impressionam e uma presença digital forte em múltiplas plataformas, é um homem negro e deficiente físico. Hoje, o PixDay é 60% da renda dele com a internet, o restante vem da plataforma de financiamento coletivo, venda de produtos e monetização do Youtube.
Mas além de criador do PixDay, Hawk tem uma série de outras facetas menos conhecidas do público, como a infância religiosa, quando se converteu ao Cristianismo e levou até a mãe para a Igreja, a construção de uma masculinidade forjada por figuras femininas e pelo avô, e até o assédio e a diferença entre a visibilidade que recebe na internet e na vida offline.
Conversando com o MUNDO NEGRO, ele abriu esses e outros detalhes de sua vida. Confira!
Como começou a sua carreira de influenciador?
Sou uma pessoa que tenta melhorar em algum nível a vida das pessoas. Esse é o objetivo de 100% do meu trabalho. Deixar a vida das pessoas mais leve e trazer entretenimento. Isso foi o que eu sempre quis fazer, desde sempre. Acompanho o Youtube desde os meus 12 anos e lembro que quando eu vi pela primeira vez eu disse: “é isso que eu quero fazer da minha vida”. Estudei Comunicação Social, não concluí, mas cheguei bem perto e fiz o curso todo com a intenção de trabalhar com o Youtube. Quando meu canal atingiu mil inscritos, eu larguei tudo, larguei meu emprego de editor de vídeos em eventos sociais, larguei a faculdade e fui viver disso.
Como você criou o PixDay e decidiu que não ia trabalhar com marcas?
Eu tenho uma campanha de financiamento coletivo desde os primórdios do canal. É uma parada que no Brasil ainda não é muito difundida, mas lá fora é, dos seguidores apoiarem o criador de conteúdo e pagarem o salário dele. A criação de conteúdo que eu faço é para o público. Eu não gosto de fazer publi, eu acho que, na maioria das vezes, são coisas genéricas, principalmente quando você tem recortes sociais bem específicos, como é o meu caso. Então, receber o apoio da comunidade que é para quem eu produzo, é uma coisa que eu sempre busquei, desde o começo.
Aconteceu que ano passado eu sofri um golpe, o golpe do iPhone, e aí, quando a pessoa que me deu o golpe devolveu o dinheiro, a galera começou uma vaquinha para me dar um iPhone. E foi aí que eu vi que dava para fazer uma coisa maior e criei um evento, no estilo Criança Esperança, com live, comigo atendendo as pessoas, e nesse evento arrecadamos R$ 16 mil, que foi um valor muito absurdo em três dias de campanha, só com a minha comunidade.
Quando chegou este ano, eu recebi numa caixinha de perguntas, uma pessoa se desculpando porque não conseguiria manter o apoio mensal que ela me dava, que era de R$ 10. E eu fiz uma conta mostrando que se todas as pessoas que assistem os meus stories mandassem R$ 0,50 eu ia ter R$ 15 mil por mês. Eu postei essa conta e o meu PIX e desafiei as pessoas a postarem para mostrar que eu estava certo.
Da primeira vez, deu R$ 5 mil. E agora estamos no sétimo mês, e é uma loucura. É uma parada muito surreal. É muito bom saber que hoje em dia eu não estou preso a amarras publicitárias e posso falar, literalmente, sobre o que eu quiser.
As pessoas te cobram alguma coisa por serem seus “acionistas”? Você ouve muita coisa?
Geralmente, quando alguém me cobra alguma coisa, eu pergunto se ele quer os R$ 0,50 de volta (risos). É um processo também de educação dos meus seguidores. Na internet, por não ter esse limite físico, as pessoas são muito doidas e saem falando todo tipo de coisa umas para as outras. E nessa relação entre criador de conteúdo e consumidor de conteúdo é muito estreita. As pessoas chegam até mim falando que elas se sentem minhas amigas, então acaba perdendo um pouco do limite. Educar e mostrar que existem os limites é muito importante, até para a minha saúde mental.
Falando em saúde mental, como você lida com a sua e a pressão da produção de conteúdo?
Eu acho que hoje em dia eu lido melhor. Não tem curso que ensine a ser criador de conteúdo, então, é apenas experiência. Tentativa e erro. Hoje eu me sinto bem tranquilo, tanto com críticas, quanto elogios. Sobre essa pressão, eu não sinto nenhuma. O fato de criar conteúdo para a minha comunidade me tirou o peso dos números. Eu não ligo para o meu engajamento mais, eu não ligo para crescer, bater meta de números. Geralmente a gente se preocupa com isso porque a gente tem que mandar esses relatórios para as marcas, para ser atraente para elas. Mas se sou só eu e a minha própria comunidade, eu quero que ela seja feliz. Se eu passar um dia todo sem postar stories, quando eu voltar, quem gosta, gosta, quem não se sentir confortável, sai. É também sobre deixar essas pessoas livres e conscientes de que se elas não estiverem mais gostando dos conteúdos, elas podem deixar de seguir, seguir outras pessoas, a gente não tem um casamento.
Uma das coisas que a exposição na internet traz é um pouco desse assédio, de pessoas querendo ter um relacionamento, um encontro sexual. Como é, para você, a afetividade de homem negro deficiente na internet x vida real
Eu acho muito doido a diferença. Da porta para fora, é outra vida. Eu, enquanto pessoa na internet, recebo elogios, mas eu sei que se eu sair na rua, os olhares não são de elogio, de desejo, de nada. São dois extremos. Porque num lugar, você teoricamente é seguido, é desejado e está tudo bem, mas quando isso vai para vida real, até as pessoas que elogiam e dão em cima concretizarem esse passo na vida real é muito difícil de acontecer. Já é uma coisa que eu abstraí completamente.
Quando eu falo que eu realmente aprendi a lidar com críticas e com elogios também é sobre isso. No início eu ficava feliz, era uma coisa que mexia comigo, que me deixava melhor. Com o passar do tempo, quando eu fui vendo a realidade, e, hoje em dia, ignoro os dois. Tanto as críticas quanto os elogios. Eu sei que, por mais que a pessoa ache alguma coisa, ela está achando baseado em um recorte muito pequeno que ela está vendo pela tela do celular, ela não está me vendo realmente. Eu tenho certeza que se ela não me conhecesse na internet, na rua ela viraria a cara ou me olharia com um olhar de curiosidade.
E os ensaios sensuais que você publicou recentemente? De onde surgiu essa vontade?
Eu sigo Paulina, que é a pessoa que fez as fotos e sempre acompanhei o trabalho dela fotografando pessoas gordas. E aí, chegou um momento em que deu certo de a gente fazer essas fotos e foi muito tranquilo de fazer. Eu não fiquei constrangido em momento nenhum, fiquei muito mais constrangido para postar as fotos depois. Tem bastante foto que ainda não postei, inclusive. É uma parada que quando eu falo, as pessoas não acreditam, mas eu sou relativamente tímido, para uma pessoa que trabalha com a própria imagem, e hoje eu entendo porque essa timidez existe.
No começo dos meus vídeos no Youtube eu nem aparecia. Esse era o nível de quanto eu tinha problemas com a minha própria imagem. Mas deixei para fazer quando estava preparado. Foi um processo. Quando eu me senti bem, quando senti: Ok, posso fazer isso, eu fiz. Eu acho importante no sentido de corpos como o meu não existem, apesar de sermos a maior minoria no mundo, eles não são vistos e não ocupam espaço em nenhum lugar de destaque. Então, eu faço também porque eu sinto que eu tenho a oportunidade de fazer, é maior do que eu , maior do que as minhas questões pessoais. Eu sinto que é necessário que eu faça isso, já que eu tenho essa voz. São coisas que eu digo que eu faço “pela empresa” (risos).
Já observei que você recebe muitos questionamentos de pessoas que não acreditam que você é um homem hétero. Como você lida com os questionamentos das pessoas sobre a sua orientação sexual?
É uma parada que escuto muito e eu realmente entendo, porque eu não tenho nada a ver… Eu tenho minhas questões com homens em geral, e eu não tenho muita coisa de masculino dentro de mim, então, eu acho muito natural que as pessoas fiquem com essa dúvida. Porém, gente, eu já tentei, mais de uma vez, mais de duas e não consigo. Não sou bi, sou, infelizmente, hétero.
Eu sinto que o fato de eu ter nascido com a minha deficiência e ter ela durante toda a minha vida, o nível de invisibilidade de uma pessoa com deficiência é tão grande que é tirado inclusive o gênero, inclusive coisas tão delicadas quanto essa.
Eu não me aproximava dos caras no colégio porque eu não jogava bola. Teve uma época que eu joguei bola só porque eu dizia que eu tinha que ser parecido com aqueles caras de algum jeito. Mas eu não podia fazer muitas coisas que eles faziam. A demonstração de masculinidade é pela força, pela brutalidade, por fazer esporte, coisas que eu nunca fiz. Então, eu não me via neles.
Minha criação foi com duas mulheres, que eram a minha mãe e a minha avó. Tinha o meu avô, que fazia ali o papel masculino, mas já era um avô. Não tinha aquela vitalidade, eu via que ele era um cara mais velho e ele tinha outras prioridades. As minhas coisas com o meu avô não eram sobre jogar bola ou brincadeira de menino. A gente sentava e ele ficava me mostrando os sambas que ele ouvia. Ele sentava e me ensinava a escolher frutas. Foi uma outra noção de masculinidades que eu aprendi dentro da minha casa, e era totalmente diferente da noção dos meninos que eu conhecia de maneira geral. Por muito tempo eu fui o macho escroto valendo, na adolescência, porque eu queria me encaixar em alguma coisa.
Qual é a sua relação com a espiritualidade?
Eu já fui mais negligente a respeito disso, dizia que não queria saber de nada, não acreditava mais em nada, só que hoje eu simplesmente não ligo. Eu me colocaria como não praticante de nada. Não é algo sobre o que eu penso, mas ao mesmo tempo eu entendo a importância disso para muitas pessoas, e entendo o fato de minha mãe ser evangélica e tal. Eu entendo que para ela é muito importante e faz muito sentido estar naquele meio.
Fui quem levou minha mãe para a igreja. Quando criança, eu li a Bíblia e falei: é isso, vou procurar uma igreja pois tenho que ir atrás desse rolê. Lá dentro, eu fiquei acho que quatro anos, e chegou um momento que eu vi que não fazia mais sentido para mim. Apesar de entender o conceito e achar válido, eu não me via mais como parte daquela comunidade. E foi muito mais pela comunidade no começo, sentindo que eu não tinha nada a ver com aquelas pessoas, e depois foi uma questão ideológica, por entender que Deus não é esse homem branco sentado esperando para enfiar um espeto na minha bunda. E aí eu só me desliguei completamente dessas coisas.
Marco Pellegrini e seus irmãos Andréa, Alessandro e José Renato foram criados de forma simples na Vila Clementino. Seus pais se conheceram na Associação Cultural do Negro. José Pellegrini, trabalhava no comércio de algodão no atacado, e sua mãe Teda Pellegrini é psicóloga, tendo iniciado na Filosofia e depois conquistou cadeira na primeira turma de psicologia da USP.
Abdias Nascimento, Correia Leite, Florestan Fernandes, Oswaldo de Camargo, os advogados Gerson e Haydée Amarante, Américo Orlando eram pessoas do seu convívio, ao lado de quem fundaram o Aristocrata Clube – berço cultural, pensante e militante do movimento negro em São Paulo. Ali foram gestados os referenciais que fizeram a diferença nos desafios que Marco enfrentaria a seguir como cidadão negro e pessoa com deficiência.
Superando dificuldades, a família chegou a morar com parentes, à beira do córrego, mas Marco teve sempre o incentivo para estudar, frequentar bibliotecas e circuitos culturais. A pequena rua de casa se dividia entre dois mundos distintos: a primeira quadra, habitada por negros e nordestinos, com cortiços, serraria e casas humildes. Já n segunda quadra, casas bem estruturadas, profissionais de governo, bancos e profissionais liberais. A família do Marco, únicos negros da segunda quadra, fazia ponte entre os dois mundos.
Nos bancos da escola no Senai, onde ingressou para estudar eletrônica, enfrentou o racismo de um universo majoritariamente branco. Desde os livros, que diziam que os negros eram escravos, até a falta de conhecimento da história dos seus ancestrais. Com valores de luta, trazidos de casa e do Aristocrata Clube, Marco enfrentava a discriminação. Num tempo de ditadura militar, sua casa era reduto de exilados negros. As histórias de luta inspiravam o imaginário e alimentavam as forças do garoto Marco que já se auto intitulava um “Makonde” – grupo étnico de Moçambique, conhecido historicamente por sua resistência, diante das tentativas de dominação.
Talentoso com os eletrônicos, Marco iniciou na Nec do Brasil, passando pela Dixtal equipamentos hospitalares e Phillips Telecom. Aprendeu sobre gestão profissional e inovação em um tempo que pouco se ouvia falar de governança, ele viveu na pele a valorização de todos esses conceitos. Ascendeu a novos cargos, outras empresas, mas confundido com o porteiro ou o segurança, precisava sempre se impor profissionalmente.
“Era minha base de treinamento – atuar em diversas frentes, mostrar autonomia e responsabilidade, apesar do preconceito.”
Mostrando resultado nos projetos, assume a função de engenheiro, no Metro de São Paulo, onde está até hoje.Formou-se também em Matemática e impulsionado pelo sucesso profissional, casou e formou família. Tinha o filho Pedro de 1 ano e a esposa grávida do Victor quando comprou apartamento novo e uma moto Teneré 600, bastante cobiçada na época.
Certo dia, na volta do trabalho como é usual a tantos brasileiros, sofreu um assalto e levou um tiro que atingiu sua vértebra C3, tornando-o tetraplégico. Sua vida então tem uma reviravolta, mudando para sempre a forma como Marco encarava o mundo.
Ainda que em choque, ele não se rendeu: diante de um novo cenário, foi estudar o que era a tetraplegia, seus limites e possibilidades. Teve que encampar lutas com médicos e peritos, para que não fosse aposentado da atividade profissional tão significativa em sua vida.
“O Brasil não fabricava cadeiras motorizadas. Eu vivia sendo empurrado, sentado numa péssima cadeira. E não me conformava com isso! Fui adaptando atividades à minha nova condição. Nesse esforço, descobri uma feira na Alemanha com inovações em mobilidade. Vendi um carro e com esse o dinheiro embarquei com a minha mãe, irmão e um amigo, também tetraplégico, para abrir novas perspectivas.”
Foi sem falar inglês, nem alemão, com orçamento curto e a carteirinha do Albergue da Juventude que se deu a aventura. Na Alemanha, teve acesso ao que tinha de melhor em conceito, adaptações, políticas públicas entre outras questões que visavam trazer dignidade às pessoas com as mesmas condições que Marco.
Na feira, um universo de soluções imagináveis! Foi lá que Marco comprou sua primeira cadeira motorizada com joystick no queixo, e ainda que simples, permitia que elese movesse sem a ajuda de ninguém. Experimentou na feira, e entendeu que aquele era o caminho. Comprou a cadeira no mesmo dia, graças a insistência com o expositor porque a cadeira ainda não estava a venda.
Já no Brasil, se apresentou à Previdência Social. O médico perito do trabalho, que antes queria aposentá-lo, viu entrar em seu consultório um homem empoderado! Conduzindo a própria cadeira, já equipada com prancheta que ele mesmo adaptou, entendeu que algo precisava ser feito – entrou em contato com o RH da empresa, abrindo caminho para o retorno do Marco ao trabalho.
“A deficiência não é sua, a deficiência é do meio que não está pronto pra você”.
A seguir uma equipe multidisciplinar, com bons profissionais e conceitos inovadores assumiu o processo.Readaptado, sua volta ao trabalho viabilizou rotinas anteriores de novas formas e abriu portas a novas atividades. Surgiram mudanças tão significativas que refletiram em novas políticas organizacionais, desde sua posição na empresa.
Com tudo isso, Marco fundou o Centro de Vida Independente – CVI, tornou-se Secretário Adjunto da Secretaria Estadual dos Diretos da Pessoa com DeficiênciaPaulista e depois o Secretário Nacional dos Direitos daPessoa com Deficiência.
Atuou como Chefe da Delegação Brasileira em 2017 na ONU e foi o Delegado brasileiro na ONU por 12 anos em NYC e Genebra. Seus discursos marcaram valiosas posições ideológicas e programáticas na questão das pessoas com deficiência. Grande conquista nesse sentido foi a implementação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, em paralelo à liderança de 8 decretos presidenciais e 2 estaduais além da implementação de diversos programas e estruturas nesta área.
Na vanguarda do movimento das pessoas com deficiência,em reconhecimento à sua trajetória recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2018. Entre os reconhecimentos por seu trabalho e militância, foi homenageado na 20ª Edição da “Medalhas Força da Raça 100 anos da Revolta da Chibata”, concedido pela Instituição Força da Raça Campinas (nov/2010), e também na Sessão Solene da Câmara Municipal de São Paulo pelo Dia da Consciência Negra, “pela liderança exercida na comunidade e o trabalho contra a discriminação étnica”(Nov/2012). Recebeu também o Prêmio Luiz Gama, nas comemorações de 30 anos do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo.
Ao longo de sua jornada combativa contra o preconceito e por cidadania, Marco teve a oportunidade de criar oportunidades, padrões e equipamentos.
“Hoje o posicionamento social da pessoa com deficiência no Brasil é uma invenção moderna fruto do movimento civil. Por algum motivo a espiritualidade me colocou ativamente nesse processo, sou grato por isso” diz Marco Pellegrini, Palestrante e Consultor de Acessibilidade, Inclusão e Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência.
Racismo ambiental e certificação de terras quilombolas foram alguns dos temas de uma carta aberta carta do movimento negro que será apresentada nessa sexta(05), em Glasgow, durante a COP26 ( 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) . O documento publicado pelo Coalização Negra por Direitos “Para controle do aquecimento do planeta – desmatamento zero: titular as terras quilombolas é desmatamento zero” foi assinado por mais de 200 organizações. O evento acontece no Reino Unido.
O texto defende uma incidência direta contra o racismo ambiental, pela redução do aquecimento do planeta, desmatamento zero nas florestas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga brasileira e em defesa da titulação das terras e dos territórios quilombolas também como estratégias pelo desmatamento zero. O documento na íntegra pode ser encontrado no site da Coalizão Negra por Direitos (versões também em inglês, espanhol e francês).
Segundo as organizações, “a crise climática é também humanitária” e tem impacto direto na vida das populações negras, quilombolas e dos povos indígenas. No Brasil, a maioria populacional é negra e representa, hoje, 56% da população (IBGE, 2020).
Tudo isso passa também pela luta contra o racismo ambiental. “O debate fundamental de racismo ambiental ainda não encontra ampla adesão, ou é negado, pelos movimentos ambientalistas no Brasil, assim como falta racializar as políticas públicas ambientais”, diz o texto.
Racismo ambiental é a discriminação racial na elaboração de políticas ambientais, aplicação de regulamentos e leis, direcionamento deliberado de comunidades negras para instalações de resíduos tóxicos, sanção oficial da presença de venenos e poluentes com risco de vida à comunidades e exclusão de pessoas negras da liderança dos movimentos ecológicos. Refere-se à qualquer política, prática ou diretiva que afete ou gere desvantagens de maneira diferenciada (seja intencional ou não) a indivíduos, grupos ou comunidades com base em raça ou cor. (fonte: ecycle )
Kanye West falou em uma entrevista sobre o seu relacionamento com a empresária Kim Kardashian. Após ser questionado sobre a separação dos dois, ele se mostrou estressado e negou.
Durante uma entrevista para o podcast The Gold Digger, o cantor afirmou que a estrela do KUWTK ainda é sua esposa, mesmo separados desde o início deste ano e enfrentando um processo de divórcio.
No momento em que foi questionado sobre a separação que ocorre desde o começo do ano, ele falou rapidamente “Ela ainda é a minha esposa. Ainda não saiu papelada nenhuma” e mudou o assunto.
Recentemente, cresceram os boatos de que Kim estaria se envolvendo com o comediante Pete Davidson, ex-noivo de Ariana Grande.
Segundo o insider, o rapper de 44 anos ficou “desconcertado” depois de ver fotos da sua ex-esposa de mãos dadas com Pete, de 27 anos, num parque de diversões na Califórnia no dia 29 de outubro: “Ele não gostou nada disso. Ele pediu a Kim para evitar demonstrações públicas de afeto com qualquer pessoa até que o divórcio seja finalizado”.
A dimensão do racismo no Brasil é gigantesca e devemos combatê-lo através da leitura
Sem dúvida o preconceito racial é algo que está enraizado em nossa sociedade e pode ser considerado um problema enfrentado por milhões de pessoas em todo o mundo.
E o que precisamos saber é combater esse mal com muita informação e clareza dos fatos. Essa hierarquia entre raças e etnias é algo que nunca poderia ter existido na humanidade. Independente da condição econômica, gênero, entre outras características, todos nós somos iguais e temos que reconhecer que o racismo é um problema estrutural e tem que ser enfrentado com argumentos objetivos e tornar essa pauta e luta cada vez mais presente dentro das instituições na finalidade de igualar os direitos de cada individuo.
Como um país que a maior parte da sua população é preta ainda precisa rebater o racismo nas redes? Para entender esse contexto precisamos nos alimentar do que faz muita falta no nosso dia a dia, temos que ler muito mais, a leitura ensina, educa e alimenta.
Lutamos todos os dias e ainda assim o racismo e a luta contra o preconceito são duas realidades constantes em nosso país. E existe uma lei contra esse tipo de crime, mas mesmo assim, somos alvos dessa violação que sem dúvida afeta nossa sociedade.
Selecionei alguns livros que considero importantes no campo de discussões
“Pequeno Manual Antirracista” de Djamila Ribeiro – são onze capítulos que discutem sobre cultura, afeto, violência racial, negritude e branquitude. Djamila nos faz refletir sobre as questões racistas que estão em nosso campo social.
A obra “Mulheres, raça e classe”, de Angela Davis – o livro retrata opressões, destacando os debates da escravidão e a desumanização da mulher preta.
“Primavera Para as Rosas Negras”, de Lélia Gonzalez – referência na luta contra o racismo e o sexismo no Brasil, o livro é uma compilação de artigos, textos e depoimentos de Lélia.
“O genocídio do negro brasileiro”, de Abdias Nascimento – um conceito voltado mais para a questão da violência urbana e o embranquecimento cultural e físico.
“Racismo estrutural”, de Silvio Almeida – essaleitura é fundamental para aquelas pessoas que pretendem entender a complexidade do racismo que existe na população em geral. O Autor disponibiliza no livro um serie de argumentos e conceitos.
“Olhos d’Água”, de Conceição Evaristo – a autora nos mostra através de contos a violência que assola a comunidade preta e a pobreza urbana. O livro ganhou o prêmio Jabuti em 2017.
A herança discriminatória da escravidão tem que ser levada a sério, é nosso dever lutarmos por políticas públicas e igualdade racial, assim combatemos o racismo.
A ex-bailarina de Faustão, Carol Tozaki, relatou ter sofrido racismo em um shopping luxuoso de São Paulo, que leva o nome de Iguatemi. A moça, que é atriz e modelo, tinha chegado de viagem de uma temporada que passou em Londres, local que mora há três anos e contou em seus stories o quanto estava triste pela situação.
“Oi, gente! Tudo bem? Agora mais cedo passei aqui, estava superfeliz, supercontente de estar em São Paulo, mas parece que, realmente, alegria de pobre dura pouco. Venho aqui falar com vocês de uma coisa que aconteceu comigo hoje no shopping e que me deixou muito triste, do fundo do meu coração. Esse é um dos motivos pelos quais amo São Paulo, mas, ao mesmo tempo, não tenho vontade de ficar aqui, de morar no Brasil, porque as pessoas são muito racistas e preconceituosas”, contou a artista, de 24 anos.
Carol explicou que não foi tratada com respeito em uma loja de grife dento do Shopping Iguatemi São Paulo e que se sentiu pressionada a estar com roupas elegantes para ser atendida nos locais. “Entrei na Animale, que é uma marca que gosto muito, e senti o desprazer de ser atendida por pessoas que pareciam que não queriam me atender.” Começou a explicar.
“Na cabeça delas, elas achavam que eu não iria comprar. Isso me dói muito. Porque sei, desde que entrei no shopping… Teve até um momento que eu pensei assim: ‘será que eles estão me achando bonita?’ Me senti muito mal, fiquei muito triste, eles acabaram com o meu dia porque é muito ruim você ir em um lugar e querer comprar, fazer as coisas e as pessoas não te atenderem bem, ficarem te olhando dos pés à cabeça”, lamentou.
Carol ainda revelou que já passou por essas situações no Brasil e por isso não moraria mais no país. “Não importa se você tem dinheiro, se tem condição. Vim aqui no Shopping Iguatemi e fiquei muito triste, me senti coagida, na verdade. Porque você pode estar vestida do jeito que você for, pode estar de relógio caro, de bolsa cara, você pode ter condições de vir aqui comprar e as pessoas sempre vão te tratar ‘menos’ (sic), não vão te atender direito pela cor da sua pele. E vai ter um monte de gente que vai falar que é mimimi. Mas não é. Eu vim aqui porque eu precisava comprar uma jaqueta de couro para mim e falei: ‘vou no Shopping Iguatemi porque com certeza lá vai ter'”, disse ela.
Apresentada por Jessica Ellen e Ana Paula Xongani, série semanal de Lives contará a história de empreendedores negros
Como parte de sua programação voltada ao Mês da Consciência Negra, que ocorrerá ao longo de todo novembro, o Facebook inicia nesta sexta-feira (5) a exibição da Sexta Preta, série de Lives criada para aumentar a visibilidade de empreendedores negros, ao mesmo tempo que incentiva a compra de seus produtos. Como o próprio nome já sugere, os episódios serão exibidos sempre às sextas-feiras, com transmissão nos dias 5, 12, 19 e 26 deste mês.
A Sexta Preta é parte do movimento #BuyBlack, uma iniciativa global do Facebook que tem como objetivo celebrar o momento da compra de empreendedores negros. O empreendedorismo é uma importante ferramenta de empoderamento econômico e por isso o Facebook incentiva o consumo de produtos feitos por membros da comunidade negra não apenas em novembro, mas durante todo o ano. No Brasil, a realização da Sexta Preta acontece em parceria com a Feira Preta, como parte de toda a programação que está sendo criada em conjunto, fruto da co-realização da 20a edição do Festival Feira Preta.
A apresentação da série de Lives ficará a cargo de Jessica Ellen (@jessicaellen) e Ana Paula Xongani (@anapaulaxangoni). No primeiro evento, em 5/11, elas receberão Adriana Barbosa (@adrianapreta), criadora da Feira Preta, para uma conversa sobre a importância do empreendedorismo. Mas as grandes estrelas do evento serão os empreendedores Natalia Camargo, da Estilo 4 Olhos, e José Radames, da Pente Garfo (veja histórias abaixo), que compartilharão suas histórias e produtos com o público.
Todas as transmissões também serão marcadas por uma celebração da cultura negra, com shows das cantoras Ludmilla (19/11) e Teresa Cristina (26/11).
Compromisso de longo prazo Ao reconhecer a comunidade negra como potência histórica e responsável por incontáveis contribuições às artes, ciências, religiões, espaços públicos e outros territórios de expressão no Brasil, preparamos, para todo o mês de novembro e além, uma série de iniciativas para celebrar não apenas o Dia da Consciência Negra, mas, também, para abrir espaços de reflexão coletiva sobre a construção de um futuro preto possível.
Toda a programação do mês passa por três grandes pilares: Suporte, com workshops, treinamentos e debates disponíveis a empreendedores, criadores de conteúdo e à sociedade em geral; Comércio, dando visibilidade a afro-empreendedores e incentivando a compra de seus produtos; e Cultura, promovendo artistas, influenciadores e movimentos culturais da comunidade negra. E todo esse movimento converge por meio da co-realização da 20ª edição da Feira Preta, maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. Saiba mais aqui.
Programe-se para a Sexta Preta
Conheça quem participará da primeira Live, dia 5/11, com transmissão às 20h30 no perfil de @jessicaellen:
Convidada: Adriana Barbosa é fundadora e CEO do Instituto Feira Preta. Com pouco mais de 20 anos de idade, criou a maior feira de cultura negra da América Latina, a Feira Preta. Celebrando 20 anos de existência em 2021, o evento percorreu os estados de PE, MA, AL, BH, SP, RJ, MA e DF, já reuniu mais 200 mil pessoas, 3 mil artistas, 1800 empreendedores e mais de R$ 6,5 milhões em vendas de produtos e serviços de afro-empreendedores. Em 2012, foi uma das primeiras representantes da América Latina a participar do programa Global Women’s Leadership Network da Santa Clara University nos EUA.
Loja de óculos que se diferencia por investir em estilos diferentes e nas vendas online, especialmente pelas redes sociais. A proprietária, Natalia Camargo, acabou saindo do trabalho que tinha e contou com a ajuda do marido na parte de divulgação, até estruturar um negócio de sucesso. Hoje, ela usa o Instagram, Facebook, WhatsApp Business não só para divulgar seus produtos, mas também para conquistar novos consumidores e contratos.
Empresa especializada na venda de produtos com confecção artesanal: T-shirt, camisas de botão, ecobags, doleiras a prova d’água, entre outros. Seus fundadores são Antonieta Araújo e José Radames, que começaram o negócio apenas com a ideia de gerar renda extra. No carnaval, saíram às ruas para apresentar o produto e, com o sucesso das vendas, aproveitaram para divulgar na internet. Após o carnaval e satisfeitos com a experiência, diversificaram os produtos e chamaram a atenção dos amigos com camisetas com estampas minimalistas.
Serviço
SEXTA PRETA
Quando: sempre às sextas-feiras, às 20h30 (5/11 e 12/11) e às 19h (19/11 e 26/11)
Neymar ocupa a 21ª colocação na lista, depois de Lewis Hamilton.
A Sportico divulgou nesta quinta-feira (4), a lista dos atletas mais bem pagos de toda história dos esportes e Michael Jordan aparece no topo da lista com cerca de US$ 2,62 bilhões acumulados durante toda a carreira.
Grande parte dos lucros ganhos por Jordan na carreira foi graças aos royalties pagos pela Nike para utilizar a marca Air Jordan. Dos US$ 2,6 bilhões de receitas totais pagas ao atleta, cerca de US$ 1 bilhão veio desse acordo.
No Top 10 dos atletas com maiores receitas na carreira, LeBron James é outro representante do basquete e aparece na sétima posição, com cerca de US$ 1,17 bilhão ganhos em sua carreira ainda em exercício. Kobe Bryant aparece na 13ª colocação com cerca de US$ 930 milhões ganhos, sendo que a fortuna vinculada ao atleta e sua família está com US$ 400 milhões sob judice com a análise da venda da BodyArmor para a Coca-Cola.
Entre os 25 mais ricos ainda aparecem outras estrelas do basquete como Shaquille O’Neal (US$ 870 milhões) e Kevin Durant (US$ 625 milhões). O brasileiro Neymar ocupa a 21ª posição da lista, com US$ 615 milhões, atrás de Lewis Hamilton, com US$ 620 milhões.
A única mulher a aparecer entre as 40 atletas mais bem pagas da história é a tenista Serena Williams, com US$ 480 milhões ganhos na carreira.