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Pernambuco sediará o ‘Maracacongo’, maior evento de culturas afro-brasileiras do Nordeste

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Foto: Divulgação.

A partir do próximo dia 31 de maio até o dia 12 de junho, Pernambuco será palco da turnê nacional “Maracacongo”, importante e inédito evento de manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras realizado no Nordeste. A iniciativa tem como proposta festejar as danças, costumes e práticas dos povos originários, unindo a cultura popular do Maracatu Rural, de origem da região da Zona da Mata Norte do Estado, que é Patrimônio Cultural do Brasil, às tradições do Congo.

A programação irá circular por cinco cidades do Estado: Recife e Olinda (Região Metropolitana); e Aliança, Goiana e Itambé (Mata Norte). Em cada lugar, o público poderá conferir uma agenda de atividades culturais, como espetáculos, mostra de filmes, oficinas e apresentações, gratuitamente. O projeto, aprovado no Edital do Instituto Cultural Vale, e patrocinado através da Lei de Incentivo à Cultura, também irá circular, em julho, por outras cinco cidades de Minhas Gerais: Ouro Preto, Brumadinho, Belo Horizonte, Mariana e Congonhas.

Durante a turnê, o público vai poder vivenciar as histórias e culturas dos povos negros, que por séculos seguiram escondidas, invisibilizadas e perseguidas, através de um espetáculo que terá como protagonistas, o Maracatu Rural Estrela de Ouro (Aliança – PE), e o Grupo Afro mineiro Negro Por Negro (Brumadinho-MG). Também se somam ao projeto musical o artista pernambucanos Afonjah. No Recife foram convidados também Adiel Luna, Quinteto Violado, Charles Theone e o Maracatu de Baque Virado Estrela Brilhante do Recife. Outros 20 convidados irão animar a programação.  A turnê deve durar treze dias, e vai ocupar vários locais, situados em áreas urbanas e rurais de Pernambuco, como escolas, sedes de agremiações carnavalescas, ginásios esportivos, ruas, praças, entre outros. 

Maracatu Estrela de Ouro de Aliança. Foto: Divulgação.

A estreia da turnê acontecerá no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, localizado na zona sul do Recife. As atividades no local serão realizadas nos dias 31 de maio e 2 de junho. Entre as ações, estão a oficina de Maracatu Rural e oficina de Congo/Moçambique, para estudantes de escolas públicas da capital pernambucana. Além disso, será realizada a primeira apresentação do espetáculo Maracacongo e Afonjah, juntamente com o Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Adiel Luna, Quinteto Violado e Charles Theone. O público interessado em prestigiar a programação, deve retirar os ingressos on-line.  

Depois de passar pelas cidades irmãs: Olinda e Recife, a turnê aportará na região da Mata Norte, berço da tradição da cultura popular pernambucana.  O projeto vai passar por três cidades da região, Aliança, Goiana e Itambé, durante os dias 07 e 12 de junho.

SERVIÇO

O quê: Turnê nacional “Maracacongo” estreia temporada de apresentações em Pernambuco

Quando: Terça-feira (31 de maio) a Domingo ( 12 de junho)

Onde: Recife, Olinda, Itambé, Goiana e Aliança

Mais Informações na página da turnê, no Instagram

Projeto Sorriso Negro abre oportunidades para estudantes de odontologia

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Foto: Divulgação

O debate sobre diversidade e inclusão permeia, hoje, o cotidiano das empresas e as políticas de recursos humanos. E não há dúvidas de que aumentar a representatividade no quadro de funcionários e oferecer mais vagas afirmativas, que priorizam grupos historicamente desfavorecidos, fazem parte das estratégias de inclusão.

Conectada a esse propósito, a rede de clínicas odontológicas Rizi Dental criou o programa Sorriso Negro, que tem como objetivo proporcionar a estudantes matriculados em cursos de Odontologia o contato com as técnicas mais modernas da área. O projeto, que já conta com quatro estudantes formados, abriu novamente o processo seletivo para contratação de estagiários. As vagas, abertas a alunos a partir do quinto período para atuação em novas unidades da Rizi, contribuem para ampliar as oportunidades de inserção de jovens negros no mercado de trabalho.

Recém-formada em Odontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Patrícia Ferreira, de 26 anos, participou do programa no ano passado. “Fazer parte desse projeto não só abriu portas para minha entrada no meio profissional, como também trouxe mudanças na vida pessoal. Cursar odontologia e ingressar no mercado de trabalho ainda é muito difícil para os jovens negros, por mais que este cenário esteja mudando”, explica.

Após passar também pelo projeto, Gabriel César, de 23 anos, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca outro aspecto importante do projeto. “Foi extremamente positivo e enriquecedor para o meu currículo ter contato com novas tecnologias em saúde, como a odontologia digital e a fotografia odontológica, técnicas que eu ainda não tinha aprendido na faculdade até então”, destaca.

Nascidos na Zona Norte carioca, os irmãos Eduardo e Fernando Luiz da Silva, fundadores da rede de clínicas, são exemplos de empreendedores negros que apostam em iniciativas afirmativas e transformadoras. “Além de aprimorar a qualidade da formação desses profissionais, buscamos garantir maior representatividade em nosso quadro de colaboradores”, destaca Eduardo, CEO da Rizi Dental. 

Mulheres africanas em posições de poder no Brasil

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Da esquerda para a direita: modelo e empreendedora da Guiné-Bissau Benazira Djoco, angolana Teresa Sebastião conselheira municipal do imigrante, Vice-cônsul Adelaide Jorge, a Atriz Empresaria angolana Vanda Pedro; e Lúcia Castelo vice-diretora da Casa de Angola em São Paulo - Foto: Fabinho/Divulgação

Por Rudmira Fula*

É do conhecimento da maioria senão de todos, que após a invasão européia no continente africano e sua partilha na conferência de Berlim 1884 a 1885 foi estabelecido onde seria o lugar da mulher africana na sociedade global: o de subserviência devendo estar pronta para atender às vontades alheias. Com o passar dos séculos, esta mulher vem sendo apresentada de forma pejorativa conforme olhares ocidentais, como pessoas de camada mais baixa, sem instrução, coitadas, submissas e tantos outros adjetivos negativos.

É importante pontuar que, o continente com mais histórico de mulheres em posição de poder, rainhas e guerreiras, líderes de impérios e batalhas é o continente africano. Estas mulheres foram e continuam sendo heroínas nacionais nos países onde um dia viveram, são símbolos de resistência contra invasores europeus e fortalezas para seus povos.

Fator que faz com que, por mais que outros povos tentem diminuir e apagar a presença destas mulheres na atual sociedade global, não conseguem porque há um histórico de realeza, carregado no sangue e na força de guerreiras que não se dão por vencidas e jamais baixaram a cabeça. 

Hoje queremos homenagear esta mulher africana, senhora Stela Maria da Graça Santana e Sousa Santiago – Cônsul Geral de Angola em São Paulo, pelo trabalho que vem desempenhando em prol da sua comunidade residente na capital paulista e demais estados brasileiros sob sua jurisdição e também pelo que  ela representa para outras comunidades africanas . São 63 anos de muita história, buscas e conquistas.

Stela Maria da Graça Santana e Sousa Santiago – Cônsul Geral de Angola em São Paulo – Foto: Divulgação

Na época da sua formação, ela viu seu país sair da colonização portuguesa expulsando os invasores do território em 1975 e seguindo o desafio da guerra civil.Mesmo assim, o vigor e a força dessa mulher se mantiveram inabaláveis. Ela firmou os objetivos e trilhou caminhos.

De 1984 a 1990 – trabalhou na embaixada de Angola na Ex-União Soviética na função de secretária do embaixador; em 1997 trabalhou como técnica superior na Direção África e Médio Oriente (DAMOR) do Ministério das Relações Exteriores. 

Em 2009 concluiu o mestrado em Ciências de Gestão Empresarial na Flórida University nos Estados Unidos da América. Incansavelmente foi conquistando seu espaço subindo degrau por degrau, construiu sua carreira dentro do ministério das relações exteriores de Angola. Em 2009 foi nomeada Vice-cônsul de Angola em Houston, Estados Unidos e entre outros cargos que ocupou. Desde 2019 é Cônsul Geral de Angola em São Paulo. 

Fala português fluente, inglês e espanhol – boa compreensão escrita e oral. 

É carinhosamente chamada no seio da comunidade por “Mamã” porque seus feitos, a atenção com que trata as pessoas à sua volta não é simplesmente de uma representante diplomática. Os angolanos e não só, a enxergam e consideram a mãe angolana.

*Rudmira Fula, é jornalista angolana, formada em comunicação social jornalismo pela Universidade Paulista/UNIP. Estagiou na revista Angola Yetu do Consulado Geral de Angola em São Paulo. 
É Palestrante, apresentadora pesquisadora e contadora de história.

É idealizadora do Projecto “Mira Em África – Um Outro Olhar Sobre O Continente” que tem o objetivo de trazer um novo panorama do continente africano ignorado pelas mídias.

Snoop Dogg relembra encontro final com Tupac: “Senti que ele não ia ficar bem”

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Snoop Dogg e Tupac em 1995. Foto: Sipa Press / Rex.

Uma das figuras mais influentes do Hip-Hop mundial, Snoop Dogg relembrou, em recente entrevista para Logan Paul, o momento em que decidiu visitar Tupac no hospital, logo após a internação do rapper, em setembro de 1996. Naquele ano, Pac acabou falecendo após ser atingido por diversos tiros em Las Vegas. “Sentimos que iria ficar tudo bem até irmos ao hospital e ver que não estava tudo bem. Ele [Tupac] tinha tubos pelo corpo. Senti que ele não ia ficar bem”, lembrou.

Snoop Dogg e Tupac em 1995. Foto: Sipa Press / Rex.

Impressionado e assustado com com o ocorrido, Snoop revelou que realmente desmaiou ao ver Pac deitado no leito de hospital. “Quando entrei, senti que ele nem estava lá e desmaiei”, continuou ele. Mas a mãe de Tupac, Afeni Shakur, abraçou Snoop e lembrou de quão forte ele era. “Ela disse: ‘Meu bebê nunca te viu fraco. Eu não quero que você seja fraco na frente dele. Você vai ao banheiro e se arruma e volta lá e fala com ele e diz a ele como se sente.’”

Durante a entrevista, Snoop também relembrou o pequeno atrito que teve com Pac, pouco antes de sua morte, acrescentando o enorme respeito e amor que existia entre eles. “Ela [Afeni] sabia que havia um pouco de tensão, mas sabia o quanto nos amávamos. Então ela nos deu um momento para eu dizer algumas coisas a ele sobre o quanto eu o amo. Mas eu sabia que aquela seria minha última vez falando com ele.”

Tupac em 1993. Foto: dapd.

Snoop Dogg e 2Pac trabalharam em diversas músicas, mas como colaboração, lançaram apenas a faixa “2 of America’s Most Wanted”, em 1996.

Colégio promove projeto literário inédito com base no livro de Lázaro Ramos

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Foto: Pedro Napolinário

A unidade de Belo Horizonte, da rede de Colégios Santa Marcelina, promove, com os estudantes do 3º ano, um projeto literário inédito com base no livro Sinto o que sinto: e a incrível história de Asta e Jaser“, do autor Lázaro Ramos, publicado pela Carochinha Editora. O objetivo da iniciativa é fomentar o desenvolvimento da Inteligência Emocional dos estudantes, abarcando disciplinas como Música, Língua Portuguesa, Geografia e História.
 

De acordo com a Coordenadora Educacional Aline Oliveira, o projeto “Caminhando com as emoções” traz, junto à Matriz Institucional de Habilidades Socioemocionais, atividades para que os estudantes aprendam a validar seus sentimentos e a desempenhar ações para lidar com as emoções de forma consciente e reflexiva. “Ao observamos atentamente uma criança, percebemos como suas emoções surgem com liberdade, força e intensidade. E, após passarmos por um período pandêmico, onde nossas crianças vivenciaram um enclausuramento e um distanciamento das relações socioafetivas, idealizamos um projeto literário que abarque as habilidades cognitivas e socioemocionais, pois é por meio das interações que o sujeito é construído como ser sensível, social, emocional e afetivo”, explica.
 

Aline reforça, ainda, que o projeto literário tem como premissa principal favorecer o desenvolvimento integral do indivíduo, estimulando a formação de uma personalidade estável e equilibrada, capaz de conviver de maneira harmoniosa com todas as emoções e ações, a partir da experiência com cada uma delas. Indo de encontro a este propósito, foi escolhido o livro escrito por Lázaro Ramos, que aborda, justamente, temas ligados aos sentimentos, à ancestralidade, ao pertencimento, à diversidade cultural, à aceitação e, ainda, ao respeito às diferenças.
 

Desenvolvimento do projeto

Segundo a professora Jacqueline Mendes, a atividade foi dividida em quatro etapas. A primeira incluiu a “Sondagem de Emoções”, realizada com o objetivo de detectar as emoções que as crianças já conheciam anteriormente à aplicação do projeto. Já a segunda envolveu o “Start do Projeto”, que ocorreu na Sala de Convivência, por meio da apresentação do vídeo do ator, trazendo uma mensagem de acolhimento aos alunos. Na sequência, houve a “Dinâmica dos Balões das emoções”, na qual as crianças escolheram a cor do balão de acordo com a sua preferência, depois os enchiam e desenhavam nele a emoção que estavam sentindo naquele momento. Ainda nesta etapa, os estudantes apresentaram seu registro e o justificaram.
 

Na terceira etapa, ocorreu a entrega do 1º artefato do projeto, sendo um livreto construído com “21 passos da Trilha Literária”, em que as crianças puderam, por meio da organização das habilidades cognitivas e socioemocionais, expor suas emoções e aprendizagens alcançadas a partir da leitura compartilhada e das atividades propostas. “Foi bonito perceber o quanto a provocação do projeto trouxe liberdade de expressão e, entre tantas falas amadurecidas, guardo uma em especial: ‘Professora, tudo bem sentir o que eu sinto, mas o que eu preciso é saber o que fazer com o que eu sinto!'”.
 

Para a Coordenadora Pedagógica Sabrina Rosa, a escola, enquanto espaço de relacionamento humano, precisa ampliar seu foco atencional também para as habilidades socioemocionais, a fim de que o estudante desenvolva a competência de se relacionar bem com o outro, consigo mesmo e com as emoções que o compõem. “Queremos que nossos estudantes, por meio do desenvolvimento das habilidades socioemocionais, possam reconhecer suas emoções, nomeá-las e escolher a melhor maneira de lidar com elas, além de estimular o gosto pela leitura, promover autoconhecimento, automotivação e o exercício da empatia”, comenta Sabrina.
 

Além disso, o projeto literário “Caminhando com as emoções” visou favorecer o desenvolvimento da autoestima e, ainda, diferenciar emoções, sentimentos e ações geradas por este âmbito emocional, colaborando, assim, para a externalização de suas pessoalidades, além de auxiliar na construção da representação de si e de reconhecer, em si próprio e no outro, as vulnerabilidades. Atualmente, o projeto já está na fase 3 e deve ser concluído até o final do mês de maio de 2022.

Deputado acusado de injúria racial cita avó negra em defesa

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Foto: Alesp.

O deputado Wellington Moura (Republicanos) apresentou sua defesa prévia ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde é acusado de quebra de decoro parlamentar por dizer à deputada Mônica Seixas (PSOL) que iria colocar um “cabresto em sua fala”. No documento, o parlamentar alega que não cometeu injúria racial porque é pastor e sua avó é negra. As informações são do g1.

“A avó do representado era negra. O representado é Pastor há mais de 25 anos, atuante em projetos que ajudam milhares de pessoas em situação de rua, em presídios, na Fundação Casa, em tratamento em hospitais e na luta pela proteção dos direitos das crianças e adolescentes, e no combate a violência contra a mulher. Inclusive, na Igreja a maioria dos fiéis são de ascendência negra”, diz a defesa.

O deputado também recorreu ao dicionário para explicar em qual sentido usou a palavra “cabresto” para a deputada Mônica Seixas (PSOL) durante sessão no plenário da Alesp.

“[O parlamentar] proferiu a expressão ‘vou colocar cabresto na sua fala’, com a conotação, conforme o dicionário da língua portuguesa ‘por metáfora: algo que controla, subjulga ou reprimindo’; no sentido literal, sempre que estiver à frente de uma sessão, irá utilizar de mecanismos para controlar as falas excessivas ou de temas divergentes que fogem à ata da sessão.”

Já as advogadas da deputada, Renata Cezar e Rosana Rufino, afirmam, em nota, que a defesa do deputado “demonstra que na visão dele controlar, subjugar e reprimir uma parlamentar e mulher negra no exercício dos seus direitos políticos é aceitável ou que o fato dele ser pastor e conviver com pessoas negras ou mulheres banalize ou minimize a agressão por ele proferida”.

Ainda de acordo com as defensoras da parlamentar, “é comum que pessoas acusadas de racismo sempre respondam que é coisa da cabeça da população negra e que somos um povo miscigenado, com antepassados negros (‘minha avó era negra’ – aspas do próprio deputado em plenário e linha de sua defesa)”.

Diego Moraes conquista medalha de prata no Pan-Americano de Karatê

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Foto: Erica Santos.

O karateca-jornalista Diego Moraes conquistou sua primeira medalha com a Seleção Brasileira de Karatê. Ele levou a medalha de prata na categoria até 84 kg no Pan-Americano de Karatê, realizado em Curaçao.

A trajetória de Diego no campeonato começou com uma vitória contra o atleta de Trinidad Tobago por 4 x 0 um empate contra o atleta de Curaçao por 2×2 e uma vitória contra o atual campeão pan-americano Jorge Merino, por 2 x 0. Na semifinal, o colombiano Santiago Vera, terceiro colocado no último Pan, perdeu de 2 x 1.

A disputa da final foi acirrada, e ficou no 1X1 até os últimos segundos. Porém, como a igualdade dava a medalha de ouro para o rival, o brasileiro partiu para cima e, na troca de chutes, acabou sofrendo o golpe que valia dois pontos e saiu derrotado por 3 x 1. No próximo domingo Diego volta ao tatame para a disputa por equipes.

Nas redes sociais, o atleta comemorou a conquista. “A primeira medalha com a Seleção Brasileira veio após 5 combates. Somos prata no Pan-americano de karate! Top 2 das Américas! Escrevo no plural, pq o triunfo é coletivo! Desde as pessoas, que de longe, fizeram a diferença mandando todas as energias positivas”, disse Diego.

Modus operandi em dois atos: de George Floyd a Genivaldo Santos

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George Floyd e Genivaldo Santos. Foto: Reprodução.

O dia 25 de maio carrega consigo o peso da morte por falta de ar. Na mesma data, em anos diferentes, George Floyd, nos Estados Unidos e Genivaldo Santos em Sergipe, no Brasil, foram brutalmente assassinados em vias públicas de seus países. Chama atenção a semelhança, não somente de datas, mas do modus operandi que circunda a morte dos dois: ambos assassinados por asfixia por agentes policiais.

Nos Estados Unidos, o caso gerou uma comoção que se estendeu para além das fronteiras do país, que se viu em chamas após a morte de Floyd, escancarando a dor pela qual a população negra em todos os cantos do mundo não aguenta mais passar. Seu assassino foi condenado e passará 22 anos na cadeia.

Em Umbaúba, interior de Sergipe, cidade de Genivaldo e também cenário de sua morte, o fogo também traduziu a revolta da população. Uma barricada de pneus incendiados fechou a BR-101, a principal do país e que passa pela cidade. Moradores e movimentos sociais ocuparam as ruas onde não se pode andar tranquilo para dizer que já basta.

No noticiário, várias são as explicações que tentam justificar a morte de Genivaldo. Nenhuma explica nada, além do que se vê nas difíceis imagens que circularam por todo o Brasil: um homem com esquizofrenia foi abordado de forma truculenta e colocado em uma câmara de gás improvisada no porta-mala de uma viatura. Não sem antes sofrer manobras de sufocamento mecânico, com o cotovelo do policial sobre sua garganta.

Em nota, a PRF alega ter usado manobras de “menor potencial ofensivo” e que Genivaldo “passou mal” no caminho para a delegacia. Se não fosse um descaso tão grande com a dor de sua família, da população que assistiu a esse horror e de todo o povo preto no Brasil e no mundo, seria risível.

Os dois casos ilustram o que há muito já sabemos: não é seguro ser negro no Brasil e em nenhum pais orientado por uma lógica branca de manutenção da “ordem” a partir da aniquilação de nossos corpos. Não existe caso isolado, existe um projeto bem coordenado e articulado que nos mata diariamente, em situações semelhantes, de formas parecidas, pelas mãos de uma polícia que tem, como diz o lema da Polícia Rodoviária Federal, “orgulho de pertencer”, servir e manter esse projeto de extermínio.

Letitia Wright diz que ‘Pantera Negra 2’ homenageará o legado de Chadwick Boseman

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Foto: Reprodução / Variety.

Após um longo período em silêncio, a atriz Letitia Wright finalmente falou sobre as novidades em torno do filme ‘Pantera Negra: Wakanda Forever’. De acordo com a artista, em nova entrevista para a revista Variety, o longa funcionará como uma grande homenagem ao legado deixado por Chadwick Boseman, ator que faleceu em agosto de 2020, após complicações de câncer de cólon. “Nós o honramos nos comprometendo com a história que ele começou, o legado que ele começou com essa franquia“, disse Wright. “E nos comprometemos todos os dias a trabalhar duro, não importa quais circunstâncias enfrentássemos – e enfrentamos muitas circunstâncias, muitas situações difíceis – mas nos reunimos como uma equipe e colocamos tudo neste filme, então eu estou animada para que vocês vejam”.

Durante a entrevista, Wright também fez referência às recentes acusações de que ela teria se negado a tomar vacina contra COVID-19 e as controvérsias geradas após sucessivas pausas nas gravações de ‘Pantera Negra’. “Aprendi que na vida você só precisa continuar forte com aquilo em que acredita, em termos de seu talento, em termos de seu desejo de impactar o mundo com sua arte, e é exatamente isso que estou fazendo e Estou tão orgulhoso de mim e do filme que será lançado este ano. Estou muito orgulhoso disso”, disse Wright. “É uma honra incrível para Chadwick Boseman, está repleto de coisas emocionantes”.

‘Pantera Negra: Wakanda Forever’ estreia mundialmente no dia 10 de novembro.

Morgan Freeman é banido permanentemente da Rússia

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Morgan Freeman. Foto: Divulgação.

A Rússia proibiu permanentemente mais de 900 políticos, líderes executivos e personalidades norte-americanas de entrarem no país. Incluindo lideranças de destaque no cenário econômico e tecnológico, como Joe Biden, Kamala Harris e Mark Zuckerberg, o nome do ator, diretor e produtor Morgan Freeman chamou atenção da mídia.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou os banimentos como parte de uma resposta às sanções impostas aos Estados Unidos e sua participação na guerra da Ucrânia. “No contexto da resposta às sanções anti-russas constantemente impostas pelos Estados Unidos e em conexão com as solicitações recebidas sobre a composição pessoal de nossa ‘lista proibida’ nacional, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia publica uma lista de cidadãos americanos que estão permanentemente proibidos de entrar na Federação Russa”, disse o Ministério em comunicado.

Morgan Freeman. Foto: Getty Images.

O banimento de Freeman pode ser explicado por conta de sua participação num vídeo de 2017, em que ele aparece narrando um comitê para investigar o envolvimento da Rússia na eleição presidencial norte-americana de 2016. No registro em questão, o ator de 84 anos diz: “Fomos atacados. Estamos em guerra. Imagine este roteiro de filme: um ex-espião russo, irritado com o colapso de sua pátria, traça uma rota de vingança. Aproveitando o caos, ele sobe na hierarquia de uma Rússia pós-soviética e se torna presidente“. A ação foi vista como um insulto a Vladimir Putin, líder russo.

“As contra-sanções russas são forçadas e visam forçar o regime governante americano, que está tentando impor uma ‘ordem mundial baseada em regras’ neocolonial ao resto do mundo, a mudar seu comportamento, reconhecendo novas realidades geopolíticas”, destacou o comunicado oficial do Ministério russo. Aos 84 anos de idade, Morgan Freeman não se manifestou sobre o ocorrido.

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