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Após caso de racismo, Luísa Sonza é removida do REP Festival, maior evento de rap do Brasil

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Foto: Reprodução / Redes Sociais.

A cantora Luísa Sonza foi removida do line up do REP Festival, maior festival de rap do Brasil. Informação foi confirmada nesta segunda-feira (24) através das redes sociais do evento. Durante a última semana, após confirmação de Sonza entre os artistas, o festival foi amplamente criticado. Presença da cantora foi questionada após o caso de racismo movido por Isabel Macedo de Jesus, que acusou a cantora de agressão durante show em Fernando de Noronha.

Luísa Sonza faria uma participação no show de Xamã. Agora, a presença da cantora foi substituída pelo rapper cearense Don L. O REP acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 11 e 12 de fevereiro. Este ano, nomes como Emicida, Racionais MC’s, Ludmilla e IZA se apresentam no festival.

“Pedi desculpas diretamente para Isabel, pra depois vir falar qualquer coisa aqui. Também resolver judicialmente. Eu fiz o texto com a Isabel, de uma maneira que ela se sentisse confortável, satisfeita com isso. Eu tô feliz que tenha conseguido resolver isso”, disse Sonza num pronunciamento através das redes sociais, durante o início de outubro.

Depois que comecei a entender tecnicamente essa situação, eu entendi que esse processo não era sobre a indenização, era sobre o direito, o dever e o desespero de ser ouvida. De uma situação que acontece diariamente com as pessoas. E que a gente faz o tempo todo sem nem saber que está fazendo”, destacou Sonza. 

O REP Festival declarou que não irá se pronunciar sobre as mudanças na programação.

“A criança não nasce racista”, Adriana Alves reflete sobre racismo sofrido pela filha

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Foto: Reprodução / Adriana Alves

No último domingo (23), a atriz Adriana Alves compartilhou um vídeo em suas redes sociais relatando um caso de racismo sofrido pela filha, Olívia, de 6 anos. Alves conta que sua filha relatou que outra criança havia dito que não gostava dela por conta do tom de pele dela. “Minha filha chegou para mim e falou ‘mamãe, tem uma menina que não gosta de mim. Ela disse que não gosta de mim por causa do tom da minha pele. Ela é racista, né?'”.

Ao responder a filha, Adriana ressaltou as qualidades da criança. “Minha filha, você é uma criança extraordinária, linda, inteligente, gente boa, sabe o que quer. É uma criança indispensável entre o seu núcleo de amigos. Agora veja bem, que azar que tem essa sua colega, não vai ter a sua companhia, não vai ter você como amiga”, relatou.

“Infelizmente a criança não nasce racista, a pessoa se torna racista certamente por uma referência muito próxima a ela”, refletiu a atriz em outro trecho do vídeo. “Você que é racista, sinto muito, olha o que você vai ter que aturar”, finaliza.

Eddy Jr. recebeu duas multas após reclamações de barulho da Elisabeth Morrone; vizinhos negam importunação

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Fotos: Reprodução/TV Globo

No último domingo (24), o Fantástico exibiu a entrevista com o Eddy Jr. Segundo o humorista, desde abril que a Elisabeth Morrone vinha o acusando de fazer barulho, além de invadir e roubar o apartamento dela.

“Eu me mudo para um lugar melhor para começar a trabalhar, pago para ter minha paz, ter mais segurança, e acontece nesse tipo de coisa, entendeu?”, diz Eddy Jr., que saiu da periferia de Guarulho, Grande São Paulo, há oito meses para morar no condomínio United Home & Work, na capital paulista.

O influenciador diz que diversas vezes foi acordado na madrugada ao receber ligações da portaria, pedindo para ele fazer menos barulho. “Os meninos da portaria falavam: ‘Tem uma vizinha que reclama de você todo santo dia’. E aí chegou uma notificação, de duas multas que eu tinha tomado por importunação, por fazer barulho”.

O vizinho Gustavo Jorge Luís Pedrosa afirma que Eddy não faz barulho no prédio.”Minha mãe de 82 anos mora comigo, tem um sono leve, e nunca fomos incomodados com o barulho do nosso vizinho. Seguramente é um ato racista, é um ato que temos que nos posicionar contra”.

Apesar das constantes reclamações, inclusive acusação de invasão e roubo registrado no livro de ocorrências do prédio, Eddy só conheceu Elisabeth no dia 31 de agosto, quando foi ofendido e gravou a situação pela primeira vez.

Depois desse ataque racista, o filho da Elisabeth apareceu na porta da casa do humorista, tocou a campainha e com uma faca na mão, dava golpes na parede do elevador. A equipe do Fantástico afirma que teve acesso ao laudo psiquiátrico que afirma ele ter deficiência mental leve.

A aposentada ainda não prestou depoimento para a polícia. No sábado (22), a Justiça determinou que ela não se aproxime do Eddy, e que ela saia das áreas comuns do prédio quando ele estiver presente. Na semana passada, o humorista deixou o condomínio temporariamente.

Na sexta-feira (21), um grupo de homens negros, formado por intelectuais, artistas e ativistas lançou um manifesto contra os ataques racistas sofridos pela população negra no Brasil. O texto foi publicado um dia depois da manifestação que aconteceu na frente do prédio do humorista Eddy Jr. Leia mais aqui!

Assédio eleitoral nas igrejas atinge pessoas negras com mais violência, afirma pesquisador

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Foto: Reprodução.

Nestas eleições, a participação de líderes religiosos tentando determinar de maneira contundente a escolha para o pleito presidencial tem ganhado espaço nas notícias. O chamado assédio eleitoral, uma prática criminosa que atenta contra a liberdade de voto, se mistura com o papel de líder e a confiança que um fiel tem em seu pastor, padre ou outra denominação sacerdotal.

Um caso que chamou muita atenção nos últimos dias, foi o da senadora Eliziane Gama (Cidadania/MA), que foi alvo de uma nota de repúdio da Assembleia de Deus após declarar voto em Lula. 

A nota dizia que “a grande maioria dos posicionamentos da senadora caminha na direção contrária ao que a organização defende e acredita, como a preservação dos bons costumes, da família tradicional e o apoio ao governo que defende os princípios e pautas conservadoras”.

Para João Bigon, que é professor, escritor e mestre em relações étnico-raciais, apesar de estar ganhando destaque nestas eleições, o fenômeno é antigo – com casos desde antes de 2016, quando pessoas foram expulsas de igrejas ao denunciar o golpe contra Dilma Rousseff –  e atinge de maneira ainda pior as pessoas negras. 

“Para população negra é mais danoso porque vem acompanhado de violências muito específicas. Diferente de pessoas que estão sendo expulsas por uma posição política, pessoas negras estão sendo expulsas por reivindicar sua identidade. Não só do ponto de vista dessas motivações, mas em como isso é colocado. Expulsão, pessoas que são expostas à vergonha pública no meio de um culto, no meio de uma atividade pública da igreja, pessoas que são retaliadas em grupo de WhatsApp. Esse modelo de linchamento que é muito racista desde sempre”, explica Bigon. 

Para João Bigon, casos de assédio eleitoral com pessoas negras trazem fortes marcas de linchamento. Foto: Reprodução

Foi exatamente este tipo de exposição que teve Eliziane Gama como alvo. Para João, que também é evangélico, é muito importante que quem convive em uma comunidade de fé que tem este tipo de prática se retire destes ambientes. 

“Para quem continua em comunidade de fé em que o pensamento hegemônico é esse tipo de pensamento, que retalia, que expulsa, que violenta, saia dessa porque essa comunidade não é comunidade de fé, uma comunidade de ódio, ela é unificada pelo ódio, pelo preconceito, pela exclusão. Ela é uma comunidade que se une para excluir, se une a partir da exclusão dos outros. Então, saia porque isso não vai edificar a sua fé em nenhum sentido”, conclui.

Apesar das tentativas de convencimento e coerção, é fundamental ter consciência de que o voto é secreto, uma escolha pessoal e intransferível. Qualquer tentativa de retenção de documentos, de prender pessoas em igrejas e outros templos com a justificativa de vigílias no dia da eleição para tentar coagir pessoas a votar em um candidato específico é ilegal. 

MOVER e Descomplica lançam 3 mil vagas para curso de tecnologia para pessoas negras

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Foto: Freepik

Estão abertas as inscrições para concorrer a uma bolsa de estudo no curso de formação na área de tecnologia, focado em Desenvolvimento Web, Arquitetura e Fundamentos de Redes de Computadores. São 3 mil vagas disponíveis, exclusivas para pessoas negras. A iniciativa é do MOVER (Movimento pela Equidade Racial) e a Descomplica, edtech brasileira de ensino à distância.

De acordo com um estudo realizado pela PretaLab, em parceria com a ThoughtWorks, aproximadamente 32% das equipes de tecnologia não têm pessoas negras em sua composição. 

“Sabemos que a tecnologia é um dos segmentos que mais crescem no mundo e um dos mais competitivos do mercado. Por isso, queremos, através dessa parceria, construir pontes que facilitem o acesso de pessoas negras contribuindo para promover a diversidade e a inclusão dentro e fora das organizações”, declara Luciene Malta, gerente de Projetos Sociais do Movimento.

A iniciativa foi idealizada a partir de uma pesquisa da BRASSCOM (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), que afirma que mesmo considerando a previsão de abertura de 158 mil vagas por ano na área de T.I, mais de 100 mil ainda não serão preenchidas. Uma das razões para essa lacuna é a falta de mão de obra qualificada no mercado.

Utilizando a metodologia inovadora e acessível Descomplica, com aulas leves e didáticas, o curso terá duração de 15 semanas. A formação requer apenas 10 horas semanais, o que possibilita aos alunos adaptar as aulas às suas rotinas. Entre as matérias, estão Coaching e planejamento de carreira; Organização e produtividade remota; Arquitetura de computadores e Rede de computadores. As primeiras, de soft skills, objetivam formar profissionais prontos para o dia a dia do trabalho e as necessidades do mercado atual. Além disso, as turmas terão acesso a comunidade e tutoria via Discord ou Telegram, e receberão o certificado de conclusão ao final do curso. 

“Nós precisamos olhar para o todo, não apenas para o gap na área. É importante que haja um equilíbrio nas contratações e que façamos nossa parte na profissionalização e inclusão de perfis diversos nos mercados”, afirma Bety Tichauer, diretora de Expansão da Descomplica. 

Para se inscrever, basta acessar o site https://parceiros.descomplica.com.br/mover e preencher um formulário com dados cadastrais e um teste de personalidade, que priorizará as pessoas que tenham resiliência e disponibilidade. As inscrições recebidas passarão por uma triagem que selecionará os alunos que irão ganhar o curso. As inscrições vão até dia 24 de novembro.

Serviço 

Formação Tech 

Vagas: 3 mil  

Data de abertura para inscrições: 24 de outubro de 2022 

Data de encerramento: 24/11

Link: https://parceiros.descomplica.com.br/mover 

Mumuzinho e Xande de Pilares estão em triângulo amoroso na novela ‘Todas as Flores’

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Estreando como ator, o sambista Xande de Pilares está celebrando seu papel em “Todas as Flores”, primeira novela da TV Globo transmitida exclusivamente pelo Globoplay. Xande vive o personagem Darci, que é casado com Chininha ( Micheli Machado). Ela tem um caso com Joca, vivido pelo cantor Mumuzinho, que está em seu primeiro papel fixo em novelas.

Ambos integram o núcleo cômico de “Todas as Fores”. Na trama, Darci é porteiro da Rhodes e, assim como seu intérprete, também está envolvido no mundo do samba como diretor de bateria do bloco Filhos da Gamboa. “S eu Darci é uma espécie de referência do bem, da paz. Ele está sempre tentando amenizar os problemas da família”, comentou o músico durante entrevista.

Diferente de Darci, Joca, personagem interpretado por Mumuzinho, é um homem com comportamentos questionáveis. Ele vai se aproximar de Chininha e terá um caso com ela. Joca é diretor e produtor de cinema. “Ele não vale nada, é um cafajeste. Ele faz o papel do machista, homofóbico, é um cara totalmente diferente do que eu vivo”, explicou Mumuzinho.

Juntos, os cantores integram um núcleo formado majoritariamente por atores negros e que está bastante envolvido com o universo da música. A mãe de Chininha é a dona Darcy, interpretada por Zezeh Barbosa.

Já Douglas Silva volta às novelas ao lado de Mary Sheila e Leonardo Lima formam a família de sambistas, uma família que forma um trio de cantores. Oberon, personagem de Silva também deve trazer ao espectadores a questão do priapismo, uma doença que causa ereções involuntárias. O tema promete gerar muitas discussões entre o casal Oberan e Jussara, além de levar o publico à reflexão.

Dudu Oliveira estreia como super-herói nos cinemas: “Que as pessoas possam sair inspiradas”

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Foto: divulgação

Se a representatividade de um ator negro é importante, mais importante é enxergá-lo como um artista cheio de possibilidades, que traz sua história individual, mesmo que saiba o quanto de coletivo carrega com sua presença em telas e telinhas.

Por tudo isso, o ator e apresentador Dudu de Oliveira tem muito a comemorar. Ganhando bons papéis na TV e no cinema, ele vem mostrando que pode tanto ser um anjo quanto um super-herói. Na série “Reis”, da TV Record, ele é o anjo, enquanto no cinema é um herói com jeito de Pantera Negra na comédia de ação “Abestalhados 2”. O sucesso de Abumani na novela “Gênesis”, também na Record, garantiu o convite para viver o mensageiro do Rei Davi. 

“Não queria fazer nada igual ao meu último trabalho na casa. E fazer um anjo negro é de extrema importância, na representatividade. Uma felicidade viver esse personagem de maneira positiva sendo uma pessoa preta a fazê-lo! Ele chega para mostrar que corpos negros podem falar de amor e ser retratados de forma leve. Estou muito emocionado por estar vivendo personagens tão distintos um do outro”, empolga-se Dudu, que, aos 37 anos, já tem 18 de carreira.

Já o filme “Abestalhados 2”, o primeiro longa-metragem da carreira de Dudu, está na programação do Festival do Rio e tem estreia marcada para o dia 27 de outubro nos cinemas. No filme dirigido por Marcos Jorge e Marcelo Botta, Dudu vive um super-herói. “Ele não é protagonista do filme, mas traz um protagonismo para a história. Eu ainda não tinha visto super-heróis em filmes nacionais serem retratados como o meu, cheio de efeitos especiais, essa coisa de Hollywood. E, sendo negro, acho que as pessoas vão lembrar muito do Pantera Negra. Tem um quê dele na minha construção do personagem. Que as pessoas possam sair do cinema inspiradas”, anseia o ator.

Das novelas ao cinema: conheça a trajetória de Dudu Oliveira

O ator nasceu em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto de 1985. O início no teatro foi quase por acaso, por causa da emoção que sentiu ao ouvir um amigo formado em Artes Cênicas falando do amor à profissão. Então, começou a estudar teatro ao mesmo tempo em que fazia estágio em Administração. A primeira experiência do ator – apresentando esquetes num shopping de Caxias – provocou tanto encantamento e felicidade que Dudu, mesmo se formando em Administração, resolveu seguir como ator.

Dudu mudou-se para São Paulo e lá fez muita publicidade, que o projetou com sucesso. Participou de oito peças de teatro, como “O canal”, texto de Gary Richards dirigido por Mario Bortolotto. Mas foi sua atuação na peça “Em legítima defesa” – com direção de Eugênio Lima – , que o deu a passagem sem volta para peças com temáticas negras.

Além da novela e da série na TV Record, Dudu de Oliveira teve outras experiências no audiovisual. Participou de curtas-metragens e das séries “3%” (Netflix); “Homens” (Amazon Prime); “Carcereiros” e “Sexo e as negas” (TV Globo); “Chamado central” (MultiShow); “Tempero secreto” (GNT); “Quero ter um milhão de amigos” (Warner Channel). Projetos futuros? Em breve, Dudu Oliveira poderá ser visto numa série do Canal Brasil e já está em negociação para um novo filme.

‘Till – A Busca Por Justiça’: filme retrata a luta histórica de uma mãe contra o racismo sistêmico dos EUA

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Foto: Orion Pictures.

A história de Emmett Till, o adolescente negro, que foi sequestrado e torturado aos 14 anos no Mississipi, em 1955, ganhará um novo filme sob a perspectiva amorosa e forte da mãe, Mamie Till. Vivendo luto, a mulher enfrenta toda a estrutura dos Estados Unidos com o objetivo de expor o racismo por trás do ataque cruel ao seu filho, enquanto trabalha para que os envolvidos sejam levados à justiça.

O longa, que deve estrear no Brasil em janeiro, traz Danielle Deadwyler, Whoopi Goldberg, Frankie Faison, Haley Bennett e Jalyn Hall no elenco. “Esse filme é também uma história de amor entre mãe e seu filho, a alegria e a humanidade que também existiam dentro deles e entre eles”, disse a diretora, Chinonye Chukwu.

Till – A Busca Por Justiça. Foto: Orion Pictures.

Aclamado pela crítica e já despontando como um dos destaques ao Oscar 2023, ‘Till’ aborda as consequências do fato que causou uma comoção mundial e impulsionou movimentos contra a violência à pessoas negras nos Estados Unidos. “Eu diria para a maioria das pessoas, você assistiu coisas muito piores na sua televisão, você viu coisas muito piores na sua televisão, coisas muito mais explícitas. Isso vai funcionar em seu cérebro, isso vai fazer você pensar: ‘como podemos evitar que esse tipo de coisa nunca mais aconteça?’”, contou Whoopi Goldberg em entrevista para a Reuters.

“Temos que manter um entendimento de que este é um ser humano com uma experiência humana profundamente urgente e trágica que ainda está se manifestando hoje sob a forma de pessoas, outros negros, famílias perdendo suas filhas, filhos de um tipo muito, muito semelhante”, disse Danielle Deadwyler, que na trama, interpreta o papel principal, de Mamie Till.

Comerciante chinês é preso por racismo contra mulher negra: “pele abaixo do padrão”

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Foto: Reprodução.

O comerciante chinês Jiyong Yu foi preso em flagrante por racismo após negaruma vaga de emprego a uma mulher negra por ela ter “tom de pele abaixo do padrão”. Tudo aconteceu quando a vítima, uma mulher negra de 26 anos, se dirigiu à loja, na localizada na Rua Dias da Cruz, no Méier, para concorrer a uma vaga de emprego.

Ela entrou no estabelecimento depois de avistar, na fachada, o anúncio de contratação, mas disse ter sido destratada pelo comerciante Jiyong Yu, de 37 anos, que apontava para a sua pele. Com a chegada de agentes do programa Segurança Presente, que foram acionados por uma testemunha, Yu, que é chinês, alegou não saber falar português, mas disse aos policiais, por meio de um aplicativo de tradução, que a mulher tinha cor “abaixo do padrão”. Ele foi detido em flagrante e conduzido até a 19ª DP (Tijuca) pelos agentes.

“A mulher tinha tom de pele abaixo do padrão, então ela não foi recrutada para o trabalho”, disse Jiyong aos policiais. Vítima e acusado foram levados à Central de Flagrantes da 19ª DP, onde Yu foi preso em flagrante por crime de racismo.

Indicados na categoria “Melhor criação”, chefs apresentam suas principais receitas no Prêmio Gastronomia Preta

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Foto: Reprodução

Receitas autorais, inspirações de família e pratos que nasceram de maneira despretenciosa, mas ganharam o gosto do público. Essas são as criações da chef Dandara Batista e dos chefs Rodrigo Rosa e Vagner Luiz. Em comum, os três são chefs de cozinha negros que estão concorrendo na categoria “Melhor criação”, do Prêmio Gastronomia Preta

Dandara Batista é proprietária do restaurante Afro Gourmet, localizado no Rio de Janeiro, o restaurante da chef serve culinária inspirada em pratos de origem africana. Selecionada para concorrer na categoria de “Melhor Criação”, ela serviu aos jurados a Rabada Potijekos.

Foto: Dandara Batista / Reprodução

“É um prato com inspiração sul africana. É um cozido de carne com legumes. E buscando na minha memória afetiva, uma as carnes que eu mais comia na infância era rabada. É, inclusive, uma das carnes que eu mais gosto. Minha avó fazia muito a rabada quando eu era criança, então foi uma das carnes que eu decidi colocar no nosso Potijekos do Afro Gourmet e é um prato que tem muito tempero, muito carinho, muito amor”, explica Batista.

Prato Rabada Potijekos – Foto: Reprodução/Dandara Batista

Dono da hamburgueria Zona Sul da Zona Norte, Rodrigo Rosa criou o bolinho de costela defumada. A receita que nasceu quase ao acaso hoje é um dos destaques da categoria “Melhor Criação” do prêmio de gastronomia que deve homenagear os profissionais negros da área. Ao Mundo Negro, Rosa contou como seu famoso bolinho de costela defumada foi criado. 

Foto: Rodrigo Rosa / Reprodução

“Toda quarta-feira é o nosso dia de costela defumada. Como às vezes sobra algumas, tinha que levar para casa ou dar para os funcionários, então criei esse bolinho de costela defumada por 12 horas na linha de macieira e cream cheese que ficou uma loucura de sabor.  Fizemos uns 20 na primeira vez e acabou tudo no mesmo dia muito, rápido, então no dia seguinte tivemos que fazer mais e mais. Não estávamos dando vazão e tivemos que comprar uma outra churrasqueira para atender a demanda. E hoje o nosso bolinho é um sucesso graças a Deus”, celebra o chef.

Com mais uma receita de dar água na boca, Vagner Luiz, chef e proprietário do Atlântida Restaurante levou seu Tesouro de Atlântida, o famoso croquete de peixe, para concorrer como “Melhor Criação” no Prêmio Gastronomia Preta. 

Foto: Vagner Luiz / Reprodução

A receita do chef Vagner foi criada para uma ocasião especial. “O Tesouro de Atlântida (Croquete de Peixe), nasceu de uma necessidade de criar um produto para apresentar no Espaço Favela do Rock in Rio. Na época, me pediram um petisco que tem a ver com o Atlântida. Fiz uns dois, mas não gostei e cheguei nesse croquete que todos gostaram”, revelou Vagner Luiz.

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