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Com 6 indicações, Nicki Minaj volta ao VMA como apresentadora da noite de premiação

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Foto: Reprodução

Depois de ser homenageada com o Michael Jackson Video Vanguard Award no ano passado, a rapper Nicki Minaj retorna ao MTV VMA Music Awards 2023 como apresentadora. Ela concorre em 6 categorias nesta edição do prêmio, que acontece na noite desta terça-feira, 12, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Durante sua participação, a artista também deve se apresentar seu novo single “Last Time I Saw You”. A edição deste ano pode dar à Nicki seu quinto prêmio na categoria ‘Melhor Clipe de Hip Hop’ com o vídeo de ‘Super Freaky Girl’.

A cantora ganhou pela primeira vez há 12 anos e depois foi novamente escolhida em 2015, 2018 e em 2022 por “Do We Have A Problem” feat com Lil Baby.Nicki Minaj também concorre nas categorias de Vídeo do Ano, Artista do Ano, Melhor Videoclipe de R&B e Melhores Efeitos Visuais.

A premiação está prevista para começar às 21h, no horário de Brasília. A cerimônia deve ser transmitida pelo serviço de streaming Pluto TV e pelo canal de assinatura da MTV.

Clara Moneke, Djonga e Emicida se destacam como celebridades mais influentes do Brasil em 2023

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Foto: Reprodução/Reprodução/Divulgação

Nesta segunda-feira (11), o Instituto de Pesquisa Ipsos divulgou os dados da pesquisa Most Influential Celebrities 2023, que identifica as celebridades mais influentes do Brasil. Um dos destaques é a atriz Clara Moneke, que entrou para a lista pela primeira vez, e Djonga que se destacou em mais de uma categoria.

Para chegar ao resultado, a pesquisa usou nove critérios com diferentes pesos para a realização do ranking. São eles: Confiança e Credibilidade (19%), Alegria e Carisma (9%), Modernidade e Conexão Jovem (19%), Engajamento e Causas Sociais ou Ambientais (6%), Sucesso (18%), Diversidade (5%), Beleza (10%), Hábitos Saudáveis (4%) e Bom Exemplo (10%). Nenhuma celebridade negra ficou no top5 do ranking geral.

O sucesso da novela Vai na Fé continua rendendo frutos para Clara Moneke. A atriz interpretou a Kate, que se tornou uma das personagens favoritas da novela. Ela ficou com a segunda posição da categoria ‘Alegria e Carisma’, atrás apenas da atriz e comediante Tatá Werneck.

Djonga é um dos nomes do rap nacional que vem ganhando sucesso além das músicas e se destacou em mais de uma categoria. Na categoria ‘Engajamento e Causas Sociais ou Ambientais’ o rapper e apresentador Emicida ficou com o primeiro lugar, seguido por Mano Brown e Djonga em quarto lugar. A médica, ganhadora do BBB20 e apresentadora, Thelma Assis, também está na lista.

Em diversidade, a cantora Liniker ficou com o primeiro lugar, seguida por Linn da Quebrada. Ludmilla também aparece na lista em sexto lugar e Djonga, pela segunda vez na pesquisa, em quinto.  

“A evolução da lista das top10 celebridades mais influentes do Brasil, desde a primeira edição em 2017, reflete três tendências: (1) crescimento do digital como canal de acesso às celebridades – nomes que surgiram e se consolidaram nesse meio ganham cada vez mais espaço; (2) busca por maior “identificação” que se traduz em uma lista mais plural, mais diversa; (3) a busca por relevância – o que essa celebridade fala que me interessa? Nesse sentido, celebridades com credibilidade em temas específicos como finanças, alimentação e auto estima, ganharam relevância” diz Mariana Andrade, gerente sênior da área de Pesquisa de Criatividade e Comunicação da Ipsos e responsável pelo estudo.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas, entre 27 de julho e 7 de agosto de 2023, nas cinco regiões do Brasil, e possui uma margem de erro de 2.2 pontos percentuais.

Mãe da Beyoncé celebra vida da família por se reunirem no aniversário da filha: “nossa primogênita”

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Foto: Reprodução/Instagram

Beyoncé completou 42 anos no dia 4 de setembro, mas o clima ainda é de muita festa! Na noite desta segunda-feira (11), a Queen B compartilhou diversas fotos celebrando o aniversário com a presença dos pais Tina Knowles e Mathew Knowles, e do marido Jay-Z.

Tina também publicou a foto junto com a Beyoncé e o Mathew, no momento carinhoso em que eles dão um beijo no rosto da filha. “Recriamos esta foto de 2018 para celebrar nossa primogênita! Gratos a Deus por ainda podermos estar aqui e com saúde para presenciar mais um aniversário, escreveu hoje (12), no Instagram.

A mãe já havia celebrado o aniversário da filha na data com uma linda declaração nas redes sociais. “Minha filha, minha melhor amiga, minha confidente, agradeço a Deus, por me escolher para ser o navio em que você viajou para chegar a este mundo. Você é um presente raro e precioso para o mundo, não apenas como uma artista genial. Você é um presente por causa do seu lindo coração generoso, do amor que você dá. A graça que você dá, a sabedoria que você mostra, disse com uma foto antiga da Beyoncé assoprando as velinhas junto com os filhos, ainda pequenos. 

Mathew também publicou um texto comemorando mais um ciclo da Queen B e o impacto que ela continua causando no mundo, com a Renaissance Tour. “Além de assistir seu incrível talento exibido com força total no palco, também vejo cada show reunindo pessoas de todos os credos, origens, raças, idades e identidades. É uma visão incrível testemunhar estranhos conversando, dançando, rindo e comemorando juntos em cada show sem julgamento – apenas amor. Beyoncé, você deu ao mundo mais do que um show. Você iniciou um movimento, celebrou o pai.

3ª Semana de Cinema Negro exibe filmes nacionais e africanos e faz homenagem a Ruth de Souza em Belo Horizonte

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Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente - Foto de Leticia Santinon

Durante toda a semana, o governo de Belo Horizonte promove a 3ª Semana de Cinema Negra. São mais de 70 filmes internacionais, que contam a história dos cinemas africanos e o diálogo com a população, e nacionais contemporâneos realizados em 2022 e 2023. O festival também conta com oficinas, debates e homenagens a grandes nomes do audiovisual.

Em sua terceira edição, o festival vai acontecer de forma híbrida, com sessões presenciais  Cine Humberto Mauro/Palácio das Artes e no Cine Santa Tereza. Já alguns filmes brasileiros estarão disponíveis nas salas de exibição e na plataforma Cine Humberto Mauro Mais.

Nesta edição, os filmes estão divididos em temas: Cinemas Africanos contam suas histórias; 50 Anos de Touki Bouki, Celebrando o Cinema de Djibril Diop Mambéty; Cine-Escrituras Pretas; Cinema Negro e Experimental com Crystal Z Campbell; Sessão Homenagem Maria José Novais Oliveira; 5 Anos de Ponta de Anzol; e Ibejis (Infantil).

Para a idealizadora, Layla Braz, o festival tem como missão criar um espaço de construção de memória que ultrapassa as salas de cinema. “Eu sempre cito a frase de Girish Shambu ‘o mundo é maior e vastamente mais importante do que o cinema’. A gente se utiliza do cinema para alcançar as pessoas e ajudá-las a visualizar diversas formas de existir”.

Um dos destaques do festival, é a homenagem à atriz Ruth de Souza, que faleceu em 2019 aos 98 anos. Na quinta-feira (14) será exibido “Diálogos com Ruth de Souza”, da diretora Juliana Vicente. Logo depois da exibição, acontecerá um debate com as curadoras Cecília Godoi e Rayanne Layssa. “Ruth com seu talento e genialidade quebrou barreiras e construiu uma estrada por onde Juliana Vicente e tantas outras passaram e continuam passando”, comentou a curadora Rayanne.

Outra homenagem é para a produtora mineira Ponta de Anzol Filmes, que completa cinco anos de existência A produtora possui destaque no cenário nacional com seus curtas-metragens e já participou de diversos festivais nacionais e internacionais além de prêmios como BFI Flare: London LGBT Film Festival, Festival de Gramado, Festival de Brasília e Janela Internacional de Cinema do Recife. Em comemoração, será estreado o curta Ramal, de Higor Gomes e que foi premiado como melhor Curta-Metragem no festival Olhar de Cinema em Curitiba.

A Semana de Cinema Negra acontece até o dia 17 de setembro com toda a programação gratuita. A programação completa pode ser conferida no site.

Nina Silva estava em Marrocos durante o terremoto que matou mais de 2 mil pessoas: “Momento triste e trágico para a população marroquina”

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Foto: Reprodução

Um forte terremoto atingiu o Marrocos na sexta-feira, 8 de setembro. O tremor é um dos mais destrutivos no mundo nos últimos anos e o mais forte em mais de cem anos, causou abalos na região localizada nos arredores de Marraquexe, atingindo a magnitude de 6,8 de acordo com os serviços de geologia norte-americanos e de 7, conforme informações divulgadas pelo centro de pesquisa científica e técnica do país localizado no norte da África. 

Na manhã da última segunda-feira, 11, o Ministério do Interior do Marrocos informou que o número de mortos no país havia subido para 2.862 pessoas e o número de feridos chega a 2.562, mas podem aumentar nos próximos dias, já que as equipes de resgate ainda não conseguiram chegar nos vilarejos remotos que estando localizados nas montanhas e que foram devastados.

A empresária, Nina Silva, que viajou para o Marrocos para participar do Desert Women Sumnit, um encontro entre mulheres com foco em discussões sobre equidade de gênero, lamentou o ocorrido. “Momento triste e trágico para a população marroquina. Espero que às famílias fiquem em segurança e sejam confortadas nesse momento de tanta dor.”

Nina contou nas redes sociais o que tem acompanhado durante os últimos dias após o terremoto: “Sabemos que no último dia 8 de setembro aconteceu um terremoto em Marrocos, onde eu me encontro. Esse terremoto aconteceu na região de Altos Atlas, que é uma região à sudoeste de Marraquexe. Vocês viram imagens de Marraquexe, a população em desespero nas ruas, isso porque é uma população que não sofre com terremoto frequentemente então não possuem orientação. Além também das estruturas das casas e prédios serem muito, muito antigas. Construídas a barro, a pedra, então realmente o que fazer nessas horas quando não se tem um terremoto dessa magnitude há 120 anos?”

Ela também disse que na região onde está hospedada os abalos foram bem fracos. “Estou bem, na região de Arfoud no deserto do Saara onde me encontro os tremores foram muito leves sem danos ou feridos”, escreveu na legenda.“E os abalos aqui mais a leste a gente sentiu muito, muito fraco e não causaram danos. Mas nas regiões arredores de Marraquexe, principalmente nas províncias, nós tivemos um grande número de pessoas mortas, principalmente nas províncias, mais de duas mil pessoas mortas, mais de mil e quinhentas pessoas feridas”, relatou. 

Durante o final de semana, a CEO do Movimento Black Money havia feito uma publicação para comunicar que estava bem e afirmou que volta para o Brasil nesta semana: “Estou bem não houveram danos na cidade de Arfoud onde me encontro, 500km de Marrakesh onde ocorreu o sismo. Até às 05h da manhã daqui não tinha noção que havia mortos e feridos. Uma tragédia as perdas de centenas de vidas, o clima é de tristeza e solidariedade a todas as famílias e todo o povo marroquino pelo impacto do sismo em suas cidades. Agradeço as inúmeras mensagens e telefonemas, todas estamos seguras, seguiremos a programação da nossa imersão e na próxima semana regressarei ao Brasil”.

Nova Feira Preta: maior festival de cultura negra da América Latina agora será em maio, com novo formato e local

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Foto: Isa/Feira Preta

O Festival Feira Preta, o maior da cultura negra da América Latina, terá grandes mudanças em sua próxima edição. Com o tema “Ser Feliz é a Nossa Revolução”, a 22ª edição será realizada de 03 a 05 de maio de 2024, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e contará com atrações nacionais e internacionais, além de uma ampla programação de atividades.

Com uma proposta inovadora, o festival tem como objetivo criar e enraizar felicidades coletivas, promovendo a celebração das identidades pretas e impulsionando a prosperidade, não só pelo entretenimento, mas também pelo impacto social. Esse novo momento foi pensado com a finalidade de trazer novas experiências e pautar novas construções para o público do evento. Para isso, a equipe da PretaHub, holding do Festival Feira Preta, contou com o apoio de Bárbara Soalheiro, idealizadora da metodologia do MESA, e seu time, para reunir especialistas em festivais, publicidade e entretenimento, que contribuíram com a criação de soluções para escrever juntos esta nova etapa da história do Festival.

O Festival se propõe a estar no mapa dos grandes festivais que acontecem no Brasil e a mudança da estrutura é um marco nesse posicionamento que se fortalece com a presença de artistas renomados. E para viabilizar esta edição, o evento será realizado no modelo freemium, baseado na criação e disponibilização de espaços gratuitos e pagos, ambos com shows de grandes artistas pretos reconhecidos na cena musical, ativações de marcas, feira de empreendedores, palestras e espaço gastronômico.

Segundo Adriana Barbosa, fundadora e idealizadora do Festival Feira Preta, o evento já se reinventou diversas vezes, a partir das mudanças dos cenários sociais, culturais e políticos brasileiros, tendo a questão racial no centro disso. “O Festival Feira Preta foi um dos principais movimentos a pautar o mês de novembro e propor para a comunidade negra um espaço seguro, potente e de celebração. A nossa decisão de ir para o mês de maio tem o objetivo de construir uma outra narrativa para um período onde pouco se fala sobre as potências negras, convocando o mercado a incentivar eventos voltados à comunidade durante todo o ano”, explica Adriana. 

Fundado em 2002, o Festival Feira Preta nasceu para a venda de produtos e serviços de empreendedores negros. Ao longo desses 21 anos, mais de 250 mil pessoas, 7 mil artistas, 3 mil empreendedores do Brasil e de outros países da América Latina já passaram pelo evento. No formato online, em 2020 e 2021, foram mais de 65 milhões de views. Ao todo, com as vendas de produtos e serviços de afroempreendedores, o Festival movimentou mais de R$15 milhões diretamente. “O Festival Feira Preta é um lugar onde podemos ser quem desejamos, existir sem medo, ser e nos reconhecermos abundantes. E é por este motivo que reestruturamos nosso festival para se tornar algo ainda maior e possível de experiências, trocas e felicidades coletivas”.

Foto: Venancio

As marcas que estão construindo esta nova edição

O apoio das marcas foi fundamental para essa repaginada do evento que poderá oferecer uma estrutura ainda melhor para o público. “O Festival Feira Preta, bem como todas as iniciativas da PretaHub, tem estimulado as empresas a investir na potencialidade da população negra brasileira, produzindo pesquisas e projetos sobre o consumo deste grupo. São investimentos como esses (das marcas) que aceleram iniciativas para além do ESG, reconhecendo essa população como agente direto na movimentação da economia, bem como entendendo a urgência dos departamentos de marketing a também destinarem seus recursos para potencializar seu impacto”, afirma Adriana.

E novembro, como fica?

Até a data do festival, a PretaHub tem uma série de ações voltadas para a comunidade negra, entre elas estão o lançamento da Plataforma Global de Festivais de Afro Culturas, os reports sobre consumo e economia criativa da população negra, o evento de premiação do Pretas Potências, e o evento SPerifas – voltado ao empreendedorismo e cultura, que acontecerá nos distritos de Perus, Parelheiros, Bela Vista, Itaim Paulista e Vila Maria, regiões que receberam neste ano a jornada formativa empreendedora. Além disso, haverá também uma Rodada de Negócios com os empreendimentos participantes do Programa de Aceleração Afrolab, e a realização das versões pockets da Feira Preta junto a organizações públicas e privadas. “A mudança de data do festival marca o nosso compromisso em pautar os interesses e necessidades da nossa comunidade durante todo o ano, inclusive em novembro”. finaliza Adriana. 

Steve Biko, o idealizador da Consciência Negra

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Foto: Reprodução

Texto: Ricardo Corrêa

Em vida, ele foi a faísca que acendeu uma fogueira em toda a África do Sul. Sua mensagem aos jovens e estudantes foi simples e clara: Preto é Lindo! Tenha orgulho da sua negritude! E com isso ele inspirou nossos jovens a se livrarem do sentimento de inferioridade em que nasceram, como resultado de mais de trezentos anos de domínio branco.Nelson Mandela

A história nos demonstra que a supremacia branca utiliza diferentes estratégias, incluindo negros traidores, para interromperem a vida dos revolucionários negros. O sul-africano Stephen (Steve) Bantu Biko é uma dessas vítimas. Ele foi assassinado no dia 12 de setembro de 1977, na África do Sul. Tinha apenas 30 anos, e estava sob custódia da polícia sul-africana. O crime bárbaro provocou indignação e manifestações de diversos países contra a segregação racial naquele país. O governo declarou que a morte foi resultado de greve de fome, depois disseram que foram lesões por tentativa de suicídio, mas as investigações apontaram que Steve Biko foi vítima de torturas. Tudo aconteceu após a sua prisão no dia 18 de agosto de 1977 por – supostamente – violar as leis do apartheid. Os policiais deixaram o revolucionário despido e algemado, durante vinte dias. Ao ser maltratado por um dos policiais, revidou. Daí o espancaram provocando hemorragia cerebral. E assim permaneceu: nú, algemado e machucado gravemente. Quando resolveram levá-lo para atendimento especializado, era tarde demais.

Naqueles tempos o país estava sob o regime de segregação racial, conhecido como Apartheid, implantado depois da vitória do Partido Nacionalista. Essa execrável política vigorou de 1948 a 1994. No conjunto de políticas, havia determinação para que brancos e negros não compartilhassem os mesmos equipamentos públicos: escolas, banheiros, bebedouros, acomodações em transporte, bancos nas praça. Além disso, os negros sofriam tamanha violência do Estado. O Massacre de Shaperville, em 1960, é um dos exemplos sangrentos da época: sessenta e nove pessoas mortas, e mais de cento e oitenta pessoas feridas pela polícia. Na mesma década, Nelson Mandela foi condenado à prisão perpétua, acusado de conspiração e sabotagem.

Steve Biko (Foto: Coleção Everett/Fotosstock)

A luta de Steve Biko se desenvolveu nessa realidade. Aluno brilhante em todos os níveis que estudou, até frequentou um curso de medicina, mas abandonou. Participou e fundou organizações que enfrentavam os impactos das políticas racistas na educação, porém, foi o Movimento da Consciência Negra, surgido da Organização dos Estudantes Sul-Africanos (SASO), que teve importante influência na luta contra o apartheid. 

Steve Biko era o principal articulador do movimento; e trabalhou intensamente elaborando protestos, mobilizações, campanhas. A Consciência Negra buscava elevar o orgulho de todos os negros como arma contra o racismo e, assim, tornarem-se independentes dos brancos, nas palavras de Steve Biko “A filosofia da Consciência Negra, portanto, expressa um orgulho grupal e a determinação dos negros de se levantarem e conseguirem a autorrealização desejada.”

A história desse revolucionário precisa nos servir de inspiração na luta contra o racismo no Brasil. A Consciência Negra não pode ser mero slogan que comemoramos no mês de novembro. Devemos nos perguntar se lutamos em prol do coletivo (direitos sociais, políticos e distribuição de renda) ou a preocupação que nos motiva é apenas individual (sucesso profissional e bens materiais). Pois, se a resposta diz respeito à preocupação coletiva, estamos distantes de uma luta que no mínimo cause preocupação às classes dominantes. E se a preocupação é com o individual, sinto informar que nada faz com que o negro seja visto como branco. Não importa a posição social e econômica. O racismo não nos deixará em paz!

E não ignoro que haja ativistas e militantes, organizações e movimentos negros trabalhando para avançarmos dentro dos espaços de decisão, nas esferas institucionais, nas comunidades etc. No entanto, falta maior massificação. Há muitos negros focados no  próprio umbigo, principalmente quem ascendeu socialmente. Enquanto isso, todos os negros sofrem por ausência de cidadania. Devemos dar uma resposta concreta contra a estrutura racista que nos oprime. Para tanto, coloquemos em prática a filosofia da Consciência Negra; não deixemos que o racismo destrua o que o revolucionário Steve Biko deixou como instrumento para a nossa emancipação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIKO, Steve. Escrevo o que eu quero. São Paulo: Editora Ática, 1990.

MANDELA, Nelson. Autobiografia de Nelson Mandela – Um longo caminho para a liberdade. Lisboa: Planeta, 2009.

Curso Cozinha Ancestral: Dona Carmem Virginia lança curso exclusivo sobre comida de orixás

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Foto: Andréa Rêgo Barros

Dona Carmem Virginia, do Restaurante Altar Cozinha Ancestral, está com uma oportunidade para quem quer saber mais sobre comida ancestral. No mês de outubro, a chef está promovendo o “Curso de Cozinha Ancestral: A Cozinha dos Orixás” para iniciantes e intermediários.

São 10 vagas com aulas todas às terças-feiras no mês de outubro. O curso vai ser dividido em quatro módulos que representam os orixás e os elementos da naturez. Terra: Omolu, Ossain, Oxossi, Logun; Água: Iemanjá, Oxum, Obá, Nanã; Fogo: Exu, Ogum, Xangô; e Ar: Iansã, Oxalá, Ewá, Oxum maré + IBEJIS

As apostilas já estão inclusas e o curso acontece presencialmente no Restaurante Altar Cozinha Ancestral, na Vila Madalena, em São Paulo. Cada módulo custa R$ 700 e R$ 2.500 o curso completo. O link para a inscrição está no link do instagram do restaurante.

Coreógrafo de Ludmilla, Edson Damazzo, lança seu próprio baile na Zona Portuária do Rio de Janeiro no dia 16 de setembro

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Foto: Divulgação

Liderando o balé de grandes artistas, o coreógrafo Edson Damazzo, mais conhecido como Bibiu, está lançando seu próprio evento, o Baile do Bibiu, marcado para acontecer no dia 16 de setembro na Zona Portuária do Rio de Janeiro, próximo à Roda Gigante Rio Star. Para realizar o evento Damazzo conta com o apoio de Ludmilla e sua esposa, a dançarina Brunna Gonçalves.

A ideia por trás do Baile do Bibiu nasceu da paixão de Edson por festas e do desejo de compartilhar sua energia com um público ainda maior. Ele conta que aprendeu a fazer festas com o bloco Fervo da Lud. “Foi quando resolvi fazer o Baile do Bibiu, um baile onde todos se respeitam, dançam, curtem, beijam e se vestem como quiserem. Com, muito fervo, bebida, música boa e gente bonita””, explica Edson.

Para a primeira edição do baile, além de levar artistas já conhecidos, Edson deve dar espaço para talentos em ascensão, oferecendo oportunidades para aqueles que estão lutando para encontrar seu lugar na indústria do entretenimento. “Quero sempre dar oportunidades para essa galera que está na batalha sem oportunidades, o palco do Baile do Bibiu vai trazer sempre uma carinha nova para a galera conhecer”, afirma Edson.

Edson é coreógrafo e ator além de trabalhar como Diretor de Coreografia de Ludmilla, Lexa e Valesca Popozuda. Ele acumula 16 anos de experiência no mercado de entretenimento e trilhou um caminho impressionante em sua carreira. Iniciou sua jornada no núcleo de dança da TV Globo e desde então conquistou o reconhecimento de uma ampla variedade de artistas e celebridades da televisão brasileira. Seu trabalho inclui participações em minisséries, programas de TV no canal Multishow, HBO, entre outros.

Os ingressos para o baile podem ser adquiridos através do Sympla.

‘Calm Down’ se torna primeira música africana a bater 1 bilhão de streams no Spotify

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Foto: Divulgação

O hit viral ‘Calm Down’, do artista nigeriano Rema com participação da Selena Gomez, bateu 1 bilhão de streams no Spotify e se tornou a primeira música africana a conquistar a marca. A informação foi divulgada pelo Spotify em suas redes sociais .

https://twitter.com/Spotify/status/1701234581154709887

A música mundialmente conhecida e que se tornou um hit viral no Tik Tok entrou para o ‘Billions Club’, uma playlist seleta com apenas hits que tenha batido a marca. ‘Kill Bill’, da SZA, ‘Starboy’, do The Weeknd e ‘Diamonds’ da Rihanna também fazem parte da lista.

Essa não foi a única vitória do Afrobeats. ‘Calm Down’ também se tornou a primeira música africana a ficar um ano inteiro no Hot 100, da Billboard, e foi Top 3 música do verão 2023.

Rema, 23 anos, é atualmente um dos principais nomes do estilo musical que vem dominando as paradas. A conquista de Rema é um grande feito para a música africana e o afrobeats que vem se tornando cada dia mais relevante na indústria da música. Em 2023, o ritmo ganhou uma categoria exclusiva no Grammy e no VMA, reconhecendo sua importância. 

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