A paternidade negra é um assunto recorrente nas redes sociais. Acompanhar os cuidados que homens negros têm com seus filhos se tornou algo muito importante para nossa comunidade, que busca referências negras que falem sobre afetividade, rotina com crianças e que compartilham seu dia a dia e suas questões. Por isso trouxemos alguns dos pais pretos que você pode acompanhar.
Diego Silva
Foto: Reprodução/Twitter
Criador do perfil do Instagram e do podcast ‘Parentalidade Preta’, Diego Silva é Educador Parental certificado pela PDA (Positive DisciplineAssociation) com foco na criação radicalizada, com apego e não violenta. Diego é pai de duas crianças, Benjamin e Aurora, e compartilha reflexões a cerca da masculinidade e da parentalidade.
Sérgio Carolino
Pai de três filhos, Pedro, Maria e Caetano, Sérgio Carolino é casado com a influenciadora Andressa Reis e, juntos, produzem conteúdos sobre parentalidade. Em seu Instagram, Sérgio compartilha a rotina com a família, interage com seus seguidores mantendo conversas sobre educação respeitosa, presença paterna e afetividade.
Tadeu França
Foto: Reprodução/Instagram
Tadeu França aposta no conteúdo bem humorado ao compartilhar vídeos que retratam situações cotidianas vivenciadas por pais e mães na nossa sociedade. Através de um humor crítico, ele procura levar o público para refletir os papéis sociais estabelecidos para homens e mulheres na nossa sociedade. Tadeu é pai do Augusto e do Hugo.
Josimar Silveira
Foto: Reprodução/Instagram
Josimar Silveira, também conhecido como Jones, mantém um perfil nas redes sociais chamado Família Quilombo, em que ao lado da esposa, Adriana Arcebispo e dos filhos, Akins e Dandara, compartilham a rotina de toda a família e mostram como cuidam uns dos outros. São uma referência positiva de família negra.
A Disney continua avançando na promoção da diversidade em suas produções audiovisuais. O estúdio está atualmente empenhado no lançamento de “Wish: O Poder dos Desejos”, um filme que introduzirá a nova princesa Asha, com estreia mundial marcada para novembro.
Na trama do longa animado, acompanhamos a jornada de Asha, uma jovem perspicaz de 17 anos, que é negra e latina. Em um momento de necessidade profunda, ela formula um pedido poderoso aos céus. Contudo, Asha se surpreende ao ver seu pedido atendido por Star, uma entidade cósmica poderosa, de uma maneira mais próxima do que jamais imaginou.
Após o primeiro encontro entre Asha e Star, esses dois personagens se unem com o propósito de confrontar o Rei Magnífico. A narrativa gira em torno de sua tentativa de salvar a comunidade e de demonstrar que a junção entre a determinação de um ser humano corajoso e a magia das estrelas pode desencadear eventos verdadeiramente extraordinários. Essa é a essência do filme, conforme descrito em uma sinopse oficial.
A voz da princesa Asha será interpretada por Ariana DeBose, atriz vencedora do Oscar. Sua representação dará vida à primeira princesa afro-latina da Disney. Esta nova adição ao universo da Disney não apenas encanta, mas também reafirma o compromisso do estúdio em abraçar e celebrar a diversidade em todas as suas formas.
Foto: Reprodução / Disney.
A direção desse novo filme está a cargo de Chris Buck, conhecido por seu trabalho em “Frozen”, e Fawn Veerasunthorn, que faz sua estreia como diretora após uma sólida trajetória em produções como “Zootopia” e “Raya e o Último Dragão”, no departamento de animação da Disney.
Há meio século, em 1973, surgia nas ruas do Bronx, em Nova Iorque, um movimento cultural que viria a transformar o mundo da música, da arte e da sociedade em geral: o Hip-Hop. Hoje, celebramos os 50 anos deste movimento que transcendeu fronteiras e se tornou uma força poderosa de expressão, resistência e mudança. Desde então, essa forma de arte com bases negras poderosas tocou todos os cantos do nosso mundo e evoluiu para uma das forças culturais mais significativas da atualidade.
O Hip-Hop nasceu das circunstâncias das comunidades marginalizadas, refletindo as lutas e aspirações das vozes silenciadas. As festas de rua, os block parties, os MCs e os DJs foram os pioneiros dessa revolução cultural, usando a música como um meio para contar histórias autênticas sobre a vida urbana, a desigualdade, a negritude e a política. O Hip-Hop não era apenas uma forma de entretenimento; era um microfone amplificado para as verdades que muitos tentavam ignorar.
Wu-Tang Clan. Foto: Divulgação.
Ao longo das décadas, o Hip-Hop evoluiu e se diversificou, abrangendo uma gama infinita de estilos e temas, passando por Jay-Z, Kanye West, Nicki Minaj, Cardi B, até Megan Thee Stallion, Lil Nas X e Doja Cat. Desde o rap consciente até o gangsta rap, do boom bap ao trap, o Hip-Hop adaptou-se às mudanças culturais e tecnológicas, continuando a falar diretamente às novas gerações. As letras e os ritmos se tornaram veículos poderosos para transmitir mensagens de empoderamento, justiça social, amor, superação e autoexpressão.
Mas o Hip-Hop é mais do que apenas música; é uma cultura completa. A dança do breakdance, a arte do grafite e a moda única são todas partes integrantes dessa expressão multifacetada. Quando se fala de influência e impacto no mundo do hip-hop, poucos grupos podem se igualar ao lendário Wu-Tang Clan. Desde sua ascensão nos anos 90 até os dias atuais, o Wu-Tang Clan deixou uma marca indelével na música, na moda e na própria essência da cultura hip-hop. Com uma mistura única de talento lírico, produção inovadora e uma estética distintiva, o Wu-Tang Clan transcendeu as fronteiras do gênero e moldou seu próprio legado.
O grupo originário de Staten Island, Nova Iorque, formado por uma constelação de MCs talentosos – RZA, GZA, Method Man, Raekwon, Ghostface Killah, Inspectah Deck, U-God, Masta Killa e Cappadonna – trouxe uma abordagem revolucionária para o hip-hop. Eles se destacaram por sua narrativa inspirada em artes marciais, letras cruas e a capacidade de contar histórias complexas que refletiam a realidade das ruas e a luta pela sobrevivência.
Além do impacto cultural, o Hip-Hop também teve uma influência profunda no cenário social e político. Artistas como Tupac Shakur, Public Enemy e N.W.A. usaram suas plataformas para abordar questões como brutalidade policial, desigualdade racial e pobreza. Essas vozes se tornaram catalisadoras de mudanças, inspirando debates e ações que levaram a avanços significativos na sociedade.
Rapper Tupac Shakur. Foto: Raymond Boyd/Getty Images.
Hoje, podemos ver os frutos desse movimento nas indústrias criativas, na moda, no entretenimento e até na educação. O Hip-Hop não apenas inspirou artistas de todos os tipos, mas também gerou programas educacionais que usam a cultura para engajar os jovens em salas de aula ao redor do mundo.
Enquanto celebramos 50 anos de Hip-Hop, também reconhecemos que há desafios a serem superados. A comercialização excessiva e a diluição das mensagens autênticas são preocupações legítimas. No entanto, a essência do Hip-Hop permanece viva e resiliente, lembrando-nos constantemente de onde viemos e para onde podemos ir.
A culinária quilombola resiste e agora tem o apoio do governo federal em uma iniciativa inédita. O Edital “Sabores e Saberes da Gastronomia Quilombola”, lançado pela Fundação Cultural Palmares no início de agosto tem como principal objetivo fortalecer e promover as práticas culinárias das comunidades remanescentes de quilombos. Ao todos serão selecionadas 50 iniciativas que serão contempladas com o valor de R$ 50 mil reais cada.
O programa quer dar visibilidade aos saberes e costumes gastronômicos únicos dessas comunidades, enquanto também mapeia as ricas experiências relacionadas à culinária que emergem desses espaços culturais singulares.
Além disso, o edital busca destacar a importância da Economia Criativa no contexto das comunidades quilombolas. O enfoque não se limita apenas ao registro e mapeamento dos produtos culinários, mas também envolve ações que promovem o desenvolvimento econômico sustentável dessas comunidades por meio de suas tradições culinárias. Os participantes serão incentivados a se engajar em um processo de inscrição rigoroso, passando por etapas de habilitação e avaliação, que culminarão na seleção e premiação de 50 projetos vencedores.
Ao enfocar os sabores e saberes gastronômicos dos quilombos, o edital pretende protagonizar a preservação e o aprimoramento das tradições culinárias locais. O uso de técnicas tradicionais e a incorporação de processos criativos alimentares tornam-se parte integral da manifestação cultural dessas comunidades, agregando valores culturais e econômicos que podem contribuir para a geração de renda.
O Prêmio “Sabores e Saberes da Gastronomia Quilombola” surge como um veículo para resgatar, destacar e celebrar os costumes e práticas da culinária quilombola. O reconhecimento e a valorização desses aspectos não apenas honram as raízes históricas dessas comunidades, mas também estabelecem um legado para as futuras gerações, transmitindo conhecimentos autênticos e fortalecendo a identidade cultural.
Nesse contexto, a cultura gastronômica assume uma relevância singular, fundindo aspectos culturais e econômicos. Ao impulsionar oportunidades de geração de renda através das práticas culinárias tradicionais, o edital contribui para a sustentabilidade das comunidades quilombolas e fomenta um ambiente em que a preservação das tradições é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento local e à promoção da herança cultural.
Durante as oitavas de final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e San Lorenzo, dois argentinos foram presos em flagrante pelo crime de racismo após imitarem macacos e atirarem uma banana em uma banana que acertou uma criança torcedora do São Paulo. O incidente ocorreu hoje no Estádio do Morumbi, na noite da última quinta-feira (10).
O primeiro detido, um torcedor argentino que estava na seção destinada aos visitantes, foi flagrado pelas câmeras fazendo imitando um macaco em direção aos espectadores brasileiros na seção intermediária. Além disso, uma banana foi atirada e atingiu uma criança. O pai da criança relatou o incidente à polícia, apresentando a casca da banana como prova. As autoridades identificaram o agressor por meio de imagens de celular e o detiveram. Ele foi acusado de crime flagrante de racismo.
Conforme a partida chegava ao fim, a atenção se voltou para a área dos diretores e o camarote VIP do San Lorenzo. Um segundo indivíduo, supostamente um dirigente do clube argentino, foi visto imitando os mesmos gestos ofensivos. Após a eliminação da equipe do San Lorenzo, o segundo homem argentino fez gestos semelhantes a macacos em direção aos torcedores e aos membros oficiais brasileiros. Ele foi detido no local.
O delegado César Saad, do Departamento de Repressão a Intolerância no Esporte (DRITE), ligado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas confirmou as informações em entrevista para o portal UOL. Saad enfatizou que as imagens eram auto-explicativas e, somadas aos depoimentos das vítimas, forneciam provas incontestáveis. “Estão presos em flagrante com base principalmente nas imagens e também no depoimento das vítimas. Daqui serão transferidos para um centro de detenção provisória. Crime de racismo não é passível do pagamento de fiança. Ficam presos e à disposição da Justiça”, afirmou o delegado.
Os dois indivíduos argentinos também serão transferidos para um centro de detenção provisório. “Esses indivíduos estão detidos com base principalmente nas evidências em vídeo convincentes e nos depoimentos das vítimas. Eles serão levados para um centro de detenção temporário e não são elegíveis para fiança devido à natureza do crime. Eles permanecerão sob custódia até que o processo legal seja concluído”, explicou o Delegado Saad.
O processo legal envolverá um julgamento em que os acusados terão o direito a uma defesa robusta. Eles poderão apresentar sua versão dos eventos e serão assistidos por advogados. Representantes do consulado argentino estiveram envolvidos durante todo o processo, fornecendo tradução e apoio.
O empresário Geraldo Rufino, que iniciou sua vida profissional trabalhando como catador de lixo reciclável e fundou a primeira e maior empresa de reciclagem de peças de caminhões do Brasil, está sendo investigado pela Polícia Federal por fraude e lavagem de dinheiro.
Em nota ao Metrópoles, Rufino, que também ficou conhecido como o ‘catador de sonhos’, negou as acusações e explicou que as dívidas mencionadas nos processos não são dele. Atualmente, tanto a Polícia Civil de São Paulo quanto a Polícia Federal estão conduzindo investigações relacionadas à família do empresário e suas empresas. Na esfera estrita das dívidas, decisões judiciais têm reconhecido o uso de laranjas para Rufino se esquivar de pagamentos e driblar execuções milionárias. “Eu tenho uma família de empreendedores. Na minha família, somos 150 pessoas, e mais de 40 têm CNPJ. Sobrinho, filho de sobrinho, irmã, tio. O meu time, quando eles crescem comigo, eu mesmo ajudo eles a montar o negócio deles. Eu tenho pelo menos 25 pessoas que trabalharam comigo que têm a minha atividade”, afirma o empresário.
Rufino disse ainda que as acusações não possuem provas. “Eu sei que existem pessoas que tentam me ligar nisso quando tem uma coisa errada, mas nunca conseguiram porque é uma narrativa que não fecha, não é verdade. E eu sempre fui muito transparente, eu nunca neguei para ninguém que eu quebrei seis vezes, mas nunca fugi do meu problema”, afirma. “Se fosse verdade (o esquema com laranjas), eles tinham derrubado minha RJ (recuperação judicial). E por que eles não derrubam a RJ? Porque não é verdade. Eu não devo a eles. Não devo o que eles dizem que eu devo. A dívida não é minha, é do meu filho, e eu só fui solidário porque achei que (o credor) era amigo, eu não ia deixar ele na mão porque ele fez negócio com meu filho confiando porque era meu sobrenome. Era a única coisa. O resto é narrativa”, afirma.
Contando a história do crescimento do Hip Hop, nesta sexta-feira (11), o Spcine, em colaboração com o Instituto Geledés, lança o documentário “Projeto Rappers: A Primeira Casa do Hip Hop Brasileiro – História e Legado”, em homenagem ao mês do Hip-Hop, que completa 50 anos. O documentário será lançado em uma sessão especial, no Circuito Spcine, com participação especial de Sueli Carneiro.
Com direção de Ildslaine Silva (Mc Sharylaine) e Clodoaldo Arruda, o documentário relata a união da juventude negra periférica de São Paulo e o feminismo negro que deu origem ao Projeto Rappers, do Instituto Geledés, no final dos anos 1980, que ajudou para o crescimento da cultura Hip Hop.
A sessão especial acontece às 19h no Circuito Spcine do Centro Cultural Olido, próximo da 24 de maio, que foi escolhido por ser um local importante para a história do Hip Hop brasileiro.
O lançamento vai contar com a presença da Sueli Carneiro, um dos nomes mais importantes do feminismo negro do país, dos diretores do documentário, e também da diretora-presidente da Spcine, Viviane Ferreira.
O evento é gratuito para o público, mas possui ingressos limitados à capacidade máxima do cinema. É preciso retirar os ingressos com 1 hora de antecedência na bilheteria. Caso haja lotação, será realizada uma transmissão simultânea na parte externa da galeria.
“Projeto Rappers: A Primeira Casa do Hip Hop Brasileiro – História e Legado” vai ficar em cartaz em diversas salas de cinema do Circuito Spcine durante o mês de agosto e setembro e também está disponível online no Spcine Play, gratuito para todo o Brasil.
Além do documentário, durante o mês de agosto a Spcine vai promover outras homenagens em comemoração aos 50 do Hip Hop, incluindo uma nova estante no Spcine Play, com curadoria parceira de Jaqueline Lima Santos, doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Harvard Alumni Fellow (no The Hiphop Archive Research Institute) e realizou um pós-doutorado sobre pedagogias Hip-hop no percurso formativo de estudantes que ingressaram na universidade pelo sistema de ações afirmativas.
Também vai ficar disponível no streaming por 24h, a partir de domingo (13) o documentário “Jair Rodrigues – Deixa que Digam”, sobre um dos maiores artistas negros do Brasil e que influênciou o rap nacional com seu samba “Deixa isso pra lá”, de 1960.
O beijo entre Popó (Mestre Ivamar) e a professora Celeste (Cyda Moreno) na novela “Amor perfeito”, foi um gesto emblemático, de enorme impacto no imaginário que povoa a cabeça de milhões de pessoas que viram a cena de duas pessoas idosas negras se beijando. O beijo, que é tradução de um ato de intimidade entre duas pessoas que se amam, transbordou alegria e paixão. Cena muito comum nas novelas, mas ganha uma dimensão explosiva quando se dá entre duas pessoas idosas e negras. Rompe com estereótipos de violência e tristeza e abre um caminho infinito de possibilidades de afetos e carinhos.
Dois atores que, com muita naturalidade, traduziram o anseio e o desejo de milhões de pessoas negras, que não têm a oportunidade de se reconhecerem nos folhetins da televisão brasileira. O amor abre portas e consolidada visões humanas e sensíveis da convivência de pessoas negras.
Eu não me lembro quando vi pela primeira vez uma cena de amor com pessoas negras. Lembro das cenas de amor com o ator Sidney Poitier, mas não me lembro de uma carícia, um beijo. Um filme mudo americano de 1898 foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Chicago e da Universidade do Sul da Califórnia, e traz a primeira representação cinematográfica conhecida de afeto entre pessoas negras no cinema americano.
Com 30 segundos de duração, o curta “Something Good – Negro Kiss” [“Alguma coisa boa – beijo negro”, em tradução livre] mostra um homem e uma mulher negros – os atores Saint Suttle e Gertie Brown – que se beijam, se abraçam, seguram as mãos um do outro e riem para a câmera.
O Movimento Negro Unificado, de maneira pioneira, abordou o assunto em seu jornal. “Reaja à Violência Racial: beije sua preta em praça pública” Em 1991, o verso do poeta Lande Onawale, ainda com o pseudônimo Ori, estampou a capa de uma das edições do jornal do MNU (Movimento Negro Unificado).
Amar e mostrar afeto em público entre pessoas negras transformou-se em um símbolo de rebeldia e insubordinação ao discurso racista que apaga as demonstrações de carinho e afeto entre pessoas negras. Como diz o ator e dramaturgo Clayton Nascimento: “Arte também é justiça”.
O beijo de idosos é tão intenso, tão ardente, tão maravilhoso, que a idade só aumenta a intensidade com o tempo. É muito gostoso ver dois idosos se acariciando em público e escandalizando os jovens com sua alegria de viver.
O beijo de Popó e Celeste alimenta a verdade de que o amor não acaba com a idade, mas transforma-se em beleza e sonhos, que alimenta a vontade de viver.
Conhecido como ‘Rei da Black Music Brasileira’, o cantor Gerson King Combo, falecido em setembro de 2020, terá sua história contada no documentário “Gerson King Combo – o filme”, que tem estreia prevista para o dia 28 de agosto no Music Box Brazil, canal de televisão por assinatura dedicado exclusivamente a música brasileira.
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A direção do documentário é assinada por David Obadia, um dos fundadores da Cultne, que passou um bom tempo acompanhando o artista e teve a oportunidade de conhecer sua grandeza de perto. Obadia conheceu Gerson King Combo em 2006 em um churrasco na casa do ator Serjão Loroza: “Quando cheguei em casa, fui pesquisar o nome dele e fiquei espantado com o que encontrei. Muita coisa boa! Foi então que passei a frequentar seus shows e ver a forma como o público e outros artistas o tratavam. Eles batiam continência para o cara, o chamavam de Mestre, pessoas como Fernanda Abreu e Marcelo D2, como outros artistas que participaram do documentário. Então, estou muito feliz de finalmente colocar essa obra nas ruas, junto de grandes parceiros”.
Para o Mundo Negro, o diretor falou sobre a relevância do músico para a cultura negra brasileira: “Eu devolvo essa pergunta com outra: Pra quem é a cultura brasileira? Se for para o povo preto, Gerson é pedra fundamental musical na luta contra o racismo estrutural que assola nosso país. Se for para o povo branco, King embala os primeiros capítulos do “manual” do letramento racial no Brasil. Se for para a pluralidade de povos que habitam nosso território, Combo é um sorriso interminável de afeto, amor e carinho, sem jamais perder o suíngue, ímpeto e a força na luta por um mundo mais justo”, ressaltou.
O documentário conta com depoimentos de grandes nomes da música, amigos e admiradores da pessoa e do artista Gerson como Elza Soares, Zezé Motta, Marcelo D2, Dom Filó, Alcione, Fernanda Abreu, Serjão Loroza, Mr. Catra, o DJ Afrika Bambaataa, os rappers Thaíde e Rappin’ Hood, e muitas outras estrelas.
Nascido no dia 30 de novembro de 1943, na cidade do Rio de Janeiro, Gerson King Combo ficou amplamente conhecido durante as décadas de 1960 e 1970, quando se tornou um dos artistas mais queridos e influentes da época. Além de sua contribuição para a música brasileira, o artista foi uma figura importante na luta contra o preconceito racial e social, principalmente nos subúrbios. Ele quebrou barreiras e se tornou um ícone para a comunidade negra, inspirando gerações de músicos e artistas.
“O Movimento Black Rio proporcionou um mar de possibilidades para cada um que viveu aquele belo momento. Tivemos as Noites do Shaft, a Soul Grand Prix, a Banda Black Rio, e artistas como Carlos Dafé e Gerson King Combo. Ondas negras de brilho e esperança contribuindo para o frescor da negritude brasileira. Somos múltiplos, com várias nuances, entre elas a Black Music de James Brown”, destacou o jornalista Dom Filó, fundador da Cultne, que viveu o auge da Black Rio ao lado de King Combo.
Ao falar sobre como conhecer Gerson King Combo é importante para os jovens, principalmente aqueles que querem ingressar na música, Dom Filó afirma que: “Para a garotada que está chegando, sintam-se privilegiados em estar vivendo este momento em que nós mesmos reverenciamos nossas estrelas. O filme em homenagem a Gerson King Combo é um deleite, emoção, esperança, ancestralidade, alegria e vida! Somos nós!”.
“Destaco uma cena no filme especialíssima com Elza Soares onde ela aparece brilhante, linda e sintetizando: ‘O Brasil não conhece o Bra(s)zil’.”, pontuou. “A juventude negra está em busca de suas histórias para nelas se inspirarem, assim como eu me inspirei nos anos 70 com a música negra. O filme é uma mensagem ao letramento racial. Afinal, cultura negra transcende”, ressaltou Dom Filó.
Além da direção de David Obadia, “Gerson King Combo – o Filme” têm direção de produção de Mauricio Eiras, dois dos fundadores do primeiro canal de televisão 100% focado em cultura negra, a Cultne TV juntamente com Dom Filó, e produção Executiva de Belisario Franca, sócio fundador da produtora Giros Filmes, uma das maiores produtoras de conteúdo audiovisual do Brasil e uma das únicas três produtoras brasileiras que integram um longlist do Oscar.
A cantora e apresentadora Jojo Todynho passou por uma cirurgia bariátrica na última terça-feira (8). Através das redes sociais, a artista revelou que fez o procedimento por questões de saúde e não por estética. “Cirurgia por mínima que seja, tem risco. Tem risco desde o momento que você toma anestesia. Eu optei pela saúde, optei por uma vida melhor“, destacou a apresentadora. “Estética? Isso não. Se eu fosse boba com negócio de estética eu estava cheia de botox na cara, não preciso disso, o que vale pra mim é minha saúde. E minha saúde ela tem que estar em primeiro lugar”, concluiu.
Em outro trecho do vídeo, Jojo enfatizou o desejo de realizar o procedimento sem contar detalhes nas redes sociais. “Não porque eu sou uma pessoa pública que eu tenho que vir aqui e contar todos os meus passos. Vocês já ouviram dizer que o segredo do sucesso é cala a boca? Conquista primeiro depois você conta. Até quem está do teu lado, se o mesmo sangue que você, torce contra você“, destacou ela.
Nesta última quarta-feira (9), Jojo também explicou o motivo de não contar para a internet que iria realizar a bariátrica. “É uma cirurgia delicada, então eu não tenho que ficar respondendo se eu vou fazer ou não. As decisões tomadas são da minha vida e não da internet. E quando eu voltar pra casa vou falar pra vocês tudo direitinho como foi esse processo“, contou ela.
Em novembro de 2022, Jojo comentou sobre o desejo de realizar a cirurgia bariátrica. “Hoje eu estou dando um novo rumo à minha vida, com a certeza que tudo agora mudou e eu estou preparada”, escreveu ela à época. “Por isso falo com vocês: faça tudo o que você quiser e quando esse desejo partir de você e não por pressão alheia”.