Rap de mensagem!!! É isso que Ana P. traz em seu novo single, intitulado “Ana Preta“, que aborda o empoderamento feminino e protesta contra o machismo e racismo, tem instrumental de Dj Max e Dj Qap. A música tem batida forte, dançante e moderna, que garantem um pouco de leveza ao tema tão pesado. O videoclipe foi lançado pelo canal Rap Box, do Léo Casa 1.
Na faixa, menciona Dandara(guerreira negra do período colonial do Brasil, esposa de Zumbi dos Palmares) e complementa dizendo: “não quero a sobra de nada, brigo por todas, minha luta é diária. Branco, preto, amarelo, pago o preço tenho apreço. Te respeito, e mereço, mereço o mesmo sentimento”.
O clipe conta com a presença de mulheres negras importantes em seu convívio: Bruna Battys (estilista), Klass Doll (rapper), Mari Teixeira (produtora executiva), Karina Matos (esteticista), Carol Romero (maquiadora), Amanda Negrasim (cantora), Welida Queen (cabeleireira e maquiadora), Yasmin e Íris (irmãs), Mayah (enteada) e sua filha Ana Crystinah, que completa o time com chave de ouro.
Antecedendo o lançamento do vídeo, Ana promoveu também um minidoc com os bastidores da gravação que rolou no Estúdio Casa 1 e foi produzido pelo Na Cena e um lyric no YouTube.
Nascida em São Mateus, periferia de São Paulo, Ana Paula Onofre, começou sua trajetória no Hip Hop como dançarina de Street Dance e, devido ao engajamento com o movimento, em 2010 iniciou sua carreira como rapper junto ao grupo “AS MINA”; coletivo de rap que integrou por cinco anos. Agora em carreira solo, Ana prepara o lançamento do seu primeiro EP que, além da faixa “ANA PRETA”, contará com a participação do rapper Thaíde em uma das músicas.
Nesta quarta-feira, dia 25, data em que se comemora o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha e também o Dia de Tereza de Benguela, no Brasil, o Negras Plurais visa promover um momento de reflexão sobre a pluralidade da mulher negra brasileira e trazer à tona importantes discussões sobre gênero, representatividade e afirmação. O evento será às 19h, no Pub Charlie Brownie, na Rua Lima e Silva, n° 795, em Porto Alegre.
A produtora cultural e curadora do evento, Caroline Moreira, para abordar temas que permeiam o dia a dia da mulher negra, convida para o bate papo: a advogada Andreia Campos, a produtora de conteúdo e criadora do blog Asna, Bruna Boeira, a cantora, compositora e atriz, Daya Moraes, a empreendedora e miss plus size Fernanda Dias, a empresária do ramo de moda Márcia, Pâmela Machado, do blog Uma Crespa e ativista LGBTQ e Patrícia Carneiro, que é publicitária e empreendedora.
O evento tem como finalidade falar sobre ações afirmativas individuais, trazendo reflexão e inspiração para que o caminho das mulheres negras seja de ascensão e abundância. As mulheres negras têm constantemente problemas enquanto afetividade e espaços de acolhimento verdadeiro. Fazendo com que tenham que seguir ‘padrões’ para se tornarem aceitas socialmente.
“Quando quebramos esse paradigma de padrão e nos colocamos responsáveis pela construção da nossa própria história, mudamos a nós e criamos a rede de apoio que precisamos para nos fortalece. Nossas plurais são mulheres negras na área de comunicação, moda, economia, política, arte, empreendedorismo, música e marketing. Com essa pluralidade toda essa programação está imperdível”, reforça Carolina.
Os ingressos custam 15 reais e podem ser comprados no link: https://www.eventbrite.com.br/e/negras-plurais-tickets-48108001327.
O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) convidou a jornalista Glória Maria, o dramaturgo Elísio Lopes, a Diretoria Executiva do ID_BR, Luana Génot, o rapper Jota Jr., o Diretor executivo da Aegea,Josélio Raymundo, a médica dermatologista, Doutora Katleen Conceição e a advogada Ana Carolina Lima para estrear a nova campanha, intitulada “Você me conhece?“, que foi criada com a proposta de mostrar que profissionais negros podem ocupar todas as áreas do mercado de trabalho.
A maior parte das personalidades que participaram da gravação da campanha estarão presentes no III Fórum Sim à Igualdade Racial, realizado pelo ID_BR, que acontecerá no dia 8 de agosto, na Casa Natura Musical, em São Paulo. O evento é gratuito e visa conectar profissionais negros a grandes empresas.
Para participar do III Fórum Sim à Igualdade Racial, basta fazer a pré-inscrição e a equipe do ID_BR entrará em contato com os selecionados. O local é sujeito a lotação.
Confira a programação:
14:30 – 15:10: Abertura da casa | Networking | Brindes especiais para os 50 primeiros participantes
15:10 – 15:30: Pronunciamento de abertura
15:30 – 15:50: Intervenção artística
15:50 – 16:30: Palestra – Pitching, networking e rodada de negócio: Modo de Preparo
16:30 – 17:10: Palestra O futuro do trabalho e ações afirmativas
17:10 – 17:30: Circulação no espaço / networking / Novas oportunidades
17:30 – 18:10: Debate Igualdade Racial e Educação
18:10 – 18:50: Debate Saúde e mercado de trabalho
18:50 – 19:20: Circulação no espaço / networking / Novas oportunidades
19:20 – 20:20: Oráculo | Projeto voltado para negros Speakers e suas trajetórias
20:20 – 21:00: Palestra Carreira & Inspiração com Glória Maria
21:00- 22:00: Show
Sobre o ID_BR
ID_BR é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil, que promove os direitos humanos. Com foco na luta pela igualdade racial, desenvolveram a campanha Sim à Igualdade Racial, com o proposito de conscientização e engajamento de organizações e da sociedade civil em prol das ações afirmativas e crescimento socioeconômico da população negra, através da inserção no mercado de trabalho.
O dia 25 de julho se tornou um marco na luta pela inclusão, justiça e igualdade de direitos para as mulheres negras da República Dominicana desde que se intuiu, em 1992, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.
Pensando nisso e com o objetivo de celebrar a data, o Museu Afro Brasil, por meio do núcleo de Educação, irá realizar a visita temática “Mulheres Negras na América Latina: Presença e Palavra”, destacando a presença e a participação das mulheres na formação dos Estados/Nações na América Latina e no Caribe. Durante a visita, os participantes serão convidados a refletir a respeito das experiências dessas mulheres nos processos de enfrentamento do racismo e das discriminações, das opressões e das violências sofridas pelas pessoas negras.
A visita será no próximo sábado (21), às 14h e no dia 25, quarta-feira, será às 11h30. A entrada é gratuita. O Museu fica na Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10 – Parque Ibirapuera (SP). Mais informações: http://www.museuafrobrasil.org.br.
Trazendo uma reflexão sobre representatividade na produção cinematográfica brasileira contemporânea, o Sesc Ipiranga apresenta do dia 16 de julho à 26 de agosto a mostra “Cena Preta, Plano Negro”, que aborda a temática “Negritudes”.
Através da exibição de longas, médias e curtas-metragens, dirigidos por negras e negros; mesas de bate-papos, oficina e uma apresentação musical, a mostra sugere outras possibilidades de expressões e existências para além do discurso dominante, que historicamente, relegou aos negros papéis secundários e estereotipados nas produções brasileiras.
A edição é parte de um ciclo de mostras que busca iluminar as temáticas: gênero, sexualidade, negritudes e direito a ocupação e moradia, no cinema brasileiro. Com o tema Negritudes, a proposta é discutir a presença de negra e negros na produção das obras e os papéis desempenhados pelos mesmos no contexto dos filmes.
Foto: Alile Dara
As exibições acontecem no teatro do Sesc Ipiranga, na área de convivência e no espaço “sala de estar”, montado especialmente para o projeto. Além de assistir aos filmes o público poderá participar de bate-papos, de uma oficina de tranças e penteados e uma apresentação musical com o rapper Tiely, no dia 29/07.
O projeto segue com exibições de curtas-metragens até o dia 26 de agosto.
As crianças são contempladas com sessões especiais. No dia 01 de agosto, quarta, das 19h30 às 20h30 no Cine Favela, em Heliópolis e nos dias 21 e 22 de agosto, das 9h às 10h, no teatro do Sesc Ipiranga.
Exibições
No dia 26, quinta, das 19h às 20h, duas exibições trazem o olhar de cineastas negras com “O dia de Jerusa” e “Mulheres Negras: Projetos de Mundo“.
A mostra continua no dia 27, sexta às 16h, com a exibição do documentário Raça, obra que apresenta o trabalho de três afro-brasileiros que lutam por igualdade racial: Paulo Paim, único negro senador da república, Netinho de Paula, cantor e apresentador de TV e Miúda dos Santos, neta de escravos e ativista quilombola.
No sábado,dia 28,das 16 às 17h é a vez de “Aquém das Nuvens“, “Cores e Botas” e “Nada“.
Dia 29, domingo, das 16h às 17h, a mostra exibe quatro documentários que tratam de questões relacionadas às mulheres. “Nós, Carolinas”, “No ritmo das obás“, “Cabelo Bom” e “As minas do rap”.
Exibições contínuas de curtas-metragens
As sessões acontecem de forma sucessiva e sequencial, no espaço “Sala de Estar” entre os dias 27/07 e 25/08, de terça a sábado, das 10h às 22h. “A piscina de Caíque“, “Pele Suja Minha Carne“, “Pretas no Hip Hop“, “No beco da Preta“, “Negritudes Heliópolis“, “Lápis de Cor“, “Crespos” e “Empoderadas“.
Foto: Guilherme de Souza
Bate-papos
No dia 26/07 (quinta-feira), às 20h,abre a mostra obate-papo “Representatividade e a presença negra na produção cinematográfica brasileira”,com participação de Carolina Costa, presidente da comissão de gênero, raça e diversidade da ANCINE, e as cineastas Viviane Ferreira eDay Rodrigues.
A proposta é discutir a representatividade e a presença negra na produção dos filmes brasileiros.
No dia 28/07 (sábado), às 17h, a mesa Três gerações na direção cinematográfica brasileira – com a participação dos cineastas: Renata Martins, Gabriel Martins e Adélia Sampaio, considerada a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil – apresenta um panorama histórico da produção cinematográfica realizada por negros.
Oficina
Em dois encontros, dias 28 e 29 (sábado e domingo), das 13h às 16h, a oficina Tranças e penteados, com Amanda Diva Green, a hairstylist conhecida por pentear personalidades negras e LGBTs, apresenta técnicas de trançagem que são base para a criação de diversos penteados. Durante a atividade Diva propõe um amplo debate que relaciona identidade, autoestima, estereótipos e adolescência.
Show: Tiely convida Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys
No domingo, dia 29, às 18h,encerrando a primeira etapa da mostra, o rapper Tiely convida artistas do Hip Hop e de outras vertentes para dividir o palco num show que mistura música, performance e diversidade.
Sessões especiais para crianças
As sessões para crianças acontecem no dia 01 de agosto, das 19h30 às 20h30, no Cine Favela, em Heliópolis e nos dias 21 e 22 de agosto (terça e quarta) das 9 às 10h, no teatro do Sesc Ipiranga, com exibição dos curtas:
A piscina de Caíque – o filme conta a história um garoto que vive numa região onde a falta de água e o calor são constantes. Ele sonha em ter uma piscina até entender que falta algo mais importante para sua família do que o tão desejado objeto.
Òrun Aiyê: a criação do mundo – na animação o vovô Bira narra para a sua neta Luna como os deuses africanos Olodumaré, Orunmilá, Oduduwa, Oxalá, Nanã e Exú interagem para criar a Terra e os seres humanos.
Cores e Botas – no filme Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem-sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é Negra e não se enquadra no perfil das garotas selecionadas pelo programa.
A Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (FNMH2), em parceria com coletivas de mulheres de Pernambuco (responsáveis pela organização estrutural) e coletivas de mulheres em diversos estados (responsáveis pelo cronograma, caravana e reuniões regionais), leva a 6ª edição do Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop pela primeira vez a cidade de Recife (PE), do dia 28 à 30 de setembro.
Lunna Rabetti
Segundo Lunna Rabetti, presidente da FNMH2, no fórum se tem a oportunidade de vivenciar realidades diversas, se reconhecer na outra, trocar experiências, conhecer mulheres de outros estados. “É um intercâmbio de vidas que se fortalecem, esse ano será em Pernambuco e sair do eixo Sudeste se faz necessário, são múltiplas demandas e devem ser ouvidas. Proporcionar esse fórum ao lado de tanta mana guerreira é uma satisfação que não cabe no peito”.
As inscrições estão abertas para mulheres interessadas em propor uma grade de atividades (compor mesas de debate, palestras, rodas de conversa, apresentações artísticas), após a inscrição, uma das coordenadoras regionais entrará em contato para convidá-la a participar dos encontros de elaboração para a ida ao fórum. O principal objetivo do Fórum é realizar um intercâmbio de ideias, compartilhando, fortalecendo e definindo novos rumos para as mulheres no Hip Hop e que a participação de cada uma é necessária para contribuir nesta construção.
Com o intuito de promover workshops de maquiagem para pele negra, a marca NYX Professional Makeup convidou a influenciadora Daniela da Mata para ensinar truques de beleza. A influenciadora, que soma mais de 45 mil seguidores em seu perfil no instagram @damatamakeup, comanda a primeira escola de maquiagem para pele negra e aborda, em suas redes sociais, temas de empoderamento e autoconhecimento.
O evento será realizado em cada uma das três lojas da NYX Professional Makeup. O primeiro será no dia 23 de julho, às 17h, no Pátio Paulista, em São Paulo. Em seguida, dia 24 de julho, às 17h, no Barra Shopping e dia 25 de julho, às 16h, no Shopping Rio Sul, ambos no Rio de Janeiro. A entrada é gratuita e os participantes terão desconto de 15% após cada aula, na loja do shopping em que foi realizado o evento.
Sobre a marca
A NYX Professional Makeup é uma linha de cosméticos profissionais de alta qualidade. A possui uma linha de bases fluídas, a Total Control Drop Foundantion, com 30 cores em portfólio e um amplo espectro de nuances para pele negra, por R$ 62. Criada por makeup artists e profissionais para ser usada por qualquer amante de maquiagem não importa gênero, idade ou etnia. A NYX Professional Makeup entrega inovação em produtos profissionais de qualidade excepcional comprometida com total autoridade de cores e tendências a preços acessíveis.
Pesquisa recente revela dados preocupantes no que tange à crescente tendência de disseminação de discursos de ódio, racismo e diferentes formas de intolerância nas redes sociais brasileiras. Em primeiro lugar, 81% das vítimas de discursos de racismo no Facebook são mulheres negras na faixa etária de 20-35 anos. Em segundo lugar, a maioria das pessoas que se engaja na prática de construção e disseminação de tais discursos preconceituosos (65,6% dos casos analisados) são rapazes jovens de 20 e poucos anos. Além disso, o estudo evidencia também que, grande parte destes discursos é transmitida por intermédio de piadas depreciativas contra mulheres negras.
Diante disso pode-se perguntar, por exemplo, o que está por trás destes discursos ou quais são suas motivações ideológicas. Primeiramente, é possível verificar a existência de uma forte crença de que o pseudo-anonimato das redes sociais representa uma espécie de blindagem segura que protege os indivíduos de serem localizados e responsabilizados civilmente por seus atos. Munidos desta crença, as pessoas liberam suas ideologias preconceituosas sem restrições e qualquer crise de consciência (embora, muito dificilmente o fariam cara a cara). Ademais, esta tecnologia digital lhes permite romper e/ou desconsiderar qualquer distância social que possa existir entre elas e o(s) alvo(s) de suas ofensas disfarçadas em piadas depreciativas, já que em 76,2% dos casos analisados, ficou claro que elas não tinham qualquer tipo de relacionamento prévio com a vítima (tanto online quanto off-line). A perigosa consequência direta disso é que, potencialmente, estes indivíduos podem ofender praticamente qualquer pessoa que lhes vêm à mente no ambiente virtual. Como se isso não bastasse, como os usuários estão conectados em rede, ao disseminar estas ideologias, estes indivíduos atraem inúmeros outros com pensamento semelhante e amplificam o volume e o alcance de seus discursos preconceituosos de formas que não se vê no contexto do dia a dia fora da internet no Brasil.
Já no tocante à motivação ideológica, fica claro que o racismo arraigado, influenciado por crenças na ideologia do branqueamento (ou seja, a crença de que a branquitude é sinônimo de modernidade, beleza, civilidade e progresso, enquanto que a negritude seria exatamente o oposto), representa um dos principais pilares de sustentação desta prática. Como as piadas fazem parte do dia a dia de grande parte dos brasileiros e são socialmente aceitas nos mais variados contextos, elas constituem um veículo bastante conveniente para transmitir ideologias preconceituosas e permeadas de estereótipos negativos reducionistas. Afinal de contas, elas são meras “brincadeirinhas” recitadas com o objetivo unicamente de “entreter”.
No entanto, ao disseminar estes discursos preconceituosos e racistas nas redes sociais, estes indivíduos estão, na verdade, negando legitimidade à crescente ascensão social das mulheres negras e “punindo-as” por ultrapassarem a linha invisível que separa as fortes hierarquias sociais e raciais brasileiras (em outras palavras, é como se dissessem que determinados lugares de destaque e privilégio não lhes pertence). Na medida em que elas deixam de ocupar predominantemente papéis sociais associados à subserviência e baixa escolaridade e assumem posturas muito mais ativas na sociedade e, sobretudo, associadas a maior escolaridade, isso causa um profundo incômodo nos defensores de ideologias preconceituosas. Enfim, o resultado desta prática perniciosa (que precisa ser fortemente desafiada e desconstruída) consiste no triste reforço e perpetuação de representações sociais negativas e limitadas das mulheres negras brasileiras.
Depois de emocionar o Brasil ao visitar o cantor Arlindo Cruz, a cantora Alcione dá mais um show de humildade e simpatia ao elogiar a cantora Iza, sem economizar nas palavras.
“Iza, além de cantar muito, nem precisava ser bonita… Mas é! É um acontecimento que dança, canta lindamente. Eu fico muito feliz em falar de Iza e para Iza”, escreveu Alcione.
Em 14 de março de 2018, a vereadora e defensora de direitos humanos Marielle Franco, de 38 anos, foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro, quando voltava de um evento no qual palestrava.
Mais de dez disparos atingiram o veículo, exatamente na direção em que Marielle se encontrava. Quatro destes disparos atingiram sua cabeça. Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, dirigia o carro e se encontrava no ângulo dos disparos. Ele também foi atingido por pelo menos três tiros nas costas e não resistiu aos ferimentos. Marielle e Anderson morreram no local.
Se o Brasil se chocou com essas mortes tão violentas imaginem os familiares da vítimas. E para que essas mortes não sejam esquecidas a Anistia Internacional lançou um vídeo onde os pais de Marielle e sua irmã, descrevem como como foi o dia e a maneira como souberam da morte da vereadora e exigem justiça.
“Essa dor não vai passar. Então, que levem o nome da Marielle cada vez mais alto”, Marinete da Silva, mãe de Marielle.
Marielle era uma notável defensora de direitos humanos no Rio de Janeiro, e muito conhecida por sua incansável atuação na cidade e região metropolitana. Já desde muito antes de ser eleita vereadora, se destacava por denunciar violações de direitos humanos, em especial contra jovens negros, mulheres e pessoas LGBT, além de abusos cometidos por policiais em serviço e execuções extrajudiciais.
A Anistia Internacional pede que a comunidade ajude a pressionar as autoridades assinando uma petição que pode acelerar o processo de investigação. Para saber mais acesse aqui.
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